Notas Iniciais:
Voltei! Me desculpem a demora! Espero que curtam o capítulo!
Capítulo 20: A Missão
Cassy sabia que algo grande estava vindo, só não sabia exatamente o que. Riddle e Malfoy andavam muito misteriosos, planejando algo sempre aos sussurros, não revelavam nada, nem a ela e nem aos Comensais mais próximos. Ela só podia supor que era algo realmente grande, devido a tanto segredo.
Esse clima de mistério durou alguns dias. Acabou quando Riddle a chamou para conversar.
— Meu Lorde, queria me ver? — Cassy adentrou a sala onde Riddle a aguardava.
— Sim, senhorita Barthe. Sente-se. — Riddle indicou a cadeira a sua frente.
Cassy sentou-se e aguardou Riddle falar.
— Tenho uma missão para a senhorita. — Começou Riddle. — Há algo que necessito e quero que você traga para mim.
Cassy sentiu um arrepio na espinha. A voz de Riddle era assustadora naquele momento.
— Claro, Meu Lorde. — Disse Cassy ocultando seu temor.
— Em uma pequena aldeia trouxa há algo que desejo e que procuro há muito tempo. Porém eu não sei exatamente em que aldeia esse item se encontra, mas posso lhe indicar uma determinada região.
Cassy assentiu e Riddle continuou:
— Eu lhe cederei uma equipe para acompanhá-la nessa busca. — Riddle sorriu. — Essa é uma missão muito importante, senhorita Barthe, vários de meus seguidores já falharam. Eu confio que a senhorita irá conseguir cumprir essa missão.
— O que eu terei que buscar, Meu Lorde? — Cassy perguntou com certo receio.
— Não se preocupe, é apenas um livro. No entanto, os trouxas o esconderam muito bem. Eu preciso de alguém inteligente e capaz como a senhorita para encontrá-lo para mim. — Riddle encarou Cassy nos olhos. — Eu posso confiar essa missão a senhorita?
Cassy ajeitou-se na cadeira, assumiu uma postura decidida e respondeu:
— É claro, Meu Lorde. Estou aqui para servi-lo da melhor forma possível.
Riddle juntou as mãos sobre o colo e sorriu.
— Excelente, senhorita Barthe, não esperava menos da senhorita.
Riddle retirou do bolso de seu paletó um pedaço de pergaminho. Cassy notou que o pergaminho era bem velho, já estava gasto e amarelado. Riddle estendeu o pergaminho a Cassy.
— Aqui há algumas instruções de como chegar a esse livro, mas as instruções são enigmas. Alguns eu decifrei, pode ver a resposta ao lado da pergunta, mas outros fogem ao meu entendimento.
Cassy abriu o pergaminho e o olhou com atenção. Certamente era uma missão grande que Cassy estava a ponto de iniciar, já que o próprio Lorde não havia conseguido encontrar o tal livro.
"O poder será dado ao merecedor, não ao mais forte."
A primeira frase que constava no pergaminho já mexeu com Cassy. Imaginava o significado daquilo, era como o livro que havia trazido ela até o passado.
Cassy seguiu olhando o pergaminho. Havia várias anotações nas bordas, respostas de perguntas que formavam um pequeno mapa, mas que abrangia mais de 50km. Cassy sabia que haviam muitos vilarejos naquela região que estava desenhada no pergaminho.
— A região foi delimitada por mim, mas foi o mais longe que cheguei. Há muitas perguntas que eu não pude responder.
Cassy passou a olhar as perguntas sem respostas, as quais Riddle havia se referido.
"Busque com o coração, não com os olhos, os olhos são falhos, enganam."
"Poderá encontrar o que deseja se souber onde procurar, se desejar de toda sua alma. Seu coração palpitará enquanto busca."
"E lá haverá muitos, alguns bons, alguns maus, mas todos movidos pelo desejo, independente de qual seja."
"E no centro, eu lá estarei, protegido dos olhares, mas ao alcance das mãos."
Cassy olhava para aquelas frases soltas. Elas não pareciam fazer sentido, tudo parecia "poético" demais.
— Algo faz sentido para a senhorita? — Riddle questionou.
— Não. — Cassy balançou a cabeça.
Mas ela não desistiria, não podia desistir. Apertou o pergaminho entre seus dedos e perguntou:
— Quanto tempo tenho até sair em missão?
Riddle sorriu satisfeito.
— Posso lhe dar dois dias.
Cassy ponderou, seria tempo suficiente para descobrir algo.
— Posso ficar com o pergaminho durante esse período?
— Não posso lhe ceder o pergaminho, senhorita Barthe, mas posso permitir que se hospede nessa residência para estudá-lo.
Cassy nem pensou duas vezes.
— Aceito, Meu Lorde.
~ x ~
Nos dois dias que se seguiram Cassy estudou aquele pedaço de pergaminho incessantemente. Mas não pareciam haver respostas lógicas para as questões que Riddle também não havia conseguido responder. Ela teria que iniciar uma busca às cegas pelo livro que seu senhor desejava.
Ao final do tempo estipulado, Cassy foi até Riddle.
— Algum progresso, senhorita Barthe?
— Infelizmente não, Meu Lorde. Mas não pretendo desistir, eu cumprirei a missão dada pelo senhor a mim.
Riddle sorriu.
— Tenho certeza que sim, senhorita Barthe. — Ele recostou-se na cadeira. — A senhorita partirá amanhã pela manhã, levará consigo cinco de meus homens, eles estarão sob seu comando, sujeitos as suas ordens.
Cassy assentiu.
— Eu não irei decepcioná-lo, Meu Lorde. Tenha certeza disso.
— Certamente eu espero um grande feito da senhorita. — Riddle disse.
— Fico grata pela confiança, Meu Lorde.
~ x ~
Cassy, ao lado de Riddle, aguardava a chegada de seus cinco acompanhantes. Eles foram chegando um a um. O último a juntar-se a eles foi Abraxas Malfoy.
— Abraxas se voluntariou, senhorita Barthe, creio que também acredite no potencial da senhorita, ou não perderia seu tempo estando aqui.
Cassy encarou Abraxas, não sabia se ele estava ali para ajudá-la ou apenas espioná-la, mas no fundo estava feliz por ele ter vindo. Caso algo desse errado, ele era inteligente o suficiente para ajudá-la.
— Todos estarão sob as ordens da senhorita Barthe — disse Riddle. — Durante essa missão reportem-se a ela.
Os cinco homens assentiram.
Riddle virou-se para Cassy e disse:
— Aguardarei o retorno da senhorita com a sua missão concluída.
Cassy fez uma breve reverencia e depois encarou Riddle.
— Certamente, meu Lorde, eu não o decepcionarei.
O Lorde assentiu e permitiu a partida deles.
Cassy retirou de sua bolsa um pequeno cálice e estendeu a sua frente.
— Iremos através de chave de portal, é mais seguro e de difícil detecção. — Explicou a bruxa.
Os cinco homens assentiram e seguraram a taça junto com Cassy, assim que a mão de todos havia tocado o metal, todos sentiram o típico puxão no umbigo.
Cassy fechou os olhos, quando tornou a abri-los viu a sua volta imensas árvores centenárias.
— Onde estamos exatamente? — Abraxas perguntou.
— Próximos de um dos povoados que precisamos "visitar". — Respondeu Cassy.
Ela virou-se para os demais e disse:
— Eu tenho um plano. Quero que vocês me escutem com atenção e não façam nada sem a minha autorização.
Todos os homens assentiram.
Cassy revelou seu plano, os homens assentiam e concordavam a medida que a bruxa falava.
— Todos entenderam seu papel?
Os homens assentiram.
Cassy mirou Abraxas.
— Concorda com isso? — Ela perguntou, precisava do total apoio dele no seu plano.
— É claro, Cassy, estou aqui para cumprir suas ordens. — Disse Abraxas.
— Ótimo. — Cassy disse. — Vamos!
~ x ~
Duas pessoas entraram no bar da pequena cidade interiorana. A dona do bar os olhava desconfiada, sabia que eles não eram da cidade.
— Boa tarde, senhora. — Disse o homem loiro de cabelos longos.
— Boa tarde. — Respondeu a dona do bar. — Desejam beber algo?
O jovem casal se entreolhou.
— Nos recomende algo. — Disse o homem.
A dona do bar colocou duas canecas de cerveja em frente ao casal.
Cada um bebericou um gole de sua bebida.
Depois de alguns segundos de silêncio o homem perguntou:
— A senhora vive há muitos anos na cidade?
Ela encarou o jovem casal.
— Desde que nasci, há cinquenta anos.
— E o que a senhora acha da cidade? Gosta de viver aqui? — A moça perguntou.
A senhora os encarou desconfiada.
— Eu gosto de viver aqui, é um lugar calmo.
O casal se entreolhou e riu cúmplice.
— O que buscam por aqui? — Perguntou a senhora ainda desconfiada.
O jovem casal se olhou e sorriu delicadamente um para o outro.
— Apenas queremos conhecer a cidade. — Disse o loiro.
A moça colocou a mão dela sobre a do homem e disse:
— Mas não é apenas isso, nós estamos pensando em morar por aqui.
A senhora os encarou.
— Por que um casal jovem como vocês estaria pensando em morar em um pequeno povoado como esse?
— É exatamente por isso, por que é um pequeno povoado. Estamos cansados da agitação da cidade grande, nós queremos um lugar calmo e tranquilo para morar. Queremos comprar uma casa na região. — A jovem moça explicou.
O semblante da senhora mudou um pouco.
— Seria bom ter alguns jovens por aqui. — A senhora sorriu e seu semblante ficou mais leve.
— Meu marido é o prefeito, poderia até mostrar a cidade a vocês, mas está viajando, é uma pena.
— É realmente uma pena. — Disse o loiro. — Cassy, talvez nós tenhamos que voltar outro dia.
A jovem Cassy olhou para o companheiro.
— Acho que sim, mas já valeu o passeio até aqui, não é, querido?
— Certamente. — Concordou o homem. — Nós ainda temos algum tempo antes do casamento, não precisamos ter pressa para escolher nossa futura casa.
A senhora sorriu olhando para o jovem casal.
— Há quanto tempo estão noivos? — Perguntou a senhora.
— Há seis meses — respondeu a moça.
A senhora com olhar sonhador disse:
— Lembro-me de quando estava noiva e também buscando uma casa para viver com meu marido. Nós demoramos mais de um mês para decidirmos onde iriamos morar, sempre discordávamos quando ao local. — A senhora deu um leve sorriso. — Mas no fim consegui convencê-lo a permanecer na cidade.
O jovem casal sorriu com a história da senhora.
— Essa cidade é excelente para se construir uma família e criar os filhos. — Completou a senhora.
— É isso que buscamos. — Disse o homem. — Um bom lugar para criar os filhos.
— Há algumas casas para vender na região. A maioria é afastada daqui, ficam longe do centro, mas são excelentes casas. Se meu marido estivesse, ele os levaria para um passeio para visitar as propriedades. — A senhora falou. — Mas vocês podem dar uma volta pela cidade, para conhecerem o comércio local e também ver se gostam da cidade.
— Obrigada, certamente faremos isso. — Disse a moça.
— Estamos muito ansiosos para começarmos nossa vida juntos. — Disse o homem. — Se fosse possível gostaria de comprar uma casa hoje mesmo.
— Mas antes da casa, nós precisamos estar casados, querido. — Disse a moça.
A senhora sorriu.
— Há uma igreja, o padre pode fazer seu casamento agora mesmo. — Ela disse divertida. — É só ir até lá, tenho certeza que ele gostaria de realizar um casamento, já que a última celebração desse tipo na cidade foi há mais de dez anos.
A jovem moça sorriu e disse à senhora:
— Acho que podemos visitar a igreja, querido. Concorda?
— Agora? — O homem perguntou um pouco surpreso.
Ela acenou com a cabeça.
— Então nos dê licença. Foi um prazer conhecê-la. — Disse o homem.
A moça já havia se colocado em pé, aparentemente muito ansiosa para conhecer a igreja e o restante do povoado. Ela despediu-se da senhora e praticamente arrastou o homem para fora do bar.
~ x ~
— Por que saímos tão repentinamente de lá? — Abraxas perguntou assim que se reuniram novamente com os outros três.
— Eu sei onde o livro que o Lorde quer está.
— Sabe? — Abraxas e os outros quatro bruxos perguntaram em uníssono.
— Não uma localização exata, mas um lugar específico. — Cassy disse. — E foi a senhora do bar que nos deu a resposta.
Abraxas não estava entendendo. Cassy então pegou o pergaminho e o abriu. Leu alguns dos enigmas sem resposta.
"Busque com o coração, não com os olhos, os olhos são falhos, enganam."
"Poderá encontrar o que deseja se souber onde procurar, se desejar de toda sua alma. Seu coração palpitará enquanto busca."
"E lá haverá muitos, alguns bons, alguns maus, mas todos movidos pelo desejo, independente de qual seja."
— O livro que o Lorde busca está em uma igreja trouxa. — Cassy concluiu.
— Como concluiu isso? — Um dos homens que a acompanhava perguntou.
— Como cheguei a isso não é relevante agora. Apenas precisamos vasculhar as igrejas da região. — Cassy tirou de sua bolsa um pedaço de pergaminho dobrado, abriu-o. — Há cinco igrejas na região. — Ela apontou os pontos no pergaminho que havia aberto. — Cada um de nós irá até uma dessas igrejas. — Cassy virou-se para Abraxas. — Você ficará comigo.
Cassy designou uma igreja para cada um dos comensais, Cassy e Abraxas ficaram com a igreja do povoado em que já estavam.
— Quero que todos tentem uma abordagem amigável e sem destruição, porém, se não for possível, façam o que for necessário e apaguem as memórias dos trouxas depois. — Disse Cassy. — Revirem essas igrejas, encontrem o que o Lorde deseja.
Os homens assentiram e logo desapareceram, cada um através de uma chave de portal diferente.
Cassy mirou Abraxas, que foi o único dos homens que permaneceu ali.
— Vamos até a igreja.
— Manteremos esse teatro sobre futuros recém-casados?
— Não, eu tentarei falar com o padre, tentarei tirar alguma informação dele. Apenas fique perto de mim, Abraxas.
O loiro riu e assentiu:
— Como desejar, senhorita!
Os dois voltaram ao povoado e dirigiram-se a igreja. Caminharam lentamente e lado a lado por todo o caminho.
A porta de igreja estava aberta, os dois entraram. Abraxas sentou-se nos bancos do fundo, Cassy seguiu seu caminho até o altar da igreja, onde haviam diversos símbolos expostos, símbolos que não faziam o menor sentido para Cassy.
Perto do altar havia um homem velho, Cassy acreditou que, para os padrões trouxas, aquele homem deveria estar na casa dos cinquenta anos. Ela aproximou-se e, desta vez, não iria fazer rodeios.
— Eu preciso de algo, senhor. Algo que eu acredito que deva estar aqui nessa sua igreja.
O homem mirou a jovem e respondeu:
— Se o que busca são ensinamentos, eu posso lhe oferecer. Caso contrário, não posso ajudar.
Cassy respirou fundo, tentaria ao máximo manter a calma.
— Busco ensinamentos, porém nenhum que possa me fornecer.
O homem estreitou os olhos.
— Então não tenho nada a oferecer a senhorita.
— Tenho certeza que tem. Eu busco um livro muito antigo, um livro que provavelmente deve ser uma relíquia para esse local.
Cassy viu que o homem vacilou por alguns segundos, porém logo retomou sua face séria.
— A única relíquia que tenho aqui é esse livro. — O homem mostrou o livro sagrado da religião que representava. — Esse é um livro sagrado.
Cassy aproximou-se mais um passo do homem, agora tinha um olhar ameaçador em seu rosto.
— Você sabe o que estou procurando e também sabe que não é esse livro que tem em suas mãos. É algo mais antigo e poderoso.
O homem deu uma leve empalidecida.
— Não...não sei do que está falando, minha jovem. — O homem deu uma leve gaguejada. — Não posso lhe ajudar. Se me der licença, eu tenho muitas coisas a fazer em minha paróquia.
Cassy o impediu segurando-lhe o braço.
— Eu tentei da forma mais amistosa.
Ela estendeu a varinha na direção do homem, que deixou o horror transparecer em seus olhos e face.
— Legilimens. — Cassy pronunciou pausadamente.
Cassandra invadiu a mente do pobre homem trouxa. Ela viu praticamente toda a vida do homem em poucos segundos. Porém não encontrou nada referente ao livro na memória do homem, apenas um outro homem velho lhe dizendo que ele deveria dar tudo de si para proteger um segredo daquela igreja.
Cassy saiu da mente do homem e deixou-o sentar-se no chão, atordoado.
— Que segredo está protegendo? — Ela perguntou.
O homem, que claramente não estava sentindo-se bem, apenas fez uma negativa com a cabeça.
— Não lhe direi nada.
— Posso fazer algo pior da próxima vez. — Cassy ameaçou o homem.
— Eu morrerei para proteger esse segredo, se for preciso.
— Posso realizar seu desejo. — Cassy riu de uma forma assustadora.
O homem encolheu-se no chão.
— Eu não direi nada! — Ele disse armando-se do pouco de coragem que lhe restava.
Cassy agachou-se e o encarou.
— Eu estou aqui por uma missão, não posso desapontar quem me mandou. Infelizmente você está no meu caminho. Se não vai me ajudar, preciso eliminar você.
O homem segurou com todas as forças o colar que tinha no pescoço, apertando-o entre os dedos.
— Eu não direi nada! — Repetiu o homem.
Cassy levantou-se, apontou a varinha para o homem e pronunciou:
— Incarcerous.
Grossas cordas envolveram o corpo do homem, apertando-se à medida que ele tentava debater-se.
— O que está fazendo, sua bruxa?! — O homem debatia-se desesperado.
— Eu não tive escolha, meu caro trouxa. — Cassy deu de ombros e respondeu.
O homem debatia-se e cada vez as cordas apertavam mais.
— Diga-me onde está o que eu busco.
— Não direi, não importa o que faça comigo.
— Preciso admitir que você é alguém forte. Mas não tenho tempo para isso agora. — Cassy apontou a varinha para o homem e pronunciou um novo feitiço. — Levicorpus.
O corpo do homem levantou-se do chão e ficou suspenso acima da cabeça de Cassy.
— Se não se importa com o que farei com você, talvez devamos sair pelo povoado enquanto você me assiste destruir algumas casas e talvez matar alguns dos aldeões. O que é mais importante para você?
O homem viu-se sem saída enquanto ele flutuava acima da cabeça da bruxa, que se encaminhava para a saída da igreja.
— Eu não sei onde está esse livro. Eu não sei! Só sei que ele trará destruição se for achado. Me pediram para proteger a igreja, só isso. — O homem finalmente falou. — Deixe os aldeões em paz! Eu já disse tudo que sei.
Cassy baixou o corpo do homem, colocando-o no chão novamente.
— Certo. Não vou matar seus aldeões, mas terei que destruir sua igreja, pois não posso voltar de mãos vazias.
Antes que o homem pudesse dizer algo mais, Cassy lançou um feitiço para silenciar o homem.
E então começou sua busca pela igreja, pegou o pergaminho que tinha guardado em suas vestes, abriu e leu novamente as frases. Descartou as primeiras frases, pois elas já haviam sido respondidas. Apenas focou-se nas frases restantes.
A terceira frase chamou a atenção de Cassy.
"E no centro, eu lá estarei, protegido dos olhares, mas ao alcance das mãos.".
O centro, naquele lugar, era o altar. Então Cassy entendeu: "eu lá estarei, protegido dos olhares, mas ao alcance das mãos.".
Cassy deixou o homem de lado, caminhou de volta ao altar. Com um golpe de varinha derrubou tudo que havia sobre ele, deixando apenas uma estrutura de pedra, que estava presa ao chão.
Cassy passou os dedos sobre a pedra. Não sentiu nada. Nem um sinal sequer de magia antiga. Perguntou-se se estaria enganada quanto a localização do livro. Porém, não desistiria.
Apontou a varinha para o altar de pedra.
— Wingardium Leviosa.
O altar de pedra desprendeu-se do chão e passou a levitar a alguns centímetros. Cassy afastou o altar de seu lugar original, colocando-o para o lado, deixando o caminho livre, para ela verificar se havia algo embaixo. Depois de alguns minutos percebeu que não havia nada ali. Ela respirou fundo. Mas não desistiu. Tinha um pressentimento de que não estava errada, tinha algo lhe dizendo para não parar sua busca.
Cassy então voltou-se para o altar. Aparentemente ele era feito de pedra maciça. Mas deveria haver algo mais, pensou Cassy.
Ela apontou a varinha para o altar de pedra e pronunciou:
— Revelio.
Um forte luz branca irradiou do altar de pedra, que rachou ao meio.
Notas Finais:
O que acharam?
Comentem!
