Hakudoushi respirou fundo antes de colocar uma máscara como se fosse um ninja.
A primeira tarefa do dia era simples, mas definitivamente mortal.
Ajeitou os dedos da mão esquerda na luva.
Havia acabado de acordar e de encontrar o papel com os deveres do que deveria fazer naquele dia pregado na porta da geladeira, a caligrafia sendo de Rin. Ao ver o primeiro dever anotado, ele quase voltou ao quarto.
Quase.
Lembrou-se do velho ensinamento do pai de que todo homem precisa honrar seus deveres para livrar os carmas da próxima vida.
Ou seja, ele ficou com medo de ter que fazeraquilotodos os dias no resto da próxima vida dele.
Colocou a outra luva, ajeitando os dedos.
A última coisa foi o óculo protetor de explosivos e fogos.
Daí ele pegou uma folha do jornal do dia anterior e aproximou-se, ainda se tremendo todo, da caixinha de areia de Buyo.
Abriu a caixa e instantaneamente prendeu a respiração.
-Impossível... – ele murmurou e tossiu um pouco, balançando a mão na frente do rosto como se quisesse tirar uma fumaça invisível – Até com máscara isso tem um cheiro ruim.
Ficou calado. Não podia mais desperdiçar nem um pouco de ar.
Dobrou o jornal do dia anterior em três partes, planejando mentalmente qual era a melhor forma de fazer a limpeza. Primeiro precisava tirar a areia suja com o jornal, colocar num saco para lixo e... e...
Tinha tanta sujeira que achava que ia acabar jogando a caixa toda de areia fora.
Aproximou a mão trêmula segurando o jornal da entrada da caixa... temendo que a gradinha pudesse morder a folha e a mão dele de uma vez.
Até que ele parou e franziu a testa.
Tirou os óculos, tirou a máscara, tirou até mesmo as luvas, uma de cada vez, mesmo na pressa, e abriu o jornal para ler o que chamara a atenção.
Depois empalideceu, soltou um grito estrangulado e correu para procurar um dos amigos longe das meninas.
Tokyo no Nendaiki: Boku-tachi no Junjou na Omoi
Kikyo no poruno eiga – Dai ikkai
Crônicas de Tokyo: Nossos verdadeiros sentimentos
O filme pornô de Kikyo – primeira parte
Disclaimer: Não é meu. Deram pra Rumiko Takahashi. Não me deixaram ficar. Snif.
A primeira refeição do dia estava anormalmente calma.
Sango estava maquiada e pronta para o trabalho. Lia alguma coisa na agenda do celular e torcia os lábios de vez em quando. Parecia que não estava feliz com alguma coisa.
Miroku tomava café e checava as tarefas do dia no tablet que ganhara do trabalho. E tinha um sorriso estúpido no rosto sempre que percebia um olhar de inveja de Inuyasha nele.
Sesshoumaru tinha a cabeça inclinada um pouco para o lado para permitir que Rin falasse algo ao ouvido dele. E parecia ser realmente muito importante, porque ele franzia a testa e assentia de quando em quando. As palavras que algumas pessoas pescavam eram "viagem", "36 parcelas" e "peso da mala".
Kagome acariciava o pelo de Buyo e murmurava alguma coisa para ele como se fosse uma mãe conversando com um bebezinho.
E Inuyasha jogava The Sims no novo celular de Miroku.
Tudo isso era observado atentamente por Hakudoushi. Ele precisava falar com os amigos. Ele tinha que ter uma chance de conversar com eles longe das garotas.
E a chance finalmente apareceu quando Rin parou de conversar com Sesshoumaru e se voltou para Sango, como se lembrasse de algo:
-Ah, Sango-chan, eu lembrei que ainda não te mostrei meu projeto para o novo closet daqui de casa.
Falou em roupa, falou com Sango. Ela imediatamente deixou a careta que fazia ao olhar a agenda de lado, empertigou-se toda e levantou-se.
-Vamos lá, Rin-chan.
-Deixa eu terminar de tomar meu...
-Vamos logo, daqui a pouco eu tenho que ir! – Sango agarrou a amiga pelo braço, que se mexia como se fosse uma folha de papel na mão dela.
A porta da cozinha se fechou e apenas uma nuvem de fumaça ficou no lugar anteriormente ocupado por Rin.
Kagome riu.
-Eu avisei pra Rin-chan que não ia dar certo contar a Sango ela querer fazer um closet depois de ver todos aqueles programas sobre decoração. Sango vai pensar que vai ser pra ela.
-Ei, você também vem aqui. – a mão de Sango esticou até o ombro de Kagome e a arrastou para fora da cozinha, e inutilmente a garota se debatia tentando se segurar no vão da porta.
Nem bem a porta da cozinha fechou de novo, Hakudoushi tirou um pedaço do jornal como se fosse uma arma.
-Leiam isso, por favor.
Todo mundo olhava para ele como se ele nunca tivesse falado neste fanfiction.
-DEPRESSA! – ele se estressou.
Sesshoumaru tomou o pedaço de jornal da mão dele e pigarreou para ler.
A boca abriu, mas não saiu voz, e os olhos ficaram extremamente arregalados. Aquilo chamou a atenção do irmão e do amigo Miroku, que aproximaram os rostos do papel e, também, arregalaram os olhos e soltaram gritos estrangulados.
-M-M-M-Ma-a-a-as... – Miroku gaguejava.
-E-E-E-Ela... – Inuyasha continuou.
-Está em Tokyo. – Sesshoumaru não era de gaguejar. Ele ergueu-se, resoluto, segurando o pedaço de papel – Kikyo está em Tokyo.
-A gente vai vê-la? – Hakudoushi deu um sorriso cínico – Sabe como é, velhos amigos visitando a famosa amiga atriz gozando uma carreira explosiva...
Sesshoumaru contou até dez ao ouvir o infame trocadilho.
-As meninas não vão gostar. – Miroku falou, tremendo de medo – Elas não gostam de Kikyo. Sangozinha me contou. E preciso trabalhar hoje, não posso tirar folga ainda.
- Eu não vou. Não me interessa o que Kikyo está fazendo da vida agora. E eu tenho muita coisa pra fazer hoje.
Quem falara isso foi Inuyasha, e todos os olhos se voltaram descrentes na direção dele.
-Não vou poder ir também, Rin precisa da minha ajuda pra acertar detalhes da viagem. Ela tirou Kagome da história quando soube que ela tentou secretamente planejar nossa viagem para ser em algum ponto da ilha de Páscoa. Rin disse que ainda nem inventaram uma tradução pra palavra Internet lá.
Os outros estremeceram com o comentário.
E ficaram em silêncio.
-Mas a gente pode passar no final do dia lá... rapidinho... Elas nem precisam saber. – falou Sesshoumaru.
-Às 17 horas lá no estúdio dela! – falaram os outros três ao mesmo tempo.
Escutaram as vozes femininas se aproximando e rapidamente o papel com a reportagem de Kikyo desapareceu. Elas entraram, sentaram ao lado dos respectivos namorados (e Hakudoushi ficou murmurando algo como forever alone num péssimo inglês) e voltaram a tomar café.
-O que vai fazer hoje, Sangozinha? – Miroku perguntou numa voz disfarçada, tentando sonda a área e afastar o perigo.
-Eu vou precisar entrevistar alguém hoje, mas minha colega não me entregou os dados ainda. Não tem nada anotado na agenda. Vou precisar passar antes lá na agência pra saber e isso vai demorar uma vida. – ela deu um suspiro cansado.
-Oh... – Miroku começou a tratá-la como um bebê, fazendo cafuné nela e lançando um olhar aos amigos (homens) – Quer dizer então que vai passar o dia fora?
-Sim. – ela fez beicinho – Você não vai sentir minha falta?
-Vou, claro. – ele esfregava os braços dela com carinho – É que hoje vou fazer uma hora extra, não sei que horas eu chego...
-Own... – ela acariciou o rosto dele também – Houshizinho está trabalhando tanto... É ótimo ver que quer ganhar bastante dinheiro pra comprar de aniversário aquela bolsa do Louis Vuitton de 390 mil ienes que vimos naquele dia no Plaza Dome. – soltou um suspiro apaixonado e levou as mãos unidas ao coração.
-Sim, sim, claro, Sangozinha, claro... Por isso vou chegar tarde hoje. – ele a assegurou, e assim que ela ficou distraída ele deixou escapar – 'Taquepareo...
Sesshoumaru chamou a atenção de todos ao pigarrear.
-Rin, eu também vou chegar tarde. Inuyasha, Hakudoushi e eu vamos visitar alguns apartamentos pra Hakudoushi poder mudar.
-Apartamentos? – Inuyasha repetiu.
-Mudar? – Hakudoushi estava boquiaberto – Eu vou mudar?
-Claro. – o outro lançou um olhar irritado ao velho amigo – Ou por acaso quer ficar aqui na minha casa pra sempre?
-Francamente... claro que sim. – o outro respondeu na cara dura.
-Oh, Sess... – Rin uniu as mãozinhas em frente ao peito e tentou ficar ao lado de Hakudoushi – Ele nos ajuda tanto aqui... Ele aspira, limpa, passa, arruma, lava nossa louça, faz a nossa comida, prepara nossas marmitas... limpa até a lajotinha do banheiro e a caixa de areia do Buyo. - uma lágrima quase, muito quase escorregou dos olhos castanhos – Eu nunca encontrei alguém que me ajudasse a lavar as lajotinhas do banheiro. Elas ficam brilhando.
Sesshoumaru deixou de encarar os olhos favoritos dele e lançou um olhar, arqueando a sobrancelha também, ao amigo, que estava pálido. Sim, ele tinha percebido o que significava continuar sob o teto deles.
-Er... olha, eu realmente procurei uns anúncios... vou dar uma olhada nos apartamentos. Hoje. Vou chegar tarde. Talvez eu não faça o jantar.
-Oh... sem problemas então, Hashi... – Kagome respondeu por Rin – Nós podemos fazer a comida e deixar pra vocês também.
-Obrigado. – Hakudoushi respirou aliviado.
-Mas lembre-se que precisa terminar tudo que escrevi naquele bilhetinho antes de ir. – Rin completou – Hoje você precisa limpar os bichinhos de pelúcia de Kagome-chan. Não sei como consegue dormir com aquilo cheiro de poeira.
-Claro, claro, sem problemas. – ele respondeu depressa, querendo mudar de assunto.
-Você dorme com os bichinhos de Kagome? – Inuyasha parecia chocado.
-Vão logo trabalhar! – Hakudoushi ergueu-se autoritário, batendo na mesa – As marmitas estão prontas, tem o nome de cada um pregado com um bilhete. Comam tudo, mastiguem 32 vezes de cada lado e escovem os dentes.
Os amigos abriram a boca para protestar.
-Eu não quero um pio! – ele rangeu os dentes.
No outro segundo, ele expulsava todo mundo da cozinha, empurrando os amigos que iam trabalhar com marmita e tudo nas mãos.
Ao vê-los irem embora, ele sorriu e abriu a palma da mão, onde tinha um bilhete de Sesshoumaru. Nele estava horário e local onde ele deveria encontrar os outros.
Mais tarde...
Hakudoushi passou pelos arbustos da casa recém-reformada de Inuyasha com a habilidade de um ninja. Ele não podia deixar que Rin, que acabara de chegar com Kagome, o visse enquanto habilmente passava pela frente da casa onde estava hospedado para ir encontrar Sesshoumaru, Miroku e Inuyasha no carro estacionado a algumas quadras dali.
Quando finalmente os achou, comentou:
-Mas antes eu ter ido direto pro estúdio. Caminhei quase um quilômetro até aqui. – disse ele. Estava ao lado de Miroku. Inuyasha sentava de carona no lado esquerdo e Sesshoumaru dirigia do lado direito.
-É que o Sesshoumaru não queria que elas me vissem. – Miroku falou com os braços cruzados em frente ao peito – Eu teria me metido na história de vocês de ir procurar um apartamento em vez de inventar uma hora extra na Pizza But.
-Falando em pizza... – Inuyasha estendeu a mão – Trouxe nosso lanche?
Miroku pegou de um compartimento uma caixa mais econômica, mas onde viram que couberam várias fatias de pizza italiana.
-É o melhor emprego que um amigo meu pode ter. – murmurou Inuyasha, engolindo de uma vez o pedaço dele.
Enquanto comiam, Sesshoumaru ia dirigindo em silêncio e pensativo pelas ruas do bairro do Tokyo Dome, estrategicamente evitando as ruas próximas de onde moravam.
Cerca de vinte minutos depois...
-Ninguém falou que era pra trazer aquele papel da reportagem! – Hakudoushi reclamava – Eu tive que limpar o banheiro inteiro hoje e aspirar todos aqueles bichos da Kagome. Minha vida não é fácil!
Haviam rodado em círculos até encontrarem o estúdio onde o novo sucesso de Kikyo estava sendo filmado. Até respiraram aliviados quando viram o prédio.
-Tudo bem, a gente já encontrou... – Miroku abriu outro compartimento do veículo e tirou de lá um enorme buquê de rosas vermelhas – Toma, Inuyasha.
-Miroku, não precisava... – ele parecia emocionado.
Miroku bateu com o buquê na cara dele. Algumas pétalas soltaram e o outro engasgou com elas.
-É pra Kikyo, idiota. – ele explicou, ignorando Hakudoushi dando gargalhada ao lado dele – Vamos vê-la no camarim, você sempre precisa levar flores pra atriz principal. E você, como ex-namorado dela, não pode simplesmente aparecer de mãos vazias lá.
-Tá bom, eu entendi! – o outro ficou irritado e pegou as flores todo desajeitado.
-Não vai estragar isso, rapá, eu gastei todas as gorjetas de hoje nisso. – Miroku avisou.
-Você tá calado, Sesshoumaru... – Hakudoushi comentou mais sério – Alguma coisa errada?
Silêncio se fez.
-Este Sesshoumaru está com um pressentimento ruim.
Choque apareceu nos rostos dos amigos.
-Nós devemos voltar? – arriscou Miroku, engolindo em seco.
-Ainda não. Tivemos todo esse trabalho vindo aqui, comprando essas flores, dirigindo em círculos... não vamos voltar. Não ainda. – ele parecia nervoso – Acho que alguma coisa vai dar errado...
Foi só ele falar que alguém bateu no vidro do carro deles, justamente do lado do motorista. Miroku e Hakudoushi deram um grito, Inuyasha tinha a mão no coração e Sesshoumaru tinha os olhos muito, muito estreitados. Ele baixou o vidro e rosnou:
-O que tá fazendo aqui, Hachi?
-Senhor Sesshoumaru... – ele começou hesitante enquanto estremecia de medo do olhar de Sesshoumaru – Os senhores estão em local proibido. Estou cuidando dos carros do estúdio.
-Tá trabalhando aqui agora, Hachi? – Miroku também baixou o vidro e pôs a cabeça para fora.
-Só por essa semana, enquanto fazem as filmagens do novo, ah, filme da senhorita Kikyo. Está bastante movimentado aqui. – depois pareceu que ele se lembrou de alguma coisa – Soube que o senhor está muito bem na Pizza But.
-Tou ótimo! – Miroku falou alegre, muito excitado – E ganhando muita gorjeta. Todo mundo me adora lá. Deveria existir a opção "auxiliar de pizzaria" naqueles testes vocacionais na escola.
-Fique com o carro, Hachi. – Sesshoumaru abriu a porta e saiu, entregando as chaves para o velho trambiqueiro. Os outros o seguiram – Cuidado com ele.
-Não se preocupe, mestre Sesshoumaru. – ele se curvou numa ligeira reverência, fazendo o mesmo pelos outros – Vieram visitar a senhorita Kikyo?
-Sim. – Miroku respondeu – Mas se alguém mais perguntar... Você não nos viu, ok?
O outro imitou que fechava um zíper na boca.
-Muito bem... vamos lá. – Sesshoumaru ainda parecia preocupado, mas liderou o caminho, enquanto que os amigos o seguiram sem hesitar.
Ao chegar à porta do estúdio, eles viram o cartaz do filme. Os quatro ficaram lado a lado, observando a imagem.
Curvaram a cabeça para um lado. Depois curvaram para o outro.
-"Jogos Sacerdotais." – Sesshoumaru sentiu a voz ficar rouca de tão seca que a garganta ficou – "Novo filme de nossa Sacerdotisa favorita em jogos que você nunca viu antes."
Ficaram em silêncio e se assustaram quando o celular de Sesshoumaru tocou. Ele pegou o aparelho e respirou aliviado quando viu que era apenas uma mensagem de Rin.
-Ela disse que está fazendo comida vegetariana hoje, mas vai compensar quem come carne amanhã.
-Vamos entrar. – Miroku começou a entender que o amigo se sentia culpado, e ele ia acabar sentindo o mesmo também – Inuyasha, segura as flores direito!
Inuyasha ajeitou os ombros, estalou o pescoço e segurou as flores como um cavalheiro.
Abriram as portas. Entraram os quatro ao mesmo tempo.
E Inuyasha deixou as flores cair no recinto quando viu que estava LOTADO de outros homens ali. Todos segurando flores, um buquê mais colorido que o outro. De vários formatos e tamanhos.
-Ora, ora, vejam só quem chegou... – escutaram alguém falar atrás deles.
Lentamente eles viraram o rosto e deram de cara com três velhos conhecidos.
-Kouga... – Sesshoumaru falou com o maior desprezo que um ser humano pode sentir pelo outro.
-Namorado da Rin... – o outro murmurou, num tom igualmente de desprezo.
-Takeda... – Miroku soltava fumacinha por uma orelha.
-Houshi, Houshi... – o playboy balançava a cabeça e tinha um ar divertido.
-Bozo. – Inuyasha latiu.
-Oiê? – o outro respondeu, sorrindo bastante.
Só Hakudoushi ficou de fora daquilo e murmurava num péssimo inglês algo como forever alone.
Continua...
-Olá, boa noite! – Sango tinha os braços para o alto e entrava gloriosamente na sala da casa de Sesshoumaru, tirando os sapatos na entrada.
-Olá, Sango-chan. – Rin apareceu da cozinha, enxugando as mãos num avental cor de rosa, com milhares de desenho de um cachorrinho branco que tinha cara de mau – Foi tudo bem na entrevista?
-Sim. – ela acompanhou Rin até a cozinha. Lá, ela encontrou Kagome ajudando a amiga a preparar o jantar – Hakudoushi já escolheu o palácio dele?
Rin retomou a tábua de legumes para voltar a cortá-los. Sango apenas observava, aliviada por ser tão péssima cozinheira que ninguém pensava em pedir ajuda dela.
-Ainda não ligaram. Mas eles prometeram chegar no horário do jantar. – Kagome respondeu pela amiga de infância – Como foi a entrevista?
-Foi ótimo. – a outra ergueu novamente os bracinhos – Vai sair ao ar amanhã. Tive que entrevistar uma garota, uma ex-campeã olímpica que perdeu a família no tsunami. - enquanto falava, ela virou o rosto para chão. A visão havia capturado algo que estava perto dos pés. Era um pedaço de jornal. Alguém tinha arrancado e deixara cair. Provavelmente era de algum anúncio de aluguel de apartamento que Hakudoushi selecionara – Ela agora arrecada fundos para outras criancinhas órfãs através de um projeto que ensina... -
Pegou o pedaço de jornal do chão e deu um grito tão estrangulado que as duas amigas pararam o que faziam e se voltaram para ela.
Sango estava assustada, branca, trêmula, com um pedaço do Japan Times em mãos.
Nossos sentidos de aranha dizem que essa visita ao set de filmagens de Kikyo não vai prestar... Jikai Tokyo no Nendaiki: Boku-tachi no Junjou na Omoi: Kikyo no poruno eiga – dai nikkai. Não percam!
"-Me dá um autógrafo?"
Nota da autora: espero que gostem do capítulo :)
Já sabem: o fic está em reta final. A cada 25 reviews, há um novo capítulo. Então... façam um esforcinho e comentem, não leva nem um minuto pra isso. Lembrem-se que os comentários alimentam a história.
Como será o encontro dessa turma com a Kikyo? Acho que isso não vai prestar... hihihi.
Até o capítulo 26! :)
