Título: Em Silêncio
Autora: Suisei Lady Dragon.
Rate: R
Disclaimer: Os personagens pertencem a J. K. Rowling e a história a Suisei Lady Dragon
Shipper: Draco/Harry
Gênero: Romance/Aventura
Atenção: Slash, yaoi, bl... blá... blá... (Se você não gosta, não leia!)
Sumário: Harry derrotou Lord Voldemort, mas não a Tom Riddle, e quando Lucius ordena que Draco seqüestre o menino-que-sobreviveu, ambos acabam tendo em suas mãos mais do que podem controlar.
Em Silêncio
Capítulo 42
Um cheiro de mel perfumava o local próximo a cama onde Harry descansava na enfermaria. Mel e amêndoas e um toque de especiarias. As cortinas estavam fechadas, dando um pouco de privacidade, mas os sons só podiam ficar dentro da barreira de silencio que o loiro havia colocado naquele local.
"Draco…" Harry sussurrou e recebeu um beijo como resposta. "Draco… por favor". Voltou a insistir quando sua respiração se tornou mais urgente. O loiro demorava, o que parecia horas, provocando seus sentidos, tratando-o com tanta suavidade que pensava que iria enlouquecer. Seus hormônios começavam a gritar palavras obscenas, instigando-o a pedir mais, que necessitava de mais, mas ainda não se atrevia a dizer.
"Por favor o que, Harry?" Draco sussurrou em seu ouvido sem se separar do seu corpo quente.
"Faz amor comigo."
"Somente isso?" O loiro sorriu com ternura mal dissimulada.
"Não… só isso não." O beijou com familiaridade e lentidão. "Com todo o seu ser, como nunca fizemos antes. Por favor… Draco… preciso de você". Harry soltava pequenos gemidos cada vez que o loiro acariciava seu quadril e o empurrava com suavidade. Desta vez, Harry estava deixando-o fazer o que quisesse, se apegando a desculpa de ainda estar se recuperando. Era simplesmente delicioso escuta-lo, sentir pouca resistência, a pele mais quente que o habitual. Harry parecia estar em um êxtase semiconsciente, com olhos entrecerrados, permitindo que roubasse seus beijos, correspondendo o suficiente para que não pensasse que havia dormido. Uma ou outra vez, Draco aprofundou em seus lábios, mordendo-os, lambendo-os, explorando sua boca enquanto seu corpo e suas mãos seguiam levando uma excitação imensa para o corpo abaixo do seu.
Era como se Harry fosse feito de doce preguiça e suave paixão. Seus músculos relaxados convidando-o a manuseá-lo sem pudor, a se fundir e se tornar um com ele. Imaginou como se sentiria ao tomar Harry naquele momento… como se sentiria ao afundar seu sexo naquele corpo sem resistência, drogado de paixão e desejo. Gemeu profundamente em sua garganta, e supôs que não poderia esperar mais para saber. Seus dedos começaram a preparar o moreno que começou a respirar pesadamente, separando suas pernas para permitir melhor acesso. "Draco… por favor". Voltou a suplicar e sorriu com doçura, assegurando que logo atenderia seus desejos com um suave beijo nos lábios.
Era um pouco incomodo. A cama de hospital era pequena e Harry não estava tão recuperado como queria mostrar, mas Draco teve muito cuidado… principalmente para não o machucar. Quando finalmente o penetrou, o fez com lentidão, com pequenas investidas que arrancavam deliciosos gemidos, o corpo de Harry o aceitando sem resistência, o envolvendo com calidez e apertando com tenebrosa paixão.
Elevou uma das pernas de Harry acima da sua cintura enquanto com a outra fazia malabarismo para não colocar seu peso sobre ele. Sua boca beijava o que conseguia alcançar, mas mais que tudo, tentava beijar Harry que começava a procurá-lo com avidez. O ritmo se intensificou quando finalmente preencheu Harry completamente e logo parecia que estava se movendo sensualmente contra Harry a uma eternidade.
Harry chegou ao orgasmo muito antes dele e teve que morder os lábios… ainda não estava satisfeito, necessitava senti-lo mais… possui-lo por completo. Não queria parar e quando o fez, o moreno sussurrou seu nome com paixão e prendeu as pernas de Harry em volta da sua cintura, levantando-o da cama levemente. "Harry… vire-se". Sussurrou e com uma lentidão torturante saiu de dentro do moreno. Harry se virou, disposto a ficar de joelhos, mas Draco não permitiu. Beijando seu pescoço com suavidade, voltou a penetra-lo. Harry suspirou satisfeito enquanto apoiava a cabeça na almofada e se prendia a ela. "Acho que não posso ter o suficiente de você hoje".
"Não o deixarei ir até que me deixe uma recordação." Harry virou recostado de lado na almofada e Draco beijou sua bochecha.
"Uma recordação?"
"Sim… seu calor."
"Quer me sentir inteiramente dentro de você?" Draco disse ofegante em seu ouvido com um meio sorriso, sentindo que a pele do outro se eriçava quando falava assim, e seu corpo deu uma investida mais forte.
"Sim, Draco!" Harry gemeu em resposta. "Por favor".
"Paciência…" Sussurrou. "Quero desfrutar por muito tempo. Te… necessito". Sussurrou finalmente, sem poder se conter, sentindo-se apaixonado. Mas não estava dizendo toda a verdade, estava apaixonado, profundamente apaixonado e sabia que Harry o amava de verdade. O que não daria para poupar a dor de tê-lo traído quando Harry confiou nele pela primeira vez. Mas Harry havia perdoado e agora poderia demostrar o quanto o amava. "Te amo". Sussurrou várias vezes enquanto o fazia seu. "Te amo, Harry Potter".
Um pequeno e inocente sorriso pousou nos lábios de Harry e não pode deixar de abraça-lo, parando momentaneamente os movimentos enquanto seu sexo palpitava ainda excitado. "Não me deixe nunca". Voltou a dizer em seu ouvido buscando os dedos de Harry e entrelaçando aos seus.
"Nunca". O moreno respondeu voltando a se virar o suficiente para receber um beijo em seus lábios. "Te amo, Draco Malfoy. Te amo e nunca te deixarei". Draco sorriu e começou a se mover novamente.
Pode sentir quando Harry voltou a se excitar e desta vez ambos alcançaram o clímax em perfeita sincronia. Harry suspirou ao sentir que o sêmen de Draco o preenchia finalmente. E voltou a suspirar, dessa vez com chateação, quando Draco se separou dele, para abraça-lo contra seu peito na cama estreita. Se aconchegaram apertadamente e logo Harry estava dormindo nos braços do loiro, respirando compassadamente enquanto Draco observa seu rosto pacífico e de vez em quando beijava sua cicatriz.
Lucius desceu sobre o ventre do mestre de poções de forma desesperada, beijando toda a extensão, sem se conter. Severus podia sentir o hálito quente do seu amante escapando por respirações entrecortadas, umidificando delicadamente sua pele. Tinha as mãos na cabeça de Lucius, tentando para que dessa forma tivesse um pouco de controle sobre as ações do ex loiro agora moreno. "Lucius!" Grunhiu tentando acalma-lo, mas sabia que seria impossível a menos que tomasse as rédeas da situação.
Infelizmente, não se sentia com vontade de tomar controle nesse momento. Havia sido um dia cansativo, ao enfrentar os estudantes que não paravam de lançar olhares confusos ou apaixonados. Havia sido um golpe baixo para seu ego e sua imagem. Os cabelos loiros cruzaram suavemente seu olhar e se sentia como se fosse aquele professor de defesa que havia perdido a memória na câmara secreta, maldito Lockhart. "Por Salazar, Lucius, se controle." Tentou mais uma vez.
"Por acaso não pensa em seguir as ordens do seu senhor?" Lucius grunhiu em resposta, tentando tirar as mãos do mestre de poções, mas decidindo-se por outra tática.
"Potter não é meu… ahhh" Gemeu quando Lucius tomou sua boca por completo. Apertou os cabelos de Lucius e o puxou. Lucius grunhiu seu descontentamento, mas o grunhido se tornou um sorriso malicioso quando o teve a altura de seus olhos. "É um maldito bastardo, Malfoy"
"Potter é seu senhor, Severus. Tem sua marca. Temos sua marca". Exclamou Lucius o pegando pelos pulsos repetidamente.
"Não vou servir a esse pirralho!" Severus exclamou com obstinação.
"Não importa quantas vezes diga isso, se seu corpo diz outra coisa". Lucius sussurrou em seu ouvido enquanto mostrava a Severus seu ponto, afundando os quadris do outro na cama e sentindo sua dureza. Lucius se surpreendeu levemente quando Severus deixou escapar um suspiro e pouco a pouco a resistência do seu corpo foi evaporando.
"Estou cansado, Lucius." Severus comentou serrando os olhos por alguns instantes. Não era seu corpo, mas sua mente, seu ânimo. Mas sabia que Lucius entenderia.
"Então eu cuido de tudo". Com paciência, estendeu o ex moreno sobre a cama, tomando cuidado para não emaranhar seus cabelos castanhos e terminando de despi-lo. Acariciou com dedicação o corpo desnudo, até que Severus estivesse sob o seu feitiço, em um transe satisfeito. Gemendo e arqueando languidamente sob seus dedos.
Se afundou no corpo quente, saboreando cada segundo, movendo-se com graça para que aquele momento não terminasse rápido. Severus se deixou levar, fechando sua mente para qualquer pensamento lógico, esquecendo de seus problemas, de seus temores e do futuro. Se convenceu em segundos de que Albus pensaria em algo e de que sua vida seguiria como sempre, com exceção de uma adição loira.
Quando seu corpo alcançou o tão ansiado êxtase, seu amante o enchia com uma calidez liquida, para logo se deixar cair sobre seu peito.
"Amanhã direi pra esse pirralho o que ele merece". Murmurou com os olhos fechados. Sobre seu peito Lucius suspirou com força, seu hálito umedecendo a pele abaixo dos seus lábios.
"Claro, claro. Amanhã. Mas nem sonhe que terminei com você."
"Eu sei". Severus suspirou sabendo que Lucius exigiria, no mínimo, uma repetição. "Vou apenas fechar meus olhos enquanto isso". Murmurou deixando-se levar pelo sentimento de bem estar. Quando Lucius estivesse pronto, o despertaria novamente. Tudo estaria bem... estava seguro que Albus saberia o que fazer daqui pra frente.
Harry esperava sentado tranquilamente no restaurante parisiense Maison Blanche. Já era um costume do grupo se reunir aquele dia em algum lugar já combinado e celebrar o que havia se transformado no aniversário de Tom.
Essa seria a sétima reunião e Draco havia sido o que escolhera o lugar. Nada mais e nada menos que um cinco estrelas. Mas ninguém iria se incomodar, tinha certeza. As reservas feitas com dois meses de antecedência incluíam o menu e espaço para doze pessoas.
Ergueu os olhos justo no momento que Draco entrava, seus cabelos loiros perfeitamente cortados e arrumados, impossível de ignorar. "Amor." O saudou quando chegou ao seu lado. "Sempre chega primeiro". Harry encolheu os ombros e devolveu o beijo suave que o loiro havia depositado em seus lábios.
"Sinto falta dele." Murmurou como resposta.
"Com certeza não demorará para chegar. Ele nunca foi um mago que ignora o horário". Harry tentou dizer algo mais, mas Draco o interrompeu. "E nunca faltou a nenhum dos seus aniversários. Sabe que não o perdoaríamos." O moreno de olhos verdes sorriu e relaxou visivelmente. Um grito de alegria vindo da porta os distraiu o suficiente para presenciar a entrada de Pansy. A mulher antes loira estava com os cabelos pretos e se rosto irradiava alegria. Seu pequeno corpo agora arredondado contava com a adição de uma barriga de seis a cinco meses que gritava para todos eu estou grávida, não se meta comigo!
Quase correu para onde estava Harry e Draco, os abraçando, os beijou com tanta emoção que quase se sentiram intimidados. "Panse, está linda. Mas onde deixou os meninos?" Draco perguntou. Ao ver a entrada os encontraram. Ambos vestidos com a mesma formalidade que Draco e Harry. "Vince, Greg!" Draco os saudou da mesa e acenou para que se apressassem.
Os dois homens se aproximaram e um deles puxou uma cadeira para Pansy. Harry os cumprimentou, sentindo-se atordoado pela altura que ambos ganharam nesses sete anos. Realmente eram para se temer. Uma surpresa que ambos terminaram como fiscais famosos para o Ministério, trabalhando inclusive para a Suprema Corte dos Bruxos em ocasiões especiais.
Os próximos a chegar, um atrás do outro, foi Ron e Hermione, ambos discutindo acaloradamente sobre uma nova versão da poção de acônito. Quem pensaria que Ronald Billius Weasley se tornaria o companheiro perfeito em mais de um sentido para a antes senhorita Granger?
Certo que Ron não havia se destacado em seus estudos primários em Hogwarts e que seu costume de adiar o inevitável não havia melhorado em nada, mas seu talento havia despertado repentinamente durante uma tutoria exclusiva com Lucius Malfoy, em uma das noites que Hermione havia sido exigente demais com a sua necessidade de conhecimento e havia monopolizado toda a atenção de Severus.
No final a mais surpreendida havia sido a própria Hermione, mas havia aceitado que nem todos os gênios, especialmente os magos, tinham a mesma forma de raciocínio que ela. Ela especialmente não podia argumentar da mesma forma por sua descendência trouxa. Ron, que havia crescido rodeado por magos, dialogava com lógica magica de forma inata, coisa que Hermione ainda tinha dificuldade em captar. A única coisa que ainda a intrigava era que o ruivo assegurava que só estava jogando xadrez bruxo com Lucius Malfoy. Um jogo que ainda ninguém terminara. Por sorte, ao chegar na mesa, a discussão acabou ou ao menos foi jogada para um segundo plano para cumprimentar todos.
Lucius chegou uns minutos mais tarde, seguido por Severus que parecia um pouco cansado. Quando Draco ia indagar a respeito, recebeu um seco "Pergunta pro seu pai". Harry conteve um sorriso com a declaração enquanto Draco enrijecia subitamente, especialmente quando Lucius adicionou uma imagem que a frase invocara em sua imaginação, lançando um olhar predador na direção do mestre de poções. Severus se limitou a soltar um suspiro cansado e aborrecido.
Colocaram a conversa em dia enquanto esperavam o convidado principal e seu companheiro chegarem. Mas a chegada não ocorreu até a hora exata, quando dois homens de aspecto sereno entraram com elegância.
"Tom!" Pansy exclamou com alegria ao vê-los. "Blay... bebê... Como estão?" Os beijou e os cumprimentos demoraram até que os homens ocupassem seus lugares.
Ao ver que todos os convidados estavam em seus lugares, os atendentes do restaurante começaram a servir. Tom arqueou uma sobrancelha na direção de Draco ao notar o que serviam e o loiro lhe deu um breve sorriso e inclinou a cabeça com a qual confirmou suas suspeitas de quem havia organizado seu aniversário numero sete. No ano anterior Pansy havia tido confiança de organizar o evento e assim, cada ano, um dos que havia estado presente aquele dia, exceto Dumbledore, tomava a tarefa de organizar o evento.
Ainda tinha dificuldades de entender, mas a cada ano que passava podia compreender melhor. Vê-los crescer, amadurecer em frente seus olhos e aprender o que significava ter amigos era razão suficiente para celebrar.
Ron e Hermione encontraram uma nova razão para discutir suas teorias quando Severus teve a imprudência de perguntar seus mais recentes avanços. Lucius não deixava de dar miradas apreciativas no moreno, cada vez que adentrava mais na discussão. O fato dele ter feito isso quando o mestre de poções não o via, deixava obvio que o fazia por necessidade e não para impressionar ou provocar o homem.
Pansy conversava animadamente com Draco enquanto Gregory e Vincent de cada lado dela, comiam como se não existisse nada mais. Mas em alguns momentos rápidos, acontecia um olhar cumplice entre ambos e pareciam sorrir. O sorriso e a troca de olhares intrigaram Tom, até que notou que acontecia cada vez que Pansy acariciava seu ventre de forma distraída.
Gêmeos, a mulher havia dito quando contou a novidade. No começo todos perguntaram quem era o pai e a loira havia respondido com um sorriso malicioso. Todos haviam feito suas apostas, mas nem Gregory, nem Vincent pareciam se incomodar. Por alguma razão Tom pressentia que ambos seriam pais. Em seus estudos de magia e artes ocultas nunca havia encontrado um feitiço que permitia que dois homens fossem pais de uma mesma criança, quando o processo envolvia uma terceira pessoa. Mas eram gêmeos. Será possível que as crianças tiveram pais diferentes estando no mesmo ventre ao mesmo tempo?
Ah, mas estava falando de três sonserinos e uma delas era Pansy Parkinson. Se havia uma forma, com certeza ela havia encontrado. Quando os olhos de Vince e Greg se encontraram com os seus, supôs que talvez tivesse encarando demais. Levantou sua taça levemente na direção de ambos para felicita-los e suas teorias foram confirmadas quando recebeu sorrisos maliciosos idênticos e felicidade compartilhada.
Desviou sua atenção ao sentir os dedos de Blaise acariciar sua coxa. Ah, seu companheiro.
Desde que terminara a escola ou melhor dito, desde que o resto do grupo terminara a escola já que ele havia sido dispensado por ter conhecimento suficiente, Blaise havia estado ao seu lado. Harry não havia se aborrecido quando o moreno de cabelos longos apareceu na sua casa no primeiro verão.
Harry e Tom haviam começado vivendo juntos em uma casa que o garoto de olhos verdes havia comprado para ambos. No começo, a necessidade de permanecerem juntos era incontestável, todavia não se acostumaram a estar totalmente separados. Essa necessidade de permanecer unidos a maior parte do tempo possível, havia provocado estranhos encontros quando Draco vinha visitar Harry, que era quase o tempo todo. Blaise parecia se chatear quando o garoto de olhos verdes e seu amigo começavam a se provocar ao seu lado e inclusive chegavam ao extremo de começar a fazer amor.
No início, Tom se mostrava mortificado. Se bem que havia estado no corpo de Harry as primeiras vezes que Draco e ele haviam transado... Isso não significava que estava sempre observando. Nessas ocasiões, Harry sempre havia se encarregado de fechar o seu acesso ao mundo exterior. Agora simplesmente parecia que Harry o havia esquecido.
Quase todas as vezes Blaise havia tentando desviar seus pensamentos desse caminho quando isso acontecia, mas a necessidade de privacidade ia aumentando com o passar do tempo. Não somente a de Harry, mas a sua também. A chegada dos seus documentos que Albus enviou foi motivação suficiente para buscar seu próprio caminho. No inicio procurou um lugar próximo a Harry, mas quando decidiu se mudar para mais longe foi que começou a perceber que o seguiam.
Nos primeiros anos de separação, sabia que estava sendo vigiado muito de perto pelos membros da Ordem da Fênix. O próprio Dumbledore o visitava quase três vezes ao mês, as vezes até mais e mesmo que seu rosto mostrasse um sorriso, seus olhos denotavam preocupação.
No entanto, o verdadeiro caos havia começado quando Tom anunciou que ele e Blaise haviam sido aceitos no grupo de aurores para iniciar o treinamento básico. Claro que... casualmente o treinamento havia começado sobre a mão implacável de Kingsley Shacklebolt, mas isso não incomodara Tom de forma alguma. Havia passado em todos os requerimentos que o auror havia solicitado e no final... logo depois de ter aguentado quase cinco anos de lutas e desconfiança, finalmente começava a sentir que estavam aceitando-o.
Seu mentor, Shacklebolt, ainda seguia dando-lhe olhares difíceis de decifrar, havia permitido um pouco mais de liberdade e isso, ao seu modo de ver era mais que um voto de confiança em seu benefício. A única coisa que ainda lamentava era que ainda não confiavam nele o suficiente para deixa-lo entrar no Departamento de Mistérios, lugar que aspirava pois precisamente ali, estava uma de suas criações, o Véu.
Não que tinha intenções de desvendar seus mistérios... isso, junto com uma possível revelação de seu segredo, só atrairia atenção sobre si e provavelmente começariam uma investigação cujo resultados não poderia esconder por muito tempo. Até o momento, a Ordem da Fênix havia se encarregado de ajuda-lo nesse sentido, mas não iria coloca-los em apuros por beneficio próprio. Uma vida de escuridão havia sido mais que o suficiente.
Mas sua curiosidade inata, sua qualidade de estudante não somente de magia, mas durante seus anos em busca de poder, estavam completamente gravados no seu caráter. Queria explorar, investigar, encontrar mistérios para decifra-los.
Blaise estava sempre ao seu lado, o apoiando. Ainda que muitas das vezes fosse um apoio silencioso. Blaise era sedutor por natureza, e acima disso ele era fascinado por tagarelar. Mas quando os olhos cor de amêndoa se encontravam com os olhos de Tom, as palavras eram o de menos. O moreno havia nascido para o pertencer, tinha certeza disso desde o momento que teve um corpo novamente. Agora essa certeza vinha do amor que sentia por ele.
O amava, como nunca havia amado antes, só podia comparar ao que havia sentido no corpo de Harry. E Blaise o amava também. Havia sentido a forma tão cuidadosa e gentil que tinha reintroduzido seu corpo e mente ao mundo presente. O havia tratado de uma forma que Tom não sabia se poderia devolver e o melhor de tudo... era por decisão própria.
Desde antes de abandonar Hogwarts, Tom havia decidido que sua vida como Lorde tinha que acabar ali. Nunca mais, nenhum dos dois mencionou seu passado como Lorde Voldemort. Ainda que os outros ainda mencionassem, entre os dois, esse passado havia deixado de existir e nunca mais ocuparia um segundo de seus pensamentos.
A comemoração de aniversário seguiu seu curso. A primeira a se retirar foi Pansy, seguida de seus dois companheiros e com um sorriso malicioso comentou que suas costas à estavam matando.
Os últimos a se despedir foram Draco e Harry. O moreno finalmente havia encontrado coragem o suficiente para envolve-lo em um abraço e dar-lhe um beijo na bochecha. "Senti muito a sua falta".
"Finalmente te deixaram pensar tempo o suficiente para se lembrar de mim?" Tom perguntou a Draco com uma sobrancelha arqueada.
"Harry sempre pensa em você. Isso me faz sentir bastante ciumento" O loiro comentou com o mesmo tom brincalhão. "Nos encontramos na festa do dia das bruxas?" Blaise assentiu com um sorriso.
"Com a melhor fantasia". Harry ruborizou levemente e os demais riram com os ânimos altos. Harry nunca havia conseguido superar aquela festa do dia das bruxas em Hogwarts.
"Veremos" Draco exclamou, pegando Harry pela cintura e depositando um beijo suave na têmpora.
O casal de aurores se despediu formalmente deixando Harry e Draco em boa companhia
"Parece que estão felizes". Harry murmurou recostando levemente no ombro de Draco.
"Sim". Draco sussurrou no seu ouvido. "Você está feliz?"
"Sabe perfeitamente que estou". O moreno respondeu se endireitando e encarando o loiro com intensidade. "Sabe que sou".
"Então brindemos". Com um movimento discreto de varinha, Draco fez aparecer uma garrafa sobre a mesa, que fez os olhos de Harry brilharem.
"É o que eu penso que é?" Draco deu um sorriso travesso enquanto enchia as taças com Ambrosia de Pêssego.
"Dois para mim, um pra você" A sensualidade na voz do loiro fez com que Harry estremecesse. Quando voltou a falar, sua voz era um sussurro rouco.
"Não... uma e uma" Draco assentiu satisfeito.
"Uma e uma. Nós merecemos" O loiro tocou sua taça com a de Harry. "A nós". Beberam com lentidão, se olhando nos olhos e sorrindo fascinados.
Horas mais tarde na antiga porem conservada Mansão Malfoy.
"Lucius, o que pensa que está fazendo?" Severus grunhiu ao sentir como o loiro serpenteava sobre seu corpo, jogando-o contra a cama.
"Não está sentindo, Sev? Seu senhor se esqueceu novamente de encerrar a conexão". Sussurrou no ouvido do seu amante enquanto movia seus quadris com um erotismo sensual, no qual Severus não pôde ignorar.
"Maldito bastardo." Suspirou por fim, se entregando às mãos espertas do outro.
NT: Mal posso acreditar que finalizei essa fic, anos, muitos anos, muitos inúmeros anos. Nem sou a mesma pessoa de quando essa saga começou. Obrigada por ler, muito obrigada mesmo! Fico feliz em finalizar projetos, a adolescente em mim agradece a adulta em mim.
Espero que tenham gostado dessa saga, eu me diverti muito com ela.
