Olá, essa é uma história curta, pra marcar o dia dos namorados gringo. Serão 4 capítulos, o segundo vem no dia 16. Boa leitura!
Exausta. Não tinha palavra melhor para descrever como me sentia naquela manhã. Era mais injusto ainda por eu estar indo trabalhar em pleno domingo, mas não podia ficar em casa dormindo, tinha um cronograma de ensaios que deveria ser seguido.
E o domingo ainda ficaria pior, sim, isso era possível. Teria de ir a um casamento, um que eu não queria comparecer, não mesmo.
Estacionei meu carro, uma picape vermelha de décadas atrás, na frente do estúdio onde eu estava ensaiando para a apresentação que faria no próximo sábado. Era um carro resistente, minha empresária odiava que eu o dirigisse, porém era apegada na picape que comprei quando mudei para Los Angeles aos 19 anos e paguei baratinho por ser uma velharia.
Eu tinha outros dois carros, luxuosos e novos, mas quase nunca os usava.
Para meu alívio, tive um pouquinho de sorte naquela manhã, nenhum paparazzi estava na minha cola. O carro preto que estacionou ao meu lado era o dos meus seguranças, que logo estavam fora, formando uma barreira ao redor da picape, mesmo que o estacionamento estivesse praticamente vazio.
A única pessoa ali, além de mim e dos seguranças, era Edward Cullen. Um dos dançarinos que estava trabalhando comigo para aquela nova era da minha carreira, ele era o dançarino principal comigo na canção You're so… A mais sexy do meu último álbum.
O Cullen também foi o escolhido para gravar o clipe comigo, que tínhamos gravado no mês anterior, em New York. O clipe estava sendo bem elogiado, o que me deixava bem feliz. E os ensaios daquele domingo eram justamente para a coreografia daquela canção, no sábado eu me apresentaria no Saturday Night Live e seria uma das músicas perfomadas.
Por isso, apesar de estar cansada, peguei meu celular, as chaves e deixei a picape. Precisava ensaiar, meu trabalho era uma das coisas que mais amava no mundo e não podia fracassar com ele.
Segui até a porta do estúdio sendo escoltada pelos seguranças, quando passamos na frente de Edward, que estava próximo a sua moto, fumando um cigarro e mexendo no celular, o dançarino olhou para mim e acenou com a cabeça.
— Bom dia, Swan — ele saudou, tinha a péssima mania de me chamar apenas por meu sobrenome, mesmo que eu insistisse em ser chamada por Bella.
Não que Bella fosse meu nome, era meu apelido e nome artístico junto com meu sobrenome, no caso. Porém, parecia muito formal, ser chamada de Swan por alguém que estava no meu dia a dia, como era o caso de Edward.
— É Bella! — exclamei, isso fez com que ele risse, era sempre assim.
Revirei os olhos e continuei meu caminho para dentro do estúdio, era um bom lugar para ensaiar, minha empresária e a gravadora tinham cuidado de alugar por meses para mim. Não apenas para os ensaios para programas de TV e premiações, mas também para a turnê que começaria em alguns meses.
Estávamos em Fevereiro, a turnê teria início em Maio. Seriam 77 shows, espalhados por todo mundo, minha primeira turnê mundial.
Eu tinha começado a cantar desde nova, no coral da escola em Forks — a minúscula cidade em Washington onde nasci e cresci, ao lado dos meus pais —, depois comecei a ter aulas de violão e piano online, algo que implorei para que meu pai pagasse. Após me formar no colégio, fui aceita na Universidade de Chicago e me mudei para lá, minha família estava feliz e queria me ver formada, naquela época eu achava que seria uma jornalista.
Entretanto, odiei a faculdade e me vi gravando vídeos cantando e tocando para o Youtube em todas as horas vagas, queria ser ouvida. Aos 19 acabei viralizando com um e minha empresária, Rosalie Hale, entrou em contato comigo e me fez uma proposta.
— Venha para Los Angeles, Bella — disse ao telefone naquele dia. — Vou te levar para conhecer algumas gravadoras, te apresentar para as pessoas certas. Você tem uma voz maravilhosa, ela não pode ficar escondida em Chicago.
Charlie e Renée, meus pais, surtaram quando falei que iria trancar a faculdade e passar uma temporada em Los Angeles. No entanto, eu não lhes dei ouvidos, pela primeira vez na vida agi como uma rebelde, fiz as malas e peguei um ônibus para a Califórnia.
Foram três meses dormindo no quarto de hóspedes do apartamento de Rosalie, uma mulher onze anos mais velha, até que eu assinei contrato com uma gravadora. Isso me fez surtar, com a grana de adiantamento eu comprei minha picape e o que sobrou aluguei um apartamento de dois cômodos na cidade.
Conciliei a produção do álbum com o trabalho de garçonete em uma lanchonete, meus pais estavam putos, mas algumas vezes me ajudavam com grana para complementar minha renda. Onze meses depois de assinar o contrato, meu álbum foi lançado, e se tornou um sucesso.
Cinco meses depois saí em turnê pelos Estados Unidos, um orçamento baixo e os shows aconteciam em lugares pequenos, mas toquei em praticamente todos estados — com exceção de Alasca e Havaí — cruzando o país em um ônibus. Assim que a turnê acabou entrei em estúdio de novo, gravaria meu segundo álbum logo, meu nome precisava continuar em alta.
O segundo álbum foi lançado em Setembro de 2019, a recepção foi mista pela crítica, mas o público o amou. Eu ganhei uma indicação ao Grammy, me apresentei pela primeira vez na premiação e foi tudo um sonho, mesmo sem ganhar o troféu. Em Abril minha segunda turnê começou, por todo país e em algumas cidades européias, o orçamento foi bem maior, toquei em espaços para mais pessoas.
A turnê durou até final de novembro, em dezembro eu finalmente tive férias e fiquei com meus pais em Forks. Eles não estavam mais bravos comigo, estavam surpresos e também orgulhosos de eu ter conseguido o que queria, nunca mais discutiram comigo sobre a faculdade.
Em Janeiro de 2021, de volta à Los Angeles, com rascunhos das minhas primeiras composições solo em um antigo caderno do colegial, fui gravar meu terceiro álbum. Ele foi lançado no Halloween, minha data favorita e também estava sendo amado, por crítica e público, muito mais que os outros dois.
Consegui uma legião de fãs, era louco imaginar que lotavam meus shows, vestiam camisetas com a minha cara e outras faziam covers de músicas minhas, como um dia fiz de outras pessoas. Ser uma estrela era assustador, cansativo e muitas vezes solitário, mas eu também amava poder cantar e viver disso, amava poder ter um vida financeira mais do que confortável e garantir isso aos meus pais também.
No interior do estúdio, onde parte da equipe já se encontrava, incluindo a coreógrafa e Rosalie, segui até meu camarim para trocar de roupas. Eu tinha um pequeno closet ali, uma comodidade para poder me vestir antes e depois dos ensaios com mais privacidade.
— Como você está hoje? — Rosalie foi logo perguntando quando entrou no camarim, eu estava terminando de colocar minha camiseta.
— Tô bem — murmurei. Já tinha dado bom dia e um rápido abraço nela quando entrei no estúdio, então no camarim pulamos essa parte. Sabia o motivo exato da pergunta de Rose, tinha relação com o casamento que eu iria aquela tarde.
— Você sempre pode mentir e dizer que está com dor de barriga.
Eu tive de rir ao escutar aquilo, sentei no sofá que tinha ali e arrumei meus cabelos que tinham bagunçado um pouco. Eles eram castanhos, cor de mogno, ondulados e compridos, nunca tinham sido pintados, queria nunca precisar pintá-los, mas topava usar perucas quando minha equipe de imagem insistia em mudanças de visual. Os meus olhos também eram castanhos, idênticos aos do meu pai, o chefe de polícia Charlie Swan.
Minha altura, mediana, tinha sido herdada de Renée, a professora de educação infantil. Eu também tinha muitas feições dela e segundo papai, era tão teimosa quanto.
— Vou ficar bem — falei para Rosalie. — Apenas não queria ir só ao casamento.
— Emmett e eu estaremos lá — ela disse. — Você não ficará sozinha. — Emmett era o namorado dela, também o baterista da minha banda, quatro anos mais novo que Rose e estavam morando juntos há dois meses.
— Não é sobre isso, estou falando de ir sem um acompanhante, solteira, enquanto o cara por quem sou apaixonada estará casando com outra.
Rosalie suspirou e sentou ao meu lado.
— Ainda é apaixonada por Mike mesmo?
Mike Newton, um ator que conheci durante minha segunda turnê, nos tornamos amigos e depois me vi apaixonada por ele. Quando tomei coragem e confessei meus sentimentos, Mike disse que não sentia o mesmo por mim, mas insistiu que deveríamos continuar amigos. Eu me afastei por um tempo, entretanto senti tanto a sua falta que voltei a amizade, o problema era que continuava apaixonada e ele estava namorando Jessica Stanley, uma blogueira de moda que logo virou sua noiva.
— Sim, Rose. — Assenti, olhando para seus olhos tão azuis. O rosto dela era emoldurado por cabelos loiros sedosos, que naquela manhã estavam bem ondulados, ainda mais que os meus. — E eu nunca nem fiquei com ele, o que é bem ridículo.
— Talvez seja isso. — Ela afagou minhas costas. — Vocês nunca ficaram e sua cabeça continua batendo nessa tecla de estar apaixonada por ele, por acreditar que falta isso, um beijo, uma transa.
— Então, será assim para sempre, eu não vou ficar com ele nunca, Mike já me deu um belo fora. E hoje vai casar, nada poderá acontecer mesmo. A Jessica é bem legal comigo, eu não poderia ficar com ele mesmo se Mike decidisse que quer, não sabendo que estaria traindo ela também.
— Eu entendo — Rose disse e afagou mais um pouco minhas costas. — Pensa bem se vai mesmo querer ir a esse casamento, posso sustentar a mentira da dor de barriga.
— Claro, diarréia seria muito melhor do que ir a esse casamento solteira — debochei.
Rosalie bufou.
— Ter um cara ao seu lado não significa que está feliz ou não.
— Sei disso, mas sei lá, sinto falta de estar com alguém.
Não namorava desde a escola, onde namorei com Jacob Black, filho de um dos amigos do meu pai. Na universidade saí com alguns caras, mas sem relacionamento sério. Em Los Angeles, antes da fama, eu estava assustada e não queria ficar com ninguém, foquei na carreira. E depois do sucesso que alcancei com meu primeiro álbum, alguns homens surgiram em meu caminho, troquei beijos, fiz sexo e até pensei em namorar alguns, entretanto continuava focada no trabalho e achei melhor não me comprometer.
Com Mike eu teria me comprometido, teria até postado fotos nossas no Instagram e tudo. Isso, levando em conta minha fama, era algo grande. Tomava cuidado com o que compartilhava em minhas redes sociais, sem querer expor muito as pessoas que andavam comigo.
— Bom, vou beber um suco e comer algo antes do ensaio — declarei, querendo encerrar aquele assunto, me levantei segui para fora do camarim, Rosalie saiu também, mas logo ligaram para o celular dela e a mulher foi distraída.
Andei até a grande mesa onde o café da manhã estava servido. A coreógrafa, Alice Brandon, gritou do outro lado que iríamos começar a dançar em sete minutos, ela era bem pontual, então me apressei.
Parei perto de Edward, que tinha um copo grande de café gelado em mãos e comia torrada com o que parecia geleia de morangos. Eu o imitei, pegando torradas com geleia, mas não cheguei perto do café, preferia suco e naquela manhã escolhi um de laranja.
— Como tá seu pé? — perguntei olhando para Edward, o que significava erguer o olhar.
Ele era bem mais alto do que eu, ao menos uns vinte centímetros. Já usava suas roupas confortáveis para o ensaio, completamente de preto.
— Tá melhor — respondeu depois de engolir.
No dia passado, em outro ensaio nosso, ele tinha torcido o pé em um salto, porém não parecia nada grave.
— Tem certeza? Foi ao médico?
— Relaxa — garantiu e pegou mais uma torrada. — Tô ótimo. — Piscou para mim com um dos seus brilhantes olhos verdes. — E você? Tá bem? Parecia meio tensa ontem.
— Sim, sim, tudo bem. — Forcei um sorriso. — Só cansada.
— O pessoal vai sair pra beber depois daqui na casa do Crowley, por que você não vai? — Citou outro dançarino. — Precisa se distrair.
— Tenho um compromisso depois do ensaio.
— Ou você só não quer se misturar com a ralé dos dançarinos — provocou.
— Para, vai. Entre nós dois, quem é o herdeiro de um hospital em Chicago? — questionei, sabia um pouco da história do Cullen.
Nascido e criado em Chicago, filho mais novo de um casal de médicos e donos de um hospital na cidade — um lugar onde fui atendida duas vezes quando morei lá —, tinha ido da Cidade dos Ventos para New York fazer faculdade. Estudou e se formou em dança na renomada Juilliard, depois mudou para Los Angeles e começou a dançar em shows, até ser contratado por minha equipe, ele tinha assinado para duas turnês comigo. O contrato poderia ser renovado para mais tempo, provavelmente seria.
— Fala baixo — sussurrou sorrindo. — Não quero que descubram que sou rico, gosto de fingir ser pobre e ganhar drinks grátis em bares e boates.
— Rídiculo! — exclamei rindo.
Acabamos de comer e Alice bateu palmas, nos chamando para ir ensaiar. Edward limpou as mãos em uma toalha de papel e indicou o caminho.
— Vamos dançar, Swan.
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Suada, descabelada, com dor nos pés, porém sorrindo. Nos curtos intervalos do ensaio, Edward contava alguma piada horrorosa de tão ruim, ou xingava Alice baixinho, dizendo que ela deveria estar querendo nos matar com todas aquelas exigências e isso me fazia rir.
Entretanto, apesar de muito exigente, a coreógrafa também vivia nos elogiando.
— Muito bom! — ela comemorou, todos os outros já tinham sido dispensados, apenas Edward e eu estávamos ensaiando aquela altura.
E naquele momento ele estava me mantendo suspensa no ar, parte da coreografia era uma homenagem à dança final de Dirty Dancing. Precisava de muita confiança no seu parceiro de dança para deixá-lo lhe carregar daquele jeito, por sorte Edward e eu nos demos bem logo de cara quando ele começou a trabalhar comigo.
O dançarino abaixou meu corpo, fazendo com que eu descesse apoiada ao seu, em um dos momentos mais sensuais da coreografia. Seria um mentirosa se falasse que aquilo não mexia comigo, claro que mexia, era sexy pra caralho. Ele parou quando nossos olhares cruzaram, usei uma mão para afagar seu rosto, também era parte da coreografia idealizada por Alice.
Edward voltou a deslizar meu corpo, até que meus pés estivessem no chão. Segurando minhas mãos ele me girou, fazendo com que minhas costas ficassem grudadas em seu peito. Seus braços me envolveram, joguei minha cabeça para trás e o homem deixou um beijo em meu ombro.
— Caramba, vocês tem uma química incrível! — Alice declarou.
Edward e eu nos soltamos, mas a coreógrafa exigiu:
— Não, voltem pra pose final, quero postar uma foto de vocês no meu Instagram.
Edward riu, eu suspirei, voltamos para onde tínhamos parado. A boca dele sobre a camiseta que eu usava, isso era bom, eu estar com roupas que cobriam onde os lábios dele deveriam tocar, mas na apresentação oficial eu estaria usando um vestido sem alças e ele beijaria diretamente sobre minha pele.
Pensar naquilo me fez ficar mais arrepiada, Alice tirou várias fotos nossas. Porém, ainda fez um pedido final.
— Bella, coloca a mão esquerda nos cabelos do Edward.
Eu fiz aquilo rapidamente, sem nem parar para pensar. Minha mão se ergueu, eu a coloquei nos cabelos dele, sentindo a maciez dos cabelos ruivos bagunçados.
— Excelente, muito bom.
Edward se afastou, eu respirei fundo. Dei um tchau apressado e corri para meu camarim, tomei um banho, evitando pensar sobre aquele homem com o corpo colado ao meu, só que não conseguia evitar completamente.
Quando terminei de me vestir, peguei o celular e conferi o Instagram de Alice. Ela já tinha postado uma foto nossa, a que eu tinha minha mão nos cabelos dele, a legenda escolhida pela coreógrafa foi:
"A coreografia fica ainda melhor quando o par dançando tem tanta química assim."
— Isso vai dar margem para fofocas — murmurei, sentei no sofá e abri o Twitter.
Procurei por meu nome e como pensei, minhas fãs estavam me shippando com Edward. Algumas achavam que já estávamos namorando, muitas torciam para que ele e eu fôssemos juntos ao casamento de Mike e Jessica aquele dia.
Claro que não, eu não poderia levar Edward, não era meu namorado nem nada assim. Mas… Seria legal não ir só, ter um par para aquele casamento, ainda mais um tão bonito quanto o dançarino.
— Não! — gritei comigo mesma. Peguei minhas chaves, desliguei o celular e saí do camarim.
Alice já tinha ido embora, mas vi Edward deixando um dos vestiários coletivos.
— Swan, festa na casa do Crowley? — ele tornou a perguntar.
Neguei com um aceno de cabeça, sem conseguir deixar de imaginar Edward vestindo um smoking que combinasse com o vestido que eu usaria.
— Perdeu a língua, Swan? — provocou, estávamos saindo do estúdio após acenar em despedida para o pessoal da manutenção que ficaria arrumando tudo lá.
— Não, tá aqui ela! — exclamei e mostrei a língua para ele, que riu. Isso me fez rir também. Edward e eu tínhamos 23 anos de idade, mas naquele momento deveríamos estar parecendo duas crianças.
— Vem pra festa, você precisa mesmo se divertir um pouco. — Os meus seguranças, que estavam na porta do estúdio, nos cercaram enquanto andávamos pelo estacionamento, Edward fez careta com isso.
— Falei, tenho um compromisso.
— De trabalho?
— Não, é casamento de um amigo.
— Ah sim, entendi. Open bar, boa, eu dei 50 dólares pra ajudar a comprar álcool para a festa do Crowley, você venceu hoje.
— Pois é, venci mesmo, terei bebidas grátis, eba! — Fingi comemorar, Edward me olhou confuso.
— Você não parece nada animada com esse casamento.
Paramos perto da sua moto, eu não entendia nada de motos, mas a dele era preta, bonita e imponente.
— Tanto faz. — Dei de ombros.
— Certo, te vejo amanhã de tarde no aeroporto, Swan.
Iríamos viajar para New York, onde ficava o estúdio do Saturday Night Live. De terça até sábado de manhã, os ensaios seriam feitos lá, para tudo dar certo no ao vivo.
— Mas, se você quiser se divertir, vou te mandar depois o endereço da casa do Crowley.
Ele passou pelo cerco de seguranças e pegou o capacete debaixo do banco da moto. Eu fiquei ali parada, pensando na nossa foto no Instagram de Alice e no que minhas fãs estavam dizendo.
"Ficam tão lindos juntos!"
"Queria ser a namorada deles."
"Eu daria tudo para Bella aparecer com o Edward no casamento hoje."
"Já pensou se ela assume o namoro na véspera do dia dos namorados?"
"O sorrisinho do Edward na foto… Nossa, se eu fosse a Bella não perdia tempo e ficava logo com ele!"
— Edward? — Me vi chamando por ele, que tirou o capacete e olhou para mim. — Podemos conversar?
— Podemos, claro.
Pedi que os seguranças se afastassem até minha picape, assim eles fizeram, mesmo que relutantes. Me aproximei mais de Edward e falei de uma vez:
— Eu sou apaixonada pelo noivo, não quero ir sozinha ao casamento, você quer me acompanhar? — Ele arregalou os olhos. — Pelo menos podemos beber sem pagar nada. Vem comigo?
Beijão! Lola Royal. 14.02.22
