Nota da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo, espero que gostem. Bjs :D
S.L.
Capitulo 20
A Carta de James
Chegaram a Hogwarts quase na hora do almoço. Eles se tinham atrasado muito devido à busca incessante pelo presente do Slytherin. Correram até ao interior do castelo, tentando escapar à chuva gelada, que caía copiosamente sob suas cabeças.
Ao entrarem, repararam que os enfeites natalícios tinham sido retirados pelos elfos domésticos. Viram Hagrid recolhendo a ultima árvore. Trocaram umas palavras, o meio gigante saindo do castelo.
– Vou primeiro guardar o presente e depois vou para a biblioteca. – Informou James à amiga, que tinha as bochechas e o pequeno nariz vermelhos pelo frio.
– Eu vou com você. – Disse Lily, enquanto subiam as Grandes Escadarias – Tenho de guardar também o meu.
James acenou e caminharam em direção da Sala Comunal de Gryffindor. Passaram por muitos de seus colegas, que já estavam descendo para o Salão Principal. Conversavam em surdina, comentando se Snape iria gostar do colar. Ambos estavam um pouco apreensivos como seria sua reação. Disseram automaticamente a senha ao retrato da Dama Gorda, que se afastou, mostrando a passagem. Entraram e se dirigiram para seus dormitórios.
Atirou para o chão o sobretudo, sendo seguido pelo cachecol, as luvas e o gorro encharcados, sabendo que os elfos já iriam buscar as peças de roupa. Guardou o presente de seu namorado na primeira gaveta do criado mudo, onde se encontravam alguns knuts abandonados, um livro gasto de "Quadribol Através dos Séculos", penas e pergaminhos novos e prontos para serem utilizados, um frasco de tinta fechado, e cartas que recebia de seus pais, juntamente com a bolsa de moedas.
Saiu do dormitório, andando apressado para o Salão Comunal. Pensava sobre Sirius e Severus, precisava ajudá-los. Desceu as escadas e viu Lily o esperando, só de uniforme. Trocando sorrisos, saíram pelo retrato em direção à biblioteca, que era no corredor do primeiro andar. As escadas se moviam de lugar o tempo todo, mas o pior dia era as sextas feiras. Desceram rapidamente, evitando o degrau falso dessa escadaria. Viram Peeves pregando uma peça a um aluno do primeiro ano, o poltergeist estava encostado a uma parede, fingindo que era uma porta e o aluno, um menino Hufflepuff de cabelos castanhos, tentava abrir a maçaneta, mas sem sucesso.
– Peeves! – Gritou James, conhecendo há muito a brincadeira, e o poltergeist se afastou da parede. O menino gritou de susto e desceu as escadas com uma rapidez que surpreendeu os dois Gryffindors. Lily se endireitou ao ver Peeves à frente deles, mas o poltergeist a ignorou, se dirigindo para o Gryffindor com um sorriso maroto:
– Como vai, Prongs? – Potter deu um sorriso semelhante, cheio de malícia, que assustou a ruiva, e falou:
– Você sabe que o Barão Sangrento está por perto? – Mentiu o Gryffindor, vendo como a expressão risonha de Peeves mudava rapidamente. O poltergeist olhou para os lados, nervoso, e falou:
– Onde viu sua senhoria? – Lily observava o intercâmbio, entre divertida e chocada. Sabia que Peeves tinha receio do Barão Sangrento, o fantasma de Slytherin, mas nunca tinha observado de perto seu medo. O poltergeist parecia ter perdido cor, se tal era possível. James e Peeves trocaram mais algumas palavras, o poltergeist agradecendo por fim, lhes fazendo uma vênia, e se afastando rapidamente. Ao se verem sozinhos, Lily olhou para o Maroto e falou, espantada:
– Eu não acredito que você pregou uma peça em Peeves! - James soltou uma gargalhada ao ouvir essas palavras e deu um sorriso travesso. Lily abanou a cabeça, com um sorriso no rosto.
Ignoraram as portas travessas, as paredes que fingiam ser portas, e continuaram seu caminho. Tiveram atenção às escadas, para que elas não mudassem de lugar e entraram no corredor do primeiro andar, vendo a entrada da biblioteca. Alguns alunos estavam saindo pela porta, com livros nos braços enquanto conversavam. Entraram silenciosamente, não querendo levar uma reprimenda da bibliotecária. Madame Pince era uma mulher rígida e desconfiada, sempre atenta a seus preciosos livros.
Os livros da biblioteca tinham vários feitiços sobre eles para impedir os estudantes de desfigura-los ou roubá-los. E se a bibliotecária descobrisse que tinham machucado algum livro, estavam expulsos da biblioteca, para sempre. Avançaram em direção às mesas de estudo, atrás de umas estantes rodeadas de livros antiquados, onde escutavam vozes sussurando. Espreitaram por entre as estantes, e viram seus amigos em uma das mesas redondadas, arrumando seus pertences.
–Oi! – Cumprimentou James, avisando sua presença. Todos olharam para eles, ignorando os livros da biblioteca levitando da mesa e pousando nas estantes.
–Oi! – Responderam, Severus se aproximou de seu namorado e olhe deu um selinho nos lábios.
– Você demorou. – Repreendeu, de sobrolho franzido.
– Me desculpe. – Pediu James, vendo a preocupação do Slytherin. – O tempo piorou e a carruagem andava muito lentamente.
Com os livros nos braços, Snape avisou:
– Tá bom, mas veja se para a próxima chega mais cedo.
– Sim, querido. – Prometeu James, vendo a tensão no corpo de seu namorado. Severus se afastou, agradecendo rapidamente pela manhã agradável. Ao ver seu namorado saindo da biblioteca, se virou para seus amigos e perguntou, preocupado:
– Que aconteceu com Severus? Porque ele está chateado?
– Penso que é por causa de Regulus. – Respondeu Marlene, terminando de guardar os livros em sua bolsa. – Está preocupado com ele.
– E tem razões para isso! – Comentou Lily – Regulus foi ameaçado por sua própria mãe. Ninguém sabe o que ela lhe poderá fazer!
Se viraram para Sirius, que arrumava suas penas na mochila. Black não queria falar para seus amigos sobre sua mãe e sabia que seu irmão iria sofrer muito se regressasse àquela casa, e não sabia o que fazer para ajudar seu irmão. Ele não o odiava, só estava chateado por Regulus ser um Slytherin, por ele se agarrar tão firmemente às crenças impostas por seus pais. Felizmente, ele iria, no final do ano, para a casa dos Potters a convite de Fleamont, pai de James. O Sr. e a Srª Potter eram pessoas maravilhosas, que não se importavam com seu apelido.
– Sirius! – Gritou Lily, o tirando de seus pensamentos. Fechando sua mochila, respondeu:
– Sim, ruivinha?
– Não me chame de ruivinha! – Exclamou a garota, aborrecida – Você tem de ajudar seu irmão! Ele precisa de você!
– Eu não posso fazer nada por ele! – Gritou, ignorando a pontada de dor em seu peito.
– Pode sim! – Insistiu Lily, aumentando o tom de voz. Escutaram um "chiu" raivoso e o rosto zangado de Madame Pince surgiu por detrás das estantes.
– Me desculpe, Madame Pince. – Sussurrou a garota, envergonhada, ao mesmo tempo que via Sirius avançando rapidamente para a porta. Remus observou seu namorado, preocupado, e correu atrás dele. Lily suspirou, furiosa, e avançou a passos largos atrás de seu colega. James e Marlene se entreolharam, percebendo que ela não iria desistir. Correram para fora da biblioteca, ignorando os resmungos da bibliotecária, e ouviram um dos gritos agudos de Lily:
– Sirius Orion Black, pare imediatamente! – Estacaram à porta, vendo a garota no meio do corredor, seu uniforme de movimentando segundo seus gestos. Sirius se virou, zangado com sua insistência, e exclamou:
– Me deixe em paz, Evans!
– Não, não deixo – Insistiu ela – Você tem de ajudar seu irmão!
– Como? – Gritou ele, em resposta – Mesmo que quisesse, não poderia ajudá-lo! Regulus é menor de idade e está sob os cuidados de meus pais! Eu não tenho acesso ao meu cofre por ordem de minha mãe, mesmo sendo maior de idade! Comprei todos os meus materiais com ajuda dos pais de James! Que quer que eu faça? Que pegue nele e morramos de fome na rua? Eu não posso ajudá-lo!
Sua voz exaltada ecoou ao longo do corredor. Um silêncio tenso pairou sobre eles, enquanto tentavam absorver as palavras do Black mais velho.
– Você tem amigos que podem ajudá-lo. – Falou Lily, um pouco mais calma, tentando levá-lo à razão – Você e seu irmão podiam morar com um de nós por uns tempos, até você arranjar um emprego e uma casa para morarem.
– Eu vou morar com os Potters. – Informou ele, um pouco mais calmo, sentindo seu namorado se aproximando e tocando em seu ombro, tentando acalmá-lo – Não posso levar Reg comigo!
– Tenho certeza que meus pais não se importariam! – Interveio James, em apoio a sua amiga. Odiava ver Sirius sofrendo e, por sua postura tensa, percebeu que estava sufocando há muito seus receios.
– Não quero ser um estorvo. – Admitiu ele, suspirando de seguida – E muito menos um peso para seus pais.
– Minha Mansão é enorme! – Insistiu o Maroto, se aproximando de seu melhor amigo, que se calou e o observou com tristeza – Tem tantos quartos que poderia levar toda a Casa de Gryffindor para dormir lá! Só preciso de informar meus pais! Tenho certeza que, quando acabarem as aulas, já tem um quarto pronto para vocês.
Os ombros de Padfoot tremiam freneticamente e seu lábio inferior estremeceu. Percebendo seu estado de nervos, James o puxou para si e o abraçou. Viu a angústia estampada no rosto de Remus, que não gostava de ver seu namorado sofrendo. Sentiu Sirius encostando a cabeça em seu ombro e, ao escutar o choro abafado, desesperado, percebeu que há muito tempo ele tinha essa dor acumulada dentro de si e permitiu que ele desabafasse.
OoOoO
Demorou bastante tempo para que Sirius acalmasse. Lily também tinha começado a chorar pela discussão que tiveram. Estava muito preocupada com o caçula dos Black. Regulus era dos poucos Slytherins que nunca a tinha chamado de "sangue ruim". Ela sabia que Sirius adorava seu irmão, e tentaria fazer de tudo para que ambos ficassem bem.
– Me desculpe. – Balbuciou Lily, vendo a tristeza nos olhos cinzas de Sirius – Eu não deveria ter insistido. Mas é que não acho justo vocês sofrerem desse jeito. Vocês merecem ser felizes.
O Maroto fungou, os olhos avermelhados pelo choro e limpou as lágrimas com as mãos. Suspirou várias vezes, tentando se acalmar.
– Não tem problema, Lily. – Respondeu ele, sua voz saindo sem emoção – Sei que tem razão, mas não sei o que fazer…
– A gente vai ajudar vocês. – Prometeu a garota, solene. Os restantes concordaram, sabendo como os irmãos Black iriam precisar de toda a ajuda possível. Levaram-nos até aos banheiros e eles entraram. Lavaram seus rostos e lançaram uns feitiços para que seus olhos ficassem menos vermelhos. Lily se maquiou com a ajuda de sua companheira, para esconder o rubor de seu rosto pálido. Mais calmos, Sirius e Lily seguiram-nos em direção ao Salão Principal, sendo abraçados possessivamente por seus companheiros. Entraram no Salão repleto de pessoas, que os olharam. Eles eram um grupo popular mas, naquele momento, não desejavam sê-lo. Não queriam que seus colegas soubessem que Sirius tinha chorado. O Black tinha um papel a representar, que seria rapidamente destruído. Certamente, se os Slytherin soubessem da fraqueza do Maroto, enviariam uma carta a seus cais que, por sua vez informariam os Black. E, em menos de dois dias, receberia um novo berrador, com Walburga gritando que ele era a vergonha da família.
Sirius se endireitou, entrelaçando sua mão na de Remus, e caminhou altivamente em direção à mesa dos leões. James espiou para a mesa de Slytherin e viu seu namorado ao lado de Regulus, que os observavam, cautelosos. O rosto de Severus estava tenso, preocupado.
Se sentou na mesa, ao lado de Remus e escolheu um delicioso crepe de legumes com arroz, e um delicioso suco de abóbora. Escutou Lily informando seus amigos de como tinha corrido a visita a Gringotts e todos ficaram contentes por Severus ter uma possibilidade de ser autossuficiente financeiramente.
James observava Severus pelo ombro, que conversava em surdina com Regulus. Percebeu que seria melhor que os dois amigos passassem a tarde juntos, para conversarem. De certeza que Regulus s sentia sozinho. Voltava rapidamente o rosto, vendo Remus pedindo para seu namorado comer. Sirius comia lentamente um delicioso Bife Wellington fatiado, uma preparação de bife de file revestido com patê de fois grãs e duxelles, enrolado em massa folhada e assado, e era imitado por seu namorado. Terminaram de almoçar e Sirius perguntou, enquanto se levantava:
– Vou passear com Remus no Lago Negro, alguém quer vir?
– Eu e Lily estávamos pensando em ficar no dormitório. – Se desculpou Marlene –
Preciso de ter um tempo com ela, entende?
– Perfeitamente. – Respondeu Remus, sorrindo calorosamente para elas. Se virou para o amigo e perguntou:
– E você, Prongs?
Percebendo que seus amigos precisavam de um tempo sozinhos, e não queria estar no meio deles como uma vela, James respondeu rapidamente:
– Eu vou enviar uma carta a meu pai. Há algum tempo que não lhe escrevo e deve estar preocupado. E vou aproveitar e descansar um pouco. Vou pedir a Severus que fique com Regulus – Viu como Sirius se tencionava ao escutar o nome do irmão, mas continuou – Ele está precisando de um ombro amigo.
Se despediram e o Maroto se dirigiu para seu namorado, que se levantou ao vê-lo:
– Aconteceu alguma coisa, James?
– Nada, não. – Respondeu, olhando para o caçula, que tinha os olhos no chão. Puxou seu namorado para perto da parede e lhe perguntou:
– Como ele está?
– Nada bem. – Respondeu Severus, em tom preocupado – Está aterrorizado com a ameaça da mãe. Teme não sair vivo daquela casa.
– Eu vou escrever para meu pai. – Informou o Gryffindor – Vou-lhe falar da situação. Tentarei ajudá-lo no que puder. Se quiser, pode ficar o resto do dia com ele, para que não fique sozinho. A gente se encontra mais tarde.
Os olhos negros se iluminaram e Snape sorriu, agradecendo:
– Obrigado, James. – Trocaram um selinho e se afastaram. Antes de sair, viu Severus colocando uma mão no ombro de Regulus, enquanto conversavam. Se dirigiu para o Salão Comunal, sentindo uma leveza inexplicável em seu peito. Os corredores até ao sétimo andar estavam desertos e Potter aproveitou para pensar no que escrevera a seu pai. Esperava que ele pudesse ajudá-los. Todos temiam o que poderia acontecer com Regulus Black. Nunca contara a ninguém, a pedido de Sirius, o que Walburga lhes infligia. Mas era doloroso escutar de seu melhor amigo, que ele e seu irmão eram submetidos às Maldições Cruciatus e Imperiuscomo castigo. A Srª Black adorava incutir medo em seus filhos, para controlá-los melhor. James sempre o quisera ajudar, mas essas maldições não deixavam marcas físicas e, por isso, era muito complicado provar como ela os tratava. Disse a senha à Dama Gorda, que se afastou, e entrou pela porta do retrato.
Ignorando os estudantes que se encontravam nos sofás e nas mesas descansando, subiu as escadas em espiral, e entrou no corredor. Caminhou até ao dormitório do sétimo ano e entrou, vendo que estava vazio. Se dirigiu seu criado mudo e retirou um pergaminho, juntamente com um frasco fechado de tinta e uma pena vermelha. Puxou um livro de Herbologia e se deitou na cama de barriga para baixo. Sozinho, no dormitório iluminado, começou escrevendo:
Querido Pai,
Como você e mamãe se encontram? Tudo bem com vocês?
Desde a ultima carta que enviei a vocês, antes das férias, muita coisa mudou em minha vida, mesmo. Se lembra daquele garoto Slytherin que estava sempre falando em casa? A gente se aproximou e começou namorando. Incrível, né?
Foi um pouco difícil convencer aquela cabeça dura de que o amava, mas consegui, e não estou arrependido. Eu o amo muito.
Nossa relação tem andado muito bem, os Slytherins já intervieram, preocupados com Severus, mas já está tudo resolvido. Nunca pensei que eles se preocupassem muito uns com os outros. Embora estejam deixando Regulus de lado depois de sua luta com Sirius. É verdade, eles deram uma surra ao mais estilo Muggle em Hogsmeade. Mas, desde essa altura que não tem havido mais discussões entre Casas.
Há outra coisa que precisa de saber, Sirius está completando a maioridade, mas não quer regressar a casa. Principalmente depois do que aconteceu entre ele e Regulus. Sua mãe lhes enviou um berrador, os ameaçando, principalmente Regulus, e minha amiga nascida Muggle, Lily, aquela que vos falei, está preocupada com a segurança deles.
Sinceramente, eu também estou. A Srº Black me parece muito louca e não sei o que lhes poderá fazer, principalmente a Regulus. Você sabe dos abusos físicos e psicológicos que eles recebem em casa. Embora seja difícil de provar, gostaria que tentasse ajudá-los , pai. Não há forma de Sirius e Regulus de exigirem suas contas bancárias em Gringotts só em seus nomes? Para terem uma forma de se cuidarem sozinhos no futuro?
Também preciso de outro favor, pai, Severus e sua mãe, Eilleen Prince, casada com Tobias Snape, são os últimos herdeiros vivos da Casa Prince, mas como a Srª Snape se casou com um Muggle, seus pais a deserdaram. Severus vive muito mal, seu pai é como a mãe de Sirius, abusivo com ambos, enão têm muito dinheiro para viverem confortáveis.
Eu e Lily já fomos a Gringotts e nos disseram que Severus tem de fazer uma prova de sangue. Se o cofre abrir, é aceite como herdeiro, se não abrir, perderá tudo e, quando falecer, todo o dinheiro irá para o Ministério. Não há outra forma de se provar que ele é um Prince, mesmo não tendo o apelido?
Eu queria muito ajudar eles. Você pode tentar saber um pouco mais, por favor? Como Chefe do Departamento de Aurors, tem acesso a informações que mais ninguém tem.
Você recebeu a nota da loja? Não é engano. Eu comprei um colar com um medalhão, um presente para meu namorado.
Gostaria de enviar mais cartas, mas sei que "eles" estão vigiando a Mansão. Espero que tenham cuidado. Amo muito vocês.
Espero receber uma resposta em breve
Seu filho,
James
Se ergueu e guardou a carta em um envelope. Estava escrevendo a morada de sua casa, quando escutou um ruído na janela. Olhou, vendo que era sua coruja, batia rapidamente suas asas, esperando por seu dono. Pegou na varinha e apontou para a janela, a abrindo. A coruja sobrevoou o dormitório e pousou em seu ombro. James acariciou as penas, sentindo como a coruja se roçava contra sua mão. Acabou de escrever a morada e cumprimentou:
– Oi, Eleazar! – A coruja piou em resposta. Ele a tinha comprado antes de sua entrada em Hogwarts. Era sua única companhia quando estava sozinho, nas noites de verão, antes da chegada de Sirius, Remus e Peter para passarem o resto das férias juntos. – Preciso que você entregue essa carta a meu pai.
A coruja piou, percebendo suas palavras, e estendeu a pata. James atou a correspondência e se dirigiu para a janela. Afagando uma ultima vez suas penas, permitiu que ela voasse em direção à Mansão Potter. Guardou seus pertences na gaveta e bocejou, se sentindo cansado. Tinha jogado Snap Explosivo com os Marotos até às três da manhã e se levantara cedo de manhã para comprar o presente para seu namorado. Se deitou na cama, ajeitando o travesseiro e as cortinas e fechou os olhos, adormecendo de imediato.
Continua…
Nota da Autora: Oi! Me desculpem a demora mas, não pude postar mais cedo. Mas espero que tenham gostado do capitulo.
Que acharam da peça que James fez a Peeves? E sobre a carta?
Me digam nos comentários, por favor. Bjs :D
