Seis pessoas entraram numa sala de exibição de cinema meia hora antes de o filme começar e depois de passarem uma hora e meia acotovelando-se na bilheteria para entrarem. Todos estavam suados e com fome.
-Vamos primeiro pegar nossos lugares. – Sesshoumaru falou.
-Todos lá pra trás, lá pra trás! – Miroku falou, puxando a noiva.
-Cara, se não tivesse arranjado os ingressos com Hachi, teríamos de acampar lá fora desde a madrugada, assim como fizemos na estréia do "Senhor dos Colares". – Inuyasha, com Kagome agarrada ao braço, falou a Miroku.
-De nada, cara, de nada... – o rapaz sorria – Cê acha que eu perderia uma das maiores estréias do ano no Japão?
-Estou aqui só como crítica. – Sango falou, mostrando a carteira de repórter.
-Do que fala esse filme... – Kagome olhou o ingresso – "O Senhor das Aranhas"?
O namorado, o quase-cunhado e o amigo olharam para Kagome como se ela tivesse acabado de chegar de outro planeta.
-Kagome... – Inuyasha deu um suspiro – "O Senhor das Aranhas" é um dos mais esperados live-actionsdeste ano!
-Na verdade, esperamos por este filme desde que éramos crianças! – Miroku falou – Eu adorava essa série!
-Você também via, Sesshoumaru? – Rin perguntou, falando pela primeira vez ali.
-Não. – ele respondeu sério.
Miroku o fitou e deu um sorriso malandro.
-Tá mentindo... – começou a cutucar as têmporas de Sesshoumaru com o dedo – Mentiroso!
-Cadê nossos lugares? – Inuyasha perguntou, revirando os olhos ao ver o irmão largar braço da namorada e avançar no amigo.
-Tá lotado... – Kagome comentou, olhando depois para as fileiras próximas à tela – Mas há lugares lá na frente...
-Mas tem lugares sem gente lá atrás! – Inuyasha protestou.
-Onde que há, Inuyasha? – Kagome falou num tom irônico e impaciente, revirando os olhos – Só se for nessa sua vista.
-Ei, vamos pegar nossos lugares. – Inuyasha falou aos quatro que estavam de fora da conversa: Rin e Sango assistiam a Sesshoumaru sacudir Miroku pelo pescoço, as duas com enormes gotas no rosto e sorrindo sem graça.
-Só tem lugares lá na frente. – Kagome falou.
Os quatro voltaram ao normal e calmamente se dirigiram para as fileiras da frente, acompanhados de Kagome. Inuyasha, revoltado, olhava para as duas direções e depois foi atrás dos amigos.
-Mas tem lugares lá pra trás! – ele falou depois que chegou.
Os cinco, já sentados e esperando que ele fizesse o mesmo, olharam o rapaz e depois para trás.
-Não, não tem. – Miroku falou, calmamente.
-Não estão vazios, Inuyasha. – Sango começou – As bolsas estão guardando os lugares.
Somente naquela hora que Inuyasha percebeu que nos muitos lugares que pareciam estar desocupados haviam bolsas, estas aparentemente reservando os lugares para outras pessoas.
Inuyasha ficou revoltado.
-Pô, mas por quê? As bolsas pagaram pra ficarem sentadas ali?
Os cinco olharam para ele, todos preocupados se o rapaz começaria a fazer escândalo.
-Inuyasha, poderia se sentar, por favor? – Kagome falou num sussurro, um tom de voz oposto ao que o namorado estava usando no momento.
-Eu não quero sentar aqui. – muitos já começaram a olhar para o rapaz gritando – Se há lugares lá pra trás, eu quero ficar lá! As bolsas não pagaram como eu pra ficar num lugar que eu quero ficar!
-Inuyasha, senta agora. – Kagome murmurava entre os dentes.
-Você não pagou, irmãozinho. – Sesshoumaru falou num tom frio – Hachi arranjou os ingressos.
-Dá a bolsa, Kagome. – Inuyasha pediu.
Kagome olhou para ele, surpresa, e entregou a bolsa dela.
Inuyasha ficou em pé, pôs a bolsa no lugar dele, subiu na escadinha que levava ao telão, gritando de lá para quem quisesse ouvir:
-ALGUÉM QUER TROCAR DE BOLSA?
Rin e Sango abafaram o riso; Miroku e Sesshoumaru fecharam os olhos e balançaram a cabeça com pesar; Kagome se limitou a soltar um gemido angustiado e esconder o rosto envergonhado entre as mãos.
Ninguém quis trocar de "bolsa", ao que Inuyasha desceu do palco ainda mais enfurecido, voltando para perto dos amigos.
-Feh... – exclamou, cruzando os braços – Espero que aos menos tenham se tocado.
O rapaz olhou para os amigos e viu que estes sorriam sem graça e levemente preocupados.
-O que foi? – perguntou. Olhou para Kagome e recuou ao ver a expressão furiosa dela.
-Inuyasha... Senta!
Inuyasha tremeu e sentou-se rapidinho no assento, principalmente depois de ver Kagome tão furiosa.
Tokyo no Nendaiki: Boku-tachi no junjou na omoi.
Eiga de.
Crônicas de Tokyo: Nossos Verdadeiros Sentimentos.
No cinema.
Disclaimer: Se a série fosse minha, vocês saberiam quem seria o casal principal... (evil smile)
Para Tici-chan.
-Estou com fome... – Rin reclamou.
Todos já estavam sentados, entediados também por causa dos vinte e cinco minutos que teriam que esperar até o filme começar.
-Olha a pipoca... – alguém gritou.
-Aguarde mais um pouco, Rin. – Sesshoumaru falou – A lanchonete ainda está lotada.
-Mas eu estou com fome... – ela reclamou.
-Acho que a sessão lotará. – Kagome falou, olhando para a entrada – Tantos adolescentes...
-Vai dar pra ver as espinhas do ator daqui desta fileira. – Inuyasha reclamou, devidamente preparado com óculos 4-D no rosto e inclinado na poltrona.
Os seis estavam desconfortáveis em ter que esperar aquele tempo e ainda ter que praticamente deitar na cadeira para poderem enxergar o telão. Encostaram-se nas poltronas e colocaram, assim como Inuyasha, os óculos 4-D para ficarem preparados, olhando fixamente a tela.
-Olha a pipoca...
-É a quinta ou sexta vez que escuto esse cara gritando. – Miroku fez uma observação.
-Sess, posso comprar pipoca? – Rin perguntou sem ter que mover-se.
-Não. Você não gosta. – ele respondeu, também sem mover-se.
-Mas eu posso gostar agora.
Sesshoumaru tirou o visor 4-D e encarou a garota com o olhar mais sério que tinha.
Rin apenas encolheu-se e cruzou os braços em sinal de protesto.
-Gostei desses óculos! – Sango falou, olhando para todos os lados com o visor – Gostei, gostei...
Repentinamente, a garota deu um grito e agarrou-se ao braço de Miroku.
-O que foi, Sangozinha? – Miroku perguntou.
-Eu acho que vi uma parede se mexer! – ela exclamou assustada.
Desta vez, todos tiraram os óculos e olharam a garota.
-Ok, eu nunca usei isso antes, tá? – ela tentou se defender – Isso porque foi a parede! Ainda há pouco eu vi Sesshoumaru-sama com uma meia-lua na testa e Inuyasha com orelhinhas na cabeça!
-É? – Rin pareceu interessada, colocando o visor no rosto e olhando para Sesshoumaru.
-Posso tocar nelas? – Kagome, também com o visor, perguntou a Inuyasha, tentando tocar no alto da cabeça dele, fazendo o rapaz se desviar, evidentemente assustado.
-Sesshoumaru-sama com uma meia-lua! – Rin estava alegremente passando os dedos no rosto sério do namorado – E com tirinhas coloridas nas laterais do rosto!
Miroku, que tentava aguentar a vontade de rir, não controlou o ataque e deu uma risada alta e sentia a barriga doer, fazendo o possível para parar apenas quando viu Sesshoumaru lançar um olhar ameaçador.
-Calma, calma! – ele ria descontrolado e ergueu as mãos na defensiva – Estou rindo da parede que se mexe! Da parede, da parede!
-Olha a pipoca...
-Vamos esperar em silêncio pelo começo do filme. Sem piadinhas. – Sesshoumaru falou sério e voltando a pôr os óculos.
Todos ficaram sentados, exceto Kagome, que passava a mão nos cabelos de Inuyasha e acariciava algo invisível, e Rin, que estava praticamente em cima de Sesshoumaru e passava os dedos nas marcas invisíveis do rosto dele.
Quando estava tudo muito quieto, a sala de exibição teve o silêncio quebrado por uma torrente de vozes infantis que invadiu o ambiente. Os seis tiraram os visores e olharam para trás, percebendo a chegada de inúmeras crianças que corriam pela sala para pegarem os lugares vazios nas fileiras próximas da dos amigos.
-Que creche é essa? – Sesshoumaru perguntou, chocado com o número surpreendente de crianças.
-Que lindas! – Rin exclamou alegremente.
-Tão fofas! – Kagome batia palmas.
-Nesses momentos que eu queria ter um filho. – Miroku falou.
Sango preferiu afastar-se um pouco dele e não comentar sobre aquilo.
-Olha a pipoca...
-Eu quero saber onde tá esse cara da pipoca... – Inuyasha falou, tentando conter a irritação.
-Eu não acredito que elas vão sentar perto de nós... – Sesshoumaru balançou a cabeça negativamente.
-Vamos ter uma sessão muito "silenciosa"... – Miroku falou num tom sarcástico – Crianças batendo palmas, gritando nos momentos mais legais... – meneou a cabeça e deu um suspiro cansado.
-Quem está cuidando delas? – Inuyasha olhou para a fileira ao lado.
Neste momento, uma mulher que estava entre as crianças levantou-se, gritando milhares de palavrões, e saiu correndo dali, puxando os longos cabelos negros.
-TIAAAAAAA! – as crianças gritaram e começaram a chorar.
-Aquela louca abandonou as crianças! – Sango levantou-se irritada.
-Vamos, meninas! – Kagome puxou Rin, que voltara a contornar os desenhos invisíveis do rosto do namorado, e a levou para a fileira das crianças.
Segundos depois que as garotas saíram, os três ficaram em silêncio mortal, que foi quebrado por Miroku.
-Vocês acham que a gente deve tirá-las de lá?
-O que vocês acham? – Inuyasha perguntou.
Os dois esperaram que Sesshoumaru fizesse um pronunciamento, mas este ficou calado.
-Eu não tenho coisa alguma contra o fato delas estarem cuidando de crianças... Digo até que ficaria feliz se Sangozinha tivesse vontade de ter um Houshizinho...
Desta vez os irmãos olharam assustados para o amigo e se levantaram.
-Vamos trazê-las de volta. – Sesshoumaru ordenou e os dois foram atrás dele, seguindo-o.
Ao encontrá-las, viram que as três brincavam com as crianças pelo corredor entre as fileiras. Rin cantava para algumas crianças, Kagome fazia roda com outras e Sango contava histórias para algumas que fizeram um círculo em torno dela.
-Olá! – as três pararam e olharam para os namorados.
A visão que os três tiveram foi de que elas estavam cuidando dos próprios filhos, mas tiveram que esquecer daquilo. Tinham que tirá-las de lá e levá-las de volta aos lugares para já os terem reservados no caso da sessão ficar mais lotada.
-Meninas, vamos voltar. – Sesshoumaru falou, olhando assustado para uma Rin que cuidava de cinco crianças.
-Mas aqui tá tão legal... – Rin lamentou.
-As pobrezinhas estão assustadas. – Kagome abraçou duas delas sob um olhar arregalado de Inuyasha.
-Aquela louca da professora os abandonou... Temos que cuidar deles! – Sango completou, constantemente observada por um alegre Miroku.
-Mas a sessão lotará. – Sesshoumaru começou - Nenhuma bolsa guardará os lugares de vocês se...
-Meninas! – uma voz já conhecida dos três falou, fazendo os amigos virarem e se surpreenderem em ver os outros três que estavam ali.
As três apenas moveram a cabeça num ângulo inclinado e deram um sorriso aos outros, falando:
-Olá, Kouga-kun. – Rin falou.
-Houjo-kun, tudo bem? – Kagome perguntou.
-Takeda! Há quanto tempo! – Sango parecia eufórica.
Kouga, Houjo e Takeda passaram pelos namorados delas e foram até as garotas.
-Como está, Rin-chan? – Kouga perguntou.
-Ah, muito bem! Pode me ajudar aqui? - ela perguntou, indicando algumas crianças para que ele as segurasse, o que ele fez prontamente.
-Higurashi, está cuidando bem de sua saúde? – Houjo perguntou.
-Estou sim, obrigada! – Kagome agradeceu a preocupação dele com um sorriso doce.
-Sango, querida... Estive pensando em você durante meu cruzeiro pela costa do Caribe. – Takeda falou, aproximando-se de Sango.
-Sério? – ela graciosamente riu e levou graciosamente os dedos aos lábios – E quando você voltou?
Os irmãos e Miroku olhavam para os três infelizes que se aproximaram das garotas, não escondendo o ódio nos olhares e nem fazendo questão de evitar os milhares de pensamentos malignos.
-Ei, vocês! – Sesshoumaru falou, chamando a atenção deles. As garotas permaneciam brincando com as crianças.
Os seis homens, três de cada lado e separados agora pelas garotas que brincavam num círculo no meio do corredor, encararam-se e não escondiam o desprezo que sentiam um pelo outro.
-Takeda... – Miroku falou, cuspindo o nome do rapaz.
-Houshi Miroku... – o outro falou, não escondendo um olhar irônico.
-Kouga. – Sesshoumaru falou o nome do rapaz com tanto desprezo que mais parecia que jogava uma maldição.
-Irmão do Inuyasha... – o outro pronunciou com tom parecido.
-Bozo... – Inuyasha lançava faíscas pelos olhos.
-Sim? – o outro sorria abobalhado.
-O que fazem aqui? – o namorado de Rin perguntou.
-Vocês não achavam que perderíamos a estréia de "O Senhor das Aranhas", né? – Kouga perguntou, cruzando os braços e olhando arrogantemente para eles.
-Há muitos cinemas por aí... – Miroku começou, não escondendo o profundo ódio que sentia – Por que não vão a alguns deles?
-Mas nós moramos em Tokyo Dome. – Takeda respondeu, não desviando o olhar do rapaz – Por que deveríamos ir a outro cinema se temos um em nosso bairro?
-O cinema está lotado e cheirando mal. – Inuyasha começou – E tudo começou quando vocês chegaram... Vocês não deveriam estar aqui.
-É? – Houjo levantou um dos braços e cheirou o local, fazendo os dois que estavam ao lado dele se afastarem discretamente para que outros não pensassem que estavam acompanhando o rapaz.
-Vocês já vão começar a brigar? – Kagome perguntou, colocando as mãos na cintura.
-Deveriam ter vergonha! Desse tamanho e brigando dentro de um cinema! – Sango os repreendeu, fazendo os três (namorados!) olharem para as três, espantados.
-Pois é! – Rin completou, movendo a cabeça num gesto afirmativo, o mesmo fazendo outras três crianças que ela abraçava.
-Se não quiserem nos ajudar, deixe que outras pessoas o façam! – Kagome falou, irritada.
-Mas não deem mau exemplo pras pobres criancinhas! – Sango falou, dando a costa para os seis.
-Pois é! – Rin completou, também virando-se.
Os três (namorados) olhavam boquiabertos para cada uma.
-Bem, bem... parece que nós podemos ficar. – Kouga comentou.
-Vocês poderiam comprar comida pras crianças? – Rin perguntou.
-Elas estão com fome. – Kagome falou.
-E com sede. – Sango completou.
Os três (não-namorados!) fizeram um "sim" com a cabeça, e, segundos depois, não estavam mais ali.
-Vocês querem mais alguma coisa? – Kagome perguntou aos três (namorados!) que ficaram.
-Sabe, vocês poderiam também comprar alguma coisa... Pra nós... Pra quando começar o filme... Pra não ficarmos com fome depois... – Sango falava em tom melodramático.
-É! – Rin completou.
-Estão pedindo pra nós fazermos isso agora? – Sesshoumaru perguntou.
-Estamos com fome... – Sango se lamentou.
-E com sede. – Kagome completou.
Rin apenas moveu a cabeça afirmativamente.
-Voltaremos aos nossos lugares se vocês arranjarem comida. – Kagome chantageou.
-E algo pra beber. – Sango completou.
-Pra todos nós. – Rin falou, alegremente.
-Nós... Nós voltaremos em alguns minutos... O filme já vai começar. – Sesshoumaru começou – Eu vou trazer o seu favorito, Rin.
-Oba! – ela ergueu as mãos em comemoração.
-Nós também vamos trazer o de vocês, tá? – Miroku falou por ele mesmo e Inuyasha.
-Estaremos esperando! O filme já vai começar. – Sango falou quando viu os três afastarem-se.
Durante o caminho que faziam para ir à lanchonete do cinema, os três (namorados!) conversavam:
-Muito bem... – Sesshoumaru começou – Quem nós pegamos primeiro? Kouga?
-Eu prefiro o Takeda. – Miroku opinou.
-Eu acabo pessoalmente com o Bozo.
-Vamos trabalhar em equipe. Não podemos cometer erros ou elas ficarão sabendo. Estão dispostos? – Sesshoumaru parou centímetros antes da porta, prontos para sair. Olhava para os três e percebeu o movimento afirmativo deles.
-Vamos acabar com eles. – Miroku bateu um punho fechado numa mão aberta.
Sesshoumaru deu o habitual sorriso maligno que dava antes de aplicar as habituais surras em Miroku ou Inuyasha. O irmão mais velho abriu a porta da sala de exibição, seguido dos outros dois. Assim que chegaram ao corredor, viram Houjo dirigindo-se provavelmente à lanchonete. Correram para alcançá-lo e Inuyasha iniciou a conversa:
-Bozo... Há quanto tempo...
Dez minutos depois:
-É o último! – Sesshoumaru jogou um Kouga desacordado em cima do de Takeda e Houjo, todos dentro dos galpões ao fundo do prédio do cinema.
O irmão mais velho limpou as mãos para indicar que havia terminado o serviço.
-Sabe, eu queria saber se você já trabalhou pra máfia, cara... – Miroku limpou também as mãos e tirou uma sujeira da manga da camisa – Esse planejamento tem cara de alguém que já foi chefe da yakuza...
-Agora que você falou, Miroku... – Inuyasha começou – Eu acho que ele daria mesmo um chefão... Esse negócio de "joga o cara lá no galpão" ou "vamos nos livrar desse lixo" é de gente da máfia.
Miroku não controlou a vontade de rir e gargalhava ruidosamente.
-Vocês não queriam se livrar deles? – Sesshoumaru perguntou, lançando um olhar de desprezo aos três desacordados.
Inuyasha e Miroku riam enquanto Sesshoumaru proferia outras maldições contra Kouga, de quem já sentia ódio mortal pelo simples fato de ter posto um apelido carinhoso em Rin.
De repente e do nada, um grupo de homens usando roupas e óculos estilo matrix aproximou-se silenciosamente dos três. Inuyasha sentiu a presença, mas continuou rindo junto com Miroku. Apenas alguns momentos depois é que Inuyasha virou o rosto, deparando-se com a aterrorizante cena de estarem cercados por um autêntico grupo de membros da Yakuza.
Apavorado, o irmão mais novo puxou a manga da camisa de Miroku, forçando-o a virar o rosto também. O rapaz parou imediatamente de rir e engoliu em seco, sentindo o sangue gelar. Ambos começaram a puxar a camisa de Sesshoumaru e este só parou de proferir maldições quando começou a irritar-se com o fato daqueles dois puxarem tão insistentemente a roupa dele.
-O que diabos vocês querem? – Sesshoumaru perguntou – Ver até que ponto a camisa pode esticar?
Os dois apontavam para trás, Sesshoumaru virou o rosto para olhar para a direção que eles apontavam, não escondendo o arquear de sobrancelhas ao ver aquele grupo parado atrás deles.
-Algum problema? – ele perguntou, virando-se para encará-los.
Ficaram segundos encarando-se. Sesshoumaru, numa pose que metia medo em qualquer um e sentindo que o irmão e o amigo se escondiam atrás dele, olhava para o grupo como se fossem copos descartáveis. O grupo fazia lançava-lhe igual olhar, e eles não falaram nada por certo momento.
Segundos depois, um deles resolveu falar:
-O cinema está lotado. Se não tiverem bolsas nos seus lugares, vocês os perderão.
-Nós entraremos logo. Só precisamos encontrar alguma porta para não termos que pagar pelos ingressos de novo. – Sesshoumaru falou, não percebendo o olhar arregalado que Inuyasha e Miroku tinham nos rostos.
-Podem entrar por ali. – um deles apontou para uma portinhola meio escondida entre milhares de caixas de papelão – Se forem por lá, conseguirão chegar até o corredor principal e entrar novamente na sala de exibição.
-Obrigado pela informação. – Sesshoumaru deu as costas para o grupo e seguiu na direção indicada por eles.
Inuyasha e Miroku não escondiam a surpresa. Olharam para Sesshoumaru indo embora e depois olharam para os membros da Yakuza que permaneciam parados.
-Buh! – um deles falou, e os dois saíram correndo para alcançar Sesshoumaru.
Dentro do cinema:
Na enorme fila da lanchonete, Kagome, Sango e Rin estavam tentando reprimir a enorme vontade de sentiam de proferir palavrões por causa da tremenda confusão que havia ali: garotas conversando, rapazes se acotovelando, crianças chorando enquanto abraçavam as mães. Havia apenas uma única atendente no caixa e uma outra que atendia aos pedidos.
-Aqueles três sumiram! – Kagome estava indignada – Odeio quando fazem isso!
-Aposto que Miroku tem alguma relação com isso... – Sango estava bufando – Talvez ele os tenha levado pra ver alguma mulher...
-Sesshoumaru-sama... – Rin murmurou tristemente.
-Ei, Power Puffie Gurls... – Miroku falou atrás delas, abraçando Sango e Kagome, com os olhos estreitados, pelos ombros – Vocês são bem impacientes...
-Rin, sinto pela demora. – Sesshoumaru se adiantou.
-Sesshoumaru-sama! – ela abraçou-o alegremente.
-Que raios de confusão é essa? – Inuyasha perguntou, cruzando os braços em frente ao peito e olhando boquiaberto para a multidão.
-Estou com fome... – Rin reclamou.
-Calma, Rin. – o namorado dela a consolou.
-Esperem só um instante... – Miroku soltou-se de Kagome e Sango e pigarreou antes de falar bem alto, apontando para uma direção qualquer e muito longe da lanchonete – Cara, aquele não é o Hyde do L'arc en Ciel?
Um segundo depois, a multidão de garotas que conversavam alto saiu correndo na direção que Miroku apontou.
-Caramba, a Hamasaki Ayumi é muito mais gostosa olhando os cartazes do corredor do que fazendo show ao vivo no estádio do Tokyo Dome! – Miroku insinuou, mesmo sabendo que receberia um olhar furioso de Sango.
Desta vez, o grupo que rapazes que se acotovelavam saiu correndo, e a fila diminuiu drasticamente.
-Isso sempre funciona. – Miroku falou, sorrindo malandramente.
-Ela é mais gostosa, é? – Sango o olhava ameaçadoramente.
-Mais que você? Claro que não, Sangozinha. – Miroku falou, defensivamente.
-Agora vamos esperar nossa vez! – Kagome já estava mais aliviada ao ver que a fila estava menor e logo chegaria a vez deles – Inuyasha, o que você... O que foi? – ela perguntou ao ver a expressão abobalhada do namorado.
-Ei... – ele apontou para a entrada da sala de exibição – Aqueles ali não são os caras do Chage & Aska?
As mães que seguravam as crianças que choravam saíram correndo com as crianças no colo, gritando histericamente.
Na lanchonete, ficaram na fila apenas os seis.
-Está aprendendo, Inuyasha! – Miroku bateu no ombro dele camaradamente.
-Mas eram eles... – Inuyasha tentou se justificar – Aquele topetinho...
-Quem é o próximo? – a atendente chamou.
-Ora, ora... – Kagome falou ao ver quem era – Botan-chan!
A atendente continuou sorrindo e balançou a cabeça negativamente.
-Eu sou a Momiji.
-Momi-chan, querida... – Miroku começou – Como você está? Ainda está treinando pôquer?
-Sim, sim! – ela falou, movendo a cabeça afirmativamente – Vocês querem um completo?
-Miroku... – Sango tinha uma expressão ameaçadora – Vamos conversar mais tarde, tá?
-Calma, Sangozinha... Quer batatinhas?
-Queremos cinco completos e um sundae. – Sesshoumaru se adiantou.
-Oba, oba, oba! – Rin comemorava.
-Você vai pagar, né? – Miroku olhava esperançosamente para o irmão mais velho.
-Fazer o quê... – este murmurou, tirando a carteira do bolso da calça.
A campainha soou do lado de fora da sala, indicando que o filme começaria em segundos.
-Rápido com os pedidos, Botan! – Momiji falou para a irmã que preparava os pedidos, fazendo notar a presença dela ali também – O filme já vai começar!
-Será que todos os moradores do Tokyo Dome vieram pro mesmo cinema? – Inuyasha estava impressionado com a quantidade de gente conhecida que encontraram numa única tarde.
-Aqui estão os pedidos! – Botan entregou as sacolas e deu um sorriso para os seis – Bom filme!
-Vamos logo, galera! – Miroku falou, pegando o pedido dele e entregando os outros para os amigos.
-Botan, depressa! – Momiji falou para a irmã – Temos que voltar pros nossos lugares!
-Vocês também vão ver esse filme? – Sesshoumaru perguntou.
-Claro! – Momiji respondeu – Nossas bolsas estão guardando nossos lugares.
Inuyasha estava quase indo embora, mas deu meia-volta e aproximou-se das duas.
-Onde estão as bolsas de vocês? – perguntou.
-Lá nos fundos. – Botan respondeu alegremente – Gostamos de assistir aos filmes de lá!
Cinco segundos se passaram até a próxima pergunta de Inuyasha:
-Não querem trocar de bolsa?
Não obteve resposta. Kagome o puxara e os seis começaram a correr ao escutar mais uma vez a campainha.
Segundos depois:
-Até que enfim! – Sango comemorava, colocando no rosto o visor 4-D – Legal, legal...
-Cara, eu esperei tanto tempo por isso! – Miroku estava emocionado.
-Eu também! – Inuyasha estava empolgado.
Sesshoumaru não falou nada.
-Você também, né, Sess? – Rin perguntou docemente.
O rapaz olhou para os lados e, depois de um suspiro cansado, fez um "sim" com a cabeça.
Miroku e Inuyasha começaram a rir, e só pararam depois de receberem um olhar ameaçador de Sesshoumaru, engolindo em seco o riso.
-Sem piadinhas. Já vai começar. – Sesshoumaru avisou, preparando-se para a sessão ao colocar o visor.
-Olha a pipoquinha...
-Pelo amor dos deuses... – Inuyasha gemeu.
-Calma, Inuyasha... – Kagome tentou consolá-lo.
Na sala, uma pessoa entrou atrasada, esfregando a cabeça para aliviar a dor que sentia num ponto em que recebera uma pancada. Kouga estava mais que furioso e procurava com o visor pelos três – namorados delas! – que bateram nele.
-Vai pipoca aí? – alguém falara atrás dele.
Kouga virou-se e viu um rapaz de aspecto feminino segurando uma bandeja cheia de pacotes preparados de pipoca.
-Escute... – Kouga começou – Acho que meu visor está quebrado... Você consegue ver se há pelo menos três caras em alguma fileira lá na frente... – leu o nome no crachá do rapaz – Jakotsu?
-"Caras"? Homens? Claro! É pra já! – o outro colocou o visor e, depois de pelo menos dois minutos, falou – Bem... Tem um cara com umas orelhinhas na cabeça e outro com orelhas pontudas lá na frente... E outro que parece normal... E estão acompanhados de três... Er... Mulheres... – falou a palavra num enorme desprezo – Argh!
-Hã... Em que fileira, Jakotsu?
-Estão na primeira, perto das criancinhas.
-Obrigada. – Kouga se preparou para ir atrás dos namorados (delas, delas) quando Jakotsu o puxou de novo.
-Quer uma pipoca?
-Hã... – Kouga ponderou. O rapaz o ajudou. Conseguiu uma informação. Parecia perfeitamente justo comprar alguma coisa para ajudá-lo – Não gosto de pipoca... Tem refrigerante?
-Tem. Quer? – O rapaz pegou uma latinha de marca conhecida mundialmente e um copo plástico de dentro de uma caixa de isopor que levava consigo e encheu-o, entregando o líquido para Kouga.
-Hã... Obrigado. – Kouga pagou pela bebida e começou a andar em direção da fileira indicada por Jakotsu.
-Tem certeza de que não quer uma pipoquinha? Tem com manteiga, sem manteiga, sem sal, com sal... – Jakotsu perguntou.
-Não. – Kouga começou a irritar-se.
-Não mesmo? – Jakotsu foi para frente de Kouga, atrapalhando o caminho dele.
-Saia do meu caminho. – o quase cliente falou entredentes.
-Mas tá gostosa...
-Não, caramba! Eu já disse que não quero!
Alguns que estavam próximos pediram para que os dois falassem em tom mais fraco. Kouga apenas os olhou ameaçadoramente e estes ficaram quietos. Começou a andar de novo para ir para a primeira fileira, mas Jakotsu não saiu do caminho.
-Eu faço um desconto. – este insistiu – Que tal?
Kouga ficou segundos em silêncio, encarando-o com um olhar frio. Depois falou:
-Sabe onde vou enfiar essa pipoca se não sumir da minha frente?
Numa fileira próxima a que os seis amigos estavam, alguém se levantara e xingou Kouga por estar fazendo barulho demais. O rapaz apenas se limitou a falar:
-Calaboca, rapá! A conversa ainda não chegou na baixada!
-Então me mostra até onde já foi! – o outro gritou.
No cinema, todos já estavam incomodados com aquele barulho. Os seis amigos conhecidos dos leitores fingiam que nada escutavam.
-Ah, com todo prazer! – Kouga respondeu, arremessando o copo de refrigerante na direção do rapaz.
O rapaz que gritava abaixou-se rapidamente e o copo plástico passou direto até atingir a cabeça de alguém na primeira fileira, estourando na nuca da pessoa.
Na primeira fileira, segundos antes:
-Cara, eu simplesmente não creio que tem gente que não tem o que fazer e vem gritar aqui no cinema... – Miroku reclamava.
-Eu escutei a voz do cara da pipoca. – Inuyasha começou – Se for ele, vou chutar o cara daqui até Akihabara.
-Ignorem tudo e concentrem-se no filme! - Sesshoumaru ordenou.
-Esses óculos são tão legais! – Sango olhava para tudo, menos para o filme.
-Isso me dá umas ideias legais... – Kagome tinha um sorriso malicioso e ninguém notou.
-Estou com medo dessas aranhas! – Rin comentou.
-Quer que eu a abrace, Rin-sama? – Miroku falou, amigavelmente.
Miroku recuou e engoliu em seco ao olhar, pelo visor, Sesshoumaru assumir uma estranha expressão facial, em que o rapaz tinha enormes tiras roxas pelo rosto e olhos assustadoramente vermelhos, além de caninos afiados.
-Rin, pode me abraçar. – Sesshoumaru falou, calmamente.
A garota ia abraçá-lo, mas deu um grito ao sentir algo batendo por trás da cabeça, além de um líquido molhar-lhe o cabelo e ensopar-lhe a blusa.
-Rin-chan! – Kagome e Sango levantaram-se para ajudar a garota, que gemia de dor, e os outros também, incluindo, claro, o namorado. Este levantou-se e viu que o que acertou a garota foi um copo de refrigerante, este despedaçado depois de ter acertado a cabeça dura de Rin. Sem trocadilhos, por favor.
Tranquilamente, Sesshoumaru, ainda de visor como os outros estavam, pegou o copo e virou-se para olhar para trás.
-Quem foi o animal que mandou isso? – perguntou.
Embora o filme estivesse passando, parecia que ninguém escutava o que os atores diziam. Simplesmente olhavam Sesshoumaru pelo visor e se assustavam com aquela expressão, a mesma que Miroku vira antes, apenas com a diferença que podiam ver os brilhantes olhos vermelhos emitindo faíscas pelo visor.
Sesshoumaru deu um sorriso de satisfação ao ver Kouga recuar, sorriso esse que assustou aos amigos, já que ele sorria daquela forma quando estava muito furioso.
-O Sesshoumaru... – Kagome começou.
-... Está... – Sango continuou.
-Sorrindo? – Miroku completou.
-Encrenca. – Inuyasha estava boquiaberto.
Antes que alguém pudesse piscar, Sesshoumaru pegou um dos completos, pertencente à Sango, e arremessara no rosto de Kouga, fazendo o rapaz cair no chão.
-GUERRA DE COMIDA! – alguém gritou, arremessando um pacote de batatinhas no rosto de outra pessoa, e esta revidou.
Em questão de segundos, todos no cinema já estavam participando daquele desperdício de comida, sujando uns aos outros.
-Vamos cair fora! – Miroku abraçava a noiva.
-Ainda não. – Sesshoumaru falou – Ainda tenho que pegar Kouga e fazê-lo beber todo o estoque de refrigerante do depósito daqui.
-Isso aqui tá um inferno! – Inuyasha falou, protegendo Kagome de um pão de hambúrguer que queria atingi-la – Vamos sair daqui, rápido!
-Sess... – Rin choramingava – Vamos embora... – a garota protegeu-se de um x-salada que voou na direção dela.
-Vamos, Rin. – Sesshoumaru estranhamente mudou de ideia e ajudou a namorada a correr.
Todos saíram da sala de exibição em meio à bagunça que reinava no local. Percorreram o longo corredor em direção à saída, mas subitamente pararam quando perceberam que Sesshoumaru estancara no caminho.
-Eu não acredito... – Miroku gemeu.
Em frente a eles estavam os membros da Yakuza que os rapazes haviam encontrado nos fundos do cinema. Inuyasha e Kagome empalideceram e também gemeram, e esconderam-se atrás de Sesshoumaru, o mesmo fazendo Rin, Miroku e Sango.
Ficaram novamente Sesshoumaru e os membros da Yakuza, usando as tradicionais roupas pretas e óculos estilo matrix. O irmão mais velho de Inuyasha os encarava como se nada tão grave, perigoso e importante estivesse no caminho e a equipe fazia o mesmo.
Finalmente, um mafioso resolveu perguntar:
-Algum problema?
Novamente, um sorriso maligno passou pelos lábios de Sesshoumaru.
-Lá dentro. – o rapaz apontou para a sala de exibição que estava em guerra civil – Um cara chamado Kouga.
Os cinco que se escondiam atrás do rapaz olhavam Sesshoumaru espantados e com a boca meio aberta.
Os membros da Yakuza também deram o mesmo sorriso que Sesshoumaru, tiraram os óculos matrix e os trocaram pelos visores 4-D, passando pelos amigos e correndo em direção da sala.
-Estou com a ligeira impressão de que teremos uma guerra aqui. – Sesshoumaru pegou a mão de Rin – Vamos embora!
Os amigos começaram a correr e Miroku comentou no caminho, quase na saída:
-Nunca mais ficarei num cinema lotado!
Os outros concordaram.
Na casa de Sesshoumaru...
Rin estava na cama, com Sesshoumaru, e tinha no rosto o visor 4-D que trouxera do cinema.
-Tem uma tirinha bem aqui... – passava o dedo no rosto dele – Outra aqui...
-Você gosta delas? – ele perguntou.
-Gosto da meia-lua também! – ela falou alegremente.
-Gostei desses visores... – ele comentou, puxando a namorada para cima de si – São muito úteis... Principalmente em certas ocasiões...
-Posso pegar no seu fluffy?
-"Fluffy"? – o rapaz perguntou, arqueando as sobrancelhas.
Na casa de Inuyasha, no quarto dele...
-Ai, me deixe tocá-las, Inuyasha...
-Kagome, minhas orelhas não são pra ficar brincando!
-Mas elas são tão lindas... – ela esticou a mão e tocou a cabeça dele. O rapaz apenas deu um suspiro pesado – Bom menino...
Inuyasha deu um rosnado.
Na casa de Inuyasha, no quarto de Miroku...
-Você não vê nada mesmo? – Miroku insistia na pergunta que fazia à noiva.
-Nadinha... – ela tirou o visor do rosto e jogou na cama – Acho que quebrou naquela correria... Você me parece normal.
-Puxa... – o rapaz deu um suspiro desanimado e pegou o visor dele – E eu já estava imaginando umas coisas...
-E eu? – Sango perguntou.
Miroku colocou o visor no rosto.
-Uau... – ele ajeitou-se na cama – U... Uau... – repetiu, entusiasmado.
-O que foi? O que foi? – ela perguntou, ansiosamente.
-Caramba, Sangozinha... – ele estava boquiaberto – Eu não sou adepto do masoquismo, mas estou considerando agora ao te ver com essa roupa de exterminadora...
Sango meditou na informação durante segundos, não observando que Miroku estava quase babando.
-Essa roupa... – ela começou – Ela não é cafona, é?
Próximo especial:
No final de uma guerra, duas cidades japonesas ficaram arrasadas. Cinquenta e nove anos depois, seis pessoas visitam uma delas e mergulham no mar de lembranças e sentimentos dos sobreviventes. Jikai Boku-tachi no Junjou na Omoi: Nagasaki to natsu no omoide - Zenpen.Não percam.
"-Melhor tomarmos cuidado quando andarmos por aqui..."
==Mini Especial ==
Sesshoumaru entrou na sala da casa dele e se deparou com os amigos arrumando a sala.
-O que significa isso? – ele perguntou, pegando do chão um balão que estava solto.
-Sess! – Rin falou, em pé numa cadeira e auxiliada por Inuyasha a pregar um arranjo de balões na parede - Pode nos ajudar aqui?
-É aniversário de alguém que eu não conheço?
-Não! – Kagome apareceu na sala com um bolo em mãos – É que vamos comemorar uma coisa.
-O quê? – o dono da casa perguntou, ajudando Rin a descer da cadeira.
-Duzentos reviews! – Sango gritou, jogando alguns confetes para o alto e estourando um balão.
-Chegamos aos duzentos? – Sesshoumaru parecia surpreso.
-Vamos comemorar! – Miroku falou, entregando uma lata de cerveja ao rapaz – A ficwriter liberou a verba e resolvemos fazer uma festinha!
Sesshoumaru comeu um petisco que estava num prato em cima da mesa.
-Tá bom... A Rin cozinha bem, como sempre... – Sesshoumaru comentou.
-Mas não foi ela quem fez... – Sango falou.
Sesshoumaru cuspiu a comida.
-Como não? – ele parecia revoltado – Rin, por que não fez essa comida?
Rin olhou para o rapaz e piscou duas vezes antes de falar:
-Por acaso tem alguma faixa com a palavra "cozinheira" na minha testa?
-Não, querida. – ele engoliu em seco e comeu outro petisco – Nada disso. Nenhum leitor notou isso.
-Foi a narradora que mandou tudo. – Miroku falou, pegando a sacola plástica com o nome do restaurante – Restaurante "Neko Hanten".
-Bem, vamos comemorar? – Inuyasha perguntou – Vai começar a final do campeonato e eu não quero perder.
-É HOJE? – Miroku e Sesshoumaru perguntaram ao mesmo tempo.
-Vamos comemorar, vamos comemorar! Comemorações primeiro! – Kagome puxou os três e juntou com as duas amigas.
Todos se arrumaram: em pé, olhavam para os leitores; Rin e Sango seguravam o bolo e todos sorriam.
-OBRIGADO PELOS DUZENTOS REVIEWS! – gritaram.
Um minuto de silêncio depois, Sesshoumaru perguntou:
-É só isso que vamos falar?
-Você queria que a gente dissesse o quê? – Miroku perguntou – "E o Oscar vai para...?"
Os outros cinco balançaram a cabeça e depois foram comer o bolo.
