Desafio 100 temas: Tema 01 – Fetiches ou BDSM

Beta: Slplima querida amiga, não sei como agradecer todo o carinho, paciência em me ajudar. Obrigado, obrigado de coração! Minha amizade e lealdade forever and ever!

Notas da Beta: Uma Coelha de mil facetas, devo dizer.

Minha amiga do céu! Que deslumbre! Que tesão, e quanto amor entre Yuuri e Viktor. Um amor que quando descrito por sua sensibilidade e talento, se torna grandioso e infinito.

Só quem ama mesmo é capaz de fazer o que Yuuri fez. A cumplicidade e confiança tão nítidos quanto a aura devassa do Viktor.
Eu li de olhos arregalados, cada palavra. O desenrolar das cenas, as palavras amorosas e provocantes e a surpresa no final.

Romântico.
Intenso.
Verdadeiro.
Puro fetiche e paixão, bem misturados!

O tipo de relação que comove e que instiga o coração da gente a procurar, sempre, pelo melhor, sabe? Perfeito!

Só tenho a agradecer, muito, por mais essa oportunidade de ler, em primeira mão, mais uma das suas belíssimas pinturas. E por você, amada, compartilhar conosco essa preciosidade.

Um show!

Fique bem.
Bjocas.

Notas da Coelha: Quando eu terminei de escrever "The one", eu lembro que comentei com a Sheila que queria fazer algo com relação ao tema Praia e que isso seria uma boa para continuar a fic que eu havia terminado. E eu já até fiz algumas pesquisas sobre o local que eles iriam, mas como eu sou muito detalhista e crica comigo mesmo, fiquei dando tratos à bola, pois eu havia dito que eles viajariam no outro dia, assim relendo a lista de temas, a inspiração me pegou! Assim surgiu o que virá a seguir.

Lua de Mel, também faz parte do universo alternativo Omegaverse criado na fic "Estarei sempre ao seu lado", não há necessidade de ler as anteriores, mas se sentir vontade, ficarei imensamente feliz se quiser ler, e deixar seus comentários. Sem mais, também espero que gostem dessa!

oOoOoOo

Deixar a festa sem chamar muita atenção fora uma tarefa muito complicada, pois ao voltarem da sacada, onde haviam dançado não apenas uma, mas duas ou três músicas mais, o casal fora quase que emboscado por seus pais, e claro, para que mais algumas fotos fossem tomadas.

Quando finalmente Lee e Phichit conseguiram os ajudarem, faltava muito pouco para que o casal desse entrada e fizesse o check-in no hotel onde ficariam.

- Vocês estão atrasados! – ciciou Phichit ao se acomodar ao lado do noivo. – Vamos fazer o possível para não passarmos muito da hora combinada na recepção do hotel! – comentou ao terminar de prender o cinto de segurança.

- Sim, não se preocupem, estaremos no hotel em pouco tempo! – Lee mirou o casal de amigos sentados no banco traseiro pelo retrovisor.

- Não precisa correr, Seung-Gil! Creio que não terá problemas se chegarmos com alguns minutos em atraso. – Viktor comentou calmamente.

- Sim! E agora o trânsito está mais tranquilo! – falou Yuuri ao mirar curioso pela janela as ruas praticamente desertas. – Phic, vocês conseguiram pegar nossas malas com o Chris? – preocupou-se o japonês.

Com um risinho de lado, o tailandês trocou um rápido olhar com o noivo, e se voltando um pouco para poder mirar o amigo direito nos olhos, sorriu daquele jeitinho que, quem o conhecia bem, sabia que ele havia aprontado alguma coisa.

-Sim! - respondeu prontamente. – Demos sorte de nossos carros estarem um ao lado do outro, e quando Chris e Lars deixaram a festa, Lee e eu fomos juntos para podermos fazer a troca. Não se preocupem! – Phichit deu uma piscadela para o amigo, e se endireitando no banco se aquietou, não sem antes trocar o olhar cúmplice com Lee.

"Uhm? Aí tem coisa!" - pensou o recém-casado, um pouco intrigado.

Um tanto ressabiado, Yuuri voltou os olhos para Viktor, mas esse parecia não ter notado nada. Bem, ele não estava acostumado com o outro ômega, mas para o nipônico, o melhor amigo havia feito alguma coisa.

Balançando a cabeça, o patinador resolveu deixar aquilo para lá, afinal, não queria se preocupar à toa.

Quando, finalmente, o carro entrou pela lateral do hotel, indo direto para a garagem subterrânea, seu condutor e o acompanhante desceram para ajudarem os amigos.

Duas malas para cada um foram baixadas do porta malas, mais uma pequena maleta de mão, a qual Yuuri ajeitou sobre um dos ombros.

- Seung, Phichit, obrigado por nos trazerem até aqui! – agradeceu Yuuri ao abraçar os amigos. Quando estava para se soltar do tailandês arregalou os olhos em pura surpresa.

- Aproveite o presente extra que te deixei! – gracejou Chulanont, para, logo em seguida, despedir-se do platinado.

- Façam uma boa viagem! – Lee desejou ao abraçar o noivo enquanto os amigos começavam a caminhar.

- Obrigado! – respondeu Viktor, ao começar a caminhar até o elevador que os levariam até a recepção.

Yuuri acenou para os amigos. Caminhando ao lado de Viktor, imerso em seus pensamentos, deixou-se levar por sua curiosidade. Ele sabia que quem gostava de aprontar colocando coisas picantes onde pudesse, era Giacometti, assim esperava que o presente extra do melhor amigo fosse algo inofensivo.

Mas então, por quê cargas d'água se sentia ansioso e certo de que algo ia acontecer?

- O que foi que te deixou assim? – Viktor perguntou ao mordiscar-lhe a orelha enquanto o envolvia mais em seus braços.

- Vitya... não foi nada! – respondeu Yuuri prontamente. – Pare com isso! – ciciou ao sentir o corpo todo se arrepiar com novo roçar dos dentes de seu marido sobre a pele delicada de sua glândula a ser marcada.

- O que estou fazendo? – gracejou com ares de desentendido, ao atormentar mais um pouco a seu ômega.

Antes que pudesse responder, o barulho sonoro indicando que haviam chegado ao térreo foi uma boa distração para que o moreno conseguisse escapar do abraço que, até então, estava aconchegado.

- Yuuuu-ri... – choramingou o alfa saindo ao encalço de seu japonês, que já se afastava dele bem rápido, o fazendo apertar os passos o alcançando apenas à frente de uma recepcionista que buscava pelos nomes deles no sistema.

Reparando em como ambos eram mirados pela atendente, Yuuri deixou-se abraçar pelo alfa, e lhe dando um leve selinho, sustentou o olhar cerúleo que cravara em si.

- Nosso quarto já está pronto, Vitya! – o patinador mais baixo informou ao lhe passar uma das chaves cartão.

- Ah! Que ótimo, snezhinka! Eu não vejo a hora de finalmente estarmos a sós! – e para marcar mais terreno, o lúpus sapecou novo roçar de lábios, aproveitando para mordiscar gostosamente o lábio inferior de Yuuri.

Com um pequeno sorriso envergonhado, o ômega deixou que seu marido o guiasse novamente para o elevador, mas desta vez tomando o destino do último andar; a suíte presidencial.

Recostando no fundo do elevador, para não dizer que o lúpus havia encurralado a seu ômega ali, um abraço foi trocado. As mãos fortes deslizaram pela base da coluna do moreno, fazendo este gemer em deleite.

- Vitya... – ronronou, mal conseguindo pensar direito e nem conter um pouco seu apressado companheiro, visto que ambos sabiam que poderiam estar sozinhos, mas câmeras de segurança sempre existiram e em elevadores era muito comum ter uma dessas instalada.

- O que eu fiz? – indagou sem escrúpulos, sorrindo ao mordiscar o queixo do moreno. Sim, estava o provocando, estava! Ele queria incendiar seu lindo e eterno Eros, e se queimar depois no fogo da paixão que irradiava do pequeno ômega!

- Tenha modos, não queremos ser manchete e... – Yuuri calou-se ao notar que o elevador parecia diminuir a velocidade de subida.

Talvez já estivessem chegando, ou seria uma parada para um andar qualquer, e...

Bingo!

- Está descendo? – uma voz aveludada chamou-lhes a atenção assim que as portas se abriram.

- Subindo! – Viktor respondeu sem soltar o esposo. E sem mais esperar, se esticando um pouco para acionar o botão de fechar as portas, para que o trajeto fosse completado. Voltando os olhos assustados para o outro, arqueou uma sobrancelha, pois não havia entendido por quê Yuuri havia lhe dado um tapa estalado no braço.

- Eu te falei... eu te falei... – o ômega repetiu estressado, mais duas vezes essa mesma ação. O que fez com que o platinado risse com gosto.

- Moya lyubov'! Como eu te amo, te amo com todas as forças e exatamente como você é! – e sem dar tempo para que o outro retrucasse, o beijou com ímpeto e ardor. Um beijo de tirar o fôlego, e abrasar até o mais santo dos puritanos.

Buscando por ar, Yuuri voltou seus olhos para o painel luminoso um pouco antes do sinal eletrônico soar indicando que haviam chegado ao seu destino. Deixando-se manejar por Viktor, seus olhos curiosos varreram o local luxuoso e exuberante.

- Vitya, estaríamos bem naquela suíte dois andares abaixo! – murmurou o moreno, ao mirá-lo de soslaio. Yuuri não concordava com o tanto que o marido havia, e ainda estava, gastando para que tivessem tudo aquilo. Mas de nada havia adiantado falar. E agora, muito menos.

- Aquela suíte nós já conhecemos! – Viktor respondeu sem hesitar. Se o seu ômega podia ser caprichoso, ele também podia, ora essa! E mais, tinha bem ciência de que quase arrumara confusão quando a escolhera, mas era como sua mãe dizia: 'O casamento de um lúpus com o seu destinado era considerado para sempre.' Quando estes encontravam sua metade, era como guardá-las debaixo de sete chaves, nunca iriam procurar por outro ômega se algo acontecesse com seu soul mate. – Yuuuu-ri! Me deixa fazer isso! – e sem esperar abriu a porta, revelando um hall maravilhoso, todo decorado com rosas azuis e pequenas flores cor-de-rosa bem claro.

O piso de madeira estava enfeitado com pétalas rosadas que o lembrava de flores de cerejeira, mas seria possível?

- Vitya, são... são bonsais? – Yuuri perguntou ao retirar os sapatos e os largar a um lado da porta de entrada.

- Sim, são bonsais de mini cerejeiras! Fiz questão que as duas flores que mais amamos fizessem parte da decoração. – e sapecando um beijo nos lábios rosados do moreno, pegou-o no colo.

- Viktor! – Yuuri, surpreso, deixou sua voz subir uma oitava. – Me coloca no chão! – pediu exaltado, ao passar os braços pelo pescoço do alfa. E se lembrando também de segurar com força a alça de sua bagagem de mão que continuava pendurada em seu ombro.

- Não! – ronronou o platinado. – Vamos fazer isso tudo direito! – grunhiu intransigente. – Não é nossa casa ainda, mas o noivo deve carregar seu prometido, companheiro de toda vida, para dentro do quarto de núpcias, desse jeito! – gracejou ao deslizar com malícia uma das mãos pelo traseiro arredondado de seu par. Queria com isso relaxar um pouco o moreno e suavizar sua decisão de a pouco.

Com um suspiro, o ômega acomodou sua cabeça no ombro de seu homem, aproveitando para se inebriar com o olor de pinheiros. Aquele mesmo que o remetia a uma paz e aconchego tão almejados! E Yuuri sabia perfeitamente que aquele não era o momento para deixar sua teimosia entrar em ação! O melhor seria desfrutar daquela, que tinha certeza, seria a melhor noite de sua vida!

Caminhando pelo tapete de pétalas, Viktor parou a frente da cama Queen size, também com muitas pétalas delicadas sobre os lençóis de seda branco, e gentilmente baixou o marido, deixando que este plantasse os pés sobre o tapete felpudo, sentindo a suavidade das cerdas e a delicadeza das pétalas.

A penumbra os recebeu. Velas acesas estrategicamente em locais seguros, iluminavam o essencial para aquele momento especial.

Yuuri rodou com delicadeza entre os braços de Viktor. Seus olhos curiosos percorrendo cada canto, observando, querendo guardar com riqueza de detalhes aquilo que estava vivenciando com o homem que a vida havia lhe apresentado como seu destinado!

Abraçando o moreno por trás, o russo beijou os fartos fios ébano ao acarinhar o corpo macio e desejável de seu homem.

- Vitya... – murmurou quase com a voz embargada. O japonês estava emocionado. Nunca poderia imaginar que logo o alfa lúpus conseguiria ajeitar tudo aquilo, toda aquela surpresa sem lhe contar nada.

- Te surpreendi, não? – perguntou o platinado ao ajudar o marido a voltar em sua direção.

Sem conseguir formular uma resposta, Yuuri ofereceu os lábios para que Viktor os tomasse em um beijo sedento!

Com um movimento rápido, o alfa lúpus deslizou as mãos pelas costas do ômega, deixando os dedos brincarem com os fios escuros da sua nuca, regozijando-se ao ouvi-lo ronronar baixo, mais forte, e ao poder sustentar aquelas íris chocolates com chispas avermelhadas.

Ao resvalar uma das mãos sobre a correia estofada da maleta de mão do nipônico, o russo arqueando as sobrancelhas, estranhou um tanto, e sem pensar, ou mesmo perguntar alguma coisa, quis retirar do ombro de seu marido aquele objeto que aos seus olhos estava ali para estorvar.

Apenas isso! Estorvar!

- Vamos deixar sua maleta em cima daquela prateleira... – Viktor comentou ao indicar um lado um pouco mais ao canto.

- Oh! Não, Vitya! – Yuuri pareceu finalmente sair de seu torpor. Piscando algumas vezes, sustentou os olhos cerúleos com os seus. As íris chocolates ganhando mais chispas avermelhadas. – Eu vou precisar dela por uns minutos! – o ômega se apressou em dizer, e tomando coragem lembrou-se que Viktor não era o único ali que poderia fazer surpresas. Se empertigando um pouco deu uns passos para trás e para o lado, tentando com isso escapulir do toque enlouquecedor de seu alfa.

- Yuu-ri! – choramingou Viktor ao não tê-lo mais próximo a si. – Você não irá precisar dele agora, não? – questionou ainda tentando entender o que havia acontecido para que seu destinado mudasse tão de repente.

- Vitya, vamos fazer assim... – começou Yuuri, pensando muito bem no que diria e como agiria para não estragar o que tinha em mente. – Você me espera aqui, e me dá uns vinte minutos pelo menos! – falou rapidamente ao conseguir passar apressado pelo platinado e entrar no banheiro.

Sem entender nada, Nikiforov girou o corpo rapidamente, tentando ir atrás do moreno, mas o máximo que conseguiu foi ver o gingado daqueles quadris que o volviam louco sumirem quando a porta do banheiro se fechou.

- Yuu-ri, lyubov'! O que foi? Não é hora de se fechar no banheiro por timidez! – o lúpus se aproximando da porta testou a maçaneta. Ao notá-la fechada, chamou mais uma vez. – Yuuri, snezhinka, abra a porta! – pediu ao se apoiar na madeira escovada.

- Vitya, eu estou bem! – Yuuri respondeu ao começar a retirar da maleta tudo o que iria precisar. – Me espere como eu pedi! – pediu com a voz doce, e mordiscando o canto da boca, resolveu usar sua voz ômega. – Viktor, alfa, esteja a vontade para me esperar, por favor! – e esperou que o mais alto compreendesse que ele gostaria de o surpreender sem ser necessário usar palavras.

Ao escutar a voz melodiosa, como se em um chamado para sua natureza lupina, o platinado sentiu como se um raio o tivesse atingido. O entendimento acabara por se fazer presente, e com um sorriso matreiro, se afastou da porta, mas já imaginando o que seu homem estaria aprontando.

- Não demore muito, moya snezhinka! – pediu ao começar a retirar o terno que ainda estava usando, ficando apenas com a cueca slip preta.

Se ajeitando sobre os lençóis, deitou languidamente, sem se importar com as pétalas que enfeitavam a cama.

Mordiscando o lábio inferior, o alfa desejou ardentemente que o japonês não se demorasse tanto.

oOoOoOo

Perdido em seus pensamento, Yuuri mirava com interesse seu reflexo no espelho. Havia se deixado levar pelas ideias malucas de Phichit, e ali estava ele, desprovido dos pelos pubianos, e com as pernas e axilas depiladas.

Ele não fazia ideia do que o esposo iria achar, mas já era tarde para se arrepender ou querer voltar atrás. - "Não é como se eu pudesse reaver todos aqueles pelos, não é?" - pensou nervoso. Não podia se deixar levar por nenhum pensamento tosco ou, mesmo, por sua ansiedade.

Balançando a cabeça, suspirou antes de se virar e buscar pela calcinha fio dental que fazia par com o corselet que havia comprado junto com o melhor amigo meses atrás.

E pensar que ele, Yuuri, tivera coragem de comentar com o tailandês a respeito do fetiche que Viktor e ele compartilhavam, e que nunca o moreno havia criado coragem de colocar em prática!

Voltando seu olhar para a bancada de mármore, buscou encontrar o fofo pompom branco o qual prenderia em sua calcinha de renda, mas a caixa que este deveria estar, juntamente com as orelhas alvas de coelho, ele não conseguia encontrar.

- Mas... onde diabos aquilo foi parar? - reclamou, sentindo sua pressão subir uns dez degraus.

Deixando a peça rendada de lado, Yuuri resolveu checar o outro compartimento de sua bagagem de mão, e quando o fez, quase caiu das pernas por ser surpreendido por um envelope sobre uma caixa diferente da que ele próprio havia guardado.

"Eu sabia! Phichit, seu maluco de pedra, o que você aprontou desta vez?" – fervilhou ao trincar os dentes, pegar o objeto estranho e ler o bilhete. O que o deixou mais alarmado ainda, e com medo de abrir aquela bendita caixa!

Com o rosto ardendo violentamente pela timidez, o ômega nipônico abriu-a, receoso. A respiração presa, os olhos dilatados em choque!

Ah! Phichit Chulanont iria ter o troco quando fosse possível!

Pegando 'aquilo' em mãos, mordiscou o lábio inferior. O plug com a ponteira felpuda, bem mais felpuda na base que a que tinha antes, pesou um pouco em sua mão. O toque da pelúcia, tão escura como a cor dos cabelos do moreno, na pele era macio e ao mesmo tempo provocante.

- Minha mãe do céu! O que Viktor vai pensar disso? – choramingou preocupado. Voltando a se olhar no espelho, respirou com calma; já estava suando frio e os batimentos cardíacos para mais de quinhentos por hora. Não poderia deixar sua ansiedade estragar aquela noite memorável, que tinha tudo para ser maravilhosa. Assim, respirando profundamente, fez isso várias vezes até sentir que estava conseguindo regularizar os batimentos desenfreados de seu pobre coração.

Balançando a cabeça, o nipônico tentou, a todo custo, espantar uma possível crise de pânico.

E fungando exasperado, fixou seus olhos no espelho, e com um leve movimento de cabeça, buscou pelo tubo de lubrificante, o qual vira dentro da caixa também.

Ao estudar novamente o formato do plug e seu peso, o moreno até achou que não precisaria do lubrificante a base de água, visto que podia sentir o deslizar em abundância de seu slick entre as coxas roliças. Havia se excitado mais pelo simples fato de se imaginar sendo admirado pelo russo, do que poderia pensar!

Deixando um pouco do lubrificante cair sobre o objeto prateado, empinou um pouco as fartas ancas, separando o vale com uma das mãos enquanto deslizava o plug, vencendo o anel de nervos que recebeu muito bem o volume do brinquedo.

Virando-se um pouco, Yuuri mirou por cima do ombro com curiosidade. Mordiscando o lábio inferior ao reparar como a cauda de coelho escura fazia um bonito contraste com sua pele clara e quase leitosa. Gingando um pouco os quadris, adorou o efeito da pelugem e seu toque macio em sua pele.

Com um sorriso típico, usado quando patinava Eros, buscou pela diminuta peça rendada, a vestindo, e ajeitando para que a mesma não prendesse no objeto enterrado em seu ponto doce.

Delicadamente, deslizou as meias sete oitavos pelas pernas torneadas as prendendo na liga logo a seguir.

Mais uma vez voltou seus olhos curiosos para o espelho, e quase não se reconheceu, e isso porque ainda faltavam algumas coisas. O coração batendo forte e descompassado apenas por imaginar-se sendo devorado pelos olhos de seu alfa.

Ajeitando o corselet que marcava sua cintura, deixando a mostra seus mamilos rosados, apertou mais um pouco a fita e as amarrou dando um laço bonito no meio das costas. Respirando mais forte, tentou relaxar o corpo para se acostumar com o tanto que aquela indumentária sexy o fazia ficar ainda mais com a cintura delineada. Em sua vã concepção, nunca imaginou que poderia fazer isso com seu corpo!

Se aproximando o máximo que podia do espelho para poder enxergar melhor, visto que queria evitar de estar usando suas lentes de contato, delineou um pouco seus olhos. Sorrindo, Yuuri pôde reparar que Phichit tinha razão; seus olhos pareciam ficar mais avermelhados e em evidência!

Puxando os cabelos em displicência para trás, por fim colocou as orelhas de coelho encarapitadas sobre sua cabeça. Um gloss clarinho sobre os lábios, e luvas de renda completavam a indumentária.

Piscando os olhos algumas vezes, e tentando evitar de voltar atrás e retirar tudo aquilo, o ômega suspirou. Seus olhos recaíram sobre sua mão direita onde a linda aliança aparecia em destaque logo abaixo do tecido translúcido.

- Yuu-ri! – cantarolou Viktor ao deixar que seu cheiro, seus feromônios excitados tomassem o quarto.

Ao sentir o olor a pinheiros, o ômega gemeu baixinho abrindo finalmente toda a porta, e pé ante pé, em um gingado sedutor, caminhou até o centro do quarto, deixando que o alfa apreciasse o que estava a lhe oferecer.

- L-Lyubov'! – ciciou, gaguejando, Nikiforov, completamente embasbacado ao devorar seu ômega com os olhos. Era a visão de seu Eros; os olhos brilhantes, o sorriso marcado, e a vontade de se lançar sobre seu marido o carcomiam por dentro. Ele tinha de se controlar!

Precisava!

Respirando os feromônios excitados de ambos, Viktor puxou o ar profundamente, ao estender os braços em um convite mudo e velado. Se se deixasse levar, iria se jogar em cima do moreno como o lobo faminto e excitado que pateava em seu peito o exigia fazer!

Yuuri tinha o coração mais acelerado batendo no peito. Ele sabia reconhecer em seu alfa o desejo e a surpresa por aquele ato. Com um olhar sexy, bateu os cílios algumas vezes, deslizando as mãos pela lateral de seu próprio corpo. Queria provocar o platinado, e podia sentir no ar a excitação de ambos se mesclando em total harmonia.

Desejavam-se!

Queriam-se!

E seu ômega parecia quase o dilacerar por dentro, apenas por querer se render aquele alfa sexy e másculo. Apenas por se imaginar sendo subjugado e se deixando levar por Viktor, Yuuri sentiu suas bochechas mais quentes e o slick deslizar por suas nádegas, escapando em abundância pelas bordas do plug.

- Alfa... – a voz baixa, quase submissa. Um clamor de alívio. Alívio que só seria alcançado quando fosse possuído.

Reparando nas bochechas coradas de seu homem, Viktor se ajeitou melhor na cama. Ainda não conseguia acreditar que seu querido ômega, que seu amado Yuuri sempre tão reservado, havia pensado com carinho, e se vestido daquela forma, não esquecendo que a ele, aquele fetiche era o qual mais gostaria de realizar e... E ali estava seu delicioso marido, com um traje negro rendado.

"Um perfeito coelhinho a ser devorado pelo lobo mau!" - pensou Viktor ao salivar, imaginando-se tendo aquele corpo tentador abaixo do seu. Sendo devorado e reivindicado por ele! Levando sua mordida de acasalamento, mostrando ao mundo a quem aquele maravilhoso ômega pertencia.

- Yuu-ri... – cantarolou ao reparar que o japonês parecia ter travado onde estava. – Moya snezhinka, não é o momento para sentir-se envergonhado. – ciciou Viktor. O platinado conhecia-o muito bem, e entendia que este era mais discreto, que gostava de ser recatado, mas ele também sabia que quando seu ômega se libertava desses paradigmas, deixando que seu lado animal tomasse o controle, ele seria como a personificação do deus Eros, o qual ele encenava tão bem quando patinava aquele programa criado pelo russo.

Yuuri mirou seu homem diretamente nos olhos. Seu corpo todo estava quente. Dando um passo, parou, ao notar que o russo havia se adiantado um pouco, ficando apenas com a pequena cueca escura que gostava de usar. O desejo do alfa marcado pela peça, o rosado da cabeça gorda do pênis escapando pela borda, como se quisesse afrontar, quiçá, provocá-lo mais ainda.

Mordiscando o lábio inferior, o japonês deu novo passo, desta vez dando um leve giro em seu próprio eixo, algo que sabia, iria aguçar a curiosidade de Viktor, pois tinha certeza que este não teria tempo para observar a tudo que aquela roupa tinha.

Seus detalhes!

Sabia estar brincando com fogo, mas não se importou. Adorava entrar nas provocações do alfa, e a provocá-lo também. Tinha noção do que poderia lhe acontecer, mas ao sentir os feromônios massivos de seu companheiro, e o seu próprio a misturar-se com perfeição, estava se deixando levar pelo momento.

Desejava ser daquele alfa! Só dele! Ter sua marca sobre sua glândula delicada! E deixar a sua sobre a de Viktor!

- Alfa... – ronronou ao dar mais alguns passos e chegar bem próximo aos pés da cama onde o alfa permanecia embasbacado. Yuuri não queria soar como uma pessoa que não era, mas ele sabia que Viktor adorava quando ele deixava seu lado mais lascivo vir à tona. Assim, por quê não presentear aquele, que agora era seu marido, com uma surpresa em forma do fetiche que este sempre compartilhou consigo? – Gostou do que vê, alfa? – perguntou ao bater os cílios e lhe sustentar o olhar que o devorava.

- Delicioso, ômega! – Viktor respondeu ao sentir seu alfa patear mais uma vez desejando assumir o controle e se lançar sobre o outro homem. – Venha cá! – roncou ao abrir novamente os braços. Ao notar o ar galhofeiro e, ao mesmo tempo, sedutor do moreno, entendeu que o mesmo não iria atendê-lo logo de cara, e pôde comprovar isso ao se regozijar com o movimento feito pelo outro patinador naquele exato momento.

As mãos deslizando lentamente pela lateral do corpo, subindo pelo corselet, passando pelo centro de seu próprio tórax, alcançando o queixo e tocando levemente com a ponta dos dedos indicadores e médios o lábio inferior sem desviar seu olhar do alfa, que parecia haver perdido sua voz.

Mordiscando o lábio inferior, deitou a língua levemente para fora da boca deixando que os dígitos fossem lambidos e praticamente sugados para o interior daquele desfiladeiro aveludado, quente e úmido.

- Yuu-ri... não provoque! – grunhiu Nikiforov ao se remexer na cama. A cueca parecia lhe incomodar. O platinado queria ter seu falo pulsante liberado e se enfronhar nas entranhas quentes de seu ômega. – Meu ômega! Você é perfeito para mim! Venha! – insistiu, agora não pedindo, mas sim, ordenando. – Não me faça ir até ai! – ameaçou ao se levantar, mas parando sua ação ao notar que o moreno aceitara seu pedido, e subia pelos pés da cama sobre o colchão.

Inebriado pela visão do ômega usando aquele traje sensual, e de gatinhas seguindo em sua direção, o alfa lambeu os lábios em deleite, e ao sentir o toque gentil na pele de suas panturrilhas, o platinado deixou que o moreno fizesse o que gostaria, contendo mais uma vez os impulsos quase insuportáveis de seu lúpus, que continuava querendo pular em cima do companheiro para reivindicá-lo.

- O que esse coelhinho fofo quer ai? – Viktor perguntou ao notar que Yuuri havia engatinhado até o meio de suas pernas, baixado seu traseiro redondo e farto sobre as próprias pernas dobradas, começando a se abaixar seu tronco, sempre o mirando diretamente nos olhos.

- Quero dar prazer a você, alfa! – Yuuri flertou em resposta ao deslizar suavemente suas mãos com as luvas pelas coxas torneadas de seu marido. Não se importando, e nem se fazendo de rogado, ao deslizar a ponta do dedo indicador da mão direita sobre o volume duro muito mal escondido pelo pequeno pedaço de tecido que Viktor chamava de cueca.

Ao escutar o gemido baixo que escapara pelos lábios do lúpus, o ômega deslizou sobre os lábios muito lentamente a língua, umedecendo a pele rosada em um verdadeiro jogo de sedução.

Deitando a língua para fora da boca, descaradamente a deslizou por cima do tecido, sentindo o pulsar daquele pênis grande e teso. Os gemidos já não tão abafados chegavam até o moreno deixando-o extasiado e o impelindo que continuasse o que estava fazendo.

Yuuri tinha ciência de que provocar Viktor em uma situação como aquela teria sua volta, mas eles sempre faziam aquilo quando estavam sozinhos. Assim, sendo, sem muito pensar, depositou um beijo de boca aberta sobre o pênis do outro.

Sorrindo ao escutar o desabafo em russo, o qual ele preferia nem fazer questão de tradução, pois sabia ser um palavreado impróprio, Yuuri, utilizando seus dentes, puxou a cueca do alfa para baixo, deixando finalmente que o grande e apetitoso pênis saltasse à frente de seus olhos.

- Yuu-ri... Snezhinka! – Viktor gemeu, quase engasgando, em seguida, ao ter seu falo abocanhado pelo moreno. Os olhos com chispas avermelhadas sustentando os cerúleos que brilhavam como o mais bonito e cálido mar, pareciam o desafiar a fazê-lo parar.

Chupando com gosto o pênis do marido, Yuuri relaxou um pouco mais a mandíbula buscando receber melhor as suas investidas que começava a se combinar com as de Viktor, que impulsivamente movia os quadris buscando que seu desejo fosse mais engolido.

Escapando um pouco da pressão exercida pelas mãos que o alfa platinado havia afundado em suas madeixas de cor ébano, o ômega deslizou os lábios, substituindo-os por sua língua, ora pelo roçar de seus dentes, sempre mirando com desejo e querendo saber se tudo o que estava fazendo estava do gosto de seu alfa.

Em seu peito, seu ômega começava a ronronar satisfeito, pois podia notar nas feições relaxadas do alfa o prazer e a satisfação de ver seu homem lhe dando tal atenção.

Ao sentir o toque gentil dos dedos longos e finos em seu rosto, Yuuri virou um pouco a cabeça, deixando que seus lábios tocassem a ponta dos dedos do platinado.

- Você quer sua surpresa, Vitya? – perguntou, e sem deixar que fosse respondido continuou. – Alfa, você quer o seu presente? – insistiu ao mirá-lo com volúpia. – Você me quer? – Yuuri ciciou ao deslizar os lábios pela extensão do pênis do alfa, e mais uma vez sorriu ao escutar os resmungos e arfares do mesmo.

- Ah! Yuu-ri! – Viktor gemeu ao sentir novamente o roçar dos dentes na pele delicada de seu membro. E como se estivesse hipnotizado não perdeu o momento quando o moreno beijou a cabeça rosada de boca aberta, haurindo o pré-gozo que escapava em passadas lascivas da língua irrequieta.

- Hmm... o esperma de Vitya! – ciciou Yuuri ao voltar mais uma vez os olhos para seu marido, recostando seu rosto no falo pulsante, deixando os lábios roçarem na pele sensível do pênis do alfa. – Aqui é seu ponto sensível, né? – questionou ao roçar os lábios quase na base do falo com o baixo ventre.

- Yuuri... – a voz grossa, levemente rouca, do platinado chamou a atenção do ômega que parecia mais interessado em realmente ver seu homem descontrolado.

- Fiz algo errado, Vitya? – questionou o japonês fazendo sua melhor carinha de desinformado. O sorriso matreiro e sedutor a iluminar-lhe o rosto bonito. – Diga a verdade! – pediu para prosseguir sem esperar respostas. Aquilo já estava virando uma constante entre eles no jogo da sedução. – Eu sei que seu ponto sensível é bem aqui! – e mais uma vez deixou os lábios roçarem a base do pênis pesado e ereto do alfa.

- Yuuri, não me provoque! – ciciou o platinado. Suas pupilas estreitas como se estivesse em seu rut. O lobo alfa lúpus havia tomado o controle. Deslizando as mãos pelas costas do moreno, sentiu em deleite o tecido rendado apertando a pele que ele iria fazer questão de deixar toda marcada por beijos, apertões e mordidas. Sorrindo malicioso ao escutar o arfar do marido, deixou que suas mãos parassem na cintura esguia, e com um movimento rápido, o levantou o mínimo possível para colocá-lo de lado, tendo assim um pouco mais de acesso à farta anca arredondada.

Yuuri, assustado, deixou que um grito escapasse por sua garganta. De olhos arregalados, tornou a gritar ao sentir o tapa bem dado em uma das bandas de sua bunda.

- Dói, Vitya! – choramingou ao mirar o alfa, e ver este com o olhar predador.

- Se vai me provocar, moya lyubov', tem de se lembrar que dois podem jogar esse jogo! – Viktor respondeu matreiro. Com um movimento rápido, baixou a calcinha usada pelo ômega. Quase engasgou ao notar que o rabinho fofo e chamativo não estava preso nesta. – Yuu-ri... Ah! Seu danadinho! Realmente, o ômega perfeito para mim! O ômega que sabe tudo o que eu mais quero. Que conhece todos os meus fetiches... todas as minhas facetas! – ronronou ao puxar um pouco a base do plug e fazer o ômega gemer mais alto. O prazer proporcionado pelos lábios ao vibrar na base de seu pau quase o fazendo gozar.

- Você gostou? – perguntou Yuuri ao arfar, apenas para ter certeza do que já havia notado. Havia, sim, acertado em fazer aquilo para o marido.

- Puta merda, Yuu-ri! – Viktor ululou ao ter a base de seu falo mordiscado. - Eu amei! Agora, seja bonzinho e me faça gozar! – e para enfatizar o que dizia, com o auxílio de uma das mãos, balançou um pouco o falo bem à frente dos olhos do japonês, e para dar-lhe motivações, puxou a base do plug com o rabinho fofo, voltando a enterra-lo nas entranhas do moreno.

Arfando, Yuuri pensou, antes de abocanhar o falo pulsante mais uma vez, em ser mais ousado ainda. Com um sorriso arrebatador, deslizou uma das mãos para a base do membro alfa, tocando as bolas com gentileza, tornando a olhar para o russo.

- Yuuri! - exclamou, quase explodindo de tesão.

Sem dar respostas, o ômega girou o corpo um pouco expondo seu membro enrijecido.

- Vitya, eu preciso tanto de você! – choramingou ao sentir o plug ser enterrado mais uma vez dentro de si.

Entendendo o que seu coelhinho queria, Viktor girou um pouco o corpo, se ajeitando melhor, ficando com seu rosto a altura do falo rosado e pequeno de seu ômega. Continuando a estocar o plug no interior que almejava logo estar se enfronhando, o platinado deslizou sua outra mão para o pênis que cabia perfeitamente nela.

- Vitya! – gemeu Yuuri, ao mesmo tempo que o alfa, que tinha também seu pênis manuseado pelas macias mãos do marido.

- Santo céu, Yuuri! – o patinador mais velho arfou antes de finalmente abocanhar o pau rosado e o sugar com gosto. Depositando beijos, lambidas e mordiscadas sobre a extensão do membro teso, sorriu ao sentir o corpo menor à frente do seu estremecer. – Goza pra mim, snezhinka! – pediu ao sapecar um beijo de boca aberta sobre a cabeça do pau de seu homem.

Arfando, o japonês voltou seus olhos para poder ver seu marido abocanhando mais uma vez seu pênis, e seu coração descompassou apenas por poder presenciar quando seu membro teso e pulsante desaparecia naquela cavidade quente, úmida e aconchegante. Sentindo seu corpo todo estremecer, Yuuri tentou se manter mais um pouco, mas com um gemido alto, buscou por ar ao sentir sua carga grossa e espessa ser sugada com avidez pelo marido.

- Hmm... sempre tão bom para mim, malysh! – gemeu Viktor ao terminar de limpar o pênis do japonês. – Você é perfeito para mim, lyubov'! Ouso em dizer que fomos feitos um para o outro! Não foi preciso que o imprinting houvesse acontecido. Nós nos escolhemos sem sofrermos a priori com os desígnios verse! – mordiscando a coxa roliça, sorriu ao escutar o gemido de dor que reverberou por seu pau ainda na boca do outro. – Chega, malysh! – voltando os olhos na direção do ômega, o alfa, por fim, ordenou.

Um tanto confuso, o japonês volveu seus olhos na direção de seu homem. Não foi preciso dizer mais nada, bastava apenas um olhar para se entenderem em diversos momentos, e aquele era um desses. Assim, afastando um pouco das coxas do platinado, Yuuri endireitou um pouco o corpo com a ajuda do lúpus. Recostando-se nos travesseiros macios, mordiscou o lábio inferior ao ter o alfa bem próximo a si. Esticando uma de suas pernas, deslizou o pé pelo peitoral trabalhado de Viktor, para logo em seguida sorrir ao notar o estremecimento do outro.

Viktor puxou a perna para si, sapecando beijos no peito do pé, subindo pelo tornozelo até a panturrilha.

- Vitya... – Yuuri o chamou, inebriado, ao sentir os dentes sobre sua pele da panturrilha. – Não me deixe marcado! – pediu ao deslizar as mãos pela renda bonita do corselet. – Você tem tanto para se entreter, e dar atenção em vez de deixar marcas ai. – batendo os cílios algumas vezes, tentou usar seu charme ao gingar um tanto os quadris para dissuadir o alfa.

Fixando seu olhar nos mamilos túrgidos, mais uma vez se sentiu salivar. Estava ficando impossível controlar-se mais! Queria sugá-los, mordiscá-los, dar prazer ao seu homem. O prazer que ambos mereciam sentir!

Abrindo as pernas, e os braços, o ômega tombou um pouco a cabeça para baixo do lado direito, mostrando seu pescoço em submissão, e em um convite mudo.

- Ah! Malysh! Eu vou te foder tanto, que amanhã cedo você não conseguirá caminhar direito! – Viktor profetizou ao retirar sua cueca e lançá-la para um canto. Se acomodando entre as pernas do ômega, o abraçou como se fosse a última vez. Como se quisesse fundir seus corpos em um só sem unirem-se carnalmente.

Roçando seus sexos, e o beijando ardorosamente. O russo sapecou vários beijos e lambidas nos lábios do menor, mordiscando a orelha e raspando lentamente os caninos em evidência sobre a glândula delicada, apenas o lembrando que muito em breve, ali, ele teria uma linda marca de acasalamento.

Deixando um caminho de beijos do início da clavícula até os mamilos de seu homem, Viktor regozijou-se ao escutar o gemido de dor e prazer assim que abocanhou o primeiro mamilo, o sugando com desejo e enlevo. Ao sentir suas costas sendo riscadas pelas unhas de seu marido, um gemido dolorido escapou pelos lábios do alfa ainda sobre o mamilo castigado.

- Vitya, onegai! – implorando, totalmente embriagado de prazer, Yuuri arqueou os quadris querendo com isso demonstrar o quando o queria dentro de si.

- Diga-me o que você quer, lyubov'! Seja mais especifico para que eu possa lhe atender! – provocou o alfa. Claro que ele sabia o que seu marido desejava, todavia, Viktor queria a entrega de seu homem.

- Eu o quero...

- Me quer? – perguntou ao se fazer de desentendido.

- Pelos céus, seu alfa tonto, eu te quero dentro de mim! – praticamente pranteou ao, mais uma vez, arquear os quadris. Os pelos do rabinho de coelho roçando entre os corpos.

- Paciência é uma virtude, snezhinka! – ronronou cinicamente. Mordiscando o lábio trêmulo de seu coelho sapeca, Viktor ficou entre as pernas do moreno. Um pouco antes de retirar o plug de dentro de seu marido, mirou-o com interesse querendo poder tirar uma foto dele daquele jeito apenas para guardar como recordação daquela noite maravilhosa. Se esticando, pescou seu celular esquecido na cabeceira da cama.

- O quê? – a pergunta morrendo na garganta de Yuuri ao se ver enquadrado pela câmera do celular de Nikiforov. – Não, Vitya! – reclamou sem demonstrar muita convicção!

- Para nossas recordações! – proclamou o platinado.

O ômega sabia que seu lúpus nunca iria mostrar aquilo para outrem, até mesmo por isso, já havia voltado a relaxar.

Sem mais nenhuma palavra, sentando sobre suas próprias pernas, Viktor puxou o corpo menor para que as costas do moreno estivessem recostadas sobre suas coxas, e com os braços envolvendo a cintura esguia.

- Viktor! – Yuuri se surpreendera. Seus olhos muito abertos observaram quando o marido com muito cuidado o livrou do plug anal, e prendendo a respiração, soltou tudo em uma bufada ao sentir a língua travessa e devassa deslizar pelo seu ponto doce até a base de suas bolas.

Segurando forte nos lençóis, o ômega se remexeu um pouco, mas foi contido por Viktor, que continuava a lhe dar prazer.

O pênis do ômega, mais uma vez, estava em riste, gotejando pré-gozo, e Yuuri tinha certeza que iria gozar mais uma vez sem nem ter seu falo tocado.

- Ah! Vitya... Vitya... onegai! – o ômega choramingou outra vez. Ele estava se aproximando mais uma vez de novo orgasmo. – Eu vou gozar! Vi-tya! – a voz subindo uma oitava ao finalmente ter jatos sobre o peito e também no rosto de seu próprio sêmen.

- Como eu te quero muito! – Viktor deixou escapar ao dar a última lambida no buraco escorregadio pronto para deslizar um digito nele.

- Vitya, é o suficiente, coloque o seu... – começou Yuuri ao se engasgar com o prazer. – Ah! Ah! Vitya, eu o quero dentro de mim! – implorou.

- Meu ômega! Sempre bom para mim! – murmurou ao ajudar o moreno a se deitar novamente na cama, e com um movimento rápido, se ajeitar entre as pernas do marido deixando que seu falo roçasse no ponto doce, fazendo-o deslizar no slick.

Dando-se por satisfeito, Viktor pressionou a cabeça gorda de encontro ao anel de nervos, e suspirou, juntamente com o marido, assim que a cabeça rosada conseguira vencer a entrada, e deslizando lentamente, se enfronhou até sentir suas bolas batendo nas nádegas robustas do ômega.

Se abraçando ao esposo, Yuuri gemeu languidamente ao sentir-se todo empalado, cheio, mas feliz!

- Ah! Vitya... não faz assim! – pediu entre arfares ao ter seu mamilo mordiscado e chupado com mais força. – Dói...

Mirando o amado com interesse, o platinado pareceu não dar muita atenção, pois sabia que mesmo reclamando, aquilo era muito prazeroso para ambos. Sorrindo, regozijou-se ao sentir a respiração do amante engatar assim que começara a se mover, desenfronhando e se enfronhando mais forte, mais fundo.

Arranhando as costas do platinado, Yuuri passou as pernas sobre os quadris do alfa, o prendendo dentro de si, tentando com isso que este fosse mais fundo.

- Alfa! Alfa... Aí! Bem aí! Ah! – gemeu incontrolavelmente ao ter sua próstata acertada várias e várias vezes. O prazer se intensificando.

Buscando com seus lábios pelos do alfa lúpus, se enredou no idílio amoroso, sentindo como se fosse massinha de modelar. Seu corpo reagindo, e agindo conforme o alfa queria.

As estocadas mais fortes quase o faziam perder o fôlego, mas Viktor não iria parar, ele queria dar mais prazer a seu parceiro, e a si mesmo! Reparando como seu ômega lhe oferecia o pescoço, sentiu sua boca encher de saliva. Deitando a língua para fora, lambeu com voracidade a glândula delicada preparando-se para ali cravar seus caninos que já haviam baixado.

- Como é bom dentro de você! Como eu te amo, meu Yuuri! – ronronou bem próximo ao ouvido do marido antes de abrir bem a boca, e cravar os dentes forte e bem profundo, sentindo o gosto metálico tomar conta de seu paladar.

Por alguns minutos, que pareceram uma eternidade, ele forçou-se contra o ômega. O grito alto dolorido que se escutou, juntamente com o aperto em seu pênis, fazendo o alfa, em deleite, se derramar nas entranhas macias, sentindo seu nó se formar prendendo a ambos.

Gemendo baixinho ao sentir as unhas cravadas em seus ombros, deixou a voz aflorar em um lamento ao sentir as presas finas do marido sobre sua glândula o marcando também.

Com um sorriso satisfeito, começou a lamber a ferida causada em seu companheiro, sentindo quando Yuuri lhe fazia o mesmo.

- Te amo! – sussurrou bem próximo ao ouvido do ômega.

- Também te amo, Vitya! – Yuuri sorria cansado e um tanto dolorido. Sabia que no outro dia, talvez, mancaria um pouco, mas não iria se importar, não mesmo. Aquele era um preço muito pequeno a ser pago tendo em vista que agora ele era de Viktor, e Viktor era seu!

Uma paz começava a tomar conta dos amantes, poder sentir os sentimentos um do outro era muito novo, mas ao mesmo tempo reconfortante.

Girando o corpo com cuidado, Viktor levou Yuuri para cima de seu peito. Presos um ao outro ainda, Yuuri relaxou deixando as pernas descansarem ao lado do corpo de Viktor, a cabeça sobre o peito largo, ouvindo as batidas fortes daquele coração de ouro. Uma corrente de sentimentos os envolviam, parecia um intrincado de informações, sensações, mas era ao mesmo tempo tão bom!

- Obrigado! – sussurrou Viktor antes de perceber que Yuuri estava quase adormecendo. – Nunca imaginei que você atenderia um pedido de fetiche dessa forma! Te quero tanto, malish! – falou, emocionado, sem notar que o homem em seus braços sorria feliz voltando a fechar os olhos mais uma vez.

"Uma próxima vez, Vitya, será você a satisfazer um de meus fetiches!" – pensou Yuuri antes de se deixar levar pelo cansaço, adormecendo nos braços fortes de seu, agora, marido!

- Minha nossa! Que lua de mel! Que lua de mel! - ainda vangloriou-se o russo mais sortudo do mundo, antes de adormecer também, como um lobo em pele de cordeiro, abraçado ao seu único amor.

oOoOoOo

Lembretes e Explicações:

Malysh: achei com vários significados para tradução. Aqui estou usando como querido!

Moya Snezhinka: Meu floco de neve

Moya Lyubov`: Meu amor

Slick: Já busquei em diversos sites, uma explicação que fosse compreensível para quem nunca caminhou pelo lado pink da força das fanfics ABO, sobre várias coisas e situações. E confesso que quase todos os ficwriters, e mesmo em jogos de RPG's um senso comum parece existir. Claro que como não há uma regra a ser seguida, cada qual tem seu livre arbítrio para escrever sobre esse vasto tema.
Li em várias fics, e até mesmo em sites que a lubrificação que os ômegas tem, é chamado de Slick! Eles produzem essa lubrificação naturalmente, alguns dizem que tem maior abundância quando chegam no ciclo de calor expelindo feromônios que podem deixar os alfas excitados, mas já vi que essa lubrificação também pode acontecer quando um ômega está excitado. Novamente entramos naquela coisa de que cada ficwriter pode usar o seu bom senso e seu livre arbítrio para criar o seu texto. E eu espero ter achado meu caminho nesse lado pink, e acerte nos termos. Se algo estiver equivocado, arrumarei assim que possível.

Rut: O rut (cio), é mais agressivo que o normal. E muitas vezes se o mesmo não tem um soulmate (parceiro destinado), prefere passar sozinho, a base de supressores, ou até mesmo sofrendo os efeitos colaterais do que o ciclo pode lhe causar. Calmantes para alfas, não fazem um efeito tão bem, como para os alfas comuns, podendo até mesmo ter um efeito colateral contrário. O tempo de duração deste, é de três a no máximo cinco dias, também sendo de seis em seis meses.

Momento Coelha Aquariana no Divã:

*ouvindo Her me now do Alok e tentando arrumar a fic para colocar no ar, mas o sono e um certo escorpiano parecem atentados por demais nessa noite colorosa*

Se você tentar puxar meu PC da parede e eu perder o restinho do que estou arrumando, Kardia, te juro por São Yaoi, que nunca mais escrevo com você e Dégel! *ameaçando o escorpiano que estava prestes a puxar a tomada*

Kardia: Eu nem ia fazer isso! Você é muito neurótica! *revirando os olhos* Eu só quero saber se a tomada do pc é de três ou dois plugs! *sorriso diabólico*

Ah! Sim, claro! Eu querendo saber quando vou colocar o Dedé com outro homem sem ser você! * estreitando os olhos* Desliga meu PC e eu faço o pior acontecer...

Kardia: Ora mas... que... Dégel! Nãoooo...

*aquariano arrastando o esquentado para longe*

Dégel: Cada vez mais eu penso que o calor insuportável está fritando seus neurônios! Bora que a loirinha tá brava!

Brava é apelido! Humph...

But... the show must go on!
Obrigado por você que leu minha fic, e que por aqui chegou! Se gostarem dessa pegac... digo fic, deixem seus comentários. Ficwriter feliz escreve mais.

Assim... sem delongas, até a próxima
Bjs
Theka Tsukishiro