-Sabem o que eu acho? – Miroku perguntou a Sesshoumaru quando os dois e Inuyasha estavam dentro do carro para irem ao shopping e fazerem as compras de Natal.
-Não. – Sesshoumaru e Inuyasha responderam.
-Já sei o que vamos ganhar das meninas.
-E o que vamos ganhar? – Inuyasha perguntou, bocejando depois.
-Bem, eu quero ganhar um aparelho de DVD novo, um carro, um computador novo, os videoclipes da Mandona e a oitava temporada completa em DVD do Shin-chan.
-Não recomendo que deixe esses DVD's perto da Rin. – Sesshoumaru comentou, acariciando o gesso do braço machucado.
-Esses videoclipes da Mandona são da fase Vídeo Girl dela? – Inuyasha perguntou.
-E o que você quer dizer com isso? – Sesshoumaru inclinou a cabeça para trás e olhou para o teto do carro, ignorando o irmão.
-Apenas que já sei o que vou ganhar. – Miroku contou nos dedos – Uma camisa, uma gravata, uma agenda e meias.
Um momento de silêncio se fez. Inuyasha deu mais um bocejo depois de ver o irmão bater na nuca de Miroku.
-Por que me bateu? – perguntou a Sesshoumaru.
-Não preciso de motivos pra bater em você.
O rapaz engoliu em seco.
Mais um momento de silêncio.
-Vamos esperar mais uma hora até elas terminarem? – Inuyasha perguntou, bocejando outra vez.
-Cara, elas falaram que seria "rapidinho"... – Miroku comentou, buzinando depois – Ei, Power Puffie Gurls! Vocês já foram ao shopping pra se arrumarem lá?
Dentro da casa, as garotas ainda se olhavam no espelho.
-O Miroku nos chamou de novo. – Kagome comentou.
-Ele sabe que detestamos esse apelido. – Sango maquiava o rosto de Rin.
-Sesshoumaru-sama não gosta de esperar. E ele está com o braço machucado. – Rin comentou.
Ficaram em silêncio.
-Sabem o que eu acho que eles vão nos dar este Natal? – Sango perguntou.
-Não. – as duas responderam, desinteressadamente.
-Ao invés de maquiagem, roupas caras e jóias, eles nos darão roupas íntimas, perfume, agenda e livros de auto-ajuda.
Novo silêncio.
-Você esqueceu as caixinhas de música, Sango-chan. – Rin comentou – Sesshoumaru-sama me deu três vezes este ano, e nem era Natal.
-Inuyasha me deu quatro vidros do mesmo perfume este ano, dois só no meu aniversário. Eu me perguntei durante um mês se eu não cheirava bem.
Novamente Miroku as chamou.
-Vamos fazê-los esperar por mais quanto tempo? – Kagome perguntou, escolhendo a bolsa que melhor combinava com o conjunto de saia e blusa que usava.
-Mais vinte minutos tá bom? – Sango perguntou.
-Tá. – as duas responderam.
-Como faremos para descobrir o que vamos ganhar? – Sango falou de novo, ajeitando a franja.
-Rin-chan vai tentar com Sesshoumaru.
-Ele nunca me diz. – a garota lamentou – Ele percebe logo quando quero descobrir e me faz esquecer de perguntar.
As duas a encararam.
-Como ele consegue isso? – Sango perguntou.
Rin ficou vermelha e baixou o rosto.
-Ah, Rin-chan... – Kagome lamentou – Você precisa ser forte, menina.
-Mas... Mas... Mas eu não consiiiigo... –ela choramingou.
Kagome e Sango deram um suspiro.
Mais uma vez, Miroku gritou por elas e proferiu um palavrão.
-Eles sempre ficam tão estressados nesta época, né? – Sango comentou.
-É. – as amigas concordaram.
-Ai, ai. – Sango suspirou ao terminar de maquiar Rin.
-Vamos, meninas? – Kagome perguntou, ajeitando o cabelo pela última vez.
-Vamos. – as amigas falaram.
Foram as três para fora da casa e Kagome foi a última a falar depois que Sango trancou a casa e se dirigiram ao carro:
-Vamos nos vingar desses presentes este ano.
Tokyo no Nendaiki: Boku-tachi no junjou na omoi.
Kurisumasu no Nendaiki – dai nikkai.
Crônicas de Tokyo: Nossos verdadeiros sentimentos.
Uma crônica de Natal – segunda parte
Disclaimer : "Minha cara Shampoo, você pode até não ter feito aquilo que falou, mas alguns leitores me alertaram que você andou amaldiçoando a sua professora de Psicologia da Educação e se meteu em uma seita obscura de Weiss Kreuz. Isso não se faz! Portanto, ainda este ano os direitos de Inuyasha continuarão sendo de Takahashi Rumiko, porque ela não fez o mesmo que você".
Boas Festas, pessoal!
-Eu simplesmente não acredito que estamos presos num engarrafamento dentro do shopping! - falou Miroku, totalmente indignado ao continuar – Isso me deixa (censurado)!
-Calma, Miroku-sama! – Kagome falou, afagando a cabeça de Inuyasha, que bocejava alto e estava quase dormindo nos braços dela – O que deu em você hoje pra ficar tão irritado?
-E com quem você aprendeu a falar tanto palavrão nos últimos tempos? – Sango perguntou.
-Com o Sesshoumaru. – o rapaz respondeu com tranquilidade, fazendo o rapaz ao lado dele estreitar os olhos dourados.
O carro estava num engarrafamento no estacionamento do Shopping Center Tokyo Dome, num lento trânsito de mais de vinte minutos e que não parecia ter solução.
No carro, Sesshoumaru estava no banco ao lado de Miroku, que dirigia. No banco de trás, Rin atrás do banco do namorado, Sango estava no meio e Inuyasha estava nos braços de Kagome.
-Esses guardas não sabem o que estão fazendo! – Miroku buzinou duas vezes e gritou mais um palavrão.
-Miroku, será que vou precisar comprar uma fábrica de detergente pra limpar a sua boca? – Sango perguntou e o rapaz ficou encolhido no volante.
-Meninas, acho melhor a gente descer. – Kagome falou, separando-se de Inuyasha, que esfregou os olhos de sono, e ajeitou a bolsa no ombro – Quando conseguirem sair daqui liguem e viremos procurá-los, tá?
-Querem ir conosco? – Rin perguntou a Inuyasha e Sesshoumaru.
-O que vocês farão exatamente lá dentro? – o mais velho perguntou.
-Primeiro vamos comprar nossas roupas – Sango começou, saindo do carro e fechando a porta, ajeitando a blusa enquanto falava -, depois iremos comprar presentes para nós mesmas, porque nós merecemos.
-Depois vamos comprar as roupas de vocês. – Kagome continuou pela amiga – Aí vamos lanchar um pouco e depois vamos comprar os presentes de vocês e dos nossos amigos.
-Ah, também vamos comprar maquiagem! – Rin falou – Será muito divertido!
Os rapazes nem piscavam.
-Hã... – Sesshoumaru começou – E quem vai bancar tudo isso?
-Vocês, é claro. – as três responderam ao mesmo tempo e com uma frieza que superava a de Sesshoumaru na hora que fazia ameaças.
Um vento gelado soprou entre os três casais, indicando uma futura crise de relacionamento.
-Eu também vou entrar nessa? – Miroku perguntou – Eu tô quebrado: não tenho um tostão desde que o governo cortou meu seguro-desemprego.
As meninas o encararam.
-Tudo bem. Então será Inuyasha e Sesshoumaru. – Kagome confirmou – Mais alguma reclamação? – perguntou ao mesmo tempo em que as amigas, e mais uma vez um vento frio soprou entre eles.
-Não. – eles responderam, engolindo em seco.
-Ok, meninas... Let's go! – Kagome ergueu um braço e deu o comando, andando alegremente ao lado das amigas em direção a um dos acessos ao shopping pelo estacionamento.
Depois que elas se afastaram, os três deram um suspiro de alívio.
-E agora? - Inuyasha perguntou.
-Vamos arrumar uma vaga, oras! – Miroku respondeu, buzinando mais uma vez.
-Bom... – o mais novo bocejou – Vou tirar um cochilo... Quando conseguirem, acordem... ZZZ... – cruzou os braços e escorregou no encosto do banco, fechando os olhos para dormir.
Uma hora depois:
Algo fez Inuyasha despertar, fazendo-o levantar-se depressa do banco e sentar para olhar os lados.
-O que foi? O que foi? – perguntou.
-Perdemos mais uma vaga! - Miroku gritou numa fúria, gritando mais um palavrão.
-Cara, já é a terceira vez que cê me acorda dessa forma... – Inuyasha resmungou, bocejando alto – Perdi até a vontade de dormir.
-Vou lá falar com esse cara! - Miroku tirou o cinto e puxou o freio de mão – Não tava nem na vez dele!
-Ei, Miroku! – Inuyasha gritou ao ver o amigo nas últimas do estresse, saindo do carro para segui-lo.
-Houshi, se você fizer uma besteira, eu vou... – Sesshoumaru começou, mas parou de falar quando ficou ao lado do irmão e do amigo, encarando junto a eles as pessoas que tomaram a vaga, quando estas desceram do carro para discutirem.
Um momento de silêncio se fez, que foi quebrado por Sesshoumaru:
-Kouga... – murmurou com nojo.
-Irmão do Inuyasha... – o outro respondeu, olhando-o com visível desprezo.
-Takeda... Eu não acredito... – Miroku rangia os dentes com tanta força que podia até podia quebrá-los.
-Houshi Miroku... – Takeda cruzou os braços e olhava-o com um sorriso vitorioso.
-Ué, cadê o Bozo? – Inuyasha perguntou, olhando para os lados.
-Passou numa farmácia e virá nos procurar depois. – Kouga respondeu, dando a informação como se estivesse falando com uma pessoa qualquer.
-Ah, tá. Valeu. – Inuyasha respondeu, bocejando de novo.
-O que vocês estão fazendo aqui? – Sesshoumaru perguntou, visivelmente furioso.
-Onde mais nós iríamos comprar nossos presentes, se temos um shopping no nosso bairro? – Kouga respondeu.
-Além do mais, por acaso acham que o shopping é de vocês e que não podemos pisar aqui? – Takeda perguntou.
-Eu vou fazer que proíbam a sua entrada aqui também, Takeda. – Miroku ameaçou.
Inuyasha coçou a orelha.
-Feh! – Kouga começou – Só estão assim porque conseguimos pegar a vaga de vocês. E eu acho melhor vocês entrarem no carro: estão atrapalhando o tráfego.
Os três (namorados, claro) olharam para trás e viram muitos motoristas gritando e gesticulando para eles, indicando que queriam que o trânsito andasse.
-Vocês só querem uma desculpa para se livrarem de nós. – Miroku começou, não desviando o olhar do de Takeda – Quero ver nos vencerem num "pega" aqui.
-Concordo! – Takeda respondeu, sem ao menos entender direito o porquê.
-O quê? - Inuyasha gritou; Sesshoumaru arregalou os olhos; Kouga tinha um sorriso triunfante.
-Ora, ora... O Inuyasha está com medo, é? – Kouga provocou.
-Não, eu...! – o rapaz não sabia nem o que dizer.
-Vamos ver quem vencerá. – Miroku falou, puxando Inuyasha e Sesshoumaru pelas camisas que vestiam e fazendo-os entrarem no carro.
-Mas é o meu carro! – Inuyasha finalmente conseguiu falar quando os três já estavam dentro do carro – Faça "pegas" pelos estacionamentos da cidade quando estiver no seu, Miroku!
-Calma, criança! Não crie pânico! – o amigo respondeu num tom bem-humorado – Quando eles saírem, nós pegaremos a vaga deles.
-Eu já imaginava que você faria isso. – Sesshoumaru falou com tranquilidade – Se estivesse falando sério, eu mesmo passaria por cima do seu corpo três, não, quatro vezes, Houshi.
-Tá tudo bem, pessoal. – Miroku colocou o cinto – Eu sou esperto.
Os irmãos ficaram num silêncio meio suspeito.
No estacionamento, ninguém mais buzinava para fazer o trânsito andar e procurar as vagas. Agora todos queriam espaço para ver o "racha" que iria acontecer ali, coisa inédita num bairro tão certinho de Tokyo.
-Quem é o bom, quem é o bom? – perguntou um.
-Quem é "bom"? Você tem que apostar no mau, cara! No mau! Quem é o mau? Quem é o mau? – falava outro.
-Aqui, aqui! Façam as suas apostas aqui! – um rapaz gordinho e suspeito organizava as apostas.
-O que Hachi está fazendo ali? – Sesshoumaru perguntou, colocando o rosto para fora do carro para ver melhor.
-Detalhes, detalhes... – Miroku abanava uma mão – Esqueça isso e coloque o cinto.
-Escuta aqui, Miroku... – Inuyasha puxou a camisa dele e conseguiu fazê-lo se torcer para encará-lo no banco de trás do carro – Se tiver um, escute bem, um arranhãozinho neste carro, eu vou restaurar o local usando a sua pele, tá bom?
Miroku engoliu em seco e depois fez "sim" com a cabeça.
-Você está ficando bom nessas ameaças, irmãozinho.
-Estou aprendendo com você.
Do lado de fora, escutaram alguém gritar:
-Nas suas marcas!
Miroku ligou o carro e escutou o mesmo do rival.
-Go! – gritou alguém, que Inuyasha reconheceu ser de Hachi.
O som de pneus queimando asfalto (ou chão de estacionamento, como queiram) foi ouvido e logo os dois carros largaram. Entretanto, para a surpresa de todos, os dois veículos se dirigiram ao mesmo local: a bendita e tão sonhada vaga.
-Maldição! Eles descobriram meu plano! – Miroku falou, furioso – Aquele filho da (censurado) do Takeda deve ter percebido! Mas ele vai me pagar... Ah, se vai! - deu marcha à ré com tanta violência que deixou Sesshoumaru e Inuyasha assustados, forçando-os a se segurarem em qualquer lugar que fosse possível.
-Houshi, se nos matar, eu vou caçar a sua alma pelo Inferno, eu juro! – ameaçou Sesshoumaru.
-Ei, não jura, não. Buda vai te castigar depois. – o rapaz pisou no acelerador e começou um racha de verdade no estacionamento do shopping.
-Miroku! É o meu carro! – Inuyasha gritava com a voz quase rouca – Se não morrermos na batida, você vai morrer de qualquer forma porque eu vou te matar!
Mas Miroku não escutou. Estava muito concentrado em olhar para o lado, vendo Takeda também dirigindo com toda velocidade para tentar ultrapassá-lo.
Os espectadores vibravam e Hachi continuava contando o dinheiro. Ele nem ao menos tirou os olhos das notas depois de escutar um grito da platéia.
-Morreu? – perguntou alguém, foi aí que ele olhou.
-Uma velhinha foi atropelada pelo carro! – exclamou alguém.
-Nossa... – Hachi enxugou um suor da lateral da cabeça. Era o carro de Kouga e a velhinha estava estirada a alguns metros.
-Chamem uma ambulância! – gritou alguém.
-Peguem os caras! – outro falou.
-Não deixem fugir!
-Mata! Mata!
A plateia avançou no carro, do lado de fora podiam ver um Kouga e um Takeda apavorados, segurando-se onde podiam dentro do veículo, que estava quase para ser virado.
Nessa pequena confusão, a velhinha levantou-se e caminhou mancando até a sala de emergência, resmungando a respeito de como a juventude não era solidária nem na época do Natal dos cristãos.
Longe dali, Sesshoumaru, Miroku e Inuyasha andavam calmamente em direção ao organizador das apostas, este já mudando de roupa: uma farda azul-escura, a mesma que a segurança do shopping usava.
-Mestre Miroku, bom encontrá-lo aqui. – disse Hachi ao vê-los – O senhor também, senhor Inuyasha e... – fez uma profunda reverência a Sesshoumaru – Sesshoumaru-sama. Feliz Natal, cavalheiros.
-Quanto foi que você conseguiu, Hachi? – perguntou Miroku, olhando o carro de Kouga ser sacudido com aparente interesse.
-Trinta mil ienes, mestre.
-Só isso? – Miroku exclamou, pegando as notas - Não dá pra comprar o presente do amigo secreto, muito menos o de Sangozinha... – ficou calado por um instante e depois virou-se para Sesshoumaru – Empresta uma grana?
-Vai devolver? – o mais velho perguntou.
-Cadê o seu espírito natalino? – Miroku perguntou num protesto – Que cara mais chato!
-Quer que eu te mostre o meu espírito natalino? – o outro perguntou, retirando o gesso do braço.
-Ei, o s-seu braço n-não tá...?
-Hachi, você tá trabalhando aqui também? – Inuyasha perguntou ao rapaz, quando este colocava o crachá de segurança no momento em que o irmão avançou em Miroku.
-Só durante o Natal. Há muitos pegas por aqui nessas épocas de festas... Ah, quer que eu cuide do carro enquanto fazem as compras de Natal?
-Quanto cê tá cobrando?
-Pra vocês, eu faço de graça.
-Se for assim, tudo bem, mas... – Inuyasha tocou no ombro de Hachi e o apertou com força – Mas se tiver um único arranhão, por pequeno, mínimo, menor que seja, eu vou pegar esse seu corpo gordinho e achatá-lo no asfalto e deixá-lo pior que uma omelete feita por Sango, entendeu? – ele deu um sorriso como quem falava com um bebezinho, apertando a bochecha do rapaz.
-T-Tá... – Hachi respondeu, visivelmente pálido.
-Vamos logo? – Sesshoumaru perguntou, ajeitando novamente o gesso no braço esquerdo.
-Você sabia que ele tava bom, Inuyasha? Sabia? – Miroku perguntou num tom furioso, esfregando um lado do rosto machucado.
-Sabia... - o mais novo murmurou – Ontem ele me deu um soco no estômago por ter tirado uma com a cara dele depois de perder uma partida no '94...
-Vamos. – Sesshoumaru falou, começando a andar em direção ao acesso ao shopping, seguido pelos dois.
-Ei... – Miroku começou depois de uma silenciosa caminhada e já dentro do shopping – Vamos ligar pra elas? Acho que já tá na hora...
-Toma. – Sesshoumaru tirou um cartão telefônico da carteira – Diz que vamos esperá-las na Praça de Alimentação.
-Já está com fome? – Inuyasha perguntou incrédulo, arrependendo-se disso depois de receber um olhar atravessado do irmão.
Alguns minutos depois já estavam em um orelhão, no qual Miroku colocou o fone no gancho após uma segunda tentativa fracassada em tentar falar com as garotas.
-Só chama... Acho que estão muito ocupadas. – Miroku falou em tom preocupado – Será que estão gastando muito?
-Vamos procurá-las. – Sesshoumaru guardou o cartão que foi entregue por Miroku – Onde vocês acham que elas estão?
-Naquela loja... A Eloísa. – Miroku opinou – Sabem, eu gosto do comercial dela... De mulher pra mulher... E-lo-ííí-saaa... – cantarolou numa horrível voz de barítono, mas foi silenciado após receber olhares assassinos dos acompanhantes.
Caminharam até a tal loja brasileira, ganhando, na medida em que se aproximavam, uma terrível aversão ao rosa que coloria a fachada da loja, notando também a grande confusão na entrada, na qual muitas mulheres brigavam para entrar.
-Nossa... Deve ser promoção. – Miroku murmurou.
-Queima de estoque. – Inuyasha opinou.
-Isso e outras coisas mais... – Sesshoumaru suspirou – Vamos tentar encontrá-las.
E lá se foram os três, que travaram uma batalha violenta para entrarem.
Quando conseguiram, três garotas saíram, comentando uma delas:
-Argh... Lotado... – Kagome falou, mostrando depois as sacolas triunfantemente – Mas finalmente encontramos nossas roupas íntimas!
-Agora temos que procurar nossas roupas! – Sango falou.
-Vamos! – Rin ergueu um braço.
E lá foram as três, que pararam em frente a uma loja.
-Que quimonos lindos... – Kagome murmurou.
-Sim... São mesmo. – Sango falou, encantada.
-Sesshoumaru-sama ia gostar de me ver num desses... – Rin opinou, escondendo o rosto de vergonha depois.
-Meninas, que tal se nos vestirmos de quimono este ano? Seria bem... diferente! – Kagome começou – E não são difíceis de combinar...
-Vamos! – as duas ergueram as mãos e entraram na loja.
Meia hora depois:
Em três cabines diferentes, três garotas saíram ao mesmo tempo, olhando uma para as outras e pedindo a opinião com o olhar.
-Ah, Rin-chan... Que liiinda! – Kagome falou ao ver Rin vestida num belo quimono azul, bordado com flores rosadas.
-Kagome-chan, você não fica atrás! – Sango comentou, olhando o quimono cor laranja e com bordados de flores secas de outono que Kagome usava.
-Sango-chan, você está demais! – Rin admirou os bordados de flores rosadas de um quimono negro de Sango.
-Vamos levar! – as três ergueram os braços.
Mais uma hora depois:
-Ah... Finalmente acabamos nossas compras... – Sango falou, segurando o melhor que podia as várias sacolas que carregavam.
-Será que a gente esqueceu de algo...? – Kagome pensava.
-Estou com fome. Vamos comer alguma coisa? Rin perguntou, passando um braço na testa para enxugar o suor.
-Vamos! – as duas ergueram os braços, juntamente com as compras.
Começaram a passear alegremente pelos corredores do shopping center, em direção à praça de alimentação.
Entretanto, ao passarem na frente de uma joalheria, as três estancaram.
-Mas... – Kagome começou.
-... que... – Sango continuou.
-... lindo! – Rin finalizou.
As três admiravam as jóias expostas na vitrine, aproximando as cabeças e falando ao mesmo tempo numa voz musical:
-Lindoooo!
Um segundo depois, elas arregalaram os olhos.
-Aquele ali não é o Inuyasha? – Kagome apontou para uma pessoa dentro da loja.
-M-Miroku? – Sango estava tão incrédula que quase esquecera o nome da pessoa ao lado de Inuyasha.
-Sesshoumaru-sama! – Rin soltou algumas sacolas e levou uma das mãos à boca.
As três se entreolharam.
-Nós esquecemos dos presentes deles! – falaram ao mesmo tempo.
Nesse momento, elas viram os três apertarem a mão – um de cada vez – do gerente da joalheira, recebendo uma caixa enfeitada cada um.
-Eles estão vindo, eles estão vindo! – falaram ao mesmo tempo, correndo de um lado para o outro e se chocando, depois correndo a um corredor das saídas de emergência e esperando que eles passassem para poderem sair.
-Será que elas já voltaram? – escutaram Inuyasha perguntar.
-Os presentes delas já estão na mão... Agora só falta do amigo... – Miroku comentava.
-Rin não voltaria sem... – a voz de Sesshoumaru sumia enquanto eles se afastavam.
-Falta comprar a roupa deles! E também os presentes deles! – Kagome mordia o nó de um dedo.
-E os presentes de nossos amigos! – Sango bateu a mão na testa.
-Ai, ai... – Rin apertou os olhos, com raiva de si mesma – Eu esqueci do presente de Sesshoumaru-sama!
-Não desistam, meninas! – Kagome falou numa atitude de pura determinação – Vamos agora mesmo comprar os presentes deles!
-Vamos! – elas ergueram os braços e começaram a andar mais do que apressadas pelos corredores.
Mais uma hora depois:
-Ah... Finalmente achei a maquiagem que combinava com o vestido de Rin-chan. – Kagome se vangloriava – E com o meu também.
-Vocês ficarão perfeitas! – Sango apertou a bochecha de Rin como de uma criancinha – E Sesshoumaru-sama vai adorar te ver naquela roupa...
-Ele gosta de quimonos... – Rin deu um sorriso tímido e as duas a encararam – É fetiche dele.
-Nossa... – as duas murmuraram.
-É... – ela passou a mão no cabelo, totalmente sem jeito.
-Bem, vamos comprar o presente deles? Daqui a pouco eu não vou aguentar carregar os nossos presentes.
-Vamos! – Rin e Kagome falaram ao mesmo tempo.
-E onde podemos comprar? – Sango perguntou.
-Ah, é mesmo... Precisamos comprar os... – Kagome parou de falar e as amigas entenderam logo o motivo ao olharem para frente e verem os três (namorados) caminhando, sem perceberem, na direção delas.
-Escondam-se, escondam-se! – Kagome ordenou, correndo de um lado para o outro, chocando-se com as amigas, que faziam o mesmo.
Correram dali e entraram na primeira loja que encontraram: artigos eletrônicos.
Uma hora depois:
-Conseguiu encontrar algo, Rin-chan? – Kagome perguntou.
-Não... – Rin largou as sacolas no chão e espreguiçou-se – Acharam algo bom?
-Talvez não seja bom comprarmos outro videogame... – Sango começou – Desde ontem eles não largam aquele '94...
-Eu comprei a discografia do Luna Sea... – Kagome falou – Acho que ele vai gostar mais que a discografia da Mandona...
-O Miroku queria essa discografia... Ou será que eram vídeos? – Sango ponderou, segurando o queixo e assumindo um ar pensativo – Acho que ele também falou alguma coisa sobre a oitava temporada de Shin-chan em DVD... – deu uma risada ao ver a cara zangada que Rin fez ao escutar aquilo.
-Eu não sei o que posso dar pra Sesshoumaru-sama... – Rin mudou de assunto, fazendo beicinho – Eu queria dar algo realmente especial... – fez um ar sonhador ao fechar os olhos – Ele merece, já que me deixa morar com ele sem cobrar nada... E eu sempre faço o que posso pra recompensá-lo... Se der pra cozinhar, se der pra limpar, se der pra arrumar... Contanto que eu não fique sozinha em Tokyo...
-Mas Rin-chan não ficaria sozinha... Sabe que tem a nós! – Kagome apertou o ombro dela – Mesmo que Sesshoumaru-sama não fosse seu namorado, ele oferecia a casa dele pra você morar... E se ele não pudesse, você sempre teria nosso apoio.
-É. – Sango concordou com um sorriso, fazendo um leve "sim" com a cabeça.
-Obri... Obrigada, meninas. – Rin estava ligeiramente sem jeito ao sorrir, mas feliz – É bom contar com pessoas como vocês.
As três se abraçaram, separando-se depois.
-Vamos procurar pelo presente que Rin-chan quer dar a Sesshoumaru-sama! – Kagome ergueu um braço.
-Vamos! – as duas falaram.
-Ah, e também não podemos esquecer o presente do nosso amigo secreto. – Kagome continuou.
-Será que uma câmera digital está muito cara? – Rin perguntou – Acho que Sesshoumaru-sama iria gostar...
-Pra quê uma câmera? – Sango perguntou.
-Ele me contou em Nagasaki. – Rin ergueu um dedo para explicar – Disse isso quando estávamos numa das praças... Queria registrar alguns momentos importantes e que seria bom ter uma câmera digital... Mas ele não comprou uma até agora.
-Ah, então deve ser isso. – Sango falou, batendo uma mão fechada na outra aberta – E lembrei agora que preciso comprar uma pras fotos deste ano.
-Você procura isso enquanto eu ajudo Rin-chan a escolher a câmera pra Sesshoumaru-sama. – Kagome falou.
-Tá. – Sango sorriu e concordou com a cabeça.
As amigas se separaram, Rin e Kagome ficaram na parte de câmeras por algum tempo, procurando por uma que realmente agradasse ao irmão mais velho.
Uma hora depois:
Finalmente as três compraram os presentes para os namorados e dos amigos secretos, e no momento procuravam pelas roupas que eles vestiriam.
-Isso porque são homens... – Kagome resmungava – Se não mostrarmos as roupas, pegarão os primeiros trapos que aparecerem em frente a eles.
-Calma, Kagome-chan... – Sango falou.
-Sesshoumaru-sama gosta de se vestir bem... – Rin comentou, vagamente – Ah, que tal se comprarmos algumas roupas tradicionais? Assim combinaremos tudo!
-E em que Rin-chan está pensando? – Sango perguntou, interessada.
-Em hakama's e haori's... Que tal? – ela respondeu com um sorriso.
-Gostei, gostei! – Kagome bateu palmas – Já sei exatamente o que Inuyasha vai vestir!
-Vamos voltar à loja dos quimonos e procurar roupas pra eles. – Sango falou – É melhor nos apressarmos... Acho que os meninos já conseguiram a vaga lá no estacionamento e daqui a pouco vão nos ligar.
-É mesmo... – Kagome falou, ajeitando a franja que insistia em cima dos olhos – E estou ficando cansada...
Procuraram novamente a loja dos quimonos, até que, depois de subirem algumas escadas, finalmente a encontraram.
Outra meia hora depois:
Na fila do caixa da loja, as três amigas admiravam as roupas que compraram aos namorados. Kagome comprou um conjunto bege e vermelho para Inuyasha; Sango optou por um conjunto azul-escuro para Miroku; Rin demorou a encontrar o que queria, mas finalmente achou um conjunto branco, com detalhes vermelhos em alguns cantos e um obi azul e amarelo.
-Argh... Finalmente terminamos. – Kagome falou, fechando os olhos.
-Eu me pergunto sobre os meninos... O que será que eles estão fazendo agora? – Sango perguntou.
-Será que a vaga está tão difícil de arranjar? – Rin se perguntou, olhando a frente da fila.
O que os meninos estão fazendo:
No estacionamento do shopping, Sesshoumaru fechou a porta do carro depois de acomodar os presentes que compraram para as namoradas e para os amigos (ou amigas) secretos (ou secretas). Deu um suspiro e virou-se para falar com Inuyasha, que conversava com Hachi e Miroku sobre as últimas do campeonato japonês.
-Mas é claro que podemos ganhar! O nosso técnico é brasileiro! – Miroku protestou.
-O técnico pode ser até brasileiro, mas não é ele quem joga, e no nosso time tem mais jogadores brasileiros que no seu, Miroku. – Inuyasha falou.
-Concordo com o senhor Inuyasha. – Hachi cruzou os braços e fez "sim" com a cabeça.
-E quem foi o campeão japonês do século, com mais títulos conquistados? – Miroku tentou apelar.
-Ah, isso é passado, Miroku! – Inuyasha falou – Quem vive no passado é museu.
-Isso mesmo, irmãozinho. – Sesshoumaru se meteu na conversa – Se quem vive no passado é museu, pode me dizer quem é o atual campeão japonês?
Inuyasha e Hachi ficaram calados, já que a resposta favoreceria Miroku e Sesshoumaru.
-Cara, eu achei que você não fosse me ajudar... – Miroku ergueu as mãos para o céu – Valeu, valeu!
-Estou preocupado com as garotas... O shopping vai fechar daqui a uma hora e nem sinal delas.
-Devemos ir procurá-las? – Miroku perguntou – Ou ainda esperaremos aqui?
-O celular de Kagome deve estar com defeito, só pode... – Inuyasha comentou.
-Vamos procurá-las. O shopping não deixará ninguém entrar depois do horário, mas podemos ser os últimos. – Sesshoumaru andava enquanto falava e foi seguido pelo irmão e por Miroku.
Entretanto, uma voz, em tom de provocação, os fez pararem.
-Ei, cachorrinho! Ei, "Mão Amaldiçoada"!
Inuyasha parou e rosnou. Miroku estreitou os olhos.
-Quem diabos me chamou de "cachorrinho"? – Inuyasha latiu.
-Esse apelido já estava enterrado há muito tempo! – uma veia saltou na testa de Miroku.
Kouga e Takeda estavam atrás deles, sujos e muito maltratados e pareciam também carregar um ódio sem limites.
-Vamos acertar contas, palhaços! – Takeda provocou.
-Com todo prazer! – os dois iriam avançar, mas Sesshoumaru os parou.
-Parem com isso. Temos assuntos mais importantes para resolver. Não podemos perder tempo com eles.
E voltou a andar.
-Feh! O mais velho está com medo e está fugindo! – Kouga provocou, não escondendo um sorriso ao ver o rapaz parar.
-Vamos logo, vocês dois. – Sesshoumaru falou ao irmão e ao amigo e ignorou a provocação de Kouga.
-Mas... – os dois tentaram.
-Vocês querem procurar as meninas ou não? – ele perguntou.
-Ah, quer dizer que elas deixaram vocês pra trás? – Takeda perguntou - Sabia que Sangozinha não me decepcionaria.
Ao escutar o apelido que tinha dado a Sango, os olhos de Miroku brilharam de ódio.
-Não ligue pra ele, Houshi. Vamos embora. – Sesshoumaru fez Miroku se controlar para não avançar em Takeda.
Os três finalmente começaram a andar, mas novamente Kouga os fez parar, ou melhor: fez Sesshoumaru parar.
-Será que Rin-chan agora quer um cara que não tenha um braço machucado pra ficar com ela?
Passou-se um segundo.
Um vento soprou entre eles.
Passou-se mais um segundo.
Inuyasha bocejou.
Outro segundo.
Miroku piscou.
Mais dois segundos.
Finalmente Sesshoumaru virou-se, e a raiva que este tinha nos olhos dourados assustou ao irmão, a Miroku, a Takeda, a Kouga, a Hachi e a outros que passavam pelo local no momento.
-Um instante, pessoal. – Sesshoumaru falou, tirando o gesso do braço – Tenho contas a acertar com uma pessoa.
E avançou em Kouga.
(MOMENTO DE VIOLÊNCIA GRATUITA!)
Dentro do shopping:
-Informamos aos senhores clientes deste shopping para que não se dirijam ao estacionamento, pois neste momento há uma briga entre gangues rivais e que está causando tumulto nos...
Ao som deste aviso, uma confusão geral tomou conta dos que estavam dentro do shopping, onde pessoas esbarravam uma nas outras e sacolas se chocavam, pessoas gritavam, uns diziam que era "terremoto"; outros diziam que era a yakuza que estava resolvendo "negócios" ali.
-Rápido, meninas! – Kagome falou ao ver a fila em que estavam diminuir drasticamente – Vamos aproveitar e pagar as compras!
Entretanto, na hora de iam aproveitar a deixa, uma senhora tomou o lugar delas, numa atitude típica de uma pessoa que fura as filas.
-Perdão, senhora... – Kagome tentou parecer educada, mas estava profundamente irritada com o que acontecera.
-"Senhorita", mocinha. Ainda não sou casada. – a senhora (ou senhorita) respondeu de forma grosseira.
-Que seja. Você tomou nosso lugar. – Sango se meteu, ignorando uma Rin que tentava dizer "calma" às amigas – Estava na nossa vez! Ficamos aqui um tempão e não vimos a senhora na fila.
-Eu já disse que sou senhorita!
-E eu já disse: que seja!
Um segundo depois, uma discussão envolvendo formas de tratamento começou, em que estavam Sango, Kagome, a senhora (ou senhorita) e mais alguns clientes que estavam por perto, e Rin aproveitou para pagar a compra dela e das amigas e evitar o máximo possível a discussão.
Repentinamente, quando pegou o troco da compra, foi puxada para fora da loja por Sango e Kagome, que corriam desesperadamente com sacolas e tudo em mãos.
-O... O que... foi? – Rin tentou perguntar.
-Sango-chan xingou a mulher e acabou generalizando as coisas! Quem estava lá entendeu tudo errado e estão atrás de nós agora! – Kagome explicou – Corre, Rin-chan, corre!
-Ai, por que justo conosco! – Rin gritou, correndo e segurando as sacolas o melhor que podia, fazendo a fala ecoar pelos quatro cantos do shopping.
Dez da noite, hora de fechar o shopping:
Num banco da praça de alimentação, três garotas estavam cochilando no local, as cabeças encostadas uma nas outras e cheias de sacolas nos três colos. O aviso de que o shopping estava fechando soou pela terceira vez, mas nem isso fez com que acordassem.
Rin remexeu-se na cadeira e virou o rosto para o outro lado, sentindo algo próximo ao rosto que a fez despertar aos poucos. Era a respiração de alguém, uma pessoa que conhecia...
Abriu os olhos e escutou:
-Já? – perguntou Sesshoumaru perguntou com um meio sorriso, fazendo-a levantar a cabeça e derrubar algumas sacolas no chão.
O mesmo aconteceu com Sango e Kagome, que olhavam os respectivos namorados sorrirem para elas. As três se sentaram e ajeitaram as sacolas, piscando várias vezes para espantar o sono e entender o que acontecera e o motivo de estarem num lugar que geralmente era tão cheio.
-Está na hora de irmos, Power Puffie Gurls. – Miroku falou, sentado no chão e abraçando os joelhos.
-Encontramos vocês há dez minutos... – Inuyasha começou – O shopping está fechando, meninas.
-E por que vocês não nos acordaram? – Sango perguntou.
-É que vocês estavam tão bonitinhas... – Miroku pegou algumas sacolas do colo de Sango – Dormindo aí, juntinhas...
-Deviam estar muito cansadas, por isso decidimos não acordá-las. – Sesshoumaru pronunciou-se.
As garotas coraram e baixaram os rostos, deixando que os rapazes pegassem as sacolas que estavam no banco, no chão e em cima delas.
-Vamos, meninas. O dia foi bem cansativo... E estamos com fome. – Miroku falou, vendo-as se erguerem e se espreguiçarem.
-Ah, Sess... – Rin começou – O seu braço... Cadê o gesso?
Sesshoumaru tinha todas as sacolas de Rin num único braço e o outro estava imóvel, mas sem o gesso.
-Houve uma confusão no estacionamento... – o rapaz mentiu – Perdi o gesso lá.
-Oh... – Rin murmurou – E vocês estão bem? Falaram que a yakuza estava agindo lá.
Os rapazes ficaram calados.
-As pessoas que causam esse tipo de tumulto deveriam ser proibidas de pisar aqui. – Sango opinou.
-E elas foram, Sangozinha. – Miroku falou, meio sem graça.
-Que bom. – a noiva falou.
Os três trocaram olhares significativos e engoliram em seco.
-Este shopping é perigoso. – falou Inuyasha – Melhor voltarmos aqui quando melhorar a segurança.
-E aonde faremos nossas compras? E os nossos passeios? – Kagome perguntou num protesto enquanto andavam.
-Há tantos shoppings em Tokyo, Kagome... Tem o Plaza, por exemplo. – Inuyasha continuou.
-Mas você não diz que o Plaza é lotado de gente metida? – Kagome ficou curiosa.
-Tá bom, Kagome. Tá bom. – o namorado a puxou contra o corpo dele e começaram a andar abraçados, ainda segurando as sacolas.
E foi assim que os três casais saíram do shopping.
Em cima do telhado da casa de Sesshoumaru, três casais estavam fortemente agasalhados contra o frio que era típico da estação em que estavam. Era inverno, e só perceberam que nevava quando saíram do shopping.
-Foi por isso que passou tanta corrente fria quando estávamos no estacionamento... – Inuyasha comentou, abraçado a Kagome.
-O jantar foi muito bom, Rin-sama. – Miroku falou, sentindo o rosto de Sango contra o pescoço dele – Se for tão bom assim na festa do Natal, vou me fartar.
-Obrigadinha, Miroku-sama. – Rin agradeceu, sentindo a ponta do nariz de Sesshoumaru, com novo gesso no braço, passar pelo pescoço dela.
Ficaram em silêncio, admirando a paisagem do Tokyo Dome: a neve cobrira as casas e a iluminação enfeitava as ruas, dando uma bonita vista do local.
-Vocês não vão mesmo contar o que vão nos dar? – Sango falou num tom infantil – Estou curiosa.
-Não está na hora, Sangozinha. É só até amanhã.
Sango fez beicinho.
Um miado chamou a atenção dos seis, e logo viram Buyo subir e procurar o colo da dona.
-Oh... Nós esquecemos do presente do Buyo... Acho que vou dar o do Inuyasha pra ele. – Kagome falou, brincando.
-Feh! – Inuyasha zombou.
-Mas o dia foi bem cansativo, não? – Rin suspirou, vendo Sesshoumaru mexer a cabeça num "sim" e apoiar o queixo no ombro dela.
-Vamos ficar aqui por quanto tempo? – Inuyasha perguntou.
-Daqui a pouco nós entraremos, irmãozinho... – Sesshoumaru olhava a paisagem – Tokyo não é tão calma assim todos os dias... E olhar isso ao lado de alguém é muito bom.
Os outros concordaram.
Próximo capítulo:
É Natal! Uma época de muita felicidade, alegria, solidariedade, amizade. Entretanto, uma confusão talvez cause a separação de dois casais, e só com uma boa explicação e uma viagem ao passado é que tudo poderá se revolver. Chikai Tokyo no Nendaiki: Kurisumasu no Nendaiki – dai sankai. Não percam!
"-Morra, miserável, morra! Só morrendo você terá o meu perdão!"
Mini Especial
Em Honolulu, Hawaii, três rapazes estavam deitados na areia da praia, com três garotas, vestidas à moda havaiana, cuidando deles.
-Bem, como lá pra Ásia está um caos total, nós escolhemos este lugar como prêmio por termos alcançado nossos trezentos reviews. – Miroku falou, beijando um lado do rosto moreno de Sango.
-E depois nós teremos de voltar para concluir o especial de Natal. – Inuyasha falou, passando a mão nos cabelos de Kagome, que tinha areia grudada.
-Mas aqui também está muito divertido! – Rin ergueu as mãos por um segundo, mas as baixou novamente para massagear as costas de Sesshoumaru.
-Ah, tá na hora de agradecer. – o mais velho falou, sentando-se na toalha que o protegia de ter um contato mais direto com o chão.
Os outros fizeram o mesmo.
-OBRIGADO PELOS TREZENTOS REVIEWS!
Ficaram em silêncio.
-Não terá piadinhas desta vez, Houshi? – Sesshoumaru perguntou.
-Não. – o outro caiu na risada – Sem piadas desta vez.
-Que bom. – o mais velho falou, sorrindo maliciosamente para Rin – Agora teremos uma apresentação das dançarinas havaianas.
-Nada disso! – Kagome protestou – Agora vocês terão que fazer nossas massagens!
-Ou isso ou nada. – Sango ameaçou.
-É! – Rin concordou.
Os três deram um suspiro, depois se levantaram e deixaram que as garotas deitassem para começarem a massagear a costa das respectivas namoradas.
-E caprichem, viu? – Sango falou.
-Ou não terão o pagamento de vocês. – Kagome continuou.
Rin apenas concordou com a cabeça.
-Ah, é? Tem pagamento? – Miroku, assim como os outros, ficou interessado,
-Ao, trabalho! Ao trabalho! – elas falaram.
E eles continuaram massageando.
