Notas iniciais: olá, mundo!
Aos que receberam a notificação e vieram olhar, sejam muito bem-vindos. Aos que estão chegando agora, espero que apreciem a leitura. E aos que não desistiram de "Instinto de Sobrevivência", o meu mais profundo agradecimento.
Eu quero deixar minhas sinceras desculpas pelo sumiço. Depois de ter tido COVID, minha vida saiu completamente do trilho. E ainda que eu tenha seguido escrevendo e até mesmo testado novos horizontes — como as histórias em inglês que escrevi nos ultimos dois/três meses —, sobrevivente e lutadora era o que eu menos estava me sentindo.
IdS não foi apenas a minha volta para o fandom de Harry Potter, mas sim a minha volta à escrita, depois de anos desconectada com a autora que reside dentro de mim. Escrever IdS foi como realizar um sonho — contudo, enquanto tudo isso me acontecia, a vida real também acontecia.
Minha saúde, ainda que hoje esteja relativamente estável, acabou sendo muito afetada pela COVID. E mesmo que IdS esteja finalizanda já há alguns meses, eu não tive condições psicológicas de mexer no que, para mim, é o trabalho mais importante dessa minha "carreira" de ficwriter.
Dito isso, eu realmente sinto muito que, aos que estavam acompanhando essa história, acabaram ficando sem nenhum tipo de atualização ou mesmo notícia. Minha forma de compensar os que ainda têm algum apreço por IdS é, além de voltar a postá-la periodicamente, buscar subir ao menos um capítulo por dia e/ou um capítulo a cada dois dias.
Esse primeiro arco se IdS está finalizado, entretanto eu não vou alimentar esperanças de uma continuação — ao menos não em um futuro próximo. Correndo o risco de me tornar repetitiva (a quem quero enganar? rsrs), IdS marinou em minha mente por quase dez anos, se é que posso definir desse modo. E por mais que eu saiba que o Epílogo escrito não seja, de modo algum, o ponto final dessa história, eu preciso mais uma vez me afastar da ficwriter dentro de mim. Minha intenção é finalizar a postagem de IdS até o final desse ano (2022), entregar um último projeto que estou trabalhando e então colocar a escrita de fanfics, mais uma vez, em stand-by. Honestidade é o que eu venho oferecendo desde o início dessa jornada. IdS tem toda a capacidade de receber uma continuação, mas essa continuação não virá em nenhum futuro próximo.
Dito isso, aos que ainda assim escolherem ficar e acompanhar o que tenho a oferecer, fica registrado aqui o meu muitíssimo obrigada! E quem desejar entrar em contato comigo, meu Twitter e E-mail estão disponíveis na bio do perfil.
Desejo uma ótima leitura!
It's darker than ever, and not even finished yet!
What I didn't do and what fuckin' it did to me, it doesn't matter now
It looks like this!
On the edge of dividing
Wonder what's left of me...
Look what it did to me
(Reliqa — The Halfway Point)
Hermione teve dificuldades para conseguir pregar os olhos, mas depois de algum tempo tentando aquietar a mente o suficiente para que o corpo relaxasse, acabou pegando no sono e só acordou quando ouviu o barulho de pessoas levantando e se movimentando pela Sala Comunal da Grifinória.
Não havia muita conversa entre as pessoas; os Weasley pareciam concentrados em arrumar os sacos de dormir — alguns optaram por tomar um banho enquanto outros esperavam, para que juntos pudessem seguir até o Salão Principal.
Hermione tomou um banho rápido e escolheu um par de roupas com uma tonalidade mais neutra: uma calça jeans escura, blusa preta de mangas e um tênis confortável. Prendeu seu cabelo em um coque perfeito, sem nenhuma mecha solta. Sentindo-se pronta o suficiente para o dia, encontrou seus amigos na Sala Comunal e partiram para o Salão Principal. Hermione, Harry, Ginny e Ron andaram lado a lado, em um silêncio mutuamente acordado, sendo seguidos de perto pelo restante da família Weasley.
O Salão Principal foi organizado durante à noite: as longas mesas e bancos que separavam as quatro casas estavam de volta e muita gente já fazia seu desjejum. A mesa que abrigava os professores ainda não havia voltado ao seu local, então os docentes se misturavam entre civis, membros da Ordem da Fênix e Aurores do Ministério. Hermione observava a todos com atenção, percebendo que alguns grupos estavam mais animados que outros, porém todos mantinham o tom de voz respeitosamente baixo e, de certa forma, ela se sentiu estranha em ver tantos adultos reunidos onde antes apenas crianças ficavam. Não que ainda se considerasse uma criança, mas enquanto cruzava o caminho até o banquete comumentemente farto, aquela sensação de estranheza reverberava por todo o seu corpo; trilhando o mesmo percurso que fez por seis anos como se essa fosse a sua primeira vez, teve sua atenção puxada de volta às pessoas ao seu redor quando ouviu Harry falar:
— Ron, você percebeu que o cabelo daquela criança está mudando de cor toda hora?
Hermione, que estava ao lado de Ron, virou os olhos na direção que o amigo, sem qualquer tipo de sutileza, apontava. No colo de uma senhora que ela nunca tinha visto antes, estava um bebê com cabelos num tom rosa choque. E, num piscar de olhos, as madeixas lisas se tornaram azul-petróleo. Entretanto, quem acabou respondendo à pergunta do amigo foi Gui, que caminhava de mãos dadas com sua esposa Fleur, poucos passos atrás do grupo:
— Aquela é Andromeda Tonks, mãe de Nymphadora e avó de Teddy. Deveríamos ir até lá, prestar nossas condolências. — O tom sério de suas palavras mesclava-se com expressão abalada que ele sequer tentava disfarçar.
Hermione manteve certa distância — assim como todos os outros mais jovens —, dando espaço para que Gui e Fleur se aproximassem de Andromeda Tonks. Não observou atentamente o encontro, optando por manter sua distância e cumprimentar Hagrid, que estava em uma mesa próxima e acenava efusivamente para eles, com um pequeno sorriso e uma breve saudação. Entretanto, quando Harry se aproximou para cumprimentar a tal senhora, Hermione ouviu-a perguntando em um tom que demonstrava certo interesse, ainda que muito velado:
— Então você é o sr. Potter? O padrinho de Teddy?
Voltando os olhos para a cena, Hermione percebeu que Harry havia ficado completamente sem jeito, inseguro com o quê dizer e o quê fazer. A senhora também pareceu perceber a incerteza nas feições de seu amigo, pois levantou-se lentamente e esticou uma mão livre para cumprimentá-lo, com um sorriso amistoso nos lábios:
— Nymphadora comentou uma ou duas coisas sobre você, mas Remus tinha um carinho enorme por sua pessoa. É um prazer finalmente conhecê-lo, sr. Potter.
— Obrigado, sra. Tonks. E… — Com a voz embargada, Harry gaguejou ao falar — Eu sinto muito por sua perda, senhora. Gostaria que tudo tivesse sido diferente…
Hermione percebeu que o olhar da senhora Tonks endureceu ao ouvir as palavras de Harry, alcançando um brilho emocionado sem que lágrimas chegassem a verter de seus olhos. Finalizando o aperto de mão com hesitação, ela respondeu:
— Ambos sabiam os perigos que corriam quando saíram naquela noite, sr. Potter. O que me consola é saber que Teddy crescerá em um mundo melhor, graças aos esforços de seus pais. E que terá ao seu lado pessoas que lutaram com Nymphadora e Remus, como o senhor e… — Ela voltou sua atenção para as costas de Harry — O restante do Trio de Ouro e amigos, é claro. Vocês devem ser os Weasley e a senhorita é…?
Avançando um passo para esticar a mão em cumprimento, Hermione respondeu:
— Granger, senhora Tonks. Hermione Granger. Sinto muito por sua perda…
— Encantada, srta. Granger. — Ela tinha um tom de voz polido, muito característico em todas as famílias de sangue-puro, mas definitivamente havia calor em seu aperto de mão.
Voltando ao seu lugar, Hermione percebeu que o bebê havia começado a se remexer de forma inquieta no colo da avó e, segundos depois, caiu em um choro estridente.
— Está tudo bem, querido. — Andromeda Tonks começou a ninar a criança, voltando brevemente sua atenção ao grupo — Ele está inquieto desde que Dora… — Sua voz falhou por um instante, e ela titubeou antes de perguntar, um sorriso amistoso formando em seus lábios crispados — Gostaria de segurá-lo, sr. Potter?
Harry estava tão nervoso com a situação que apenas abriu a boca para responder, mas nenhum som saiu. Engolindo em seco, ele acabou assentindo lentamente, murmurando em um tom inseguro:
— Eu nunca segurei um bebê antes, senhora.
— Ora, não tem nenhum segredo. Apenas certifique-se de segurar bem a cabecinha dele, apoiando seu braço assim. — Ela instruiu enquanto colocava o bebê nos braços de um Harry muito ansioso.
Alguns segundos de desconforto depois e o bebezinho estava firmemente apoiado nos braços do seu amigo, lentamente diminuindo o choro, ocasionalmente soltando um ou outro fungado. Adulto encarou bebê, conhecendo e familiarizando-se com o toque um do outro. Por mais que sentisse seu coração dolorido em saber que Remus e Nymphadora não estavam ali para presenciar essa cena, Hermione não pôde deixar de sorrir ao ver Harry segurando, com visível reverência, uma das mãozinhas do bebê em seus braços.
Minutos de apreciação depois, o amigo falou em um tom de voz tão baixo que, por um instante, Hermione cogitou se ele não estava apenas pensando em voz alta, ao invés de realmente perguntando:
— Será que Sirius se sentiu assim a primeira vez que me pegou no colo?
Foi Ginny quem respondeu:
— Remus e Dora estariam muito felizes em ver você com Teddy, Harry.
Comentário este que fez os olhos de Harry se levantarem do bebê com um brilho emocionado, numa mistura agridoce de alegria e tristeza.
— Sirius provavelmente precisou se sentar ao te segurar pela primeira vez, sr. Potter. A coragem grifinória dele se estendia até certo ponto, se bem me lembro do meu primo… — Andromeda Tonks falou ao se aproximar para pegar o bebê de volta, com um sorriso brincalhão nos lábios.
Harry, como sempre acontecia quando alguém citava seus pais ou padrinho, lançou um olhar curioso na direção da senhora, ávido para saber mais sobre; ela pareceu perceber seu interesse e, com o bebê de volta aos seus braços, disse antes de voltar a se sentar:
— Será um prazer receber você e seus amigos para um chá, sr. Potter. Remus e Dora deixaram Teddy como seu afilhado, e minha casa sempre estará aberta para quando quiser visitá-lo.
Harry olhou para Ginny, Ron e por último para Hermione. Todos acenaram afirmativamente, oferecendo o apoio silencioso que ele precisava para responder:
— Será um prazer, sra. Tonks. Eu envio uma coruja antes, pode ser?
— Como preferir. Novamente foi um prazer, srta. Granger, srs. Weasley e sr. Potter.
O restante do café da manhã passou sem maiores emoções. Na mesa da família Weasley, todos estavam muito concentrados em bebericar de suas xícaras ou tentando comer alguma coisa — que não fosse pela fome, ao menos pela necessidade de forrar o estômago para as próximas horas do dia.
Hermione se concentrou em seu prato, planejando mentalmente o que faria após o memorial. Sabia que Ron precisava ficar ao lado de sua família e Harry provavelmente o acompanharia, mas Hermione precisava ir visitar os pais. Quase um ano atrás e depois de muita ponderação, havia decidido apagar da memórias deles quaisquer indícios de sua existência e mandá-los para a Austrália, com apenas uma passagem de ida, em uma tentativa desesperada de proteger a vida de sua família.
Seria muito mais fácil e cômodo enviá-los para algum lugar na própria Europa, com por exemplo o interior da Inglaterra, onde os Granger tinham alguns parentes distantes, mas Hermione não poderia contar com a sorte de que os Comensais da Morte não se dariam o trabalho de fazer uma busca pelos seus pais em solo europeu — fronteiras não só estavam sendo monitoradas, como também haviam Snatchers espalhados por todo canto. Não que Hermione fosse mais importante do que qualquer outra bruxa nascida-trouxa, mas como melhor amiga de Harry Potter, ela sabia que sua cabeça valia ouro — e, por conseguinte, a de seus pais também.
Nem Harry, Ron ou qualquer outra pessoa sabia do que ela havia feito. Hermione teve muita dificuldade em manter essa informação em segredo, mas era a vida de sua família que estava em jogo e, mesmo agora, depois da queda de Voldemort, ela não sabia como explicar para os seus melhores amigos que havia apagado sua própria existência da memória de Frances e Mary Granger, transformado-os em Wendell e Monica Wilkins, e mandado-os para o outro lado do planeta Terra.
A bem da verdade, Hermione gostaria de poder protelar sua ida até à Austrália. Todas suas pesquisas antes do casamento de Gui e Fleur Weasley, e o pouco que conseguiu estudar durante os meses que ficaram caçando e destruindo as Horcruxes de Voldemort, sempre a levavam para a mesma resposta: um Obliviate poderoso como o que performou, não tinha nenhum contra-feitiço conhecido. Considerando o fato de seus pais serem trouxas, testar as variantes que existiam para versões mais leves do feitiço seria absolutamente imprudente — acabaria colocando a própria sanidade dos pais em jogo, então essa, infelizmente, era uma questão fora de cogitação.
Mas Hermione precisava encontrá-los pessoalmente, certificar-se que estavam bem e que haviam conseguido se adaptar à nova vida. Se estivessem seguros e felizes, ela queria acreditar que parte de sua preocupação seria amenizada. Contudo, não a culpa de ter roubado de seus pais as memórias de uma parte tão importante de suas vidas.
"Se culpa é o preço que eu tenho que pagar pela vida deles, então que assim seja'', Hermione concluiu em pensamento, percebendo uma movimentação começar a acontecer no salão.
Minerva McGonagall novamente fazia seu caminho até o púlpito, dessa vez acompanhada de perto por Kingsley Shacklebolt, Auror e um dos membros da Ordem da Fênix. Parados lado a lado, de frente para todo o salão, McGonagall fez um movimento com a varinha e o feitiço Sonurus permitiu que sua voz fosse ouvida em alto e bom som:
— Bom dia a todos, companheiros. Espero que tenham conseguido descansar o suficiente e que o castelo tenha sido morada segura nessas últimas horas.
"Os feitiços antiaparatação já foram reerguidos, assim como algumas proteções a mais também foram adicionadas. O castelo ainda não está completamente protegido, entretanto. A reforma completa demoraria dias e tínhamos pouco tempo para arrumar o necessário, considerando que o memorial começará em pouco menos de uma hora. Por isso, peço que tenham redobrada atenção ao andar pelos corredores, para que não tropecem em nenhum entulho e acabem se acidentando.
"Como disse ontem, os jardins de Hogwarts receberão integrantes de toda a Europa bruxa, além de alguns estrangeiros que também foram avisados do falecimento de seus ente-queridos. Hoje é um dia de acolhimento aos que se encontram de luto, e o memorial tem a intenção de perpetuar a importância da luta e do sacrifício daqueles que desafiaram as forças de Voldemort e seu bando.
"Espero que os jardins de Hogwarts sejam um novo lar para todos aqueles que perdemos, mas que também sirvam como lembrança para as próximas gerações sobre as verdadeiras consequências de uma guerra. Afinal, sabemos que daqui alguns anos, apenas as alegrias serão lembradas por aqueles que, felizmente, não perderam um familiar, amigo ou conhecido nesta última batalha.
"Passo a palavra para Kingsley Shacklebolt, grande aliado na luta que travamos nesses últimos anos, pois ele tem avisos importantes a serem feitos à comunidade bruxa. Depois, fiquem à vontade para seguirem para os jardins. O memorial começará em breve."
McGonagall manteve o tom calmo e compassado ao longo de todo o seu discurso. Algumas palavras foram ditas com mais firmeza que outras e, mesmo estando claramente emocionada com o teor de seu pronunciamento, a Diretora da Grifinória não hesitou em nenhum momento. Shacklebolt concordou várias vezes durante o discurso, mantendo um semblante firme e impassível em suas feições, completamente diferente de como Hermione se lembrava dele — aquela faceta não se assemelhava em nada com a postura risonha que conheceu em seu quinto ano.
Recebendo a palavra com um solene aceno na direção de McGonagall, Shacklebolt limpou a garganta antes de começar a falar:
— Companheiros de causa e familiares que aqui se encontram, bom dia a todos. Como Minerva disse, sou Kingsley Shacklebolt, funcionário do Ministério da Magia e membro da organização Ordem da Fênix.
"Neste exato momento em que estamos reunidos aqui, todas as forças opositoras às manipulações e sórdidas ações de Voldemort estão atuando, tanto no próprio Ministério, quanto no restante da Europa.
"Infelizmente alguns dos leais servidores das Trevas escaparam durante a Batalha Final, por isso é meu dever alertá-los que, apesar de Voldemort e alguns Comensais da Morte como Bellatrix Lestrange, Peter Pettigrew e Severus Snape terem sido abatidos, existem aliados das Trevas que ainda estão à solta e podem buscar retaliações.
"Mantenham-se seguros, protejam suas residências e vigilância constante, pois ainda é perigoso para aqueles que pregam a paz entre os integrantes da comunidade bruxa e os trouxas. Qualquer dúvida sobre como proteger melhor suas casas, fiquem à vontade para abordar alguém com a insígnia do Ministério ou algum membro da Ordem. Obrigado a todos pela sua atenção.".
Hermione tensionou os músculos assim que percebeu a seriedade nas palavras de Shacklebolt, mas foi quando ouviu o nome do seu antigo Professor de Poções que precisou prender a respiração, para que não ficasse evidente o pavor que se espalhou em seu peito. Harry, que estava sentado do seu lado, pareceu ter a mesma reação que ela. A troca de olhares entre eles não foi muito útil, já que ambos pareciam estar completamente perdidos com a mais nova informação. Nos olhos de Harry, Hermione podia ver claramente a pergunta que reverberava em sua mente: "Teria Snape morrido no decorrer da madrugada?".
Voltando um olhar ansioso para McGonagall, Hermione tentou ler qualquer sutil indicação que respondesse sua dúvida e acalmasse as batidas aceleradas de seu coração, mas a bruxa mantinha sua postura ereta, seus olhos severos em nenhum instante cruzando com os aflitos de Hermione.
Muitos se levantaram para seguir em direção aos jardins do castelo, deixando-a ainda mais aflita e incapaz de raciocinar claramente. Foi Ron quem a tirou de seus pensamentos:
— Mione? Você não vem? — Ele já estava em pé, olhando-a curiosamente.
Buscando novamente Harry ao seu lado, ela percebeu que o amigo também já havia se levantado e estava de mãos dadas com Ginny, a poucos passos de distância, procurando-a com um olhar aflito por sobre o ombro. Numa decisão rápida e pouco pensada, Hermione respondeu alto o suficiente para que Harry também pudesse ouvir:
— Eu preciso apenas buscar uma coisa no dormitório e então nos encontramos nos jardins, pode ser? — Mas ela não esperou por uma resposta, apenas torceu com todas as suas forças para que Harry tivesse ouvido suas palavras e conseguisse inventar alguma desculpa para sua atitude inesperada.
Em poucos segundos, Hermione estava fora do Salão Principal, correndo na direção das escadas, completamente cega pelo medo de que seus esforços não tivessem sido o suficiente para salvar a vida de Snape.
Notas finais: o próximo capítulo será postado amanhã. Sinta-se à vontade para deixar suas impressões!
