Nota da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo. Espero que gostem. Bjs :D
S.L.
Capítulo 61
Conversando em Grupo
Severus tinha tido um dos dias mais estranhos de sua vida. Tinha descoberto que estava esperando um bebê, seu filho ou filha com James. Depois de Madame Pomfrey o ter repreendido mais do que uma vez, lhe tinha indicado o que teria de fazer para seu bebê nascer forte e saudável. De seguida, como era de sua obrigação, foi informar o novo acontecimento ao diretor Dumbledore, que os congratulou. Seus olhos azuis brilhavam por cima de seus óclinhos de meia lua, um gesto que deixava o Slytherin desconfortável. Desconfiava que o diretor fosse um legilimente, pois parecia examinar sua mente, embora não pudesse ter certeza de que fosse um oclumente, pois nunca tivera coragem de observar a mente do diretor.
Como não estava doente, Madame Pomfrey o liberou com relutância. Não sem antes voltar a insistir que, se sentisse algo estranho acontecendo ou se sentisse dor, que viesse ter com ela de imediato, a qualquer hora e a qualquer momento. Conseguiram chegar quase no final do almoço e cada um se deliciou com um saboroso creme de abóbora e montaram uma sanduíche, antes de terminarem de comer. Severus aproveitou e se deliciou com uma tarte de maçã. Desejava enviar uma carta a sua mãe, para lhe contar as novidades, mas tinha receio de que fosse intercetada pelo inimigo.
Combinaram se encontrar no hall e cada um foi buscar o que pudesse entretê-los naquela tarde. Severus avançou pelas masmorras escuras e vazias do castelo, murmurou a senha e entrou no Salão Comunal, onde se encontravam alguns estudantes aproveitando aquele descanso para porem a conversa em dia. Já tinha terminado seus deveres na sexta feira de tarde, antes da festa de Slughorn. Tinha estado na biblioteca, durante aquela tarde, acompanhado por Lily, Marlene e Remus, enquanto James e Sirius tinham tido mais um de seus treinos de Quidditch. Os jogos já se tinham iniciado há algumas semanas e Gryffindor, como todos os anos desde que James tinha entrado no time, estava em primeiro lugar. Os jogos eram quase sempre iguais, mesmo com a astúcia de Slytherin ou a inteligência de Ravenclaw, James apanhava sempre a snitch no final do jogo. Os Hufflepuffs não se importavam de perder, só se queriam divertir. O primeiro jogo daquele ano tinha sido entre os leões e os texugos, onde tinham vencido por 180-360. Slytherin tinha jogado contra Ravenclaw e vencido por 92-205. O próximo jogo seria entre Gryffindor e Ravenclaw e, por mais que o time treinasse e se esforçasse, com certeza perderiam.
Entrou no dormitório, vendo a cortina de uma das camas fechada e encantamentos de privacidade em redor. Para tal acontecer, havia dois motivos: ou alguém estava se divertindo sozinho, ou estava acompanhado. Não querendo ser flagrado, avançou para seu malão, onde procurou um livro que lhe chamasse a atenção. Encontrou seu livro sobre intersexualidade e pensou que seria bom avançar na leitura. Mas não queria que alguém descobrisse. Pensou um pouco e teve uma ideia. Pegando em seu livro de Encantamentos, lançou alguns feitiços não verbais e trocou as capas dos livros. Agora, se olhassem para o livro que tinha na mão, veriam um simples livro da escola. Arrumou o resto dentro do malão com um aceno da varinha e saiu de mansinho do dormitório. Avançou pelo corredor, agarrando firmemente o livro, com receio de que lhe caísse das mãos e se abrisse em frente a todo o mundo. Nem conseguia imaginar o que faria ou como reagiria. Entrou no Salão Comunal, vendo um pequeno grupo de primeiranistas em redor da janela. Um deles batia no vidro, querendo chamar a atenção da lula gigante, que perseguia um peixe de porte médio. Severus sabia como aquela criatura marinha podia ser fascinante. Ele também tinha passado muitas horas em frente daquela janela, observando a lula gigante movimentando seus tentáculos para cima e para baixo, nadando sossegada naquele imenso espaço.
Saiu do Salão Comunal, avançando pelo corredor até ao hall do castelo. Viu Nick Quase-Sem-Cabeça, o fantasma da torre de Gryffindor deslizando em direção ao vazio Salão Comunal. Observou seus colegas passeando, conversando e dando risadas. Casais de namorados abraçados, prontos para aproveitarem mais um dia. Se encostou à parede, olhando em seu redor, enquanto esperava por seu namorado, que não demorou muito a aparecer. Com seu conhecimento pelas passagens secretas, James foi em direção o Salão Comunal de sua casa, onde buscou um livro de sua matéria preferida, DCAT.
Encontrou Lily e Marlene concentradas, sentadas frente a frente, com seus rostos sérios, jogando xadrez. Saiu do Salão Comunal, sem incomodá-las e retomou seu caminho, voltando rapidamente para junto de Severus. Juntos, saíram do castelo e caminharam pela neve semiderretida, em direção ao lago negro. O Slytherin abraçava seu livro como se fosse uma boia e James manobrava o seu livremente, mas sem o deixar cair. Pelo caminho, viram o campo de Quidditch, onde o time de Ravenclaw treinava. James reparou como eles atiravam as bludgers, voando com rapidez. Continuaram o caminho, passando pela cabana de Hagrid, que se encontrava sentado na soleira da porta, construindo um objeto com suas próprias mãos. Era uma imagem solitária, para uma pessoa que amava animais. James se perguntou porque Hagrid nunca tivera um animal de companhia, um cachorro, que pudesse brincar com ele, e protegê-lo.
Hagrid levantou o olhar e, ao vê-los, acenou alegremente. Trocaram algumas palavras, antes de continuarem seu caminho. Ao chegarem ao lago negro, escolheram um lugar. Limparam-no com um aceno de varinha e lançaram encantamentos de privacidade em redor. Se sentaram, James se encostando no tronco enrugado de uma árvore e Severus se sentando entre suas pernas, encostando seu corpo no peito musculado. Cada um abriu seu livro, absorvendo as palavras que liam. Severus folheou seu livro, querendo encontrar a informação que necessitava. Depois de alguns longos minutos de procura, encontrou. Leu atentamente aquelas frases, que poderiam ter mudado sua vida, se tivesse sabido mais cedo: "(...) Intersexuais mágicos, ao contrário dos intersexuais não mágicos, são seres que tem o dom de poderem gerar um bebê e carregá-lo dentro de seu ventre durante a gestação, que pode durar até aos nove meses, tal como uma mulher. É muito raro acontecer, mas não é impossível. Ao longo da história, houve famílias que esconderam seus filhos ou netos, com receio de raptos e estupros, pois eram muito desejados. Pagava-se fortunas para ter um intersexo em sua linhagem. Era, e ainda é, considerado uma benção. Os intersexos são mais raros que veelas, mas são igualmente poderosos. (...)"
Severus engoliu em seco, temendo mais do que nunca que seu segredo fosse revelado. Nunca pensara como seus antepassados poderiam ter sofrido por serem diferentes. Fixou seu olhar nessa frase. Teria de ter muito cuidado, mais cuidado do que tinha pensado. Mas, porque sua mãe não lhe tinha dito? Seus antepassados não tiveram seus próprios filhos, para não serem descobertos? Como não percebera? Como não desconfiara de seus sintomas, agora era tudo tão claro. Era tão estranho ter um útero, que fosse funcional, e que pudesse dar filhos. Passou um dedo pela frase, como se quisesse gravá-la em sua mente, ignorando que James também tinha lido por cima de seu ombro. Apertou o Slytherin contra si, nunca permitiria que machucassem seu namorado. Ficaram em silêncio, pensamentos revolvendo suas mentes.
Passaram uma tarde relativamente agradável, conversando sobre o bebê. Imaginando como poderia ser. Por um lado, Severus queria conhecer o gênero de seu bebê, por outro preferia esperar até ao momento do parto. Pelo que sua mãe lhe tinha dito, os Princes costumavam produzir mulheres na família.
- Talvez haja a chance de a gente ter uma menina. - Comentou, fazendo James rir. Ao ver sua expressão intrigada, explicou que os Potters não produziam meninas há muitas gerações. Mas Severus ignorou suas palavras. Com as mãos em seu ventre, imaginava uma menina de longos cabelos ondulados, e olhos amendoados como os de seu namorado. Mas também pensou em um menino com cabelos rebeldes e olhos negros. A pele do seu bebê seria suave ao toque, e morena, uma mistura de sua pele branca e a negra de seu namorado. Não pode deixar de sorrir ao imaginar seu bebê o abraçando e o chamando de "papi". Nunca permitiria que fosse chamado de "mamãe", mesmo com sua condição feminina. Não se sentia confortável.
Debateram alguns nomes de bebê. James queria que, se fosse menino, que se chamasse Henry James Prince-Potter, ou podiam simplesmente usar o diminutivo, Harry, em memória de seu falecido avô. Seu pai sempre lhe tinha dito que seu avô era um grande homem, e que tinha causado um pequeno rebuliço quando condenou publicamente o então Ministro da Magia, Archer Evermonde, que tinha proibido a comunidade mágica de ajudar os trouxas na Primeira Guerra Mundial. James o admirava por ter lutado por aquilo que acreditava.
Se fosse menina, Severus iria homenageá-lo com o nome de sua mãe, a pessoa que mais tentou protegê-lo contra a ira de Tobias, mesmo tendo apanhado por ele. Era a pessoa mais importante de sua vida. Amava James, Lily e todos seus amigos, mas era sua mãe, aquela que tinha ficado a seu lado nos momentos mais difíceis. Aquela que o fizera perder noites de sono pela preocupação, em seu primeiro ano em Hogwarts, não sabendo o que aquele Muggle poderia estar lhe fazendo.
Observaram como a lula gigante colocava os tentáculos fora da água repleta de blocos de gelo semiderretidos e os alongava, como se tentasse fazer exercício. Os estudantes mais novos tentavam alcançar algum tentáculo, sob os olhares atentos e risos dos mais velhos. Severus tentou imaginar a risada de um bebê e sorriu docemente, suspirando, enquanto acariciava a barriga lisa.
Quando começou a anoitecer, observaram como o céu escurecia a cada minuto, e o frio se fazia cada vez mais presente. Abandonaram seus lugares, indo em direção ao castelo, sendo seguido por vários colegas famintos. Os restantes preferiram ficar mais uns minutos, olhando a ultima claridade do céu, antes de regressarem ao castelo. Tinham de aproveitar aqueles momentos de paz, não sabendo quando a guerra entraria definitivamente em suas vidas. Severus e James caminharam abraçados até ao hall, onde trocaram um selinho e se separaram. Cada um foi para seu dormitório pousar seus livros, antes de se encontrarem no Salão Principal.
Severus se sentou na mesa dos leões, que já estavam tão habituado à presença dele que nem se importavam, ao lado de seu grupo de amigos e os ouviu falando animadamente. James pegou um prato com creme de cenoura e pousou à frente de Severus, que saboreou deliciado. Decidiram não interromper a discussão entre Sirius e Lily. O Maroto achava desnecessário a forma como Lily estava sempre estudando, era a todo o momento, e sua amiga criticou seu desinteresse pelos NIEM´S, as provas que definiriam seu percurso pelo resto de sua vida.
Regulus olhou para ele, divertido, e revirou os olhos. Lizbeth tentava, a todo o custo, esconder seu sorriso, enquanto Marlene e Remus tentavam apaziguar os ânimos. Era uma cena divertida de se ver. Ao olhar com atenção, viu como James, sem encontrar uma melhor palavra, "paparicava" Severus. Como James preparava um prato com muitos legumes e uma posta de salmão grelhado com batata assada. Percebeu, espantado, o sorriso de seu amigo. Não era forçado nem tenso, era de alegria. Seus olhos tinham um estranho brilho, como se tivesse recebido uma boa notícia e sua felicidade fosse difícil de esconder.
- Que aconteceu, Sev? - Perguntou Regulus, sua voz fazendo com que a conversa terminasse abruptamente e todos observassem o Slytherin – Parece que recebeu uma boa notícia.
- Porque me está fazendo essa pergunta? - Questionou Severus, tentando se esquivar da curiosidade de seu amigo.
-Você está diferente. - Continuou Regulus, não sabendo como explicar – Parece que está... "iluminado".
Severus ergueu o sobrolho, ao mesmo tempo que o grupo se começou a rir. Talvez ele estivesse demonstrando abertamente sua felicidade mas, com certeza, não estava "iluminado".
-"Iluminado"? - Repetiu Sirius, entre risadas – Meu querido irmãozinho, você é que está iluminado.
- Que eu quis dizer foi... - Comentou Regulus, sendo interrompido por Lizbeth, que respondeu:
- Que Severus irradia felicidade. - Regulus pegou na mão de sua namorada e a beijou, lhe agradecendo pelo apoio. As risadas se acalmaram e Zoey confirmou:
- É verdade. Há algo de diferente em você, mas não é nada físico. Também não consigo explicar. É como se sua magia estivesse mostrando como você verdadeiramente está.
Severus e James se entreolharam. Confiavam em todos os integrantes daquele grupo de amigos. Eventualmente, teriam de contar pois, mesmo que escondessem a barriga durante o resto do ano escolar com glamours, esperavam continuar a ver-se. Como iriam explicar o nascimento de um bebê que ninguém sabiam que estavam esperando?
- Precisamos de contar uma novidade para vocês. - Começou James, casualmente, olhando em redor. Ninguém estava prestando atenção na conversa - A gente pode ir para uma sala depois de jantarmos.
- É grave? - Perguntou Marlene, preocupada. James não costumava ser tão furtivo. Remus os observava com o cenho franzido, como se estivesse à procura de algo.
- Não, não. - Falou o Slytherin com rapidez, não querendo assustá-los – Não aconteceu nada de grave, não se preocupem.
Continuaram o jantar, o casal assegurando que tudo estava bem. O grupo conversou sobre assuntos banais e, quando terminaram a sobremesa, se levantaram. Saíram do Salão Principal em direção a uma das salas abandonadas do castelo.
Entraram na primeira que encontraram. James, antes de fechar a porta, olhou em redor e viu que o corredor estava vazio. Trancou a porta com um aceno de varinha e lançou encantamentos de privacidade. Nada poderia sair daquela sala, seria muito perigoso. Se virou, vendo seus amigos arrastando mesas e cadeiras magicamente, de forma a formarem um círculo no meio da sala. Se sentou em uma das dez cadeiras e esperou que todos se acomodassem. Confiava em todas as pessoas ali presentes. Era, até, capaz de dar sua vida por elas. Amava Sirius, Remus e Peter como irmãos. E sentia que o sentimento era recíproco. Tinha um carinho especial por Lily e Marlene, que poderiam ser suas irmãs e respeitava os restantes. Sentia que não seria traído por nenhum deles, só se houvesse artes das trevas pelo meio.
Se virou para seu namorado, reparando em sua palidez. Imaginou como seria difícil revelar sua intersexualidade. Ser diferente dos demais.
- Então, que aconteceu? - Perguntou Regulus, tentando esconder sua curiosidade, ao contrário de seus colegas. Sua educação não lhe permitia revelar suas emoções. Severus abriu a boca, tentando encontrar palavras para contar, mas nada saiu. James quebrou o silêncio, lançando a bomba e chocando todo o mundo:
- Estamos grávidos. - Os seguintes minutos seriam, descritos por ele, "caóticos". Sirius foi o primeiro a reagir, soltando um grito:
- Vocês estão de brincadeira, né? - Ao mesmo tempo que Remus comentava:
- Eu bem me parecia que o odor de Snape estava mais adocicado.
Peter soltou uma risadinha era óbvio que James estava zoando deles. Como poderiam estar esperando um bebê? Se virou para Zoey, assegurando que era brincadeira de seu amigo. Lily se levantou de um salto, com um grande sorriso em seu rosto e avançou para o casal. Abraçou-os, exclamando:
- Parabéns! Estou tão feliz por vocês dois! - Se afastou, se aproximando de Marlene e as duas deram pulinhos de alegria. Amavam crianças. Estavam dispostas a adotar uma criança depois de terem suas vidas asseguradas. Regulus e Lizbeth não conseguiram esconder a surpresa que sentiam, antes de ela correr para o casal e abraçá-los, tal como tinha feito a Gryffindor.
- Mas, como vocês podem estar "grávidos"? - Interrompeu Zoey, confusa. Eles eram dois bruxos. Severus foi o primeiro a responder, tinha se preparado para aquele momento e não iria fugir dele.
- Eu descobri esse ano que sou intersexo. - Exclamações de choque e surpresa ecoaram pela sala. Ninguém tinha imaginado, mas fazia sentido. - Minha mãe tinha me lançado uns glamours para me proteger, principalmente dos Muggles...
E fez um breve resumo do que tinha lido no livro e de sua própria experiência . Ninguém o interrompeu, demasiados chocados para falarem. Nunca desconfiaram de nada, nem mesmo os Slytherins, que eram os mestres da astúcia. Quando Severus terminou seu relato, olhou nervosamente para seus amigos. Imaginou, por momentos, nojo refletido em seus rostos, gritos de repúdio e, até, acusações. Regulus decidiu quebrar o silêncio, fazendo uma pergunta em tom divertido:
- Gostei muito dessa informação dramática. - Todos o olharam e ele continuou – Mas, o mais importante, você vai me chamar para ser padrinho do bebê de vocês?
Antes que o casal pudesse reagir, Sirius se levantou de rompante, com uma inusitada expressão severa em seu rosto:
- Como você se atreve! - Gritou, indignado – Eu é que vou ser o padrinho!
E continuou, sonhadoramente – Ensinarei meu afilhado tudo para ser um Maroto. Levá-lo-ei para todos os lugares e lhe ensinarei a montar uma vassoura. E...
- E se for uma menina? - Escutaram Lily, sua voz denotando uma estranha frieza. Repararam que ela observava Sirius como uma serpente, pronta para dar o bote se ele falasse uma palavra errada. Sirius, percebendo o perigo, respondeu rapidamente:
- Se for menina, protege-la-ei desses garotos malvados e aproveitadores.
- Ou seja, será pior que uma pulga. - Comentou Remus, tentando desanuviar o ambiente tenso e escutou seu namorado soltar um grito indignado e responder:
- Eu não tenho pulgas! - Cruzou os braços, ofendido. Era era um cachorro limpinho, como Remus se atrevia. Pensou, malciosamente, como faria para que ele pagasse por seu atrevimento.
- Vocês já sabem o gênero do bebê? - Perguntou Marlene, tentando abafar sua risada.
- Ainda é cedo para ver. - Informou Severus, não escondendo seu sorriso divertido. Sua mão acariciava o ventre – Mas saberemos em breve.
- E depois, a gente pode ajudar vocês com o nome. - Se disponibilizou Lizbeth, amavelmente, mas James respondeu rapidamente – Tenho certeza de que não será necessário.
Sua mente tinha criado um momento em que todos estivessem rodeados de pergaminhos, gritando sua opiniões. Seria terrível.
- Os Potters sempre tiveram garotos. - Comentou Sirius, pensativo – Acredito que vosso bebê também seja...
- Mas o gênero não é relevante. - Continuou Remus, com firmeza – O que importa é que nasça forte e saudável.
- Vai ser um bebê muito lindo – Gabou Lily – E muito amado por todos.
- Vai, sim. - Confirmou Severus, acariciando sua barriga. Seu bebê seria muito amado.
O tempo passou rapidamente e, quando deram por isso, já era hora de recolher. Se despediram, os Gryffindors indo para a Torre de Gryffindor. Peter decidiu acompanhar Zoey a seu Salão Comunal e James acompanhou os Slytherins. Não queria deixar seu namorado muito tempo sozinho. Temia que pudesse ser azarado pelos corredores e se machucar. Acompanhou distraidamente a conversa do trio, seus pensamentos estavam em seus pais. Como iriam reagir? Não poderia contar uma notícia tão importante por carta. Tinha certeza de que eles iriam ficar muito felizes mas, como iria reagir a Srta. Prince? Afinal, ainda eram muito jovens para terem um bebê. Ele nem dezoito anos tinha. Mas, ao se recordar de seu bebê na imagem tridimensional e do bater acelerado de seu coração, todas suas inseguranças desapareceram. Faria de tudo por aquele bebê, sangue de seu sangue. Protegê-lo-ia com sua vida, se fosse necessário.
Entraram nas frias masmorras e James puxou Severus para si. Sua mão apertou o cabo da varinha e olhou em redor atentamente. Era instintivo. Severus sorriu com o gesto de carinho e o abraçou de volta. Regulus e Lizbeth repararam no gesto protetor e a Slytherin deixou escapar um sorrisinho apaixonado. Tinha escutado os rumores no início do relacionamento, que Potter estava brincando com os sentimentos de Snape, que iria tratá-lo como outra qualquer, que se aproveitaria dele e o abandonaria quando se fartasse. Mas, ao vê-los naquele instante, percebeu o quão errados estavam. E não podia estar mais feliz.
James se despediu dos Slytherins, antes de trocar um selinho e lhe desejar uma boa noite. Esperou que eles entrassem pelo retrato, antes de regressar ao hall do castelo. Havia algo que tinha de fazer, algo que não podia esperar. Queria que o mundo soubesse de sua felicidade, mas não o poderia fazer. Seria perigoso para todos. Mas tinha de libertar todo esse sentimento dentro de si.
Tomado por sua impulsividade, olhou em redor e, não vendo ninguém, se cobriu com a capa. Avançou pelas passagens secretas do castelo - tinha decorado todas – em direção à torre mais alta de Hogwarts. Sentia que seu peito iria explodir. Ao entrar na vazia torre, removeu a capa de invisibilidade, pousando-a no chão, juntamente com o Mapa. Se empoleirou no parapeito da janela, se agarrando firmemente e gritou em plenos pulmões:
- EU VOU SER PAPAI! - Seu grito ecoou pelos terrenos adormecidos do castelo. O Gryffindor deixou escapar um largo sorriso e fechou os olhos por momentos, ignorante de que, naquele mesmo instante, Albus Dumbledore, que bebericava seu chá e Madame Pomfrey, que arrumava os relatórios dos estudantes doentes deixaram escapar um sorrisinho. Era o início do fim.
Continua...
Notas da Autora:
Oi! Espero que tenham gostado do capítulo! Lamento demorar tanto tempo para postar, mas tenho andado ocupada. Quero agradecer a todos que me ajudaram, dando dicas para o capítulo. Sem vocês, provavelmente ainda nem estaria escrito. Muito obrigada. Que acharam das reações dos amigos ao saberem da novidade? Acham que James e Severus fizeram bem em contar a verdade? Espero ansiosa vossos comentários.
Obrigada por não desistirem da fanfic. Bjs :D
Criei um grupo no WhatsApp, para quem quiser participar. Espero que a gente possa trocar ideias, conversar sobre nosso gostos, e muito mais. Também poderão saber, em primeira mão, o que poderá acontecer nos próximo capítulos. Obrigada a todos que acompanham minhas fanfics. Aqui está o link: JdzqabHOvgSKxykK04HifP
