Notas iniciais:
Olá!
Voltei com capítulo novo!
Capítulo 17: A Conversa
Cassy finalmente havia conseguido entrar no círculo de seguidores de Voldemort. Mesmo ainda sentindo-se insegura sobre as intenções do bruxo, era um grande passo em direção à realização de sua vingança.
Desde a primeira reunião que teve com o grupo de seguidores de Voldemort, ela estava notando que Riddle parecia estar "testando-a". Sempre a mandava para pequenas missões em busca de informações ou de informantes, Cassy estava desconfiando que Riddle estava tentando fazê-la provar sua lealdade. Se fosse esse o caso, Cassy estava se saindo muito bem, pois cumpria todas as ordens de Riddle com maestria, sempre mostrando resultados positivos.
Mas as missões que Cassy estava recebendo de Riddle estavam mudando, lentamente, mas ainda assim mudando. As missões estavam ficando um pouco mais perigosas, um pouco mais difíceis. Cassy concluiu que logo receberia missões "maiores", assim como os outros seguidores de Voldemort recebiam.
Cassy sabia que tinha que se preparar para isso, precisava mostrar que era capaz de executar qualquer tipo de missão, também precisava mostrar que era capaz de ser tão cruel quanto qualquer outro seguidor de Voldemort. A bruxa pensava nisso enquanto jogava-se sobre sua cama, havia passado toda aquela tarde ajudando Riddle e Abraxas a arquitetar o plano de inserção de informantes no Ministério, estava exausta, pois aquela não era uma tarefa simples.
Cassandra rolou-se na cama e abraçou seu travesseiro, estava cansada, queria dormir, mas não podia, tinha um compromisso em breve, teria que encontrar (como de costume) seus "novos amigos" no Cálice Virado. Ela suspirou e tentou jogar a preguiça de lado enquanto caminhava em direção ao banheiro, talvez um banho a ajudasse a afastar seu cansaço.
O banho ajudou um pouco, Cassy já estava mais desperta quando foi trocar de roupa. Heli quem havia escolhido sua roupa, era um vestido verde de veludo brilhante, que destacavam os olhos castanhos de Cassy. Ela sorriu depois de vestir-se e olhar-se no espelho, Heli tinha um bom gosto.
~ x ~
Um pouco antes das 19h Cassy aparatou perto do Cálice Virado e foi andando lentamente em direção ao bar. A noite estava fria, se não fosse pelo casaco de pele que usava, estaria tremendo de frio naquele momento. A rua estava repleta de flocos de neve que amontoavam-se principalmente sobre as calçadas, transformando a rua de pedra em um mar branco.
Cassy caminhava distraída, olhando os flocos de neve, quando escutou passos aproximando-se dela. Orion Black caminhava um pouco atrás, junto dele estava Walburga, que assim que viu Cassy já torceu suas feições. Cassy suspirou, precisava aturar Walburga se quisesse cumprir sua missão.
— Chegando mais cedo esta noite, senhorita Barthe? — Questionou Walburga quando notou que Cassy parou para os aguardar.
— Sim, quero aproveitar a companhia de meus amigos por mais tempo. — A voz de Cassy tinha notas de sarcasmo.
Orion apenas riu, enquanto Walburga deixou seu desgosto mais visível ainda.
Assim que os três adentraram o local, foram direto para a mesa que costumavam ocupar, os três haviam sido os primeiros a chegar naquela noite.
Orion, como um bom cavalheiro, puxou cadeiras para as damas sentarem-se e ele sentou-se entre as duas senhoritas.
— Então, caras senhoritas, gostariam de beber algo? Ou querem esperar os demais? — Perguntou Orion.
— Acho que uma bebida seria bom. — Disse Cassy. — Preciso de algo forte, Firewhisky seria ótimo.
— Ótima escolha. E você, Walburga, quer algo?
— O mesmo que ela. Também preciso de algo forte.
— Irei pelo pedido das senhoritas, retorno em breve. — Orion saiu da mesa e foi em direção ao bar.
Aparentemente Orion fez questão de deixar Walburga e Cassy sozinhas, pois em vez de pedir as bebidas ao garçom, ele foi fazer o pedido no bar.
— Não entendo por que o Lorde a escolheu, não entendo por que ele a aceitou em seu círculo de aliados. — Walburga não fez rodeios.
Cassy não esperava sinceridade da outra bruxa, mas era bom elas esclarecerem algumas coisas.
— Não posso dizer por que fui escolhida, pois não sei, senhorita Black. Caso queira realmente saber, pergunte ao Lorde. — Cassy deixou um sorriso levemente maldoso escapar de seus lábios.
— Você não merece estar ao lado do Lorde. — Walburga finalmente disse o que desejava.
— Quem merece isso é você, não? Você quem deveria estar ao lado do Lorde e não eu, é isso que quer dizer? — Cassy foi direta dessa vez.
Walburga a mirou seriamente, estava pronta para responder que era exatamente isso. Ela estava ao lado do Lorde há anos e nunca tinha tido sequer uma chance de chegar onde Cassy estava agora, isso era injusto. Ela faria qualquer coisa pelo Lorde, mataria e morreria por ele. Mas o Lorde não parecia vê-la. Cassy estava no lugar que lhe pertencia.
Mas Walburga não teve tempo de responder, pois Orion já estava voltando com as bebidas e com Abraxas o acompanhando.
Cassy mirou Walburga e comentou antes dos homens aproximarem-se o suficiente para ouvi-las.
— Nós terminaremos essa conversa depois, senhorita Black.
Walburga assentiu.
Abraxas já chegou sorridente, esbanjando seu charme. Ele sentou-se ao lado de Cassy e logo beijou-lhe a mão.
— Como é possível que a senhorita esteja cada dia mais bela.
— Senhor Malfoy, sempre tão galanteador.
— Eu já lhe disse, senhorita Barthe, que não posso guardar meus elogios para mim.
— Eu me recordo. — Cassy sorriu.
Logo os demais habituais ocupantes da mesa chegaram, fazendo diversas conversas surgirem. Riddle foi o último a juntar-se a eles naquela noite. Cassy o mirou quando ele sentou-se, algo nele parecia diferente, ele parecia mais "feroz".
Riddle era um homem educadíssimo e cavalheiro, por vezes Cassy precisava lembrar a si quem aquele homem era, que ele era um dos responsáveis pela morte de seu irmão. Cassy não poderia esquecer disso nunca, nem mesmo depois de Riddle ajudá-la a derrubar o Ministério, se é que ele realmente a ajudaria.
Cassy estava perdida em pensamentos quando percebeu a mão de Aquila Nott estendida em sua direção.
— Gostaria de dançar comigo, senhorita Barthe?
Cassy ficou sem saber o que dizer, pois estava preparada para quase tudo no passado, mas dançar não era uma dessas coisas.
— Senhor Nott... — começou Cassy
Mas ela foi interrompida por Abraxas.
— Não é de bom tom negar uma dança, senhorita Barthe. — Disse o loiro.
Cassy olhou seriamente para ele, pensava em dizer algumas palavras nada agradáveis a Abraxas, mas isso também não seria de bom tom. Ela então apenas suspirou e entregou a mão a Aquila.
Enquanto os dois andavam em direção a multidão que dançava, Cassy confessou que não tinha nenhuma habilidade com dança.
— Senhor Nott, eu não sei dançar. — Disse Cassy ao homem.
— Não ensinam a dançar na França? — Aquila riu.
— Meu pai não era um adepto de deixar os filhos saírem para se divertir. — Cassy disse, o que não era de todo falso, pois seu pai realmente nunca deixou ela ou Heitor saírem para se divertir enquanto moravam na mesma casa.
— A sua sorte essa noite, senhorita, é que sou um excelente professor de dança. — Gabou-se Aquila.
Cassy riu.
— Então estarei em suas mãos essa noite, senhor Nott. — Disse Cassy um pouco mais aliviada.
Aquila conduziu Cassy até a pista de dança e com calma, ensinava os passos de dança. Cassy ria enquanto tentava aprender e também quando errava, Aquila era alguém muito paciente, ele não desistiu até Cassy conseguir acertar todos os passos que ele lhe ensinou.
Alguns dos outros ocupantes da mesa seguiram Cassy e Aquila até a pista de dança. Deixando apenas Abraxas e Riddle na mesa.
Abraxas tinha os olhos em Cassy quando dirigiu-se ao amigo.
— A senhorita Barthe é uma grande bruxa, eu não errei ao indicá-la, não é, meu amigo.
Riddle deu um sorriso de lado.
— Não errou, Abraxas. Ela é deveras eficiente e também inteligente. Esta tarde ela me surpreendeu com a habilidade de arquitetar planos.
— Surpreendeu a mim também. — Abraxas virou-se para o amigo. — Mas ela ainda me intriga, ela já lhe revelou o motivo que a fez querer destruir o Ministério?
— Não, ainda não revelou. Mas sei que é algo que causa a ira dela, os olhos dela faíscam cada vez que ela menciona essa vingança. — Riddle respondeu.
— Nós temos a certeza que ela é uma grande bruxa, mas você acha que ela é confiável, Tom? Ou devemos nos preocupar com os segredos que ela esconde.
Riddle mirou Cassy enquanto Aquila a girava pela pista de dança, ela sorria e tentava acompanhar os passos do homem.
— Eu não sei, Abraxas. Mas eu sei que preciso dela, ela é a escolha perfeita para ser infiltrada em Hogwarts. Dumbledore jamais desconfiaria de alguém como ela, alguém que aparenta ser tão doce, mas que por dentro é repleta de ira.
— A lealdade dela precisa ser testada de forma mais eficaz. — Disse Abraxas. — Precisamos mandá-la em um missão grande, precisamos ver até onde a lealdade a você pode chegar.
— Sim, tem razão. E até sei em que missão podemos mandá-la. — Um sorriso um tanto cruel passou pelos lábios de Riddle.
Abraxas sabia a que Riddle se referia, então perguntou:
— Tem certeza disso? Acha que ela é capaz?
— Espero que ela seja capaz. Estou contando com isso.
Abraxas deu de ombros e disse:
— Será uma excelente oportunidade para sabermos o quão determinada ela pode ser.
Cassy, que sequer imagina o que Abraxas e Tom falavam dela, acompanhava Aquila para fora da pista de dança.
— Posso dizer que a senhorita não foi um total desastre. — Brincou o bruxo.
— Acho que vou tomar isso como um elogio. — Disse Cassy sorrindo.
— É um elogio.
Cassy então meneou a cabeça e disse:
— Então: muito obrigada, senhor Nott.
— A partir desse momento, senhorita, pode chamar-me pelo meu nome. — Disse o homem. — Acredito que depois de ensiná-la a dançar, isso seja aceitável.
Cassy sorriu e respondeu:
— Então lhe farei a mesma gentileza, pode chamar-me de Cassy, Aquila.
— Ótimo, Cassy, vamos tomar algo, depois podemos retornar a pista de dança.
— Será uma honra acompanhá-lo novamente.
Os dois foram até a mesa, porém antes mesmo de sentar-se, Cassy foi chamada por Abraxas.
— Pode me conceder sua próxima dança, senhorita? — Abraxas disse com voz falsamente pomposa.
Cassy mirou Abraxas com um olhar divertido.
— Tem certeza, senhor Malfoy? Aquila está com os pés doloridos, depois que eu os pisoteei. — Disse Cassy.
— Eu irei me arriscar. — Disse Abraxas sorrindo.
— É por sua conta e risco, senhor Malfoy. — Falou Cassy.
Os dois andaram até a pista de dança, não sabendo se era sorte ou azar, uma música mais lenta começou a tocar.
— O meu tipo de música. — Disse Abraxas.
Abraxas estendeu a mão para Cassy e disse:
— Venha, lhe ensino.
Cassy cedeu, Abraxas colocou uma mão na cintura da bruxa e a puxou para perto.
— Coloque uma mão sobre meu ombro e a outra apoie sobre a minha, agora deixe que lhe guio.
Cassy assentiu e deixou-se ser conduzida por Abraxas. Ela não pode negar que parecia ser muito fácil segui-lo, Abraxas era um exímio dançarino.
— Senhorita Barthe, preciso dizer que o Lorde está muito feliz com seu trabalho.
Cassy, que não esperava aquele tema, mirou Abraxas com interesse.
— Ele até está cogitando mandá-la para missões maiores.
Cassy sorriu.
— Fico feliz em ser útil ao Lorde.
Abraxas a encarou, olhos nos olhos. Ele não conseguia ver nada ali, Cassy era um enigma, ela não deixava pistas em suas palavras e nem em suas ações.
— Tem certeza que está preparada para isso? Serão missões que exigirão muito mais de você.
— Eu estarei pronta, não se preocupe, senhor Malfoy.
Abraxas riu.
— Eu não esperava menos da senhorita.
Notas Finais:
O que acharam?
Deixem seus comentários!
