Cap 2
*FLASHBACK*
- Você parece solitária - Natasha desviou os olhos do copo e encontrou o azul intenso de um dos homens mais altos que ela já conheceu. Ela franziu a testa, irritada por seu tempo sozinha ter sido interrompido de forma tão rude.
- Eu acabei de saber que meu noivo engravidou sua colega de laboratório, supostamente que supostamente eram apenas amigos platônicos - Ela respondeu amargamente - Estou tentando beber até o esquecimento
Perplexo, ele se sentou ao lado dela - Não acho que você deva se punir por algo que ele fez de errado - Disse ele. Sua voz era profunda e suave ao mesmo tempo, e talvez fosse o álcool, mas seu coração deu um salto.
- Eu não estou me punindo - Ela protestou.
- Sua ressaca amanhã pode contradizer essa afirmação
Natasha olhou feio para ele e pediu outra bebida, quase em desafio. Ela não podia negar que ele era bonito de uma forma rude; grande e bem ajustado, o tipo de homem que ela olharia do outro lado da rua. E agora, talvez ela não se importasse de flertar um pouco.
- Steve Rogers - Ele se apresentou. Pelo menos ele não se intimidou com o olhar mortal dela. Ela decidiu que poderia sorrir de volta. Talvez aquele cara bonito pudesse ser um passatempo divertido
* FIM DO FLASHBACK*
- Como podemos obter uma anulação? - Natasha deixou escapar as palavras antes que seu cérebro pudesse processar totalmente a informação que estava casada com o homem em sua frente
- Tenho certeza de que precisamos pedir o divórcio - Steve disse meio desconcertado - O casamento foi consumado
Natasha começou a hiperventilar, seu coração estava batendo como um louco, isso era um pesadelo.
- Ei, você precisa respirar - A ruiva saltou quando uma mão grande e quente tocou seu ombro. Steve estava sentado na beira da cama e a única coisa que cobria sua dignidade era o lençol que ameaçava cair de suas coxas. Suas bochechas arderam e ela desviou o olhar, tanto para sua paz de espírito quanto para sua privacidade.
- Olha, eu vou tomar um banho bem rápido e depois vamos tomar o café da manhã - Ele ofereceu. Em resposta ao desconforto dela, ele pegou o lençol e o enrolou na cintura - Pensar com o estômago vazio não é bom e você parece que vai desmaiar
- Eu não acordo na cama de estranhos com muita frequência - Foi o que ela conseguiu dizer para justificar seu comportamento
- Você estava muito chateada ontem à noite - Ele admitiu - Mas eu não trago mulheres relutantes para o meu quarto
Natasha olhou para ele - Eu pensei que você disse que não lembrava de nada!
Steve encolheu os ombros. - Apenas de coisas não relevantes
- Qualquer coisa pode ser relevante - Ela respondeu, irritada.
Ele a olhou sério, embora o brilho malicioso em seus olhos devesse tê-la alertado de sua intenção - Bem, você realmente gostou quando eu… - E embora não houvesse necessidade, ele terminou a frase sussurrando em seu ouvido. As bochechas de Natasha ficaram ainda mais vermelhas.
- Certo, nem tudo é relevante - Ela concordou rapidamente na tentativa de esconder seu constrangimento. O pensamento dele fazendo com ela o que acabara de descrever deu uma pequena vibração em sua barriga - Por onde começamos?
Steve procurou nos papéis do contrato de casamento e apontou para um endereço na parte inferior - Fomos casados por Elvis em uma capela do outro lado da rua - Afirmou ele, apontando para outra papelada - A fatura do anel... comprei no Majestic. É uma joalheria chique a duas quadras daqui.
Natasha olhou por cima do ombro dele, curiosa para saber o preço. Seus olhos se arregalaram em choque.
- Você tem que estar brincando comigo! - Ela deixou escapar, e quase arrancou o papel de suas mãos - Eu poderia comprar um carro com aquela coisa!
- Não é tão ruim - Respondeu ele com indiferença. Definitivamente um menino rico, concluiu ela. Não admira por que ele parecia aliviado com sua ânsia de apagar sua estupidez; ele tinha pensado que ela o tinha prendido em um casamento ou algo assim? - Café da manhã primeiro, então nós descobrimos o que fazer. Bom para você?
Seu estômago roncou em concordância. Natasha desejou que a terra a engolisse inteira. Esta manhã poderia ficar pior?
- Tudo bem - Ela concordou.
Depois de dar a ela um olhar que significava 'melhor ficar aqui', ele pegou suas próprias roupas e se trancou no banheiro. A Romanoff quase se deixou cair no colchão. Era muito confortável, ela pensou, e fechou os olhos...
*FLASHBACK*
Natasha riu enquanto Steve deixava cair beijos sobre sua barriga, gemendo baixinho ao descer - Não se mova - Ele repreendeu - Ela fingiu morder os lábios e congelou apropriadamente - Boa menina.
Seu elogio foi seguido por um movimento mais baixo e confortavelmente acomodando-se entre suas coxas, sua bochecha coberta com aquela barba de fim de noite roçando sua pele sensível. Ele pressionou a boca em sua barriga. Ela ficou tensa, desacostumada ao contato e relaxou com um suspiro.
- É uma sensação boa - Ela murmurou, os olhos fechados para aproveitar adequadamente a sensação de queimação. Seus quadris sacudiram incontrolavelmente enquanto ela engasgou - Muito bom.
Sua língua estava ocupada demais para responder, mas ele cantarolou algo, ela sentiu a vibração subindo
*FIM DO FLASHBACK*
O telefone de Natasha tocou em sua bolsa. Ela relutantemente rolou do colchão e tropeçou para pegar o dispositivo antes que a pessoa que ligou chegasse ao correio de voz. Não havia muitas pessoas que a ligariam no dia de hoje e ela se preparou para o tom estridente que ela tinha certeza que quebraria seus tímpanos:
- Natasha! Nat é você? - O tom preocupado de Maria a fez se sentir culpada por uma fração de segundo. Então ela se lembrou que a morena já tinha lhe dado ataques de pânico antes por desaparecer no meio da noite com um namorado e decidiu que isso era uma vingança tardia.
- Sim, Hill. Sou eu
- Ainda bem, você está bem! Onde você está? A recepcionista do hotel jurou que você não voltou para o seu quarto e você não atendeu quando batemos! Tive que mandar o segurança abrir a porta!
Natasha amaldiçoou internamente, agora era a hora de Maria se preocupar? Ela apostava que passou a noite toda muito mais bebêda para reparar toda a besteira que a amiga estava fazendo
- Eu... não é importante. Algo aconteceu e não posso me juntar a você imediatamente.
Uma longa pausa seguiu do outro lado da linha. Mesmo que ela não pudesse vê-la, a ruiva podia ouvir as rodas girando na mente da amiga
- Surgiu uma coisa? - Maria repetiu, soando alegre demais e a ruiva revirou os olhos.
- Estarei aí assim que puder. Por que você não... eu não sei, vai às compras ou algo assim?
Ela não costumava julgar os passatempos de Maria; a mulher era a filha perfeita do seu chefe e a corretora mais dedicada da empresa, as compras eram seu único meio de libertação. Mas Hill não se ofendeu e, em vez disso, sorriu amplamente ou, pelo menos, Natasha imaginou que sim.
- Pegamos o jato particular, Romanoff - Agora, sua voz tinha se transformado em um ronronar - Leve tooooodo o tempo que você precisar...
- Não é - Ela começou a protestar sabendo exatamente o que a amiga deveria estar pensando, suspirou pesadamente e desistiu - Vejo você mais tarde
- Au revoir querida, e divirta-se! Quero cada detalhe na volta!
Maria desligou. Natasha resistiu ao impulso de quebrar o dispositivo no chão.
- Amigo irritante? - Ela ergueu os olhos. Steve estava saindo do banheiro, recém-saído do banho e com o cabelo ainda molhado, vestido com um terno que parecia caber nele como uma segunda pele. Quando ele sorriu, Natasha percebeu que estava o encarando e não respondendo por muito tempo.
- Algo assim. Podemos ir agora? - Ela tentava não soar estonteada. Ele teve pena dela e a deixou liderar o caminho.
O café da manhã no hotel era um banquete. Tudo parecia de alta qualidade, leite, queijo e cereais apresentados em pratos elegantes, fatias de bolos diferentes com cheiro de recém-assado poderiam tê-la feito salivar. Ela descaradamente pegou um pouco de cada um e deu a Steve seu próprio olhar, desafiando-o a comentar sobre sua escolha de comida. Para seu crédito, o loiro apenas sorriu como se isso fosse uma ocorrência normal. Eles não conversaram muito enquanto comiam, cada um perdido em seus pensamentos.
Natasha já estava repassando a lista de coisas com as quais teria que lidar ao retornar. Ela estava atualmente dormindo na casa de Yelena, mas logo ela teria que encontrar um lugar para morar. Ela havia se mudado para o apartamento de Bruce há meio ano, e os dois estavam querendo comprar uma casa nos arredores de Nova York. Ela severamente se perguntou se ele estaria se acomodando no lugar com Bette agora.
- Você parece perturbada - Disse Steve, tirando-a de seus pensamentos - A situação está te incomodando tanto assim?
- Não tem relação com… - Ela começou e fez uma pausa. Isso não era da sua conta - Olha, é pessoal.
- Isso diz respeito ao seu ex-noivo?
Natasha fechou a boca e olhou para ele, atordoada - Você se lembra disso? Espere, eu te falei sobre...
- Bruce Banner e sua traição de um ano com a colega de laboratório do trabalho? Aquela com que ele garantiu que você jamais precisaria se preocupar?
Seu rosto ficou azedo - O que eu estava pensando? - Ela se perguntou em voz alta.
- Você precisava desabafar, eu ofereci um ouvido disposto. Acredite eu entendo sobre ex-noivos - Steve respondeu com simpatia. - Sua amiga a abandonou por algum francês, eu acho...
Natasha enterrou o rosto nas mãos e amaldiçoou Maria mentalmente pela enésima vez em seus anos de amizade.
- Preciso de um lugar para ficar quando voltar para Nova York - Ela admitiu - Estou morando com minha irmã mais nova, mas é uma solução temporária.
- Na verdade, tenho um apartamento em Nova York - Respondeu Steve, encolhendo os ombros - E eu posso emprestar para você.
- Não acho que seja uma boa ideia - Rebateu a ruiva com cautela - Quer dizer, vamos nos divorciar aqui, eu não... quero dizer, não é como se estivéssemos juntos ou algo assim.
Steve fechou a cara rapidamente - Isso é algo que eu queria falar com você - Disse ele, e parecia se preparar - Eu não desejo me divorciar de você
Natasha se engasgou com seu café - O que?
Steve teve a ousadia de não se esquivar de seu olhar incrédulo - Acho que devemos tentar resolver isso - Ele continuou sério.
Ela olhou para ele, seus olhos arregalados - O que? - Ela repetiu, igualmente atordoada.
O loiro suspirou e recostou-se na cadeira - Olha, nós só nos conhecemos há menos de doze horas. Ainda assim, naquele tempo marginal, nós nos casamos. Deve haver um motivo.
- Steve, nós agimos por um impulso louco e irracional - Ela o lembrou cuidadosamente.
- E ainda - Ele fez uma pausa e acrescentou suavemente - Eu fui criado de uma outra maneira, casamento para mim é algo muito sério. Eu já agi por impulso mais vezes do que gostaria de admitir e não acabei casado, gerando até alguns desapontamentos. Mas com você... tenho a sensação de que você é diferente. Eu entendo que você acabou de sair de uma traição e não quero pressioná-la sobre nada. Vou até iniciar o processo de divórcio, se isso deixar você mais confortável. Mas ainda assim gostaria que tentássemos.
- Isso é loucura - Ela se mexeu desconfortavelmente - Quer dizer, não é isso... Eu não me jogo em relacionamentos como este e, eu... Eu não sou tão confiante quanto pareço. Pelo amor de Deus, eu terminei com meu ex na semana passada. Ainda quero esmagar seu crânio com minhas próprias mãos. Não estou com humor para entrar em um novo relacionamento... - Não importa se o homem era gostoso, bom de cama e legalmente seu marido - E eu não te conheço!
Steve pareceu considerar suas palavras. Então, do nada, ele sorriu e estendeu a mão - Olá, meu nome é Steve Grant Rogers. Tenho trinta e um e moro em uma cobertura em Boston. Meu pai morreu quando eu tinha oito anos e me deixou metade das ações das indústrias Stark, empresa que eu comando com o meu sócio Tony. Bucky, meu melhor amigo morreu servindo e minha mãe me proibiu de me alistar temerosa que eu fosse o próximo, mas sempre foi o meu sonho proteger o meu país, por isso invisto em tecnologias para tornar a América mais segura. Eu já cheguei bem próximo de me casar uma vez, mas o destino não quis. E, apesar das circunstâncias, gostaria muito de conhecê-la melhor. Está interessada?
Natasha olhou fixamente para a mão de seu marido e relutantemente a apertou, uma onda de choque percorreu todo seu corpo esquentando seu coração - Olá, Steve. Meu nome é Natasha Alianovna Romanoff, tenho 28 anos e trabalho no mercado de ações. Fui coagida pela minha amiga e filha do meu chefe a vir para um final de semana em Vegas com o único propósito de me animar depois de descobrir que meu noivo seria pai. Nasci em Moscou, mas meus pais se mudaram para Ohio quando eu tinha oito anos e tirei a dupla nacionalidade quando minha irmã fez 21, então não preciso do seu green-card. Ah, e fui mandado três meses no reformatório por esfaquear meu meu tio quando eu tinha doze anos. Você ainda está interessado?
Steve não recuou. Na verdade, seu sorriso se alargou quando eles apertaram as mãos de uma forma absurda e solene - Acho que cada vez mais impressionado
