Fazia uma hora e meia que Gordon havia prendido os sequestradores do Jaison, não foi surpresa nenhuma que o antigo chef de Selina estivesse no meio.
-Eu já contei tudo. –Oswald estava com as mãos algemadas na mesa de interrogatório, o comissário tinha sentado na sua frente.
-Então você e Pamela sequestraram Selina e Jaison para pedir resgate?
-Eu só queria o garoto! A doida lá que pediu pela Selina. –Ele se aproximou –Olha eu não sei aonde a Pamela está.
-Aonde vocês estavam?
-Em um armazém, eu levei a Selina até uma sala. Quando a gente saiu com o garoto Pamela saiu com a Selina eu não sei pra onde.
Isso não ia levar a lugar nenhum e Gordon estava ficando sem tempo.
Bruce andava de um lado pro outro com o celular na mão. Ele iria tentar ligar de novo. Depois de cinco minutos uma gravação pediu para deixar o recado.
-Merda! –Bruce chutou a cadeira com força.
-Bruce? –Clark entrou no escritório a tempo de ver a cadeira quebrada. –Alguma notícia?
-Não. Gordon não tem nada ainda.
-Pra quem tá ligando?
-Pamela. Ela é a única que sabe aonde Selina está.
-Não é perigoso ligar pra ela?
-Eu tó desesperado.
-Papai. –Jaison estava parado na porta.
-Jaison está tarde porque não foi dormir ainda? –Bruce o abraçou.
-Todo mundo tá acordado, fizemos um acampamento no quarto do Dick pra esperar a Selina voltar. Ela vai voltar?
-Claro que sim. –Bruce o abraçou com força.
-Promete?
-Eu prometo. Agora vai tentar dormir um pouco está bem? –Jaison concordou e saiu do escritório.
-Ele parece bem. –Clark sorriu.
-O médico falou que ele tá sem nenhum machucado. –Bruce discou o número de novo –A Pamela vai ter que me atender algum momento.
Clark concordou.
Pamela viu seu celular vibrando mais uma vez.
-Ele não desiste. –Ela se virou para Selina que estava amarrada na cadeira –Bruce fica ligando direto pra tentar falar comigo. Acho que ele se arrependeu.
-Ele tá tentando me achar. –Selina falou com a voz fraca.
Havia pequenos cortes no seus braços e pernas, por incrível que pareça seu rosto ainda não tinha sido esfaqueado.
-Acho que vou atender. –Pamela saiu do quarto que Selina estava e atendeu o telefone. –Oi amor.
-Pamela?! Aonde você está?!
-Eu senti saudades.
-Deixa eu falar com a Selina.
-Selina?
-Eu sei que está com ela.
-Só ligou pra falar com ela?
-Pamela.
-Quer falar com a Selina? Está bem. –Pamela voltou para o quarto, colocou o celular no ouvido da morena –Pra você.
-Bruce...
-Oi amor, você tá bem?
-Eu... HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Pamela cravou a faca na coxa da garota.
-SELINA!
-Deu pra matar a saudade? –A ruiva voltou a falar com Bruce –Eu te amo.
-O que fez com ela?!
-Só enfiei a faca na coxa dela.
-Sua psicopata!
-NÃO FALE ASSIM COMIGO! –Pamela retirou a faca e cortou o ombro da Selina. –Ou eu juro que a mato agora mesmo!
-NÃO! NÃO! Por favor eu... Eu não quero que faça isso. Me diz aonde estão que eu vou ai pra gente conversar.
-Eu te amo.
Pamela desligou o celular, ela saiu do quarto. Selina estava ficando com a visão embaçada a perda de sangue, a dor que sentia era insuportável. "Eu preciso sair daqui... Preciso... Daqui..." Ela perdeu a consciência.
-Ela vai matá-la! Pamela vai matá-la!
-Bruce calma. –Clark o segurou pelos ombros. –Ficar nervoso não vaia adiantar. Selina precisa que você fique calmo.
-Tem razão. –Bruce respirou fundo. –Eu não sei o que fazer.
-Ligue para o Gordon ele pode rastrear a chamada e assim encontrar a localização dessa maluca.
-Certo. –Bruce estava ligando para a polícia quando o comissário entrou no escritório. –Jim!
Bruce contou tudo ao Gordon.
-Vou ver se consigo rastrear a ligação, isso pode demorar.
-Não temos tempo! Selina pode morrer.
-Então que bom que estou aqui.
Hall Jordan estava acompanhado por Alfred.
-Alfred?
-Ele insistiu em vê-lo patrão Bruce.
-Sei aonde Selina pode estar.
-Como? –Bruce cruzou os braços, ele não gostava do jornalista principalmente por ele ter saído com Selina um vez –Veio espalhar a manchete?
-Se essa história ainda não se espalhou é porque eu não permiti. –Hall estava irritado, ele caminhou até Bruce e ficou de frente para ele –Os policias são bons em dar com a língua nos dentes quando querem.
-Cassete mandei todos ficarem calados! –Gordon praguejou.
-Eu não tó aqui por você Bruce. Vim pela Selina, gosto dela e não quero que nada de ruim aconteça a ela.
Bruce respirou fundo, ele queria socar Hall, mas se ele podia achar Selina, iria engolir seu ciúmes.
-Certo então aonde ela está.
-Arkhan
-O que? –Clark perguntou.
-Arkhan é uma casa de campo que pertencia a família Hans a anos, com o passar do tempo ela foi esquecida por todos por estar quase caindo aos pedaços. Pamela adorava aquele local quando criança e nunca deixou que fosse vendida mesmo quando o pai entrou em falência alguns anos atrás. Diferente das outras propriedades da família a polícia nunca procurou por ela lá. É o único lugar que sobra. Se Pamela está disposta a matar Selina faria isso aonde ela se sente confortável para fazer. A casa fica...
-Eu sei aonde é. –Bruce o interrompeu, ele pegou o paletó e entregou o telefone para Gordon. –Tente rastrear a ligação eu vou até Arkhan.
-Não sozinho. –Clark falou.
-Vou com uma equipe seguindo-os. –Gordon ia ligar para alguém quando foi interrompido.
-Não. –Bruce apertou a chave do carro com força –Pamela não está bem, se souber que foi com mais gente ela pode matar Selina. Clark vem comigo e só.
-Bruce...
-Eu ligo quando estiver saindo Jim.
Bruce foi para a garagem, pegou seu carro mais veloz e dirigiu até Arkhan.
Ele estacionou em frente aos portões enferrujados, o jardim era sombrio várias folhas secas caídas no chão, árvores balançando com o vento uma tempestade se aproximava, o céu escuro deixava o lugar ainda mais macabro, um chafariz com um casal nu no centro se beijando estava sujo e coberto de musgo.
-Como alguém pode gostar de um lugar assim?
-Já sabe Clark, se eu não voltar em uma hora...
-Eu chamo a polícia e entro.
-Só chame a polícia. –Bruce abriu a porta do carro. –E cuide dos meus filhos se algo me acontecer.
-Bruce...
-Me prometa!
-Prometo.
Bruce sorriu pro amigo e saiu do carro. Ele empurrou o portão que rangeu ao abrir, Bruce caminhou a passos rápidos e seguros até a casa. Chagando mais perto ele viu como a casa era sombria, não havia luz nem uma janela aberta, ela estava com uma parte destelhada e sua fachada com rachaduras.
A escada estava quebrada e algumas gotas de chuva começaram a cair, um raio cruzou o céu quando Bruce abriu a porta, assim que entrou ele viu uma pequena luz vindo de um cômodo. Ao chegar lá ele viu uma lareira acessa que não iluminava o local e nem aquecia fazendo Bruce questionar do porque estava acessa.
Ele escutou passos atrás de si, Bruce se virou com calma e viu Pamela vestindo um vestido de noiva havia alguns tons em vermelhos nele, isso fez seu estomago revirar.
-Meu amor. –Pamela o beijou.
Bruce correspondeu ao beijo.
