(Academia Fujumi)

Corte

O som da madeira sendo cortada preenchia a sala, essa sendo a sala do clube de marcenaria que por certas razões, só havia um membro pertencente.

Não tinha muito para definir esse local, era praticamente vazia, contando apenas com uma mesa de suporte e um pequeno banco, além de algumas ferramentas espalhadas, nada muito anormal para os padrões de uma escola japonesa.

Nela também contava com algumas obras do único membro do clube, feitas obviamente de madeira, casas de passarinho, caixas de correio e até o que parecia ser uma escultura de urso?

Nesse momento o "marceneiro" continuava suas obras, o intuito do clube era especialmente contribuir para comunidade fora da escola, sendo o único clube de Fujumi atualmente ativo que fazia isso.

O atual Presidente do clube "eleito pelo voto da maioria" mesmo depois das circunstâncias que fizeram ele entrar no clube, ainda tinha o voto de reconhecimento da comunidade e pela escola por suas supostas obras de artes, apesar do próprio não considerar nada demais.

O que levava ao cenário em questão, o Presidente criando a atual estátua do mascote da escola. Por conta desse motivo que ele tinha permissão de usar um machado na escola, pelo menos para o conselho estudantil e para diretoria foi mais razoável do que permitir ele ter ferramentas de corte mais adequadas e caras, claro que a comunidade "influenciou" essa sendo a palavra que séria a maneira bonita de dizer que eles forçaram a escola permitir ferramentas mais adequadas para o clube, afinal, muitas vezes para apenas cortar madeira era necessário o Presidente do clube cruzar a cidade e gastar o dinheiro do seu próprio bolso para estragar perdidos da comunidade o que claramente irritou muitas pessoas influentes que gostavam do trabalho do jovem.

Aproposito o nome desse jovem era Katsuo Leonhart. Seu cabelo era ruivo espertado desajeitadamente sobre um rosto forte com aparência levemente angustiado. Olhos dourados semicerrados, cravados no fundo das órbitas, observam atentamente seu atual trabalho, mal podendo notar a leve cicatriz de corte acima de sua bochecha.

Um curativo correndo em direção em direção horizontal do nariz, deixam uma lembrança convincente de talentos ocultos.

Este é o rosto da "celebridade" da Academia Fujumi, um verdadeiro prodígio quando se tratar de marcenária, recebendo elogios até de figuras famosas pelo mundo que trabalham nesse rumo. Essa fama também veio por ele se destaca acima da maioria dos jovens e adultos próximos e além de sua idade, por conta de sua estrutura grande.

Há algo de encantador nele, talvez seja seus talentos ou talvez seja simplesmente sua aparência. Mas, no entanto, as pessoas tendem a ficar do seu lado bom, enquanto evitam falar sobre seu passado recente.

— Acho que agora está bom. — Com isso dito, ele retirou a lasca de madeira recém refinada para a conclusão de sua obra.

Depois de alguns pequenos retoques finalmente depois de semanas de esforço sua obra prima estava completa. Um urso feito de madeira branca refinada de quase dois metros que ficaria por anos na entrada da escola para todos verem sua obra. Com esse pensamento em mente o ruivo não pode deixar de escapar um breve sorriso.

Com isso na sua cabeça, ele foi até a janela e olhou para o portão da escola, onde ele tinha uma boa visão dada a vista da sala onde ficava o clube.

Mas quando ele colocou seus olhos na direção do portão, seu rosto ficou assombroso como se ele tivesse acabado de ver um fantasma — Q-Que merda é essa!? — Foram as únicas palavras que ele soltou.

(Minutos atrás)

Ao serem avisados por um comportamento estranho nos portões, os professores da Academia correram em sua direção para apaziguar a situação.

— Quem é o senhor!? pare com esse comportamento estranho agora mesmo! — Kyoko Hayashi foi quem falou.

O homem desconhecido apenas continuou á se pressionar contra o portão.

— PARE IMEDIATAMENTE! SE NÃO O FIZER, VOU CHAMAR A POLÍCI… — A ameaça foi cortada quando o outro professor a interrompeu.

— Calma, calma, Hayashi-sensei — O homem alto, sendo o professor de Educação física conhecido como Teshima, falou para a mulher.

— Não temos que chamar ninguém. É só mostrar para ele quem manda. — O homem disse arregaçado as mangas.

O professor então agarrou o homem pela camisa e puxou fazendo o corpo dele bater contra o portão, foi quando o professor sentiu algo estranho.

— Espere, Teshima-sensei, não seja tão violento. — Kyoko protestou.

O professor olhou para o homem com receio — Não… A força desse cara… — No meio desse pequeno diálogo e por conta da pancada algo escapou da boca do homem…

Kyoko caiu no chão pelo choque — AH! Qu… Dedos…!? Po… Polícia! — Enquanto as palavras expressavam seu choque, ela logo ouve um grito de dor.

— AHHHH! — O homem mordeu o braço do professor.

— Teshima-sensei! — Outro dos professores conseguiu puxar o seu colega do ataque, onde Teshima acabou caído para trás.

— ELE COMEU MEU BRAÇO! — O homem gritou em urros de dor.

— PAREM O SANGRAMENTO! PELO AMOR DE DEUS, PAREM O SANGRAMENTO! CHAMEM A ENFERMEIRA, MARIKAWA-SENSEI! — O homem implorou.

— CHAMEM UMA AMBULÂNCIA E A POLÍCIA! — O professor careca gritou, enquanto tentavam ao maximo mantê o seu colega o mais confortável que a situação poderia deixar.

— Teshima-sensei não desmaie! — Kyoko exclamou para o homem recebendo apenas gritos em resposta.

O sangue continuava escorrendo apesar dos esforços do professor de conter o sangramento — Droga! Não estou conseguindo estancar o sangue! — O homem amaldiçoou.

Teshima derrepente então parou de gritar — Ele morreu…? — O professor que tentava conter o sangramento se perguntou.

— Não pode ser… — Kyoko disse já entre lágrimas.

Teshima então começou a se mexe devagar…

— Teshima-sensei! Você está bem? Teshima-sensei! — A mulher perguntou esperado uma resposta do homem agora aliviada.

Teshima então começou a se apoiar na mulher para se levantar para o alívio dela — Ainda be… — Suas palavras morreram quando o homem mordeu bestialmente o seu pescoço.

— AHHHHHHHH! — A mulher gritou de dor.

(De volta ao presente)

Katsuo olhou para cena horrorizado enquanto o professor descontraído e cabeça louca, mastigava o pescoço de Kyoko.

Segundos depois a mulher cai no chão e quando o professor que antes tentava socorrer Teshima, foi socorrer Kyoko… A mulher assim como Teshima gravou seus dentes na perna do professor e a mesma coisa se repetiu… Logo o professor mordido também se levantou e agora os três de forma lenta começaram a seguir em direção as portas da escola…

Katsuo cabaleou para trás ainda em choque, seu lábios tremiam levemente como se ele quisesse formula palavras mas não conseguia…

"Que merda é essa? Zumbis!? impossível, isso é ficcional, certo!? Mas… O que diabos foi aquilo o Tashima-sensei, Hayashi-sensei e até o Yagami-sensei… Merda, merda, nada disso faz sentido" Katsuo colocou as mão sobre a cabeça e batendo levemente como se ele quisesse acordar de um sonho… Mas não dava, aquilo foi muito real para ser um sonho, provavelmente ele fez isso como um ato desesperado ao recusar a verdade nua e crua.

A primeira verdade, por algum motivo desconhecido um homem que estava provavelmente morto infectou Tashima, que infectou Kyoko e por ai vai… Fazendo ele entrarem em um estado similar ao que era feito a anos por grandes mídias de cinema, zumbis.

A segunda verdade, a suposta infecção se espalhou rápido, era um fato que essa escola logo estaria cheias de… zumbis perambulando por tudo que é lugar e tentaria devorar tudo que fosse vivo, visto o que ele acabou de presenciar.

A terceira verdade, ao que parece os zumbis não tinham nenhum sinal de animosidade um contra o outro, pelo menos Tashima e outros depois de contraírem o suposto vírus não pareciam hostis um contra o outro, o que leva a supor que logo várias hordas estariam juntos para os poucos ou muitos humanos que tentariam fugir deles.

E a quarta verdade… Katsuo estava apavorado, nos pensamentos dele esse cenário era tão idiota e coreografados que parecia uma piada de mal gosto, quase como uma trama mal feita surgido do nada… Mas isso era muito real e diante as circunstâncias ele não tinha muitas chances de sair dessa vivo, na melhor das hipóteses ele considera que daqui a alguns minutos, com sorte horas estariam atrás de alguns adolescentes para banquetear.

Respirar

Suspirar

Respirar

Suspirar

Ao fazer o exercício de respiração ele se acalmou um pouco, suas mãos estão pararam de tremer.

Recuperado o controle de sí mesmo, ele então vai até a mesa que estava momentos atrás fazendo sua obra-prima e pega o machado que era apenas um pouco maior que uma garrafa de agua mineral.

— Se eu tiver sorte, a única coisa que vou precisar ganhar desse machado é uma expulsão por anda com isso por ai… Mas quem eu estou querendo enganar. — O ruivo sorriu com a possibilidade que sua paranóia esteja apenas levando ao um cenário imaginário de um filme aleatório de apocalipse.

Ele então olha para o urso feito de madeira sua maior obra-prima — Pelo menos se a humanidade sucumbir ao seja lá o que for essa merda, algum idiota de uma civilizacão futura pode achar isso e achar que nos veneravamos ursos, igual aconteceu com aquela merda no Egito. — O ruivo riu da possibilidade nula disso acontecer.

Adquirido uma postura séria, ele então segura o machado com firmeza, pega sua bolsa onde estava suas coisas e se livra dos livros ou material desnecessário que havia nela.

Katsuo respira fundo mais uma vez, ele estava tentando se convencer que estava preparando… Uma triste ilusão.

O ruivo então abre a porta devagar e olha para os corredores vazios.

"Acho que minha paranóia levou a melhor de mim dessa vez." Katsuo pensou aliviado que não haviam um monte de zumbis adolescentes pelos corredores apertados.

Ele então começa a caminhar lentamente pelos corredores das salas de clube, não deviam haver outros alunos nesse andar, pois agora era um momento de aula cujo ele estava matando aula… Inclusive Katsuo se sentiu um completo idiota por esquece desse simples fatos enquanto caminhava pelo corredor.

"Acho que eu deveria agradecer ao diretor por me forçar a ir a semana toda nesse clube estúpido… até parece." Com esse pensamento em mente ele então vira no corredor e esbarrar em alguém que fez ele cabalear para trás.

— Foi ma… — As palavras morreram na sua boca quando ele é empurrado para o chão por uma figura menor e violenta.

Era um zumbi, uma garota para específica segurado ele pelos ombros forçado no chão e tentado chegar ao seu pescoço tendo como único obstáculo os braços do ruivo.

A baba escorria da sua boca no rosto do ruivo, era nojento e asquero, quando o cheiro impregnou suas narinas ele realmente sentiu a vontade de vomitar — Merda… — Ele gruniu, a garota tinha uma constituição pequena, mas um aperto forte como se tivesse a mesma força ou maior que ele, o que era ridiculo pois ele era muito mais alto e músculo que o pequeno cabo de vassoura acima de seu corpo.

Em um pequeno vislumbre de raiva ele conseguiu empurrar a garota zumbi para o lado e se levantar antes que ela conseguisse se erguer, no entanto, ela ainda se agarrou na sua perna com as mãos e quando se mexia para trazer sua boca até a perna…

Esmaga

Ela agora tinha um machado cravado na sua cabeça e finalmente parou de se mexer.

Chame isso de instinto de sobrevivência, excesso de adrenalina ou qualquer merda que fosse… Mas Katsuo apenas tirou o machado agora sangrento da cabeça dela e começou a averiguar o corredor a procura de mais zumbis.

Não havia nenhum pelo corredor, mas ele podia ouvir grunhidos vindos da direção as escadas assim como passos.

Então Katsuo teve um vislumbre — A saída de incêndio. — Ele falou para sí mesmo quando começou a correr para direção que havia vindo.

Os corredores continuavam limpos de qualquer coisa, então ele chegou bem até as escadas da sua passagem de ida desse andar.

Engolir

O ruivo engoliu a seco, o pensamento de que poderia ter outros infectados igual aquela garota nas escadas percorreu sua mente.

"Dane-se!" Ele deixou os pensamentos relacionando pelo medo dessa situação de lado e se focou na única coisa que era importante agora, sobreviver a qualquer custo… Pelo menos era o que ele pensava.

Com os joelhos levemente curvados para evitar ao máximo o ruído, ele abriu a porta e começou a descer as escadas.

Tap

Tap

Tap

— Merda… — Depois de descer dois andares havia três zumbis nas escada de baixo que ainda não notaram ele, bem afastados, mesmo o local sendo estreito o ruivo poderia lidar com eles… Pelo menos é o que ele queria dizer.

Ao seu lado esquerdo devagar ele saiu pela porta que era ligada ao terceiro andar, sorrateiramente ele vai para uma parede próxima ligada ao corredor, assim olhada por ela sorrateiramente para analisar o local.

Nisso ele pode ver dois estudantes vivos, um jovem rechochudo e uma garota de óculos abaixados fazendo… O que diabos eles estavam fazendo?

Seu campo de visão, limitou ver o que eles estavam fazendo, mas não limitou ele ver o zumbi vindo devagar por trás chegado perto deles a uma distância curta.

Suspiro

— Não é problema meu… — Ele falou para sí mesmo, enquanto se virava olhado de volta para saída de incêndio, ele bateu o machado sobre a parede levemente expressado sua frustação — O quê diabos eu estou fazendo e pensando… — Ele então sem pensar duas vezes correu e bateu seu machado contra o pescoço do morto-vivo.

Plaft

Ele cortou a cabeça do "estudante" fora, enquanto ela rolava no chão e algumas gotas de sangue caído perto dos dois estudantes vivos.

Eles se viraram rapidamente e olharam para Katsuo de forma chocada. Logo depois desse choque inicial a garota dar um soco no braço do garoto rechochudo.

— ERA PARA VOCÊ FICAR DE OLHO NOS ARREDORES GODUCHO IDIOTA! — A garota gritou de forma exasperada nos ouvidos do gordinho.

Katsuo olhou para ela de forma intrigada e um pouco irritada quando olhou para os zumbis que vieram pelo som do grito "Ela é estupida por acaso, está atraído mais dele… E a culpa também é dela por não percebe o morto vindo até ela, idiotas" Katsuo pensou com um suspiro.

Katsuo então dar mais uma olhada neles, a garota não tinha nenhuma arma e o garoto tinha… Um grampeador? Ele estava se protegendo com isso? foi o que Katsuo se perguntou.

Quando a garota de cabelos rosas parou de brigar com o gordinho ele deu uma boa olhada no ruivo — Ei, você é o Leonhart-sama, estamos na mesma classe! — Ele falou claramente com um tom de medo apesar de ter sido o mais respeitoso possível.

— Sama? — Katsuo estranhou o tom formal, mas não era hora para conversa sobre isso agora.

— Muito bem agora não é hora para conversarmos, então… Eu vou limpar o caminho para vocês passarem. — Ele falou para surpresa dos dois e até de sí mesmo.

"O que diabos estou dizendo?" Katsuo não sabia muito bem formular o motivo das suas ações momentos atrás ele estava fugindo dos mortos-vivos por que estava… com medo, mas agora ele estava matado eles sem nem mesmo perceber.

Corte

Corte

Corte

E com isso ele limpou o corredor dos 7 zumbis, foi estranho ele estava perdido em pensamentos enquanto fazia essa "limpeza" tentado entender porque estava os ajudando, ele também lembra de ouvir "Vamos Hirano, ele saber se cuidar" vindo de uma voz feminina isso explicaria o porque dos dois estudantes não estarem mais a vista.

O ruivo não pode evitar de sorrir levemente — O que diabos estou fazendo me arriscado assim? Eu não sou um maldito heroi que ajuda os fracos e desamparados… Aff mesmo assim espero que aqueles dois idiotas saiam dessa… Mesmo assim tudo parece mais leve agora. — Ele diz vendo mais zumbis se aproximado dessa vez os que vieram da saída de incêndio.

Era um sentimento estranho para Katsuo Leonhart, ver aqueles dois foi como libertação? Talvez, Esperança? Improvável, Empatia? Quem saber…

Mas se ele visse aqueles dois denovo agradeceria, pois agora nesse momento ele pareceu perder todo o reseio que tinha de matar essas coisas.

(10 minutos mais tarde)

Katsuo estava agora no segundo andar recuperado o fôlego e esperado que o número de zumbis se distanciacem ao máximo um do para continua seu caminho, tinha 6 deles no seu campo de visão pelo menos.

Ele teria voltado para saída de incêndio o que foi sua ação inicial, mas quando chegou na porta… Ele ouviu gritos do outro lado então deu meia volta e decidiu se arriscar nas escadas comuns o que foi uma boa jogada, tinha apenas dois zumbis nela que ele matou sem dificuldade… Mesmo assim ele estava estranhado, onde estavam todos os alunos que foram infectados, sera que ele já fugiram? Alguém os matou? Eram essa suas dúvidas.

Mas todas elas fugiram da sua mente quando no meio do corredor uma porta se abre e uma trupe de estudantes começam a correr em direção as escadas como se suas vidas dependesse disso, o que bem… literalmente dependiam, mas os mortos-vivos não dão a minima para isso.

Um dos alunos empurrou um zumbi que cabaleou entre os outros e com isso atrasou o grupo de morto vivos de pegar cinco dos fugitivo mais o sexto não teve a mesma sorte…

Um zumbi que parecia ser um ex-professor agarrou os estudante e começou a devorar seu rosto enquanto o resto dos mortos-vivos começavam a mastigar outras partes visíveis do seu corpo, o garoto implorou por ajuda mas nenhum do seus companheiro nem mesmo olhou para trás.

Os gritos do garoto estavam atraído cada vez mais o zumbis espalhados pelo corredor… Era a chance perfeita.

Katsuo correu a todo vapor para as escadas passado ao lado do estudante que implorava por ajuda — Desculpe. — Ele murmurou, agora com o abandono do garoto sua chance de liberdade parecia realmente próxima, mas no momento que ele virou no corredor para dar de cara com as escadas, ele esbarrou em uma estudante que já estava ja cónta de zumbis.

Com a força sobressalente o morto-vivo cair sobre o garoto ruivo que se vinha novamente na mesma situação do seu primeiro encontro com um zumbi, mas dessa vez ele perdeu seu machado de sua mão.

Se ele não estivesse lutado agora pela vida, ele riria dessa ironia, e pelo karma instantâneo que recebeu por não ajudar o garoto ali atrás.

Katsuo tentava ao máximo manter a zumbi longe do seu corpo enquanto segurava ela pelo pescoço o que levava zumbi começou a perder pedaço de corpo humano saído de sua boca, dedos, e outras partes que não podia ser dizer de que parte era, mas todas claramente de humanos.

Eu vou morrer

"Nesse mundo existem dois tipos de pessoas, os humanos e o gado, Cordeirinho."

O mero vislumbre da lembraça dessas palavras faladas pela pessoa que ele mais odiava no mundo, fizeram ele apertar o pescoço do zumbi ainda mais forte ao ponto de… Sua unhas afudarem na carne morta fazendo ele segurar criatura morta com firmeza para seu corpo se sobressair contra o dela e agora que Katsuo tinha seu corpo acima do da garota morta ele retirou as mãos de seu pescoço e… começou a socar freneticamente a cabeça da ex-colegial.

Esmaga

Esmaga

Esmaga

Isso continuou por algum tempo até que os gritos atrás dele censaram e ele teve um leve vislubre da realidade.

Sua cabeça parecia cada vez mais pesadas à medida que cada sentido de voltava a se estabilizar, era como se um sentimento de dor latejante batia em seus sentidos uma e outra vez. Ele queriam parar tudo o que estavam fazendo e tratar a dor, mas sabe que isso só pioraria as coisas se tentasse.

Por um momento ele se concentrou na dor, aprimorando cada sensação. De onde veio, o quanto doeu e o quanto ele queriam que isso parasse.
Ele estava exausto e incapaze de se concentrar. Embora fosse possível bloquear a dor, não havia como bloquear a exaustão. Mas ele se mantinha desesperadamente ocupado com tarefa sem sentido de bater nesse cadáver, mas nada realmente ajudava a ignorar a dor. Eventualmente ele parou…

Se levantou cambaleante, forçado sua cabeça ao máximo a não olhar para trás onde aquele garoto devia ter seus resto sendo devorados nesse momento ou para a garota zumbi que ele não desejava nem ver o estado em que ele a deixou.

Eu… quero viver!

Eu… Não sou gado!

Esse pensamentos contemplativos fizeram o garoto ruivo caminhar até as escadas, mas com aparência que estava ele quase parecia um dos zumbis, além do mesmo esquecer da sua ferramenta.

Passo

Passo

Passo

Luz?

Katsuo finalmente via as portas da escola, zumbis estavam mortos pelo que parecia por alguma pessoa, talvez o grupo que abandonou seu colega a pouco… Mas quem era ele para julgar?

De frente para porta, ele finalmente pode empurra a porta para sua liberdade… Ele estava alucinado provavelmente, afinal, o campus era onde residiam a maior parte dos mortos-vivos recem transformados e não era em hora pior, pois havia uma grande comoção.

A entrada da escola cheia de zumbis, ele avistou rapidamente o grupo que ele viu anteriormente correndo em direção a ônibus com outros estudantes?

Mas um deles estava se agarrado a um professor que havia parando, ele tinha torcido o tornozelo ou foi mordido? Essa pergunta não precisou ser respondida, pois o professor chutou o garoto que forçou o mesmo a soltar a perna do professor enquanto ele corria para se salvar deixado o garoto para ser devorado.

Engolir

"Ei… por favor… eu…!" Katsuo correu de forma desesperada para o ônibus tentando evitar ao máximo os zumbis.

Tão perto!

Está tão perto!

Eu não quero morrer! por favor me ajudem! — Ele tentava gritar, mas sua voz simplemente não saía, algo o impedia…

Três zumbis então entraram na sua frente… sem saída, morte certa nesse momento.

Lágrimas ameaçaram os olhos do jovem, mas então… dois dos zumbis cairam.

— RAPIDO! — Da janela do ônibus o garoto que ele havia salvo, tinha uma pistola de pregos? Apontada na direção dos zumbis, ele o salvou?

Não importava, Katsuo correu e quando finalmente chegou perto da entrada do ônibus, ele bateu em alguém, ele havia esbarrado no professor que havia entrada a pouco no ônibus e caído no chão junto dele, claramente com um urro de descontente por parte do mesmo…

Mas ele estava finalmente dentro, e seguro?

— VOU ATRAVESSAR O PORTÃO! — A motorista gritou e com isso veio a batida.

BAM!

O batimento súbito fez o ônibus levantar o que fez Katsuo bater sua cabeça contra o chão metálico.

Zumbido

— Ei! Ele está bem!? — Alguém perguntou.

O jovem agora estava desnorteado, começou a levanta do chão com dificuldade, recebendo olhares desconfortáveis de todos do ônibus.

Suspirar

Expirar

— O… que foi? — Katsuo perguntou.
Um adolescente com um taco de beisebol respondeu por ele.

— Você está… — Ele parecia desconfortável para formular as palavras — Coberto de sangue. — O jovem de cabelos castanhos informou.

Katsuo então olhou para o espelho do ônibus que não estava tão longe, e viu o vislubre do seu rosto ensanguentada com um tom bem mais escuro do que seus próprios cabelos ruivos. Desde quando ele estava desse jeito?

O ruivo não tinha nada a dizer sobre isso, ele estava exausto e agora tudo parecia calmo, então ele apenas se guiou para um assento solitário e se sentou…

Não demorou quase nada para ele se render a tentação de seus olhos se fecharem.

(Fim do capitulo)