N/A: O anime Naruto NÃO é minha criação e por este motivo NÃO me pertence, sendo assim, pertence à Masashi Kishimoto. Acontece que o enredo desta história é uma criação TOTALMENTE minha e espero que as pessoas respeitem isso. Esta história não tem fins lucrativos.

Codinome Beija-flor

"Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor"

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Forte, violento, enlouquecedor e completamente desestabilizador; era tudo isso que Naruto sentia, no último ano, ao olhar diretamente para Sasuke por mais de dois segundos. Sentimentos que estavam intimamente vinculados ao amor frenético que brotou em seu peito e banhou suas entranhas.

Era confuso para ele também. Até então o Uzumaki só tinha amado Sakura; somente ela, desde a infância, tinha permeado seus pensamentos de forma romântica. O Uchiha era um colega que virou amigo e depois o irmão que abandonou o único lugar que poderia ser o lar deles, o refúgio protegido do insano mundo ninja.

E agora ele esta ali – sem entender muito bem como tinha chego, mas estava ali –, parado na porta do novo distrito Uchiha, repassando mentalmente a cena que embrulhou seu estômago e fez o coração gelar. Como Sasuke pode sorrir de canto e falar algo ao pé do ouvido da jovem Hyuuga? Como ele pode fazer as bochechas dela assumirem o tom vermelho tomate que denunciava a vergonha por ter ouvido algo que mexia com seus sentimentos? Como o maldito Uchiha pode seduzir Hinata enquanto ele, há um ano inteiro, buscava inconscientemente seus encantos, seu corpo, suas palavras e seu amor? Como ele deixou de ver o amor que sufocava Naruto e deixava tudo turvo e anuviado entre eles? "Como você ignorou o amor que não te contei? Como, Sasuke? Como?".

– Como o que, Teme? – olhar inquisidor, aura impositiva e postura altiva. Foi assim que Sasuke o recebeu, sem sorriso convidativo, palavras inebriantes e toques sedutores. – Diga, como o que?

Perdido, confuso, vulnerável; perdido, confuso, apaixonado; perdido, confuso, desnorteado; perdido, confuso, rendido ao amor que sentia e o alucinava. Naruto sentia muito, doía o que sentia; cegava e o deixava mudo. O que fazer quando o seu mundo parecia desmoronar e você só conseguia pensar em se agarrar ao fio de esperança que o sufocava? E talvez isso, o desejo de viver o sonhado amor, foi à força que o levou até aquele momento.

O dia tinha sido cansativo. Naruto retornou de uma missão em Suna com Shikamaru e Lee, todos os amigos haviam saído para beber e comemorar algo que ele já nem lembrava mais, pois só conseguia recordar da interação entre Hinata e Sasuke. Depois de ver o "seu" Uchiha com a boca colada na orelha da Hyuuga, o Uzumaki perdeu a noção da realidade. Saiu desnorteado pela noite, caminhou perdido pela vila refletindo sobre toda sua vida, desde a infância até a atual fase de jovem-adulto, e, finalmente, chegou ao destino que seu coração queria e ansiava.

– O que? – uma, duas, três piscadas; os olhos do loiro focaram a figura taciturna do outro, depois vagaram pela paisagem a sua volta e pararam em suas mãos. O caminho até ali parecia um borram em sua mente, suas pernas o levaram sem consentimento àquela maldita porta e agora ele sentia que nada lhe restava; estava exposto, sendo obrigado a desnudar seus sentimentos mais profundos, já que as palavras que estavam presas em sua mente escaparam por seus lábios sem permissão. – Sasuke, eu...

– Entra.

Atrapalhado, tropeçando nos próprios pés e sentimentos, Naruto entrou na casa, caminhou até a sala e sentou no sofá. Sentia-se deslocado e angustiado, o nervosismo tomando conta pela inesperada vontade de vomitar as palavras que estavam engasgadas em sua garganta. Alguém poderia pensar que era coragem, mas ele sabia que se tratava de medo e pânico de perder algo que lhe parecia tão vital.

– Saquê!

– O que?

– Vou precisar beber saquê para aguentar o seu choro, Dobe. Esse olhar confuso, de peixe que foi arrancado do lago, está me dando nos nervos.

Naruto, que sempre falava pelos cotovelos quando estava nervoso, continuou em silêncio raciocinando sobre como a voz de Sasuke parecia um trovão irado e certeiro; o Uchiha era um rapaz de poucas palavras e, na maioria das vezes, seu tom era potente. Na verdade, ele sempre foi assim, desde muito novo e o loiro só teve total consciência disso depois que ficou anos afastado do outro.

Sorriu pequeno ao lembrar-se de como a voz penetrante do moreno tocava profundamente o seu íntimo; de como, nos anos de treinamento, a centelha que o movia para ser mais forte era o desejo inconsciente de ouvir Sasuke o chamando novamente, discutindo com ele e, finalmente, perto o suficiente para sussurrar seu nome ao pé do seu ouvido.

Tinha sido absurdamente duro estar longe dele e, com toda certeza, era mais duro ainda tê-lo tão perto, amá-lo tanto, e nada dizer sobre isso. O sorriso pequeno morreu e a maldita melancolia tomou conta do olhar do Uzumaki.

A única coisa que ele pensava era se seria capaz de realmente revelar o que sentia? Acabar com toda aquela angústia sem fim! Ainda que Sasuke rejeitasse seus sentimentos, pelo menos aquele amor que engasga teria um final e ele estaria livre para viver novamente.

O copo com o líquido transparente lhe pareceu altamente convidativo... O alerta do inconsciente acendeu imediatamente após o primeiro gole, o que eriçou os pelos da nuca loira e torceu a boca com o álcool.

Talvez beber enquanto se declarava não fosse a melhor escolha, entretanto, o Uzumaki era isso: um amontoado de escolhas e algumas não faziam sentido algum. Tendo noção disso mais um gole foi dado, e outro, mais um e a contagem se perdeu.

– Diga logo, Teme.

Uma nova contagem se iniciou; uma, duas, três respirações profundas antes de abrir a comporta que mantinha contido o mar de amor preso dentro do loiro.

– Dobe, escute bem e, pelo amor de Kami-sama, não me atrapalhe.

A fungada do moreno não passou despercebida. Então era assim que Sasuke se sentia com a possibilidade de ouvir o deságue de sentimentos que estava por vir? Se Naruto – conhecido como um dos ninjas mais burro da aldeia – imaginaria que algo sério poderia sair daquela conversa, o Uchiha que era mais inteligente e sagaz obviamente já tinha total noção do que poderia acontecer ali.

E notar que aquela situação talvez fosse um fardo para o moreno doeu efetivamente no outro, tanto que ele começou a questionar se realmente deveria contar o que sentia. Naruto sempre teve grande dificuldade de compreender sentimentos profundos e, depois de tanto cavar dentro de si, foi capaz de entender a dimensão do amor que sentia pelo o Uchiha.

– Quando disse para não atrapalhar também envolvia esconder emoções ruins, Sasuke!

Um revirar de olhos foi a única resposta que o loiro obteve – às vezes, tão previsível que chegava a destoar da carcaça intangível que revestia o Uchiha.

– Você deve gostar de ser insuportável, Teme. – um último gole no resto de saquê do seu copo e a coragem inflamou seus pulmões ao ponto de lhe proporcionar força para lançar seus sentimentos ao lobo solitário. – Você e Hinata estão saindo?

– Pelo jeito você bebeu o suficiente para estar imaginando coisas. Elabore melhor sua pergunta, Dobe...

– Não estou imaginando nada, Baka! Vi vocês de conversinha hoje na churrascaria e quero saber se vocês estão saindo como namorados ou qualquer coisa do tipo.

O Uchiha remexeu-se nitidamente incomodado. Desde quando o loiro se preocupava com o que a jovem Hyuuga fazia em seu tempo livre?! Uma fagulha de raiva fumegava nos olhos negros.

– Acho que isso não te interessa, Uzumaki.

– Ah, interessa sim, pode ter certeza que sim! – Naruto deslizou pelo sofá e sentou o mais próximo que Sasuke permitiu. Depositou o copo vazio de saquê ao lado da garrafa igualmente vazia na mesa de centro e sussurrou, com o hálito que denunciava seu estado de embriaguez leve, suplicante: – Por favor, me diga! Vocês estão saindo romanticamente, Teme?

– Isso tudo é porque me viu falando com a Hinata? Nossa, chato em! Se você quer tanto se declarar, deveria parar de perder tempo e ir falar com ela, Dobe...

Agora quem estava incomodado era o Uzumaki. Qual era o problema do moreno? Fingindo que não sabia dos reais sentimentos de Naruto; sugerindo que o loiro estava apaixonado pela Hyuuga quando os dois sabiam que ele só era capaz de amar o Uchiha! Estava escrito, antes mesmo de eles entenderem o que era amor romântico, que iriam ficar juntos, que eram almas complementares e precisavam um do outro para ser feliz.

– Você é ridículo, Sasuke. Não se faça de idiota. Eu sei que sabia de tudo antes mesmo de eu entender o que sentia.

– Claro que sei e é bem por isso que digo: vai e se declare, Baka.

– É o que eu estou tentando fazer desde o momento que comecei a te questionar, mas você finge que não entende! Se você está fingindo por não sentir o mesmo é só falar, Teme.

Havia tanta angústia nos olhos azuis que o moreno suavizou o próprio olhar. Naruto pulsava desespero e medo, tanto que começou a destruir a muralha que rodeava a relação deles sem sequer perceber o que estava fazendo.

O loiro, apesar de imaginar que estava se aproximando do outro, na verdade, o afastou inúmeras vezes. Há um ano ele começou a caminhar para um rumo que Sasuke entendeu como um fim de qualquer futuro para os dois e agora o Uzumaki estava ali na sua casa, levemente bêbado se declarando do jeito mais inesperado que poderia acontecer. Realmente aquele ninja era imprevisível.

– Então, você não ama a Hinata, Naruto?

– E quando foi que eu demonstrei que sentia algo além de carinho fraternal por ela, Teme? Eu jamais poderia amar outra pessoa além de vo... – a frase morreu no momento exato em que o loiro percebeu que iria escapulir de seus lábios o seu maior segredo.

Quantas vezes imaginou o momento em que contaria para o Uchiha sobre seu amor?! Sendo que todas elas eram românticas e tocantes como nos inúmeros doramas que havia assistido. E, bom, sua vida nunca foi como ele sonhou, o que, automaticamente, anulava qualquer possibilidade de uma declaração descente para o seu maior amor. Naruto era isso e estava oferecendo o seu melhor.

– Além de quem?

Envolvido em toda timidez que se quer cogitava existir dentro de si, com a sua direita o loiro segurou relutante a mão esquerda do outro.

– Além de... – ele sentia o rosto todo queimando de vergonha, enquanto o calafrio tomava conta de sua coluna e estômago. O ninja mais corajoso da vila estava completamente em pânico e só conseguiu continuar a falar ao sentir o aperto carinhoso do Uchiha em sua mão: – Você, Sasuke!

O silêncio do moreno estava acabando com o último fio de sanidade do outro. Por que, diabos, aquele presunçoso não falava nada? Ele seria cruel o suficiente para torturá-lo antes de rejeitar seus sentimentos? Kami-sama, o Uchiha era um ser humano horrível.

– Você não tem nada para me dizer, Teme?

Desconfortável, Naruto tentou encerrar o contato entre eles, porém foi impedido pelo aperto forte que Sasuke lhe deu em resposta.

– Então, só para ficar claro, o ninja hiperativo de Konoha ama o último Uchiha? Que escolha peculiar...

– Eu acabo de falar que te amo e você me responde com "que escolha peculiar"! Qual é o seu problema, seu fodido? Se não sente nada por mim é só falar, porra! Na verdade, não fala nada e me deixa ir embora. – e antes que Naruto continuasse a falar ininterruptamente em razão do nervosismo, seus lábios foram silenciados pelo beijo repleto de sentimentos de Sasuke.

Havia tanto amor naquele toque suave de bocas que o Uzumaki sentiu o coração encher e o medo se dissipar automaticamente; o frio deu espaço ao calor que emanava do corpo de Sasuke e as malditas borboletas, como citado em todos os romances bobos de banca de jornal, voavam dentro do seu estômago.

Involuntariamente o loiro sorriu no meio do beijo ao sentir as mãos do outro pousando em seu rosto e a língua roçando seus lábios, um claro sinal para que o beijo ultrapassasse um novo nível. Novamente, os romances bobos de banca e os doramas estavam certos quando retratavam como era maravilhosa a sensação de beijar a pessoa que se amava.

– Essa é uma resposta a altura da sua declaração horrível, Uzumaki Naruto?

Sorrindo como um grande idiota apaixonado, o loiro apenas concordou com a cabeça; Naruto permanecia inebriado por todo o amor que os envolvia.

– Se eu soubesse que para te calar era preciso um simples beijo tinha feito isso há muito tempo, Dobe. Você não tem noção de como pode ser irritante quando desata a falar...

– Calado! Não estrague esse momento perfeito, Teme.

Naruto se apropriou do subterfúgio utilizado pelo Uchiha, e antes que o moreno pudesse pensar em falar algo foi envolvido em mais um beijo apaixonado. O loiro constatou que seu esporte favorito era beijar Sasuke; e a situação escalonou rapidamente, tanto que os dois não estavam mais contentes em simplesmente saciar o desejo com beijos sedentos de amor, precisavam de mais e as mãos buscavam todo contato que não ocorreu nos últimos anos.

Em fração de segundos as camisetas estavam no chão, enquanto os corpos se entrelaçavam cada vez mais no sofá da sala do Uchiha; os dedos dedilhavam cada detalhe do corpo do outro, precisavam memorizar aquele primeiro grande momento de intimidade. Os dois claramente estavam em ebulição e não tinham qualquer intenção de parar.

Bastou um piscar de olhos para que ficassem nus; envoltos apenas pela aura de desejo infinito, suor prazeroso e amor insaciável. O medo voltou e arrebatou Naruto quando ele percebeu que provavelmente iriam transar.

Claro que ele já tinha sonhado em tocar o Uchiha tão intimamente; na verdade, desde que ele entendeu que amava o outro, esse era o seu maior desejo. Porém, aquela era sua primeira vez, o que automaticamente tornava a situação tensa. O Uzumaki já tinha ouvido Sasuke falar sobre os seus encontros particulares com outras pessoas – papel de melhor amigo bem executado –, então ele sabia que o outro era experiente e o medo de decepcioná-lo o travou.

Os olhos azuis que outrora estavam anuviados pelo tesão, neste momento, transpareciam todo o medo que ele sentia. Lendo as entrelinhas do loiro, Sasuke sussurrou ao pé do ouvido dele:

– Ei, Naruto. – o Uzumaki engoliu em seco ao ouvir seu nome; sentia pavor só de imaginar o outro desistindo de ficar com ele em razão de sua inexperiência. – Você confia em mim?

– Cla... Claro! É só que eu nunca...

– Estou realmente feliz de ser o seu primeiro. Vamos com calma e só iremos fazer aquilo que você quiser, okay?! – as palavras do moreno e o beijo casto na testa de Naruto bastaram para que o clima tenso começasse a se dissipar e restasse apenas o desejo entre eles.

Sasuke voltou a beijá-lo, com ainda mais carinho e cuidado. Naruto pode ver refletido nos olhos do outro, depois do beijo repleto de significado, todo o amor que ambos sentiam; era realmente piegas e perfeito.

Enquanto o Uchiha afastava o medo do loiro com beijos inebriantes, suas digitais dedilhavam cada pequeno pedaço do corpo do Uzumaki; sem pudor e totalmente entregue às sensações que sentia e queria proporcionar ao outro. A mão direita tocou suavemente o pau duro que antes roçava sua pélvis, e logo o enlaçou para começar os movimentos de vai e vem.

O moreno se deliciou com a visão do corpo de Naruto tremendo ao seu toque mais ousado; sorriu de canto ao notar que o líquido pré-gozo já estava presente, e ao vê-lo fechar os olhos com força e engolir em seco na tentativa de conter os gemidos que começavam a tomar conta do cômodo.

Sasuke estava em completo êxtase. Além de ser primeiro parceiro de Naruto, o fato de poder dominá-lo, impor o ritmo da transa deles, o excitava ainda mais. Gostava de controlar todos que passavam por sua cama, de mostrar quem realmente iria permanecer inesquecível em seus pensamentos.

E justamente sabendo de todas as suas habilidades, o moreno tocou o outro memoravelmente. Deslizava o polegar por toda a cabeça ao mesmo tempo em que roçava o prepúcio, com os demais dedos massageava a extensão do pau.

Naruto já não era capaz de conter os próprios gemidos. Sentia-se ficando cada vez mais duro, uma resposta clara aos toques do outro. Suspirou pesado ao sentir o polegar e indicador da mão esquerda de Sasuke apertando com a pressão necessária seus mamilos, o que o obrigou afundar sua língua na boca irresistível do amante.

As mãos do loiro cansaram de permanecer estáticas. Ele era inexperiente, mas desejava ardentemente proporcionar o mesmo prazer que estava recebendo; era completamente enlouquecedor receber tanto e nem ao menos tentar, por mais errado que fizesse inicialmente, tratar quem amava da mesma forma.

Totalmente afoito, tocou os mamilos do moreno e antes que pudesse fazer qualquer coisa, ouviu a voz rouca – pela excitação – do Uchiha sussurrar:

– Calma, Dobe... Logo vai chegar sua vez, agora apenas aproveite. – para fazê-lo obedecer, Sasuke beijou o pescoço, lóbulo da orelha e arrematou chupando os mamilos do loiro. Em resposta, Naruto acariciou o rosto do moreno e, inconscientemente, o abraçou com as pernas.

Não foi preciso muito para que Naruto entendesse que transar com quem se ama significava muito mais que um simples ato de puro desejo físico. Antes de estar nos braços do moreno, ele não via sentido na diferença entre simplesmente saciar suas vontades com fazer amor, apesar das inúmeras explicações nos doramas e livros. Foi preciso viver aquele amor completo para compreender a dimensão de estar ao lado de quem se ama.

Era muito mais que a pele quente, o toque, o suor e o cheiro dos corpos; havia tanto sentimento que ele sentia o peito encher cada vez mais, como se o ato estivesse, realmente, lhe proporcionando motivos para viver. Um sentimentalismo exacerbado e desenfreado, o qual alimentava ainda mais a alma do jovem apaixonado.

O Uzumaki sentia que logo mais iria explodir nas mãos do Uchiha. Ele apenas conseguia pensar que toda a experiência do outro era maravilhosamente espetacular. Sasuke o masturbava tão bem, tocava todos os mínimos cantos do seu pau e bolas. A excitação era tanta que Naruto sentia vontade de avançar um pouco mais, apesar de ser sua primeira vez. E com a mente inebriada de tesão, suplicou, ainda envergonhado, ao outro:

– Sasuke, você pode me tocar lá... você sabe, lá atrás?

Em qualquer outra situação, com qualquer outra pessoa, o Uchiha teria caído na gargalhada. Obviamente faltava noção para Naruto entender o quanto sua frase soava muito mais tosca que excitante, mas aquele maldito ninja hiperativo causava um efeito completamente inesperado sobre o moreno, tanto que ele só foi capaz de achar totalmente fofo e atrativo o pedido.

Para obedecer ao seu idiota preferido, interrompeu as carícias e foi até o quarto buscar o lubrificante. Iria garantir que a primeira vez de Naruto fosse a melhor possível. Melou as pontas dos dedos da mão esquerda com o produto, enquanto voltou a masturbá-lo com a direita.

– Apenas respire calmamente e tente relaxar o máximo que conseguir.

O moreno sentiu o outro estremecer com o toque. Delicadamente deslizou os dedos na região, massageando com calma e dedicação. Ele sabia muito bem como uma experiência ruim poderia transformar algo tão prazeroso em traumático e devastador. Voltou a beijar o amante com devoção, ao mesmo tempo em que continuava o carinho.

Sasuke introduziu o primeiro dedo só depois de sentir que Naruto, enquanto era masturbado e beijado, tinha voltado ao estado de relaxamente de quando pediu o toque. Em um primeiro momento, sentiu as mãos do loiro apertaram seus ombros, porém o toque se suavizou quando ele atingiu o ponto de prazer dentro do outro.

Não foi preciso muito mais para que o Uzumaki gozasse completamente satisfeito nas mãos do amante. Sasuke realmente sabia o que estava fazendo, tanto que foi capaz de tocá-lo com dois dedos de uma forma que o loiro sentiu apenas prazer, apesar da tensão inicial.

A respiração ofegante, olhos fechados e sorriso bobo nos lábios do ninja hiperativo eram o troféu que o último Uchiha adorou receber. Eles ainda teriam tempo o suficiente para aprender a dar prazer um ao outro, o que importava no momento era que Naruto tinha sido seu amante e, se ele quisesse, seria assim para sempre.

Diferente do loiro que só tinha entendido seus sentimentos no último ano, o moreno compreendeu o amor romântico que sentia logo após a quarta grande guerra ninja. A convivência como dupla em missões foi o estopim para acender o coração do Uchiha; estar ao lado de Naruto, vê-lo tão seguro de si, apaixonado pela vila e seus cidadãos transformou o carinho de amigos em algo muito mais profundo e, inicialmente, perturbador.

O Uzumaki era a pessoa mais importante na vida de Sasuke, e justamente por ser o porto seguro que mantinha sua estabilidade mental no lugar, amá-lo romanticamente o desestabilizou, já que sabia que não suportaria ter que se afastar do seu idiota preferido. Com toda certeza escolheria sufocar o amor a perdê-lo.

Sasuke despertou de suas divagações mentais ao sentir o peso do outro sobre o seu. Imaginou que Naruto não teria forças para continuar, mas lembrou-se rapidamente que havia mais de um chakra no corpo dele.

O sorriso de canto foi substituído por um longo suspiro ao sentir o Uzumaki sugando seu mamilo direito. Naruto era esse vulcão imprevisível e sempre em ebulição queimando tudo ao redor.

– Minha vez, Teme! – a presunção estampada nos olhos azuis atiçou o moreno. Ele estava totalmente interessado em saber do que o outro era capaz.

Lendo os pensamentos do Uchiha, o ninja hiperativo voltou a sugar com desejo os mamilos do seu amante, enquanto sua mão travessa apertava com tesão a bunda branca dele. O rastro de beijos molhados indicou o caminho que Naruto percorreu pela tez do moreno; beijando-o – com a mesma devoção de Sasuke – nos mamilos, boca, queixo, lóbulos das orelhas, dorso e demorando algum tempo nas coxas e virilha.

O primeiro gemido sussurrado escapou dos lábios do moreno quando sentiu a cabeça do seu pau ser engolida e sugada pelo loiro. Inesperadamente, Naruto tinha certa noção do que fazer com sua boca atrativa. A língua circundava a glande e massageava lentamente o prepúcio. As mãos tocavam com certo temor as bolas e extensão do pau duro, ajudavam na prazerosa tarefa de chupar o Uchiha.

– Os dentes, Naruto, cuidado... – o Uzumaki agia de forma afoita em todos os âmbitos de sua vida, e ali não seria diferente. O loiro sorriu sem graça para o Uchiha, pronto para interromper seu carinho, quando o outro terminou de falar, carinhoso: – Por favor, não pare!

Junto com a inexperiência, havia tanta vontade de satisfazê-lo que Sasuke sentiu um desejo inexplicável de beijá-lo em retribuição; tudo o que Naruto lhe proporcionava era único e apaixonante. Sentia a excitação aumentar cada vez mais com as sugadas imprecisas e com o deslizar das mãos por seu pau. Acariciou os cabelos loiros e os puxou levemente ao sentir que estava pronto para explodir dentro da boca do outro.

Naruto sorria vitorioso após engolir parte do gozo que não tinha escorrido de sua boca. Proporcionar prazer ao Uchiha tinha sido tão prazeroso quanto receber os carinhos dele. Engatinhou sobre o corpo do moreno, deitou ao seu lado e apreciou a belíssima visão do amante respirando profundamente de olhos fechados. Sasuke era tão lindo que chegava a doer.

Envergonhado, o Uzumaki disse ao pé do ouvido do outro:

– Desculpa não ser o mais experiente que cruzou o seu caminho... Fiz o meu melhor.

Sasuke, ainda de olhos fechados, sorriu pequeno. Seu idiota preferido não tinha dimensão do quanto à noite deles foi especial e única; do quanto seria impossível para qualquer outra pessoa significar tanto para ele; e do quanto ele era devoto ao ninja hiperativo de Konoha. Afagando os cabelos loiros, sussurrou em resposta:

– Nenhuma experiência vai superar todo o amor que senti com você, Naruto.

– Posso dizer o mesmo. – o Uzumaki, sorrindo abertamente, arrematou: – Eu te amo...

– Agora sim, uma declaração de amor digna do último Uchiha, Dobe.

Os olhos azuis arregalaram-se e o sorriso deu espaço ao bico sentido. O loiro questionava como iria manter uma relação saudável com a pessoa que mais o tirava do sério?! Sasuke precisava mesmo ser essa oposição ambulante.

– Você sempre tem que estragar tudo, Teme? Baka!

– Eu? Quem foi o idiota que decidiu se declarar depois de alguns copos de saquê mesmo? Ah, claro, meu namorado idiota...

A surpresa estampada no olhar incrédulo do Uzumaki era altamente hilariante. Não foi preciso muitas palavras para fazê-lo engasgar.

– Na... namorado?

– Óbvio! Depois de você quase explodir para entender seus sentimentos, não há espaço para viver qualquer coisa que diferente desse amor, Dobe.

– E desde quando você sabe?

– Desde o dia em que Gaara se declarou e você disse que não poderia correspondê-lo. – uma nova pergunta estampava os olhos azuis. Sasuke acariciou as marcas nas bochechas de Naruto com o polegar direito. Beijou-lhe rapidamente e continuou: – Você não conseguia parar de me olhar antes da declaração e depois dela começou a me evitar claramente! Ai eu soube que você entendeu tudo e que não estava pronto para nós...

Havia um pesar nos olhos negros e Naruto sentiu o coração apertar. Tinha realmente sido difícil entender o que sentia pelo ninja ao seu lado; realmente doloroso, complexo e, ao mesmo tempo, libertador. Depois de entender, foi preciso coragem para expor seus sentimentos, ato que, agora, pareceu uma eternidade até chegar ao melhor momento de sua vida.

– Teme... Eu... Desculpa.

– Chega de pedir desculpas, Dobe! Foi preciso esse tempo e o que me interesse é o futuro.

Sorrindo sem graça, o loiro concordou com a cabeça.

– E você, quando foi que soube que me amava?

– Você nunca vai saber, Dobe. Nunca!

– Isso é completamente injusto, 'ttebayo!

O protesto do Uzumaki foi interrompido pelo beijo fugaz. Ele constatou que Sasuke estava certo ao dizer que eles precisavam aproveitar o que ainda iriam viver e deixar o que passou realmente no passado. Agora lhe bastava ser o amor do último Uchiha.

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N/A – Olá amores, tudo bem?

Quem é viva sempre aparece e eis eu aqui com um mimo para os fãs de SasuNaru...

Pois é, esse dia chegou! O dia da minha loucura, nenês! KKKKKKKK

Só isso para explicar esse acontecimento surreal né?! Brincadeira, brincadeirinhaaaaa!

Sabe o que explica isso? Um amigo secreto com as melhores amigas desse fandom todinho ;)

Tu bota fé que as donas do fandom ( Koya, stfrancis, muselicious, simasl e Tilim) fizeram uma brincadeira dessas e vão encher a TL hoje com histórias lindas, cheias de carinho e cuidado? Pois eu boto fé e to mega feliz em participar desse grupinho amado (amo minhas meninas sim!).

A brincadeira hoje tem gosto especial, pois a pessoa que eu tirei no amigo secreto é incrível (todas são, na real). Além de incrível, ela é FOD* DEMAIS! Chegou aqui quando isso tudo era mato e desbravou o mundo SasuHina (aqui vocês já adivinharam quem é né?!); se tu não sabe, volte e comece novamente sua vida fanfiqueira nesse fandom, pois começou completamente errado! Eu tenho muita sorte de ter ela na minha vida como amiga e muito mais que isso, como pessoa conforto que me ama e protege, alguém que eu sei que posso contar para todo o sempre. Eu te amo muito, Carinho e sou mais feliz com você! Obrigada por estar ao meu lado em todos os momentos e principalmente agora onde meu coração está em pedaço.

Espero do fundo do coração que você goste dessa história, pois ela tem muito amor e devoção por você e por tudo o que tu representa pra mim!

E aos leitores desse fandom, espero ter lhes proporcionado uma história gostosa de ler.

Beijos,

Asakura Yumi.