8. Nada vai mudar

Michael atendeu mais um cliente naquela longa noite de quarta-feira e ele dava seu melhor para parecer simpático. Mas já fazia mais de uma semana que havia contado sua história para o tal Harry Potter, e até agora não havia tido respostas. Nem Harry Potter e nem mesmo Draco Malfoy, haviam voltado ao bar desde aquele dia. E as esperanças que Michael havia alimentado nos últimos dias, estavam começando a se dissipar.

Odiava aquela sensação. A de que o mundo estava ruindo sobre sua cabeça, a sensação de que tudo daria errado. Volta e meia ele sentia isso. Às vezes era um sentimento fraco, mas às vezes era assustador, como agora.

Ele olhou fixamente para a porta do bar por um tempo, até se dar conta de que mais uma noite estava se passando e ninguém entraria pela porta lhe dando boas notícias. No relógio da parede marcava 3:45 da manhã e em menos de uma hora, ele fecharia o bar. Sabia que aquela altura ninguém mais entraria pela porta.

Ficou lembrando as palavras de Zoe, dizendo pra ele não ter muitas esperanças. Ele ficou tão chateado com ela, mas aparentemente, ela estava certa. E ele havia se iludido feito uma criancinha. É claro que ele sabia que não teria respostas imediatas, mas imaginou que pelo menos algum contato dos outros dois, ele teria.

Devia ter pegado o telefone do tal Harry Potter, ele pensou. E se achou mais burro ainda por não ter o telefone de Draco Malfoy. Vinham conversando todos os dias por semanas, e ele nunca pensou em pegar o contato do outro rapaz. Suspirou e olhou desolado pelo bar.

Observou sem prestar atenção, os clientes que estavam no bar. Perdeu um pouco de tempo, olhando dois homens vestidos inteiramente de preto, sentados numa mesa do canto e que cochichavam, e lhe davam olhares de vez em quando. Era só o que faltava. Ele os ignorou e virou de costas para o bar, encostando o corpo na bancada. Olhou novamente para o relógio. 3:55.

Ao longo de seus anos com os Bennett, ele não passou por muitas frustrações, porque nunca teve nenhum indício de que se reuniria com sua família. Mas pela primeira vez em quatro anos, ele teve esperança. E agora, ela estava sendo arrancada dele aos poucos.

Então era isso que estava reservado a ele? Uma vida cheia de nada? Será que ele teria que aceitar que aquilo era tudo que ele iria ter? Nenhuma resposta. Nenhum passado. Nada.

Era isso que ele era antes? Nada. Ninguém.

Nada. Ninguém.

oooooooooooooo

_ Por que simplesmente não vamos até lá e contamos a verdade a ele?_ Draco Malfoy questionou mais uma vez.

Harry bufou, impaciente.

_ Nós já te explicamos, Malfoy. Não podemos jogar assim as coisas em cima dele_ Harry respondeu. Mas dentro dele, ele também queria ir correndo até Ron e contar tudo.

_ Já estamos nessa há mais de uma semana, Potter, e nada foi resolvido ainda.

_ Malfoy, ainda não decidimos como as coisas serão feitas. E de qualquer forma, Deeds só nos contou toda a verdade ontem. Precisávamos entender primeiro como as coisas aconteceram, até pra que assim, possamos explicar tudo ao Ron quando for a hora_ Kingsley argumentou com paciência.

Os três estavam reunidos, junto a Olho-Tonto Moody, numa sala de reuniões reservada no Ministério da Magia. Por Harry, Malfoy não estaria ali, mas o Harold Lencastre achou que por Malfoy ter sido o primeiro a se aproximar de Ron, ele precisava fazer parte daquilo. Talvez eles precisassem dele na hora de contar toda a verdade a Ron.

_ Já faz mais de uma semana que eu não vou na pocilga em que ele trabalha. E eu estava indo todos os dias. Ele vai estranhar, vai achar que alguma coisa aconteceu comigo_ Draco disse de maneira dramática.

_ Nossa, como você é importante, né Malfoy?_ Harry ironizou.

_ Não sei se sou importante, Potter, mas se não fosse por mim, ninguém nunca descobriria a verdade_ Draco respondeu, lançando a Harry um olhar de superioridade.

_ Você fala como se você estivesse procurando por ele. Você só teve sorte._ Harry rebateu irritado.

_ Isso não muda o fato de ter sido eu. Você só está com inveja, Potter_ Draco sorriu com deboche.

_ Já chega disso_ Olho-Tonto ordenou, quando Harry abriu a boca pra rebater_ Por favor, se comportem como adultos, senhores.

Harry lançou a Malfoy um olhar zangado, mas o loiro continuava a manter o sorriso de deboche no rosto.

_ Bom, já temos um pouco mais de informação, então vou me reunir com o Ministro assim que sair daqui e se ele der o aval, hoje mesmo vamos contar a verdade ao Ron_ disse Kingsley.

No dia anterior, depois de muita tortura psicológica feita por Olho-Tonto Moody, Deeds resolveu contar o que acontecera até o ponto em que ele fora preso pelos aurores. Ele disse que torturam Ron por alguns dias, e que quando fora preso, Ron ainda estava vivo. Mas não sabia o que tinha acontecido depois disso. Resolveu dizer que haviam matado o jovem, pois imaginou que os outros Comensais o fariam mais cedo ou mais tarde, e que o combinado era o corpo dele no mar, depois de o matarem.

Agora eles estavam ali, possivelmente a apenas algunas horas de contar toda a verdade a Ron. Harry sentiu seu coração disparar. Queria muito aquilo, passou os últimos dias sonhando com aquele momento, mas será que estava preparado? O que ele diria a Ron? Como o amigo reagiria? Será que o Ron que todos amavam, ainda estava lá?

Só tinha um jeito de saber.

oooooooooooooo

_ Você não vai comer?_ Elliot perguntou a Hermione aquela noite à mesa de jantar. Estavam no apartamento que dividiam e ele preparou um jantar especial pra ela.

Há meia hora atrás, Hermione havia recebido de Harry uma coruja, informando que ele, Kingsley, Moody, Malfoy e o Ministro da Magia, iriam interceptar Ron, assim que acabasse seu turno no trabalho para lhe contar a verdade sobre sua vida. Desde então, ela não conseguia se concentrar em nada, e a fome que sentia antes, havia sido substituída pelas famosas borboletas no estômago. Agora ela mexia o garfo na macarronada em seu prato.

_ Meu estômago está estranho_ ela disse apenas.

_ Você não está grávida, não é?_ Elliot brincou_ Combinamos de esperar cinco anos depois do casamento para começar a ter filhos e ainda nem nos casamos.

Hermione não conseguiu acompanhar ele na brincadeira. Ela fez uma careta e pousou o garfo sobre o prato. Se ele soubesse o que estava acontecendo, entenderia. Isso a fez pensar que ela precisava contar a ele. Elliot, como todo o mundo bruxo, sabia quem havia sido Ron Weasley, e principalmente, ele sabia que Ron havia sido o grande amor da vida dela.

Foi Elliot quem a consolou, quem a abraçou com força quando o mundo dela parecia que ia desabar. Ele conhecia todas as lágrimas dela, todas as feridas. Ela devia a verdade a ele.

_ Meu amor, qual o problema? Aconteceu alguma coisa?_ ele perguntou agora sério. Estendeu a mão sobre a mesa para apertar a dela. Hermione apertou a mão dele de volta.

Respirou fundo.

_ O Ron está vivo_ disse de uma vez.

_ O quê?!_ Elliot piscou algumas vezes. Ele deu um pequeno riso de nervoso, e então ao ver a expressão de Hermione, ficou sério novamente_ Do que você tá falando?

_ O Malfoy o encontrou há pouco mais de um mês num bar trouxa em Londres…

Ela então lhe contou tudo o que sabia até agora. Elliot ouviu estarrecido.

_… E agora Harry, Malfoy, Kingsley, Moody e o Harold Lencastre estão indo contar a verdade a ele.

_ Então não há nenhuma dúvida de que é mesmo ele?

_ Não, nenhuma_ Hermione suspirou e então os dois soltaram as mãos ao mesmo tempo.

_ Nossa, os Weasley devem estar nas nuvens_ ele disse pensativo_ Eles merecem essa felicidade, não é? E o Harry também deve estar muito feliz.

_ É, eles estão…

Houve um silêncio entre os dois, durou muito pouco, mas pareceu uma eternidade. Então, Elliot a encarou.

_ E você, está?_ Elliot perguntou, a encarando.

Hermione sabia que ele lhe peguntaria aquilo. Ela estava preparada e ao mesmo tempo não estava.

_ Eu não sei o que estou sentindo_ a jovem respondeu com sinceridade.

No primeiro momento, assim que soube a verdade, ela havia ficado tão feliz que poderia explodir. Era como se parte dela tivesse voltado. E realmente tinha. Mas com o passar dos dias, enquanto ia entendendo a magnitude daquilo, seu coração se encheu de angústia, de medo, de perguntas sem respostas. Saber que Ron estava vivo era a melhor notícia que já havia recebido na vida. Mas como seriam as coisas agora? Como ela reagiria assim que o reencontrasse? E Elliot, o que ele estava sentindo agora?

_ Você o amava, é natural que isso te afete_ Elliot falou com a voz um pouco quebrada_ Se isso muda alguma coisa entre nós, Hermione, eu entendo...

Hermione aproximou sua cadeira, ficando de frente para ele e segurou as mãos dele entre as suas. Os joelhos dos dois estavam encostados um no outro.

_ Não diga isso_ Hermione pediu um pouco chorosa.

_ Eu só estou dizendo que se você achar que pode ter a sua vida antiga de volta, e se você quiser, eu vou entender. Eu só preciso que seja honesta comigo e com os seus sentimentos, porque eu não quero me sentir inseguro…

_ Nada vai mudar_ Hermione afirmou, embora em seu interior, não tivesse certeza_ Eu amo você.

Ela entrelaçou os braços ao redor do pescoço dele, acariciou seus cabelos loiros e o beijou com ternura. Eles se abraçaram com força.

Elliot acariciou as costas dela e olhou fixamente para uma foto que os dois tiraram no dia em que fizeram um ano de namoro. Hermione a grudou na parede com uma mágica potente e disse na época "toda vez que eu passar por essa foto, vou lembrar do quanto você me faz sorrir". Na imagem os dois sorriam e acenavam para o fotógrafo. Aquele dia foi tão bom. Eles estavam tão felizes. Naquele dia em que comemoraram seu primeiro ano juntos, foi a primeira vez que ela disse que o amava. Ele já havia dito várias vezes antes. Elliot sempre teve em mente que ela precisava de tempo. Precisou de tempo para aceitar sair com ele, precisou de tempo para começar um relacionamento, precisou de tempo para dizer "eu te amo", precisou de tempo para aceitar morar com ele. E não foi diferente quando ele a pediu em casamento. Ela demorou alguns dias pra responder, mas no final das contas ela disse "sim", e naquele momento ele foi o homem mais feliz do mundo. Agora ele estava com o coração cheio de incertezas. Antes ele competia com as lembranças de alguém que havia morrido. Mas agora, será que conseguiria competir com as lembranças de alguém que estava vivo?

Hermione não tinha certeza de nada, mas ela não podia dizer isso a ele. Ela não podia dizer àquele cara que a amava tanto, que havia lhe proposto casamento, a quem ela havia dito sim, que o coração disparava só de ouvir falar no nome de Ron. Não poderia dizer que chorava baixinho todas as noites, desde que soubera que ele estava vivo. Isso partiria o coração de Elliot, e o dela também.

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Quando Michael chegou em casa eram quase 6h da manhã e ainda estava escuro. Ele sabia que estava sozinho, pois o Dr. Bennett estava de plantão no hospital, Danna estava passando o final de semana na casa do novo namorado, e Zoe tinha ido a uma festa, e quando Zoe ia a uma festa significava que ela não chegaria antes das 7h. Ela sempre aproveitava os plantões do Dr. Bennett para fazer o que quisesse, e ir à festas e voltar apenas no dia seguinte era uma dessas coisas. E agora que Michael e ela não estavam se falando muito, ela vinha saindo quase todas as noites. Muitas vezes ia de alguma festa direto pra faculdade. Mas Michael não reclamava. A verdade é que ele queria encontrar com ela o mínimo possível. Primeiro porque ainda estava magoado, e segundo, porque não queria olhar nos olhos dela e dizer que ela provavelmente estava certa sobre ele ter esperanças demais.

Ele colocou suas chaves na bancada da cozinha e como fazia todos os dias foi direto no armário de bebidas. Naquele momento mais do que nunca ele precisava beber alguma coisa. Pegou uma garrafa cheia de vodca e bebeu do gargalo. Aquilo havia se tornado um hábito. Ele sabia que não era saudável beber tanto, mas às vezes ele precisava se entorpecer e só a bebida ajudava. Estava pronto para outro grande gole, quando ouviu um barulho vindo da sala.

_ Zoe?_ chamou, mas não obteve resposta.

Michael olhou na direção da sala, e o cômodo estava escuro. A única luz que entrava era a da cozinha, que ele mesmo havia acendido quando chegara, mas ainda assim, não era o suficiente para iluminar. Ele caminhou devagar na direção da sala e parou no portal. O interruptor ficava do outro lado e antes de resolver ir até lá, ele tentou olhar através da escuridão daquele cômodo. A garrafa de vodca estava bem apertada em sua mão.

Então, olhando na escuridão, ele viu um vulto se mexendo rápido. Não teve tempo de pensar muito, apenas de se esquivar quando uma luz verde veio na sua direção. Ele caiu pro lado, ofegando, a garrafa de vodca rolou pro canto da sala. O que foi aquilo? Ele se perguntou, enquanto se arrastava pra trás do sofá. Tinha alguém na casa, o vulto era alguém e jogou nele uma espécie de raio verde. Como era possível? Michael olhou na direção da escada e pensou em correr, mas se o fizesse, seria um alvo fácil. Então olhou na direção da cozinha. Podia correr até lá e escapar pela porta que dava pro quintal. Mas teria que ser muito rápido pra fazer isso.

_ Lumos_ uma voz disse, se aproximando dele e ele gelou. Uma súbita luz veio de onde a voz falara. Ele precisava fazer alguma coisa.

Pegou o abajur grande, que estava na mesinha ao lado do sofá, e bateu com ele no intruso, na mesma hora em que esse o encontrou atrás do sofá. Na hora em que o homem caiu no chão, Michal o reconheceu. Era um dos homens do bar, que o encaravam enquando ele remoía o fato de não ter nenhuma resposta de Harry Potter. Ele só teve um segundo pra tentar entender o que estava acontecendo, quando precisou se jogar no chão, pois outro raio verde veio em sua direção vindo de outro canto da sala. Se valesse dinheiro, ele podia apostar que quem jogou o raio dessa vez, era o outro homem do bar, o companheiro do que ele havia acabado de nocautear. Afinal, quem mais poderia ser? Como eles estavam lançando aqueles raios, ele não imaginava.

Ele correu na direção da cozinha, pulando por cima do homem no chão, mas então sentiu algo atingir sua costa e ele foi atirado contra a parede. Ele foi da parede ao encontro do chão com tanta força, que por um instante não conseguiu respirar. Tinha certeza que fora atingido por um dos raios.

Michael se curvou no chão, buscando ar e pôde sentir um dos homens se aproximar dele. O homem o segurou pelos cabelos e levantou seu rosto. Era mesmo o outro cara do bar. Ele tinha um bafo de bebida e uma cicatriz no rosto enrugado.

_ Finalmente eu vou acabar com você, Weasley_ o homem disse, segurando os cabelos dele numa mão e com a outra apontava algo que parecia um graveto polido na direção de seu peito_ Eu sempre soube que você não estava morto. Era só questão de tempo até um dos seus amiguinhos idiotas nos trazerem até você. Demorou quatro anos, mas finalmente...

Michael não conseguiu entender, mas não era hora pra tentar entender nada. Ele levou as mãos até o pescoço do homem e o apertou com força. O estranho soltou o obejto de madeira que segurava e arregalou os olhos. Michael então o empurrou contra a parede, enquanto apertava seu pescoço. Nesse instante, ele sentiu uma dor tão horrível, que acabou soltando o homem.

Era como se facas estivessem sendo enfiadas em seu corpo. Várias facas ao mesmo tempo. Em cada pedacinho dele. Ele se contorceu e caiu no chão gritando. A dor era tão forte, que por um instante ele desejou morrer. E o pior de tudo, é que sabia que não estava sentindo aquilo pela primeira vez.

_ Sentiu saudades da Maldição Cruciatus, Weasley?_ uma outra voz perguntou. E mesmo no meio de sua dor, ele soube que se tratava do homem que ele havia derrubado com o abajour.

_ Ela costumava ser bem presente na sua vida há alguns anos atrás_ o outro disse, massagenado o pescoço_ Nós íamos te matar rápido. Mas acho que vamos te dar mais alguns meses de sofrimento. Quem sabe assim você aprende a...

Ele não terminou de falar. Alguém gritou "estupefaça" do outro lado da sala, e o homem foi atirado em cima do outro, e nesse instante a dor de Michael parou. Não completamente, pois ele sentia ela ainda pulsando em seu corpo, mas como se fosse apenas um vestígio da dor anterior.

Michael ficou estirado no chão, respirando pesadamente e sentindo como se seu corpo tivesse sido chacoalhado de um lado para o outro por tempo demais. Ele não sabia exatamente o que estava acontecendo, além do fato de ter sido atacado. Agora tinham novas vozes e correria pela casa, ele podia ouvir os passos ao seu redor. Mas mesmo assim, era incapaz de se mexer. Quem quer que estievesse na casa dos Bennett agora, se quisesse fazer mal a ele, não teria dificuldade alguma.

_ Kingsley, Moody, revistem a casa toda. Pode haver mais deles escondidos_ uma voz autoritária disse e em seguida, o ruivo conseguiu assimilar dois pares de pernas se afastarem pela casa_ Potter, Malfoy vejam se o Weasley está bem. Eu vou me encarregar de manter esses dois bem presos.

_ Sim, Ministro_ uma outra voz disse e apesar de estar tonto e fraco, Michael conseguiu reconhecê-la. Era Harry Potter.

Ele viu através de sua visão embaçada um homem parado a alguns passos dele. O homem também segurava o que parecia ser um graveto e do graveto começaram a sair correntes que se enrolaram nos dois intrusos caídos na sala. Se ele não estivesse deitado no chão, imóvel, pois se mexer doía, com certeza ele teria dado um pulo.

Olhou para cima e pôde reconhecer Harry Potter e Draco Malfoy, ajoelhados um de cada lado dele.

_ Você está bem, Ron?_ Harry perguntou_ Ainda bem que chegamos a tempo de ver os Comensais entrando aqui.

Ron? Harry Potter estava falando com ele e o chamara de Ron. Anteriormente, os homens que o atacaram o chamaram de Weasley.

_ Você vai ficar bem, Weasley. Não se preocupe_ agora era Malfoy quem falava.

_ O que... o que está havendo?_ Michael perguntou com a voz fraca.

O homem a quem eles chamaram de Ministro se aproximou. Michael pôde observá-lo do chão, onde ainda estava deitado. O desespero estava começando a tomar conta dele.

_ Não era para as coisas acontecerem assim_ o tal Ministro falou e apontou o objeto de madeira pra ele_ Descanse primeiro, tudo vai estar melhor amanhã.

Michael arregalou os olhos, lágrimas começaram a rolar por suas bochechas e ele começou a hiperventilar. Ele ouviu a voz de Harry Potter ao seu lado, dizendo baixinho "Está tudo bem, confie em nós".

_ Somnus_ o Ministro disse e foi a última coisa que Michael ouviu antes de cair num sono profundo.

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N/A: Capítulo 8, gente. Espero que gostem, pois eu gostei muito de escrever.

Ninebp: Que bom que a minha fic te ajuda de alguma forma nesses momentos difíceis. Espero que esse capítulo faça um bom trabalho te animando. Obrigada pela review. Bjks!

L. Ravenclaw: Pronto. Tá aí o capítulo 8 pra acabar com a sua ansiedade. Rsrs Que bom que está gostando, L. Bjks e obrigada por comentar!

Nandasf: Fics RonMione são minha paixão também, tanto que só escrevo sobre eles. Hahaha! Que bom que tá gostando e tá aí mais um capítulo. Obrigada pela review. Bjks!

N/A 2: Recebi no meu e-mail algumas notificações de pessoas que começaram a seguir a fic e colocaram nos favoritos. Queria pedir pra essas pessoas comentarem também. Não vou deixar de postar, independente de ter comentários ou não, mas reviews sempre animam. ;)

N/A 3: Tem coisas para serem explicadas ainda e não se preocupem, elas serão. Então espero que não estejam muito confusos.

Então é isso, gente. Espero que gostem e até a próxima. Beijão!