Notas Iniciais:

Olá!
Algumas informações importantes:
1. Heitor é irmão de Cassandra
2. Lucius e Cassandra são conhecidos de Hogwarts, tem quase a mesma idade.
3. Comensais e Aurores usam máscara para ocultar suas identidades.
4. Não se sabe o ano de nascimento de Alecto Carrow (irmã de Amico Carrow), então aqui eu coloquei ela como tendo 20 anos, a mesma idade de Cassandra.


O Comensal da Morte

Cassandra levantou sua varinha e apontou para a figura que havia invadido sua casa.

— Quem é você e o que quer aqui?

Cassy reconheceu aquele manto e aquela máscara, fosse quem fosse a pessoa que estava a sua frente, ela tinha certeza de que era um dos Comensais da Morte de Voldemort.

Talvez ele estivesse ali para matá-la, como haviam feito com seu irmão.

Porém, em vez do comensal atacá-la, ele retirou a máscara e disse:

— Estou aqui para lhe contar algo sobre o dia da morte de seu irmão.

Cassandra olhou para o Comensal, ela o conhecia bem, só não sabia se o que ele falava era real, mas ele parecia sério.

— Está aqui para remexer a ferida, Lucius? — Cassandra perguntou de forma sarcástica ao Comensal. — Está aqui pra ver meu sofrimento de perto?

— Não, Cassy, não estou. — Lucius respirou fundo e continuou — Como eu disse, estou aqui para falar do dia da morte de seu irmão.

— Está aqui para me dar detalhes de como seus amiguinhos o mataram? — Cassandra gritou dessa vez, perdendo a compostura.

— Cassy, escute, seu irmão não foi morto por um Comensal. — Disse Lucius enquanto se aproximava alguns passos. — Eu achei que os aurores tivessem lhe dito a verdade, mas aqueles covardes não foram nem capazes disso.

Cassandra ainda tinha a varinha apontada para Lucius.

— O que está dizendo, Lucius?

— Cassy, eu estava lá quando tudo aconteceu. Eu posso lhe assegurar e lhe provar que Heitor não foi morto por comensais.

Lágrimas correram dos olhos de Cassandra.

— Lucius, o que está dizendo? Não me torture dessa forma.

Lucius se aproximou de Cassandra, que agora já havia baixado sua varinha, e a conduziu até um dos sofás da sala de estar.

— Cassy, eu sinceramente achei que haviam contado a verdade a você.

— Que verdade, Lucius? Conte de uma vez!

— Cassy, no dia que Heitor morreu, nós Comensais, estávamos cumprindo uma missão para o Lorde das trevas. Nós só estávamos atrás de alguns pergaminhos, que segundo o Lorde, estavam na casa de um certo bruxo. Alguém denunciou nossa "visita" a esse bruxo e logo os aurores estavam nos abordando em frente à casa.

— Isso não está fazendo sentido nenhum sentido, Lucius.

— Acalme-se que vai fazer sentido. Nós entramos em combate com os aurores, tanto nós quanto eles estávamos mascarados, você sabe que tanto comensais quanto aurores protegem suas identidades com máscaras. — Explicou Lucius. — Nós estávamos em maior número, eram sete contra cinco. No meio dos duelos, eu atingi um auror, ele caiu e junto dele a sua máscara também caiu. Era seu irmão, mas ele estava bem, eu só tinha estuporado ele.

Lucius baixou seu olhar por alguns segundos, encarando a própria máscara, só depois desse pequeno gesto, que não passou despercebido por Cassandra, ele continuou:

— Alecto estava conosco, quando ela viu que era Heitor que estava ali, entre os outros aurores, ela quis parar a luta, mas não teve sucesso, tudo estava uma confusão. Alecto então correu até onde seu irmão estava para ajudá-lo.

Lucius crispou os lábios.

— Alecto nos disse que tinha pedido para ele sair dali, que a situação poderia ficar complicada. Ela disse que pediu para que Heitor fosse embora, mas Heitor não quis ir, ele disse à Alecto que não deixaria os outros para trás. Alecto então tentou convencê-lo a ir com ela, mas Heitor estava irredutível, ele queria levar todos os outros aurores junto com ele. Alecto disse a ele que então tentaria convencer os outros Comensais a irem e deixarem essa luta para trás. Só que ela não conseguiu fazer isso. — Lucius suspirou abatido. — Assim que Alecto se levantou para ir falar com os outros Comensais, um auror atacou-a pelas costas, ele aproveitou que Alecto estava distraída e lançou uma maldição da morte. Depois ela viu que quem a havia atacado tinha sido Dawlish.

— Dawlish? Mas ele também foi morto nessa luta. — disse Cassy.

— Sim, Alecto o matou.

— Por que Alecto fez isso?

— Porque foi por causa de Dawlish que seu irmão morreu. — Lucius disse.

Cassandra olhou confusa para Lucius.

— Dawlish atacou Alecto pelas costas, Heitor viu o que Dawlish pretendia. Heitor empurrou Alecto e recebeu a maldição no lugar dela. — O Comensal explicou.

Cassandra deixou grossas lágrimas correrem de seus olhos.

— Assim que Dawlish percebeu o que tinha feito, ele gritou que Alecto havia matado Heitor. Como ninguém estava olhado a cena, não era possível duvidar da palavra dele. Mas Alecto se enfureceu e chamou Dawlish de assassino. Alecto partiu para cima de Dawlish com toda a sua fúria e o matou com um único feitiço, assim como ele fez com Heitor. — Lucius esfregou os olhos, parecendo casando. — Quando os aurores viram o que tinha acontecido, que tinham perdido dois homens. Eles fugiram, só recolheram os corpos e saíram dali. Heitor morreu protegendo a mulher que ele amava, Cassy. E não fomos, nós, Comensais, que o matamos. Alecto não perdoaria nenhum de nós se fizéssemos mal a Heitor.

— Como posso acreditar nisso? — Perguntou Cassy.

— Eu não vim aqui só com palavras, Cassy. — Lucius tirou um pequeno frasco do bolso e entregou a bruxa. — São as lembranças de Alecto, do dia em que tudo aconteceu. O que contei a você foi baseado no que Alecto nos contou e nos mostrou. Ela ficou furiosa quando descobriu que estavam acusando os Comensais pela morte de Heitor. Alecto pode ser muita coisa, mas ela não é desleal. Ela amava seu irmão e era leal a ele, ela jamais o trairia ou machucaria.

— Se isso for um truque, eu mesma vou matar vocês dois, Lucius, Alecto e você.

— Cassy, a maioria das lembranças podem ser alteradas com feitiços simples. Porém, você sabe que lembranças carregadas de sentimentos não podem ser modificadas, pois os sentimentos permanecem ali. Somente lembranças cotidianas podem ser alteradas, lembranças como as de Alecto não poderiam ser modificadas.

— Você tem razão, Lucius. — Cassandra finalmente cedeu.

Cassandra pegou o frasco, com as memórias, da mão de Lucius e lhe disse que iria assisti-las.

— Assim que eu tiver organizado as minhas ideias eu entro em contato com você.

Lucius apenas assentiu e logo depois desapareceu da casa de Cassy.

Cassandra se levantou e foi até o quarto que era de seu irmão, revirou algumas gavetas até encontrar o que buscava, uma chave antiga, com entalhes de caveiras.

Depois ela voltou à sala de estar, com a chave em mãos, atravessou o cômodo e foi até a biblioteca. Abriu a gaveta de uma antiga escrivaninha de madeira e retirou de lá uma caixa de pedra, que era surpreendentemente leve. De dentro, Cassy tirou uma penseira. semos um cto na mulher que ele amava, Cassy. e m perdido dois homens. Eles fugiram, soda a furia e deixarem ess alut

Cassy respirou fundo enquanto encarava a penseira e a colocava sobre a escrivaninha. Depois, delicadamente, derramou as memórias de Alecto naquela água prateada.

Cassandra então mergulhou seu rosto na água e assistiu as memórias.

Tudo o que Lucius havia lhe contado era verdade e ainda havia mais detalhes. Alecto quase implorou para seu irmão sair dali, pediu que ele aparatasse para longe. Pois os Comensais estavam em maior número, além de estarem em uma missão para o Lorde das Trevas. Ela inclusive lhe disse que não se importava de ele ser um auror, continuava amando-o, mas lhe disse que ele tinha que sair dali imediatamente.

Alecto realmente queria proteger seu irmão, mas não conseguiu.

Quando Cassy assistiu à cena de seu irmão empurrando Alecto para o lado e recebendo em seu lugar a maldição, ela sentiu uma dor indescritível. Ela viu a face de Alecto ser tomada de puro horror e em seguida dor. Alecto então gritou de desespero com o corpo de Heitor em seus braços. A lembrança acabava ali. Cassy sabia que Alecto havia lhe poupado assistir a morte de Dawlish.

Cassandra afastou seu rosto da bacia de pedra e chorou, chorou muito, por horas.

Seu irmão não havia morrido no cumprimento do dever, mas sim protegendo a mulher que ele amava.

Assim que se recuperou do choque de assistir aquilo, Cassandra escreveu um pequeno bilhete e o enviou por coruja.

Ela marcou um encontro com Alecto Carrow, para algumas horas mais tarde.

~ x ~

Pontualmente às 2 horas da manhã, Cassy entrou no Cálice Virado, um pequeno bar, que ficava na Travessa do Tranco e segundo boatos na região, era frequentado quase que exclusivamente por Comensais da Morte, mas eram apenas boatos, já que ninguém conhecia as reais identidades dos Comensais da Morte.

Em uma das mesas, no canto esquerdo do bar, Cassandra avistou Alecto, já sentada e com um copo de whisky à sua frente. Alecto parecia tão abatida e arrasada quanto ela mesma.

— Carrow. — Disse Cassy ao se aproximar.

Alecto levantou os olhos para Cassy e respondeu no mesmo tom:

— Barthe.

— Como você está? — Perguntou Cassy a outra bruxa.

— Destruída? Arrasada? Eu nem sei mais. E você?

— Da mesma forma, sem saber o que sentir. — Disse Cassy.

Alecto bebeu um gole do whisky e disse:

— Eu não fui capaz de salvar aquele idiota, eu nem sabia que ele era um auror. Bom, eu não tinha como saber. — Alecto parecia completamente abatida. — Como um tonto como ele se tornou auror?

— Eu acho que ele também não sabia que você era uma Comensal. — Disse Cassy.

— Não, ele não sabia. E mesmo assim ele morreu me salvando. Eu não mereço isso, Cassandra. Eu quem deveria ter morrido, não ele...não ele. — Alecto bebeu o resto de seu whisky em um só gole.

— Alecto, ele te amava. — Cassy amoleceu um pouco e colocou sua mão sobre a de Alecto. — Ele morreu salvando a mulher que ele amava.

— Aquele idiota, sempre bancando o herói. — Alecto secou discretamente uma lágrima. — Ele sempre será um herói para mim, meu herói.

Cassy deu um leve sorriso.

— Eu tentei tirar ele de lá, eu tentei convencer ele a ir embora, mas ele não me ouviu. — Disse Alecto. — Eu tentei...

— Eu sei, eu vi as suas memórias.

Alecto olhou para Cassy e disse:

— Eu vinguei a morte dele, mas não deixei isso para você ver, você não precisava ver o que eu fiz com aquele outro auror.

Cassy entendeu e apenas assentiu.

— Eu quero te agradecer por me mandar suas memórias, foi muito bom saber da verdade, apesar de ser muito doloroso ver a morte de Heitor. — disse Cassy.

— Você merecia saber da verdade. Mas eu não tive coragem de ir até você, então pedi a Lucius. — Alecto mirava seu copo. — Não sabia como olhar para você depois do que houve.

— Não foi culpa sua, Alecto. Você tentou tirar ele de lá. — disse Cassy. — Sei que nunca o machucaria. Você também o amava, eu sei disso.

— Sim, eu amava aquele idiota. — Alecto voltou a olhar para Cassy.

— Tenho uma última pergunta. Posso?

Alecto permitiu.

— É você quem deixa tulipas vermelhas no túmulo dele? — Perguntou Cassy.

Alecto assentiu e disse:

— Sim, sou eu. Quer que eu pare de fazer isso?

— Não. — Disse Cassy rapidamente. — Por favor, continue deixando flores para ele. Sei que não faz isso levianamente.

Alecto dá um mínimo sorriso. E depois pergunta:

— O que vai fazer agora que sabe que sou uma Comensal? Me entregar aos aurores?

Cassy nega.

— Jamais darei uma informação dessa aos aurores. E nesse momento só quero distância daqueles mentirosos. Não se preocupe, eu manterei seu segredo e o de Lucius também, mesmo que ele não tenha me pedido isso. Você pode dizer isso a ele, não tive a oportunidade de fazê-lo.

Alecto assentiu e agradeceu.

— Alecto, obrigada por ser sincera comigo e obrigada por amar meu irmão, também por vingá-lo, já que eu nunca teria coragem de fazer algo assim. Agora eu tenho que ir, se ficar muito por aqui posso levantar suspeitas. — Cassy referia-se a fama do bar.

— Foi uma honra poder amar seu irmão. — Disse Alecto não muito certa de estar usando as palavras corretas para se expressar.

Cassy sorriu e se despediu. Saiu do bar, no qual não pretendia voltar nunca mais e rumou para sua casa.

Cassandra, naquele momento, tinha tomado uma decisão muito importante, ela iria mudar tudo aquilo.


Notas finais:

Então, o que estão achando?
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