5. Ver Para Crer
_ Sr. Potter, Tem alguém lhe esperando_ Carrie Simons, a assistente dos aurores, disse assim que viu Harry entrar no salão que levava ao Departamento de Aurores. A jovem, que estava atrás de uma bancada, fez um sinal com a cabeça indicando o lado oposto ao que Harry estava. O rapaz arregalou os olhos ao ver a figura loira platinada que o aguardava.
Draco Malfoy estava sentado displicentemente no banco de espera, olhando para Harry com casualidade.
_ O que faz aqui?_ Harry perguntou com rispidez.
_ Preciso falar com você, Potter. Tem algum lugar em que possamos conversar com privacidade?
Harry franziu a testa em descrensça. Que Malfoy era cara de pau, ele já sabia, mas não achou que fosse tanto.
_ Não. Não temos nada pra falar. Você não é bem vindo em nenhum lugar em que eu esteja.
_ Não seja dramático, Potter_ Malfoy disse revirando os olhos e aparentando toda calma do mundo.
Mas a verdade é que não estava calmo. Aliás, não se sentia nervoso assim há muito tempo. Afinal, o que pretendia compartilhar com Potter era algo importante. A coisa mais importante em que esteve envolvivo desde a guerra. Aquilo mudaria tudo.
_ Vai embora_ Harry disse, e deu as costas. Não prentendia passar um minuto sequer ouvindo qualquer coisa que saísse da boca de Malfoy.
_ É importante, Potter_ Malfoy disse impaciente. Ele finalmente se levantou do banco_ Eu não estaria aqui se não fosse. Acredite em mim, eu também não gostaria de estar em nenhum lugar perto de você.
Harry se virou para o loiro novamente.
_ Então vai embora.
_ Não até você me ouvir.
Os dois se encararam com desprezo por alguns instantes, até Harry olhar na direção de Carrie.
_ Carrie, se Kingsley procurar por mim, estarei na sala de reuniões_ ele então fez sinal para que Malfoy o seguisse.
Antes de o fazer, Malfoy se virou para Carrie:
_ Linda, será que poderia levar um chá gelado pra mim, por favor_ ele deu um sorriso entendiado na direção da jovem. Harry a olhou como se pedisse desculpas por aquilo.
Então os dois caminharam por um corredor, até emparelharem com uma porta preta grante de madeira.
Entraram.
ooooooooooooooo
*Flashback (Hermione Granger)*
_ Se você não parar quieto, sua perna nunca vai sarar_ Hermione disse pela terceira vez, mas mais uma vez Harry a ignorou. Ele não parava de se levantar e sentar, toda vez que ouvia algum barulho no jardim d'AToca.
Estavam na cozinha, juntamente com todos os Weasley. Era quase hora do almoço, mas as panelas jaziam guardadas e não havia nenhuma comida sendo pronta.
A guerra havia acabado há apenas duas semanas, finalmente. Harry havia derrotado Voldemort, tinha ficado muito machucado, mas estava bem. Sua perna esquerda tinha ficado muito ferida, mas nada que algumas poções receitadas pelos curandeiros do St. Mungus, não pudessem resolver. Deveriam estar todos em paz, mas ainda não podiam dar aquele grande suspiro de alívio. Ron ainda estava desaparecido.
Desde o desaparecimento de Ron e Malfoy durante a batalha de Hogwarts, a Ordem e os aurores estavam fazendo uma minuciosa busca pelos dois por todos os lugares possíveis. Nem Harry, Hermione ou qualquer um dos Weasley, perdeu a esperança quando Malfoy foi encontrado muito machucado, mas vivo nas proximidades da mansão de sua família. O próprio jovem havia dito que ele e Ron tentaram fugir, mas que apenas ele conseguiu, sendo Ron capturado no último momento. Versão essa que Harry, os gêmeos e Gina, tiveram muita dificuldade em acreditar. Ainda mais quando os aurores não encontraram nada na caverna onde Malfoy disse que estivera preso com Ron. Mas não importava, porque Herman Deeds, um dos Comensais da Morte que havia sequestrado Ron e Malfoy fora capturado na noite passada, e Kingsley Shacklebolt prometera ao Sr e Sra Weasley que passariam a noite inteira interrogando-o até que ele dissesse onde estava Ron. Estavam cheios de esperanças de que aquela tortura acabasse.
Ouviram dois estalos simultâneos no jardim D'Toca e todos se levantaram em expectativa. O Sr Weasley correu para abrir a porta antes que sequer houvesse uma batida. Kingsley e Olho Tonto Moody, entraram. Eles pararam ao ver todos os encarando, e Hermione não pôde deixar de notar que Kingsley carregava uma pequena caixa em suas mãos. O estômago dela deu um solavanco estranho. O olhar de Kingsley parou em Molly e Arthur.
_ E então?_ o Sr Weasley foi quem começou, a Sra Weasley ao lado dele não parecia capaz de falar_ Descobriram onde ele está?
_ Passamos a noite inteira interrogando Deeds e ele realmente nos disse muitas coisas...
_ Não sem algumas ameaças_ Moody completou.
_ O que ele disse?_ foi Harry quem perguntou. Ele se apoiava na mesa, ignorando a perna machucada.
_ Ele nos falou sobre o Ron...
_ Ele disse onde o Ron está?_ Fred perguntou ansiosamente.
Kingsley olhou para todos na cozinha e seus olhos pousaram mais uma vez em Arthur e Molly Weasley. Hermione notou a sombra no rosto do auror.
_ Molly, Arthur..._ sua voz estava trêmula_ Deeds nos disse que Ron está morto há vários dias.
A Sra Weasley soltou um grito esganiçado, ela cambaleou em suas próprias pernas e seu marido teve que segurá-la. Hermione balançou a cabeça lentamente. Não, não, não, não.
_ Não!_ Gina disse baixinho, nenhum outro Weasley pareceu capaz de dizer mais nada.
_ Ele nos disse que jogaram o corpo do Ron no mar_ Moody disse, e parecia realmente infeliz em dizer aquilo.
_ Ele está mentindo_ Harry gritou. Já se ouviam muitos soluços pela cozinha inteira.
_ Ele não tem motivos para mentir, Harry. Voldemort está morto, a maioria dos Comensais da Morte está preso. Ele não tem motivos...
_ Nós não encontramos o corpo, mas na caverna havia isso_ Kingsley estendeu a caixa que segurava, e com as mãos trêmulas a Sra Weasley a pegou_ Sentimos tanto.
Lentamente, Molly a abriu e tirou de dentro a varinha de Ron e uma camisa encharcada de sangue seco. Era a camisa que Ron usava quando desapareceu. Tonta, Hermione se virou para Harry e ao ver a expressão de dor no rosto do amigo, ela soube que ele também havia reconhecido a peça de roupa.
_ Kingsley..._ o Sr Weasley disse em súplica. Ao seu lado, a Sra Weasley desabou no chão, e ele se ajoelhou ao lado da esposa. A mulher abraçou a camisa do filho, e o uivo de agonia que ela soltou, Hermione nunca iria esquecer. O Sr Weasley abraçou a esposa e os dois choraram agarrados.
Hermione olhou na direção dos irmãos de Ron, e viu Gina abraçada a Fred e Jorge, os três tremiam de tanto soluçar. Gui se juntou aos pais no chão, os abraçando por trás. Ele escondeu o rosto desesperado nas costas de seu pai. Carlinhos tinha uma mão no ombro de Percy, e os rostos de ambos estavam lavados de lágrimas. E então Hermione, olhou para Harry. Ele estava olhando para o chão murmurando algo que parecia com "Por favor, não, por favor", seu rosto estava branco como papel. Ela quis correr até ele, abraçá-lo, mas seus pés não se mexeram. Ao invés disso, ela levou a mão até o pingente em forma de gota no colar pendurado em seu pescoço. Havia dado dois colares idênticos para Harry e Ron, há algumas semanas. Era uma prova da amizade que os unia. Mas tanto no pingente dela quanto no de Ron, havia um detalhe quase imperceptível. Hermione havia feito com a varinha, a letra "H" no colar de Ron e a letra "R" no seu. Era o seu jeito discreto de dizer que o amava, que sempre o amaria. E só quando colocou a mão no material frio do colar, foi que ela se deu conta. Realmente se deu conta. A realidade a atravessou como uma espada. Ron estava morto. Ela nunca mais o veria de novo. Não ouviria mais a sua voz, não veria mais os seus cabelos ruivos, nem seus olhos azuis. Ela nunca o ouviria dizer que a amava, ela nunca poderia dizer isso a ele. Estava acabado, estava tudo acabado. Todos os seus planos de uma vida ao lado dele. Tudo. Ficou paralisada no mesmo lugar, sendo embalada pelos choros a sua volta, as lágrimas escorrendo por seu rosto sem ela sequer perceber. E nem mesmo quando Harry desmoronou na cadeira cobrindo os olhos com as mãos e soluçando alto, Hermione conseguiu se mexer. Ela apenas ficou parada vendo tudo como se fosse em câmera lenta. Então ela foi abraçada. Não por qualquer um presente naquela cozinha que agora a sufocava. Ela foi abraçada por aquela mortalha de dor. Uma dor pulsante, que comprimia seus ossos, apertava sua cabeça, rasgava o seu coração. Aquela dor que lhe dizia "Você nunca mais vai ser feliz". Aquela dor que ria enquanto ela estava em frangalhos. Hermione envolveu os braços ao redor do corpo, e conseguiu vislumbrar o seu futuro tão claramente, que a cegava. Um futuro sem Ron. Foi nesse instante que ela deixou a dor levá-la. Seu corpo ficou mole e despencou. Ela sentiu seu rosto bater contra o piso da cozinha, e abraçou a inconsciência de bom grado.
*Fim do Flashback*
Às vezes quando aquelas lembranças vinham na sua mente do nada, encostar a cabeça no vidro frio da janela, ajudava. Então Hermione fez isso, e encarou a chuva que caía discreta lá fora. Naquela manhã acordara com um pouco de febre e dor de cabeça, e Elliot a convenceu a ficar em casa e descansar. Talvez estivesse precisando. Ultimamente se sentia tão sobrecarrecada, e não sabia o motivo. Se casaria em poucos meses, estava de bem com Harry, sua vida estava boa. Então por que ela insistia em se martirizar com as memórias do pior momento de sua vida?
Nos últimos dias, não vinha mais conseguindo policiar seus sentimentos como antes, estava ficando difícil de novo. O curativo que Elliot havia colocado em suas feridas, estava ficando frouxo, e mais vezes do que era aceitável, a angústia tomava conta dela.
O grito de dor da Sra Weasley ia e vinha em sua mente, tornando tudo aquilo mais vívido.
Lembrou do estado em que ficou nas duas semanas seguintes da descoberta da morte de Ron. Foi um pesadelo, e jamais voltaria a passar por aquilo de novo. Jurou para si mesma. E mesmo que a dor da perda a consumisse, aquilo não se repetiria. Respirou fundo, sabendo o que a ajudaria naquele momento; um belo e cheio dia de trabalho. Dane-se a febre. Dane-se a dor de cabeça. Ficar em casa remoendo o passado é que a deixaria doente de verdade. Então ela tomou um banho e se arrumou. E sem olhar um instante pra trás, nem para o apartamento, nem para suas memórias dolorosas, ela saiu.
ooooooooooooooo
_ Eu não sei que tipo de doença é essa que você tem, Malfoy, que faz você sentir prazer em ferir as pessoas, mas você não vai fazer isso aqui_ Harry gritou.
_ Eu não tô tentando te ferir, Potter. Não tenho mais 14 anos de idade. Tudo que eu disse é verdade_ Malfoy falou, tentando manter a calma_ O Weasley tá vivo.
_ Sai daqui_ Harry estava enfurecido. Nunca antes sentira tanta raiva de Malfoy. Apertava com força o bolso da calça em que estava a varinha, tudo que pensava era na maldição Cruciatus. Nem mesmo o fato dela ser ilegal a tirava de sua mente. Queria que Malfoy sofresse, queria que ele sumisse_ VAI EMBORA!
_ Potter, me escuta. Tem um motivo pelo qual o corpo do Weasley nunca foi encontrado, ok? É porque ele está vivo. Você tem que acreditar em mim... Quando os aurores capturaram Deeds, e ele disse que Weasley estava morto, ele estava mentindo. Ou talvez pensasse que Weasley estava morto, mas a verdade é que ele não está. Eu acredito realmente que os Comensais o tenham jogado no mar, mas a história verdadeira não é a que ele contou... Weasley foi achado por trouxas, e vive com eles não muito longe daqui. Ele atende pelo nome de Michael Bennett, e não lembra quem é. Mas o fato é que ele foi achado na praia. Na praia, Potter_ ele enfatizou_ É muita coincidência que os comensais o tenham jogado no mar, e um cara idêntico a ele tenha sido achado na praia_ Draco disse tudo muito rápido.
Harry olhava fixamente pra Malfoy. Sua raiva deu lugar ao desespero. Não aguentava aquilo, não aguentava que o nome de Ron fosse usado pra algo tão sujo. Ele estava morto. Será que não o deixariam descansar nunca? Subitamente ele desabou na cadeira, exausto. Exausto de tanto lutar contra a dor da perda de seu melhor amigo, exausto de fingir tão desesperadamente estar bem, quando na verdade, era tão óbvio que não estava. Não queria mais atacar Malfoy, só queria que ele fosse embora. Se tivesse que aguentar mais um minuto daquilo, iria surtar.
Draco não conseguiu ficar indiferente ao sofrimento de Potter. A morte do amigo realmente havia despedaçado o rapaz, e isso era difícil de ignorar. Mas ele foi ali com uma missão, e não sairia dali sem cumprir pelo menos parte dela.
_ Eu sei que você me odeia, e tem todos os motivos pra isso_ Draco disse, da maneira mais polida que conseguiu_ Mas eu juro, eu juro pela minha vida, que é a única coisa valiosa que eu tenho, que eu não tô mentindo. Ele está vivo, Potter. Eu juro. Eu vou levar você até ele.
E então ele esperou. Potter o encarava com uma expressão vazia, e Draco se perguntava o que ele poderia estar pensando. Mas Potter continuou com aquela expressão de nada por um bom tempo, então finalmente levantou.
Harry ponderou todas as coisas que Malfoy dissera. É óbvio que ele não achava que Ron estava vivo, mas Malfoy parecia realmente acreditar naquilo. Talvez não estivesse inventando toda aquela loucura, talvez estivesse apenas obcecado com a ideia de ter uma vida normal, onde as pessoas não o odiassem por estar vivo e Ron morto. Então Harry sentiu pena dele. Harry havia perdido o melhor amigo, e Malfoy havia perdido o direito de ter paz. A verdade é que todo mundo tinha perdido alguma coisa naquele dia. Era triste.
Ele sabia que provavelmente se arrependeria do que estava prestes a fazer, mas precisava mostrar a Malfoy que certas coisas não tinham conserto, que a vida dele não seria mais o que um dia foi. Harry precisava fazer Malfoy ver que teria que conviver com aquilo; a maldição de ter sobrevivido. E queria principalmente ser deixado em paz.
E foi vendo toda a confusão que estava a vida de Malfoy, que ele se deu conta da confusão que estava sua própria vida. Estava perdido, e aquele era o seu limite, não podia mais viver daquele jeito. Precisava esquecer Ron, precisava seguir em frente, ou viveria como Draco Malfoy, com a ilusão de que tudo iria se consertar magicamente. Hermione estava certa, ele não podia mais continuar assim. E a verdade, é que não queria. Precisava pensar em si. Ron entenderia onde quer que estivesse, que Harry precisava seguir em frente. Por mais que doesse, ele precisava. Isso acaba hoje, ele pensou. Estava na hora de acabar, não só pra Draco Malfoy, mas pra ele também. Você quer que eu seja fez, não é Ron? Por favor, me deixa ser feliz.
Ele se levantou da cadeira, encarando o outro homem a sua frente.
_ Ok. Me leva até ele_ pediu calmamente. Não parecia que minutos atrás, estava a ponto de lançar uma maldição imperdoável no loiro a sua frente.
Acabaria logo com aquela insanidade. Provaria a Malfoy que Ron estava morto. Havia tomado a decisão mais difícil de toda sua vida. Não a de acompanhar Malfoy pra ir ao encontro do suposto Ron, pois sabia que não era seu amigo. Mas sim, a de fechar aquela porta para sempre. Por mais que doesse, por mais que lhe partisse o coração, Harry sabia que era hora. Era a hora de dizer adeus.
ooooooooooooooo
_ Eu não quero que você surte, ok?_ Malfoy disse a Harry, instantes antes de entrarem no pub ao qual ele o havia levado, onde o suposto Ron trabalhava.
Harry não disse nada. Já lhe custava muito estar ali participando daquela loucura. Preferia ignorar Malfoy, e tentar acabar com aquilo o mais rápido possível.
Os dois entraram, e o loiro o conduziu até o bar. Havia um rapaz loiro, de estatura média servindo os clientes. Harry olhou dele pra Malfoy com certo escárnio.
_ Então esse é o Ron?_ ele perguntou com sarcasmo_ Realmente idêntico. Você é uma piada, Malfoy. E por favor, fica longe de mim_ ele se virou para ir embora, mas Draco o impediu.
_ Espera. Eu venho aqui todas as noites há semanas, e ele quase sempre tá aqui. Talvez seja a folga dele_ ele se aproximou do atendente do bar, enquanto Harry estava mais atrás, esperando impaciente_ Boa noite, onde está o Michael?
_ Ele tá um pouco atrasado hoje, mas já deve estar vindo por aí...
Nesse instante, uma figura ruiva e alta apareceu pela porta de funcionários, que ficava atrás da bancada. Vinha esfregando as mãos uma na outra e suas bochechas estavam vermelhas por causa do frio. Ele tirou o casaco e o pendurou num dos suportes na parede.
_ Desculpe, Vince. Tive um imprevisto. Uma das janelas do meu quarto quebrou e tive que consertar_ ele disse um pouco sem graça.
_ Sem problema, cara_ Vince entregou o avental para Michael, e saiu pela mesma porta em que o ruivo havia entrado. Michael olhou para Malfoy pela primeira vez, desde que havia chegado. Sorriu.
_ Olha se não é o meu cliente mais fiel. Oi, Malfoy.
Draco sorriu de volta, mas não respondeu. Ao invés disso, se virou, e olhou para Harry, esperando.
Harry estava pálido. Acompanhou toda a cena da chegada do ruivo até aquele momento, sem dizer uma palavra. Era como se não soubesse mais como falar. Um bolo se formou em sua garganta, e seu corpo inteiro pareceu estar paralisado. O rapaz olhava pra ele com curiosidade, enquanto Harry o encarava. Então provavelmente, pela primeira vez na vida, ele conseguia ver claramente algo que Malfoy via. Entendeu todo o afinco demonstrado por Malfoy para lhe levar naquele lugar. Ele estava vendo ali diante de seus olhos, como se fosse um fantasma, só que bem real. Estava vendo. Ron.
ooooooooooooooo
N/A: Gente, sei que falei que atualizaria uma vez por mês, mas realmente dessa vez não foi minha culpa. Fiquei um tempo sem computador (algumas teclas do meu notebook pararam de funcionar), e só recentemente ganhei outro de uma grande amiga, então pude voltar a me dedicar a fic. Enfim, tá aí o capítulo cinco. Espero que gostem.
Alinebpv: Vou anotar sua dica, pode deixar. Muito obtigada pelo comentário e por gostar da fic. Bjks.
Michelle: Eu demorei tanto a atualizar, que entendo completamente você não lembrar mais. Rsrs Minha culpa. Espero que você continue gostando da fic, e que minhas atualizações não te assustem mais. :) Bjks.
Procopias: Que bom que você não desistiu da fic. Acho que esse capítulo vai saciar um pouquinho da sua curiosidade em relação ao que o Malfoy iria fazer. Tá ai, ele fez. Obrigada por acompanhar a fic, mesmo com meus atrasos. Bjks.
N/A2: Então é isso, gente. Espero que curtam, até a próxima. Beijos!
