O dia começara cedo para Hakudoushi porque Rin havia deixado uma lista imensa de coisas a fazer dias antes do Natal.
A primeira delas era limpar o banheiro, incluindo polir as lajotinhas, paixão da vida de Rin depois de Sesshoumaru e do filme Laços de Ternura.
Deu um suspiro quando notou qual era o primeiro item da lista. Queria muito passar para outra tarefa, mas Rin deixava Buyo de espião para denunciar caso Hakudoushi fizesse algo de errado. O gato ficava sentado, olhando para ele, vigilante.
E não foi muito diferente naquele dia. Lá estava ele, sentado perto da porta do banheiro, vigilante como o cão às portas do inferno.
Hakudoushi deu outro suspiro quando percebeu que não teria escapatória. Decidiu então simplesmente colocar as mãos na massa. Vestiu-se com a roupa de faxina, colocou máscara e luvas e aproximou-se da primeira coisa que tinha que fazer: tirar a sacola de lixo.
Aí, ao abrir a lixeira, viu uma coisa que o fez dar um grito estrangulado de terror. Até Buyo ficou curioso e foi olhar, mas Hakudoushi fechou a tampa antes que o bichano pudesse ver o que era.
Com muito cuidado, ele tirou um objeto do lixeiro, colocou dentro do bolso da roupa de faxina e, nervoso, limpou o mais rápido possível o banheiro, sem deixar nada de fora para não provocar a ira de Rin.
Por mais que ele gostasse muito de sossego, ele mal esperava que Sesshoumaru, Inuyasha e Miroku acordassem logo.
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Disclaimer: Não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe.
O café da manhã estava estranho, na opinião de Miroku e Sesshoumaru. Não muito para Inuyasha, porque ele estava vendo vídeos no novo mini ipad que o irmão dele deu-lhe de aniversário e, portanto, não estava prestando atenção em nada.
A coisa que mais chamava atenção era que Hakudoushi, sempre muito mal humorado para cumprir as tarefas designadas por Rin, agora estava sendo muito solícito com as mulheres.
E subitamente Rin, a única das três que gostava de tomar café, não podia mais beber nenhuma xícara.
-Mas eu gosto de tomar café, Hashi. – Rin fez um beicinho – Eu fico mais acordada. Se eu não tomar, vou passar a manhã toda dormindo.
-Eu já expliquei que saiu uma nova pesquisa falando que café japonês tem altos índices de radiação desde o acidente de Fukushima. VOCÊ. NÃO. VAI. TOMAR. – ele falou em tom de repreensão, o que chamou ainda mais a atenção de Sesshoumaru. Ele assistiu, com a melhor poker face que possuía, o amigo tirar a xícara das mãos de Rin e jogar todo o conteúdo na pia.
-Sessh... – Rin falou num tom de choro, olhando para o namorado.
Intimamente, Sesshoumaru queria deixar Rin tomar quantos litros de café ela quisesse, mas sabia que Hakudoushi não a proibiria apenas por bel-prazer. Alguma coisa havia acontecido e o amigo iria contar.
-Rin, eu também vi a reportagem. É um escândalo nacional. O Japão agora vai ter que importar café do Brasil.
-Isso significa mais impostos a pagar... – Miroku deu um suspiro. Depois, os olhos dele se acenderam como se lembrasse de alguma coisa – Espera, mas nós JÁ importamos o café do Br...
A xícara de café de Rin estranhamente voou na direção de Miroku, e ele acabou bebendo sem querer o líquido e se engasgando.
-Oh, desculpe, Miroku, meu amigo. – Hakudoushi falou na maior indiferença – A xícara com café radioativo escorregou da minha mão. Acho melhor você ir ao médico ver isso.
Miroku se virou para falar um palavrão ao amigo, mas Sesshoumaru chutou a perna dele e fez "não" com a cabeça.
-Mas... mas... – Rin voltou a choramingar. As amigas Kagome e Sango a consolavam na inútil tentativa de ver a amiga conseguir o que queria – O que eu vou comer?
-Eu preparei um café da manhã bem reforçado para vocês, meninas. – Hakudoushi começou a trazer vários pratos deliciosos à mesa – Preparei fibras, leite de soja com cereais, tofu assado de forno, empada recheada de tofu, salgadinhos de feijão doce, sucos de laranja, pêssego e morango. Também temos muitas frutas: pera, maçã, uvas, kiwis. Tudo natural, nada de fritura ou gordura. Vamos cuidar da saúde que é o que interessa.
As meninas atacaram tudo de uma vez. Parecia até cena de país sub-sub-subdesenvolvido. Ou de algum coffe break grátis.
Sesshoumaru e Miroku olhavam tudo boquiabertos. Até Inuyasha parou de fuçar o ipad para ver. Nunca haviam visto Hakudoushi caprichar tanto no café da manhã, mesmo na condição de escravo. Geralmente ele precisava de um incentivo mais "pesado" para preparar uma marmita para Miroku levar para o trabalho.
Mas Inuyasha se empolgou mais e pegou uma uva, mas Hakudoushi o fez cuspir ao bater na nuca dele com força.
-Isso é pras meninas! – ele rosnou, irado.
Sesshoumaru e Miroku se entreolharam. Sim, definitivamente havia alguma coisa no ar.
-Miroku, vamos procurar aquele remédio para radiação que temos lá no gabinete de medicamentos no meu quarto. – Sesshoumaru falou, levantando-se e olhando diretamente para Hakudoushi – Precisamos tratar logo isso antes que cresça outro braço ou uma orelha no meio da sua testa.
-Que horror! – Kagome ficou mortificada, e voltou a comer em segundos.
-Sim, sim, vamos logo. – Miroku levantou-se puxando Inuyasha com ele – Vamos lá procurar. Já estou sentindo minha visão ficar embaçada.
As meninas apenas comiam avidamente, alheias a tudo.
-Venha procurar também, Hakudoushi. – Sesshoumaru puxou o amigo, que olhava tanto as meninas quanto para eles.
-Mas elas podem precisar de...
-VEM. LOGO. – Sesshoumaru falou num tom sombriamente mau.
Do lado de fora da cozinha, os três encararam Hakudoushi.
-Quer explicar o que está acontecendo? - Sesshoumaru foi direto ao assunto.
O outro deu um suspiro e colocou a mão dentro do casaco. Mas apenas por um segundo.
-Primeiro, prometam que NÃO VÃO pirar com o que eu vou mostrar.
-Hakudoushi... – Miroku começou a falar, tremendo-se todo – Aquele café é radioativo mesmo? Hein, hein, hein? – depois começou a se sentir sufocado, levando as mãos à garganta – Eu sinto... falta... de... ar...
Sesshoumaru deu um soco no estômago do amigo para que parasse com a palhaçada e ele caiu no chão, gemendo de dor e realmente sem ar.
-Tarde demais, Hakudoushi. – Sesshoumaru avisou – Pior coisa é pedir para alguém não enlouquecer antes de contar uma coisa.
Hakudoushi olhou para a cozinha e deu um suspiro. A mão, que continuava dentro do bolso da roupa de faxineiro, tirou um objeto pequenino branco com uma faixa azul néon.
-Estamos com um problema. – falou simplesmente.
-O que é isso? – Inuyasha pegou o teste das mãos de Hashi e levou ao nariz para cheirá-lo.
-Isso é um teste de gravidez. E tá todo urinado. Achei no banheiro esta manhã.
Inuyasha largou o teste, que caiu no chão, limpou a mão e fez uma cara de nojo.
Sesshoumaru e Miroku estavam ligeiramente pálidos e trêmulos, e trocaram olhares.
-Isso significa que... – Miroku começou, olhando para a cozinha.
-Que uma das meninas está grávida. – Hakudoushi completou depressa e baixo para que ninguém da cozinha ouvisse.
-Não é possível. – Inuyasha continuava limpando a mão – Deve ser de outra amiga delas.
-De quem já? Da Momiji? Da Botan? São as únicas mulheres que apareceram na história até agora! – Miroku falou.
-E como seria de outra pessoa se isso foi parar no NOSSO banheiro? – Sesshoumaru questionou o irmão, como sempre fazia.
-Não é da Kagome. – Inuyasha disparou.
-Não é da Sango. – Miroku negou.
-Não é da Rin. – Sesshoumaru assumiu a atitude protetora com relação à namorada.
Hakudoushi só assoviava distraidamente.
-Vamos tirar tesoura, papel e pedra. – Miroku propôs e Hakudoushi deu um tapa de irritação na própria cara. Quanta burrice...
Os três ficaram em posição e jogaram. Hakudoushi foi o juiz.
-As tesouras do Miroku e do Sesshoumaru cortam o papel. Inuyasha, você está fora. – Hakudoushi anunciou e o amigo fez uma happy dance na frente deles – De novo, agora com vocês dois. One, two, three!
Um segundo de silêncio.
-Yahoo! – desta vez quem fez a happy dance foi Miroku e Sesshoumaru ficou olhando a tesoura que ganhou o papel do amigo.
-Isso quer dizer que eu serei tio? – Inuyasha ficou emocionado, olhando o irmão, que não respondeu porque ainda olhava fixamente a mão em formato de tesoura.
-Vamos voltar agora para a cozinha ou elas ficarão desconfiadas. – Hakudoushi anunciou – Sesshoumaru, para de olhar essa mão e vem logo.
Os quatro voltaram para o cômodo e viram novamente as três comendo desesperadas como se toda a comida do mundo fosse acabar amanhã.
De todas, Rin era realmente uma das que mais comia, ingerindo dois ou três bolinhos de feijão doce de uma vez, intercalando com goles de suco de morango e laranja.
Ao verem os meninos, elas pararam de comer.
-Tá tudo bem, Miroku-sama? – Kagome perguntou com a boca cheia de tofu.
-A radiação já saiu? – Sango, preocupada, olhou o noivo.
Rin continuou comendo, sem ter realmente o que dizer.
Aí voltaram a comer por mais alguns segundos até que pararam, finalmente satisfeitas.
-Bem, eu vou indo. Vou trabalhar. Obrigada pela refeição, Hashi. – Sango avisou, pegando uma enorme bolsa e rumando para a porta – Beijos a todos, até mais tarde!
-Eu vou visitar mamãe no templo. Ela pediu ajuda com a decoração de Natal. Ela quer atrair mais visitantes cristãos. – Kagome anunciou, indo atrás de Sango e fechando a porta.
Rin apenas deu um bocejo. E depois deu outro.
-Está cansada, Rin-sama? – Miroku perguntou com cautela.
-Sim. – ela esfregou os olhos e levantou-se – Acho que vou dormir mais um pouco. Você pode arrumar a cozinha, Hakudoushi-sama?
-Claro que sim. – ele abriu a porta para ela e começou a segui-la – Não quer mais nada? Um chazinho? Ver televisão?
-Pergunta se ela quer uma massagem. – Inuyasha falou, olhando o ipad.
-Uma massagem? – Hakudoushi perguntou todo solícito.
-Acho que quero sim uma massagem nos pés. – ela falou, sem perceber o ar preocupado com que o namorado olhava para a mão – Sess, tem alguma coisa errada?
-Nada, Rin. Tudo está bem. Tudo está absolutamente bem. – ele falou com tal firmeza que todo mundo acreditaria.
-Eu tenho uma massagem especial que aprendi num curso de massagem terapêutica oferecido por monges há alguns anos. – Miroku estalou os dedos – Deite-se no sofá, Rin-sama. Você vai gostar muito.
Hakudoushi ajudou Rin a deitar, com Inuyasha ainda olhando o ipad.
-Coloca uma almofada bem macia debaixo da cabeça dela. – ele deslizou a tela e leu alguma coisa – E ela deve esticar bem os pés. É melhor também colocar uma bolsa de água quente no estômago dela.
-Vou fazer isso. – o escravo pessoal da casa, agora muito solícito, fez o que Inuyasha havia falado e correu para a cozinha para preparar água quente para a bolsa térmica, e o cara do ipad foi atrás dele.
-Bem, vamos lá, Rin-sama... – Miroku pegou o pé direito dela e começou a massagear – Feche os olhos e relaxe.
Segundos depois, ela estava roncando de leve no sofá.
-Sesshoumaru, para de olhar essa mão. – Miroku foi até o amigo e pôs uma mão no ombro dele, solidário – Vai dar tudo certo.
-Agora eu estou preocupado com a casa. E o quarto da criança? A gente precisa preparar tudo para a chegada do bebê, colocar protetores nas tomadas, telas nas janelas, impedir que ele pegue a burrice do meu irmão, esconder ipads e celulares dele, aprender a fazer comida de...
-Calma, Sesshoumaru! – Miroku sibilou, com medo que o tom de voz aumentasse no desespero em que ele se encontrava e que Rin acordasse daquela forma – Vamos ajeitar a casa pra isso! Temos ainda meses para nos prepararmos!
Nessa hora, Hakudoushi e Inuyasha voltaram da cozinha, o mais novo ainda com o ipad na mão, lendo algumas coisas em voz alta para o outro.
–... E aqui no livro diz que é uma das coisas que elas mais gostam...
-O que você está lendo, Inuyasha? – Miroku quis saber.
-Eu baixei 53 livros sobre o assunto, entre eles "O que esperar quando você está esperando". É a Bíblia da gravidez.
-Opa, xô ver! – Miroku pegou o ipad das mãos do amigo, admirado que ainda não estivesse grudado, e Sesshoumaru se juntou a ele para ver – "O que esperar quando você está esperando"... "Como ser um bom pai"... "O livro do bebê"... "O livro do bebê – parte 2"... "O livro do bebê – o final"... "Como ser um bom tio"... "Como dizer NÃO ao seu sobrinho favorito"... "Ensine o bebê a jogar Assassin's Creed III"... que merda é essa, Inuyasha?
-Você NÃO vai ensinar meu filho a jogar Assassin's Creed antes de ele completar DOZE anos, Inuyasha. – Sesshoumaru vociferou.
-Chega, chega, pessoal... – Hakudoushi ficou entre os dois para acalmar a situação – Rin precisa descansar agora. NADA de barulho enquanto isso.
Logo que falou aquilo, todos ouviram um gemido e olharam na direção do sofá. Rin havia se remexido, a bolsa de água quente que Hakudoushi colocou minutos antes caiu e ela estava esfregando os olhos de novo.
-O que houve...? – ela perguntou com voz sonolenta.
-Nada, Rin. – Sesshoumaru em segundos estava ao lado dela, coagindo-a a deitar de novo – Pode voltar a dormir. Vou tirar Inuyasha daqui, eu sei que ele incomoda e acorda todo mundo.
-Ei...
-Calaboca, Inuyasha! – Miroku bateu na cabeça dele, forçando-o a se calar.
-Mas... mas... – ela olhou ao redor, ignorando o que os quatro rapazes diziam ou faziam – Eu não posso dormir ainda. Preciso ajudar o Hakudoushi a limpar a casa.
-Negativo, mocinha. – o outro colocou uma das mãos nos quadris, o dedo em riste para ela – Pode ficar deitadinha aí, descansando e olhando eu limpar a casa.
-Mas a casa está IMUNDA. – ela teve um súbito ataque de raiva, indicando com as mãos pontos da casa que estavam aparentemente limpos – A estante de livros, os bibelôs, a poltrona está dois centímetros fora do lugar...
-Rin, Rin, acalme-se, querida... – Sesshoumaru tentou fazê-la se deitar de novo – Ele vai arrumar tudo, não se preocupe.
-Sim, sim, vou arrumar tudinho. – Hakudoushi concordou depressa.
-Hmm... ok. – ela subitamente ficou mais calma e fechou os olhos – Que sono...
E voltou a dormir.
Os quatro deram suspiros de alívio e ficaram em silêncio por segundos.
-Bem, vou voltar a arrumar a casa.
-Aqui no livro diz que ela vai ter essa sonolência e oscilações de humor durante toda a gravidez. – Inuyasha leu no ipad – Melhor nos acostumarmos.
-Precisamos pensar no que vamos fazer no Natal. – Miroku falou de súbito, chamando a atenção dos outros – Ainda vai ser no templo Higurashi?
-De forma alguma. – Sesshoumaru balançou a cabeça – De jeito nenhum Rin vai subir e descer aquele monte de escadas nessas condições. A festa vai ser aqui mesmo.
-E ela não vai mover uma palha arrumando coisas. – Hakudoushi falou com determinação.
-Bem, então precisamos organizar isso. – Miroku falou.
-Aqui no livro diz que no Natal...
Os outros três gemeram em frustração.
-Nossa, o jantar está delicioso, Hakudoushi, muito mesmo. – Rin falava com a boca cheia.
A mesa estava como um banquete, totalmente cheia de comida, e todo mundo parecia satisfeito.
-Obrigado, Rin-sama. – ele deu um sorriso de agradecimento, enchendo o copo dela com um suco de aspecto verde – Este suco aqui contém muitas vitaminas, seria bom começar a tomar um copo todas as noites...
-Oh, obrigada. – ela bebeu alguns goles sem reclamar do sabor estranho, mas seguindo a recomendação.
-Ahem. – Sesshoumaru limpou a garganta para chamar a atenção dos outros – Gostaria de anunciar uma coisa relativa ao natal deste ano.
Todo mundo à mesa ou em pé (no caso de Hakudoushi) ficou em silêncio.
-Este ano não iremos ao templo Higurashi para celebrar o Natal.
Uma onda feminina de protestos eclodiu.
-Mas faremos o natal aqui. Vamos convidar todo mundo do templo Higurashi e nossas famílias para celebrarmos aqui. – ele continuou – Vai ter bastante comida e tudo. O cartão de crédito está liberado para compras também.
Um grito feminino de vitória eclodiu à mesa.
Depois de combinarem os detalhes da celebração, organizada às pressas pelos quatro rapazes, eles se retiraram para continuar a planejar tudo na sala, usando o ipad de Inuyasha como ferramenta.
Ao ficarem sozinhas, as meninas ficaram em silêncio.
-Será que eles desconfiam de alguma coisa? – Sango parecia nervosa, mordendo o canto da unha bem feita.
-Acho que não, Sango-chan... – Rin falou suavemente, tirando a mão da amiga da boca para que não comesse os próprios dedos – Eu passei o dia aqui, eles não falaram nada.
-Você ficou dormindo o dia todo. – Kagome estreitou os olhos enquanto comia a última batatinha frita do prato.
-Desculpe, meninas... – Rin parecia derrotada – Mas vocês sabem que eu fico muito sonolenta se não tomar café...
-E que confusão foi aquela, hein? Café radioativo? – Sango franziu a testa, confusa.
-Acho que tem alguma coisa errada aí... – Kagome esfregou o queixo, ainda desconfiada – Essa mudança no local de natal tá muito estranha pro meu gosto...
-Pelo menos temos o cartão de crédito do Sesshoumaru liberado! – os olhos de Sango ficaram iluminados – Muita maquiagem, roupas e sapatos de presente para mim mesma no natal deste ano!
Ficaram novamente em silêncio.
Aí se levantaram e se uniram num abraço coletivo.
-Vai dar tudo certo, meninas... – Rin falou para as outras – Vocês vão ver...
-Esperamos que sim. – Kagome murmurou.
-Sim... – Sango murmurou, com os olhos marejados – É verdade.
O Natal na casa de Sesshoumaru vira uma festa cheia de revelações. Jikai Tokyo no Nendaiki: Boku-tachi no Junjou na Omoi: Kurisumaru Raito. Não percam!
-Eu tenho uma coisa pra contar a todos vocês...
Nota da autora: Vou atualizar de cinco em cinco dias para terminar a história. Teremos mais ou menos uns oito capítulos e pretendo acabar tudo até final de janeiro.
Depois de anos, acho que essa história merece, né? ;)
Quase dois anos depois da última atualização, eu nem lembrava que havia um outtake para ser mandado para quem comentou no último capítulo. Fico devendo essa. Sério mesmo, esqueci completamente. Também não tenho o primeiro outtake e tive que procurar nas mensagens enviadas!
Espero que tenham gostado do capítulo. Será que perdi o tato para o humor? E será que a Rin está grávida mesmo? Ou eles estão confundindo as coisas?
Quem quiser comentar, ficarei feliz :)
