Nota da Autora: Oi! Primeiro agradeço o comentário de ThaMaddox, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo, espero que gostem. Bjs :D
S.L.
Capitulo 43
Recomeçando Suas Vidas
Os irmãos Black se separaram do abraço e se entreolharam, com um sorriso contido o rosto. Há muito tempo que não se tocavam e tinha sido estranho, mas bom. Regulus se sentou na mesa, sendo acompanhado por Lizbeth e trocaram um sorriso, comentando as saudades que tinham tido um do outro.
Sirius se dirigiu para a mesa dos leões, vendo Remus e seus amigos o esperando. Seu namorado tinha um ar abatido, cansado. Se sentaram, escutando o cumprimento de Peter, saboreando um delicioso peixe frito com batatas, cujo rosto rechonchudo demonstrava cansaço por ter ficado na detenção.
Ignorando os olhares de seus colegas, sentiu Remus lhe dando um beijo na bochecha, orgulhoso. Olhando em volta da mesa, Severus escolheu purê de batata com ervilhas, acompanhado por molho de cebola caramelizado. A seu lado, Lily, se decidia por uma das mais tradicionais receitas: uma sopa de ervilhas com presunto, enquanto bebia um delicioso suco de maçã. Marlene saboreava um pedaço de bife Wellington, que levava uma camada de paté de foie gras e coberto com massa folhada e assado, enquanto bebia água.
James, enquanto escutava seu amigo se queixando das aulas, das detenções e das explicações que ele, e os estudantes com notas mais baixas, era obrigados a ter todas as noites para melhorarem, tendo sido reforçadas depois do ataque a Hogsmeade, e a falta de tempo que passava com eles e sua namorada. O Maroto respondeu que compreendia, mas que ele não podia falhar nos NIEM´S, e que a amizade deles não iria terminar só porque não passavam o dia juntos. Afinal, ainda conversavam de noite, por vezes, quase até de madrugada.
Sirius comentou que, nas férias já poderiam ficar juntos e aproveitarem todos os momentos, recebendo um aceno de concordância de seu namorado. Remus aproveitou para dizer que não se precisava de se preocupar com ele e seu "probleminha peludo", pois Pad e Prongs conseguiriam controlá-lo. James, ao escutar suas palavras, se apercebeu de que faltava poucos dias para a Lua Cheia. Ficou momentaneamente satisfeito por poder se transformar em Prongs. A ultima vez que o tinha feito tinha sido quando revelara a Severus que era um Animago. Tinha saudades de adotar sua forma animal e correr na floresta proibida e pelas ruas desertas de Hogameade.
Peter baixou o olhar, triste, e James lhe deu uns tapinhas nas costas, tentando confortá-lo. Era para seu próprio bem.
Frank e Alice, embora não tivessem notas baixas, também frequentavam pois, queriam entrar no Curso de Aurors, que era muito exigente e ajudavam Peter sempre que podiam. Conversavam sobre os preparativos do casamento, avisando seus amigos e colegas chegariam via coruja no dia seguinte, deixando as meninas histéricas, soltando gritinhos animados, enquanto os garotos se entreolhavam, divertidos. Conversaram o resto do jantar e, ao terminarem, se levantaram e saíram do Salão Principal.
Peter olhou com tristeza para seus amigos, os informando que teria de ir a uma aula extra, dessa vez de DCAT. Frank e Alice desejaram a Sirius boa sorte com a conversa com seu irmão e o Maroto agradeceu. Se despediram, o Maroto prometendo um jogo de snap explosivo durante a madrugada, convidando seu colega, que aceitou.
– Vocês vêm com a gente? – Perguntou Sirius, a James e Severus, enquanto eles subiam as escadas em direção ao Salão Comunal para buscarem seus materiais para a aula. O casal se entreolhou e Potter respondeu:
– Penso que deve ter essa conversa o mais privado possível com seu irmão. – Severus acenou, concordando – Eu e Severus também precisamos de conversar. Não sei a que horas chegarei.
– Tá bom. – Respondeu Sirius, os olhando desconfiado. Percebeu que o Slytherin tinha ficado tenso com as palavras de seu irmão James. Vendo Regulus saindo, acompanhado por Lizbeth, suas mãos entrelaçadas, como se ela lhe estivesse dando forças. Se despediram, vendo o casal subindo as escadas. Ficou momentaneamente preocupado com seu amigo, antes de seu virar para seu irmão, que estava pálido e ansioso.
– Você quer conversar nas estufas? – Perguntou, quando se aproximou. Regulus vacilou em sua resposta, ele não costumava quebrar as regras da escola, ao contrário de muitos colegas seus. Mas sabia que era dos poucos lugares em Hogwarts onde se podia ter uma conversa sem serem interrompidos. Nem Regulus e, muito menos, Sirius podiam entrar no Salão Comunal do outro, pois nãos seriam bem recebidos, principalmente entre Slytherins.
– Tá bom. – Aceitou, não muito convencido. Saíram do castelo e entoaram o feitiço "Lumos". A ponta de cada uma das varinhas ficou iluminada com uma luz branca e forte o suficiente para que lhes iluminasse o trajeto.
Caminharam, seus passos sendo gravados na neve. Olhavam atentamente para todos os lados. Hogwarts, podia ser considerada " o local mais seguro", mas não significava que os perigos não estivessem à espreita.
As estufas do castelo eram onde as aulas de Herbologia eram lecionadas pela Professora Sprout. Tinham estátuas em forma de dragões serpentinos nos telhados pontiagudos – talvez para protegerem o edifício em caso de ataque, pensavam eles – e eram o lar de muitas plantas mágicas e exóticas, incluindo algumas muito raras, difíceis de cultivar e, até mesmo, perigosas.
A entrada não costumava ficar fechada à chave, para que os amantes das plantas pudessem ir sempre que quisessem para cuidar delas, conversar e podá-las. Havia sete estufas, uma para cada ano, mais o escritório da professora. Entraram na estufa do primeiro ano, que tinha as plantas menos perigosas. Fecharam a porta e se sentaram nos primeiros bancos da enorme mesa de trabalho, olhando as plantas que ali se encontravam e se recordando de algumas aulas que tiveram, como aprenderam a distinguir plantas mágicas de não mágicas, técnicas de jardinagem, cuidarem das plantas, regando-as e adubando-as e, sempre que era necessário, arrancar as ervas daninhas.
– Foi nessa sala que eu descobri meu amor pelas plantas. – Revelou Lizbeth, quebrando o silêncio e todos a observaram. – Eu e Regulus ficávamos juntos, sempre que havia trabalhos em pares, e trabalhávamos nas mesas do fundo para não sermos incomodados.
– Sirius preferia ficar distraído e roubar excrementos de dragão para esconder no escritório de Fitch. – Comentou Remus, seriamente, ignorando a expressão escandalizada de seu namorado.
– Isso é mentira! – Exclamou Sirius, lhe apontando um dedo, ameaçador. Lizbeth soltou uma risadinha ao ver um pequeno sorriso escapando dos lábios de Lupin. Regulus revirou os olhos, divertido, com a infantilidade dos dois Gryffindors – Como você se atreve a falar mal de minha pessoa à frente de minha cunhadinha?
Lizbeth enrubesceu, olhando para seu namorado, que lhe deu uma piscadela marota.
– Estou brincando, estou brincando! – Falou Remus, rapidamente, sabendo que seu namorado poderia se vingar dele com uma de suas brincadeiras – Você nunca roubou excremento de dragão, juro!
Sirius franziu o sobrolho, pensativo:
– Embora não tivesse sido uma má ideia… – Murmurou.
– Sirius… – Avisou seu namorado, o tirando da criação de novos planos que estavam surgindo em sua mente contra o zelador.
– Me desculpem. – Pediu, olhando para seu irmão que observava, divertido, a interação do casal. – Eu vou lhe contar tudo desde o início, …Reg.
O Slytherin acenou com a cabeça, com um pequeno sorriso no rosto. Há muitos anos que seu irmão não o tratava por sua alcunha. E, admitia, sentia saudades de tudo o que tinham feito juntos. Talvez agora pudessem ser tão unidos como no passado. Sirius revelou que tinha sido James a enviar uma carta ao Chefe dos Aurors, que tinha investigado as denúncias dele contra seus pais. Regulus escutava atentamente, feliz por não ter ido a tribunal testemunhar contra toda a maldade que lhe tinham feito passar.
Sirius revelou sua conversa com Fleamont, em que ambos tinham ido para seu escritório, e lhe tinha explicado que, embora Walburga e Orion não fossem mais responsáveis por eles, poderiam machucá-los na mesma, se não fossem cuidadosos. E lhes tinha prometido liberdade para ser quem queriam ser realmente e que poderiam ficar com a pessoa que amavam, sem receio das consequências.
Regulus, ao escutar seu irmão, deixou escapar uma lágrima. Limpou-a com a manga do sobretudo, se sentindo mais leve. Nunca mais teria de estar na presença deles, escutar que teria de seguir as crenças puristas, acreditar que eram superiores a todas as raças. Que, ao sair de Hogwarts, teria de se tornar um Comensal da Morte, para dar orgulho à sua família. Se casar com uma puro sangue, escolhida por seus pais, sem nenhuma ligação amorosa ou afetiva e ter um filho, só para continuar a linhagem.
Essa seria sua vida caso os Potters não tivessem ajudado. Fez uma nota mental para escrever uma carta a seu tutor a agradecer tudo o que tinha feito por eles. Sirius, ao ver como seu irmão estava emocionado, se levantou. Se aproximou dele e o abraçou. Regulus encostou a cabeça nos ombros de seu irmão, sentindo um suave odor a comida com madeira queimada e fechou os olhos. Nunca mais precisava de se esconder atrás das regras preconceituosas e rigorosas criadas para subjugá-los e manipulá-los. Seria, finalmente, livre.
Continua…
Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo. Regulus nunca mais precisará de ficar preocupado em seguir as regras puristas. Agora poderá ter as companhias que desejar, sem se importar com nada. Espero ansiosamente vossos comentários! Bjs :D
