Quase duas horas da tarde, dois jogadores na sala. Tudo era silêncio até o telefone tocar.
— Sim? – Sesshoumaru atendeu automaticamente.
— ONDE VOCÊ ESTÁ? VOCÊ NÃO APARECEU HOJE E... – uma voz feminina começou a berrar na linha. Sesshoumaru afastou o fone e deixou-o de lado, em cima da mesa, voltando a se concentrar no jogo de cartas.
— Quem era? – perguntou Miroku.
Sesshoumaru voltou a colocar o telefone no ouvido, escutando mais berros:
—...VOCÊ SOME O DIA INTEIRO E NÃO MANDA RECADO, QUE ESPÉCIE DE RESPONSABILIDADE VOCÊ...
O rapaz pousou novamente o fone sobre a mesa.
— Minha secretária. – respondeu calmamente.
— Sua vez. – falou Miroku, estendendo as cartas ao amigo.
Sesshoumaru pegou uma e juntou com as que tinha, descartando outras e colocando entre as de Miroku.
Dez minutos depois, ele voltou a colocar o aparelho no ouvido.
—...EU QUERO ISSO PRA HOJE...!
— Hunf. – ele falou ao perceber que a mulher ainda não tinha parado de gritar, voltando a afastar o fone da orelha para avisar – Sua vez, Houshi.
Cinco minutos depois, o rapaz voltou a pôr o aparelho no ouvido.
— VIRE-SE, MAS EU QUERO ESSE MALDITO ARTIGO ANTES DAS CINCO DA TARDE DE HOJE OU EU PEÇO DEMISSÃO! VOCÊ ESTÁ ME ENTENDENDO, SESSHOUMARU-SAMA?
— Ok.
— PASSAR BEM. – o rapaz escutou a mulher desligar o telefone e fez o mesmo.
— O que ela queria? – Miroku perguntou curiosamente.
— Sei lá. – Sesshoumaru respondeu, dando nos ombros.
Tokyo no nendaiki: Boku-tachi no junjou na omoi.
Owarinai Geemu – Dai sankai.
Crônicas de Tokyo: Nossos verdadeiros sentimentos.
O Jogo Interminável – Terceira parte.
Disclaimer: No dia em que a série for minha, mudarei o nome dela para "Sesshoumaru". Fufufufu...
Para a maldade em pessoa, Viviane Himura
Um pouco afastado dali, um carro estacionou bruscamente em frente a uma clínica veterinária. De dentro, saltou uma Kagome afoita segurando um gato embrulhado num pano branco.
— ESPERA, KAGOME!- Inuyasha gritou.
— Estou com pressa! Buyo está passando mal! – ela entrou apressada pela porta e dirigiu-se até o balcão.
Uma atendente ergueu-se da cadeira e olhou para os recém-chegados por cima do aro do óculos. Adiantando-se, Kagome começou:
— É uma emergência, meu gatinho está passando muito mal!
— Sinto muito, mas os veterinários daqui estão em reunião e...
— Mas é uma emergência! – Kagome protestou. – Isto aqui é uma clínica pra isso, né?
— Sim, mas é horário de reunião agora e...
— Escute. – Inuyasha interrompeu e, puxando a carteira do bolso, tirou discretamente de lá um talão de cheques. – A minha namorada disse que o gato está doente. Quanto é preciso?
— Senhor, apesar de ser uma clínica particular, nós temos horários para atender...
— Lá fora tem uma placa escrita "24 HORAS". – Inuyasha falou com sarcasmo.
— Mas os veterinários estão ocupados e pediram para...
A mulher parou de falar ao ver Inuyasha preencher um cheque e destacá-lo do talão.
— Pela última vez. – ele colocou o cheque diante dos olhos da atendente, deixando-a atônita – É pela emergência.
— Um... Um mo-momento... – ela pegou o cheque e o guardou rapidamente em um dos bolsos do casaco que usava, depois pegou o telefone e discou um dos ramais, riscando vários compromissos marcados à caneta numa agenda. – Alô, Mushin-sensei? Há uma emergência para o senhor. Ok... ok... Sim. Claro. A sua agenda está limpa, só pra ficar com esse pet que tá dodói. Claro, vou fazer a ficha médica.
Segundos depois, ela desligou o telefone e voltou a falar com o casal:
— Preencham rápido isso com o nome e a idade do gatinho. Depois podem ir por aquele corredor e procurar a primeira porta à esquerda. Atendimento prioritário super VIP.
— Obrigada. – Kagome agradeceu um pouco sem jeito com a forma como o (ainda) namorado havia resolvido as coisas tão depressa.
Em silêncio, seguiu pelo caminho indicado pela mulher, acompanhada obviamente por Inuyasha.
Para quebrar o silêncio, ela começou:
— Não precisava da sua ajuda. – ela falou friamente.
— Ah, claro! – o rapaz falou sarcasticamente. – Como se Kouga pudesse passar um cheque especial daqueles!
— Pelo menos ele trabalha pra conseguir um; não vive às custas da herança do próprio pai. – ela encerrou a conversa abrindo uma porta onde se lia numa placa "DOUTOR MUSHIN".
Assim que entraram viram uma curiosa figura careca usando roupa branca e cheirando a sake sentada em uma das cadeiras. Obviamente que, ao ver aquele homem, Inuyasha imediatamente se arrependeu da graça de querer pagar para ter prioridade nas coisas.
— Com licença, Mushin-sensei... – Kagome falou, curvando-se em uma rápida reverência.
O médico levantou-se bruscamente da cadeira e dirigiu-se a Inuyasha, analisando-o de alto a baixo.
— O-O q-que foi, velhote? – ele perguntou ao sentir-se incomodado com o olhar penetrante do veterinário.
Mushin pegou o braço dele e tirou a pressão, numa atitude que deixou o rapaz pasmo. Depois de alguns segundos, falou:
— Você tem poucos dias de vida.
Inuyasha recuou ante o choque da informação e Kagome agarrou a manga da camisa dele, falando num tom choroso e nervoso:
— Inu-Inuyasha!
— Co-como assim? – Inuyasha perguntou num fio de voz e muito nervoso.
O veterinário passou a mão na cabeça e a esfregou na nuca, pegando no ombro do rapaz com a outra mão.
— É brincadeira, hahaha! – ele afastou-se dele, voltando a sentar-se. Kagome teve que fazer um enorme esforço segurar o gato e conter Inuyasha quando ele quis avançar para agarrar o pescoço do veterinário.
— Mii... – Buyo "reclamou", trazendo os três de volta à realidade.
— Foi por causa do gato que vocês vieram? – Mushin perguntou, abrindo uma gaveta para tirar uma garrafa de sake lacrada – Estão servidos?
— Buyo estava comendo folhas e passou mal. – Kagome falou, ignorando o álcool oferecido – O senhor tem que cuidar dele!
Mushin se levantou e pegou o gato dos braços da garota, analisando-o bem.
— Ele estava comendo folhas? Hmmm...
— E vomitou muito. – ela completou depressa.
— Hmmm...
— O que ele tem, velhote?
O veterinário olhou sério para os dois:
— Ele tem poucos dias de vida.
Inuyasha e Kagome recuaram diante do choque. A garota se jogou nos braços do namorado e começou a choramingar.
— Buyo... Buáááááá!
O rapaz sentiu tanta pena que a abraçou mais forte e encostou a cabeça dela no peito dele.
— Fique calma, Kagome...
— Mas o Buyo...
— Velho, tem certeza disso?
Novamente o rapaz viu o veterinário rir e passar a mão na nuca.
— É claro que não. É brincadeira.
Desta vez, foi Inuyasha quem precisou conter Kagome para que ela não estrangulasse o outro.
— Hmmm... – Mushin continuou. – Se ele comeu folhas é porque estava com dor de barriga... O que vocês deram pra ele? Comida estragada?
— Claro que não! – Kagome protestou, indignada. – Ele come salmão e ração de primeira, tá?
— Hmmm...
— E toma o leite do dia!
— Hmmm...
— Tem uma cama mais confortável que a do meu quarto!
— Hmmm...
— O senhor está enganado!
— Hmmm...
— Não vai dizer nada?
— Posso falar? – ele perguntou tranquilamente.
— Hã... – ela puxou o canto dos lábios, mostrando-se sem jeito – Pode.
— O gato está doente porque comeu algo estragado. – ele falou sério. – Com certeza não foi algo que vocês deram, mas ele pode ter mexido na lixeira da casa ou de algum vizinho. Precisaremos fazer uma lavagem estomacal agora.
— Verdade? – os dois perguntaram ao mesmo tempo.
— Vocês acham que eu tenho cara de quem brinca? – o veterinário perguntou, ignorando o olhar estreitado do casal. – Vamos levá-lo para a emergência, mas não poderão ir com ele.
— Mas... Mas... – Kagome começou.
— Ele vai ficar bem. – o veterinário continuou. – Confie em mim.
Kagome fez um movimento afirmativo de cabeça, arrependendo-se logo depois ao ver o homem pegar a garrafa de sake e tomar todo o conteúdo de uma única vez, jogando depois a garrafa em uma lixeira próxima.
— Ah, que delícia... – ele falou, levantando-se da cadeira com o gato nos braços e saindo da sala seguido do casal. – Vocês podem fazer o que quiserem, mas ele não sairá daqui em menos de duas horas.
O veterinário entrou em uma sala e, segundos depois de uma campa soar, o casal viu dois enfermeiros entrarem e fecharem portas e persianas para que ninguém visse o que ia acontecer.
Assim que se viram a sós, Kagome virou-se para ir embora quando sentiu o braço de Inuyasha segurando-a.
— Ei, eu quero ter uma conversinha com você.
— Ah, é mesmo? – ela virou o rosto e lançou-lhe um olhar furioso. – Vai reclamar que perdeu dinheiro no jogo?
— Não é nada disso! – ele redargüiu, irritando-se. – Eu quero saber por que quis sair com aquele fedido do Kouga!
— Hã? – ela arregalou os olhos.
— Você queria sair com ele, né? Com aquele maldito lobo!
Kagome olhou durante segundos para o rapaz, perguntando-se o grau de sanidade do rapaz. Mas depois de olhar para aqueles impressionantes olhos dourados, deu um suspiro e abafou uma risada com a mão.
— Ah, então era isso? – ela perguntou sorrindo.
— Claro! Pensava que eu ia te deixar sair com ele assim, de boas?
— Ora... – ela se soltou do abraço dele e voltou-se furiosa para encará-lo, apontando o indicador no peito dele. – Se não estivesse tão envolvido com aquele jogo e me ignorando, eu com certeza não ia pedir pra Kouga-kun me levar naquela moto cheirando a couro curtido de lobo!
— Ca-Calma, Kagome... Tem gente olhando... – ele falou, afastando-se daquele dedo acusador e olhando para os lados, onde outros clientes que aguardavam a vez de serem atendidos e alguns funcionários os observavam curiosamente.
— "Calma" uma ova! Você me deixou muito irritada, meu caro! Se eu não estivesse de bom humor, eu...
— "De bom humor"? – Inuyasha repetiu pasmo.
— Calado! Eu ainda não terminei!
— Ei, olha só... – uma senhora comentava.
— Um casal tão bonito brigando desse jeito... – outra sussurrou para a pessoa sentada ao lado, afagando a cabeça do gato que segurava.
— Esses jovens de hoje são tão escandalosos...
Em poucos segundos, a sala toda comentava sobre o casal e os jovens da atualidade, fazendo Kagome enrubescer com alguns comentários. Aproveitando-se daquele momento, Inuyasha a levou pelo braço para outro lugar, entrando na primeira sala vazia que encontraram.
— Não quero falar com você! – Kagome cruzou os braços e virou o rosto com altivez para o outro lado.
— Aqui é mais sossegado para termos nossa conversa.
Ao dizer aquilo, imediatamente o ambiente foi preenchido com vários latidos de cães e miados de gatos, apenas naquele momento percebendo que estavam no canil lotado de pets da clínica. Kagome tapou os ouvidos com as mãos e sentiu Inuyasha puxá-la para trás de uma bancada.
— O que foi agora? – ela perguntou, fazendo uma careta por causa do barulho. Olhou para Inuyasha e viu que este tinha um dedo sobre os lábios, indicando que era preciso fazer silêncio. Só então percebeu que na sala havia entrado uma funcionária.
— Fiquem quietos, meus queridos, quietos... – ela usava uma voz suave para acalmar os cachorros – Ainda não é hora de jantar, vocês acabaram de comer. Isso, muito bom...
O som dos latidos diminuiu consideravelmente até que, minutos depois, desapareceu por completo. O casal ficou escondido até escutar passos saindo da sala e fechando a porta.
Kagome deu um suspiro e ela e Inuyasha saíram do esconderijo.
— Mas que gracinhas... – ela murmurou ao ver os animais. – Que fofinhos...
— Ei, cuidado pra eles não se irritarem de novo.
— Hmm... Acha que são como você que late, late, late e... late? - perguntou irônica.
— Ei! – ele protestou ofendido. Cruzou os braços e virou o rosto para o lado para não encará-la, mas voltou a observá-la depois de escutar a risada dela que ele tanto gostava.
— Eu acho isso tão engraçado... – ela começou, tentando conter o riso. – Você esquenta tão rápido.
— Feh! – ele cruzou os braços e virou o rosto novamente, encostando-se na bancada.
— Eles são fofinhos... – Kagome passou a mão por uma grade e fez carinho na cabeça de um cão com a pata machucada.
— Ei...
— O quê? – ela perguntou distraidamente.
— Quer que eu adote um pra você?
— Não. – ela falou, cirando o rosto e sorrindo. – Eu já tenho um.
— Tem? – ele perguntou surpreso. Arregalou os olhos ao ver Kagome se aproximar rápido e ficar na ponta dos pés para beijar a testa dele.
— Meu Inu-chan.
— Hã? – ele não conseguiu fechar a boca ao escutar aquilo.
— Você é meu Inu-chan... – ela riu ao ver a expressão do rapaz, afagando o topo da cabeça dele – Meu doguinho.
— Não gostei desse apelido! – ele descruzou os braços e os apoiou na mesa.
— Azar o seu. – ela virou para se afastar, porém não andou muito pois percebeu os braços dele a segurarem pela cintura. Sentiu seu corpo ser pressionado ao dele e uma respiração calma próxima ao ouvido.
— Você... – ele respirou fundo, sentindo o cheiro dela. – Você ainda está com raiva de mim por ter ficado jogando a noite toda?
— Talvez. – ela falou com uma voz levemente irritada, mordendo de leve o lábio inferior para não rir.
— E o que eu preciso fazer pra não ficar brava comigo? – ele beijou carinhosamente o pescoço dela.
— Você está de castigo, Inuyasha. – ela falou, mantendo uma expressão séria. – Terá que fazer tudo o que mando se quiser que eu não fique zangada.
— Estou? – ele perguntou, sentindo o suor correr frio.
Kagome olhou para o relógio que usava. Teria tempo suficiente para que ele fizesse tudo o que mandasse.
— Muito bem... Vamos começar.
— Mas o que a gente vai fazer? – ele perguntou desconfiado.
Kagome mordeu os lábios. O olhar malicioso brilhava e destacava o castanho dos olhos, e deixou o rapaz muito, muito assustado.
— Relaxa, Inuyasha. – ela estalou os dedos à la Sesshoumaru, dando uma piscadela – Você só precisa tirar essa sua camisa que usa desde ontem e responder a algumas perguntas.
— Quais?
Kagome pigarreou e praticamente colou o indicador no queixo, visivelmente pensativa. Ficou um ou dois minutos parada, ali, provocando uma ansiedade tamanha no namorado que, ao abrir a boca para pronunciar o primeiro "A", ele quase não conseguiu conter um grito estrangulado.
— Perguntas sobre nosso relacionamento.
— A-Ah, é-é? – ele se borrou todo de medo.
— É. – ela sentou na bancada próxima e balançava as pernas como uma criancinha feliz, batendo com a mão levemente o espaço ao lado dela – Suba aqui, querido.
— T-Tá.
Kagome pigarreou de novo, e começou num ar pomposo a fazer as perguntas no melhor estilo "Passa ou Repassa". A diferença é que não tinha repassa e Inuyasha levaria de tudo, até uma torta na cara.
— Qual foi o primeiro presente que você me deu?
Inuyasha pensou, pensou e pensou.
— Eu já dei algum presente pra você?
— RESPOSTA ERRADA!
E depois ele deu um grito ao sentir um beliscão no peito.
Quase duas horas depois
Inuyasha, completamente suado e visivelmente irritado, ajeitava a camisa e limpava as calças como se tivesse passado por uma longa provação. Kagome estava sentada na bancada com as pernas cruzadas e não escondia um sorriso vitorioso da face.
— Está bravo? – ela perguntou.
— Quem, eu? Imagine... Só porque fiquei sem camisa por quase duas horas, de joelhos até sentir minhas pernas ficarem dormentes, sentindo um monte de beliscões quando dava uma resposta que você não gostava?
— Está ou não está? – ela perguntou sorrindo e aproximando-se dele com a mão estendida, como se fosse dar um beliscão nele.
— Nem um pouco. - ele mentiu ligeiramente pálido.
— Que bom. – ela olhou para o relógio. – Vamos ver se Buyo já saiu?
— Tá... – ele parecia muito descontente e Kagome notou aquilo.
— Está chateado? – ela perguntou, enlaçando o braço dele antes de sair da sala.
— Não! – respondeu mal-humorado.
— Ah... Mas é claro que está... – ela segurou o rosto dele e o fez olhá-la. – Por ter sido tão obediente, vai receber um prêmio esta noite.
Aquilo pareceu iluminar o rosto dele como se anunciassem a chegada do Papai Noel.
— Que prêmio? – ele perguntou interessado.
— Surpresa... – ela falou, sorrindo. Abriu a porta e os dois saíram da sala depois de se certificarem de que não tinha ninguém observando no corredor.
Andando por um largo corredor, chegaram até a sala que Mushin havia entrado e impedido que os dois vissem o interior. Uma garota com aparência de enfermeira estava sentada em uma cadeira ao lado da porta, levantando-se ao avistar os dois se aproximarem.
— Eu acho que já vi essa moça em algum lugar... – Inuyasha murmurou só para si.
— Disse alguma coisa? – Kagome perguntou.
— Nada. Só falei que tá doendo meu peito. – ele tentou disfarçar.
— Por favor, venham comigo. Mushin-sensei quer vê-los. – ela começou a andar e os dois a seguiram.
Depois de alguns minutos, finalmente chegaram ao consultório de Mushin. A garota que acompanhava o casal bateu na porta e abriu-a depois de escutar um pedido para que entrasse.
— Com licença, Mushin-sensei... – ela abriu a porta e fez o casal entrar na sala. – Eles estão aqui.
— Ah, obrigado, Momiji-chan... – ele levantou-se da cadeira depressa e foi até a enfermeira – Trouxe o que eu pedi?
A enfermeira fez um sinal afirmativo com a cabeça e tirou de dentro da blusa branca rendada que usava uma pequena garrafa de sake, causando espanto no casal.
— Muito obrigado, mocinha... – o veterinário tossiu um pouco e depois abriu a garrafa, bebendo um pouco do conteúdo. – Este aqui é muito bom... Ah, pode sair, Momiji, vou conversar com estes dois.
— Sim, senhor... – Momiji saiu da sala e fechou a porta.
— Mushin-sensei... – Kagome começou. – E Buyo?
O médico fez a cara mais séria que possuía, o que causou ainda mais espanto no casal porque nunca imaginaram que ele tivesse uma.
— Foi uma das lavagens estomacais mais difíceis que já tive que fazer em toda minha carreira veterinária... – ele foi em direção da porta. – Vamos até o quarto em que ele está...
— Mas... Mas ele está bem, não? – Kagome perguntou apreensiva.
— É melhor que veja com seus próprios olhos, senhorita... – o médico falou, saindo da sala e andando por um corredor, seguido pelos dois.
Chegaram até um quarto onde se lia na porta uma placa escrita "Recuperação". O doutor parou e falou aos dois:
— Podem entrar. – ele abriu a porta e Inuyasha e Kagome entraram. Os dois viram um enfermeiro lendo calmamente uma revista, fechando-a quando percebeu que tinha gente na sala.
— Vocês são...? – ele perguntou, levantando-se e encarando o casal com um olhar sério.
— Sim, somos nós. – Inuyasha falou por Kagome, que abriu a boca mas não falou nada depois que avistou Buyo deitado numa caminha.
— Ele está se recuperando bem... Mas vai precisar ficar em observação por um ou dois dias. Não poderão levá-lo hoje, sinto muito.
— Tudo bem, mas... Podemos ficar aqui com ele? – Inuyasha perguntou.
— Fiquem a vontade. – ele deu passagem ao casal e os dois se aproximaram da cama na qual Buyo ressonava tranquilamente.
— Foi... – Kagome começou, tentando conter as lágrimas. – Foi muito... difícil pra ele?
— Foi uma das operações mais difíceis que já presenciei... – o rapaz falou. – O que vocês deram pra ele comer? Comida estragada?
— Não! – ela protestou. – Nunca faríamos isso!
— Seja lá o que tiver sido, fez muito mal pra ele. – o enfermeiro continuou.
— Isso é culpa sua! – Kagome falou a Inuyasha, fazendo com que o queixo dele quase caísse por causa da acusação. – Você não dá atenção suficiente para nenhum de nós dois!
— Eu? – ele recuou, colocando a mão no peito e mostrando-se indignado. – Não sou eu quem o mima e faz tudo o que ele quer!
— Está me dizendo que sou culpada por ele ter passado mal? – ela perguntou irritada.
— Por favor, não briguem... – o enfermeiro falou. – Ele precisa descansar agora, não pode acordar agora.
— Ah... desculpe. Sinto muito. – Kagome falou, levando a mão ao coração em visível apreensão. Depois sentiu um braço de Inuyasha passar pelo ombro.
— Desculpe... – ele falou. – Ele não precisa sofrer por nossa causa...
— Sim, é verdade. – ela falou, tocando na mão que a tocava no ombro. – Não é culpa de ninguém, agora só temos que cuidar dele...
Um momento de silêncio se passou em que os dois apenas observavam a figura fofinha de Buyo dormir profundamente, este com uma enorme faixa envolvendo a barriga.
— Ele parece um anjo dormindo assim... – ela falou, pousando a cabeça no peito de Inuyasha, fazendo com que este a abraçasse pela cintura.
— É mesmo... – ele respondeu depois de suspirar profundamente. Olhou para o relógio e perguntou – Vamos para casa?
— Sim. – ela virou o rosto e sorriu, dando um beijo no rosto dele – Amanhã levamos nosso filho pra casa.
Inuyasha ergueu uma sobrancelha ao estilo do irmão e perguntou:
— Filho?
Na casa de Sesshoumaru
— Full House. – Sesshoumaru falou, colocando as cartas no centro da mesa e deixando Miroku com uma expressão chocada no rosto.
Depois de recolher todos as fichas-biscoitos do adversário, ele comentou:
— Devia ter feito como Kouga, que saiu do jogo depois de duas jogadas.
— Você deu uma surra nele depois que ele confessou que achava a Rin linda desde que ela apareceu aqui no bairro, seu psicopata! – Miroku falou irritado.
— Ele teve sorte de ter sido só uns pontapés. – Sesshoumaru falou calmamente.
Miroku deu um suspiro e pegou as cartas da mesa, juntando com as que tinha e começando a misturá-las.
— Será que ele tá legal? – ele perguntou repentinamente.
— "Ele" quem? – Sesshoumaru perguntou.
— Quem? Kouga é claro! Ele saiu mancando daqui.
Sesshoumaru o fitou com o olhar mais sério que todos os que já tinha lançado.
— Que ele pensasse nisso antes de falar na Rin.
Depois pegou as cartas que Miroku estendeu e as abriu na mão.
— Boa noite, pessoal. – a voz de Sango surgiu de repente na sala, fazendo com que os dois a olhassem com espanto.
— Sangozinha... Já tão cedo em casa?
A garota puxou uma das cadeiras e sentou-se ao lado do noivo, depois deu um sorriso:
— Já é tarde da noite. Vocês passaram o dia todo jogando.
Os dois olharam o relógio da sala.
— Estou preocupado com Rin. Já deveria ter voltado.
— Sua secretária pediu pra ela levar um artigo lá no seu trabalho porque você estava incomunicável. Depois disse que iria fazer compras.
Silêncio se fez.
— Vou agradecê-la depois.
— Se ela aceitar. – Sango falou num tom profético, levantando-se. – Bem, vou deixar vocês com esse jogo e esperar Rin-chan voltar pra jantarmos.
Os três escutaram um carro estacionar em frente da casa e, minutos depois, Kagome e Inuyasha surgiram sorridentes.
— Chegamos. – a garota falou, alegremente.
— Bem-vindos. – os três falaram juntos.
— Ainda jogando? – Inuyasha arregalou os olhos.
— Quer participar de novo? – Sesshoumaru perguntou sem desviar o olhar das cartas.
— Hã... não... Não, obrigado... – o irmão respondeu sem graça, passando a mão sobre o peito e fazendo uma careta – Kouga não está mais aqui?
— Não. – Sesshoumaru respondeu friamente.
— Por que ele deixou o carro aqui? – Inuyasha virou o rosto para indicar o automóvel estacionado em frente da casa.
— Vai ficar aí até ele tomar coragem de aparecer de novo por aqui. – Sesshoumaru respondeu com o rosto mais sério que poderia existir.
— Menos mal. – Inuyasha falou, colocando a mão nos bolsos da calça.
— Ai, ai... – Sango começou, observando a cena deste o início – Fico imaginando o que Sesshoumaru-sama fez pra Kouga não passar mais aqui com aquela roupa brega.
Depois do jantar, cerca de duas horas depois
O jantar ocorreu onde sempre ocorria – com os seis à mesa da cozinha. Rin conseguira fazer um rápido e delicioso jantar para todos, mesmo tendo que dividir a mesa com Sesshoumaru e Miroku, que ainda jogavam entre uma mastigação e outra.
Depois do jantar, os quatro ficaram na cozinha para arquitetar um plano para acabar com o jogo.
— Nenhuma outra ideia? – Inuyasha perguntou, depois de escutar um plano meio que absurdo de Sango que consistia em ela ajudando Rin a dar uma surra em Miroku e Sesshoumaru com uma colher de pau.
— Eu não achei minha ideia tão ruim. Só não fiz isso até agora porque estou de muito bom humor... – ela falou enquanto admirava as unhas bem feitas.
— Você acha que minha mão vai dar conta? – Rin olhou para a palma da mão, imaginando se teria coragem de bater em Sesshoumaru.
— E o pior é que eles nem tomaram banho ainda... Que absurdo. – Kagome comentou visivelmente enojada.
Ao escutar o comentário, Rin arregalou os olhos, mas ninguém pareceu notar.
— Ugh. Entendi agora... – Sango tampou o nariz com nojo – Senti um cheiro esquisito na hora que fui falar com eles e pensei que era um rato morto no jardim da Rin ou o banheiro sujo.
— Se inventássemos que começou a venda antecipada dos ingressos pra ver O senhor das Aranhas? Eu acho que eles iam sair correndo na hora. – Inuyasha sugeriu enquanto brincava com um enfeite de mesa.
Nisso, Rin levantara-se decidida da mesa e olhou para a porta que levava para a sala como se ainda pudesse ver os dois jogando.
— Gente... – ela falou, olhando séria para os amigos que a observavam curiosos. – Eu acho que sei como acabar com esse jogo.
— Sério? – os amigos perguntaram ao mesmo tempo, sem conseguir esconder o espanto.
— Daqui a pouco vocês vão descobrir. – ela saiu da cozinha.
Os três se entreolharam e deram de ombros, saindo da cozinha para ver como estava a partida na sala.
E, mais uma vez, viram Sesshoumaru ganhar.
— Droga, droga, droga... – Miroku batia a cabeça na mesa de leve, repetindo aquilo como se fosse uma oração.
— Você tem certeza de que não quer desistir? – Sesshoumaru perguntou, contando quantos biscoitos-fichas tinha no prato – Eu paro agora se você me pedir... Sabia que já está me devendo cinquenta mil ienes?
— Não vou desistir! – o rapaz levantou a cabeça. – Eu acho que eu tenho ainda uns 500 ienes no bolso.
— Vai apostar tudo, então? – Sesshoumaru o desafiou.
Miroku engoliu em seco.
— Eu... Eu... Bem... – todos os presentes da sala olhavam apreensivos para o rapaz. Se Miroku aceitasse e perdesse, teria que pagar uma fortuna a Sesshoumaru – Sim.
Todos os amigos olhavam chocados para Miroku.
— Miroku, você não pode... – Sango falou, sacudindo-o pelos ombros.
— Miroku-sama, você tem que parar com isso! – Kagome não conseguia esconder a apreensão que sentia.
— Eu quero só ver isso. – Inuyasha falou, cruzando os braços e sorrindo.
— O que... – Miroku olhou para Sesshoumaru, não deixando de ficar assustado com a própria decisão que tomara. – O que você acha?
Depois de alguns minutos, Sesshoumaru falou:
— Ok, vamos jogar. Eu aposto... – ele avançou o prato para o canto de apostas. – tudo o que ganhei.
O jogo recomeçou e Miroku, depois de quase cinco jogadas, já estava perdendo. Os amigos percebiam isso por cada careta que fazia ao pegar uma carta das mãos de Sesshoumaru.
— Eu falei que você se arrependeria por menosprezar meu potencial para as jogatinas. – Sesshoumaru comentou sem sorrir.
— Eu já disse que já me arrependi.
— Gosto de escutar, Houshi. – Sesshoumaru pegou uma carta da mão dele. – Isso purifica minha alma.
— Você tem uma? – Miroku perguntou, arqueando as sobrancelhas. Sesshoumaru lançou um olhar furioso ao rapaz, fazendo com que este se arrependesse.
— Agora vou acabar com você. – Sesshoumaru falou numa ameaça.
— "Agora"? – Miroku falou num fio de voz.
Sesshoumaru pegou mais uma carta.
— Não, não! – Miroku falou rapidamente – Era brincadeira, uma brincadeira!
— Tarde demais, Houshi. Fiquei com raiva. – Sesshoumaru falou tão calmo que era difícil não ficar em dúvida sobre a seriedade da ameaça – Vamos acabar logo com isso.
Na sala, o silêncio era absoluto. Todos sentiam pena de Miroku, que tentava inutilmente alguma jogada certa para vencer Sesshoumaru.
"Miroku... por que escolheu esse caminho?", pensou Sango.
"É melhor do que assistir a derrota do time favorito de Sesshoumaru pro meu time...", Inuyasha pensou.
"Miroku-sama... boa sorte...", Kagome pensou, abraçando a cintura de Inuyasha.
"Ele está sorrindo... Com certeza está rindo da minha cara...", Miroku pensava, piscando algumas vezes ao observar que o rosto sem emoção de Sesshoumaru tinha um pequeno sorriso. "Fui um idiota... Serei chamado de idiota pelo resto da vida por ele... É o que eu sou mesmo... Acho que irei desistir mesmo... Mas eu queria saber o que ele tá pensando? Está rindo de mim, com certeza, pensando no quanto sou idiota..."
"So-zan, so-zan, eu sou o garoto do bairro…", Sesshoumaru cantarolava mentalmente a abertura do anime que Rin mais detestava.
— Eu… - Miroku chamou a atenção de todos, especialmente a de Sesshoumaru, que baixou a mão com as cartas para olhá-lo.
— Você...? – ele perguntou.
— Eu... eu vou...
Todos os presentes fixaram o olhar nos lábios trêmulos de Miroku, apreensivos pela resposta que ele ia dar.
— Você vai...? – Sesshoumaru continuou pelo outro, erguendo uma sobrancelha.
— V-Vou... des...
De repente, a voz de Rin soou num grito vindo de algum lugar da casa. Segundos depois, a figura graciosa dela apareceu apenas de roupão na sala.
— Ah, Rin-sama... – Miroku abaixou a cabeça em derrota, decepcionado por ter sido interrompido quando ia completar a frase de "eu vou desistir".
— O que foi, Rin-chan? – Kagome perguntou, preocupada.
Rin passou pela mesa onde os dois jogavam e fingia não perceber que Sesshoumaru estava ali.
— Eu ia tomar banho... – Rin fez uma careta.
Nisso, o olhar de Sesshoumaru desviou das cartas para a namorada.
—... Mas a torneira de água quente está travada... Eu queria tanto tomar banho... – completou num lamento e apertou o laço frouxo do roupão, visivelmente feito às pressas.
— Mas a torneira estava funcionando hoje de manhã. – Kagome falou, arqueando as sobrancelhas – Sei disso porque você me obrigou a me apressar pra poder lavar as lajotinhas do banheiro.
Sesshoumaru continuava sem piscar.
— É a banheira do quarto e eu não tenho força pra abrir... Mas vou aquecer água e levar pro banheiro... Tal qual fazíamos na época do Japão Feudal.
Antes de conseguisse dirigir-se à cozinha, porém, a mão de Sesshoumaru a segurou pelo braço.
— Qual é o problema, Rin? – Sesshoumaru não tirava os olhos dela – Não consegue abrir a torneira?
A garota lançou um olhar para o outro andar, onde ficava o quarto que dividia com ele.
— Eu não tenho força pra abrir a torneira de água quente. Não consigo abrir.
— E você quer tomar banho agora?
Rin fez um movimento delicadamente afirmativo com a cabeça, ignorando os olhares de espanto dos amigos, admirados em ver que ela conseguiu chamar a atenção de alguém Sesshoumaru no meio de uma disputa.
Curvou-se para ficar na altura de Sesshoumaru sentado e perguntou com uma expressão inocente no rosto:
— Você poderia ajeitar a banheira pra mim?
Se passava algum pensamento na cabeça de Sesshoumaru, com certeza não era o de continuar com o jogo. O rapaz simplesmente levantou-se, jogou as cartas no centro da mesa e, ainda segurando o braço de Rin, começou a praticamente empurrá-la em direção ao quarto.
Todos os espectadores arregalaram enormemente os olhos.
Ao ver que as cartas jogadas sobre a mesa como sinal da desistência, Miroku levou as mãos à cabeça e caiu da cadeira, gritando e comemorando a vitória inesperada sobre o adversário, ouvindo as risadas de Sango e Kagome.
Alguns minutos depois, Sesshoumaru reaparecia no alto da escada apenas de roupão para avisar:
— Amanhã eu pago.
E voltou para o quarto.
— Foi na merda, mas parabéns – Inuyasha o parabenizou com uma mão sobre o ombro do amigo
— Parabéns, Miroku-sama! – Kagome o abraçou.
— Obrigado, obrigado... – Miroku ainda não conseguia acreditar.
— Ai, enfim... Tudo acabou bem, não? – Sango guiou Miroku com a mão nas costas dele até o sofá para se sentarem.
— Ganhei dinheiro... – o rapaz tinha uma expressão abobalhada – Ganhei do Sesshoumaru!
— Aquele foi o castigo de Rin-chan, no final das contas. – Kagome falou com um sorriso – Foi bem original fazer Sesshoumaru-sama perder desse jeito!
— Castigos... – Inuyasha passou a mão no peito e fez uma careta, fazendo Kagome sorrir.
— Bem... Vamos? – ela pendurou-se no braço direito do rapaz – Quero conversar com você sobre uma coisa...
Os dois saíram da casa de Sesshoumaru para ir até a casa vizinha, encerrando a noite por ali e deixando Sango e Miroku a sós.
— Parece que quase todos os homens foram castigados nessa história de jogo. Ai, ai. – ela comentou.
— Eu estou sendo castigado por você desde o início da semana, Sangozinha... – Miroku comentou, puxando a noiva pela cintura e fazendo-a sentar-se no colo. – Não podia me dar uma trégua e me dar um prêmio pela minha vitória sobre Sesshoumaru?
— Que bobagem, Miroku-sama. É claro que não. – Sango tocou na ponta do nariz dele com o dedo, sorrindo ao ver a expressão decepcionada do rapaz.
— Preciso arranjar logo um emprego. – ele resmungou, deixando que Sango saísse do colo dele e sentar-se ao lado do rapaz.
— Se aceitar esse emprego do cassino, terá que treinar muito, muito mesmo. Já pensou se encontra outros jogadores como Sesshoumaru?
— Isso mesmo... – o rapaz deu um suspiro cansado – Esse perrengue foi uma lição pra eu deixar de ser idiota.
No quarto principal da casa, Sesshoumaru e Rin jogavam strip-pôquer em cima da enorme cama de casal. Ele estava inteiramente vestido, enquanto Rin tinha apenas uma única peça cobrindo o corpo: o sutiã.
Apesar de serem namorados, Sesshoumaru não teve piedade uma única vez, ganhando todas as partidas que jogou contra ela.
— Sua vez, Rin. – ele falou no tom de voz calmo típico dele.
A garota colocou no centro da cama uma sequência completa.
— Tsc, tsc... Muito bom, Rin, mas eu tenho... – colocou as cartas da mão ao lado das dela – Um Full House.
Rin lançou-lhe um olhar mortal.
— Esse olhar não funciona comigo, mocinha... Pode tirar esse sutiã.
De má vontade, ela tirou a única peça que a cobria e entregou na mão de Sesshoumaru, tendo que depois pegar o lençol para esconder a nudez.
O rapaz deu um suspiro e jogou o sutiã no monte de roupas de Rin perto da cama.
— Esse Houshi até que tem umas ideias legais... Não concorda comigo, minha Rin?
A resposta foi um travesseiro que acertou o rosto dele e o fez cair da cama.
Próximo capítulo:
É aniversário do irmão de Kagome e os seis amigos são convidados para a festa. Imaginem as confusões e os problemas que eles precisam resolver... Jikai Tokyo no Nendaiki: Souta-kun no Tanjoubi Não percam!
"— Inu no onii-chan!"
