Nota da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada.
Esse capítulo contém Lemon. Se não gosta, por favor, não leia. Se ler, espero que aproveite. Bjs :D
S.L.
Capítulo 36
Bônus III
Um Momento a Dois
Remus e Sirius caminhavam de regresso ao Salão Comunal. Os corredores estavam desertos, todos já estavam dormindo em suas camas. Até os retratos dormiam profundamente. Com o mapa aberto à frente, as varinhas iluminando o caminho, estavam atentos a algum sinal de Peeves, ou do zelador e sua gata.
Estavam abraçados, de corpos quase encostados, conversando em surdina. Não queriam que os retratos despertassem e contassem a um professor, seria detenção com toda a certeza. Viraram um corredor e Sirius, reparando em algumas salas de aula vazias, se virou para seu namorado, e começou:
– Moony?
– Sim, Padfoot? – Perguntou Remus, olhando para seu namorado e vendo sua expressão atrevida – No que você está pensando?
Antes que pudesse reagir, o Maroto o prensou contra a parede e o beijou com tanta vontade que as palavras morreram em sua boca. O Mapa do Maroto caiu de suas mãos, aterrando suavemente no chão. Sentia as mãos de Sirius percorrendo seu corpo, puxando a camisa de dentro das calças e tocando em sua pele. Estremeceu, soltando um gemido abafado, ao mesmo tempo que seus corpos se juntavam, sentindo suas ereções se tocando por baixo do tecido das calças.
Fechou os olhos perante as sensações abrasadoras que o percorriam e estava quase se entregando quando se recordou de onde se encontravam e o que estavam fazendo. Com esforço, o afastou de si e viu, pela luz que emanava da varinha, sua expressão confusa.
– Machuquei você? - A pergunta sussurrada revelava toda sua preocupação.
– Não. – Respondeu Remus, enquanto arranjava sua roupa, tentando esconder melhor o volume em suas calças. Seus olhos percorriam o corredor deserto, atento a passos e vozes – A gente não pode estar aqui. Temos de ir para um local seguro.
– Tá bom. – Sirius disse e, ignorando suas roupas amachucadas, apanhou o mapa do chão – Vamos para uma dessas salas.
Avançaram para a primeira porta, e Remus murmurou o feitiço:
– Alohomorra. – A porta se destrancou, um sonoro clique ecoando pelo corredor. Deram uma olhada no mapa, vendo que não estava ninguém por perto, e entraram. Remus ligou a luz, vendo que a sala estava limpa e arrumada. Mesmo não sendo utilizada, os elfos domésticos a limpavam para uma eventual emergência. Sirius fechou a porta, lançando vários feitiços para não serem perturbados. Remus pousou o mapa e a varinha em cima de uma das mesas de trabalho. Sirius aproveitou e, imediatamente, se posicionou atrás dele. Roçou sua ereção no traseiro arredondado e escutou a voz rouca de seu namorado:
– Siri…
– Você quer? – Perguntou, uma mão desapertando o botão da calça e descendo o zíper, enquanto a outra entrava na cueca – Quer que toque em você?
A respiração de Remus falhou ao sentir seu membro sendo acariciado, com suaves movimentos de vai e vem. Impulsionou seu corpo para a frente, querendo sentir mais ao mesmo tempo que agarrava com força os rebordos da mesa. Sirius beijava seu pescoço, enquanto sussurrava palavras provocadoras, o deixando cada vez mais desejoso por mais.
O Maroto, ao escutar os gemidos e pedidos de seu namorado, parou de provoca-lo e se afastou, ansioso pelo que iria acontecer de seguida. Remus se virou, os olhos cor de âmbar dilatados pelo desejo. Seu rosto estava ligeiramente ruborizado e sua roupa totalmente amassada, seu membro intumescido saindo pelas calças ligeiramente descidas.
Sirius, sabendo que seu namorado estava quase pronto para tomá-lo e levá-los à loucura, decidiu provocá-lo mais um pouco. Se encostou à mesa do professor e desapertou suas calças, descendo o zíper. Retirou seu membro ereto, observando a compreensão no rosto de Remus ao vê-lo sem cueca. Sua mão subia e descia por seu pênis, dando prazer a si próprio. Seu namorado adorava quando o fazia. Suspirou, sentindo ondas de prazer em seu baixo ventre, enquanto sua respiração acelerava.
Remus se aproximou, cheirando a excitação de seu namorado. As bochechas de Sirius ruborizavam cada vez mais pelo esforço, os olhos azuis o observando sedutoramente, o convidando. Se ajoelhou à sua frente, o tomando em suas mãos e as mãos de seu namorado encontrando as suas. Se olharam nos olhos, palavras não precisavam de ser ditas. Black abriu mais as pernas, permitindo que Remus se acomodasse melhor e deixou escapar um gemido rouco ao sentir os lábios carnudos beijando sua glande, antes de abocanhá-lo.
– Moony… – Começou devagar, brincando com sua língua em volta da glande, vendo como seu namorado atirava a cabeça para trás, as mãos trêmulas acariciando seus cabelos, o incitando a ir mais fundo e mais rápido. Com cada movimento de vai e vem, conseguia encaixá-lo em sua boca, escutando como Sirius soltava gemidos sonoros em meio de sua respiração descompassada, seu nome sendo escutado com alguma frequência. Sentia sua boca ficando dolorida, mas não se importou. Só queria que ele sentisse o maior prazer possível.
– Remus… – Escutou seu nome em tom de aviso e sentiu como seu namorado enrijecia e ejaculava em sua boca. Se afastou um pouco para não se engasgar. Observou como o pênis se retorcia em suas mãos, deixando escapar jatos esbranquiçados. Sirius relaxou, as ondas de prazer abandonando, lentamente, seu corpo. Olhou para Lupin, que tinha um pequeno sorriso convencido nos lábios. Era um sorriso raro, mas extremamente sensual. Remus pegou na varinha, acenando e limpando os de todos os resíduos. Se ergueu e trocaram um beijo apaixonado.
– Gostou? – Perguntou, embora soubesse a resposta. O Maroto fingiu pensar um pouco, antes de responder.
– Foi bom.
– Bom? – A confusão era visível no rosto de Remus, que não entendia o porque de seu namorado ter dito "bom". Normalmente, seu namorado, diria: "Nem tenho palavras…", ou "Gostoso por demais…".
– Ainda poderá ser melhor… – Uma expressão marota apareceu no rosto de Sirius, enquanto se deitava na mesa e o olhava sedutoramente – Se é que me entende…
Remus observou o pênis de seu namorado se erguendo novamente, ao mesmo tempo que se enrijecia.
– Estou vendo que alguém está querendo mais…
– Você nem imagina o quanto. – Disse Sirius, o puxando para si e o beijando apaixonadamente. Antes de largar a varinha, Remus teve tempo de lubrificar sua entrada e Sirius estremeceu ao sentir o gel. Afastou as nádegas e inseriu o primeiro dedo, escutando um novo gemido da boca de seu namorado, que tinha afastado ainda mais as pernas, enquanto se entregava àquelas sensações. Observou como Sirius se agarrava firmemente às bordas da mesa, enquanto seus dedos entravam e saiam de dentro de si.
Inseriu um segundo dedo, continuando o vai e vem ritmado e sucessivo, ao mesmo tempo que Sirius gemia e se remexia debaixo de si, o corpo acompanhando os movimentos de seus dedos. Sentia como ele estava se habituando cada vez mais a seus toques. Seu namorado o observava, enquanto mordia seus lábios para não gritar de prazer. Vendo que ele já estava pronto, retirou os dedos, escutando um resmungo de protesto. Pegando na varinha, lançou novamente um feitiço lubrificante em sua mão, que se fechou em seu membro, o lubrificando.
Se deitou por cima dele, se acomodando o melhor possível para não machucá-lo e trocaram um selinho. Forçou, aos poucos, sua entrada, sentindo Sirius ficando momentaneamente hirto com a invasão. Beijou o rosto tenso, seus lábios passando pelos lábios inchados e pelas bochechas de Sirius, enquanto suas mãos brincavam com os mamilos sensíveis, ao mesmo tempo que o continuava penetrando.
Entrando completamente dentro de seu namorado, esperou que ele se acostumasse. Sirius, que tinha prendido a respiração, a soltou devagar e entrelaçou suas pernas nos quadris de seu namorado. Se olharam nos olhos, e Remus investiu uma vez, vendo como seu namorado fechava os olhos e soltava um gemido baixo. Estocou novamente, as pernas de Sirius o ajudando a aprofundar a penetração e as unhas arranhando suas costas. Suas mãos se agarravam nos ombros no Maroto, se impedindo de ir mais rápido. Não queria que ele se machucasse.
Aos poucos, aumentou o ritmo lento das estocadas, a mesa rangendo com o peso de ambos. Fechou a mão no pênis de seu namorado, realizando movimentos de vai e vem. As mãos de Sirius acariciavam seu cabelo, descendo aos poucos por suas costas, indo em direção de seu traseiro. Aprofundou as estocadas, seus lábios deixando escapar gemidos altos, sentindo como seu namorado acertava em sua próstata. Gotas de suor escorriam por seus rostos avermelhados pelo esforço, seus olhos não deixando o do outro.
Quando Remus sentiu que estava chegando ao clímax, beijou os lábios entreabertos de seu namorado, abafando seus gemidos. Sirius correspondeu ao beijo, suas mãos percorrendo os cabelos suaves de Lupin com suaves carícias. Por entre o beijo, Remus murmurou:
– Te amo, Siri. Te amo…
– Eu também… – Escutou a voz abafada – Eu também te amo…
Sirius soltou um grito quando seu namorado acertou em sua próstata mais uma vez, ejaculando entre eles. Remus grunhiu ao sentir os músculos apertando seu membro e estocou rapidamente até seu alívio chegar. Sirius observou como Remus franzia seu rosto, um grito mudo escapando de sua boca.
Se deixou ficar quieto por uns instantes, antes de sair de seu interior, escutando um murmúrio de protesto. Se levantou, de pernas bamboleantes e pênis semiereto, com a respiração acelerada. Se encostou na mesa mais próxima, tentando recuperar suas forças. Ficaram em silêncio por uns momentos, de corações acelerados pelo esforço. Sirius se ergueu devagar, a adrenalina ainda percorrendo seu corpo, e procurou sua varinha no amontoado de roupas.
Lançou alguns feitiços de limpeza sobre eles e Remus comentou, vendo a nudez de seu namorado:
– Você é muito lindo. – Sirius deu um pequeno sorriso, adorando a declaração de seu namorado, mas respondendo, convencido:
– Eu sei, meu namorado me fala sempre que estamos sozinhos.
– Sempre? - Puxou seu namorado para si e trocaram selinhos apaixonados. Sirius conseguiu responder por entre os beijos:
– Sempre… – Se beijaram longamente, as mãos acariciando o corpo do outro, aproveitando aquele momento antes de regressarem ao Salão Comunal.
Por vezes, uma fugida da rotina fazia bem a um casal, e, mesmo eles passando quase todo o ano em Hogwarts, adoravam fazer amor em locais procurados por casais tão apaixonados como eles, como o armário de vassouras que, embora fosse um lugar apertado, era impossível serem descobertos, por estar no local mais recôndito do castelo, sendo apenas usado pelo zalador, a casa dos gritos, o banheiro dos monitores, onde havia uma banheira cheia de água com muitas bolhas de várias cores…
Se afastaram e trocaram um sorriso, antes de voltarem a se vestir. Sirius se movimentava devagar, sentindo uma ardência em seu traseiro e sabendo que, no dia seguinte, doeria ainda mais. Mas não se importava, só o prazer que sentia por seu namorado estar dentro de si, fazia com que valesse, totalmente, a pena.
Continua…
Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo. Aposto que muita gente estava pensado que era Snames, mas eu enganei vocês. Espero que não fiquem chateados e, não se preocupem, haverá lemon Snames em breve. Uma curiosidade: Como vocês reagiriam se descobrissem que uma das personagens da fanfic é intersexual? Tenho de admitir que só li duas fanfics desse gênero, mas gostaria de experimentar escrever. Que vocês pensam? Me digam nos comentários, por favor. Bjs :D
