Marina On
Depois de uma ótima manhã de sono, tive uma tarde aproveitosa no hospital, trabalho é trabalho, não tem essa de faltar só porque os irmãos Charlotte estão de cama, eles não são os únicos que precisa de ajuda médica, o Den Den Mushi toca, e sem demorar atendo.
- Dra. Marina fal...
- MARINAAA? _ escuto os gritos de Cracker.
- De novo? Essa é a quinta ligação que vocês fazem, vocês não acha que eu tenho mais o que fazer não?
- Onde você está filha ingrata?_ Katakuri pergunta.
- Ingrata? Passo a noite costurando seu abdômen para ser proclamada como Ingrata? Ingrato é você!
- Onde você está? Porque não está aqui? _ Cracker berra do outro lado.
- Trabalhando, é assim que consigo pagar minhas contas mensais.
- Já disse que se o problema for dinheiro, eu lhe dou, você não tem que trabalhar. _ Katakuri diz irritado.
- Trabalho porque gosto de ser independente, e ter meu dinheiro com meus próprios esforços, dinheiro limpo e honesto.
- Venha para casa agora. _ sinto seu ódio daqui.
- Estou ocupada agora, e ainda não é a hora da próxima dose do medicamento, para quer essa pressa? Vocês nasceram de 7 meses por acaso?
- Você tem 30 minutos para chegar a minha casa, ou irei te buscar pessoalmente. _ Katakuri faz a ameaça.
- 1 hora está bem? Estarei aí em uma hora.
- 45 minutos, e nem um segundo a mais.
- Okay.
Ainda cedo da noite dei uma pausa no hospital para poder ir medicar os dois exigentes, tinha 30 min sobrando, no caminho, passei em frente de uma doceria, resolvi entrar e comprar alguns donuts e biscoitos cookies, embora eles não estejam merecendo, é bom agradar as feras de vez enquanto.
A fila estava um pouco grande, foram quase 18 minutos para meu pedido ser atendido. Com dificuldade em carregar a enorme caixa de guloseimas, saí da confeitaria a passos largos, tinha que chegar a tempo, percebi alguns olhares quando passava pela a multidão, e escutei alguns cochichos como: "Essa não é a filha do Katakuri-sama?" "Ainda bem que ela não puxou ao pai, seria um desperdício".
Observei atentamente o que cada um tinha em mãos, uma gazeta de fofocas, me aproximei do jovem que estava distribuindo a gazeta, peguei uma em mãos e li o que estava na primeira página.
" O SEGREDO DO GENERAL DOÇURA CHARLOTTE KATAKURI É REVELADO" _ o artigo estava acompanhado de uma foto do papa sem o cachecol, engoli em seco, não vai sair nada de bom daí, vi que a fonte da gazeta é a Charlotte Flampe.
- Peste! Você não sabe o problema que se meteu, pirralha mimada! _ profano indignada, guardo a gazeta na bolsa, e continuo meu trajeto.
Já tinha sido meio caminho andado, mas infelizmente estou atrasada, respiro fundo e continuo andando, todos me olhavam e sussuravam, olhei feio para cada um deles, bando de urubus.
E como Katakuri cumpri com tudo que diz, encontrei com ele no caminho, senti minhas pernas ficarem bambas, será se dar tempo fugir e se esconder? Não, agora que ele já me viu o jeito e continuar.
- Está atrasada._ o ruivo diz parado a minha frente, parece um pouco irritado.
- Peguei uma fila meio grande na confeitaria._ encontrei uma desculpa para justificar o atraso, ele olha para a enorme caixa de doces e suaviliza o olhar severo.
- Deixa que eu levo. _ sem dar tempo de dizer não, ele já havia tomado a caixa, decidi não protestar para não provocar sua íra, segui em silêncio ao seu lado, rogando aos deuses para que ele não perceba o que está se passando na cidade._ O que houve? Por que está tão calada?
- Não é nada, estou cansada e com dor de cabeça. _ não deixava de ser verdade, realmente estava.
Katakuri On
Marina está muito calada, algo deve está errado, não deve ser só dor de cabeça, alguma coisa deve está lhe incomodando, e quer esconder.
Chegamos em casa e as criadas nos recebem dizendo que o jantar será servido.
- Fique para o jantar. _ a pequena confirma. _ Marina, aconteceu alguma coisa?
- Se importa de termos uma conversa depois do jantar?
- Não. _ seguimos para a sala de jantar, Cracker já se encontrava devorando um pedaço enorme de carne, olho para Marina e a vejo com um olhar raivoso.
- Você... não devia ter levantando daquela cama! _ É a única coisa que pronuncia, porém meu irmão ignorou suas palavras, furiosa, ela sai pisando duro em direção ao lavabo.
Marina On
Esses filho de uma égua não me respeitam, não levam minhas instruções a sério, o que eu sou pra eles? Uma boneca vestida de médica?
Lavo bem minhas mãos e volto para a sala de jantar, sento em uma cadeira e me sirvo, estou faminta.
- Gostaria de saber o motivo de vocês me chamarem com tanta urgência, qual é a emergência que não poderia esperar?
- Eu queria tomar um banho descente! _ Cracker declara, nas ultimas horas o banho dele era em cima de uma cama ou sentado em uma cadeira.
- E o que lhe impedi?
- Queria sua ajuda durante o banho. _ olho para ele incrédula.
- Desculpa, poderia repetir?
- Queria sua ajuda durante o banho, o osso das costelas poderiam se deslocar...
- Você poderia ter pedido ajuda de uma das criadas.
- Elas não são médica!
- Você só fica nu na frente da minha filha, passando por cima de meu cadáver! _ Katakuri agarra Cracker pelo o pescoço. _ E está longe para eu morrer. _ ele tinha um olhar mortal nos olhos.
- Não é o que você está pensando irmão Katakuri, você não confia em mim?
- Não confio em você perto dela.
- Papa, solte-o agora._ digo firme, ele me encara e depois solta Cracker.
- Você está proibida de ajudar Cracker no banho.
- Certo, vou lembrar de adicionar mais um item a lista do que estou proibida, agora será que podemos jantar em paz?
Katakuri On
Depois do jantar, cada um voltou para seu quarto, Marina aplicou o a injeção de meu irmão em minha presença, e logo depois tomei meus medicamentos, e agora, ela está parada a minha frente com um papel em mãos.
- Você precisa ver isto! _ Mari entrega o papel._ Foi distribuído em todas as ilhas.
- O que é isso? _ abro o papel e leio o que estava escrito, um artigo sobre mim, respiro fundo, Flampe cumpriu com sua ameaça, garota idiota.
- Vai fazer alguma coisa quanto a responsável?
- Já esperava que a idiota da minha irmã fosse fazer tal coisa, ela mesma disse durante minha luta, depois que eu mesmo me golpei com meu komura em meu abdômen.
- Como assim? Você mesmo se atingiu por livre e espontânea vontade?_ confirmo. _ Papa isso não faz sentido.
- Eu atingi o abdômen do chapéu de palha, porque sem perceber, Flampe o enfraqueceu com uma agulha nebulosa, depois que percebi, eu mesmo me perfurei.
- Entendo, foi seu jeito de ficar de igual para igual com ele, nada maus justo, admiro sua nobreza Katakuri-sama.
- Você não consegue se decidir se me chama de papa ou pelo o meu nome.
- Eu tento ser o mais profissional possível, mas as vezes acabo esquecendo.
- Quero que você fique para dormir em minha casa, pelo ou menos por hoje.
- Cracker está dormindo no meu antigo quarto, onde dormiria?
- Aqui comigo, a cama é grande, tem espaço sobrando.
- Papa, não sou mais uma criança que corria para sua cama quando estava com medo de trovões, eu cresci, posso dormir no sofá da sala.
- Não, quero você perto de mim, aonde eu possa te ver.
- Está bem, se você insiste eu ficarei. _ Marina senta na beirada da cama._ Me admira que tudo esteja da mesma forma de quando saí, achei que você tinha transformado em quarto de hóspede.
- Ainda tenho esperança que você volte. _ à vejo sorrir, o Den Den Mushi dela toca e ela atende.
- Dra. Marina falando!
- Senhorita, precisamos de você urgente!
- Estou à caminho. _ Marina levanta da cama bruscamente.
- Eu volto quando meu plantão acabar.
- Que horas termina?
- 1 da manhã.
- Tão tarde assim? _ Marina confirma e se retira.
Algumas horas mais tarde.
Marina on
Meu Platão acabou, já posso voltar para casa e descansar, mas, um temporal está prestes a cair, se for correndo talvez consiga chegar a tempo.
Saio correndo em disparada, o vento forte balançava meus cabelos, pequenas gotas começavam a cair, corro um pouco mais rápido, ainda não estavam nem na metade do caminho.
Não demorou muito e a chuva começou a cair, forte, com relâmpago e vento forte, parei em um abrigo para esperar a chuva passar, estava ensopada e tremendo de frio, olho no relógio de pulso, marcava 1:11 da manhã.
Vejo alguém se aproximar com um guarda chuva, mais com o temporal não deu pra ver quem é, sinto o coração acelerar, e as pernas ficarem bambas, medo, como que não sente medo, sozinha em uma rua onde não tem um vivente por perto além daquele quese aproxima!
Aos poucos, conforme se aproximava, consigo enxergar quem é, não acredito no que meus olhos vê.
- Vim te buscar._ Katakuri diz pegando minha mão e puxando para debaixo do guarda-chuva.
- Obrigada por vim.
