Notas da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo, espero que gostem. Bjs :D
S.L.
Capítulo 31
Dando um tapa na cara "das inimigas"
Severus observou como os rostos de seus colegas se transformavam em choque ao vê-lo entrar pelo hall do castelo, segredando entre eles. De pose altiva, roupa nova e carregado de sacos, estava quase irreconhecível. Algumas garotas começaram arranjando seus cabelos e suas roupas, impressionadas com a beleza exótica do garoto, enquanto os garotos o olhavam sedutoramente. Só faltavam elas retocarem a maquiagem à sua frente. Nenhum deles tinha pensado que aquele Slytherin esquisito pudesse ficar tão bem.
– Severus! – Escutou a voz alegre de seu namorado. Olhou para a entrada do Salão Principal, vendo James acompanhado de Sirius e Remus, as meninas e, um pouco mais afastados, Regulus e Lizbeth. Todos o observavam de olhos arregalados. James correu até ao Slytherin e trocaram um selinho. Continuou, o repreendendo – Você não me deu notícias todo o dia, nem meu pai. Estava ficando preocupado.
– Me desculpe. – Disse Severus e, elevando os sacos, se justificou – Estava ocupado.
– Vejo que conseguiu abrir o cofre. – James, que estava se apercebendo dos olhares penetrantes de seus colegas, se colocou a seu lado e pegou nos sacos – Foi muito difícil?
– Um pouco. – Admitiu o Slytherin, começando a sentir calor – Mas era uma proteção muito antiga, o que é normal.
Pousou os sacos no chão e tirou o sobretudo. Viu James molhando os lábios, enquanto olhava seu corpo, e escutou os sussurros aumentando. James deitou um olhar ameaçador e Severus comentou:
– Devia pousar os sacos. Não posso levá-los para o Salão Principal.
– Tenho certeza de que não haverá problema. – Disse James – Estou curioso para ver o que você comprou.
– E não é o único. – Comentou o Slytherin, olhando para os rostos curiosos de Lily, Lene e Lizbeth.
– E o que teve de fazer?
– Picar um dedo e encosta-lo à porta. – Respondeu Severus, a mão livre acariciava a barriga, que fazia pequenos ruídos. Mudou de assunto – Estou com fome.
– Venha. – Convidou seu namorado e se dirigiram para a entrada do Salão Principal. Lily comentou, olhando para seu amigo de alto a baixo:
– Você está lindo, Sev.
– Obrigado, Lily. – Agradeceu o Slytherin, polidamente.
– Como foi? – Perguntou Regulus, um pouco ansioso – Você está bem?
– Se não estivesse, não traria todos esses sacos. – Ironizou Sirius, vendo seu irmão caçula lhe deitando um olhar de desprezo.
– Padfoot! – Exclamou Remus, e Sirius se desculpou de imediato:
– Me perdoe. – Regulus não respondeu, olhando para Severus, que disse:
– Estou esfomeado. A gente se senta e eu conto tudo para vocês.
Entraram, sentindo o cheiro delicioso da comida, que já se encontrava nas mesas. Discutiram entre eles onde Severus se deveria sentar. James e Sirius queriam que ele se sentasse na mesa dos leões, enquanto Regulus e Lizbeth o queriam na mesa das serpentes. Lily e Marlene tentavam apaziguar todo o mundo. Severus, percebendo que eles não se iriam calar, falou:
– Tenham calma, tá bom?
– Mas, Sev. – Exclamou Lily - A gente quer saber o que aconteceu!
– É verdade. – Continuou Regulus – Por isso é que você tem de ficar na nossa mesa.
– Porquê? – Perguntou Sirius, irônico – As serpentes têm receio de ficar na toca dos leões?
– Eu não acredito… - Murmurou Severus, vendo Regulus estreitando os olhos e pronto para ripostar. Exclamou:
– Por favor, calem a boca! – Todos olharam para o Slytherin, que continuou – Não discutam por um assunto tão banal. Porque não ficamos todos na mesa dos Gryffindors?
Vendo o olhar abismado dos dois Slytherins, continuou:
– Eles não mordem.
– Não tenho nada contra Gryffindors. – Falou Regulus, friamente – Mas eu não me vou sentar ao lado desse aí.
– Nem precisa. – Interrompeu Remus, antes que seu namorado pudesse falar – Pode ficar a meu lado, se quiser.
Deitou um olhar ameaçador a seu namorado, que resmungou entredentes. Regulus e Lizbeth falaram entre eles, a garota insistindo para que se sentassem todos juntos.
– Tá bom. – Suspirou Regulus, olhando para Lupin – Eu me sento a seu lado.
Severus piscou um olho a Remus, que lhe devolveu um pequeno sorriso. Ele era o único que conseguia controlar Sirius. Se sentaram, Lily e Marlene foram as primeiras, sendo seguidas por James e Severus. Lizbeth e Regulus foram os seguintes, terminando com Remus e Sirius. Os dois irmãos trocaram olhares ameaçadores antes de se sentarem. Cada um escolheu o que queria das maravilhosas comidas que se encontravam na mesa e começaram a jantar. Entre garfadas, Severus lhes falou como tinha sido seu dia. James tinha ficado preocupado quando lhes falou em que consistia a prova, mas Snape o acalmou, enquanto lhe mostrava seu dedo intacto.
Ficou ruborizado ao ver como seu namorado lhe dera um demorado beijo no dedo, enquanto seus amigos se riam de seu constrangimento. Continuou seu relato mostrando o anel dos Prince, deixando todos espantados. Trocaram alguns elogios ao antiquado anel, conhecendo, por fim, o brasão dos Prince. Severus explicou um pouco do que sabia de sua família, continuando a contar seu dia e, quando chegou à parte onde tinha feito as compras, Lily perguntou, curiosa:
– Podemos ver o que você comprou? – Severus lhe estendeu os sacos e eles observaram os materiais escolares e as roupas, tocando nos tecidos e elogiando as cores. Regulus observou atentamente o caldeirão, se queixando que precisava de um. Severus explicou que não tinha comprado mais materiais, porque não achava necessário, já que os seus ainda não estavam muito estragados, e faltavam poucos meses para as aulas terminarem, e eles concordaram. Também comentou que as restantes roupas que tinha mandado fazer chegariam por correio-coruja nos próximos dias. Tirou de dentro de um dos sacos de compras os saquinhos de doces e os distribuiu. Entre agradecimentos, todos pegaram em um saco, tirando um doce e comendo, para adoçarem um pouco suas bocas.
Procurou o kit de limpeza, entregando a James, dizendo:
– É para você. – O Gryffindor pegou na pequena caixa, abrindo e vendo o conteúdo. Uma expressão surpresa passou rapidamente por seu rosto:
– Obrigado – Agradeceu, enquanto pousava em cima da mesa. Trocaram um selinho e ele continuou – Estava precisando.
Lily, sentindo a necessidade de abraçá-lo, se levantou e foi até ele. Estava feliz por ele estar bem e, por finalmente Tobias estar na prisão. Ela raramente tinha visto o homem, mas nunca se esquecera das vezes que seu amigo aparecera para seus encontros habituais com o rosto vermelho, inchado e, muitas vezes, o lábio inferior rebentado. Tinha conversado com seus pais várias vezes, mas eles disseram para não se intrometer, que seria pior para todos. E nunca pudera ajudá-lo da maneira que merecia.
Terminaram o jantar e se levantaram. Severus pegou em alguns sacos, sendo ajudado por Lily e Marlene. Estavam saindo, quando foram interpelados:
– Sr. Snape? – Se viraram, dando de caras com Dumbledore e Slughorn.
– Senhor? – Perguntou o Slytherin.
– Espero que tenha tido um bom dia. – Os olhos azuis brilhavam em sua direção. Severus percebeu que Slughorn o olhava de um modo ávido, como sempre olhava para seus "escolhidos" do clube. Ficou alerta, se perguntando se iria ser convidado. Esperava que não.
– Tive, senhor. – Respondeu, polidamente – Obrigado por perguntar.
– Muito bem. – A satisfação estava presente na voz do diretor – E vejo que já fez compras. Muito bem.
– Comprei o que mais precisava.
– Excelente. – Elogiou – Um estudante aplicado, é o que se quer. Certo, Horace? - O professor de Poções olhou para seu colega, abanando a cabeça e respondendo rapidamente:
– Sim. Sim. É o que se quer, Albus.
– Podem ir crianças. Não queremos mais importunar vocês.
– Obrigado. – Agradeceu Snape, e se despediram em uníssono:
– Boa noite, senhor.
– Boa noite. – Responderam os professores, e se dirigiram para o Salão Comunal de Slytherin.
– Alguém já vai entrar no clube do velho Slugue. – Comentou Sirius, olhando para Severus de soslaio. O Slytherin estremeceu, e resmungou:
– Espero que não. - Entraram nas masmorras e Sirius resmungou, se encolhendo:
– Que gelo! Vocês não sabem usar feitiços de aquecimento?
– Eles não duram muito tempo. – Respondeu Lizbeth – Ninguém sabe o porquê.
Chegaram à entrada do Salão Comunal, atrás de uma parede de pedra vazia, perto da sala de poções. Possuía um teto baixo e a luz das tochas era esverdeada. Sirius observou atentamente o local, vendo como alguns Slytherins os olharam, desconfiados, antes de entrarem.
– Então, é aqui o Salão Comunal de Slytherin? – Perguntou, olhando o retrato – Já podemos pregar algumas peças na entrada.
– Padfoot. – Repreendeu James, cansado da infantilidade de amigo. Os Slytherins o olhavam com desprezo, murmurando a senha e entrado.
– Estou só brincando. – Murmurou Padfoot, se calando. Não queria admitir, mas adorava aborrecer seu irmão. Sempre tinha sido uma de suas brincadeiras preferidas quando era criança. Mas sabia que se tinha de controlar. Tinha certeza de que iria ouvir um sermão de seu namorado e fez uma careta. James acariciou os cabelos negros de Severus, e perguntou:
– Você quer se encontrar comigo na Torre de Astronomia, ou prefere descansar?
– Acho que vou descansar. – Respondeu Snape. Sentia seus músculos doridos de tanto andar, e estava cansado. – Mas a gente pode se encontrar amanhã. Tenho certeza que está ansioso para experimentar seu novo kit de limpeza.
– Nem me fale. – Os olhos de James brilharam – Minha vassoura está necessitando de uma boa limpeza.
Trocaram um selinho. Ao se afastarem, viram Remus repreendendo seu namorado e o empurrando na direção dos dois Slytherins, que estavam de braços cruzados, o olhando reprovadoramente.
Sirius se colocou à frente de seu irmão e lhe pediu:
– Me perdoe. Sou um idiota.
– Pode ter certeza de que é! – Exclamou Regulus, furioso. Lizbeth pousou uma mão no ombro do amigo, e se olharam, conversando com o olhar.
– Tá bom. – Respondeu algum tempo depois – Mas se você continuar com essas brincadeiras, não converso com você nunca mais!
– Eu prometo! – Sirius cruzou e descruzou os dedos, ao mesmo tempo que os beijava duas vezes – Não faço mais nada!
Olhou para seu irmão, de rosto suplicante, e Lizbeth soltou uma risadinha, abafando sua boca com a mão. Regulus revirou os olhos e bateu afavelmente na cabeça do irmão, falando:
– Pronto, pronto. Não fique assim, vira lata. – Sirius soltou uma gargalhada latida e respondeu, divertido:
– Com muito orgulho. – Regulus o olhou como se ele tivesse enlouquecido de vez e, abanando a cabeça, falou a sua amiga:
– Vamos, Lizbeth?
– Claro. – Respondeu ela, vendo como ele tremia ligeiramente.
– Até amanhã. – Se despediu, se dirigindo para o retrato.
– Até amanhã. – Responderam os Gryffindors e Severus, vendo os dois Slytherins murmurando a passe e entrando. Ao ficarem sozinhos, Lily perguntou, curiosa:
– Sev. , Regulus e Lizbeth são namorados?
– Não que eu saiba. – Respondeu seu amigo, intrigado. Todos olharam para Lily, curiosos com a pergunta – Porquê?
– É que eles se tratam de um jeito tão íntimo.
– Seria bom se eles namorassem. – Continuou Marlene – Viram como ela o acalmou quando Sirius estava falando todas aquelas bobagens?
– Hei! – Exclamou o Maroto, revoltado, fazendo com que todos se rissem.
– Sim, eu reparei – Respondeu Severus, pensativo – Talvez se gostem, mas ainda não se tenham declarado.
– Talvez…
– Tenho de ir. – Se desculpou o Slytherin – Queria muito tomar um banho, antes de dormir.
– Descanse. – Recomendou Lily – Boa noite.
– Boa noite. – Desejou Severus, escutando em resposta:
– Até amanhã. – James se aproximou de seu namorado e trocaram um selinho. Os Gryffindors se afastaram e Severus escutou como eles repreendiam Sirius, que nada falava. Abanou a cabeça, falou a senha, e entrou. Viu seus colegas o observando atentamente. Sabia que iria ser alvo de perguntas. Regulus se aproximou e perguntou, apontando para os sacos:
– Quer ajuda?
– Se não se importar. – Respondeu Snape. O caçula dos Black pegou em alguns sacos e de dirigiram para o dormitório masculino. Percebeu que seu amigo estava furioso com seu irmão e pensou se, um dia, Sirius iria amadurecer. Viram que muitas portas já estavam fechadas. Entraram no dormitório de Snape e se dirigiram para seu malão. Pousaram os sacos e Severus agradeceu:
– Obrigado, Reg. – Apertou suavemente seu ombro, lhe dando apoio, e Regulus deu um pequeno sorriso, antes de responder:
– Não foi nada. Tenha uma boa noite.
– Boa noite. – Regulus saiu do dormitório com a mesma postura altiva. Severus suspirou e pegou em um pijama azul e de tudo o que necessitava para tomar um bom banho. De certeza que, depois de sentir a água quente sobre si, se sentiria melhor.
Continua…
Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo! Eu adorei escrever a reação de todo o mundo ao verem Snape. Só um aviso, eu não sei quando poderei postar o novo capítulo. Já encontrei um emprego, o que me tira muito tempo, meu notebook está dando problemas…entre outras coisas. Mas espero que não desistam de minha fanfic, mesmo que demore um mês, seis meses ou um ano, postarei. Não pretendo desistir. Só peço vossa compreensão. Que vocês acharam do título do capítulo? Estou ansiosa para ler vossos comentários! Bjs :D
