Nota da Autora:

Oi! Primeiro agradeço os comentários, os 520 favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo. Espero que gostem. Bjs :D

Tenho o prazer de anunciar que essa fanfic está sendo traduzida para francês por Katil Slayer! Aqui estão os links da tradução, se quiserem acessar:

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S.L.

Capítulo 47

Estudos na Biblioteca

Regulus abriu os olhos e piscou várias vezes, percebendo que estava em seu dormitório. Pegou na varinha, que sem encontrava – como sempre – debaixo de seu travesseiro e convocou um feitiço Tempus, vendo que já passava do meio dia. Sorriu, ao recordar-se da conversa com seu irmão na noite retrasada. Tinha sido uma das melhores que tivera com ele. Se levantou da cama de um salto, afastando os lençóis. Muitos de seus colegas já se tinham levantado e saído do dormitório.

Pegou na bolsa com seus produtos de higiene e em um uniforme lavado, se perguntando se seus tutores já tinham recebido sua correspondência. Depois de conversar com seu irmão, tinha decidido escrever uma carta em agradecimento por tudo o que tinham feito por ele. Regressara ao Salão Comunal com sua namorada e tinha escrito, em frente à lareira, uma carta para os Potters. De início, não soubera muito bem o que escrever, mas Lizbeth o ajudou.

Mesmo já sendo muito tarde, foram para o Corujal, uma torre alta e circular, de fácil acesso, que ficava na parte externa do Castelo de Hogwarts. As corujas, ao vê-los, se tinham endireitado, ansiosas para serem escolhidas.

Se tinha decidido por um Corujão-orelhudo, de grandes olhos amarelos e orelhas castanhas por ter sido escolhida. A ave voara até seu ombro, orgulhosa, e esticara a pata. Lizbeth apertara a carta e viram o corujão voando por uma das diversas janelas.

Ignorando o frio da noite e o chão sujo de titica de coruja e restos de pequenos animais, regressaram, em segurança, para o Salão Comunal, não encontrando nenhum professor nem Filch e sua gata.

Se dirigiu para o banheiro e fechou a porta. Primeiro, lavou os dentes, esfregando rapidamente. O espelho à sua frente mostrava sua palidez.

Tinha dormido mais horas do que o normal, mas sentia estranhamente cansado Talvez fosse de todas as emoções que tinha sofrido durante essas semanas. Tomou um banho rápido e vestiu o uniforme. Saiu do banheiro, guardou sua bolsa e abriu a porta do dormitório, saindo sem fazer barulho. Avançou pelo corredor vazio, vendo as restantes portas abertas. Desceu as escadas e entrou no Salão Comunal. Pelo vidro, viu a Lula Gigante nadando em círculos. Havia alguns colegas sentados nas mesas, estudando. Olhando para o sofá, viu sua namorada, em frente à lareira. Se aproximou, percebendo que ela estava estudando Herbologia. Não querendo assusta-la, falou, parando ao lado do sofá:

– Bom dia, Liz. – A garota levantou o olhar, assustada mas, ao vê-lo sorriu, aliviada.

– Que susto você me deu. – Ralhou, ao vê-lo.

– Me desculpe. – Pediu Regulus, vendo ela fechando o livro – Não queria assustar você.

Se aproximou dela e se sentou a seu lado. Antes que ela pudesse reagir, lhe deu um beijo no pescoço, a arrepiando.

– Pare… – Murmurou Lizbeth, o afastando de si – Aqui não…

Regulus lhe obedeceu, vendo como sua namorada tinha enrubescido com seu ato.

– Estou com fome. – Comentou, apertando o livro contra seu peito – Vamos almoçar?

– Sim. – Falou ele, se levantando. Ela o imitou e informou:

– Vou só guardar o livro.

– Eu espero aqui. – Disse, vendo sua namorada correndo em direção ao dormitório feminino. Esperou, perto do calor da lareira, vendo seus colegas fechando os livros e se dirigindo para seus dormitórios. Lizbeth desceu pouco depois, ligeiramente ruborizada pela corrida, e Regulus foi em sua direção, a puxou para e, abraçados, saíram pelo retrato. Avançaram pelo frio corredor, seus corpos se aquecendo. Regulus cheirou os cabeloscastanhos de sua namorada, sentindo um delicado odor a amêndoas, e declarou em seu ouvido, para que ninguém o ouvisse:

– Eu te amo, Liz. – Sentiu como ela estremeceu em seus braços. Se olharam nos olhos e escutou resposta no mesmo tom:

Eu também te amo, Reg. – Trocaram um selinho e saíram das masmorras, Lizbeth com um sorriso leve no rosto, que logo foi apagado ao ver Persephone e suas amigas subindo as escadas. Se encolheu nos braços fortes de seu namorado, que acariciou seus quadris, enquanto Persephone os olhava com raiva. Em resposta, ele a olhou com desprezo, vendo como a garota voltava a subir as escadas, seu traseiro rebolando e atraindo olhares masculinos. Muitos deles quase caíram pelos degraus abaixo enquanto a observavam.

Entraram no Salão Principal, observando para a mesa dos leões e vendo a inconfundível cabeleira ruiva de Lily, ao lado de Marlene. Reparou que os Marotos e Marlene também já estavam almoçando, tal como Longbottom, sua noiva e Cooper. Olhou para sua namorada, que sorriu em resposta, o encorajando. Se dirigiram para o grupo, que conversava entre eles, e cumprimentou:

– Bom dia. – Eles se viraram, vendo o casal, e responderam:

– Oi!

– Bom dia para vocês também. – Tentaram se movimentar no banco, para lhes arranjar espaço para se sentarem, mas Remus foi mais rápido e lhes arranjou de imediato dois lugares, mesmo entre ele e Sirius que o observou, espantado. Se virando para os dois Slytherins, comentou, inocentemente:

– Boa tarde, vocês querem dizer. – Tinha os cabelos molhados e o rosto ruborizado, tal como James, revelando de imediato que tinham tido um treino de Quidditch.

– Sim, boa tarde. – Se corrigiu, com um sorriso tímido. Estavam prontos para se sentar, mas Alice pediu:

– Remus, você pode dar espaço para Lizbeth se sentar com a gente? Gostaríamos de conversar com ela sobre o casamento.

– Tá bom. – Respondeu o Maroto, se juntando um pouco mais a Regulus. Lizbeth lhe deu um sorriso e se sentou ao lado das meninas. O Slytherin observou sua namorada, antes de trocar um olhar com seu irmão. Embora estivessem de bons termos, tal não significava que voltariam a ser amigos como antes, não em tão pouco tempo. Alice tirou um convite de dentro da capa e lhe entregou, conversando em surdina.

– Você acordou tarde. – Comentou Severus, enquanto cortava um pedaço de uma gostosa costeleta.

– Estava esgotado de toda essa semana. – Respondeu Regulus, vendo um prato surgindo à sua frente e estava decidindo o que comer. – Finalmente toda essa pressão terminou. – E trocou de assunto – E o que você fez de manhã?

– Estive assistindo ao treino dos Gryffindors, – Respondeu, sentindo o olhar de James em si – enquanto estudava DCAT com Remus.

– E como foi? – Perguntou, olhando de soslaio para o Gryffindor e percebendo sua pele macilenta e as olheiras profundas debaixo dos olhos.

– Hum… – O Slytherin tentou arranjar uma boa palavra. Não que o treino tivesse sido ruim, mas não era seu desporto preferido – Interessante.

Ignorou como seu namorado estufava o peito, orgulhoso.

– Mas, de tarde, estávamos pensando em iniciarmos nossos estudos para os NIEM´s. – Continuou, apontando para o grupo - Querem se juntar à gente? Eu posso ajudar vocês com os NOM´s.

– Liz… – Chamou ele, e ao ter sua atenção, lhe contou o convite de seu amigo. Tendo sua aprovação, respondeu – Aceitamos, até será bom passarmos algum tempo juntos.

Severus acenou, sabendo que Regulus falava de seu tempo com Persephone. Almoçaram, conversando sobre o que poderiam estudar. Aproveitou e lhe perguntou em surdina, como tinha sido a conversa com seu irmão, tendo recebido a mesma resposta. James, que estava no meio dos dois, também escutou o que o Slytherin dizia. Mas, ao contrário de Sirius, tinha descrito pormenorizadamente a conversa. Em resposta, ele contara – em parte – sua conversa com James, não revelando o segredo, pois não queria que ninguém soubesse, principalmente em um local tão público. Regulus ficara satisfeito com James e, depois de terem saboreado as deliciosas sobremesas, se levantaram e cada um se dirigiu para o respetivo Salão Comunal, para buscarem seus materiais de estudo.

Se encontraram à entrada da biblioteca, que estava localizada em um corredor no primeiro andar, esperando que todos chegassem. Os doze estudantes entraram, vendo dezenas de milhares de livros sobre milhares de prateleiras, e estava dividida em quatro seções: a de dragões, os referenciais, a jurídica e, aquela que só podiam entrar com autorização expressa de um professor, a restrita, que estava fechada com uma corda. Entre as prateleiras, havia mesas e bancos de madeira, onde os alunos estudavam. Ao entrarem, viram Madame Pince, de espanador na mão, limpando cuidadosamente um livro de aspeto antiquado. Tentando ignorar o olhar penetrante da bibliotecária, observavam as mesas, tentando encontrar uma vazia e se afastaram, olhando em redor.

– Aqui… – Murmurou Lily, um pouco mais afastada deles, acenando com o braço esticado. Se dirigiram para a mesa escolhida e se sentaram, tentando não fazer demasiado barulho. Marlene se sentou no fundo da mesa, sendo seguida por sua namorada e Severus. James o seguiu, não querendo ficar longe dele, acompanhado por Sirius e Remus. No outro lado da mesa se sentaram Regulus e Lizbeth, Zoey – acompanhada por Peter - e, por fim, Alice e Frank.

Tentavam se mover cuidadosamente, retirando os materiais das mochilas e pousando silenciosamente.

Severus estava abrindo seu livro de Transfiguração, quando se apercebeu de uns olhos negros os olhando pelo meio dos livros. Tocou delicadamente na mão de Lily, que se virou para ele, intrigada. Lhe indicou com a cabeça, ao mesmo tempo que murmurava em seu ouvido. A ruiva arranjou seus pergaminhos e murmurou o mesmo aviso a Marlene, que acenou vagarosamente com a cabeça. Sirius murmurava entre dentes ao ver as runas que seu namorado teria de traduzir no trabalho. Se virou para pegar na pena, quando viu um dicionário de runas a seu lado.

Querendo ajudá-lo, pegou no livro e o abriu, uma névoa de pó se dirigindo para seu nariz. Sentiu comichão e fez um som abafado, querendo espirrar. Todos o olharam, de olhos arregalados e expressões temerosas. Remus pousou rapidamente uma mão na boca de Sirius, para que ele não espirrasse. Ficaram se observando por uns segundos, ninguém se mexendo. Alguns estudantes já se tinham apercebido do que estava acontecendo, e amontoaram os livros em redor deles, temerosos da arma preferida da bibliotecária. O Maroto afastou cuidadosamente a mão e Sirius coçou o nariz, que comichava. Trocaram olhares, aliviados, mas não por muito tempo. Pelo canto do olho, viu seu namorado abrindo novamente a boca e todos murmuraram um "não!", enquanto esticavam os braços, mas foi tarde demais. O espirro do Maroto ecoou, pelo menos, três vezes, ao longo do recinto. O grupo puxou os livros na direção deles, ao verem a figura alta e magra da bibliotecária surgindo sombriamente à frente deles.

– Madame Pince! – Murmurou Remus, enquanto via seu namorado transfigurando um pedaço velho de pergaminho em um lenço e assoando o nariz – Lamentamos imenso…

– Sr. Lupin… – Repreendeu a bibliotecária, olhando atentamente para o grupo, bramindo o espanador em sua direção. Muitos, que estavam observando a cena, tremeram ao verem a arma preferida de Madame Pince.

Quase ninguém escapava de seu mau humor, talvez Lily, Remus e Severus. James e Sirius já tinham sido expulsos tantas vezes da biblioteca no passado, que há muito não entravam. Madame Pince os tinha apanhado, uma vez, a comer uns biscoitinhos e os expulsara, bramindo o maldito espanador de penas.

Seus olhos vaguearam pelo grupo, desconfiada, parando, por momentos, nos dois Marotos. Levantando o espanador, disse, satisfeita por alguns deles terem estremecido:

– Já sabem as regras. – Falou – Não quero ver ninguém comendo, bebendo, fazendo barulho e, muito menos, estragando os livros. Entendido?

– Sim, senhora! – Exclamou o grupo, em uníssono.

– Shhh! – Repreendeu a bibliotecária, enrugando o longo nariz curvo – Não façam barulho!

Se afastou observando, de olhos semicerrados, os dois Marotos que disfarçavam, olhando para os livros, e voltou para sua tarefa. O grupo trocou olhares e suspiros, aliviados.

Entre murmúrios, enquanto emprestavam suas anotações a abriam seus livros, se prepararam para uma tarde de muito estudo e conversas sussurradas.

Continua…

Nota da Autora:

Oi! Espero que tenham gostado do capítulo! Que acharam da cena da biblioteca com Madame Pince? Tenho de admitir que foi a minha favorita em todo o capítulo e que adorei escrevê-la.

Quero agradecer a Katil_Slayer por se ter interessado pela minha fanfic a ponto de querer traduzi-la. Também quero agradecer todos os comentários e favoritos que tenho recebido ao longo da fanfic. Se não fossem vocês, de certeza que já teria desistido da história. Obrigada!

Tenham um Bom Carnaval! Bjs :D