E o último capítulo chegouuuu, boa leitura!


Excitada. Não tinha palavra melhor para descrever como me sentia naquela noite.

Nós fomos para minha casa, apesar dele ter sugerido seu apartamento, ainda era o lugar mais seguro para fugir de paparazzis e ficar em paz. Já no carro, após deixarmos a festa sem nos despedirmos de ninguém, voltamos a nos beijar.

Sua mão também se juntou à festa, primeiro em minhas costas, depois sobre minha coxa. As minhas estavam em seus cabelos, os bagunçando ainda mais.

Só paramos de nos agarrar quando a coisa estava ficando muito mais séria, com os lábios dele indo até meu pescoço e isso arrancando de mim um gemido. O motorista pigarreou, eu corei e interrompi os beijos.

No resto do caminho ficamos comportados, apenas com o braço direito dele sobre meus ombros e minha cabeça recostada em seu peito. Não falamos nada, eu sabia que em algum momento precisaríamos conversar, mas não queria ter aquela conversa com uma terceira pessoa presente.

— É uma bela casa — Edward comentou, mesmo sem ter visto muito dela, já que paramos na sala principal para aproveitar o bar que eu tinha ali.

Eu sorri, servindo ele com Gin Tônica e a mim com mais uísque.

— Você deveria ter ido para a festa do Crowley — comentei, olhando para todo lugar, menos para o rosto do dançarino. — Está perdendo o dinheiro que gastou com as bebidas de lá.

Edward tocou em meu queixo, erguendo meu rosto, isso fez com que eu o olhasse. O Cullen estava curvado sobre o balcão do bar, seus olhos verdes focados em mim, um sorriso torto em seus lábios.

— Perdi 50 dólares, mas ganhei a oportunidade de estar ao seu lado, Swan.

Sorri novamente, sem conseguir sustentar o olhar. Edward se aproximou mais, ainda com a mão em mim e depositou um beijo sobre minha bochecha.

— Desde quando é apaixonado por mim? — perguntei baixinho, com os lábios dele seguindo caminho até minha testa. Era tão bom ser tocada, beijada, notada.

— Não consigo te dar uma data exata — respondeu e se afastou um pouco, em partes isso foi bom, me deu espaço para respirar e beber, não que o uísque fosse conseguir matar a sede que estava sentindo. — Aconteceu, então percebi que acordava ansioso para ir logo te encontrar nos ensaios e dormia pensando em você.

— Só dormia pensando em mim, ou fazia outras coisas comigo em mente? — perguntei, incentivada pelo álcool, perdendo qualquer resquício de vergonha naquele momento. Voltei a olhar para ele, que bebeu um pouco, prolongando o tempo até me responder.

— A resposta educada e cavalheira? Sim, apenas dormia pensando em você, Swan. Agora, a resposta sincera? Eu fiz algumas coisas com você povoando minha mente.

Mordi meu lábio inferior, ele sorriu mais. Deixou sua bebida sobre o balcão, contornou o móvel e parou ao meu lado. Soltei meu copo também, não confiando em minha mão naquele instante, eu estava agitada demais.

Edward colocou uma mecha de cabelo meu atrás da orelha, inclinou seu corpo de modo que nossos rostos ficassem bem próximos. Sentia seu hálito de bebida e o cheiro de seu perfume, algo meio cítrico.

— Alguma vez, além de hoje, já estive em seus pensamentos, Isabella?

Ouvi-lo falar meu nome causou um arrepio em minha coluna, eu estremeci mais quando sua mão segurou na base das minhas costas e me puxou para perto de si, isso fez com que nossos peitos se tocassem. Meus seios contra seu corpo todo gostoso, isso era uma grande tentação.

— Já — confessei, umedecendo meus lábios com a língua, Edward olhou para eles. — Me beija — pedi.

Ele beijou, sua mão ainda me mantendo grudada a si. Nossas bocas se reencontrando, parecia que nossos corpos já se conheciam muito bem, não por comodidade, mas por saber o que fazer.

Toda aquela dança estava refletindo ali, de certa forma nós conhecíamos o corpo um do outro. No entanto, eu estava disposta a conhecer mais e deixar que ele conhecesse também.

— Passa a noite aqui? — perguntei, tirando a boca da dele para fazer meu pedido.

— Tem certeza? — Sua outra mão repousou sobre minha bunda, o tecido do meu vestido era bem fino, isso fez com que eu sentisse bem o calor da sua pele.

— Sim. — Coloquei as mãos entre nós dois, mas elas estavam agindo para tirar sua gravata.

— Deus que me perdoe interromper o momento, mas e o Mike? — ele perguntou, naquela hora tirando suas mãos de mim, senti falta delas imediatamente.

— O que tem ele? — Umedeci meus lábios outra vez.

— Você gosta dele, e gosto de você, preciso saber se isso aqui será só sexo para te consolar, ou…

Eu me afastei, confusa. Ele recuperou sua bebida na mesma hora.

— Não sei — admiti, Edward assentiu.

Não queria ser a mocinha correndo atrás do cara errado, nunca mais tocaria naquele assunto com Mike, especialmente depois dele casar. Entretanto, não podia dizer que tinha o superado naquelas horas ao lado de Edward, as coisas não funcionavam assim, infelizmente.

— Quer que eu vá embora? — ele perguntou.

— Não — respondi honestamente, estava gostando da companhia dele e não queria deixá-lo ir. — É egoísmo da minha parte pedir para você ficar? Sei lá, podemos não transar, assistir um filme e pode beber tudo que quiser de graça.

Edward riu, então me beijou rapidamente.

— Eu fico. Vamos assistir a um dos melhores filmes já feitos.

— Qual?

— Dirty Dancing!

xxxx

Aquele era um filme bem sensual, eu tinha esquecido disso. Assisti-lo ao lado de Edward deixou meu corpo em chamas, era uma combinação explosiva.

Nós estávamos no cinema que eu tinha na mansão, algo que o dançarino chamou de "extravagante", mas depois confessou que os pais também tinham uma sala como aquela na casa onde ele cresceu. Durante o filme conversamos mais, sobre os personagens, nossas vidas, amigos e cidades natais.

Alguns beijos também aconteceram, mãos deslizando, eu cantarolando as canções do filme e ele olhando para mim com um sorriso imenso. Em uma das vezes que cantei, falou:

Sua voz é uma das mais bonitas que já escutei.

Quando o filme acabou, voltamos para a sala com o bar. Eu coloquei a trilha sonora de Dirty Dancing para tocar e claro que acabamos dançando, parecia meio impossível resistir a um convite dele para dançar.

— Você deve ter sido o melhor aluno da sua turma em Juilliard — falei meio ofegante, ele negou e pegou a cerveja que estava bebendo.

— Com certeza não fui. — Se livrou da garrafa e voltou a se aproximar de mim.

Eu arrumei o coque que prendi meus cabelos, tinha tirado minha produção do casamento, mantendo apenas a maquiagem. Vesti um short de malha, uma camiseta, fiquei descalça e prendi os cabelos, não era minha imagem mais sexy.

Edward tinha tirado seus sapatos, gravata e paletó, ficando só com sua calça social e camisa. Esta eu acabei abrindo uns botões durante nossa sessão de cinema.

— Vem, nada de ficar parada. — Ele segurou em minha cintura e mãos, fazendo com que voltássemos a dançar.

Sorri, não tinha como resistir aos pedidos de dança dele, muito menos a vontade de sorrir que aquele homem me causava. E foi pensando nisso, a forma como me sentia bem ao lado dele, que voltei a beijá-lo.

— Quero acordar ao seu lado amanhã — murmurei, deixando com que Edward entendesse o que minha fala queria dizer.

— Isso quer dizer sexo e dormir juntinhos?

Eu ri, mas assenti. Ele me beijou de novo, suas mãos rapidamente indo até a barra da minha camiseta, passaram pela barreira da roupa e tocaram minha pele.

— Ok, eu estou disposto a ter meu coração partido por você, Swan — dramatizou e me olhou ansioso.

— Posso sentir algo por outro, mas foi para você que corri com um buquê. — Dei de ombros. — Esse não pode ser o começo da nossa comédia romântica?

— Com um final feliz para nós dois?

— Com certeza. O que me diz?

— Onde é seu quarto?

xxxx

Acordei com um barulho de porta batendo, depois ouvi alguém xingar. Isso foi o suficiente para eu despertar de vez, sabia quem era.

Me movi na cama, abri os olhos e vi Edward parado perto da porta, com um buquê de flores na mão. Era o buquê que eu peguei no casamento?

— Olá! — Ele pegou um susto quando notou que eu estava acordada, mas logo sorriu, subiu na cama comigo e beijou o topo da minha cabeça.

O dançarino não tinha mais o cheiro do seu perfume, estava cheirando ao meu sabonete. Afinal, dormiu comigo e antes disso tomou banho com meus produtos. Porém, seu cabelo estava molhado aquela manhã e não tinha o lavado de noite, ele deveria ter acordado bem antes e usado meu banheiro.

— Foi mal, não queria te acordar, essa porta é muito pesada.

— Tudo bem, ainda estou acordando ao seu lado — falei preguiçosa, sentei na cama e olhei bem para o buquê, vi que não era o do casamento. — O que é isso?

— Feliz dia 14 de Fevereiro — exclamou e me entregou o buquê. Eram rosas vermelhas, não minhas flores favoritas, mas era tão bonito e cheiroso.

— Você encomendou um buquê? — perguntei surpresa, também emocionada.

— E café da manhã, tá lá embaixo. Mas que fique claro, sei cozinhar, só não fiz porque não queria ficar mexendo na sua cozinha sem permissão, entretanto queria o café. — Ele afagou meu rosto e beijou minha testa.

— Você está me dando presentes do dia dos namorados. — Senti minhas bochechas corarem. — Isso é tão fofo!

— Lembre-se que dia dos namorados é sobre carinho no geral. — O rosto dele também ficou vermelho. — Não estou querendo te pressionar a nada.

— Não estou me sentindo pressionada. — Coloquei meus lábios sobre o rosto dele. — E a noite passada ao seu lado foi maravilhosa.

Tinha sido um sexo muito bom, um dos melhores da minha vida. E adormecer nos braços dele também foi bom pra caramba, com Edward dando beijos em minha cabeça, seus pés esquentando os meus e conversando baixinho sobre qualquer assunto que cruzasse nossos pensamentos.

Você pensa em ter cachorros? — perguntou.

Acho que sou uma pessoa mais de gatos. E você?

Tenho dois cachorros na casa dos meus pais, eu não tive coragem de tirar eles de Chicago para o apartamento minúsculo que morei em New York durante a faculdade.

Como eles se chamam?

Donna e Bruce.

Bruce como o Bruce do Batman?

Não, Bruce como Bruce Banner do Hulk.

Ai meu Deus, você também prefere a Marvel!

Claro que sim, muito melhor!

E Donna?

De Mamma Mia, um dos melhores musicais.

Uma noite maravilhosa, a melhor que tive em muito tempo, sem dúvidas.

Edward corou mais, se aproximou e beijou meu queixo.

— Vou tomar um banho e a gente desce para tomar café, pode ser? — sugeri.

— Perfeito. Depois preciso ir, tenho que terminar de arrumar minhas malas.

— Ai, eu já tinha esquecido de New York — choraminguei e saí da minha cama, estava usando um pijama de short com regata. Edward estava em sua cueca, isso me fez perguntar. — Você recebeu o café e o buquê vestido assim, Cullen?

Ele riu e negou.

— Botei minha calça, mas tirei ela lá embaixo, odeio usar roupa social por muito tempo.

— Bom que você fica bem mesmo só de cueca — declarei e corri para o banheiro, antes de fechar a porta o ouvi falar que também ficava bem sem nada.

E estava certo, eu podia confirmar.

xxxx

Deixei o banheiro enrolada em um roupão, Edward continuava em minha cama, parecia estar dormindo. Tê-lo ali era tão convidativo, não consegui resistir. Segui até ele, sentei ao seu lado e mexi em seus cabelos, isso despertou o dançarino.

— Oi, peguei no sono — sussurrou com a voz rouca.

Não falei nada, me abaixei até alcançar a altura de seu rosto e beijei seus lábios lentamente. Isso fez com que o Cullen se espertasse, uma mão entre meus cabelos, a outra abrindo meu roupão.

Porém, não ficamos muito tempo naquela posição. Edward mudou nossas posições, me colocando deitada na cama e ficando sobre mim, terminando de abrir meu roupão, mas não nos importamos em terminar de tirá-lo.

— Vamos adiar o café — murmurei, ele sorriu, seus lábios voltaram aos meus.

Puxei sua cueca para baixo, podendo sentir seu pau em minha mão. Comecei a masturbá-lo, querendo logo poder ter Edward dentro de mim.

Ele gemeu em minha boca, tocou em minha boceta e eu estremeci. Era tão bom, ele mexia tanto comigo.

Aquele com certeza já era o melhor dia 14 de Fevereiro em toda minha vida.

— Deixa eu te chupar — me vi falando, Edward não hesitou, deitando ao meu lado.

Eu me movi, tirei o roupão e o atirei no chão. Depois Edward acabou de tirar sua cueca, eu fiquei entre suas pernas, o colocando em minha boca, tocando em suas coxas e bolas.

Nunca me achei a melhor no oral, outros caras já tinham reclamado, mas na noite anterior Edward tinha gozado assim comigo, deixando sua porra atingir meus peitos e barriga. Então, eu deveria ter mudado e estava fazendo um bom trabalho.

No entanto, naquela manhã não queria ele gozando com um oral. Queria ele gozando com seu pau em minha boceta, como também queria gozar assim.

Isso me fez mudar novamente de posição, ficando sobre o corpo do dançarino, com minha boceta voltada para seu rosto e voltando a chupar e lamber seu pau. Ele entendeu o recado, claro, começando a me chupar também e a usar seus longos dedos.

Ele era muito bom nisso tudo, caramba, bom pra caralho!

— Deus, Edward — arfei. — Que delícia, mais — implorei.

— Eu adoro seu gosto, Bella. — Sorri ao ouvir ele me chamando daquela forma, parecia muito íntimo e sexy.

Logo nós dois estávamos 100% prontos, ele voltou a ficar por cima. Pegou camisinha na mesinha ao lado da cama e lubrificante para ser ainda melhor e mais confortável.

— Você é linda pra caralho, Swan. — Beijou minha testa, antes de me penetrar.

Ouvir ele me chamar daquela forma também me agradava, especialmente com o elogio. Era fácil admitir que ele estava começando a desmontar e remontar meu coração, e isso nem me assustava como pensei que aconteceria.

Edward estava dentro de mim em seguida, minhas mãos em seus cabelos. Ele se apoiava com o braço direito na cama, seu esquerdo achou lugar entre nossos corpos e apertou meus mamilos, me fazendo gemer ainda mais.

Era segunda-feira, dia dos namorados, e eu estava tendo um começo de dia perfeito.

Eu acabei gozando antes, mas ele me seguiu. Um beijo longo. Corpos suados e relaxados. Gemidos. Edward me chamando de linda novamente e eu dizendo:

— Obrigada por ser o par ideal para minha comédia romântica.

O Cullen riu, beijou minha testa e mexeu em meus cabelos bagunçados. Se afastou um pouco, tirou a camisinha e perguntou:

— Como será o nome da nossa comédia romântica?

— Precisa ser algo que combine com a gente.

— Open Bar? — Piscou para mim, fazendo com que eu risse. — Que tal algo com dança?

Refleti sobre e pensei no nome perfeito.

— Dança Comigo?


Final dessa história curtinha, mas que adorei escrever, espero que tenham gostado também. Gostariam de ver mais deles no futuro? Quem sabe...
Beijão!
Lola Royal.
24.02.22