Notas iniciais:
Espero que gostem do capítulo!
Capítulo 16: A Reunião
Como prometido, Cassy havia chegado na tarde do dia seguinte ao Cálice Virado. O segurança sequer lhe perguntou o que fazia ali àquela hora, apenas abriu a porta para que ela entrasse. Assim que o fez, encontrou Riddle sentado no bar aparentemente esperando-a.
Riddle virou-se para Cassy e sorriu, esbanjando seu charme.
— Então a senhorita realmente veio.
— O senhor esperava que eu me acovardasse? — Cassy questionou demonstrando um pouco de sua indignação.
— Talvez. — Respondeu Riddle. — No entanto, fico feliz que esteja aqui.
— Antes de tratarmos de qualquer assunto, tenho algumas perguntas a fazer, senhor Riddle.
— Certo, faça suas perguntas, porém não posso prometer que as responderei.
— Por que nos últimos dias tem sido tão cortês, sendo que antes era indiferente a minha presença?
— Já lhe disse, percebi que não era como as outras bruxas no bar. Há algo de diferente na senhorita.
Cassy manteve um olhar sério na direção do homem.
— É a verdade, senhorita Barthe.
— Tudo bem. — Cassy cedeu. — Eu lhe disse que minha vingança será algo grande, mas essa palavra agora me pareceu pouco para descrever o que pretendo fazer. Senhor Riddle, eu preciso de poder suficiente para destruir algo grandioso, monumental. Ainda pode me fornecer esse poder?
— A senhorita vai me dizer o que quer destruir?
— Ainda é cedo, não sei se posso confiar no senhor, senhor Riddle.
Riddle riu.
— Você também é muito esperta, gosto disso. Sobre o poder, posso conseguir, se não sozinho, com um pequeno exército. Mas eu lhe garanto, que terá todo o poder que desejar para sua vingança.
— Certo. Então estou disposta a segui-lo, senhor Riddle. — Cassy o mirou nos olhos.
— É exatamente sobre isso que quero falar com você hoje, por isso a chamei aqui. Eu lhe darei o que deseja, em troca, o que pode me dar?
— Eu lhe serei fiel, atenderei suas ordens sem questionar, farei o que for preciso para concretizar a minha vingança, — "inclusive me aliar a meu inimigo", pensou Cassy — o que me pedir, eu atenderei. Serei sua serva, se assim o desejar.
Riddle riu novamente.
— É exatamente o que desejo, quero que seja minha serva.
— Se me der o que quero, eu serei, sem questionar. Mas primeiro, quero meu poder.
— Venha comigo, me acompanhe até um lugar.
Cassy assentiu e foi guiada para fora do bar por Riddle. E antes que pudesse protestar, Riddle a segurou pelo braço e eles aparataram. Cassy sentiu seus pés tocarem a grama e logo depois Riddle sussurrar próximo de seu ouvido:
— Chegamos, senhorita Barthe.
Cassy, que havia sido puxada para a aparatação sem aviso, havia fechado seus olhos instintivamente. Só os havia aberto após as palavras de Riddle.
Eles estavam em frente a uma majestosa mansão, que Cassy conhecia do futuro, estava na Mansão Malfoy. Era incrível como o local não havia mudado nada em tantos anos.
— Esta é a Mansão Malfoy. — Explicou Riddle, acreditando que Cassy não conhecia o local. — Nos reuniremos com alguns amigos aqui, alguns você já conhece, outros lhe serão apresentados.
Riddle seguiu pelos portões, com Cassy ao seu lado.
Ao chegar as portas da mansão foram recepcionados por Abraxas, que sorriu ao ver Cassy. Finalmente Riddle havia escutado seu conselho, estava recrutando a garota Barthe, ela certamente seria uma grande "aquisição" para o grupo que Riddle estava montando.
— Senhorita Barthe, seja bem-vinda a minha casa. — Abraxas adiantou-se.
Cassy acenou com a cabeça e seguiu Riddle e Abraxas para dentro da residência. Ao alcançaram a sala de estar, Cassy percebeu que não era apenas uma reunião de amigos, era algo bem maior, visto que haviam cerca de cinquenta pessoas ali.
Cassy concluiu que Riddle já havia montado seu primeiro círculo de seguidores, certamente todos ali eram de famílias de sangue puro, famílias que ainda não haviam se "corrompido" com a mistura do sangue.
A bruxa analisou seu entorno, seu plano estava dando certo, mas ela teria eu ir com muita cautela, pois não sabia quais eram as reais intenções de Riddle, não sabia se ele realmente lhe daria poder ou se apenas a estava usando e talvez até enganando. Ela tinha que manter-se atenta a tudo e a todos.
Quando Riddle entrou na sala de estar, muitos o rodearam, o cumprimentando. Cassy e Abraxas ficaram para trás.
— Há muita gente aqui, — Cassy comentou com Abraxas — o senhor Riddle disse que seria apenas uma reunião de amigos.
Abraxas riu.
— E será, mais tarde. Assim que os dispensáveis se forem, nós começaremos a reunião com aqueles que realmente importam. E enquanto isso não acontece, venha, vamos beber algo.
Cassy mirou Malfoy.
— Beber? São duas da tarde.
— Então já está tarde para começar. — Malfoy pegou dois copos de uma bandeja que circulava nas mãos de um garçom.
Abraxas entregou um copo para Cassy e levantou seu próprio copo, fazendo alusão a um brinde.
— A novas "amizades".
Cassy apenas balançou a cabeça, o sarcasmo na voz de Abraxas era gritante.
— Venha, me acompanhe, sente-se comigo. — Disse Abraxas.
Cassy acompanhou-o e sentou-se ao lado dele em um dos sofás da sala de estar.
— Então, senhorita Barthe, Riddle a chamou para vir até aqui?
— Sim.
— Sob qual pretexto?
Cassy deu um sorriso de lado.
— O senhor está muito curioso hoje, senhor Malfoy.
Abraxas riu, a garota era realmente muito perspicaz.
— Não irá me revelar nada?
— Não, por enquanto. Ainda não confio no senhor.
— Você é esperta.
— Preciso ser. — Respondeu enquanto bebericava sua bebida.
— Riddle prometeu-lhe algo? — O Malfoy insistiu.
Cassy o mirou seriamente. Depois relaxou um pouco a expressão e respondeu.
— Sim.
Abraxas riu.
— Deve ter sido algo realmente grande para trazê-la até aqui.
Cassy voltou a sorriu.
— Realmente está muito curioso hoje, senhor Malfoy.
— Não se deixará enganar, não é?
— Não.
— Então apenas me faça companhia e finja estar interessada em minha conversa. — Disse Abraxas.
Cassy o olhou de forma curiosa.
— Fingir estar interessada em sua conversa? Por que diz isso, senhor Malfoy?
Abraxas suspirou.
— Vê aquele homem alto e de terno verde. — O bruxo indicou o homem com o queixo.
— Sim, vejo.
— É meu pai e ele quer me arranjar uma noiva a qualquer custo. Estou tentando fugir, mas está ficando cada dia mais difícil. Só na última hora ele me apresentou seis mulheres e deixou bem claro que todas elas seriam ótimas esposas.
Cassy riu e Abraxas a olhou curioso.
— O que eu disse de tão divertido.
— Senhor Malfoy, é engraçado ver o senhor fugindo de um possível compromisso. — Cassy sorriu. — Se desejar posso ser sua acompanhante esta tarde, para que seu pai o deixe em paz, pelo menos por hoje.
— Por que faria isso, senhorita?
— Por que sou uma alma muito generosa.
Abraxas riu, não conseguiu se conter.
— Eu irei aceitar sua oferta, senhorita Barthe, mas esteja avisada que quando meu pai se aproximar terá que ser apresentada a ele como uma possível "noiva".
— Eu posso fazer isso.
Cassy e Abraxas continuaram a conversar por boa parte da reunião de amigos, que ia se esvaziando aos poucos. O pai de Abraxas aparentemente havia aprovado Cassy, já que aproximou-se apenas uma vez para cumprimentá-la e depois deixou ela e Abraxas em paz.
Quando a quantidade de pessoas presentes havia reduzido para cerca de vinte pessoas, Riddle aproximou-se de Abraxas e o chamou.
— Podemos nos reunir agora, restaram apenas aqueles que me interessam. — Disse Riddle.
— A garota Barthe irá conosco?
Riddle riu.
— Sim, ela vai. Você tinha razão, meu amigo, ela será uma excelente aquisição.
Abraxas acenou afirmativamente.
— Convide-a a juntar-se a nós.
— Certamente.
Abraxas voltou a aproximar-se de Cassy.
— Queira me acompanhar, senhorita Barthe. Nos reuniremos agora, Riddle nos chama.
Cassy largou seu copo sobre uma das mesas de centro e seguiu Abraxas.
— Meu caros senhores, queiram me acompanhar, temos alguns assuntos a discutir. — Riddle disse aos presentes.
Riddle indicou uma sala lateral e os homens da sala dirigiram-se até lá. Cassy, não percebendo isso imediatamente, continuou seguindo Abraxas. Porém, repentinamente sentiu seu braço ser segurado. Cassy olhou para trás, para ver quem a estava segurando, era Walburga Black.
— Apenas os homens estão convidados a reunir-se, nós mulheres, ficamos aqui e aguardamos.
Nesse momento Cassy percebeu que era realmente isso que estava acontecendo. Todas as mulheres presentes permaneceram sentadas, enquanto apenas os homens se movimentavam.
No entanto, antes de Cassy sequer abrir a boca para dizer que Abraxas a havia convidado a reunir-se com os demais, o próprio Riddle interviu.
— A senhorita Barthe está convidada, Walburga. Ela passará a frequentar nossas reuniões.
Walburga ficou sem palavras, nenhuma mulher nunca era convidada a participar das reuniões, por que Riddle deixava essa recém chegada fazer parte, quando ela, que sempre esteve ao lado de Riddle não tinha esse privilégio.
— Walburga, solte-a. — Agora era Abraxas quem falava.
Walburga a soltou, mas direcionou a Cassy um olhar repleto de ira.
Cassy puxou sua mão de volta para perto de seu corpo e voltou a seguir Abraxas e também Riddle.
Quando Cassy entrou na sala de reunião, na qual haviam apenas homens, quase todos os rostos viraram-se na direção dela. Antes que qualquer um deles perguntasse algo, Riddle resolver poupar seu tempo e explicar.
— A senhorita Barthe passará a frequentar nossas reuniões, fará parte de nosso grupo. Alguém se opõe a minha decisão?
Riddle era jovem, mas todos ali sabiam o quanto se opor as ordens ou desejos dele poderia ser "prejudicial". Então os homens ali presentes apenas negaram.
— Ótimo. — Riddle disse. — A senhorita Barthe será parte do grupo a partir de hoje, ela será uma peça importante em meus planos.
Cassy ouviu as palavras de Riddle, porém ele não havia mencionado nada sobre ela ser "uma peça importante" em seus planos. Aquilo preocupou Cassy, ela teria que ficar atenta a cada palavra dita por ele naquela reunião.
— Então, senhores e senhorita, estamos aqui para decidirmos nosso próximo passo. Nossa sociedade está cada dia mais "infestada" de mestiços e ainda pior, de nascidos-trouxas. Não podemos seguir permitindo que eles tenham os mesmo direitos e nem os mesmo privilégios que quem tem o sangue imaculado. — Riddle disse. — Porém, nossa sociedade só é dessa forma pois alguns dos pilares dela o permitem. Hogwarts e o Ministério são nossos principais problemas nesse momento.
— Precisamos colocar alguns dos nossos nesses dois locais, precisamos de informações precisas e relevantes, é a única forma de conseguirmos derrubá-los. — Abraxas havia tomado a palavra.
— E como fazemos isso? Como infiltraremos bruxos nesses locais? — Aquila Nott havia perguntado.
— Precisaremos assumir cargos nesses locais. E sendo das famílias que somos, não será difícil conseguirmos cargos no Ministério. — Abraxas disse.
— Porém, em Hogwarts a situação é diferente. Dumbledore não vai abaixar a cabeça e contratar alguém apenas pelo nome da família. — Riddle disse.
— O Ministério pode intervir em Hogwarts. Primeiro será necessário infiltrar-se nas altas cúpulas do Ministério e depois arquitetar um plano para entrar em Hogwarts será muito mais fácil. — Cassandra disse.
Repentinamente todos os rostos viraram-se na direção dela, inclusive o rosto de Riddle.
— Senhorita Barthe, é uma excelente ideia. — Riddle disse enquanto já maquinava algumas opções de planos em sua mente.
— Mas como chegaremos as altas cúpulas? Explique-me, senhorita Barthe. — Disse um homem que Cassy não conhecia.
— Será necessário realmente trabalhar, se esforçar e conseguir chamar o máximo de atenção possível do Ministro da Magia, eu soube que ele gosta muito de "pessoas brilhantes". — Cassy disse usando um pouco de sarcasmo.
Riddle não pode evitar de pensar que Cassandra Barthe era realmente inteligente, porém antes de qualquer coisa, ele precisava saber mais sobre ela e suas intenções.
— Talvez alguns infiltrados entre os aurores também seja uma boa opção. — Cassy continuou.
— Está disposta a fazer isso, senhorita Barthe? — O mesmo homem perguntou.
— Certamente, se entrei nessa sala devo estar disposta a fazer o que for necessário. Ou estou errada, senhor Riddle?
Riddle deu um sorriso, que só poderia ser classificado como assustador.
— A senhorita Barthe tocou em um ponto muito importante, se vocês entraram nessa sala precisam estar dispostos a fazer o que for necessário, sem questionar, entendeu, senhor Slorance?
Tybald Slorance, o homem que havia feito as perguntas para Cassy, virou-se rapidamente na direção de Riddle e assentiu.
— Alguém aqui não concorda? — Abraxas perguntou. — Por que se não concordarem podem retirar-se nesse momento. Não precisamos de covardes entre nós.
Foram vistas muitas expressões desconfortáveis, mas nenhum dos homens retirou-se da sala.
— Ótimo, podemos seguir agora. — Riddle disse.
— Vamos buscar a melhor forma de inseri-los dentro do Ministério e o mais rápido possível, não podemos demorar demais a tomarmos uma atitude. — Disse Abraxas. — Quem tiver contatos dentro do Ministério pode falar comigo ao final da nossa reunião.
Os homens e Cassy assentiram.
A reunião durou mais alguns minutos. Ao final, aqueles com contatos no Ministério foram falar com Abraxas. Riddle por sua vez foi até Cassy, que esperava o restante dos homens sair para também poder retirar-se.
No entanto, Cassy foi abordada por Riddle.
— Como a senhorita sabe tanto sobre o Ministério e sobre Hogwarts se chegou recentemente a Londres?
Cassy encarou Riddle, ela não tinha uma desculpa para inventar, então não teve outra saída a não ser falar a verdade.
— Por que meu objetivo aqui é destruir o Ministério por completo, eu quero ver o Ministro e o Ministério caírem. — Cassy disse com sua voz cheia de ira, não conseguiu controlar-se naquele momento.
— Por que quer destruir o Ministério?
— Ainda é cedo para revelar meus motivos, senhor Riddle, mas agora deve entender o motivo de eu precisar de tanto poder.
— Eu compreendo e não se preocupe, eu lhe ajudarei a fazer o Ministério cair e ainda lhe prometo deixá-la dar o último golpe.
Cassy sorriu, um sorriso frio, quase cruel.
— Vejo eu fiz uma boa escolha ao me aliar ao senhor, senhor Riddle.
Riddle devolveu o sorriso cruel e disse:
— A partir de agora pode me chamar de Lorde Voldemort.
Notas Finais:
O que acharam?
Deixem suas opiniões!
