Notas Iniciais:
Voltei!
Os Arranjos
Cassandra acordou na manhã seguinte com os raios de sol que atravessaram a fina cortina da janela. Cassy abriu seus olhos ainda meio atordoada, olhando para os lados para certificar-se de onde estava. Sentou-se na cama e passou sua mão sobre o rosto, respirou fundo, logo lembrando-se de onde estava.
— Tem muitas coisas que preciso fazer hoje, é melhor me levantar logo. — Disse a si enquanto se esticava um pouco para afastar o sono, não havia sido uma noite tranquila para Cassy.
Cassy pegou a roupa, que havia separado na noite anterior, que havia trazido consigo do futuro e trocou pela camisola que usava. Era um vestido simples, que havia mandado fazer justamente para isso, para ter o que vestir quando chegasse a 1952. Ela também havia pedido a Madame Malkin que fizesse um chapéu combinando com o vestido, o que a bruxa prontamente concordou.
Cassandra colocou o vestido, feito de um tecido laranja claro, depois ajeitou seu cabelo, colocando então o chapéu clochê sobre a cabeça. Depois recolheu sua pequena bolsa e a colocou no ombro.
Cassy olhou-se no espelho, realmente parecia uma aristocrata dos anos 50, sorriu para seu reflexo, era como criar uma nova personalidade, uma nova Cassandra Barthe.
— Tenho que parar de me distrair com bobagens. — Disse ao seu reflexo.
Finalizou colocando sua capa, já que o clima estava frio e seu vestido tinha mangas curtas.
Deu mais última olhada no espelho e disse:
— Estou pronta.
Saiu de seu quarto, não esquecendo de trancar a porta, deixou a chave no bar, com Tom, quando desceu.
— Não sei se voltarei. — Cassy disse ao homem. — Caso eu não retorne até o anoitecer, pode considerar meu quarto vago. Quanto ao valor já pago, deixarei como gorjeta.
Os olhos de Tom brilharam em alegria, era uma boa gorjeta.
— Claro, senhorita Barthe.
Cassandra despediu-se com apenas um acenar de cabeça e partiu em direção ao Beco Diagonal. Assim que ela ultrapassou a passagem de tijolos, viu-se de cara com a tão familiar rua estreita e repleta das mais diversas lojas. Mas, dessa vez não entraria nas lojas, passaria por ali apenas para poder aparatar de forma segura.
Assim que chegou a um local destinado a essa finalidade, Cassy aparatou. Em instantes, seus pés trocaram o concreto pela grama.
A bruxa havia aparatado próximo a uma construção de pedra, era uma casa imensa, com janelas cinzas espalhadas pela fachada. A casa antiga lembrava as construções de aldeias francesas medievais, com seus telhados pontiagudos e pequenas torres.
Cassy olhou para aquela casa, era uma propriedade que pertencia a sua família, tanto no passado como no futuro. Cassandra conhecia a casa, já que havia sido deixada pela sua tataravó a ela. Não exatamente a ela, mas sim a primeira mulher que nascesse na família Barthe após a morte da sua tataravó, que no caso foi a própria Cassandra. A escritura daquela casa ainda tinha seu nome, mesmo no passado.
Cassy não gostava daquela casa, parecia um mausoléu, mas no momento não tinha muita escolha, era a única propriedade da família que a pertencia e que ela tinha como provar, já que havia trazido a escritura consigo e estava rogando para que seu nome permanecesse ali, mesmo no passado.
Cassandra suspirou e caminhou até a porta, colocou a mão na maçaneta e girou, torcendo para que a porta se abrisse, já que como estava bem descrito em letras garrafais na escritura do imóvel "a porta só abrirá e os elfos só servirão à sua verdadeira herdeira".
A bruxa ouviu um clique e então a porta se abriu. Ela suspirou aliviada. Era bom ver que as coisas estavam dando certo. No entanto, assim que a porta se abriu, também foram ouvidos dois estalos.
Cassy mirou os dois elfos que aparataram quase que instantaneamente em sua frente. Os elfos a miraram com curiosidade, Cassy os conhecia, no futuro obviamente. Aqui, no passado, ela era uma desconhecida para as duas criaturas.
— Quem é a senhora? — Perguntou uma das criaturas enquanto remexia nervosamente as mãos e a olhava de soslaio.
— Senhorita. — Cassy corrigiu.
— Quem é a senhorita? — A criatura voltou a perguntar.
— Eu sou a herdeira dessa casa, Antonella Barthe deixou essa propriedade a próxima Barthe mulher que nascesse na família e essa sou eu. — Cassy disse.
Sua tataravó havia morrido há pelo menos 20 anos, então ela não deixava de estar falando a verdade. A família Barthe quase não tinha mulheres em sua linhagem, por isso, mesmo depois de tantos anos, Cassy seguia como sendo a única herdeira legítima.
Os elfos prontamente fizeram uma exagerada reverência e disseram em uníssono:
— Estamos aqui para servi-la, senhorita Barthe, nós também somos parte da herança.
— Eu sou Gilea — disse a elfa e depois apontou para a outra criatura — e este é Heli.
Cassy sabia que não podia ser demasiado gentil com seus elfos, ninguém em sua família era, se ela fosse, até os elfos poderiam desconfiar. Então ela apenas fez um aceno com a cabeça.
— Eu tenho a intenção de passar a morar nessa casa. — Disse ela. — Se possível, a partir de hoje.
Os elfos acenaram afirmativamente.
— É possível, senhorita. Nós temos mantido a casa em perfeita ordem à espera da herdeira. — Disse Heli.
— A senhorita tem alguma bagagem que devemos buscar? — Gilea questionou.
A única bolsa que a bruxa tinha consigo era aquela pequena, que estava presa a seu ombro.
— Não há nada, — Cassy disse aos elfos — eu vim para começar uma nova vida, deixei tudo para trás.
Os elfos assentiram.
— A senhorita gostaria de conhecer a casa? — Heli questionou.
Cassy até pensou em aceitar, porém não podia demorar-se demais. Ainda tinha outros assuntos a resolver.
— Não será necessário, eu só quero que me leve até o quarto principal da casa. — Cassy disse, seu tom de voz não conseguindo adquirir um tom autoritário sequer.
Ela suspirou e pensou que não servia para ser senhora de uma casa e nem de elfos, mas preferiu guardar isso para si.
Heli indicou com suas pequenas mãozinhas magricelas a escada e disse:
— Me acompanhe, senhorita Barthe.
Cassandra acompanhou o elfo. Eles subiram a longa escadaria de mármore e andaram por um longo corredor no segundo andar, repleto de portas. Heli parou em frente a uma porta dupla de madeira branca e disse:
— É aqui, senhorita. — O elfo abriu as portas.
Cassy adentrou e olhou o cômodo, estava em perfeito estado, tanto de conservação quanto de limpeza.
— Podemos trocar o lençol e as roupas de cama, senhorita. Foram trocadas ontem, mas podemos fazer a troca novamente.
Cassy negou.
— Não será necessário.
O elfo apenas abaixou a cabeça assentindo.
Repentinamente Gilea, a outra elfa, aparata na porta do quarto e faz uma reverência.
— A senhora Barthe, antes de morrer, deixou em nossa guarda esta carta. — Gilea estendeu a Cassy o envelope. — Ela nos ordenou que entregássemos a herdeira da casa.
Cassy franziu o cenho, no futuro ela não havia recebido carta alguma. Bem, também ela nunca havia entrado na casa, apenas havia falado com os elfos, não havia 'assumido' a propriedade, apenas mantinha a escritura em seu poder.
Cassy pegou o envelope, quebrou o selo da família Barthe e retirou dali um pedaço de pergaminho dobrado em quatro partes.
"Querida Herdeira,
Seja bem vinda a sua nova residência. Deixei juntamente com a casa, dois elfos domésticos, Gilea e Heli, eles lhe serão leais enquanto você viver. Além disso, deixo também uma soma em dinheiro, que está depositada no Gringotts, a chave do cofre está com os elfos domésticos. Faça bom proveito de sua herança.
Antonella Barthe."
Assim que Cassy terminou a leitura da carta, Gilea tirou das dobras de suas vestes um chave antiga e entregou a Cassy.
— A chave do cofre, senhorita Barthe.
— Obrigada. — Cassy disse antes de pensar.
Os dois elfos, que provavelmente nunca haviam recebido um agradecimento na vida, arregalaram ainda mais seus já grandes olhos.
— A senhorita não deve agradecer — disse Heli — é nossa obrigação servi-la.
— Se eu agradecer vocês, apenas aceitem, não questionem. Isso é uma ordem. Entenderam? — Cassy falou aos elfos.
— Sim, senhorita. — As duas criatura disseram prontamente.
— Ótimo, então estamos entendidos. — Cassy disse. — Me deixem sozinha por enquanto, eu tenho que organizar algumas coisas. Se eu necessitá-los, chamarei.
Os dois elfos assentiram e desaparecem com um leve estalo.
Cassandra fechou a porta do quarto e andou até uma penteadeira de cor turquesa, que ficava em frente a cama. Sentou-se na cadeira, que fazia jogo com a penteadeira, retirou sua capa, colocando-a sobre o encosto da cadeira; finalmente encarou a chave que tinha em suas mãos, lembrava muito a chave que havia deixado para Damien, de um cofre no Gringotts também. Cassy suspirou, havia concluído que não tinha como deixar de pensar em seu irmão e também em Damien, muitas coisas os lembravam, não fugiria mais desses pensamentos, só teria cuidado para que eles não dominassem sua mente e nem a desviassem de seu objetivo maior.
Cassy sentiu a textura da chave sob seus dedos, dinheiro não era um problema imediato, pois ela havia retirado uma considerável quantia do cofre da família, tanto para deixar a Damien, como para trazer ao passado. Mas era bom ter a garantia de que teria dinheiro e que não teria que se preocupar com isso. Além disso, ter os elfos era algo muito útil, saber que eles lhe seriam fiéis era ainda melhor.
Cassy continuou encarando a chave, enquanto seu olhar estava perdido nas diversas ranhuras do objeto ela lembrou-se de que necessitaria de vestes e vestidos, requintados obviamente. Se ela quisesse chamar a atenção de Voldemort, deveria mostrar que tinha muitas posses, usar roupas requintadas certamente ajudaria em seu intento.
Cassandra pensou em ir até Madame Malkin, no entanto, Twilfitt e Tatting's era uma loja muito mais requintada e exclusiva, não gostava muito do local, mas dessa vez não tinha escolha, teria que escolher comprar suas vestes e vestidos na Twilfitt e Tatting's. Ela teria que gastar uma boa quantia em dinheiro nisso, já que repetir o mesmo vestido estava fora de questão, quem tinha status não repetia seus vestidos, pelo menos era isso que Cassy havia lido nas revistas trouxas, deveria valer o mesmo para a comunidade bruxa.
Cassy remexeu no interior de sua bolsa, retirou dali um dos relatórios que Damien havia feito sobre Voldemort. Segundo o que Damien havia descoberto, os seguidores do Lorde das Trevas se reuniam no mesmo bar que frequentavam no futuro, o Cálice Virado, que ela conhecia relativamente bem. O próprio Lorde era frequentador do local.
Damien também havia descoberto que, naquela época, muitas bruxas e bruxos de famílias tradicionais circulavam por aquele local, que era muito famoso por reunir apenas famílias da alta sociedade e de sangue puro. O Cálice Virado era um local onde as jovens bruxas de famílias ricas acabavam buscando marido. Não seria muito difícil Cassandra se passar por uma dessas jovens, no entanto as intenções dela eram muito diferentes.
Cassandra guardou aquele relatório de volta em sua bolsa, voltou a colocar a capa sobre os ombros e chamou um de seus elfos.
— Heli.
O elfo prontamente aparatou em frente a Cassy.
— Vou sair, volto em algumas horas. É possível esperar-me com um refeição pronta?
— Sim, senhorita, temos mantimentos na casa. — O elfo respondeu.
— No entanto, eu não sei a que horas voltarei.
— Não há problema, senhorita, nós manteremos a comida aquecida.
Cassy assentiu.
A bruxa então deixou sua nova casa, aparatando novamente no Beco Diagonal. Cassy passou pela loja de Madame Malkin, mas não entrou. Seguiu um pouco mais adiante, parou em frente a Twilfitt e Tatting's, uma loja com fachada escura e sóbria, o ar sofisticado do local já começava pela fachada.
Cassandra subiu os três pequenos degraus e empurrou a porta de entrada, uma leve sineta foi ouvida, para indicar a chegada de uma nova cliente. Logo uma bruxa magra e alta saiu de trás do balcão e veio até Cassy, a bruxa tinha um claro ar esnobe, mediu Cassy de cima a baixo antes de falar qualquer coisa. Era por isso que Cassy detestava aquela loja.
— Boa tarde, seja bem-vinda a Twilfitt e Tatting's. — Disse a atendente. — Procura algo especifico, senhorita...
Cassandra notou rapidamente que a atendente já buscava saber o sobrenome dela, para "decidir" de que forma a trataria.
— Senhorita Barthe. — Cassy completou.
Cassy notou que a bruxa rapidamente mudou a postura, ela pode ver no olhar dela um misto de medo e respeito. Ela também não gostava disso, as pessoas tinham tanto medo de sua família, se soubessem que no fundo a grande maioria dos Barthes eram saqueadores covardes não agiriam dessa forma.
— Na verdade, eu tenho a intenção de renovar as minhas vestes. Preciso de vestidos, casacos, capas, chapéus, luvas, sapatos. — Cassy respondeu rapidamente para que pudesse sair dali o mais breve possível.
Os olhos da atendente brilharam em alegria, a venda que ela faria seria bem grande.
Nas horas seguintes Cassandra escolheu casacos caríssimos e vestidos que também custavam uma pequena fortuna, afinal ela precisava mostrar que definitivamente pertencia a uma família bruxa de prestígio e posses. Os itens mais baratos foram os acessórios, não deixando de também terem um ar requintado e aristocrático.
Quando Cassandra havia completado sua compra, assim como os ajustes que foram necessários, foi até o caixa acertar o valor. A atendente já havia empacotado tudo e estava terminando de preencher a nota de venda.
— A senhorita gostaria de que entregássemos suas compras? — Perguntou a atendente após finalizar a nota e alcançar a Cassy.
Cassandra pensou por alguns momentos, não achava prudente dar seu endereço para entrega, seria melhor manter-se 'escondida' o maior tempo possível.
— Não será preciso, mandarei um de meus elfos buscar as compras. — Cassy disse.
— Certamente, senhorita Barthe. — A bruxa disse, aparentemente desejando finalizar o mais rápido possível aquele atendimento. — O total de sua compra foi de 734 galeões.
Cassy remexeu na sua pequena bolsa e dali tirou uma sacola marrom e largou-a sobre o balcão.
— Pode conferir o valor, se desejar. — Cassandra disse.
— Não será necessário, de forma alguma. — Disse a bruxa.
Cassy deu um pequeno sorriso debochado, imaginando que naquela época, a fama de sua família era a mesma que no futuro, talvez até fosse pior.
— Senhorita Barthe, foi uma honra tê-la em minha loja. — A atendente fez uma leve reverência. — Mande meus cumprimentos a sua família.
Cassy apenas fez um leve movimento afirmativo com a cabeça, virou e saiu do local.
Quando Cassy alcançou a calçada, o sol já estava se pondo. Cassy mirou o horizonte e suspirou, precisava ir logo para casa ou não conseguiria dar sequência ao seu plano ainda hoje. Cassy andou até uma zona segura para aparatar e aparatou para sua casa o mais rápido possível. Assim que atravessou a porta de sua nova casa, seus dois elfos já a aguardavam a postos.
Cassy mirou-os e disse:
— Preciso que um de vocês vá até a Twilfitt e Tatting's buscar as minhas compras.
Heli logo se prontificou.
— Eu irei, senhorita.
— Ótimo, — disse Cassy — só procure não demorar a retornar, eu preciso dos vestidos para a hoje à noite.
Heli assentiu e logo desapareceu.
— Eu preciso de um banho. — Cassy disse e suspirou enquanto rumava em direção as escadas.
— Eu lhe preparei um banho imediatamente. — disse a elfa.
— Não será necessário, Gilea, apenas me indique onde estão os artigos de higiene.
Gilea assentiu e seguiu sua senhora escadas à cima. Assim que entraram no quarto de Cassy, seguiram até o banheiro, então a elfa mostrou tudo o que era necessário à sua senhora.
— Algo mais, senhorita? — Gilea perguntou.
— Não. Apenas ajude Heli quando ele chegar. Quero que arrumem as minhas roupas no closet. — Cassy disse.
— É claro, senhorita.
Gilea se retirou do aposento. Cassy então encheu a banheira, logo depois despiu-se e entrou, o banho estava na temperatura perfeita. Ela sentou-se na banheira, escorou a cabeça na borda e finalmente deu-se ao luxo de descansar um pouco. Cassy suspirou enquanto a água quente pareceu levar todo seu cansaço embora.
Alguns minutos mais tarde, ainda que relutante, Cassy saiu da banheira, secou-se um pouco com uma toalha, logo depois vestiu um dos robes que Gilea havia deixado sobre o aparador.
Voltou até seu quarto, onde os dois elfos estavam separando suas vestes e organizando-as no grande closet que havia ali.
— Senhorita, vai demorar um pouco para arrumar. — Disse Gilea que fazia uma pilha com os diversos pares de luvas que Cassandra havia comprado.
Cassy, que pretendia ir até o Cálice Virado ainda naquela noite, disse aos elfos:
— Heli, traga minha refeição aqui em meus aposentos.
O elfo assentiu e foi cumprir a ordem de sua senhora.
— Gilea, separe o vestido preto com renda e as luvas longas da mesma cor, também uma bolsa que combine com o vestido e o casaco de pele branco longo. — Cassy disse à elfa que havia ficado no quarto.
— Sim, senhorita. — A elfa prontamente se colocou a buscar as peças que sua senhora havia pedido.
Antes que Gilea tivesse terminado de buscar as peças, Heli já estava de volta com o que seria o jantar de Cassy.
Heli colocou a bandeja com o jantar sobre a penteadeira, como Cassy havia lhe orientado. E enquanto Cassy jantava, os dois elfos terminaram de separar as peças que ela havia solicitado e tinham voltado a guardar o restante das roupas no closet.
Cassandra terminou seu jantar e então foi trocar sua roupa, pediu que os elfos se retirassem enquanto ela se trocava.
Primeiro ela vestiu a lingerie e a meia calça. Em seguida colocou o vestido de renda preta, o vestido vinha um pouco acima do joelho na frente e era mais longo atrás, era todo enfeitado com rosas negras de renda ao longo da cauda. O vestido tinha a cintura bem marcada e um decote canoa, que dava um ar levemente sexy a peça. Cassy olhou-se no espelho da penteadeira por um instante, o vestido havia lhe caído muito bem.
Depois sentou-se e, com um toque de varinha, ajeitou seu cabelo, deixando pequenas ondas no comprimento e cachos nas pontas. Sobre a maquiagem, ela não tinha muita certeza sobre como deveria fazê-la, mas também usou magia, seus lábios adquiriram um tom rubro, seus cílios ficaram curvados e carregados de rímel, o delineador marcou seu olhar e a sombra era penas um leve brilho.
Cassandra admirou seu rosto no espelho, estava realmente parecida com as mulheres das revistas trouxas que ela havia lido e estudado por semanas, agora ela só esperava que a moda bruxa e a moda trouxa seguissem a mesma tendência.
Ela andou até a cama, em cima desta estavam também alguns pares de sapatos que Cassy havia selecionado. Ela pegou um sapato preto, para combinar com o vestido, com salto fino e bico levemente arredondado, calçou em seus pés e voltou ao espelho para ver como havia ficado a combinação.
Cassandra chegou à conclusão de que havia conseguido aprender o suficiente sobre a moda dos anos 1950, já que ela estava achando-se parecidíssima as modelos das revistas trouxas que havia lido.
Cassy pegou a bolsinha que havia pedido para Gilea separar e ali colocou uma boa quantia de galeões e também a sua varinha. Terminou de arrumar-se e colocou o casaco de pele branca sobre seus ombros, segundo as revistas, era muito necessário usar peles se você quisesse mostrar seu status social.
Cassandra agora encarou-se no espelho grande que havia ao lado da penteadeira, ela estava realmente parecendo uma aristocrata da época, agora ela só precisava agir como uma para não levantar suspeitas.
Notas Finais:
* 1 galeão = mais ou menos 137 reais
734 galeões = mais ou menos 100558 reais
