Nota da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo, espero que gostem. Bjs :D

S.L.

Capítulo 23

Um Domingo entre Amigos

Já passava das onze horas e James estava deitado na cama, com os lençóis tapando sua cabeça e dormindo profundamente. Sonhava com Severus, se encontravam nas masmorras do castelo, onde trocavam beijos apaixonados e muitas carícias. Tinha chegado tarde da noite ao dormitório, se despira silenciosamente e se deitara, tentando não acordar seus colegas. Severus não o tinha largado durante todo o encontro, aproveitando aquele momento para conversarem e desabafarem um com o outro. Dissera que tinha enviado uma carta a seu pai, dizendo que só tinha escrito sobre a situação de Sirius e Regulus. Revelaria, mais tarde, que também o tinha mencionado. Queria que fosse uma surpresa para seu aniversário.

Severus tinha ficado mais calmo, sabendo que Fleamont Potter, o Chefe do Departamento de Aurors, podia ajudar os irmãos Black.

– Acorde, seu dorminhoco! – Gritou Sirius e sentiu um peso em cima de si.

– Pare com isso, Pad! – Exclamou Remus, vendo seu amigo se debatendo e murmurando ao mesmo tempo – Pode machucá-lo!

– Me deixe dormir… – Resmungou James, tentando tirá-lo de cima de si, e Sirius respondeu:

– Foi por você ter deixado meu cabelo loiro ontem à noite, veado. – James abriu os olhos e exclamou:

– É cervo, Padfoot! Cervo! – Viu seu melhor amigo deitado em suas costas, seus cabelos negros como carvão. Soube de imediato que seus amigos tinham ido a Madame Pomfrey, que o tratara de imediato, mas, obviamente, tinha de haver uma retaliação por parte de Sirius. Tentou se mexer, mas o peso de seu amigo o impedia. – Que você quer?

– Que me peça perdão por ter estragado meu precioso cabelo. – Respondeu o Maroto. Remus revirou os olhos e afagou as penas de Eleazar, enquanto dizia:

– Vai ter de esperar um pouco, Eleazar. As crianças têm de brincar primeiro.

– Eleazar? – Perguntou James, olhando finalmente para Remus e vendo sua coruja em seu ombro desnudo e que estendia um envelope fechado em sua direção. Elezar piou em resposta e voou para as costas de Sirius, penicando seu traseiro.

– Ai! – Gritou o Maroto, saltando da cama ao mesmo tempo que esfregava uma nádega. – Não acredito que você fez isso comigo! Já não dou mais sementes para você!

James e Remus riram da expressão espantada de Padfoot e a ave lhe deitou um olhar altivo. Se virou para seu dono, vendo ele se endireitando e oferecendo seu braço.

Pousou suavemente, recebendo carinho em resposta e piou, satisfeito.

– Bom dia, Eleazar. – Cumprimentou James, sentindo como sua ave roçava a cabeça em sua mão. – Trouxe a resposta de meu pai?

A coruja piou e ele retirou a carta, percebendo o olhar afiado que lhe deitava a Sirius.

– Ele só estava brincando comigo. – Falou, vendo a tensão de seu animal – Não estava me machucando.

Eleazar bicou carinhosamente um dedo de sua mão e voou para Sirius, bicando suavemente sua orelha. O Maroto deu uma risada, afagando suas penas e comentou, olhando para a coruja:

– Você tem mesmo um fiel companheiro, Prongs.

– Eu sei. – Respondeu James, vendo sua coruja se dirigindo para a janela como um borrão. Por fim, pegou nos óculos que estavam pousados no criado mudo e os colocou rapidamente no rosto. Rasgou o envelope sob o olhar curioso de seus amigos e a letra redonda de seu pai surgiu à sua frente.

"Querido James,

Eu e sua mãe nos encontramos bem, só com uma pequena gripe. O que é normal nesse tempo.

É verdade que você já não escrevia há algum tempo, mas pensámos que estivesse ocupado por excesso de trabalhos de seus professores e não queríamos aborrecê-lo.

Quanto a "eles", as proteções da Mansão têm conseguido proteger-nos e a gente não tem visto nada desde o Natal.

A gente ficou espantada ao saber que você está namorando. É bom saber que, finalmente, você amadureceu e deixou todas essas brincadeiras infantis de lado. Já estava na hora! Sua mãe está orgulhosa de você e eu espero sinceramente que esteja feliz. Que bom que você avisou da compra, sua mãe me mataria se descobrisse na conta uma joia que não tivesse sido comprada para ela. Sabe como são as mulheres. Pelo que eu li da carta, acho muito bem que você mime um pouco seu namorado, que ele merece. Eu e sua mãe desejamos conhecê-lo, e lhe agradecer por ter colocado um pouco de juízo nessa cabeça dura.

É bom saber que essas rixas entre Gryffindors e Slytherins estão sendo deixadas de lado. O Mundo Mágico não precisa de mais jovens revoltados com a vida, com nossa sociedade. Sabe que é por isso que grande parte se torna Comensal da Morte? Foi um pouco chocante, pois a gente pensava que era só por prestígio e poder.

Estou muito preocupado com sua revelação. Sei que os Blacks são pessoas difíceis, mas ameaçarem de morte seus próprios filhos? Óbvio que Sirius e Regulus podem morar com a gente! Serão muito bem vindos!

Conversei com o Chefe dos Goblins e ele disse que Sirius, se for a Gringotts e prove que é maior de idade, nada o impede de aceder a seu cofre, nem mesmo sua mãe.

Todos os bruxos legalmente adultos têm automaticamente acesso a seu cofre, e só eles podem mexer em seus pertences. É uma política dos Goblins.

Quanto à situação de Regulus, tem se provar, de fato, que existem ou existiram maus-tratos físicos e psicológicos por parte de seus pais. Sabe que o Wizengamot só trabalha com provas.

Estou abrindo uma queixa-crime contra os Blacks, em nome de Sirius, e terei de conversar com ele e seu irmão, preciso de saber tudo o que aconteceu. As provas serão arranjadas posteriormente.

Mas, nesse momento, vocês só tem de se preocupar com os NIEMS. Em relação a seu namorado, Severus, como é um descendente da já extinta família Prince, terá de realizar uma prova de sangue quando atingir a maioridade, se ainda não a tiver, terá de fazer uma prova de sangue e, se o cofre abrir, todo seu conteúdo será seu. (Pessoalmente, penso que o cofre pode abrir pois seu namorado é herdeiro direto, sangue Prince. Os Goblins também pensam o mesmo, pois não há restrições para com seu nome, mas não lhe quero dar falsas esperanças).

Eileen Prince, sua mãe, não poderá, nunca mais, ter acesso à fortuna de sua família, pois foi deserdada magicamente de sua árvore genealógica. Pedi a uns amigos para descobrirem onde mora seu namorado e a mãe, e iremos ajudá-los.

Em breve, terá mais notícias minhas.

Fique bem,

Seu pai"

James, quanto terminou a carta, olhou para Sirius, que estava sentado na borda de sua cama. Ele e Remus o olhavam com curiosidade, querendo saber o que estava na carta. Deu um largo sorriso e revelou:

– Meu pai está tentando arranjar provas contra os maus tratos impostos por sua mãe. Seu pai será declarado como cúmplice, por nunca ter ajudado vocês. Você terá de conversar com meu pai, mas posso lhe assegurar que você irá morar com a gente no final da escola.

Os olhos de Sirius brilharam e ele sorriu, emocionado. Fazendo um esforço para não chorar, se dirigiu para James e o abraçou com força, sussurrando em seu ouvido:

– Obrigado, Prongs.

– Sempre às ordens, companheiro. – Respondeu o Maroto, retribuindo o abraço, escutando a voz trêmula de seu amigo. Se afastaram e Sirius se ergueu da cama. Se colocou ao lado de seu namorado, que o abraçou protetoramente. Antes que alguém pudesse conversar, a porta do banheiro se abriu, revelando uma enorme nuvem de ar quente.

A figura alta e desengonçada de Frank Longbottom surgiu pelo meio da nuvem, já vestido. Seu cabelo liso e molhado escondia suas enormes orelhas e parte de seu rosto. Com a mão, ajeitou alguns fios, para ver melhor e cumprimentou:

– Oi, James.

– Oi, Frank. – Disse, enquanto guardava a carta no criado mudo e se levantava. – Tudo bom com você?

– Tudo ótimo. – Respondeu ele, e perguntou - E com você?

– Comigo tá tudo excelente.

– Eu e Alice estamos pensando em nos casar quando terminarmos Hogwarts e temos andado um"pouco" ocupados com os preparativos.

– Por isso é que não tenho visto vocês! – Exclamou o Maroto. Se aproximou do colega e o abraçou – Parabéns!

– Obrigado. – Agradeceu Frank, envergonhado, mas igualmente feliz – Ainda não tenho os convites preparados, mas darei um a você e a seu namorado quando tiver. A vocês também. – Se dirigiu para os restantes Marotos, que riram e o abraçaram, enquanto o felicitaram. Conversaram um pouco mais, contentes por seu colega. Por fim se despediram, Frank tinha de ir ter com sua noiva e James se arranjou rapidamente, Saíram do dormitório e se dirigiram para o Salão Comunal, que não estava completamente cheio. Grande parte dos estudantes, ou ainda estava dormindo, ou já tinha tomado o café da manhã há muito tempo.

– Peter! – Exclamou James, vendo seu amigo sentado em um sofá, junto à lareira.

– Oi, James! – O garoto de rosto rechonchudo se ergueu do sofá, de onde tinha terminado de ler uma carta. Se dirigiu para os restantes Marotos e comentou – Soube que você pintou o cabelo de Padfoot de loiro.

– Loiro oxigenado. – Comentou Black, olhando de soslaio para seu amigo. James sufocou uma risada e o abraçou, lhe pedindo desculpas. O Maroto deu um sorriso malicioso e respondeu:

– Espero que tenha acordado confortável, Prongs. – Potter revirou os olhos, largando seu amigo, e Remus comentou a travessura de seu namorado. Peter deu uma risada, triste por não ter assistido e saíram pelo retrato, conversando animadamente entre eles. A felicidade de Padfoot contagiava seus amigos, que há muito tempo não o viam assim.

James só esperava que nada de ruim acontecesse.

Chegaram rapidamente ao Salão Principal, comentando entre eles o que poderiam fazer naquela tarde e que, no dia seguinte se iniciariam os treinos de Quidditch. Era uma forma dos jogadores se habituarem se habituarem primeiro às aulas. James, como capitão, estava ansioso por ensinar algumas táticas a seus jogadores. O jogo seguinte seria contra os Hufflepuffs, já que os Ravenclaws tinham perdido contra eles no ultimo jogo do ano.

Percebeu que, na mesa dos professores, faltava o diretor da casa de Slytherin, Horace Slughorn. Olhou para mesa das serpentes e reparou que faltavam alguns estudantes. Pensando que, provavelmente, tinha acontecido algo e que estavam sendo castigados, James observou seu namorado, que lhe sorriu. Sorrindo de volta, se dirigiu para Severus, ignorando os olhares desconfiados de seus colegas. Se sentou a seu lado e cumprimentou afavelmente:

– Oi! – Regulus foi dos poucos que lhe respondeu. Ignorando a má disposição dos Slytherins, perguntou:

– Porque Slughorn não está na mesa dos professores? – Severus deu uma espiada, vendo que seu namorado tinha razão, e respondeu friamente:

– Deve estar tentando recrutar mais estudantes para seu clube pessoal. – James entendeu, o Clube do Slugue era o nome dado a um grupo de estudantes favorecidos pelo professor de poções e que eram convidados para suas reuniões extra-curriculares. Ele convidava estudantes que eram ligados a pessoas importantes ou porque acreditava que tinham traços, tais como a ambição, inteligência, encanto e talento que os faria importantes e famosos quando saíssem da escola.

– Pensei que, talvez, estivessem de castigo…

– Oh, nada disso! – Exclamou Regulus tão friamente como tinha sido Severus. James se perguntou se era uma caraterística dos Slytherins, ou se eles aprendiam ao longo dos anos. – Slughorn nunca nos castiga. Desde que não façamos asneiras nas aulas, nem sejamos mal educados, ou apanhados, nada nos acontecerá.

– Seria bom que Mc Gonagall também fosse assim. – Resmungou o Gryffindor, entredentes. Não que a diretora de sua casa fosse muito rigorosa com os Marotos, mas

James, por vezes, gostaria que ela fosse tão indulgente quanto Slughorn.

– Mc Gonagall é justa com todo o mundo, – Disse o caçula dos Black, enquanto mordia uma torrada – ao contrário do velho Slugue.

– Ele só se importa com a fama dos estudantes. – Continuou Severus – Mais famoso para ele, mais possibilidade tem de ser reconhecido e, até, favorecido. Ele nunca se importou com pessoas pobres como eu.

– Senão ele teria interferido sempre que os Marotos lhe pregavam suas peças. – Comentou Regulus, e James não respondeu, sabendo que o irmão de Sirius tinha toda a razão e sentiu uma pontada de dor em seu peito, eram remorsos. Snape, se apercebendo da postura tensa de seu namorado, se virou para ele e o beijou no rosto. James deu um sorrisinho, se sentindo um pouco melhor.

– Sirva-se. – Incentivou Regulus – Coma com a gente.

– Não sei se devo… – Hesitou James, olhando para sua mesa. Queria continuar conversando com seus amigos, mas também desejava estar com seu namorado. Mas sabia que Severus também queria estar com os seus.

– Preocupado com as regras? – Provocou Severus, seu olhar se cruzando com o de Regulus. O Maroto se endireitou do banco e pegou rudemente em um prato, enquanto dizia:

– Claro que não! – Os dois Slytherins se entreolharam e abafaram uma risada. Era muito fácil provocar um Gryffindor. James se decidiu por arroz de cenoura, bifes com cogumelos e salada a acompanhar. Escutou o tilintar das colheres pelo Salão, juntamente com vozes indistintas. Viu Marlene e Lily entrando, ambas com sorrisos nos rostos.

– Que você quer fazer de tarde comigo? – Perguntou James, se virando para seu namorado, que lhe deu um sorriso inocente. Percebendo suas intenções, revirou os olhos, entediado, e exclamou – Não vou ficar na biblioteca estudando, tá me ouvindo? É domingo, por amor de Merlin!

– Os NIEMS estão chegando! – Respondeu Severus, chocado com a falta de sensatez do Gryffindor – Você tem de estudar para não falhar nas provas. Ouvi dizer que são muito difíceis!

– Mas a gente tem tempo! – O Maroto estava tentando convencê-lo, queria se divertir um pouco antes de começar seus estudos. Mesmo que ele não se importasse com as aulas e os livros, sabia que precisava de estudar para entrar no curso intensivo de Aurors. – Estava pensando em fazer uma batalha na neve com nossos amigos. Por favor!

Fez um olhar implorativo a seu namorado, que revirou os olhos, mas cedeu.

– Penso que não vai fazer mal nenhum passar um tempo com todo o mundo antes de me focar nos estudos.

Com um sorriso no rosto, James informou:

– Eu falarei com os Marotos e as meninas e, até, poderemos fazer times.

– Quem estava pensando convidar? - Perguntou Severus, curioso, enquanto cortava em pedaços seu salmão. Saboreava um delicioso peixe com batatas fritas.

– Conversei com Sirius, Remus e Peter. – Enumerou James, enquanto cortava um dos bifes – Vou falar com Lily e Marlene, mas penso que elas vão aceitar. Não vale a pena conversar com Mary e Dorcas, elas detestam batalhas de neve.

– Assim seremos sete pessoas. – Comentou, pensativo – Não dá para ter times equilibrados.

– Queria convidar Frank e Alice, – Disse James – Mas estão empenhados nos preparativos do casamento…

– Mesmo assim, um dos times teria mais pessoas. – Falou Severus – Só precisávamos de mais uma pessoa….

Seu olhar parou em Regulus, que brincava com seu pudim. Tendo uma ideia, se virou para seu amigo e perguntou:

– Você quer passar a tarde com a gente? – Regulus olhou para seu amigo, pousando sua colher úmida de caramelo e perguntou, curioso:

– Que gente? – Severus, se apercebendo que ele não tinha escutado a conversa, soube que tinha de abordar o assunto com calma. De certeza que, quando mencionasse o nome de Sirius Black, Regulus negaria de imediato.

– Bom, – Tossiu, tenso – Vou eu, James, Lupin, provavelmente Lily e Mc Kinnon, Pettigrew e…e seu irmão.

O olhar de Regulus se transformou de imediato ao escutar o nome de Sirius.

– Não. – Voltou a pegar na colher e retirou um pedaço de pudim, comendo.

– Regulus… – Começou Snape, tocando no ombro do amigo. Se olharam nos olhos e conversou em surdina, comentando que não poderia ser o único Slytherin no meio de tantos Gryffindors.

James, sabendo que teria de conversar com Sirius, terminou o almoço e se levantou. Tocou de leve no ombro de seu namorado. Se entreolharam e ele indicou que iria conversar com o Maroto. Se ergueu e caminhou de regresso para a mesa. Viu Sirius acariciando os cabelos castanhos claros de Remus, que saboreava uma deliciosa mousse de chocolate.

Sabia que Sirius só ficava realmente aborrecido com dois assuntos: quando abordado sobre sua família e quando xingavam seu namorado.

– Oi, meninas! – Exclamou ele, se colocando atrás delas, sorridente – Vocês querem fazer uma batalha de neve com a gente? Vai ser muito divertido!

Lily e Marlene se entreolharam, conversando entre elas e Marlene respondeu:

– Pode ser.

– A gente gostaria muito. – Comentou Lily – Quem mais vai?

James deslizou na direção de Sirius e lhe tocou no ombro:

– Padfoot? – Perguntou, o mais inocentemente possível. Os que estavam mais perto pararam de conversar, sabendo que James iria pedir algo impossível.

– Sim? – Perguntou o Maroto, olhando para seu amigo. – Que aconteceu?

– Bom, – Começou, inocentemente – Severus convidou Regulus para se juntar à gente na batalha de neve e…

– Não. – Respondeu ele, com firmeza, se levantando e saindo do Salão Principal. James

Tinha vontade de puxar seus cabelos, de pura frustração, mas não o fez. Seguiu seu amigo, vendo que Remus, Peter e as meninas o seguiam. Sirius estava encostado junto à porta, de braços cruzados e rosto fechado.

– Sirius… – Pediu James, com seriedade. Os olhos de ambos se cruzaram, Sirius sabendo que Prongs só dizia seu verdadeiro nome quando a situação era séria. – Por favor, eu sei que você e seu irmão não se falam mas, Severus também precisa de seu amigo. E eu queria que ele participasse. Mas eles também precisam de ter mais tempo juntos. Tente, por favor, se dar bem com ele. É só hoje, depois pode ignorá-lo como sempre faz.

Sirius engoliu em seco e abriu a boca para responder, quando escutaram a voz de Regulus:

– ….mas você será o culpado se eu e meu irmão nos espancarmos até à morte.

– Vocês não vão se "espancar até à morte", por amor de Merlin! – Resmungou Severus e os dois amigos saíram do Salão Principal. Pararam à frente do grupo, onde surgiu um silêncio constrangedor. Regulus e Sirius não se olhavam nos olhos. Severus tinha uma ruga de preocupação no meio da testa, se perguntando se teria sido uma boa ideia. James, desconfortável com o silêncio, comentou:

– Podemos ir? - Remus abraçava seu namorado e conversavam em surdina. – Estou ansioso por sair do castelo.

– Eu também. – Respondeu Peter, se perguntando o porque de tanta demora.

– Tenho certeza de que será uma tarde calma. – Comentou Marlene, cautelosa, enquanto abraçava Lily.

– Eu também acho. – Apoiou sua namorada, enquanto tocava no ombro de Sirius e lhe deitava um olhar pedinte.

– Sim. - A voz de Pettigrew ecoou pelo hall – Há muito tempo que a gente não está junto.

– Sua namorada não se importa que você esteja com a gente? - Perguntou Marlene, curiosa, tentando impedir que o silêncio regressasse. – Se ela quiser, pode se juntar.
– Não. – Respondeu ele – Ela também quer passar uma tarde só com suas amigas. E a gente, não vai?

– Sim. – Sirius disse, sentindo a tensão no corpo de Remus desaparecer. Lily lhe deu um sorriso encorajador e ele continuou – Vamos lá! Estou ansioso por sair daqui!

– É isso ai! – Gritou James, com um misto de satisfação e cautela, vendo a postura tensa dos irmãos. Saíram do castelo, Regulus em uma ponta do grupo, conversando com Severus e Sirius em outra ponta, conversando com seus amigos. Estava uma tarde fresca, mas não nevava. Lily lançou um feitiço de aquecimento sobre eles, ninguém precisava de se constipar. Cada um convocou suas luvas e se dirigiram para o Lago Negro. Pelo caminho, encontraram alguns colegas que cumprimentaram rapidamente e os convidavam para a batalha de neve, mas recusaram, dizendo que também já tinham uma planeada entre colegas de suas casas e os restantes só desejavam esticar as pernas depois do almoço. Chegaram ao Lago Negro e James perguntou:

– Como vocês querem fazer: casa um se junta à pessoa que quer, ou sorteamos?

– É melhor sortear. – Respondeu Remus, inseguro de sua ideia, mas todo o mundo concordou.

– Eu posso fazê-lo. – Se disponibilizou Lily e se colocou à frente deles. Acenou com a varinha, fazendo surgir um saco e pequenos recortes de pergaminhos com seus nomes escritos. Colocando tudo dentro do saco, abanou rapidamente e tirou o primeiro nome:

– Peter! – O garoto saiu do grupo, se colocando a uma pequena distância da ruiva e esperou. Lily voltou a tirar outro pergaminho e disse:

– Severus! – Ele se afastou, a capa esvoaçando em seu redor, e se colocou um pouco afastado de Peter, indicando o segundo time. Lily voltou a tirar mais um e falou:

– Marlene! – Sua namorada se dirigiu para Peter e trocaram um cumprimento. Retirando mais um nome, proferiu:

– James! – O Maroto deu um sorriso malicioso e correu para seu namorado que, ao ver sua alegria, revirou os olhos. James o puxou para um abraço de urso e o beijou na bochecha.

– James! – Repreendeu o Slytherin, ruborizando, ao mesmo tempo que todos se riam. – Se comporte.

– Sim, meu amor. – Respondeu o Maroto, o abraçando possessivamente. Lily deu uma risadinha, ao ver a interação de seus amigos, mas decidiu continuar:

– Remus. – Lupin se dirigiu para Marlene, que sorriu para ele e trocaram algumas palavras.

– Sirius! – O Maroto caminhou para James e acenou para seu namorado, lhe mandando beijos. Remus ruborizou e sorriu com timidez, enquanto Lily continuava o sorteio:

– Lily! – Ela soltou uma gargalhada – Sou eu!

Escutou risadas pelas suas palavras, todos tinham achado piada. Seu sorriso desapareceu ao ver que a única pessoa que faltava ser sorteada era Regulus. Deu uma espiada nos times, percebendo que seu receio estava se concretizando. Algumas pessoas já se tinham apercebido e deitavam olhares sistemáticos para Sirius, que continuava atirando beijos a seu namorado, sem se aperceber do que estava acontecendo. Sabia que haveria uma discussão, mas tinha de dizer o nome. Fazendo desaparecer o saco, proferiu:

– Regulus! – Sirius, ao escutar o nome de seu irmão, se virou. Observou a postura tensa de seus amigos. Em resposta, o Slytherin não se moveu e cruzou os braços em desagrado.

– Acho que você se enganou, ruivinha. – Uma voz fria comentou e todos se arrepiaram ao perceberem que tinha sido Sirius. Remus tentou tocar em seu namorado, mas ele se desviou.

– E não me enganei, Sirius. – Disse Lily, quando se recuperou do susto. Estava chocada com o tom frio de seu amigo, nunca o tinha escutado falar daquele jeito. – Foi o nome de Regulus que ficou em ultimo. Não tenho culpa, é um sorteio, calhou assim.

– Eu não acho que esse jogo seja uma boa ideia. – Informou Regulus, descruzando seus braços e olhando com indiferença para seu irmão. Ninguém se movia, ninguém sabia o que falar. – Vou embora.

– Não! – O grito de James ecoou por todo o lado. Viram ele correndo até ao Slytherin e o impedindo de se mover – Você não pode ir!

– Porque não? – Regulus perguntou, indiferente. Sentia o olhar tenso de seu irmão sobre si. Não queria mais uma discussão com seu irmão, não queria lutar. Estava cansado de todo aquele ódio.

– Porque assim não poderemos fazer um time completo, – James respondeu o que lhe veio à cabeça – Ou alguém terá de ficar de fora.

Severus revirou os olhos, se perguntando porque teve de se apaixonar por uma pessoa tão lerda. Remus tapou o rosto com as mãos, envergonhado com as palavras de seu amigo.

Eu não acredito que ele disse isso! – Sussurrou Lily para sua namorada, espantada. Marlene lhe respondeu do mesmo tom:

E eu que já pensei ter ouvido de tudo, James me impressiona.

– Isso não me interessa. – Resmungou o Slytherin, e estava se afastando quando Sirius lhe pediu:

– Por favor, fique….Reg. – Regulus parou, se perguntando se tinha escutado direito. Hesitante, se virou e viu seu irmão vindo em sua direção, seus passos cautelosos. Sua mão deslizou pelo bolso das calças, onde se encontrava sua varinha. Estava pronto para tirá-la, quando seu irmão parou à sua frente e pousou uma mão em seu ombro. Ambos estremeceram com o toque, e seus olhares se cruzaram, se avaliando. Ninguém dizia nada, não querendo quebrar aquele momento.

– Por favor. – Repetiu ele e Regulus viu algo nos olhos de seu irmão que o fez responder:

– Tá bom. – Escutaram vozes excitadas e viram como seus amigos sorriam para eles. Sirius, que ainda não tinha tirado a mão de seu ombro, o encaminhou para seu time e se prepararam para uma batalha que seria inesquecível.

Continua…

Nota da Autora: Oi! Lamento a demora, mas não deu para postar mais cedo. Mas espero que tenham gostado do capitulo. Que acharam da inrteração entre Sirius e Regulus? Ficaram felizes por eles estarem no mesmo time? Será que eles irão recuperar a amizade perdida?

Me digam nos comentários, por favor.

Bjs :D