Notas iniciais:
Mais um capítulo!
Espero que gostem!
Boa leitura!
O Informante
Cassandra foi para casa, estava decidida a ter sucesso em seu intento. Iria buscar toda e qualquer informação sobre Voldemort, queria descobrir o máximo possível sobre ele para chegar preparada ao passado, isso se ela viajasse e se acabasse no local correto.
Porém, não sabendo exatamente por onde começar sua busca, decidiu recorrer a alguém a quem conhecia bem, não era a pessoa mais confiável do mundo, mas pelo preço certo, era alguém de quem se podia comprar lealdade, silêncio e informações.
Ela escreveu um rápido bilhete para essa pessoa, pedindo para encontrarem-se em um local discreto e onde pudessem conversar livremente.
Em menos de trinta minutos, Cassy recebeu a resposta. No bilhete, que sua coruja trouxe de volta, havia apenas os seguintes dizeres:
"The Kronos Café, em Londres.
14hs
Traga dinheiro trouxa"
Cassy respirou fundo, odiava esse lado mandão dele. Ela teria que ir até o Gringotts trocar dinheiro, ela não tinha nenhum dinheiro trouxa consigo. Certamente aquele idiota iria querer comer às suas custas, como já havia feito tantas outras vezes.
~ x ~
Ao meio dia, Cassandra saiu de casa, aparatou próximo ao Caldeirão Furado, não queria chamar muito a atenção aparatando diretamente no Beco Diagonal. Se ela atravessasse o bar, só encontraria Tom, o proprietário do local, afinal era hora do almoço e ninguém ousava arriscar a vida provando o menu do local.
Cassandra atravessou o bar, foi até a parede de tijolos, tocou-a e passou por ela assim que a passagem se abriu. Caminhou pela tortuosa e estreita rua, só parando quando chegou em frente ao Gringotts.
Entrou, passando pelas grandes portas douradas e se encaminhou até um dos duendes, para receber atendimento.
— Senhorita Barthe, como posso ajudá-la? — Perguntou um duende com cabelos ralos e grisalhos.
— Preciso acessar o cofre de minha família. — Disse a bruxa.
— Certamente — disse o duende.
Ele então fez sinal, chamando um de seus colegas, para que levasse Cassandra até o cofre da família Barthe. Cassandra foi conduzida pelo labirinto de cofres do banco, descendo até os andares mais profundos, que era onde localizavam-se os cofres das famílias bruxas mais antigas.
Quando chegaram em frente ao cofre, o duende que a acompanhava, abriu a porta com um feitiço, os cofres antigos só podiam ser abertos dessa forma, não havia chaves.
— Senhorita. — Indicou o duende mostrando que o cofre já estava aberto e poderia ser acessado.
Cassandra entrou, respirou fundo, não tinha ido até aquele lugar em muito tempo, era sempre seu irmão que cuidava desses assuntos burocráticos, como ir ao banco.
A bruxa circulou pelo grande cofre, recheado de tesouros, alguns dos quais certamente não pertenciam a família Barthe originalmente, haviam sido roubados há muito tempo.
Cassy parou em frente a uma pequena mesa, onde ficavam alguns pequenos cálices de ouro. Cada criança que nascia na família, um cálice de ouro era adicionado à aquela mesa, os dois últimos cálices levavam o nome de Heitor, seu irmão e Cassandra, seu nome.
Ela passou a mão delicadamente sobre a fina caligrafia dos cálices, passou os dedos sobre as letras que formavam o nome de seu irmão.
— Você não tem ideia de como sinto a sua falta. — Disse Cassy, para o cálice com o nome de Heitor, em um sussurro. — Tudo era mais fácil, mais leve, mais feliz quando você estava comigo. Agora nada mais faz sentido. Eu me sinto tão sozinha e perdida. Você era tão bom para me guiar pelo caminho certo, Heitor. Na verdade, você era o único que fazia isso por mim.
Cassy respirou fundo e depois continuou:
— Sem você aqui, pode ser que eu acabe sucumbindo ao lado das trevas, assim como o restante de nossa família.
Cassy, não querendo reviver mais sentimentos difíceis, deixou os cálices de lado e dirigiu-se a uma pilha gigantesca de moedas. Ela abriu a bolsa que levava, e colocou centenas de galeões dentro, se ela tivesse que pagar seu informante era bom estar preparada.
Cassy então dirigiu-se à saída, porém, antes de ir, passou os dedos mais uma vez pelo nome de seu irmão, que estava gravado no cálice dourado.
— Heitor, me ajude a ir pelo caminho certo. Sozinha é difícil.
Cassandra saiu do cofre, esperou o duende trancar o local, depois voltou a superfície.
Foi até o duende que a havia atendido anteriormente e trocou alguns galeões por libras, afinal ela precisava de dinheiro trouxa.
Cassy saiu do Gringotts e dirigiu-se de volta à Londres trouxa. Assim que saiu do Caldeirão Furado pensou em ir andando até o café onde teria que encontrar seu informante, mas desistiu. Então chamou um táxi, aproveitou que tinha consigo dinheiro trouxa.
Um pouco antes das duas da tarde, Cassandra chegou em frente ao The Kronos Café. Pediu uma mesa dentro do local, logo sendo conduzida por um dos funcionário ao interior do estabelecimento. O funcionário lhe deixou um menu e disse que voltaria em alguns minutos para pegar o pedido.
Cassandra não estava habituada a andar pelo mundo trouxa, no entanto também não era uma completa leiga sobre os trouxas. Ela conseguia se virar bem e disfarçar sua curiosidade sobre certas coisas que estava vendo naquele lugar.
Um homem aproximou-se da mesa onde Cassy estava e disse:
— É uma honra voltar a vê-la, Cassandra.
Cassy, que estava distraída olhando o menu do local com demasiado interesse, assustou-se quando o homem lhe dirigiu a palavra.
— Por Merlim, Damien, não poderia ser mais delicado. — Disse Cassy assim que recuperou-se do susto.
— Obviamente não. Desde quando eu preciso ser delicado com você, pirralha. — Disse o bruxo enquanto sentava-se na cadeira ao lado dela.
Cassandra torceu a cara para a palavra "pirralha".
— Não vou nem responder, pois você não merece. — Disse Cassy.
Damien era um velho amigo de seu irmão, os dois haviam sido colegas em Hogwarts. Enquanto seu irmão seguiu carreira no Ministério, Damien resolveu seguir por outro lado, um lado mais obscuro, ele havia se tornado uma espécie de caçador de recompensas, ele fazia quase qualquer coisa, desde que fosse bem pago.
— Quanta maldade nesse seu coraçãozinho, Cassandra. — Disse Damien debochado.
Cassandra estreitou os olhos para o bruxo, mas não disse nada.
— Me diga o que precisa, pirralha. — Disse Damien.
Mas antes que Cassy pudesse falar qualquer coisa, um dos atendentes do café veio pegar o pedido deles. Cassy sequer havia escolhido algo. Damien percebendo isso disse:
— Pode trazer dois cafés pingados e dois croissants de chocolate.
O atendente acenou afirmativamente.
— Você conhece bem esse lugar? — Perguntou Cassy meio incerta.
— Sim, não se preocupe. A comida daqui é excelente, assim como o café. — Disse Damien. — Agora, diga logo o que quer.
— Dessa vez eu preciso de algo grande, Damien. — Disse Cassandra mirando o bruxo seriamente.
— Grande quanto? — Damien se interessou naquela conversa.
— Grande o suficiente para você dar seu preço e eu não contestar. — Disse Cassy.
Damien arqueou as sobrancelhas e disse:
— Sabe que eu não mato, não sabe?
— Sei disso. E não quero que mate ninguém, pelo menos eu acho que não será preciso. — Disse Cassy. — Eu quero que investigue alguém e descubra tudo que for possível.
— É alguém do alto escalão do Ministério? — Questionou Damien curioso.
— Não. É alguém bem mais perigoso. — Cassy ajeitou-se na cadeira.
O atendente deixou os pedidos deles sobre a mesa e depois pediu licença.
— Quem? — Perguntou Damien depois de dar uma mordida generosa em seu croissant.
— Voldemort. — Disse Cassandra quase me um sussurro.
— O que? Porquê? — Perguntou Damien depois de quase se afogar com o pedaço de croissant que estava em sua boca.
— Damien, eu chamei você para não precisar explicar nada disso. — Disse Cassy.
— Eu faria, sem perguntar, se fosse qualquer outra pessoa. Mas você é um caso à parte, você é a irmã de um amigo importante. — Damien deu um gole em seu café. — Não está pretendendo se meter em nada perigoso?
— Não — mentiu Cassy. — Estou trabalhando para a Ordem da Fênix, tenho certeza de que você sabe que organização é essa. Dessa vez eu estou do lado dos mocinhos, como meu irmão gostaria que fosse. — Isso em parte era verdade, pensou Cassy.
— Você está trabalhando ao lado dos mocinhos? — Damien parecia incrédulo.
— Qual o problema? Não pense que faço isso porque quero, só estou fazendo isso em nome da memória de meu irmão e por que minha mãe estava me deixando louca também com essa coisa de "fazer boas ações" como o Heitor.
— Está bem — disse Damien. — Vou fazer o que você pediu.
— Obrigada. — Disse Cassy sentindo, pela primeira vez desde que Heitor partiu, um pouco de animação. — Quanto ao preço...
— Veremos depois, por enquanto não vou pedir nada adiantado, não sei quanto poderei descobrir. Assim que eu tiver informações mando junto com meu honorários. — Disse Damien.
Cassy sentiu-se aliviada, apesar de seu receio inicial, havia sido uma boa ideia chamar Damien para esse trabalho.
~ x ~
Cassandra havia voltado para casa cansada, no entanto sua conversa com Damien havia dado resultado. Não queria ter envolvido ele nisso, mas não conhecia ninguém melhor para o "trabalho".
Cassy sentou-se no sofá e passou as mãos pelo rosto, não sabia como faria isso dar certo, mas faria seu melhor, afinal estava fazendo isso pela pessoa que mais amava no mundo. Faria qualquer coisa para que seu irmão tivesse uma vida plena e feliz, mesmo que para isso precisasse sacrificar sua própria vida ou seu futuro e talvez até sua existência.
A bruxa levantou a cabeça, não queria pensar em coisas tristes naquele momento, ela tinha mais o que fazer, como estudar o passado para que sua atuação em frente ao Lorde das Trevas fosse o mais convincente possível.
A bruxa pegou as revistas que estavam sobre a mesa de centro, havia cerca de dez revistas, que ela havia comprado em um sebo na Londres trouxa. Todas as revistas falavam sobre a vida da mulher dos anos 50.
As revistas, apesar de serem de editoras trouxas, certamente lhe trariam informações relevantes sobre como se portar na sociedade e também sobre como se vestir.
Cassy abriu a primeira revista da pilha e logo deu de cara com uma reportagem que 'mostrava' como uma boa esposa deveria ser, um dos primeiros itens citados era saber cozinhar bem. Cassy revirou os olhos, ela sequer sabia cozinhar.
Cassandra foi até a cozinha, pegou uma garrafa de vinho e uma taça, voltou a sentar-se no sofá. Assim que encheu a própria taça, Cassy sussurrou a si:
— Só bebendo para conseguir ler essa merda...
Notas finais:
Comentem o que estão achando!
Um beijãoo!
