No embarque para Hogwarts, mais uma vez, iríamos nos separar no início, pois eu e Rony iríamos ao vagão dos monitores para a reunião inicial do ano. Procurava me convencer que encontrar Malfoy estava ficando mais fácil desde que eu melhorei e me senti mais segura. Ainda que esses episódios me abalassem, isso aconteceria cada vez menos.

Pensei no que havia conversado com Gina. Ela estava certa, namorar ia me fazer bem. Não um namoro a distância, com Krum, mas com alguém perto, de quem eu goste de estar junto - e pensei em Rony, que me seguia enquanto nos dirigíamos ao vagão de monitores.

Eu gostava muito de Rony, ainda que de uma forma diferente da que gostava de Draco, menos visceral, menos intensa. Draco era alguém com quem eu nunca iria ficar muito menos namorar, disso eu tinha certeza absoluta. Assim, precisava procurar uma saída, alguém que pudesse estar próximo, que fosse carinhoso comigo… Ah, você está certa, Gina, ter um namorado iria me fazer muito bem.

Andava absorta nesses pensamentos, mas precisava me concentrar e me preparar para a reunião em que enfrentaria Draco no vagão de monitores. Até me arrumei um pouco, de forma discreta - mais o cabelo, deixei-o mais liso e trançado de forma natural. Será que ele e Pansy iam ficar se acariciando, como da outra vez? Eu estranhei, pois não havia recebido ainda o sinal do Synchro - nenhuma abelha, nenhum mel. O que será que isso queria dizer?

Chegamos ao vagão, e nem Draco, nem Pansy estavam lá. Tania Wildsmith e Andrew Wallace agora eram os monitores-chefes. Eles apresentaram Terence Higgs e Dafne Greengrass, que seriam os monitores do sexto ano da Sonserina. Agradeci intimamente quando Ana Abbott, da Lufa-lufa, perguntou se Draco e Pansy não iriam continuar, já que não teria coragem para isso. Wildsmith informou que Draco pediu para sair e Pansy resolveu acompanhá-lo (o que não surpreendeu ninguém).

Eu conhecia Higgs e Greengrass apenas de vista nas aulas compartilhadas, e ambos me pareciam típicos alunos da Sonserina: um pouco arrogantes e condescendentes, mas pelo menos eram educados, e exerceriam suas tarefas de monitores de forma mais responsável do que Malfoy vinha fazendo - era o que eu esperava, pelo menos.

Ao retornarmos ao nosso vagão, encontrei Andressa Stone no corredor, vestida com o mesmo moletom com as abelhinhas com que a surpreendemos durante a ronda no ano passado. Ela nos cumprimentou rápido, bastante sem graça - aliás, quase nunca topei com ela após aquele episódio, e tenho certeza que ela mudava de caminho sempre que encontrava eu ou o Rony pela frente. Mas não importava, pois ela estava ali apenas para transmitir uma mensagem que ela mesma desconhecia.

Vi Malfoy com seus amigos no vagão da Sonserina quando passamos por lá, e Pansy estava ao lado dele (talvez por não ter tido ainda a chance de pular no seu colo). Ele fez um gesto obsceno para Rony e me ignorou.

Ao chegarmos no nosso vagão, Rony contou a Harry o encontro com Malfoy, e que estranhou o fato dele não ficar se exibindo ou intimidando os alunos do primeiro ano. Comentei que ser monitor era uma brincadeira que havia perdido a graça, ele deveria preferir os tempos da Brigada Inquisitorial. Mas parecia meio estranho essa desistência, não se encaixava no perfil de Malfoy.

Mais tarde, quando Harry nos contou sua incursão com a capa da invisibilidade no vagão da Sonserina, algumas coisas começaram a fazer sentido. Primeiro, o grau de animosidade entre os dois estava pior, apesar de Harry não notar nada especial. Para ele, Malfoy o odiava como sempre odiou, sem novidades.

Ele não deu nenhuma atenção particular ao fato de Malfoy ter pisado no seu rosto quando ele estava indefeso e quebrado seu nariz, mas isso me deixou enojada. Harry reagia como se fosse o resultado de um empurrão na disputa pelo pomo dourado. Talvez eu estivesse exagerando, já que não era nada que um Episkey bem aplicado não resolvesse, mas o fato me impressionou e entristeceu.

Sobre o que Harry contou ter ouvido, para mim ficou claro que Malfoy estava se exibindo para Pansy. Reprimi a vontade de perguntar de que maneira ele estava deitado no colo dela, onde a cabeça estava apoiada, se ela acariciava os cabelos dele ou coisas assim, irrelevantes para alguém que não estivesse com ciúmes de Draco Malfoy.

Harry interpretou as palavras de Malfoy como uma confirmação de que ele tinha algum tipo de missão como Comensal da Morte, o que eu e Rony achamos fantasioso demais. Para mim, isso era sinal de que a animosidade que os dois tinham desde o primeiro dia de Hogwarts piorava a cada ano. Não conseguia imaginar que utilidade Voldemort poderia ter para um garoto de dezesseis anos.

O que Voldemort sentia e seus métodos estavam além do que eu conseguia imaginar, e se tivéssemos a mesma familiaridade de Harry com a sua personalidade doentia, teríamos visto que Harry estava certo desde o princípio. Eu não fui capaz de perceber isso, e naquele momento o que mais me incomodou (além de Pansy) foi Draco ter dito que não ia estar na escola no ano que vem.

Confesso que isso me abalou. Hogwarts era nosso ponto de encontro, como dois passageiros de trens que vão para direções opostas e notam a existência um do outro de maneira fugaz, quando trocam olhares ao cruzarem uma estação, cada qual no seu vagão. Se ele saísse da escola, sairia da minha vida, e eu não teria o consolo de captar com o canto dos olhos o movimento de um borrão platinado numa bancada distante durante a aula de Poções.

Talvez, se não estivesse tão imersa nesses sentimentos, pudesse ter ajudado Draco. Mas não foi assim que o Fatum se configurou para nós. Eu não sabia o que ele estava passando, não tinha a menor possibilidade de saber. Seus sentimentos estavam bem guardados sob a capa do cinismo que ostentava habitualmente. Eu seria a última pessoa do mundo com quem ele dividiria alguma coisa, não tínhamos nenhuma proximidade, apenas inimizade. Ele não teve coragem de se abrir nem com seus amigos mais próximos, sempre ocupado em manter sua máscara.

O seu ódio por Harry crescia e se tornava quase palpável. Harry contou que, quando Draco pisou no seu rosto, disse que isso era pelo seu pai - Lúcio Malfoy estava preso em Azkaban desde o episódio do Ministério, e Draco culpava Harry por isso. Nem eu, nem ele, poderíamos imaginar que não era apenas pelo pai que Malfoy se sentiu tão vingado em machucar Harry de forma covarde. Ele não poderia ouvir o nome que Draco murmurou apenas em pensamentos - o meu.

A aula de Poções era o local mais próximo do salão de chá de Madame Puddifoot que eu e Draco Malfoy frequentaríamos juntos - pelo menos, era a certeza que eu tinha na época. Era a primeira aula com o professor Slughorn, e mesmo que não tivesse notado o enorme frasco cor de âmbar com estruturas hexagonais e esbranquiçadas, cuja etiqueta indicava que se tratava de favos de mel de abelhas africanas, logo na entrada da sala, tinha certeza que iria encontrar Draco ali, uma vez que ele havia obtido os NOMs para prosseguir na disciplina. Já mencionei que ele era muito inteligente, e seria o melhor aluno da turma se não estudássemos juntos.

Senti a familiaridade de voltar a velhos hábitos, ainda que a turma fosse reduzida e agora reunisse alunos das quatro casas. Procurava ficar em uma posição que não permitisse que ele me olhasse de frente, identificando alguma superfície em que visse o seu reflexo para poder observá-lo, o que seria mais fácil de disfarçar caso ele me olhasse.

Ele estava recostado com os colegas da Sonserina (não com Crabbe e Goyle, que foram reprovados nos NOMs, obviamente). Parecia triste, estava cabisbaixo, como se seus pensamentos estivessem longe dali. Não havia sinal daquela atitude arrogante e das provocações com os colegas, muito menos do sorriso cínico.

O professor Slughorn havia preparado algumas poções e nos fazia perguntas sobre elas, e levantei a mão para responder, como de hábito. Identifiquei a Amordentia, a poção do amor que estava borbulhando na bancada, para a qual o grupo olhava com ar meio absorto, principalmente as meninas, que pareciam inspirar um pouco mais fundo o vapor que se desprendia do caldeirão.

Falei de forma rápida e segura (como é minha característica) que ela mudava de cheiro dependendo do que a pessoa gostava - no meu caso, grama cortada, pergaminho novo e… parei, meio sem jeito.

Eu não poderia mencionar o cheiro que estava sentindo. O perfume fresco e amadeirado, de cedro, sândalo e musgo, formulado especialmente para seu proprietário a partir de ingredientes raros. Perfume cujas notas de fundo permaneceram em minha mão no dia do tapa na cara, que senti no corredor e que me hipnotizou no Baile de Inverno. Perfume que senti no dia da ronda no corredor, quando ele se aproximou demais e se insinuou para mim. Perfume que não era só das notas essenciais mas trazia o seu cheiro impregnado, que tomou conta da sala de aula e da minha alma, o perfume de Draco Malfoy.

Sentir esse perfume era quase uma confissão de culpa, e agradeci aos céus quando o professor tampou o caldeirão, encerrando a ameaça na pequena cela aquecida e resguardando seu conteúdo precioso dos olhares cobiçosos. Slughorn explicou as propriedades da Amordentia, e aconselhou Malfoy e Nott, que riam descrentes dos seus efeitos, a não subestimar o poder do amor obsessivo. Notei que uma sombra passou sobre o rosto de Draco - ou talvez fosse um vapor, já que o observava pelo reflexo na vitrine de ingredientes.

Foi nessa aula que Harry pegou o detestável livro de Poções do Príncipe Mestiço, o que foi motivo de várias discussões entre nós mais tarde.

A aula continuava, e minha participação fez com que eu entrasse no radar de Slughorn - o que era esperado, já que era a melhor aluna por ali. Ele mencionou que Harry disse que sua amiga era a melhor aluna da turma, mesmo tendo nascido trouxa. Eu fiquei encantada com Harry por isso, e notei que Rony ficou um pouco enciumado. Será que o projeto afetivo com Rony poderia finalmente decolar?

Comecei a encarar de forma mais séria essa possibilidade. Rony estava mais alto ainda, como se isso fosse possível, e ficou com um jeito mais sério com a aprovação nos NOMs. Estava mais atencioso comigo, como se estivesse preocupado em não me aborrecer e até mesmo me agradar. Tive a sensação de que ele abriria a porta da carruagem e faria uma reverência me convidando a subir, caso viajássemos em uma.

Mas não fui a única a perceber a mudança em Rony. Um dia, surpreendi Lilá Brown cumprimentando Rony de uma forma um pouco mais entusiasmada do que o normal, o que ele pareceu não notar.

No dia do teste de quadribol, ele estava muito nervoso, e isso me deixou preocupada. Queria que ele se sentisse mais confiante, pois sabia que Rony deixava de fazer muitas coisas por não acreditar em si mesmo - uma delas seria me beijar, por exemplo.

Assim, pensei que ele não suportaria perder a vaga de goleiro no time de quadribol, ainda mais para um arrogante encrenqueiro como McLaggen, que daria trabalho a Harry enquanto capitão do time. Sem pensar muito, joguei um feitiço Confundus em McLaggen, que perdeu a última defesa, atirando-se num movimento na direção oposta da bola (até hoje ele deve estar tentando entender como pode ter feito isso). Rony conseguiu a posição, para alívio meu e de Harry.

Mas Harry desconfiou do que aconteceu e me confrontou. Não tive como negar, mas aleguei em minha defesa que isso seria muito melhor não só para Rony mas para o time, o que pareceu convencê-lo. Harry nunca precisou de muita ajuda para burlar as regras, eu é que sou o problema, e acho que o assustei mais por ter tomado essa atitude do que pelas consequências dela. Mas todos ficaram satisfeitos, e era isso que importava.

O tempo não estava muito agradável quando fomos à Hogsmeade no primeiro final de semana, com um vento cortante e gelado. Fomos ao Três Vassouras para tomar cerveja amanteigada. Percebi que Rony estava meio chateado por ser excluído do Clube do Slugue, o grupo de que eu e Harry participávamos e que reunia alunos destacados pelo professor Slughorn. Ele estava cercando Harry para ir ao jantar de Natal - meu amigo estava ficando sem desculpas.

Fiquei pensando como seria ir ao salão de chá de Madame Puddifoot com Rony, e parecia algo muito esquisito. Talvez pudéssemos vir aqui mesmo num encontro, pensei, mas mudei de ideia quando observei Rony babando para Madame Rosmerta, a dona do bar.

Todos esses desdobramentos de um namoro, como organizar um encontro e escolher um lugar para ir, eram coisas que me deixavam exasperada, e nessas horas invejava ainda mais a forma descontraída com que Gina lidava com tudo isso.

O que mais me inquietava, no entanto, era o impacto de um namoro na nossa amizade. Se começasse a namorar com Rony, Harry seria automaticamente excluído, e isso seria difícil de lidar. E não era improvável que eu brigasse com Rony - ouvir seus suspiros em direção ao bar era uma confirmação disso.

E se rompêssemos de forma definitiva, como ficaria nossa amizade? Essas coisas me preocupavam e irritavam, pois não podiam ser planejadas com antecedência, como eu gostava de fazer. Era aflitivo arriscar uma coisa tão preciosa quanto a amizade com Harry e Rony.

Estávamos voltando pelo caminho em direção ao castelo quando presenciamos o incidente com Katie Bell. Foi assustador, ela ficou suspensa no ar e depois começou a berrar e se debater. Estava com Liane, que gritava e não sabia o que fazer, até que Harry buscou Hagrid, que a levou para a enfermaria.

A professora McGonagall nos chamou para entender o que havia se passado, e pediu que Filch levasse o colar para o professor Snape examinar. Liane estava abalada e não pôde ajudar muito. Se fosse algum tipo de atentado, como Harry pensava, foi muito mal planejado - estávamos sendo revistados na entrada da escola, e o colar não teria ido muito longe. Seu destinatário era o diretor Dumbledore.

Harry, para meu desespero e de Rony, compartilhou com a professora McGonagall suas suspeitas sobre Malfoy ter sido o autor do feitiço no colar, e ficou decepcionado quando a professora disse que Malfoy havia passado o sábado com ela na detenção por não ter entregue pela segunda vez as suas tarefas de casa. Isso me chamou a atenção, pois Draco não costumava ser displicente com seus deveres - pelo menos, raras vezes eu havia presenciado isso.

A descrença compartilhada entre eu e Rony em relação às suspeitas de Harry sobre Malfoy nos aproximava, mas estava difícil contornar a situação desagradável dele ser excluído do Clube do Slugue, e era claro que isso o aborrecia.

Os membros do clube poderiam levar convidados de fora para o jantar de Natal. Decidi que convidaria Rony, pois assim teríamos uma espécie de segunda chance pelo que aconteceu no Baile de Inverno. Isso também ajudaria a desmistificar o que era o clube, afinal, não acontecia nada muito diferente de ficarmos ouvindo o professor contar sobre como era bem relacionado. Isso, se ele não resolvesse convidar algum ex-aluno que fosse estrela do quadribol, como aconteceu no dia em que convidou Guga Jones, o que teria o efeito contrário em Rony.

Eu estava tentando falar da festa e do convite, e nem sei como a nossa conversa virou uma discussão, com Rony me mandando namorar McLaggen e formarmos o casal de rei e rainha do baile. Com isso, o convite que eu planejava fazer de forma simpática saiu como uma acusação, dizendo que Rony não precisava ir se achava bobagem. Ele ficou satisfeito em saber que pensei em convidá-lo, e apesar de estarmos um pouco constrangidos um com outro, o clima entre nós melhorou.

Mas parece que os altos e baixos não iam parar de acontecer tão cedo em meu relacionamento com Rony. Com a aproximação do jogo de quadribol em que eles iriam enfrentar Sonserina, Rony voltou a ficar com aquele humor sombrio e desesperançado, certo de que iria fracassar, e não conseguia ver mais nada além de uma nuvem negra de desespero e derrota pré-anunciada. Isso era difícil para Harry também, pois sabíamos que Rony era capaz, o que o atrapalhava era sua falta de confiança. Mas utilizar a Felix Felices era ilegal, e tentei impedir Harry de fazer isso.

Rony fez pouco caso do meu aviso e bebeu o suco batizado por Harry, que fez questão de me lembrar sobre o episódio do feitiço que eu havia atirado em McLaggen quando o adverti para não fazer isso. Eu fiquei furiosa com os dois e saí bufando dali, e por pouco não fui assistir ao jogo. Quando cheguei, sentei discretamente com a torcida da Grifinória, e notei que Malfoy não estava jogando. O que teria acontecido?

Rony jogou muito bem, graças aos efeitos da poção (pelo menos, era o que eu e ele achávamos). Grifinória venceu o jogo, e fui falar com eles no vestiário - afinal, era uma vitória desonesta, e não poderia compactuar com isso.

Com surpresa, soube que Harry não havia usado a poção, e por mais que eu acreditasse em Rony, foi com espanto que admiti que ele não precisou da ajuda da poção para vencer. Ele ficou chateado comigo, o que era injusto, afinal ele também não acreditava que iria se dar bem sem a poção. Eu fiquei arrasada pela forma como ele me tratou, e sentia que estava num pingue-pongue emocional.

Fui para a Sala Comunal pegar um livro para sair logo dali, pois a festa barulhenta de comemoração iria se prolongar pela noite adentro. No meio da confusão, vi Rony quase irreconhecível no meio dos cabelos de Lilá Brown, que o beijava com tanta sofreguidão como se sua sobrevivência dependesse disso. Dei meia volta e fugi dali.

Eu estava com raiva e magoada ao mesmo tempo. Era comigo que Rony deveria namorar, era isso que eu havia planejado. Como tudo deu tão errado, e quem era Lilá para entrar assim na nossa vida e romper um equilíbrio tão delicado?

Ao mesmo tempo, do que eu estava reclamando? Será que achava que Rony estaria sempre à minha disposição, pronto para me consolar a cada vez que eu constatasse que não havia futuro para mim e Draco?

Harry me encontrou na sala de aula em que eu havia me escondido. Estava conjurando alguns passarinhos e me distraí observando-os voar em círculos em torno da minha cabeça, como se fossem pensamentos procurando o lugar mais adequado para pousar.

A porta se abriu num estrondo e Rony entrou rindo, puxando Lilá pela mão. Um monitor procurando um lugar tranquilo para dar uns amassos, pensei com rancor, encarando-o. Ele me olhou rápido, e falou alguma coisa com Harry. Fazia tempo que eu não o via tão leve, o que me deixou com mais raiva ainda.

Levantei para sair, dizendo que ele não deveria deixar Lilá esperando-o do lado de fora, e fui em direção à porta. Quando cheguei lá e vi Lilá acenando para Rony, aos pulinhos, minha paciência se esgotou. Virei para Rony, e no feitiço Oppugno que lancei os pássaros o atacaram, para seu espanto e incredulidade.

Bati a porta com força, e me afastei rápido para poder chorar em paz.