Notas da Autora:

1. Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo. Espero que gostem. Bjs :D

2. Esse capítulo contém uma (quase) cena de teor sexual, se não gosta, não leia o final.

Uma Boa Leitura a Todos ^^

S.L.

Capítulo 63

Bônus V

Um Momento (Quase) Romântico

O alvoroço da notícia ainda não tinha desaparecido totalmente de Hogwarts. Pelo contrário, os estudantes estavam empenhados em saber quem era a colega grávida. Por vezes, feitiços de revelação eram lançados contra as garotas, que se defendiam ferozmente dos intrometidos, deixando-os na enfermaria com borbulhas postulentas e mal cheirosas em lugares não visíveis, sob os cuidados de uma estrita Madame Pomfrey.

Zoey tinha sido uma das garotas atacadas, mas conseguiu se defender e enviou três colegas para a enfermaria com a pele azul e os cabelos verdes, deixando-os envergonhados em frente a toda a escola. Os professores davam detenções e removiam pontos, mas essa estratégia não era muito eficiente, pois não demovia a curiosidade juvenil. Ao ver toda aquela situação, Peter decidira – tal como muitos namorados – acompanhar sua namorada para todos os lugares possíveis, para que ela não fosse mais assediada. Os dias passavam normalmente, com as notícias avassaladoras da guerra, fugas do país de familiares desesperados para não serem torturados e assassinados. As cartas recebidas eram rápidas, com desejos de que tudo terminasse para poderem voltar a ver-se, sem receios. Essa era a realidade, e nada fazia prever que terminaria em breve. As aulas continuavam sendo cansativas e trabalhosas. Os professores faziam de tudo para que eles se empenhassem nos trabalhos e esquecessem a vida lá fora.

Peter recebia correspondências escassas de sua mãe, ela também se tinha escondido dos Comensais da Morte, abandonando a casa que eles habitavam desde seu nascimento. Não podia evitar estar revoltado, amava sua mãe e não queria que ela sofresse. Ter sido obrigada a sair da casa deveria ter sido um duro golpe para ela. Como ele queria que os Comensais desaparecessem, para que a paz voltasse ao mundo bruxo e pudesse todos viver sem receios.

Com a passagem dos dias e da aproximação de mais um jogo de Quidditch: "Gryffindors contra Slytherins", o tema da gravidez foi arrefecendo até desaparecer da mente das pessoas. Depois de mais um longo dia de aulas e estudos, Peter, acompanhado pelos Marotos, se dirigiu para o Salão Principal para jantar. Tinha combinado se encontrar com Zoey em uma das sala de aula abandonadas do castelo, que eram perfeitamente isoladas para casais de namorados necessitados de atenção. Observava James, que tinha recentemente adquirido uma expressão pensativa. Mesmo quando estava com Snape, sua expressão não mudava. Era como se estivesse planeando mudar por completo sua vida, mas precisava de ter certeza de todos os passos que precisava tomar.

Padfoot e Moony continuavam juntos e felizes. Tinha de admitir que tinha ficado cético ao ver o namoro deles, pois Padfoot era demasiado conquistador para estar em um relacionamento com uma pessoa séria como Remus. Mas, estranhamente, eles tinham ficado juntos. Tinha de confessar que tinha receio de seu amigo quando ele estava transformado em lobisomem. Quem, em sã consciência, não teria? Era uma criatura descontrolada, que poderia matá-los ou mordê-los num abrir e fechar de olhos e destruir suas vidas. Não conseguia ter o mesmo valor que James e Sirius, que dariam, até suas vidas, se fosse necessário. Às vezes, se perguntava se o Chapéu Seletor não se tinha enganado com sua seleção. Mas não tinha coagem de contar a verdade. Remus o tinha ajudado muito, não podia decepcioná-lo daquele jeito. Não queria ficar novamente sozinho, sem amigos. Era tão desesperante não ter ninguém com quem conversar, partilhar seus pertences, conversar, e muito mais. A solidão era triste.

Sirius, Remus e James o tinham salvado dessa vida, o apoiando em tudo o que precisavam e o ajudando no que precisava, mesmo na Animagia. Tinha sido muito complicado ter uma folha debaixo da língua durante tanto tempo sem engolir. A vontade era quase incontrolável.

Se sentou ao lado de sua namorada, ela costumava comer com ele leões, pois dizia que a comida era melhor, tal como a companhia. Saboreou um prato cheio de carne assada, batata cozida, acompanhado com legumes, escutando as conversas de seus amigos. Lizbeth já tinha iniciado seu pequeno clube de tricot, ensinando sua namorada e as restantes garotas a tricotar roupinhas básicas como meias e gorros de lã. Zoey já tinha feito um par cor de rosa para ela, onde levava calçado para as masmorras. Estava fazendo um novo par, de cor vermelha, para ele. Tinha ficado tocado com o gesto de sua namorada. Nunca ninguém tinha feito nada para ele com suas próprias mãos. Esperava, ansioso, por experimentar. Seria como ter Zoey sempre ao seu lado, mesmo nas aulas. Depois de ter terminado sua mousse de chocolate, ele e sua namorada se despediram de seus amigos e deram um passeio pelos jardins do castelo, agasalhados dos pés à cabeça contra o frio. Observaram a neve semiderretida, faltavam poucas semanas para a chegada da primavera e dos tempos mais quentes. Abraçada a ele, Zoey contava como o professor Kettleburnos tinha dado ma revisão sobre unicórnios para os NIEM´S, e como tinha tocado na pelagem branca e sedosa da criatura. Infelizmente, unicórnios não gostavam de garotos. Não os achavam "puros" o suficiente, e com alguma razão. Principalmente os adolescentes tinham os pensamentos mais impuros e inimagináveis.

Depois do passeio, regressaram ao castelo onde se esconderam em uma das salas de aula abandonadas, que tinha acabada de ser limpa por um pequeno grupo de elfos domésticos. Não se via nem um grão de poeira no chão. Fechando a porta atrás de si, viu como sua amada mexia majestosamente sua varinha, lançando encantamentos em redor. Admirou sua beleza, era a garota mais linda do mundo. Não conseguia deixar de pensar como seria sua vida sem ela. Vazia, sem sentido. Zoey tinha trazido luz aos seus dias escuros e monótonos. Muitos colegas zoavam dela por ser tímida e baixa. Que seus cabelos eram castanhos eram sem vida e que, por serem muito curtos, a deixavam ridícula. Que as cores amarelas não combinavam com sua pele, mas Peter – que sempre tentava evitar brigas – a defendera tendo ido para a enfermaria algumas vezes. Aos poucos, tinham-na deixado em paz, para alivio dos dois, que podiam namorar descansados.

A primeira vez que se tinham encontrado, tinha sido por acidente. Peter corria atrás de seus amigos e, por ser um pouco mais rechonchudo, tinha ficado para trás. O grupo tinha decidido fazer uma corrida do Salão Comunal ao Lago Negro, para ver quem chegaria primeiro. Repentinamente, uma garota tinha virado o corredor e ambos embateram. Com o impacto, tinham caído ao chão e os livros que ela tinha em seus braços, se espalharam pelo chão. Peter se levantara de um salto e ajudara a se erguer, se desculpando perfurosamente. Ao olhá-la pela primeira vez, seu coração tinha falhado uma batida. À sua frente, estava a menina mais bonita que tinha visto em toda sua vida. Com os cabelos cor de chocolate cobrindo parte de seu rosto, revelando uns belos olhos esverdeados, percebeu que ela o olhava com timidez. Naquele momento, se tinha apaixonado por ela. A garota tinha pegado na varinha e, com o rosto ruborizado, convocara os livros de uma só vez para seus braços. Com um pedido de desculpa apressado, fugira rapidamente, o deixando sem reação. Querendo saber quem era, tentou segui-la mas, ao virar a esquina, não havia sinal dela. Tinha desaparecido de um ápice. Tentou se recordar se tinha observado a cor das vestes, mas nada vinha à sua mente. Só se recordava dos belos olhos esverdeados. Se xingou por sua distração e continuou seu caminho, procurando por seus amigos. Não lhes tinha contado sobre sua colisão com a garota misteriosa quando os Marotos lhe perguntaram onde tinha estado todo aquele tempo. Dissera que Filch quase o apanhara e que tivera de se esconder em um dos armários de vassouras do castelo. O zelador odiava que corressem pelos corredores.

Naquela noite, quase não dormira, sonhando com o rosto tímido e os belos cabelos cor de chocolate. Tinha de encontrá-la. Seria seu objetivo a partir daquele momento e não descansaria a encontrá-la. Os dias seguintes tinham lhe mostrado que não era tão fácil encontrar um estudante nas paredes daquele enorme castelo. Como costumava chegar tarde ao café da manhã, porque Sirius demorava a sair da cama, a maioria dos alunos já não se encontravam no Salão Principal. A maioria das aulas que frequentava era com Slytherins, o que dava muitas discussões e rixas entre as duas casas, e suas colegas eram frias e mal encaradas. A garota misteriosa não podia pertencer àquela casa. As Ravenclaws estavam sempre com os livros enfiados nos rostos, não querendo ser perturbadas e as Hufflepuffs andavam sempre em grupinhos.

Passado mais de uma semana de buscas intensivas, onde tinha usado o mapa para procurá-la durante a noite, conseguindo não ser apanhado por Filch, estava quase desistindo quando a encontrou. Ela caminhava sozinha, indo em direção à biblioteca. Observou as vestes, vendo as listras amarelase soube logo que era uma Hufflepuff. Seus cabelos castanhos, naquela altura, estavam presos, revelando um rosto rechonchudo e os olhos pelo qual tinha sonhado nesses ultimos tempos. Tentara avançar para ela, mas suas pernas não permitiram e sua voz não saia. Viu, com um misto de nervosismo e frustração, ela virando a esquina do corredor e a perdendo de vista. Foi, naquele momento, que percebeu que precisava de ajuda. Só em pensar conversar com ela, já ficava nervoso.

Regressou ao Salão Comunal, onde procurou por seus amigos e os encontrou no dormitório. James brincava com uma snitch dourada, Remus relia "Hogwarts: uma história" e Sirius estava a seu lado, querendo sua atenção, sendo ignorado. Moony, quando lia um livro, perdia a noção de seu redor. Moony e Padfoot ainda não estavam namorando mas, pela forma como se falavam e se tocavam, estavam perdidamente apaixonados. Se sentando em sua cama, pediu para que o pudessem ajudar. Contou suas inseguranças, vendo como seus amigos o escutavam atentamente. Era por isso que adorava andar com eles, porque eram das poucas pessoas que o escutavam. Não o faziam se sentir inferior, exceto quando estavam atrás de garotas. Era frustrante vê-las cair nos braços de seus amigos, enquanto o olhavam com repulsa.

Sirius foi o primeiro a exprimir sua opinião, dizendo que tinha de puxá-la para uma sala e lhe dar uns bons amassos. James concordara, dizendo também que tinha de beijá-la com sensualidade, que elas ficavam rendidas. Mas tinha sido Remus que o ajudara realmente. Ele tinha dito para enviar uma carta, não assinada, onde revelava seus sentimentos e lhe pedindo um encontro. Se ela recusasse, não saberia quem ele era e não poderia confrontá-lo antes. Procurando entre seus pertences, retirou um conjunto de pergaminhos novos, um frasco de tinta e uma pena. Se deitando na cama de barriga para baixo, escreveu o que lhe vinha à mente: que ela era a garota mais bela que tinha visto, que queria conhecê-la melhor e serem bons amigos. E tinha marcado um encontro na Torre de Astronomia para a noite seguinte. Tinha demorado muito tempo a por em palavras o que sentia, não era bom a usá-las. Tinha dificuldade em exprimir seus sentimentos e emoções, guardando tudo dentro de si.

Era quase hora do jantar, quando decidiram ir para o Salão Principal, quando a encontrou. Seu coração parou ao vê-la distraída, procurando algo em sua bolsa. Trazia a carta na mão, mas sentiu que não tinha coragem de entregá-la. Seu rosto deixava transparecer sua tensão e seu coração palpitava com a ansiedade de tê-la tão perto de si. Sentia que não iria conseguir conversar com ela. Estavam passando um ao lado do outro, quando Sirius, em um ato irrefletido, o empurrou para cima dela. Ambos soltaram um grito, Peter de surpresa e a Hufflepuff de dor, embatendo contra a parede. A mochila caiu ao chão com um baque estrondoso, fazendo rolar frascos de tinta, pergaminhos, livros e penas. Se afastaram, gemendo, esfregando partes doloridas do corpo. Sirius se desculpou rapidamente, enquanto apanhava os pertences dela e, em voz demasiado alta, propôs a Peter que a ajudasse a ir à enfermaria. James e Remus apoiaram suas palavras e os ajudaram a ir ter com Madame Pomfrey.

A enfermeira, com uma expressão desaprovadora, os ajudou a se deitarem na cama e lhes distribuiu frascos de poções, resmungando sobre estudantes distraídos e acidentes. Nenhum deles percebeu realmente o que ela tinha dito, mas também não importava. Os Marotos se tinham despedido deles com expressões de inocência fingida, os deixando sozinhos. Enquanto descansavam na cama, ficaram conversando um com o outro. Era aborrecido estar ali, demasiado silencioso.

Peter nunca se tinha sentido tão bem ao lado de uma garota, como com Zoey. Finalmente sabia seu nome. Ficaram horas trocando informações, antes de serem liberados pela enfermeira. E, a partir daquele momento, uma amizade floresceu entre eles, crescendo cada dia até se aperceberem que estavam apaixonados um pelo outro.

Passaram pelo banheiro abandonado da Murta Que Geme, entrando em uma das salas de aula ali existentes. Talvez o banheiro fosse mais seguro namorarem, mas não queria esta junto à Murta. Era um fantasma difícil de lidar. Zoey fechou a porta e lançou alguns encantamentos, para terem mais privacidade. Peter convoco algumas velas e as acendeu, tentando tornar o ambiente mais romântico. Se aproximaram um do outro, seus corpos se tocando, e trocaram um beijo apaixonado. As mãos delicadas de Zoey percorreram seus cabelos, avançando para suas costas, acariciando cada parte de seu corpo. Se afastaram, ruborizados, e Peter ronronou:

- Eu te amo.

- Eu também te amo. - Declarou Zoey, antes de seus lábios se tocarem outra vez. Peter empurrou delicadamente sua namorada contra uma mesa, se encaixando no meio de suas pernas Uma de suas mãos serpenteou o corpo delicado antes de entrar em sua saia. Zoey prendeu a respiração ao sentir os dedos frios de seu namorado tocando com o tecido fino de sua cacinha, antes de brincar com sua intimidade. Deitou a cabeça para trás, ao sentir como os dedos frios entravam e saiam de seu interior, ao mesmo tempo que beijava seu pescoço.

- Pete... - Gemeu, a excitação percorrendo seu corpo. Sentia que estava pronta para recebê-lo - Mais...

Sentindo um peso entre suas pernas, Peter levou uma das mãos ao botão da calça e estava pronto para desapertá-lo, quando escutaram um estrondo muito perto deles, fazendo tremer as paredes. Assustados, se afastaram e, de varinhas em riste, correram para a porta. Abriram-na, vendo o corredor repleto de um pó acinzentado. Taparam seus rostos com as mãos, ao mesmo tempo que escutaram a voz furiosa do zelador.

- Peeves, seu maldito poltergeist! Quando eu apanhar você...! - A voz estava cada vez mais próxima e o instinto de ambos gritou para que eles corressem. Avançaram com rapidez pelo corredor, as gargalhadas do poltergeist ecoando pelas paredes do castelo. Se afastaram o mais rápido que conseguiram e, quando deixaram de ouvir a voz irritada de Filch, pararam e se encostaram à parede, com suas respirações aceleradas pelo esforço da corrida.

- Você está bem? - Perguntou Peter, analisando sua namorada. Ela estava bem, embora suas roupas estivessem amassadas e seus cabelos emaranhados.

-Sim.. - Respondeu ela, sua voz saindo hesitante pelo susto – Estou bem.

Puxou-a contra si, sentindo como ela tremia. Acariciou seus cabelos e beijou sua testa, tentando acalmá-la. Por uns míseros segundos, tinha parecido que Hogwarts estava sendo atacada. E isso os tinha assustado imenso.

- Está tudo bem, meu amor. - Sussurrou Peter, seus braços a embalando com ternura. Escutava a respiração agitada de sua namorada se acalmando aos poucos, enquanto continuava sussurrando – Eu estou aqui. Nada vai acontecer com você, eu prometo.

Ficaram em silêncio, escutando como seus corações batiam tão aceleradamente. Sentindo Zoey em seus braços, tão frágil e vulnerável, prometeu a si mesmo que faria de tudo por ela, nem que tivesse de dar sua vida pela dela. Zoey era parte de si e morreria se algo lhe acontecesse. Ela era tudo para ele. Tudo.

Continua...

Notas da Autora:

Oi! Espero que tenham gostado do capítulo! Lamento imenso a demora mas, quem leu o aviso anterior, sabe da situação desagradável que passei. Fiquei muito deprimida com a injustiça que aconteceu comigo. Ainda não recuperei a 100%, mas já estou um pouco melhor. Foram seis anos no Wattpad, foi muito tempo. Perdi leitores, seguidores, histórias que lia e muito mais. Mas, já passou. Espero que não aconteça de novo. Mas quero agradecer, do fundo do meu coração, as mensagens e o apoio que me deram. Vossas palavras foram lidas repetidamente e me tocaram profundamente. Se não fossem vocês, esse capítulo não teria saído. Provavelmente, abandonaria tudo, mas não o vou fazer. Escrever faz parte de mim, há muitos anos que o faço e amo fazê-lo.

Esse capítulo já estava planeado há meses e quase escrito quando ocorreu tudo aquilo. Tudo o que está escrito aqui já estava planeado. Esse capítulo, parecendo que não, vai ser muito importante. Eu já tenho definido o que vai acontecer com Peter e Zoey (podem dar vossas opiniões nos comentários, se quiserem).

Mas, digam lá, não estavam contando que esse capítulo fosse um bônus desse casal, não é verdade? Espero que tenham gostado do capítulo. Adoraria ler vossos comentários, dizendo o que acharam. Espero não demorar tanto tempo a escrever e postar o próximo. Obrigada a todos os favoritos e comentários deixados ao longo da fanfic. Bjs :D

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