Busca pelos irmãos perdidos
Os irmãos de consideração Link, Peach, Zero e Alucard já passaram bons e maus momentos juntos. Estavam reunidos em comemorações e também unidos nas dificuldades, sempre se ajudando em momentos difíceis. Porém, acontecia que, de vez em quando, algum deles sumia, ficava sem dar notícias por muito tempo, o que deixava os demais angustiados. É o que está acontecendo agora com dois deles: Link e Zero. Peach e Alucard estão preocupadíssimos com ambos e decidiram começar uma investigação para acharem os irmãos perdidos.
—Vou para Hyrule, Alucard—falou a regente. —A princesa Zelda deve saber de alguma coisa. Também consultarei Saria e a Árvore Deku.
—Vou para a cidade Abel, então. Os caçadores devem ter informações sobre o paradeiro do Zero. Mande meus cumprimentos ao Link quando achá-lo.
— Boa sorte! Se encontrar o Zero, diga que mandei um abraço para ele.
Não foi fácil para a princesa entrar em Hyrule, pois o reino está, há anos, sob a ditadura de Ganondorf, o Rei das Gerudos, que tomou o poder usando a Triforça. Pensou em ir direto ao Castelo de Hyrule e o fez. Porém, ao chegar na cidade mercado, encontrou o lugar totalmente arruinado e tomado por mortos vivos. Conseguiu ver não mais a casa da Família Real, mas uma torre alta e escura. A única construção que parecia intacta era o Templo do Tempo. Disfarçando-se de zumbi com o Sombrero Sorrateiro, dirigiu-se para lá.
Peach adentrou o Templo do Tempo e admirou a arquitetura, pois era muito bela. Avançou pelo lugar e encontrou duas pessoas conversando ao fundo. Alegrou-se e lagrimou, pois uma delas era Link.
—Link!—exclamou a princesa, correndo ao encontro do hyliano. Abraçou-o. —Finalmente te encontrei, irmão!
O herói retribuiu o abraço. Havia sumido por sete anos e compreendia a alegria da irmã em reencontrá-lo.
—Perdão—pediu ele, lagrimando também.
—Onde você estava?
—Na terra dourada, esperando a hora de voltar.
—Como assim?
—Eu era muito novo para empunhar a Espada Mestra—explicou o hylian. —Precisei crescer e me fortalecer para ficar apto para usá-la. Tenho uma missão difícil agora. Já sei o que aconteceu enquanto estive ausente.
—Deixe-me ir com você, por favor!—Peach pediu. —É perigoso ir sozinho.
—... Tudo bem—cedeu Link. —Obrigado pela companhia.
—Quem é ele?—perguntou a regente, referindo-se ao homem de roupa justa e azul, parado em frente ao pedestal da Espada Mestra.
—Meu nome é Sheik. Sou do povo Sheikah.
—Encantada em conhecê-lo, Sheik. Vai nos ajudar?
—Quando precisarem.
—Ótimo!—aprovou Peach. —Aonde vamos primeiro?—perguntou ao irmão.
—Vila Kakariko—respondeu. —Vamos.
Enquanto andavam para sair do Templo, o herói perguntou:
—Onde estão Zero e Alucard? Como estão eles?
—Alucard foi procurar Zero. Ele desapareceu e estou muito preocupada com ele também.
—Tomara que o encontre—Link desejou. —Assim que derrubarmos Ganondorf e sua tirania, iremos ajudar o mano na busca.
—Espera, Link! Vou fazer uma chamada de vídeo para contar ao Alucard que você está bem.
A Cidade Abel não exibia mais o esplendor de outrora. Devastada por muitas guerras entre reploids e mavericks, o lugar agora tinha pouquíssimos habitantes. Alucard foi à Base dos Caçadores de Mavericks, local de trabalho do Zero, mas o lugar estava abandonado. Perguntou a um transeunte se sabia onde estavam os caçadores de mavericks, mas ele nunca tinha havido falar neles. Soube, porém, de uma cidade utópica chamada Neo Arcadia, a algumas horas de distância dali.
"Cidade utópica? Isso não parece bom", pensou Alucard. Agradeceu ao transeunte e entrou nas ruínas da Base para conseguir pistas. Explorou a construção transformado em lobo e farejou algo. Transformou-se em morcego e saiu voando dali.
A alguma distância de Abel, um grupo de reploids e uma humana corriam por suas vidas. Estavam sendo caçados pelas forças de repressão de Neo Arcadia por serem falsamente considerados criminosos. Os fugitivos estavam procurando um laboratório há muito abandonado onde, segundo fontes, encontrariam um reploid poderosíssimo que poderia contra-atacar o exército de repressão da cidade utópica.
Não havia muito tempo: a resistência estava em minoria e sendo encurralada e morta aos poucos, pois além dos Pantheon Hunters, Golens haviam se juntado à perseguição. A garota, acompanhada de uma robô do tamanho de uma fada e um sobrevivente, haviam chegado até uma porta.
—Beco sem saída?—arfou a menina.
—Não. Tem uma energia muito forte vindo daí—revelou a "fada". —!... E tem outra igualmente forte vindo para cá!
—Cuidado!—gritou o resistente, pulando da frente da porta junto com a garota. Um borrão rapidíssimo e escuro passou e arrebentou a barreira.
—O que foi isso?!—perguntou a cientista, mas nenhum dos dois respondeu. Percebendo que mais inimigos podiam estar a caminho, decidiram entrar.
Encontraram um homem pálido e com roupas pretas agachado próximo a um robô vermelho, com cabelos loiros e longos e desativado.
—Finalmente o encontrei, irmão—falou Alucard. "Então foi por isso que ficamos sem notícias suas: você hibernou".
—Com licença—disse uma voz feminina e tímida atrás do vampiro. Este virou-se e falou:
—Não há tempo para conversa agora. Vi mais inimigos vindo para cá. Se você sabe como acordá-lo, faça-o. Por favor—completou.
—Então ele é mesmo o Zero? Você o conhece?
—Sim—confirmou o dampiro, tomando a frente para proteger o trio. —Vá e acorde-o, se puder.
—Tá.
—Vou usar meu poder, Ciel—disse a robô. —Não temos tempo.
—Mas Passy, assim você vai...
—Não tem problema. É você e Zero quem devem voltar vivos, todos estão esperando vocês!
—Obrigada, Passy!—Ciel agradeceu, lagrimando. —Desperte o Zero, por favor!
Passy entrou no corpo do reploid vermelho. Aos poucos, o caçador começou a se mexer e os cabos que o prendiam soltaram. Ficou de pé e tentou entender o que estava acontecendo.
—Bem vindo de volta, mano—cumprimentou o dampiro, olhando Zero de esguelha.
—Alucard! Foi você, mano?
—Depois te conto. Primeiro, vamos sair daqui.
Sentados em um pedestal no Templo do Tempo, Link e Peach tentavam contactar Alucard usando o aparelho celular da princesa. Segundos depois, conseguiram. O dampiro atendeu à chamada de vídeo e os Sword Brothers falaram-se novamente (ao ver o hyliano, Alucard fez um gesto obsceno para ele, mas este riu e disse para o vampiro ir se foder, e todos gargalharam). A aflição pelo sumiço de Link e Zero acabou, mas os problemas não: Link contou sobre a ditadura que Ganondorf instalou em Hyrule e Zero relatou as dificuldades de viver no pós-guerra entre reploids e mavericks. Os irmãos, então, decidiram que ajudarão a resolverem as crises. Link e Peach entram em ação para derrotar o Rei das Gerudos, despertando os sete sábios, enquanto Zero e Alucard atacam os líderes de Neo Arcadia para acabar com a perseguição aos robôs. Combinaram de se reunirem, quando tudo estivesse bem, no Castelo dos Cogumelos.
Cansados das lutas e aventuras, o quarteto estava congregado no escritório da regente, que prontamente os convidou a descansarem, comerem e beberem no Castelo. Link contou o motivo do seu desaparecimento aos demais e Zero fez o mesmo. Os dois pediram desculpas à princesa e ao vampiro pela preocupação que causaram, mas para eles, ver o herói e o caçador de volta e bem era o suficiente. Por horas, os Sword Brothers conversaram sobre a jornada que fizeram para derrotar o mal que assolava onde estavam.
