Notas da Autora:

Oi! Primeiro agradeço o comentário de ThaMaddox, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo. Espero que gostem. Bjs :D

Gostaria, por favor, que lessem as notas finais. É importante. Bjs :D

S.L.

Capítulo 55

Namorando às escondidas

Os Gryffindors observavam, cautelosos, durante o jantar, a expressão rabugenta de Sirius. O Maroto tinha passado todo o dia com um terrível mal humor, obrigando os professores a retirarem vários pontos à sua casa. Todo o mundo sabia o motivo dele estar tão alterado: a ausência de seu namorado. Durante o café da manhã, ele estivera calmo, embora parecesse um pouco preocupado mas, à medida que o dia avançavam, sua boa disposição.

Durante as aulas tinha ficado invulgarmente calado, ignorando as perguntas dos professores. Nem as ameaças de detenção e perda de pontos fizeram mudar seu comportamento. No almoço, se sentara no fundo da mesa, acompanhado por James, Severus, Peter e Zoey. Snape não trocou nenhuma palavra com ele, não querendo levar um desaforo. Zoey, no entanto, tentara trocar algumas palavras, recebendo apenas o silêncio. Desistiu pouco depois, o olhando com preocupação.

Durante a tarde, tinha pedido a capa a Prongs e entrado sorrateiramente na enfermaria, ficando silenciosamente ao lado de Remus, lhe fazendo companhia. James tinha ido para o campo de Quidditch reunir seus colegas e estudarem as novas táticas que seriam usadas no início da nova temporada. Era seu ultimo ano e queria vencer – mais uma vez – a Taça das Casas. Severus tinha preferido ficar nas bancadas, acompanhado por Lily e Marlene – protegidos com encantamentos impermeáveis - e fizeram os deveres daquele dia, aproveitando para estudar um pouco de Transfiguração.

Já tinham terminado toda a matéria de "Animagia" e iriam ter uma prova na aula seguinte. Ele sabia que McGonagall não tinha autorização do Ministério da Magia para lhes ensinar a transformarem-se, passo a passo. Olhando para sua amiga, se perguntou se sua mãe já teria lido a carta e se já teria respondido ou – esperava que não – se a coruja tinha sido atacada durante a entrega. Não seria a primeira vez que tal acontecia: Uma coruja estava iniciando sua viagem, quando fora atacada por Comensais da Morte. Felizmente, a correspondência dessa aluna não tinha nenhuma informação relevante, nem denunciava onde sua família estava escondida. Infelizmente, não sobrevivera aos ferimentos, obrigando o corpo docente a realizar variados encantamentos de proteção nas corujas da escola, só para que eles e os destinatários as vissem. As tardes de janeiro eram muito frias, cinzentas e chuvosas, e o Slytherin esta desejoso que viesse o bom tempo.

O treino tinha terminado quase ao anoitecer. Esperaram que os jogadores se refrescassem, conversando sobre banalidades. Era melhor do que mencionarem as fatalidades que apareciam nos jornais,o desespero das famílias com os sumiços inexplicáveis e seus terríveis assassinatos. Quando James se juntou ao grupo, avançaram para o castelo. Cada um se dirigiu para seu Salão Comunal para guardar seus pertences. Severus encontrou Regulus e Lizbeth no lugar habitual, namorando. Decidiu deixá-los ficar sozinhos mais um pouco. Se não os chamasse, perderiam a hora do jantar e depois teriam de ir, escondidos, à cozinha e poderiam encontrar o velho zelador.

Subiu as escadas em direção ao dormitório masculino. Trocou alguns cumprimentos com seus colegas antes de entrar no dormitório vazio. Arrumou sua mochila para o dia seguinte, guardando o que não precisava dentro do malão. Se recordou de seu livro sobre intersexualidade oferecido por sua mãe e o procurou debaixo do travesseiro, se perguntando quando teria tempo para lê-lo sem pressas. Naquele momento, estava mais preocupado em estudar para os NIEM´S e o cansaço das aulas não permitia lê-lo até de madrugada, onde teria menos probabilidade de ser flagrado.

Saiu do dormitório, caminhando com rapidez, sentindo a fome apertando. Desceu as escadas e entrou no Salão Comunal, reparando que somente ele e o casal ali se encontravam.

- Oi! - Cumprimentou, se aproximando do casal. Regulus, que tinha o braço em redor do ombro de sua namorada, foi o primeiro a responder:

- Oi! - Lizbeth sorriu carinhosamente para ele – Onde esteve?

- Fiquei assistindo James treinando seu time - Respondeu ele -, enquanto estudava com Lily e Marlene. E vocês?

- Estivemos estudando na biblioteca para os NOM´S. - Informou Lizbeth, se levantando, sendo imitada por seu namorado – Estou tão preocupada...

Confessou, enquanto avançavam para a saída. O corredor das masmorras revelava as sombras fantasmagóricas provocadas pelos archotes. O trio continuou conversando, embora seus sentidos estivessem sempre alerta. Não podiam evitar, não sabiam se alguém – ou algum fantasma – poderia estar escondido no escuro, prontos para pregarem uma pegadinha.

Entraram no hall, vendo um grupo primeiranista de Hufflepuffs atravessando rapidamente a entrada do castelo, completamente encharcados, mas com sorrisos nos rostos. Tinha começado a chover novamente, muito intensamente. Ignorando as primeiras trovoadas, entraram no Salão Principal. Severus viu a cabeleira ruiva de Lily ao fundo da longa mesa e se dirigiram para ela. Ao aproximarem-se, viram que Marlene, James, Sirius, Peter e sua namorada, juntamente com Dorcas e Mary, a acompanhavam. Pelo caminho, trocaram um cumprimento com Frank e Alice, que tinham vários pergaminhos em redor deles, preparando o casamento.

- Oi! - Cumprimentou, revelando sua presença.

- Oi! - Responderam os Gryffindors, em coro, se afastando para deixá-los se sentarem. Severus ficou junto de seu namorado e trocaram um selinho.

- Como está Remus? - Perguntou ele, em voz baixa, enquanto se servia de purê de batata.

- Melhor. - Respondeu James, no mesmo tom – Sirius conseguiu entrar na enfermaria sem ser detetado por Madame Pomfrey e percebeu que Remus ficou a maior parte do dia dormindo, recuperando forças. Mas Sirius irá levá-lo novamente para a Casa dos Gritos para mais uma transformação. Ele me pediu para ficar sozinho com Moony.

- Tá bom. - Murmurou o Slytherin, mais satisfeito por ele estar melhor, embora soubesse que ainda não tinha terminado.

Remus tinha sido uma das poucas pessoas que nunca o tinha machucado ou ridicularizado e isso significava muito para ele. Poderiam nunca ser os melhores amigos, mas haveria respeito, o que seria suficiente. Jantaram, enquanto conversavam entre eles. Mas Severus se perguntava se iria receber a resposta de sua mãe ainda naquele dia. Esperava que sim.

Sirius foi o primeiro a se despedir. Dentro de pouco tempo apareceria a lua cheia e Remus não podia estar dentro do castelo. Provavelmente, Madame Pomfrey já o tinha alimentado e o levado de regresso à Casa dos Gritos. Mas, iria checar primeiro a enfermaria.

Depois do jantar, cada um se afastou para seus afazeres. James e Severus decidiram dar um passeio, sozinhos. Potter combinou com os Marotos que seria ele a ficar com o Mapa. Queria passar uns momentos a sós com seu namorado. Sentia que estava ignorando-o, mesmo sabendo que não podia abandonar Remus naquele momento tão difícil. Mas, se Sirius tinha pedido para ficar somente ele com Moony naquela noite, iriam aceitar.

Precisava de tocar em Severus, beijá-lo. O Slytherin também sentia essa necessidade. Subiram, abraçados, as Grandes Escadarias, tendo o cuidado para que elas não se movessem no momento errado e saltando o degrau falso. Avançaram pelos corredores iluminados em direção à Torre de Astronomia. Subiram as escadinhas em espiral e entraram na Torre. Olharam em redor e, vendo que estavam sozinhos, lançaram encantamentos de privacidade.

- Finalmente, sós. - Murmurou James, puxando seu namorado para si e o beijando apaixonadamente.

- Sim... - Suspirou Severus, soltando um gemido alto ao sentir os lábios carnudos beijando seu pescoço. Desfez o glamour antes de deixar cair a varinha, que embateu no chão com um baque surdo – James...

- Parece que não toco em você há anos... - Continuou o Gryffindor, tirando a capa do Slytherin e a atirando para o chão, sendo imitado por seu namorado. Sentiu sua calça ficando apertada ao ver as formas dos seios, escondidos sob a camisa. Desapertou um botão de cada vez, a pele pálida se revelando cada vez mais, juntamente com o colar dos Prince, que Severus nunca mais tinha deixado de usar. Empurrando-o delicadamente para cima do tecido suave das capas, acariciou com a língua um dos mamilos túrgidos, escutando o gemido contido de seu namorado. Beijou delicadamente cada seio, sugando e mordiscando com desejo, sentindo como ele estremecia debaixo de si. A chuva embatia com violência nas janelas semiabertas, impedindo que se escutasse suas súplicas. Avançou, trilhando um caminho de beijos ao longo do ventre de seu namorado, desapertando o cinto e o botão da calça, olhando com safadeza para Severus, cujo olhar se encontrava dilatado pelo prazer. Perguntou, ao mesmo tempo que descia o zíper:

- Você quer?

- Sim! - Exclamou o Slytherin, estremecendo de antecipação. Sua calça estava apertando seu pênis e sua vagina estava lubrificada, pronta para recebê-lo. James baixou a calça e a cueca, vendo como seu namorado estava excitado. Aproximou a boca de sua vagina, sentindo o gosto fortemente adocicado e deu umas lambidelas, escutando os gemidos de Severus.

- Você quer? - Perguntou, um dedo brincando em sua intimidade molhada.

- Sim! - Implorou Severus, de respiração ofegante, o olhando – Não pare!

James ia aprofundar seu dedo quando um piar os surpreendeu. De um salto, se afastaram um do outro, com os corações batendo rapidamente em seus peitos, e olharam em redor, vendo uma bela coruja de olhos cor âmbar e penas castanho avermelhadas, completamente encharcada,à janela. A coruja se sacudiu e piou novamente, esticado sua pata, onde havia correspondência.

- Que droga...? - Começou James, vendo a coruja levantando voo e se aproximando deles.

- É a coruja de minha mãe. - Comentou Severus, se endireitando e cumprimentando:

- Oi! - A coruja pousou à sua frente e piou, satisfeita por tê-lo encontrado. O Slytherin apertou rapidamente os botões e subiu a calça, se compondo o melhor que pode e pegou na varinha. - Tudo bom?

A coruja bateu as asas e o Slytherin lhe lançou um encantamento não verbal, suas penas ficando totalmente secas. Com altivez, ela lhe esticou a pata e ele tirou cuidadosamente uma caixa embrulhada e um pergaminho enrolado.

- Obrigado. - Agradeceu, acariciando a penugem suave. A coruja levantou voo e voltou saindo pela janela. Trocou um selinho com James, que tinha uma expressão amuada.

- Não fique assim. - Pediu, acariciando seu rosto.

- A gente tinha mesmo de ser interrompida agora. - Resmungou o Gryffindor, sentindo toda sua excitação desaparecendo por completo. Abriu o Mapa e o ativou, vendo onde estavam os professores e Filch. Olhou para o desenho do Salgueiro, vendo os nomes de Moony e Padfoot. A transformação já tinha ocorrido, e esperava que os dois ficassem bem.

Severus leu a carta de sua mãe, que estava muito feliz por ele. Também tinha referido que as obras na Mansão Prince estavam quase terminando, que esperava que Lily gostasse de sua escolha de presente e lhe perguntara o melhor nome para a coruja. Guardando tudo no bolso da capa, trocaram um selinho. Conversaram entre eles sobre as novidades, discutindo um nome para a coruja. O Slytherin estava inclinado para Daisy, por sua mãe gostar muito de flores, embora Luna fosse um bom nome por ser uma criatura da noite, embora mencionasse outros nomes.

- Talvez nossas corujas até gostem um do outro e tenham filhotes. - James brincou, algum tempo depois de realizar um "tempus" não verbal e ver as horas, enquanto continuava abraçado ao corpo quente de seu namorado.

- Já estamos há quase uma hora discutindo o nome de uma coruja. Imagine o tempo que você ficaria pensando se houvesse filhotes.

Severus bufou em resposta.

- É um assunto relevante. - Ralhou - Sua coruja tem o direito a um nome. Até parece que você não demorou tempo para pensar um nome para Eleazar... - Foi interrompido com um suave beijo nos lábios. Ao se afastarem, James acariciou a bochecha ruborizada de seu namorado.

- Eu só gostaria de ter um pouco de sua atenção. - Confessou – A noite retrasada foi difícil para todos e queria beijar você para esquecer.

- Me desculpe. - Pediu Severus, imaginando que não seria nada fácil ver uma pessoa que gostasse sofrendo uma transformação tão dolorosa sem puder intervir – Eu também quero beijar você.

- Prometo que depois discutiremos todos os nomes que quiser. - Disse o Gryffindor, puxando seu namorado para si, sentindo a pele suave contra a sua, se perdendo em cada toque, cada carícia. Severus aprofundou o beijo, se apercebendo como seu namorado precisava dele, lhe dando toda atenção que precisava, se perdendo em um mundo de puro prazer.

Continua...

Nota da Autora:

Oi! Como estão? Espero que bem, se protejam. Espero também que tenham gostado do capítulo! Se não estiver bom, me desculpem. Aconteceu muita coisa em minha vida, e me sinto um pouco desanimada.

Só de pensar que James e Severus quase tendo um momento muito prazeroso e que foram interrompidos pela coruja dos Prince...Talvez uma próxima ;)

Será que conseguirão adivinhar o presente de Severus para Lily? Que acham que poderá ser? E quanto ao nome da coruja, gostariam de escolher? Irei deixar quatro sugestões:

1. Daisy - Significa "olho do dia", "flor". Tem origem no inglês e surgiu a partir das palavras do inglês antigo daeges ege, daeges eage, que significam literalmente "olho do dia".

2. Luna - Significa "Lua", "a iluminada", "a feminina". Luna é um nome tipicamente feminino que tem origem a partir do latim luna, que significa literalmente "lua".

3. Theia – Significa "Deusa". Era uma das divindades primitivas gregas.

4. Íris - Significa "mensageira", "a que leva mensagens pela palavra" ou "arco-íris.

Se quiserem, também podem escolher um nome. Estou ansiosa para saber vossas opiniões. Bjs :D