Notas da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo, espero que gostem. Bjs :D
S.L.
Capítulo 33
Bônus II
No Salão Comunal de Slytherin
O Salão Comunal de Slytherin estava quase deserto àquela hora da manhã. Regulus e Lizbeth eram os únicos que não estavam dormindo, mesmo depois da noite complicada que tiveram. Sentados no sofá, em frente à lareira, conversavam, enquanto o fogo crepitante os aquecia.
Regulus usava seu uniforme completo, enquanto Lizbeth usava uma camisa, saia e um longo casaco fino. O rosto rechonchudo estava pálido e seus olhos castanhos inchados e com olheiras. Mesmo com a maquiagem disfarçando, Regulus sabia que ela não tinha dormido nada com receio das explosões.
Depois de ter entrado no Salão Comunal, andara de um lado para o outro, furioso. Seu desejo tinha sido socar o rosto de seu irmão, fazê-lo sofrer tanto como ele estava sofrendo.
Lizbeth se aproximara e o abraçara. Ainda se recordava do suave odor a laranja que emanava de seus cabelos. Aos poucos se acalmara, a abraçando de volta. Tocara delicadamente em seus cabelos, sentindo sua maciez. O ódio que sentira dentro de si tinha desaparecido, se transformando em desejo. Desejo de estreita-la em seus braços e beijá-la. No entanto, se controlara e se afastara, colocando as mãos nos bolsos, não querendo que Lizbeth visse sua ereção.
Agradecera rapidamente pelo apoio subira as escadas, não reparando em sua expressão magoada. No dormitório, pegara em seus produtos de higiene e se trancara no banheiro. Pousara tudo, aquecendo a água e fechara a torneira. Tirara seu uniforme, vendo como ele se erguia majestosamente à sua frente, e entrara na água. Relaxara e massajara ritmicamente seu pênis, imaginando as mãos de sua amiga o tocando.
Ejaculara, murmurando seu nome. Quando toda a sensação passara, xingara e puxara seus cabelos, desesperado. Não pudera evitar, tinha se apaixonado por Lizbeth. Como não se apaixonar por uma garota divertida e amigável como ela? Sua primeira amiga. Sua primeira confidente. Era com ela que desabafava sobre seus problemas familiares. Era ela que sabia das surras que seus pais lhe davam, tal como a seu irmão, da pressão psicológica que sofria, para serem puro sangues perfeitos.
Mais ninguém sabia de seu pavor por regressar a casa. Só ela.
– Obrigada por estar me fazendo companhia. – Escutou Lizbeth agradecer, e saiu de seus pensamentos.
– Não precisa agradecer. – Disse, carinhoso – Sei que você precisava de companhia.
– Você é um ótimo amigo. – Continuou ela, o olhando. Regulus sentiu uma pontada dolorosa em seu peito.
– Tudo por você. – Falou ele, seriamente. Os olhos de Lizbeth se desviaram dos seus e observaram o fogo crepitante. Sentindo um silêncio constrangedor, Regulus tirou de dentro do bolso do uniforme o saco de doces, oferecido por Severus, e o estendeu à sua amiga:
– Quer comer um?
– Não. – Respondeu ela, fazendo uma careta – Não posso comer.
– Porquê? – Perguntou, curioso.
– Porque… – A voz de sua amiga falhou, antes de continuar – Porque me faz gorda.
– Que absurdo! – Exclamou o Slytherin, sentindo um acesso de fúria, mas se controlou – Quem lhe falou essa mentira? Você não é gorda!
– Não me minta! – Exclamou Lizbeth, olhando para ele, e Regulus viu lágrimas escorrendo por seu rosto – Sei muito bem como todo o mundo me xinga atrás das costas: pudim de banha, balofa, cintura de ovo…como todo o mundo ri de mim porque não tenho uma cintura fina como todas as garotas de meu ano! Você não tem noção da humilhação que sinto sempre que me chamam esses apelidos! Nenhum de meus colegas me chama de Liz! Nunca ninguém se importou com o que eu sentia!
Regulus a observou. Lizbeth não era gorda, no sentido literal da palavra. Mas, ao contrário de suas amigas, que pareciam paus de tão magras, Lizbeth só tinha um pouco mais de músculo, "nos lugares certos", acrescentou mentalmente.
Seus fartos seios se moviam rapidamente para cima e para baixo com a respiração acelerada. Ela desviou o rosto molhado e limpou as lágrimas, deixando escapar um soluço. Atirou o saco para trás das costas e a puxou para si. Lizbeth escondeu o rosto em seu peito e chorou, soluços abafados escapando de seus lábios. Regulus a acarinhou, enquanto sussurrava palavras tranquilizadoras.
A casa de Slytherin podia parecer unida aos olhos dos outros mas, muitas vezes, havia episódios de humilhações dentro do Salão Comunal. Regulus sabia que os garotos não ligavam tanto à aparência, afinal quase todos eram magros e em forma, tal como exigiam as regras familiares. Mesmo os mais "gorduchos", estavam sempre bem arranjados, os deixando "desejáveis" aos olhos de suas colegas.
Mas as garotas eram obsessivas com seu peso e beleza. Para elas, o mais importante era arranjar um marido puro sangue, endinheirado e bonito. Demoravam horas para se arranjar, comiam tão pouco que poderiam desmaiar e usavam camadas absurdas de maquiagem e uniformes tão curtos e apertados, deixando todos com vontade de levá-las para a cama, usá-las e passar para outra.
Mas Lizbeth era diferente. Ela não se importava com roupas decotadas e justas, magreza extrema e beleza. Preferia passar uma tarde com ele, na biblioteca, fazendo os deveres de casa ou jogar xadrez. Estava, sempre se divertindo, enquanto comiam salgadinhos. Mas, naquele momento, percebeu que ela sofria por ser diferente das outras.
– Não chore, por favor. – Implorou, odiava vê-la chorar. Se sentia impotente ao vê-la em lágrimas – Você não é nada disso!
– Claro que sou! – Exclamou ela, se afastando de seu peito e o olhando com os olhos inchados e vermelhos. Regulus se condoeu com sua aparência. – Se não o fosse, ninguém me xingava! Se não o fosse, teria um namorado como todas minhas colegas!
– Você me tem a mim! – Exclamou Regulus, sentindo seu desespero.
– Você é meu amigo! – Gritou Lizbeth, entre soluços – Só meu amigo!
Se levantou de um salto. Só queria sair dali, se esconder e chorar sua dor. Sair de perto da única pessoa que gostava dela tal como era. Correu em direção à porta do retrato e estava quase saindo quando Regulus a agarrou por um braço. Soltou um grito agudo ao se sentir sendo empurrada contra a parede com alguma delicadeza. Seu coração parecia querer sair de seu peito. Olhava, assustada, para seu amigo. Seu rosto estava tão sério que parecia esculpido de pedra. Os braços musculados estavam agarrando seus ombros, a impedindo de fugir.
– Talvez eu não queira ser só seu amigo. – Declarou, antes de beijá-la. Lizbeth sentiu seu coração parar de bater por uns momentos. Seus olhos estavam arregalados pelo choque e se sentia a ponto de desmaiar. Os lábios de Regulus eram suaves e carnudos e o modo como ele a prensara contra a parede e a beijava a tinha excitado. Fechou lentamente os olhos, aproveitando o momento. Ao sentir Lizbeth relaxando, suas mãos passearam pelo corpo curvilíneo.
Tocou em seu rosto, descendo para seus braços e parando em seus quadris. Reparou como seu corpo tinha ficado tenso antes de ela empurrá-lo. Se olharam nos olhos, Regulus observou como eles brilhavam em sua direção. Lizbeth tocou nos lábios inchados, um rubor intenso cobrindo seu rosto. Quando recuperou a voz, perguntou:
– Porque você fez isso? – Regulus tocou nos cabelos longos e lisos, sentindo sua suavidade, e a olhou nos olhos, antes de responder:
– Porque eu te amo, Liz. – Os olhos da Slytherin se encheram de lágrimas – Eu te amo. Sua alegria me contagia mesmo nos dias mais sombrios. Você foi minha primeira amiga, nunca se importou com meu dinheiro ou meu sobrenome. Você foi minha primeira confidente e conselheira. Foi por você que segui o sonho de entrar no time de Quadribol, seu apoio e carinho. É você que tenta evitar que eu e meu irmão nos matemos…
– Exceto quando vocês deram uma surra um no outro em Hogsmeade. – Recordou ela, limpando as lágrimas que escorriam por seu rosto.
– Foi você que me ajudou a trocar o penso das costas quando mais ninguém o quis fazer. – Continuou Regulus. Durante a luta, suas costas tinham arranhado tantas vezes que tinha aberto uma larga ferida. Depois de Madame Pomfrey a ter desinfetado, lhe dissera que teria de tratar dela todos os dias até curar. Lizbeth tinha sido a única pessoa, das que ele tinha pedido, a disponibilizar-se.
– Eu faria tudo por você. – Declarou Lizbeth, emocionada – Você já fez tanto por mim. Sua amizade é o mais importante que tenho nesse momento.
– Mas eu quero lhe dar meu amor. – Disse Regulus, entrelaçando suas mãos nas dela – Namore comigo, por favor.
– Oh, Reg… – Murmurou ela – E o que os outros vão falar?
– Que se danem os outros! – Exclamou o Slytherin, furioso – Eu quero viver minha vida! E você é minha vida! Eu te amo e quero ficar com você!
Suas palavras ecoaram pelo salão vazio. Lizbeth olhou nos olhos cinza do garoto à sua frente, vendo sua sinceridade.
– Você não se importa de seu ser gorda? – Perguntou, sentindo sua garganta ficando apertada. Regulus bufou e exclamou:
– Você não é gorda! – Tocou em seu rosto – Você é a garota mais bela que já conheci em toda minha vida. - As outras é que são uns postes, sem nada para mostrar. Mas você… – Hesitou – Você é maravilhosa.
– Reg… – Murmurou ela, sem saber o que dizer.
– E o que você diz? – Perguntou ele, ficando cada vez mais ansioso pelo silêncio dela – Aceita namorar comigo?
– Sim… – Respondeu Lizbeth, passado um tempo – Eu aceito namorar com você.
Viu o rosto de Regulus se iluminar com um belo sorriso antes de beijá-la. Sentiu como as mãos grandes percorriam seu corpo com avidez. Suas mãos aos poucos, também tocaram o corpo masculino, sentindo seus músculos por baixo da camisa. Sua felicidade era tanta que era capaz de explodir. Seus colegas sempre lhe tinham dito que nenhum garoto iria se interessar por ela, que era gorda e feia. Mas Regulus lhe estava provando como todas elas estavam erradas.
Continua…
Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo! Finalmente Regulus e Lizbeth estão juntos. Eles não fazem um casal tão bonito? A questão é: Por quanto tempo?
Tenho que admitir que fiquei surpresa por todo o mundo querer m-preg. Eventualmente, poderá acontecer, não sei…
Espero ansiosamente vossos comentários! Bjs :D
