Notas da Autora:

(1) Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo, espero que gostem. Bjs :D

(2) Se não se importassem, gostaria que lessem a nota final número 2, é importante. Obrigada.

S.L.

Capítulo 39

Almoço na Mansão Potter

Parte 3

– O que você e seus amigos fizeram foi um ato de total covardia. – Censurou Fleamont e os Marotos baixaram o olhar, envergonhados – Eu e sua mãe tentando fazer de tudo para lhe dar uma das melhores educações, e você nos desilude desse jeito!

– Mas, papai… – Começou James, mas se calou ao ver seu olhar.

– Sr. Potter. – Começou Severus, não querendo que brigassem por sua causa – O que está feito, está feito. James pode ter sido um idiota imaturo, – Escutou um bufar zangado de seu namorado – mas ele me ajudou muito depois que começamos namorando. Se não tivesse sido James, continuaria sem dinheiro e com receio de voltar a casa. Se não tivesse sido James, Tobias ainda estaria machucando minha mãe. – Sentiu Eilleen apertando seu ombro – Éramos crianças. Tenho de admitir que não me deixei ficar atrás. Consegui colocar muitas vezes seu filho em detenção, mesmo sendo inocente.

– Isso é verdade. – Concordaram os Marotos. Fleamont olhou para seu futuro genro, e perguntou:

– Então, não preciso de castigar meu filho? – Severus negou e respondeu, lhe dando um sorriso:

– Eu posso fazê-lo pelo senhor. – Escutaram risadas abafadas e James olhou, ultrajado, para seu namorado. Euphemia regressou, com o rosto novamente maquiado, mas se percebia que tinha estado chorando. Se aproximou do filho e lhe deu um sonoro tapa no topo da cabeça. James, automaticamente, se encolheu e protegeu a cabeça com as mãos, esperando levar mais, mas sua mãe disse:

– Espero não escutar de seu namorado mais alguma idiotice que tenha aprontado, percebeu?

– Sim, mamãe. – Murmurou o Maroto, ainda não retirando as mãos da cabeça. Eilleen se afastou, permitindo que a Srª Potter se aproximasse de seu filho e o abraçasse carinhosamente.

– Lamento imenso tudo o que James fez a você, meu querido. Sei que ele é brincalhão, e gosta de se meter em problemas, mas nunca pensei que ele…

Hesitou, não sabendo como continuar. Snape a abraçou de volta e falou, para que Euphemia não ficasse mais alterada do que já estava.

– Eu e seu filho nos amamos. Tudo o que ele fez não está apagado de minha mente, mas confio que ele me respeitará como mereço e que me tratará bem.

– Eu também espero, meu querido. – Falou ela, deitando um olhar atravessado a James, que já tinha retirado as mãos da cabeça e estava encolhido na cadeira. Beijou os cabelos do futuro genro e voltou a se sentar na cadeira. Eilleen a imitou, não abandonando as mãos de seu filho. Sabia que Severus era uma pessoa difícil, que não perdoava com facilidade quem lhe fazia mal. Mas se tinha perdoado James, era porque pensava que tudo seria melhor. E ela esperava que sim.

– Eu sei que nunca lhe pedi perdão por tudo o que fizemos com você. – Disse Remus, e todos olharam para ele – Mas gostaria que me perdoasse por não ter evitado todas as brincadeiras de Sirius e James, que me perdoasse por ter assistido a tudo sem ter levantado um dedo para impedir. Mas, em minha defesa, tenho de admitir que tive medo que eles deixassem de falar comigo. Eu não queria perder a amizade deles e me deixei influenciar, pensando, tal como todo o mundo, que eram brincadeiras inocentes, mesmo não aprovando. Sei que minhas palavras não apagarão o sofrimento que lhe causamos, mas espero que nos possa perdoar e viver em paz.

Olhou para seu namorado, que estava pálido e tenso.

– Eu…, – Sirius hesitou – eu também espero que me perdoe por tudo. Como Remus muitas vezes me chamava, fui um idiota insensível, que não se importava com o sofrimento que poderia estar provocando nos outros. E ele tem razão. Sempre pensei em mim, no meu divertimento, e nunca nas humilhações que meus colegas estavam sentindo, principalmente você. Mas, à medida que fui envelhecendo, me apercebi de que, tudo o que fiz, era errado e tentei mudar. E Remus me ajudou muito nessa mudança. Mas eu nunca lhe pedi perdão, mesmo depois de você começado a namorar James e lhe devo esse pedido – Olhando diretamente nos olhos de Snape, perguntou – Você me perdoa?

Severus percebeu que Black estava sendo sincero, não fazendo posse bonita em frente aos adultos. Seus olhos revelavam uma mistura de alívio e cautela. Alívio por, finalmente, se ter desculpado e cautela, temendo que ele não o perdoasse.

– Eu também nunca lhe pedi perdão por todo o mal que lhe causei. – Confessou James, sentindo todos os olhares em si e ficando envergonhado – Não sou bom com palavras como meus amigos mas espero que também me perdoe e que continue comigo.

Severus apertou a mão de seu namorado, que sorriu, e falou:

– Eu já o perdoei há muito tempo. Senão não estaria namorando você. – Trocaram um sorriso tímido, e o Slyherin se virou para os restantes Marotos – Eu também perdoo você, Remus, porque sei que você precisa de seus amigos a seu lado, o apoiando.

Remus baixou o olhar, envergonhado, e Sirius apertou sua mão para o confortar. Os adultos se entreolharam, Eilleen não entendendo o motivo das palavras de seu filho e os Potters acenando, percebendo:

– Quanto a você, Sirius. – O Maroto o olhou atentamente – Eu também te perdoo.

Sirius soltou um suspiro, aliviado – Sei que está sendo sincero. V ejo em seu olhar. Não digo que seremos os melhores amigos, mas tolero você, por James. – Black olhou para seu amigo, e Snape continuou, ameaçador – Mas se, um dia, pisar a linha de novo, eu juro por Merlin que você sofrerá por tudo o que me fez. – Sirius engoliu em seco, vendo seus olhos negros brilhando de raiva, o mesmo olhar vingativo que lhe dirigia depois de lhe ter pregado uma de suas peças, sabendo que ele não estava brincando – Entendeu?

– Sim, entendi. – Severus deu um sorriso presunçoso e bebeu um gole de seu uísque de fogo. Olharam para os adultos, Eilleen segurava o ombro de seu filho, o rosto revelando preocupação e os Potters tinham as sobrancelhas erguidas, Euphemia chocada com suas palavras e Fleamont, com uma expressão tensa no rosto, estava se servindo de um copo de vinho. Bebeu de um trago e pousou na mesa, uma das mãos na cabeça, tentando organizar suas ideias. Sentiu a mão cálida de sua esposa contra a sua e a apertou com cuidado. Olhou para Sirius e falou:

– Estou muito orgulhoso de vocês, garotos. – Todos olharam para ele – mesmo muito.

– Obrigado, senhor. – Agradeceu Remus, polidamente. Ele também estava orgulhoso, principalmente com seu namorado. Sabia que Sirius era muito orgulhoso, e que suas palavras tinham sido difíceis de dizer.

Ficaram em silêncio por uns momentos, esperando o Auror continuar:

– Tenho novidades sobre seu processo. – A expressão de Fleamont era séria, os alertando.

– Que aconteceu, senhor? – Perguntou Sirius, sobressaltado. Remus apertou suas mãos, também ansioso e todos escutaram com atenção – Meus pais conseguiram se livrar das acusações, certo?

– Você sabe que, com o dinheiro deles, podem contratar qualquer advobruxo – Comentou o Auror, vendo a aflição no rosto do garoto que considerava seu segundo filho – O processo até foi rápido, depois de saberem o que aconteceria com você e seu irmão. Tiveram muita sorte de não terem ido para Azkaban.

– Como assim? - Fleamont e Euphemia trocaram um olhar, e ele continuou:

– Eles queriam que vocês se casassem com duas irmãs russas, pertencentes à família Pavlovich, uma das mais ricas e puro sangue. Regulus estudaria em Koldovstoretz, enquanto você trabalharia no Ministério da Magia.

– E como eles iriam conseguir fazer com que Sirius fosse para a Rússia? – Perguntou James, preocupado.

– Walburga estava planeando uma festa em sua casa, – Começou explicando o Auror – logo que vocês chegassem para férias. Há muito tempo que ela estava planeando tudo. Kreacher poria em vossas bebidas umas poções tranquilizantes e de sono sem sonhos, para que vocês adormecessem durante dias. Quando vocês acordassem, estariam na Rússia. Mesmo que vocês tentassem contatar o Ministério da Magia Britânico, não havia nada a fazer, porque havia um contrato assinado entre as duas famílias e vocês se encontravam em um país estrangeiro.

– Mas o que estavam fazendo é rapto! – Exclamou Lily, horrorizada.

– Eu sei. – Falou Fleamont – Mas nosso Ministério não iria ficar contra outro país. Poderíamos até, provocar outra guerra.

– Mas Sirius já é maior de idade! – Exclamou Marlene, confusa – Ele podia sair da Rússia, Regulus é que não.

– A não ser que o pudessem sob a Maldição Imperius, minha querida. – Informou Euphemia – Que era essa a segunda parte do plano. Quando Sirius acordasse, iriam submetê-lo à maldição e o obrigariam a assinar um contrato de casamento, inquebrável e vitalício. Sirius nunca poderia provar que foi obrigado a assinar o contrato e teria de cumpri-lo, para que não perdesse sua magia e talvez, até, sua vida.

– Merlin… – Murmurou Remus, chocado com o que estava escutando. Seu namorado iria passar por um inferno que ninguém estava, sequer, conseguindo imaginar. O apertou contra si, sentindo como ele tremia ligeiramente em seus braços. Sirius respirou fundo, sentindo a cabeça quase explodindo de dor. Sabia que seus pais eram loucos, mas a ponto de criarem um plano tão horrível como aquele…

– Mas, e Persephone? – Perguntou Severus, se recordando de sua colega Slytherin. Todos olharam para ele, sobressaltados – Não era ela que deveria se casar com Regulus? Ela sabe que é tudo uma farsa? Ou ela também apoiou esse plano? Já não estou entendendo nada…

Fleamont respirou fundo, para lhes contar o resto:

– Parece que os Fawleys estão com umas dívidas e os Black, se aproveitando desse momento de fragilidade, os obrigaram a assinar um contrato falso de casamento, que seria quebrado logo quando vossas férias chegassem. Por meio milhão de galeões, criaram toda essa farsa. Conversámos com os Fawleys, que admitiram tudo e disseram que sua filha não sabe de nada.

– Mas Persephone vai se casar com quem, afinal?

– Eduardus Limus. – Vendo a confusão dos mais novos, esclareceu – É Analista de Símbolos Exóticos, uma posição dentro do Ministério da Magia. Pertence a um dos escritórios que compõe a Equipe de Suporte do Ministro. Sua família viveu durante vários séculos na América, até um escândalo se abater sobre eles. Seu avô, Luciano Limus era um repórter do The New York Ghost, um dos jornais mais antigos e prestigiados da América. Era um homem de posição na sociedade, respeitado pelos seus. Mas, em 1926, a Polícia Mágica Internacional, também conhecidos por P.M.I., emitiu um cartaz de procurado para seu filho caçula, Eduardus Limus, mais conhecido por Eduardus "Pretty Face" Limus, afirmando que era procurado por "falsificar varinhas" e por cometer "assassinato não-maior" na Ásia e na Europa. Foi descrito como um "bruxo poderoso" que era " muito perigoso". Até foi oferecida uma recompensa de 5000 Dragots, moeda americana, por informações que levassem à sua captura, mas nunca o encontraram.

Por esse motivo, Luciano e seu filho mais velho, Eliezer Anthony, um Comissário de Identidade Federal e Chefe dos Aurors – Escutou vozes espantadas – foram obrigados a fugir do país com medo de represálias.

– Quer dizer que Persephone vai se casar com um familiar de um criminoso? – Perguntou Marlene, chocada.

– Só porque uma pessoa é criminosa, não significa que a família toda o seja. – Repreendeu Fleamont – O problema dos Limus é que são fanáticos pela pureza de sangue.

– Mas, porque os Blacks inventaram o casamento? – Perguntou Remus, não entendendo o plano.

– Para controlar meu irmão. – Disse Sirius, com voz tensa – Meu irmão tem receio de meus pais. Se eles o obrigassem a se casar com Persephone, ele não se oporia. Acredito que o contrato já tivesse sido assinado há algum tempo, mas decidiram não dizer nada a ninguém. Foi um plano B caso Regulus arranjasse uma namorada. Quando Persephone informou seus pais sobre seu namoro com Lizbeth, tal como os restantes Slytherins, os Fawley informaram os meus, e criaram toda essa confusão. Regulus, de nenhuma forma, poderia estar comprometido com outra garota.

– Merlin… – Falou James, enquanto olhava espantado para seu amigo. Sirius sempre que tinha dito que seus pais não eram bons da cabeça, mas a ponto de criarem aquele inusitado plano…

Ficaram em silêncio por uns momentos, absorvendo todas as informações dadas pelo Auror.

– Que vai acontecer agora com a gente? – Perguntou Sirius, pensando em seu irmão caçula. No que ele sofreria se o plano de seus pais se tivesse concretizado. Fleamont trocou um olhar divertido com sua esposa, e comentou:

– Espero que você e seu irmão não se importem que eu e Euphemia sejamos vossos tutores.

Um longo silêncio ecoou pela segunda vez naquela sala. Sirius olhava, abobado, para os Potters, que sorriam. Lily e Marlene trocaram olhares aliviados, emocionadas por todo o sofrimento de Sirius e Regulus ter, finalmente, terminado. Remus tocou no ombro de seu namorado, com os olhos marejados de lágrimas. Sirius baixou o rosto e olhou para seu prato, os ombros tremendo violentamente.

– Oh, meu querido… – Falou a Srª Potter, se levantando e caminhando para Sirius, o abraçando. Viu como ele escondia o rosto em seu peito e molhava o vestido com suas lágrimas. – Shhh….está tudo bem. Vocês vão ficar a salvo.

James se levantou e correu para seu amigo, se ajoelhando a seu lado, lágrimas escorrendo por seu rosto. Severus, que observava o alívio de Black, percebeu que sua mãe chorava silenciosamente a seu lado. Eilleen tinha sido informada da maior parte dos abusos que os jovens Blacks tinham sofrido. E tinha sido ela a ajudar Euphemia a convencer seu marido a adotar os dois garotos para que Regulus não fosse para um orfanato.

Mas não tinha sido difícil convencer o Auror. Ele tinha muito apreço pelos dois, mesmo não tendo falado muito com Regulus. Severus viu Fleamont limpando discretamente uma lágrima que estava na bochecha. Estava feliz por Regulus. Ele já não era obrigado a ficar com Persephone Fawley porque, em primeiro lugar, o contrato era falso e, em segundo, Walburga e Orion já não tinham poder legal sobre ele. Finalmente estava livre de todo aquele pesadelo e, poderia, finalmente, namorar Lizbeth.

Um elfo aparatou ao lado de James e lhe estendeu um frasco com uma poção calmante. Agradecendo, James pegou nela, tirou a tampa e ajudou Sirius a bebê-la. O Maroto bebeu com sofreguidão, sentindo como ela fazia, aos poucos, efeito. Já mais calmo, falou em tom de brincadeira:

– Parece que vamos ser irmãos de nome, hein, Prongs? – Potter deu uma risada em resposta à pergunta de seu amigo, e respondeu:

– Parece que sim, Pad. – Sirius, de rosto avermelhado e olhos lacrimejantes, se abraçou à Srª Potter e, se virando para o Auror, agradeceu.

– Obrigado, por tudo.

– Não me agradeça. – Respondeu Fleamont – Eu nunca iria permitir que você e Regulus continuassem sendo abusados por seus pais.

Mais calmos os ânimos, voltaram a se sentar, conversando o resto do almoço, com risadas e conversas divertidas. James estava planeando o novo quarto de Sirius, que iria ficar à frente do seu e Black já planejava com seu namorado umas férias para fora do país depois de terminarem Hogwarts.

Severus e sua mãe conversavam sobre a Mansão Prince, que já estava sendo reconstruída. Dentro de poucos meses, teriam uma casa só para eles, para felicidade do Slytherin. Que mais poderia acontecer?

Continua…

Notas da Autora:

Oi! Que foi isso, gente? Como assim, tudo isso foi um plano dos Blacks para controlarem Regulus? Que capitulo bombástico! Espero que tenham gostado. Se vocês pensam que as revelações acabaram…pensem de novo, amores.

Dia 24/07 recebi, no Spirit Fanfics, um comentário no capitulo 38 de uma pessoa me informando que encontrou minha fanfic em espanhol e me perguntando quem é que plagiava quem. Obviamente, fiquei chocada e quis saber onde ela estava sendo postada.

Até à data de hoje não recebi resposta, por isso não sei o que ela disse é verdade ou mentira. Mas, se um dia vocês virem minha fanfic sendo traduzida em outras línguas, sem eu ter avisado vocês, saibam que não autorizei nenhuma tradução e que é plágio! Por favor, me informem, e denunciem. Obrigada. Bjs :D