Nota da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os 213 favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo, espero que gostem. Bjs :D

S.L.

O Aniversário de Severus

Parte 1

– Feliz Ainversário, Severus! – Ecoou um coro de vozes. O Slytherin abriu os olhos e viu seus colegas em redor de sua cama. Todos eles já estavam com os uniformes vestidos e, alguns, tinha trazido presentes. Se erguendo da cama, Snape trocou cumprimentos, agradecendo polidamente e aceitando os embrulhos. Abriu cada um deles: recebeu uma nova capa de viagem, de lã negra, e muito quente. Iria, de imediato, deitar a sua fora. Estava velha, quase sem cor. O seguinte presente tinha sido um kit de limpeza de varinhas. Severus ficou admirado, mas não surpreso, por descobrirem que seu kit tinha terminado há mais de um mês. Sua varinha estava repleta de dedadas e toda suja. Quando pudesse, iria limpá-la.

A pouco e pouco, sua cama foi se enchendo de papéis de embrulho rasgados e outros presentes, como a nova edição do livro de Poções Avançadas, uma mochila de cabedal, um conjunto de penas de pavão – um presente trazido pela coruja dos Malfoys. Deu uma vista de olhos, ansiando ter mais tempo para utilizar cada um deles – tocando e apreciando cada presente, antes de se dirigir para o banheiro e tomar uma ducha. Severus estava ansioso para se encontrar com James, uma parte de si estava curiosa para saber o que seu namorado lhe iria oferecer. Fez sua higiene e vestiu seu uniforme. Saiu do banheiro e pegou em sua pasta velha, trocando seus materiais velhos por novos e guardando tudo na mochila nova. Atirou os materiais velhos e os embrulhos para a lareira, satisfeito. Havia bastante tempo que estava precisando de comprar novos materiais, já andava com as mesmas penas há mais de dois anos. Muitas delas já estavam quase partindo, outras nem escreviam direito. Por vezes, tinha de pedir emprestado a seus colegas, tendo de engolir seu orgulho.

Saiu do dormitório, passando pelo corredor e entrou no Salão Comunal, onde Regulus o esperava. Ao vê-lo, correu em sua direção e o abraçou com força, enquanto exclamava:

– Parabéns, Sev! – Snape abraçou seu amigo de volta, com a mesma intensidade, e agradeceu:

– Obrigado, Reg! – Se afastaram e Severus reparou que seus colegas fizeram uma larga roda entre eles. Em coro, entoaram:

Parabéns pra você

Nesta data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida

É pique, é pique

É pique, é pique, é pique, é pique

É hora, é hora

É hora, é hora, é hora

Ra-ti-bum

Parabéns!

Terminaram a música e bateram palmas, assobiando ao mesmo tempo.

– Obrigado. – Agradeceu, emocionado. Regulus passou um braço por seu pescoço e retirou do bolso um embrulho.

– Tome. – Entregou o presente em sua mão. O embrulho era de um prateado brilhante, com um laço verde musgo. Rasgou, atirando o papel rasgado para a lareira, abriu a caixa de cartão e tirou o presente. Observou, admirado, os pequenos flocos de neve caindo lentamente sob o castelo de Hogwarts. Agitou o globo, vendo a neve se deslocando por todos os lados.

– É…lindo. – Balbuciou, observando os flocos. Encostou o presente a seu peito – Obrigado.

– Que bom que gostou. – Disse o caçula dos Black, satisfeito com a emoção de seu amigo. – Mandei fazer para você em uma loja de recordações. Sei que Hogwarts é sua casa e, quando sair, a terá sempre com você, para se recordar dos velhos tempos.

Severus guardou o globo na caixa, comentando que iria guardar o presente. Voltou subindo as escadas até seu dormitório. Todos seus presentes se encontravam em cima da cama. Ansiava por ver cada um deles atentamente. Voltou a sair, regressando ao Salão Comunal. Se colocou ao lado de Regulus, que comentou, enquanto o observava:

– Gostei de sua mochila.

– Obrigado, foi um presente. – Respondeu Severus, olhando para seu ombro, a admirando. Saíram pela porta do retrato, caminhando em direção ao Salão Principal. Severus recebia felicitações de colegas de outras casas, incluindo Gryffindors, algo que nunca tinha acontecido antes. Talvez por agora ser namorado de James Potter. À entrada do Grande Salão, viram os Marotos, juntamente com as meninas, o esperando. Ao vê-lo, Lily correu em sua direção e se atirou a seus braços, tal como fazia quando eram crianças, exclamando alegremente:

– Parabéns, Sev! - Snape a abraçou de volta, sentindo o perfume floral de sua amiga em suas narinas.

– Obrigado, Lily. – Agradeceu ele, ao mesmo tempo que se afastavam. Recebeu cumprimentos dos restantes, vendo seu namorado ficando para ultimo. Quando chegou sua vez, James puxou seu namorado para seus braços e exclamou:

– Parabéns, Severus! – Colou seus lábios nos dele, sentindo como Snape estremecia com o toque. Escutaram exclamações alegres, mas ignoraram, imersos naquele momento. Severus sentiu as mãos do Gryffindor acariciando seus cabelos, aprofundando o beijo até sentirem o ar escasseando. Se separaram e o Slytherin respondeu, ofegante e ruborizado:

– O-obrigado. – Aos poucos, Severus recebeu os presentes dos Gryffindors.

Lily e Marlene lhe entregaram uma caixa grande. Ele abriu, vendo que era um kit de poções. O Slytherin sorriu, vendo os pequenos frascos, um pequeno caldeirão, e alguns ingredientes frescos que poderia utilizar para suas experiências:

– Obrigado. – Agradeceu ele, com um sorriso tímido nos lábios. Lily o abraçou e lhe deu um beijo na testa, o deixando ligeiramente envergonhado, mas feliz. Sirius e Remus se aproximaram com um pequeno embrulho e lhe entregaram. Severus abriu o presente, vendo que era um bisbilhoscópio, um tipo de detetor de presença das trevas, que se parecia com um pião de vidro. Naquele momento não se movia, revelando que ninguém estava fazendo algo indigno de confiança nas proximidades.

– Eu sempre quis ter um…. – Admitiu o Slytherin, emocionado – Agradeço.

– Eu sabia que você ia gostar. – Disse Remus, sorrindo para seu namorado, que revirou os olhos. Dava a sensação que eles tinham discutido muito por aquele presente.

Severus estava admirado por todos terem acertado em seus gostos. Se virou para James, tentando ver se suas mãos tinham algum embrulho, mas estavam vazias. Se sentindo um pouco magoado com seu namorado, pois parecia que ele se tinha esquecido de lhe oferecer algo. Suspirou, um ato que não foi ignorado por seus amigos, e encolheu os presentes, os guardando na mochila.

– Que linda! – Exclamou Lily, olhando para sua pasta. Estava tentando fazer com que Severus melhorasse seu humor – Foi um presente?

– Sim. – Respondeu o Slytherin, olhando para sua amiga sem emoção. – Meus colegas de quarto decidiram me fazer uma surpresa.

Lily se dirigiu para ele e enroscou seu braço no dele, caminhando para dentro do Salão Principal.

– Você quer se sentar com a gente, Regulus? – Perguntou Remus, amavelmente, enquanto os Marotos os seguiam. Viram como o Slytherin olhava de soslaio para seu irmão. Embora a tarde do dia anterior tivesse sido maravilhosa, sem nenhuma discussão, os irmãos, ainda não se sentiam confortáveis na presença do outro.

Vendo que Sirius nada comentava, respondeu, hesitante:

– Bom,… penso que posso….

– Então, venha. – Convidou James e caminharam em direção à mesa dos leões. Se sentaram: Sirius se sentou primeiro, sendo seguido por seu namorado. James foi o seguinte, sendo acompanhado por Regulus e Marlene. Lily parou de conversar com Severus e trocou umas palavras com sua namorada, enquanto cada um decidia o que iria comer.

Com pratos recheados com o que mais gostavam, conversavam entre eles sobre as aulas que iriam ter e como desejavam regressar às férias, no caso de Sirius e James. Os restantes só queriam se preparar para os NIEM´s, para que corressem o melhor possível. Embora Regulus tivesse que fazer os NOM´S, também estava nervoso.

Severus tomou seu café da manhã em silêncio, tentando ignorar o fato de seu namorado não lhe ter oferecido nada, mas sentindo uma pontada incômoda em seu coração. O Salão Principal estava cheio de estudantes e o som dos talheres e vozes ecoavam por todos os lados. Estavam a meio do café da manhã, todos contando as novidades antes do começo das aulas quando, subitamente, ouviram explosões por cima deles. Escutaram gritos de choque e surpresa e muitos – incluindo Snape – tiraram a varinha de dentro dos bolsos e olharam para o teto.

Fogos de artifício, de variadas cores, explodiam por cima de suas cabeças. Pequenas serpentes prateadas desceram em direção a Severus, que retesou corpo, atento. Uma delas, ficando à frente de seus olhos, lhe piscou um olho e, lentamente, começaram formando as seguintes palavras: " Feliz Aniversário, Severus!" As letras ficaram esvoaçando à frente de seu rosto por vários momentos, antes de se desvanecerem. Piscou os olhos e olhou para seu namorado, que tinha uma expressão marota. Caminhou até ele e o abraçou, trocando um selinho.

– Obrigado. – Os fogos de artifício se desvaneciam lentamente, ao mesmo tempo que escutavam palmas. Era sempre bom ver algumas das brincadeiras dos Marotos, quando elas eram inofensivas. Os professores observavam atentamente a situação, os olhos azuis de Dumbledore brilhando por detrás dos óclinhos de meia lua. O diretor

Tinha impedido que seus colegas se tivessem intrometido na surpresa dos Marotos. Ele estava muito satisfeito por ver que a relação de Severus e James era estável que, aos poucos, os estudantes se estavam tornando mais tolerantes uns com os outros, principalmente os Slytherins. Essa seria uma forma de evitar que jovens revoltados e humilhados entrassem nas fileiras de Lord Voldemort, à procura de prestígio e poder.

A pouco e pouco, as emoções se acalmaram e os estudantes voltaram a atenção para o café da manhã. Severus sorriu para seu namorado antes de beijá-lo docemente nos lábios. James tocou no rosto do Slytherin antes de se separarem. Terminaram de comer e se levantaram, saindo do Salão Principal de mãos dadas.

– Eu te amo, Sev. – Murmurou o Gryffindor, beijando sua mão. Escutaram vozes emocionadas e viram umas meninas Hufflepuffs os observando das escadas, com olhares emocionados. Severus ruborizou, afastando lentamente sua mão e respondeu no mesmo tom:

– Eu também te amo. – Se separaram, prometendo se encontrar na hora de almoço, e se dirigiram para suas respetivas aulas. Snape se dirigiu para as masmorras, onde teria aula dupla de Poções com Ravenclaws. Esperaram pela chegada de Slughorn, encostados à parede e conversando.

Viram o professor se aproximando a passos bamboleantes. A porta da sala se abriu e o professor pediu:

– Entrem, entrem. – Os alunos cumpriram o pedido, entrando ordeiramente na sala e se sentando. O professor pousou a pasta em cima de sua escrivaninha e começou sua aula:

– Bom dia. Hoje vamos aprender a confecionar a poção envelhecedora. – Severus retirou rapidamente um pergaminho, uma pena e um frasco e começou a anotar – Tocou no quadro com a varinha, fazendo a parecer as instruções:

Poção Envelhecedora

Ingredientes

2 fios de cabelo de gigante 50gr de folhas de bálsamo

50gr de casca de carvalho

10 sementes de ébano

10gr de pele de aramboia

500ml de água

Modo de Preparo

Pegue as folhas de bálsamo e esprema as mesmas para remover o gel. Reserve em uma vasilha.

Macere as sementes de ébano até virarem um pó fino.

Em um caldeirão, acrescente a água e as folhas de carvalho. Deixe em fogo baixo até que ferva.

Acrescente ao caldeirão os fios de gigante. A poção deve soltar uma fumaça de odor ocre quando assim o feito.

Deixe ferver por mais 5 minutos. Remova um pouco de água e use a mesma para hidratar a pele de aramboia, deixando a mesma de molho.

Acrescente a solução do caldeirão o pó das sementes de ébano, mexendo sempre o mesmo no sentido anti-horário. Até que a solução atinja um tom azul céu.

7. Pegue a pele de araramboia hidratada e pique em pequenas tiras com mais ou menos 1 cm de largura. Devolva a água para o caldeirão.

8. Coloque as tiras de araramboia no caldeirão uma a uma. Mexendo a poção 3 vezes no sentido horário após colocar todos os pedaços.

9. A poção deve escurecer um pouco. Acrescente então o gel de bálsamo aos poucos, dividindo a quantidade em 5 vezes similares.

10. Deixe a poção ferver em fogo baixo até atingir um tom azul-celeste.

11. A poção está pronta, apenas sendo necessário coar a mesma para depois se armazenar.

Modo de uso:Cada gota da poção pode lhe fazer envelhecer 1 ano. A poção deve ser guardado em local seco e arejado, tendo validade de até 3 meses.

Obs.:A Poção não pode ser utilizada por pessoas que contenham alergia a pelos de animal (gato/cachorro), pois nestes casos pode causar uma reação alérgica.

– A poção envelhecedora faz com que, quem a toma, fique alguns anos mais velha, tudo dependerá da quantidade que tome. Ela afeta, não só sua idade aparente, mas também sua idade real, lhe deixando com uma aparência mais velha e, até, podendo afetar sua mente, caso fique muito velho. Para se reverter o efeito da poção, deve-se utilizar a poção rejuvenescedora, que será realizada na próxima aula. Um conselho, tomem cuidado com a divisão das porções de bálsamo e o corte da pele e araramboia, devem ser feitos na forma transversal. Podem começar!

Severus terminou de anotar os ingredientes e, de seguida, se levantou. Se dirigiu para o armário e procurou o que necessitava, regressando ao seu lugar. Releu novamente, dividindo os ingredientes e começando a trabalhar. Espremeu as folhas, vendo o gel caindo na vasinha. De seguida, passou para as folhas de ébano, as esmagando até ficarem pó. Ligou o fogo, deixando o baixo e colocou o caldeirão, juntando água e as folhas de carvalho. O professor observava atentamente cada trabalho, elogiando seus alunos.

Passou por Severus, vendo como ele mexia a poção em anti-horario e comentando:

– Excelente, como sempre, Sr. Snape.

– Obrigado, senhor. – Agradeceu ele, sem deixar os olhos de seu trabalho. Viu a poção atingindo um tom azul céu. Pegou em pele de aramboia, e picou em pequenas tiras, devolvendo a água ao caldeirão. As fumaças tocavam em seu cabelo, o deixando ligeiramente gorduroso. Escutou murmúrios e levantou o olhar, vendo duas Ravenclaws conversando entre elas. Voltou o olhar para seu trabalho, acrescentando gel de bálsamo aos poucos, dividindo a quantidade em 5 vezes similares. Deixou a poção ferver em fogo baixo até atingir um tom azul-celeste.

À medida que iam terminando a poção, os alunos a engarrafavam e pousavam na escrivaninha do professor. Severus desligou o lume, sabendo que estava pronta. Pegou em um frasquinho e armazenou uma amostra. Limpou o vidrinho e o rotulou com o nome da poção, a data e seu nome. Se levantou, entregando sua amostra ao professor, que lhe deu um largo sorriso. Voltou para seu lugar e pegou nos ingredientes que sobraram, voltando a guardá-los no armário.

– Já podem sair. – Ordenou Slughorn, olhando para o relógio. – Não se esqueçam que, na próxima aula será feita a poção rejuvenescedora. Para dever de casa, leiam as páginas 245 e 246, para saberem mais informações sobre essas poções.

Severus guardou os materiais na mochila e saiu da sala. Tinha uns minutos antes da aula de Mc Gonagall. Avançou pelas masmorras, juntamente com seus colegas. Conversavam entre eles, comentando sobre os últimos ataques de Lord Voldemort. O Slytherin se surpreendeu ao saber que o Lord das Trevas estava muito ativo. O Mundo Muggle estava sendo bastante atacado, famílias inteiras assassinadas. Pessoas sendo encarceradas durante dias, sendo torturados com a maldição cruciatus, e assistindo suas mulheres e seus filho sendo estuprados. O Mundo Mágico também, lugares sendo destruídos, bruxos mortos em suas habitações, tentando proteger suas famílias. Severus não tinha acesso ao "Profeta Diário", a assinatura do jornal era de 28 galeões e tinha de pagar mensalmente 12 galeões. Com a guerra, os preços dos produtos tinham aumentando de forma alarmante. Não tinha esse dinheiro para gastar. Frequentar Hogwarts era gratuito, mas tinha de pagar seus materiais, livros e uniformes. Sua mãe usava os poucos galeões que tinha para si.

Entraram no corredor do primeiro andar, vendo seus colegas Hufflepugffs conversando animadamente entre eles. Se encontraram à parede oposta, vendo uma colega da casa dos texugos distribuindo biscoitos de gengibre que estavam em um saco colorido. A garota, de rosto redondo e carinhoso, se dirigiu para as serpentes e, com um suave sorriso, lhes estendeu o saco.

Hesitantes, um a um, tiraram um biscoito e agradecendo friamente. Comeram rapidamente, vendo Mc Gonagall, com livros nos braços, se dirigindo para eles. Cumprimentou-os, abrindo a porta e os deixando passar. Cada um se sentou no seu sítio, Severus, como habitualmente, no fundo da sala e retirou seus materiais. A professora abriu sua pasta e tirou uns pergaminhos, distribuindo eles magicamente. Severus viu duas olhas com um texto sobre animagia.

– Abram na página 204. – Ordenou a professora, rispidamente – Hoje iremos falar sobre Animagia, como puderam ler nos documentos que lhes entreguei. Animagia e a arte de um bruxo se transfigurar em um animal, mantendo a consciência humana, podendo raciocinar como humano…

Severus anotava rapidamente, a pena riscando ruidosamente no pergaminho, mas não era o único. Todos estavam tirando apontamentos, outros lendo os textos do livro e dos documentos e adicionando informações. De vez em quanto, um aluno erguia o braço, tirando dúvidas, sendo de imediato esclarecido.

Na segunda parte da aula, a professora se transformou à frente deles, os deixando admirados, e com vontade de aprenderem também como fazê-lo. Era espantoso ver a transformação. Como a professora encolhia, os pelos crescendo sobre seu corpo, os olhos se arredondando, e como sua cauda se formava e crescia. Voltando ao normal, os alertou das leis que teriam de seguir e leram o texto. No final da aula, ordenou que fizessem uma redação sobre o que tinham estudado na aula. Severus recolheu os materiais, sentindo sua barriga os alertando da fome. Só teria de ir pousar tudo no dormitório e almoçar.

Se dirigiu para o Salão Comunal, vendo seus colegas à frente da lareira, para se aquecerem um pouco. Se dirigiu para seu dormitório, entrou e viu seus presentes em cima da cama, feita pelos elfos. Procurou o malão debaixo da cama e o abriu, vendo sua capa velha. Pegou nela, a observando. Tinha alguns buracos debaixo dos braços e a bainha estava rasgada de tanto raspar no chão. Estava pronto para deitá-la fora, mas hesitou. Tinha sido um presente de sua mãe, um dos poucos que tinha recebido em toda sua vida. A dobrando bem, a guardou no fundo do malão, juntamente com os presentes de seus amigos. Fechou o malão, voltando a empurrá-lo para debaixo da cama.

Atirou a mochila para cima da cama e saiu. Tinha tarde livre e iria aproveitar para fazer a redação. Sabia que Lily também tinha tempo livre e iria lhe pedir para fazerem os deveres juntos, tal como nos velhos tempos.

Continua…

Nota da Autora: Oi! Pelo desculpa pela demora. Tive um mês atribulado, de muito estudo, e não pude postar mais cedo. :/

Decidi dividir o capítulo em três partes, pois percebi que estava ficando muito grande e que iria demorar mais tempo para escrevê-lo. Espero que tenham gostado. Que acharam dos presentes? Que acham que James irá preparar? Esperando vossos comentários. Tenham um Feliz Halloween!

Bjs :D