Nota da Autora: Oi! Primeiro agradeço os comentários, os favoritos, os pedidos de atualização e todo o carinho recebido no capítulo anterior. Muito obrigada. Aqui está o novo capítulo. Espero que gostem. Bjs :D

S.L.

Capítulo 65

Ataque de Lobisomens

A Casa dos Leões estava em festa. James, mais uma vez, tinha apanhado a snitch dourada, fazendo com que eles continuassem em primeiro lugar. Depois do jogo, tinham ido para o Salão Comunal festejar. Sirius e Peter tinham conseguido buscar petiscos à cozinha e bebidas, tornando a festa ainda mais animada. Severus tinha conseguido escapulir para dentro, se juntando a ele e seus amigos. Dançaram e cantaram durante horas. A animação era total. E nada fazia prever o que viria a seguir.

Do nada, uma revoada de corujas do "Profeta Diário", com correspondência, entrou pelas janelas do Salão Comunal. Os estudantes pararam abruptamente os festejos e receberam os jornais vespertinos, infelizmente, não muito raros por causa da guerra. Burburinhos assustados e gritos de terror ecoaram pelo local ao verem o conteúdo.

James retirou o jornal da pata de uma coruja de penas castanhas e rosto achatado e o desenrolou. O título, em letras grandes e gordas, o chocou profundamente.

"ATAQUE DE LOBISOMENS EM BALLYCASTLE"

Um ataque de lobisomens ocorreu essa manhã na pequena vila bruxa de Ballycastle. As populações em volta estão aterrorizadas, pensando que serão as próximas.

Fenrir Greyback, um dos lobisomens mais procurados pelas autoridades, e dos mais perigosos já conhecidos, constantemente ao serviço de Você-Sabe-Quem, com uma sede sanguinária de morder qualquer pessoa que apareça à sua frente e mais um pequeno grupo, atacaram um conjunto de habitações, matando uma jovem bruxa, grávida do primeiro filho, que não aguentou o veneno da mordida. Feriu ainda mais treze, mordendo ainda cinco crianças entre os cinco e os oito anos, que foram hospitalizadas em uma ala isolada de St. Mungus em estado muito grave.

Greyback foi avistado, pela ultima vez, arrastando um corpo em direção às floresta. Não se tem informação se a pessoa atacada estava viva, ou não.

O caso está chocando a sociedade bruxa, que exige medidas rápidas e eficazes para a caça e prisão de um indivíduo tão perigoso.

Continuaremos atrás de novas notícias para nossos fiéis leitores,

Sophie Hastings,

Correspondente do Profeta Diário"

James viu como Remus abandonava atabadalhoadamente o salão, em direção ao dormitório, com Sirius no seu encalço, com uma expressão preocupada.

Atirou o jornal para o fogo crepitante da lareira, vendo as chamas consumindo o papel. Sentiu os braços de Severus rodeando seu corpo, ao mesmo tempo que muitos Gryffindors abandonavam a festa, sem ânimo para continuar, saindo pelo retrato e outros vociferavam contra a comunidade de lobisomens.

Lily chorava silenciosamente contra o ombro de sua namorada, o jornal caído no chão. Pela primeira vez, reparou na fotografia que se encontrava na primeira página: uma criança, com o pescoço engessado, chorando contra o corpo da mãe, que estava repleto de marcas de garras. Mas foi a expressão de desespero nas feições do rosto e os olhos vazios, sem vida da mulher, que marcaram James.

Não conseguiu imaginar o sofrimento daquelas pessoas, que viram suas casas atacadas, seus corpos mutilados por um ser vil e cruel.

Naquele momento, um desejo de vingança entrou dentro de si. Iria entrar no curso de Aurors, se formar e capturar Greyback, o levando à justiça. Esses ataques não poderiam continuar. As pessoas não podiam ter receio de andar na rua, de estar em casa, temendo ser atacadas a qualquer momento por um louco, com medo de perder a própria vida e a dos seus. Mas isso era, infelizmente, a guerra. O caos. A dor. O sofrimento. A perda. Guerras não deveriam existir, traziam ao de cima o pior do ser humano.

James, quando era mais novo, não entendia o motivo de haver uma guerra. Mas eram dois lados opostos, com ideias diferentes de como a sociedade deveria ser regida. E quem pagava o custo dessa demonstração de força eram os mais indefesos.

Reparou, ao fundo do salão, Peter consolando sua namorada. Trocaram um olhar. Remus estava sendo consolado por Sirius, Lily por Marlene. Se virou para Severus, cujos olhos cor de ônix brilhavam e sua pele estava pálida.

- Você quer sair daqui? - Estava se sentindo claustrofóbico.

- Sim... - Murmurou Severus, não conseguindo acreditar que aliados do Lord das Trevas tinham atacado crianças inocentes, mesmo sendo bruxas. Sua mão pousou no ventre ao se recordar da perda da jovem mãe e do bebê, um ser inocente que nunca teria o direito de viver, de crescer, de saborear a vida, graças a um monstro.

O retrato da Dama Gorda estava aberto, para que as pessoas entrassem e saíssem com mais facilidade. Ao saírem, escutaram um suspiro trêmulo e se viraram, observando como a amiga da Dama Gorda, Violet, tapava o rosto com um lenço de renda, tentando esconder as lágrimas.

Ao longo do corredor, viram muitos retratos vazios, talvez para quererem saber mais notícias, e outros murmuravam uns com os outros, horrorizados com os acontecimentos.

Desceram as Grandes Escadarias, ignorantes de que elas não se moviam. Era como se Hogwarts estivesse em luto com a morte daqueles inocentes.

Avançaram para o hall do castelo e James espreitou para dentro do Salão Principal, vendo alguns professores consolando estudantes, enquanto outros discutiam as notícias. Dumbledore não estava presente, talvez tivesse sido convocado de emergência pelo Ministério da Magia. Não seria a primeira vez que tal acontecia.

Andaram sem rumo, perdidos em pensamentos. Os passos de ambos os levaram até ao Corujas, onde o ulular das corujas os tirou de seus pensamentos.

Procuraram por suas corujas e os encontraram juntos, dentro de um ninho, a cabeça de Daisy encostada na asa de Eleazar. Ao vê-los, as corujas ulularam, contentes e se afastaram, deixando seus donos sem palavras.

Dentro do ninho, bem juntinhos, se encontravam quatro ovos brancos. Escutou Severus deixar escapar uma exclamação de surpresa e se aproximou, acariciando as penas de sua coruja.

- São seus? - Perguntou e Eleazar estufou o peito, dando a sensação de que estava orgulhoso. E, provavelmente, estaria.

Severus se aproximou de Daisy e imitou os gestos, conversando em surdina com ela. Ficaram em silêncio, escutando o restolhar das outras corujas. Apesar das perdas, nova vidas estavam se formando...

Continua...

Nota da Autora: Oi! Espero que tenham gostado do capítulo. Nesse capítulo, a guerra bateu à porta dos estudantes de Hogwarts, algo que não acontecia há algum tempo. Que acharam do final? Admirados pelas corujas de Severus e James terem tido ovinhos? Adoraria saber vossas opiniões.

Ainda não iniciei o próximo capítulo, mas espero conseguir em breve. Agradeço a todxs os que não desistiram da fanfic. Espero consegui-la terminar em breve. Bjs :D