Charlotte Katakuri, o homem perfeito, com a qual todos o admiram, o homem que vale 1 bilhão, na realidade não passa de um homem solitário, que finge ser perfeito perante seus familiares, e que guarda um segredo que até mesmo seus irmãos mais novos desconhecem, sua boca de enguia e suas cicatrizes sempre foi seu ponto fraco, e por isso escondia de todos.

A noite escura dominava no céu, uma noite negra, até a lua e as estrelas estavam escondidas pelas nuvens carregadas, uma tempestade estava preste a chegar, e ela chegaria em um péssimo momento, em alto mar, com poucos tripulantes, nessa situação uma tempestade seria um problema.

O silêncio que reinava até poucos segundos foi quebrado por um som incomum, um choro de bebê, confuso e desacreditado, Katakuri olhou ao redor em busca de onde viria o som, mais com a escuridão, não conseguia visualizar bem.

Alguns membros da tripulação iluminaram com lampiões ao redor do navio, o choro desesperado estava cada vez mais próximo.

- Capitão, tem um barco logo ali. _ um dos homem notificou, Katakuri se aproximou da borda do navio.

Olhou por alguns segundos o barquinho, parecia que não havia ninguém adulto no barco, exceto pelo o som de um bebê.

Katakuri On

Usei meu mochi mochi para puxar o barco, estiquei bem o braço e puxei assim que senti a madeira, o barquinho encostou no nosso navio, e de cima iluminando com um lampião, ficamos abismados com o que viamos.

- Tem uma mulher no barco. _ outro tripulante diz, a mulher de pele morena, cor de chocolate, estava deitada dentro do barco, por isso não a víamos, era evidente que a mulher já se encontrava morta a algum tempo, o sangue que escorria entre suas pernas ja estava seco e ela não respirava.

- Está morta._ respondo, observando o pequeno espaço que havia entre as pernas da mulher morta, um bebê chorava enquanto comia as próprias mãos, o cordão umbilical ainda permanecia intacto, ao olhar para aquela pequena sobrevivente, senti um aperto no peito, nascer no meio do mar, sem ajuda, a quanto tempo essa coitada deveria está ali, com fome, com frio..., estiquei os braços, recriando duas mãos enormes, peguei as duas e trouxe para cima do navio._ Rápido tragam panos limpos e chamem o médico. _ os tripulantes saíram correndo.

Em pouco tempo o médico do navio apareceu, e com uma tesoura esterilizada cortou o cordão umbilical que ligava a bebê a mãe, embrulhando a pequena em panos limpos, tentei manter ela aquecida.

- Ela não para de chorar._ disse sem saber o que fazer, afinal, no auge de meus 30 anos, ainda não havia me casado e muito menos tive filhos.

- Leve para o consultório, preciso examinar ela. _ o médico pede, e rapidamente concordo.

- Verifiquem se tem leite, precisamos alimentar a bebê. _ digo seguindo para o consultório.

1 hora depois.

De banho tomado, e com barriga cheia, a pequena agora dormia tranquila, ainda enrolada em cobertores, por incrível que pareça, ela estava bem, o médico disse que é um milagre, tudo que ela tinha era fome e frio.

A bebê tem a pele morena como a falecida mãe, e cabelos negros como a noite, e olhos verdes como esmeralda.

- O que vamos fazer com ela Katakuri-Sama? _ o médico pergunta. _ Não existe orfanato em Totto land.

- Eu pensei bastante e resolvir tomar a responsabilidade para mim, irei ficar com a bebê, cuidarei dela como se fosse minha.

- Você já escolheu um nome para ela? Não pode chamar ela de bebê para sempre.

- Qual nome você daria? _ pergunto ao médico.

- Bom senhor, de certa forma ela veio do mar, e dando as circunstâncias em que ela apareceu, eu escolheria Marina.

- Então se chamará Marina.

18 anos Depois

Marina on

A pequena bebê cresceu, se tornou uma linda moça, inteligente e esforçada, ainda tão jovem, já é especialista em medicina, e trabalha em um hospital na ilha da farinha, à 6 meses ela saiu de casa alegando não querer ser um fardo para Katakuri, já basta ele ter dado casa, comida e roupa limpa durante todos esses anos, seria grata a ele pelo o resto de sua vida, mais já estava na hora de caminhar com suas próprias pernas, e hoje mora sozinha em uma pequena casa.

Mesmo depois de tantos anos morando na casa de Katakuri, ela não o ver como pai, simplesmente porque ambos quase não se via, e quando se encontravam trocavam poucas palavras, ele estava sempre ocupado, momentos de afeto de carinho da parte dele era algo raro, não era carinho físico, mais sentimental, pode não parecer, mais Katakuri é um homem protetor, e ele tentava me manter segura quase sempre, principalmente restringindo a aproximação de garotos que ele julgava perigoso, o mais estranho é que era todos que se mostrava interessado em mim, e por causa do medo que ele causa nos pretendentes, estou virgem até hoje, também tinha outras restrições, como: não fumar, não beber, nada de chegar depois das 22 horas em casa, não sair sozinha na rua.

Nossa convivência não foi fácil, tentei me encaixar em seu mundo e me tornar pirata, mais Katakuri não permitiu, ele não queria me ver com a cabeça valendo um prêmio, então me dediquei aos estudos de medicina.

Agora que vivo sozinha e sou independente, me dou ao luxo de mergulhar no álcool, e fumar uns baseados de vez enquanto, mais não me livrei dos esporros que Katakuri me dar quando ele fica sabendo por um dos seus irmãos, ele fica bastante bravo comigo.

Respiro fundo enquanto presto ajuda aos habitante que se machucaram na ilha das nozes, o casamento da Purin-sama foi um desastre, e graças a larica da mama, a cidade foi destruída pela própria, deixando vários feridos soterrado.

- Merda. _ profano enquanto enfaixo um paciente, o meu nervosismo também não estava ajudando, Katakuri-sama está em um duelo com o chapéu de palha desde as 15 da tarde, e já são quase 1 da manhã, ninguém nunca havia durado tanto tempo assim em uma batalha com Katakuri.

Os hospitais estão lotados de feridos, tanto na ilha das nozes, quanto em whole cake, enquanto mama estiver sob o ataque da larica não vai faltar feridos, levanto do chão onde permanecia de joelhos, estamos fazendo todo o possível para deixar tudo sob controle, caminho até ao lavabo feminino.

Mal termino de lavar as mãos e o rosto e quando olho para o espelho vejo meu reflexo e no segundo seguinte vejo Brulee sair do espelho, não consigo evitar um grito de susto.

- Meu Deus que susto. _ digo colocando a mão no peito.

- Marina, eu vim te buscar. _ Brulee diz, me deixando confusa, e mais nervosa.

- O que houve? _ pergunto séria.

- É o Onii-san, ele está ferido. _ arregalo os olhos assustada, pego meu kit médico que estava sobre o lavabo, e entro no mundo dos espelhos.

Corro o mais rápido que consigo, como se tivesse em uma maratona, nunca pensei que um dia iria cuidar de Katakuri, chegamos onde ele se encontrava caído, havia um ferimento grave no abdômen, Brulee já tinha prestado os primeiro socorros, mais ainda continuava perdendo sangue, coloco a mão na boca reprimindo o grito, os olhos lacrimejaram.

- Papa._ digo enquanto me aproximo, ficando de joelhos ao seu lado, ele abre os olhos.

- Marina._ Katakuri sorri de leve, eu sempre soube do seu segredo, Brulee me contou em segredo, mais agora estava vendo em primeira mão, e não o acho menos bonito só por causa dessa condição, chega até a ser fofo, ele me olha aflito._ Não quero que você me veja assim...

- Eu não estou nem aí para o que você quer, foda-se. _ digo chorando em seu peito._ Fiquei com tanto medo de te perder Papa.

- Jamais vou te deixar._ ele responde fazendo um cafuné no cabelo. _ Você é a razão da minha vida.