Notas da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo, espero que gostem. Bjs :D

S.L.

Capítulo 34

O Convite dos Potters

O dormitório masculino estava silencioso àquela hora da manhã, exceptuando o ressonar acentuado de Peter. Todos os garotos, desde que tinham chegado ao dormitório de manhã e tomado um banho, não se tinham levantado mais.

Estavam recuperando forças da noite retrasada. Sirius e Remus dormiam na mesma cama, abraçados. Frank, de bruços na cama, sonhava com sua noiva, Alice, um pouco de baba escorrendo por sua boca entreaberta. James estava abraçado ao travesseiro, completamente adormecido. Para ele, estaria sendo melhor se estivesse dormindo com Severus. Nenhum deles reparou em Eleazar empurrando com a cabeça a janela entreaberta e voando para a cama de seu dono.

A lareira do dormitório estava acesa, tornando aquele local totalmente aquecido. A coruja penicou suavemente a orelha de James, para o acordar. O Marotos e remexeu, soltando um resmungo e se virou, obrigando Eleazar a voar até suas pernas. A coruja se sacudiu, flocos de neve caindo sobre os lençóis e penicou sua perna. James se sacudiu em resposta, obrigando a ave a levantar voo. Os grandes olhos o observavam, virando a cabeça para todos os lados, para saber o que iria fazer.

Decidiu pousar em seu peito e saltitou em direção ao rosto de James, lhe penicando com força no nariz. O Maroto abriu os olhos de rompante e soltou um urro de dor. Eleazar levantou voo, vendo seu humano se encolhendo na cama, enquanto esfregava o nariz.

Seus colegas se levantaram de imediato, de varinha em punho. Puxaram os cortinados, vendo James deitado na cama, xingando, enquanto Eleazar afiava seu bico no varão da cama, como se nada tivesse sucedido.

– Que aconteceu? – Perguntou Sirius, olhando preocupado para seu amigo.

– Eleazar bicou meu nariz. – Resmungou o Gryffindor se erguendo da cama e olhando feio para sua coruja.

– Sério? – Perguntou Remus, espantado. Eleazar não costumava ter esse tipo de atitudes – Porquê?

Em resposta, a coruja olhou com superioridade para James e estendeu a pata, revelando um envelope. O Maroto desamarrou a carta, rasgou o envelope, e disse:

– É de meu pai.

– Leia! – Exclamou Sirius, curioso. O Maroto pigarreou e começou:

"Meu filho,

Tenho de lhe dizer que gostei muito de ter conhecido seu namorado. Ele me pareceu um garoto educado, uma excelente escolha. Sua mãe está ansiosa por conhecê-lo e Eilleen quer muito conhecer você. Sua mãe está sempre dizendo como você é um bom menino, corajoso, embora demasiado" brincalhão " às vezes. Sabe como sua mãe adora elogiar você.

Estivemos pensando e gostaríamos que você, seu namorado e seus amigos viessem almoçar aqui em casa no sábado. Falarei com Dumbledore, mas tenho certeza de que não haverá problema. Principalmente, depois de saber que tenho novidades sobre o processo de Sirius e Reegulus.

Já tivemos o primeiro julgamento dos Blacks, e descobrimos muitas situações preocupantes. Terei de conversar com Sirius a sós, se ele quiser, e poderá ser aqui na Mansão. Como ele é maior de idade, não precisará de autorização de ninguém para lhe em alguma. Falarei com Dumbledore para ver se poderemos tratar desse assunto o mais depressa possível.

Fique bem,

Seu pai"

– Que bom! – Exclamou Sirius, ansioso – Espero que sejam boas notícias.

– Esperemos que sim. – Disse James, se levantando e acariciando a coruja – Espero que não faça mais isso. Me machucou.

Eleazar piou em resposta, roçando sua cabeça na palma da mão e levantando voo. Frank perguntou:

– Que horas são, James? – O Maroto olhou para o relógio do criado mudo, ficando surpreso, e respondeu:

– Já passam das sete horas.

– Uau! – Exclamou Peter, admirado – Tão tarde? A gente dormiu bastante!

– É verdade. - Falou Remus – A gente vai ter de se despachar para o jantar.

Se vestiram, conversando entre eles. James estava ansioso para encontrar seu namorado e lhe contar as novidades.

OoOoO

Severus era ao único que se encontrava no dormitório. Seus colegas já se tinham levantado há muito tempo e saído. Estava em frente à lareira com todos seus pertences. Observava atentamente cada peça de roupa, cada calça e cada material. Tudo o que era novo, estava sendo guardado no malão, o que era velho e gasto estava sendo atirado para o fogo crepitante, que rapidamente o queimava. Observou suas antigas e velhas roupas sendo queimadas com uma expressão orgulhosa, sabendo que nunca mais teria de usar nada de segunda mão, antes de guardar seus novos pertences. Seus pensamento o reconfortava, e muito.

Os sacos também eram queimados, produzindo estalos altos e labaredas mais intensas. Decidiu guardar seu velho livro de DCAT, pois tinha muitas anotações suas de feitiços que tinha inventado. Tocou suavemente em seu livro de Poções, antes de guardá-lo juntamente com os outros. DCAT e Poções eram suas matérias preferidas e seus livros mais utilizados.

Aproveitou e estreou seu kit de limpeza de varinhas, polindo a sua com muito cuidado. Há muito tempo que não a limpava e estava repleta de dedadas. Dobrou sua capa de viagem, guardando ao lado de suas penas de pavão. Fechou o malão e voltou a guardá-lo ao lado da cama. Saiu do dormitório, conferindo se o colar continuava em seu pescoço. Tocou rapidamente no anel antes de alisar seu novo uniforme. Agora que seu nome era reconhecido, tinha de estar sempre apresentável.

Depois de ter regressado ao dormitório de Slytherin, se deitara na cama e adormecera até ao meio da tarde. Ao acordar, esperara que todos seus colegas fizessem sua higiene e tomara um longo banho, relaxando, antes de observar cuidadosamente seus pertences. Desceu as escadas, entrou no Salão Comunal e estacou, espantado. Regulus prensava Lizbeth contra a parede e a beijava sofregamente. Seus gemidos ecoavam pelo Salão Comunal vazio. Suas mãos tocavam nas pernas roliças da garota, subindo lentamente até à calcinha, tapada pela saia. Severus se escondeu atrás da parede, deixando escapar um longo suspiro. Nunca pensara encontrar Lizbeth e Regulus se beijando, muito mesmo se pegando.

Decidiu voltar para trás e fazer o máximo de barulho, para que percebessem que estava ali. Voltou para o corredor e bateu com os pés com força no chão, simulando que estava andando. Deu uma tossidela, só para garantir, e andou novamente para o salão comunal. Regulus e Lizbeth estavam sentados no sofá, conversando.

– Oi! – Cumprimentou Severus, vendo o rubor nas bochechas do casal.

– Oi! – Respondeu Regulus, enquanto Lizbeth passava calmamente uma mão nos cabelos – Você vai jantar?

Snape percebeu sua respiração agitada, mas não comentou, e continuou:

– Sim, só estive terminando de arrumar minhas compras.

– Fez muito bem. – Disse Lizbeth, dando um pequeno sorriso.

– E vocês, também vêm jantar? – Perguntou, curioso, fingindo que estava arranjando sua gravata, dando tempo para eles se acalmarem.

– Sim, claro. – Respondeu Regulus, e se levantaram, ajeitando suas roupas. Saíram pelo retrato e caminharam pelo frio corredor. Entraram no hall do castelo, escutando as vozes de seus colegas.

– ….e é isso… - Escutaram a voz de James e olharam para as escadas – Se vocês quiserem ir, irei escrever uma carta a meu pai a informar.

– Eu não posso ir. – Se desculpou Peter, timidamente.

– Porquê? – Perguntou Sirius, curioso. Os Slytherins viram os Marotos e as meninas descendo as escadas.

– Porque vou ter detenção. – Respondeu ele – Mc Gonagall me apanhou com Zoey e a gente vai ter de limpar a sala dos troféus.

– Que droga… – Resmungou James e, ao ver seu namorado, se esqueceu do que iria dizer. Desceu rapidamente as escadas e puxou Severus para um abraço, escondendo o rosto em seu peito. O Slytherin soltou um resmungo e se afastou, com a respiração acelerada:

– Você estava me sufocando. – Comentou, e James se desculpou, enquanto se afastava:

– Me perdoe. – Olhou para Regulus e Lizbeth, que tinham as mãos dadas. De um sorriso malicioso e comentou:

– Parece que alguém está namorando…

– James… – Resmungou Snape, dando um tapa em seu braço. Sob o olhar curioso dos Gryffindors, Regulus resmungou:

– E o que você tem a ver com isso, Potter? – Vendo a hostilidade do caçula dos Black, Potter falou, rapidamente:

– Nada, nada. – E continuou – Só estou satisfeito por vocês, finalmente, estarem juntos. Demorou.

– Demorou? – Perguntou Lizbeth, curiosa – O que você quer dizer com isso?

– James está dizendo que vocês já deveriam estar namorando há muito tempo. – Interrompeu Lily, sabendo que seu amigo era péssimo com as palavras.

– Exato. – Continuou Marlene – É que vocês têm uma afinidade tão natural, que sempre pensámos que ficariam bem juntos.

– Oh… – Comentou Regulus, olhando para Potter – Fala o cara que demorou oito anos para se declarar a Severus.

– A culpa não é minha que Severus seja tão escorregadio! – Exclamou James – Vocês já tentaram encontra-lo sozinho?

– Se eu não tivesse sido perseguido durante minha vida em Hogwarts, – Comentou Snape, friamente – Talvez não precisasse de andar sempre fugido.

– Ele tem razão. – Disse Regulus e, antes que alguém pudesse acrescentar mais alguma palavra e se iniciasse uma discussão, Lizbeth agradeceu:

– Obrigada pelas vossas palavras. É bom saber que apoiam nosso namoro. – Seus olhos não deixavam os irmãos Black, que se observavam atentamente, como se estivessem prontos para se atacarem – Parece que fomos os últimos reparando que estávamos apaixonados.

– Parece que sim. – Disse Lily, observando James abraçando seu namorando e lhe sussurrava em seu ouvido, enquanto Severus suavizava sua expressão carregada, e dizia a seu amigo:

– Espero que você seja feliz, Reg.

– Obrigado, Sev. – Agradeceu Black, dando um pequeno sorriso. Foram abraçados pelos Gryffindors, exceto por Sirius, que os observava de longe. O Maroto não queria estragar a felicidade de seu irmão, mas sabia que ele, mesmo com o falecimento de sua pretendente, seus pais já deveriam lhe ter arranjado outra futura esposa. Nas famílias puro sangue mais antiquadas, todos os pais arranjavam um pretendente para seus filhos, e os Black não eram diferentes.

– É melhor entrarmos. – Aconselhou Marlene – A gente não se pode esquecer que vai ter aulas daqui a pouco.

– É verdade! – Se recordou James, sua mão acariciando as costas de seu namorado – E eu que pensava que poderia passar uns momentos a sós com Severus.

– Hoje não vai ser de certeza. – Falou Severus, relaxando com a massagem de James – E, durante as próximas noites, iremos recuperar as aulas que perdemos hoje de manhã.

– Droga... – Resmungou o Gryffindor, e entraram no Salão Principal. Discutiram entre eles, decidindo ficar na mesa dos leões. Regulus e Lizbeth não estavam preparados para revelar a seus colegas que estavam juntos, preferiam lidar com suas reações mais tarde. Se sentaram e James lhes falou da carta de seu pai. Regulus ficou imediatamente curioso, escondendo suas emoções por detrás de sua máscara de frieza.

Lizbeth apertava sua mão, lhe dando todo o apoio que necessitava. Saboreavam o jantar, a ultima vez que tinham comido tinha sido no almoço e estavam esfomeados. Nenhum deles se tinha apercebido até ali, mas sua presença já não era anormal para os restantes Gryffindors, que não os recebiam com a mesmo desconfiança de antes. E nenhum deles reparou nos olhares atravessados dos Slytherins, que observavam friamente o novo casal e comentavam entre eles.

As garotas estavam zangadas por Lizbeth Bobbin lhes ter roubado a chance de ficarem com um dos melhores partidos de Hogwarts. Mas o olhar de ódio de Persephone Fawley mostrava que Lizbeth lhe tinha roubado mais do que um bom partido e que iria querer vingança. Os garotos estavam com inveja por Black ter capturado uma das garotas mais cobiçadas de Slytherin. Muitos deles já tinham tentado levá-la para a cama, mas sem sucesso. Lizbeth não cedia a ninguém.

Terminaram o jantar e saíram do Salão Principal.

– A gente já vai buscar nossas mochilas para irmos para a aula de Mc Gonagall. – Informou Lily – Vocês sabem como a professora detesta atrasos.

– Podemos acompanhar vocês? – Perguntou Remus, preocupado com seu namorado. Sirius não tinha falado uma palavra desde que seu irmão lhes tinha revelado que estava namorando Bobbin.

– Claro que sim! – Respondeu Marlene. Se despediram e subiram as escadas. Lizbeth se virou para seu namorado e murmurou:

– Tenho de ir ao banheiro.

– Ok. – Respondeu Regulus, enquanto trocava umas palavras com Severus e James. Ela caminhou em direção ao Salão Comunal, sem se aperceber do perigo que estava correndo. Falou a senha e entrou pelo retrato, vendo como estava anormalmente silencioso àquela hora da noite. Subiu as escadas em direção ao dormitório feminino e entrou o corredor, ficando assustada com a abrupta escuridão.

Os corredores estavam sempre iluminados. Pegou na varinha e estava convocando um "lumos", quando a primeira porta foi aberta de rompante e surgiu a sombra de uma garota alta e magra. Lizbeth arregalou os olhos e soltou um sonoro grito ao sentir dois braços a puxando para dentro do dormitório, a varinha escapando de sua mãos e caindo com um baque surdo no longo tapete negro.

OoOoO

Regulus e Severus se despediram de James e entraram no corredor. Viram seus colegas passando por eles, se dirigindo para suas aulas. Snape franziu o sobrolho ao ver garotas muito mais jovens que eles, entre o primeiro e o terceiro ano. As mais velhas não se viam em lado nenhum. Sabia que o sexto ano tinha aulas de Poções. Slughorn tinha comentado com sua turma que o sexto ano iria fazer uma prova surpresa. Regulus, vendo sua expressão tensa, perguntou:

– Algum problema?

– Você não acha esquisito não vermos nossas colegas?

– Como assim? – Perguntou Regulus, antes de murmurar a senha e entrarem.

– Onde estão as garotas? – Perguntou Snape, vendo o Salão Comunal vazio. Regulus abriu a boca para responder, quando escutaram um grito desesperado. Reconheceram de imediato quem era:

– Lizbeth! – Gritou Regulus, correndo em direção aos dormitórios femininos.

– Regulus, não! – Gritou Severus, tentando alertar seu amigo, mas foi demasiado tarde. Seu pé passou o primeiro degrau e uma parede mágica, como uma porta, o impediu de continuar. Cambaleou e bateu com o traseiro no chão, desesperado com os gritos de sua namorada. Tinha se esquecido que os garotos que tentassem entrar no dormitório feminino eram expulsos pelas proteções do castelo. Voltou a gritar:

– Lizbeth! - Se levantou, ao mesmo tempo que os Slytherins que não tinham ido para suas aulas, desceram rapidamente as escadas, perguntando:

– Que está acontecendo?

– Algum problema?

– Lizbeth está em perigo! – Exclamou Severus, sem saber o que fazer – As garotas trancaram ela nos dormitórios e a gente não pode subir por causa da proteção!

Os garotos se entreolharam e um deles avançou até à proteção. Todo o mundo o conhecia. Se chamava Christopher Bliswick, um primo afastado de Regulus, e andava no sexto ano. Ele parou em frente das escadas e chamou:

– Louise! – Vendo que ninguém respondia, continuou – Louise!

– Sim? – Escutaram uma voz tensa, zangada. Louise Burke apareceu no topo das escadas, com uma expressão de desprezo no rosto pálido. Seu cabelo cinza cobria uma parte de seu rosto, onde revelava um olho da mesma cor.

– Que está acontecendo ai em cima? – Perguntou seu namorado, friamente.

– Persephone está furiosa com Lizbeth. – Respondeu Louise, enquanto descia as escadas e a proteção desaparecia. O olho cinza observava atentamente o grupo masculino, antes de pousar em Regulus – Ela odiou vossa intimidade. Parece que seus pais realizaram um contrato de casamento com a família Fawley e ela está ansiosa para se casar com você.

– Como é que é? – Perguntou Regulus, furioso. Agora que namorava a garota que amava, seus pais decidiram destruir sua felicidade. Mas sabia que Lizbeth poderia ficar muito machucada com esse encontro com Persephone. Ela era completamente louca. Não descansava enquanto não tinha o que queria. E pensou rapidamente no que iria dizer a seguir – Eu não acredito nisso! E ela raptou Lizbeth por a gente estar, supostamente, namorando?

– Supostamente? – Perguntou Louise, confusa. Escutaram uma voz feminina alterada e Severus percebeu que era Agatha.

– Eu e Lizbeth não estamos namorando. – Mentiu Regulus, com uma calma que surpreendeu Snape. – Somos só amigos. De onde tirou essa ideia?

– É que vocês pareciam tão íntimos… – A dúvida estava impregnada na voz da garota.

– Amigos costumam ser íntimos. – Comentou Black, friamente. Louise hesitou, mas voltou a subir as escadas. Escutaram vozes exaltadas e esperaram impacientemente por novidades.

– Se elas não aparecerem dentro de cinco minutos, chamo Slughorn. – Resmungou Regulus, sombrio.

– Você sabe que não o deve fazer. – Aconselhou Christopher – Todo o mundo nunca mais irá querer nada com você.

– Não seria a primeira vez, verdade. – Lhe recordou seu colega da briga que tinha todo com sei irmão, e todo o desprezo sofrido por seus colegas por ter perdido todos aqueles pontos. Christopher se calou, sem saber o que falar, e alisou seus cabelos.

Ouviram a porta se abrindo e Persephone surgiu no topo das escadas. Seus longos cabelos dourados lhe caiam pelos ombros e seu rosto pálido revelava uma expressão irritantemente presunçosa. Era extremamente alta graças aos sapatos de salto, suas pernas eram longas e magras. Naquele momento só usava uma blusa branca, revelado seu sutiã de renda negro e sua barriga lisa. Regulus escutou os gemidos contidos de seus colegas e quase revirou os olhos, mas se conteve.

– Meu querido. - Falou ela, com voz melosa, enquanto descia as escadas – Peço desculpa por meu erro. Pensei que vocês estavam juntos e esse pensamento me enlouqueceu.

– E posso saber o motivo, – Perguntou Black, enquanto cruzava os braços em frente ao peito – por você ter "enlouquecido"? E que negócio é esse de "casamento"? Você vai ter de explicar essa história direito!

– Pensei que você soubesse… – Começou ela, franzindo o sobrolho. Vendo que o garoto não respondia, começou explicando. Tinha recebido uma carta de seus pais, a informando do contrato de casamento com o mais novo dos Black. Parecia que seus pais e os de Regulus tinham se encontrado para discutirem o futuro de seus filhos, sem os informarem primeiro. Tinham discutido o dote de Persephone, redigido o contrato e assinado, tudo em uma única reunião. Ao contrário dos Black, os Fawley decidiram comunicar sua decisão à filha, não querendo que ela fosse apanhada desprevenida.

"É um casamento forçado" – Corrigiu Severus, mentalmente, ao escutar a história – "Não um casamento arranjado". Um casamento forçado é um casamento em que uma ou ambas as partes é casado sem o seu consentimento ou contra a sua vontade. Um casamento arranjado é diferente de um casamento forçado, em que ambas as partes aceitam a assistência de seus pais ou de terceiros na escolha de um cônjuge.

Como ainda eram menores, teriam de esperar até à maioridade para se casarem. O Ministério da Magia não permitia casamentos entre "crianças". Regulus se sentia humilhado. Sempre soubera que tinha de se casar com uma pessoa escolhida por seus pais, mas esperava, pelo menos, dar sua opinião e de conhecê-la antes do casamento. E amava Lizbeth e não queria se separar dela. Manteve a calma, pensando na carta do pai de Potter.

Estava esperançoso que o Ministério da Magia o tivesse tirado da guarda de seus pais. Olhou para o topo das escadas, vendo Lizbeth com o rosto molhado pelas lágrimas e de olhar assustado. Sua roupa estava amassada e seus cabelos desalinhados. Estava sendo amparada por Agatha e Louise. Viu uma marca avermelhada na bochecha, percebendo que ela tinha levado um forte tapa. Respirou fundo, tentando não xingar nem bater em Persephone. Controlou seu temperamento e pensou em uma forma de tentar com que Lizbeth não fosse mais incomodada pelas garotas.

Um pensamento lhe surgiu e engoliu em seco, sabendo que iria machucar sua namorada, mas tinha de falar. Tinha de mostrar que eles não tinham nenhum relacionamento. Olhou com desprezo para Lizbeth, que se encolheu.

– E você acha que eu, algum dia, me iria juntar à "cintura de ovo"? – Deu uma risada maliciosa – Me poupe!

Lizbeth baixou o rosto, escondendo as lágrimas. Agatha e Louise se entreolharam, sentindo como ela tremia. Persephone, que estava observando sua colega, se virou para Regulus e falou com frieza:

– Que bom que você me esclareceu. Estava pensando que era tudo verdade. – Avançou para seu futuro marido e acariciou seu rosto. Regulus não se moveu – O que é impossível, certo? Quem iria ficar com uma gorda como ela?

Soltou uma gargalhada histérica, sendo seguida por suas amigas, que estavam descendo as escadas, e deitavam olhares maliciosos a Lizbeth, que se escondeu no corredor. Ela lhe deitou um olhar sedutor e aproximou seu rosto do dele, trocando um selinho. Regulus sentiu vontade de vomitar, mas se controlou. Severus estava sem reação, não sabia o que dizer. Precisava de contar a James. Persephone se afastou e saiu do Salão Comunal, sendo seguida por suas amigas, que soltavam risadas histéricas.

Regulus, ignorando as palavras de seus colegas, tentou subir as escadas, mas Severus o impediu, sabendo que a proteção se ativaria novamente. Seu rosto estava tenso e suas mãos estavam apertadas em punho.

– Regulus, por favor. – Pediu ele – É melhor você conversar com ela depois, tá bom? Ela está machucada com suas palavras.

– Eu tenho de lhe explicar… – Disse Regulus, tentando se libertar do agarre de seu amigo – Tenho de explicar porque a chamei assim…

– De certeza que ela compreendeu seu motivo. – Interrompeu Snape – Se você não a tivesse insultado, Fawley faria a vida dela um completo inferno, e você sabe disso.

– Mas…. – Começou o Slytherin, queria se desculpar com Lizbeth. Não conseguia esquecer o sofrimento estampado em seu rosto. Mas, vendo o olhar de Severus, sussurrou – Tá bom…

– Agora, vá para as aulas, e finja que nada disso aconteceu. – Aconselhou Snape. Regulus acenou, e subiram as escadas em silêncio para buscarem seus pertences e irem para suas aulas.

Continua…

Nota da Autora: Oi! Que capitulo, hein? Quando todo o mundo pensava que Lizbeth e Regulus iriam ficar juntos, aparece Persephone para estragar tudo. Que acham que Fleamont tem a dizer a Sirius e seus amigos? Acham que Regulus vai se livrar desse casamento forçado, ou não?