Nerfertari On

Recebi alta do hospital dois dias depois de acordar, a Recovery Girl esteve lá e usou sua individualidade em mim, me recuperei rápido, a UA me deu uma semana para descansar em casa, mais não foi bem em casa que fiquei, passei três dias na minha casa, e o resto dos dias na casa de Mirio.

Meus pais estão sempre no trabalho, acabava ficando sozinha o dia inteiro, Mirio aparecia e ficava me fazendo companhia, ele é bom rapaz, amo muito ele, mais receio que esse amor mudou, algo está diferente, eu sinto, é como se faltasse algo nele, algo que sei bem o que é!

Os pais de Mirio já me conhecia a muito tempo, a mãe dele me paparicava mais do que minha própria mãe. E na hora de dormir eles permitiam eu dormir junto de Mirio, ele quase nunca toma a iniciativa, ele tem muito respeito por mim, então eu tomei a iniciativa durante esses dias.

Eu gostaria que ele tivesse um pouco mais de atitude, principalmente nas posições durante o coito, ele tem uma fixação em olhar em meus olhos durante o sexo, acaba que sempre fazemos as posições básicas, papai e mamãe ou eu sentando por cima, e Mirio é carinhoso na relação, mais se ele fosse um pouquinho mais selvagem, seria perfeito, antes eu não me incomodava com isso, mais depois do que rolou entre eu e o Bakugou, eu não consigo evitar pensar em como foi selvagem, intenso e bruto dentro daquela caverna, os garotos bons te levam ao céu, os garotos maus trazem o céu até você, e naquele dia, o loiro esquentadinho me levou ao paraíso.

Penso nele, fico excitada, e me consolo com o Mirio, eu sou uma garota horrível, devia terminar esse namoro de vez, e ficar solteira, mais o Mirio é o cara certo para casar, e o Bakugou não é, e ele ainda é bipolar e temperamental. Nada que um pouco de insistência para moldar o Mirio do jeito que eu quero.

- Nerfertari?

- Oi. _ escuto a voz da minha sogra. _ Chegamos. _ ela veio me deixar no campos da UA.

- Obrigada pela a hospedagem, e pela a carona.

- Não precisa agradecer filha.

- Você vai entrar comigo? _ pergunto a Mirio.

- É melhor não, já escureceu, e todos devem está descansando das aulas, eu te ligo mais tarde.

- Está bem._ nos despedimos com um selinho rápido, sai do carro e caminhei até a entrada do campos, passei pelo o portão e pelo sistema de segurança, carregava comigo uma malinha de bordo, e minha mochila.

Praticamente me arrastei até o dormitório do 2-A, passei pela a porta e tudo estava escuro, pessoal já deve ter ido dorm-

- SURPRESAAA! _ as luzes se acenderam e vi uma multidão reunida, mais o grito que dei segundos antes dinheiro nenhum paga, tremi até o último fio do meu cabelo platinado.

- Bem vinda de volta a UA. _ o professor Aizawa me diz calmo e com aquela cara de tédio que ele sempre exibe.

- O que é isso? Tão querendo me matar? Eu quase dei um treco aqui! _ todos rir. _ Qual é a graça? Eu to falando uma coisa séria, meu coração quase pifou!

- Desculpa irmã, queríamos te fazer uma surpresa, então avisei a todo mundo que você voltava hoje. _ Nejire se justifica.

- Agora sei porque você me mandou aquela mensagem de "Que horas você vem?" _ ela rir, olho ao redor e vejo a turma do 1-A junto da minha, do terceirão só tinha a Nejire e o Amajiki, que pra mim eles tem um lance.

- Deixa que eu guardo suas malas. _ minha colega me pede e entrego as malas junto da chave do quarto.

- Muito obrigada. _ dei mais uma olhada ao redor, procurava por algo bem específico, e o vejo no fundo da sala, emburrado e com ódio do mundo todo, bem típico do Bakugou.

- Vem, o Sato fez um bolo de boas vindas para você. _ sou puxada pela a Ashido e a Hagakure. _ Ele faz uns bolos deliciosos.

- Sério mesmo? _ me atigiram no ponto fraco.

- Prova._ abocanho um pedaço e estava muito gostoso.

- Parabéns Sato, tá muito bom._ o garoto fica envergonhado

- Obrigado. _ dou mais uma abocanhada no bolo e sou atingida por algo pequeno, porém o impacto me fez cair para trás.

- Que bom que você está bem Hado-san, estou muito feliz por você. _ Mineta falava me abraçando de forma vulgar, enquanto eu estou morrendo engasgada com um pedaço de bolo.

- Sai de cima dela seu tarado de merda._ escuto a voz do loiro, ao mesmo tempo em que ele chuta o Mineta pra longe, sento com dificuldade, respiro rápido em busca de ar, to entalada. _ Água, um copo de água, ela ta morrendo. _ Kirishima trás a água, tomei de uma vez, descendo o bolo para o estômago, respiro descompassado. _ Tudo bem aí? _ ele me oferece a mão para levantar.

- Quase morri engasgada, mais passo bem._ respondo aceitado sua mão, senti minha pele se arrepiar com o contato. _ Obrigado._ olho para Mineta. _ Na próxima vez eu vou de arrebentar tão forte, que você vai chamar pela a sua mãe. _ ele se treme dos pés a cabeça.

- Bem vinda de volta hadou. _ o meio a meio me diz.

- Obrigado Todoroki, agradeço também pela a visita no hospital. _ sorri enquanto o loiro irritado volta para o fundão. _ Agradeço a visita de vocês também, Midorya, Uraraka, Iida.

- Como representante da turma era o mínimo que poderia fazer. _ o Iida faz movimentos com o braço.

- Ficamos preocupados com você._ Midorya diz.

- Que bom que está melhor. _ Uraraka finaliza.

A reuniãozinha está indo tudo muito bem, não dá pra se chamar de festa quando os professores estão juntos, não dá pra se divertir como se deve, então a reunião se resumiu em jogos e conversas, participei um pouco de tudo, porém chegou o momento em que tudo que eu queria era deitar e dormir, meu celular toca, olho o visor e vejo que é Mirio, ele realmente ligou.

- Com licença. _ levanto do sofá e sigo para fora do alojamento, encostando em uma coluna da varanda. _ Oi Mirio._ digo ao atender.

- Tudo bem? Está com uma voz de cansada!

- É eu to caindo de sono.

- Como foi sua volta?

- Bom, tive uma reunião de boas vindas por parte da minha turma, da classe 1-A e da minha irmã, na verdade ainda está acontecendo.

- Turma 1- A é... o Bagukou está aí? _ reviro os olhos.

- Mirio por favor não começa.

- Eu só fiz uma pergunta, ele está aí?

- Está.

- Ele conversou com você?

- Não acho que um comprimento pode ser considerado como conversa, trocamos só meia palavra. _ escuto ele fazer "Humm" bem baixo. _ Se você não acredita em mim, pergunta para seu amigo Amajiki, ele também está aqui.

- Não precisa, confio em você. _ não parece.

- Mirio, precisa controlar seu ciúme, ou nosso relacionamento não vai durar muito.

- Desculpa, eu tento controlar, mais é difícil. _ respiro fundo. _ Mais eu confio em você, eu sei que você não quer nada com ele, não é Nerfertari?

- Se eu o quisesse, eu estaria namorando você?

- Não. _ escuto ele respirar profundo._ Eu sou um bobo ciumento.

- Concordo. _ escuto um "o que" do outro lado. _ Mais você é o meu bobo ciumento, só meu. _ escuto passos atrás de mim, me viro e vejo o loiro raivoso._ Eu tenho que desligar, estão me chamando.

- Eu te ligo amanhã, tenha uma boa noite.

- Você também. _ desligo e olho para o loiro, que permanecia parado com cara de poucos amigos. _ Oi, posso te ajudar?

- Me pediram pra te entregar isso._ ele joga o objeto em minha direção, como dou péssima nisso eu sempre deixo cair, quando atingiu o chão, vi que era a chave do meu dormitório, me abaixo e pego a chave._ Obrigado. _ passo por ele, e sinto o loiro me puxar pelo o braço, viro rápido e Bakugou me agarra pela cintura, me prendendo contra a parede, me roubando um beijo.

Tentei fazer ele parar com socos e empurrões, mais parecia que tava batendo nele com uma pena, ele nem se importou, suas mãos deslizam pela as minhas laterais, segurando firme em ambas as coxas, me puxando para cima, por reflexo, abracei sua cintura com as pernas, e apoio meus braços em seu pescoço.

As mãos quentes dele apertaram com força a pouca carne que tenho na bunda, o que me fez lembrar que eu estava de mini saia de pregas, e pior, suas mãos estava debaixo dela.

Me esforcei para trazer minha lucidez de volta, reecobrando a consciência, parei de abraçar sua cintura com as pernas, minha intenção era ficar em pé, mais meu plano falhou, Bakugou foi mais rápido e me impediu segurando por detrás dos meus joelhos, minhas mãos agora estavam em seu torax, aproveitei e empurrei ele, virei o rosto para o lado interrompendo o beijo, o que fez ele distribuir beijos pelo o pescoço exposto.

- Para Bakugou. _ pedi em um sussurro arrastado.

- Parar com o que? Com isso? _ ele morde o lombo da minha orelha, me causando arrepios por todo o corpo.

- Para... por favor.

- Não tente resistir, eu sei que você também quer, e gosta disso.

- Bakugou eu...

- Nerfertari. _ escuto a voz de Nejire, e meu corpo trava.

- Merda._ o loiro me põe devagar no chão, dar uma ajeitadinha em minha saia puxando ela para baixo, enquanto isso minha irmã via toda a cena, e eu... eu nem sei o que dizer, tô procurando as palavras. _ A gente se fala. _ o filho da mãe sai como se nada tivesse acontecido, me deixando sozinha no foguete.

- Eu posso explicar.

- Eu não quero saber, você não tem que me explicar nada, não para mim.

- Ele que me agarrou!

- E você tava gostando que eu vi.

- Não é bem assim, eu...eu...eu..._ deu branco.

- Como eu disse, não to interessada em saber, eu não vi nada. _ confirmo dando por fim a conversa. _ Mais não fica achando que vou guardar seu segredinho de graça. _ merda, fiquei nas mãos dela.

- O que você quer pra esquecer o que viu?

- Sua mesada. _ acabei de ficar pobre.

- Todinha?

- A metade já está bom. _ respiro aliviada, pelo ou menos não vou ficar lisa.

- Certo, então finja que não nos viu juntos.

- Nunca nem vim, que dia foi esse? _ ótimo, agora eu tenho uma dívida pelo o resto da vida._ Vamos entrar?

Bakugou On

Esperei dar 23:00 horas para dar uma pequena escapadinha até o alojamento da turma 2-A, não fui aquela festinha a toa, fui para observar, e saber a localização exata do quarto da magrela, não vou deixar ela escapar tão fácil assim.

O quarto dela fica no segundo andar, não é tão alto, sorte a minha, fiz uma escalada até a sacada dela, não dava para usar minha individualidade, ia fazer barulho, e não quero chamar atenção, parei na varanda vendo o quanto a magrela é idiota de deixar a porta de acesso a sacada aberta.

Entrei no quarto, as luzes estavam apagadas, a Nerfertari estava dormindo encolhida embaixo do cobertor, em posição fetal, com cuidado, coloquei minha mão em sua boca para ela não gritar, a albina acordou assustada, o grunido veio abafado.

- Calma._ sussurei baixo, fazendo sinal de silêncio. _ Sou eu. _ ela acalmou e eu retirei a mão de sua boca.

- O que está fazendo aqui? _ sussurrou de volta.

- O que você acha? Vim terminar o que começei. _ puxei o cobertor para cima, e para minha surpresa, ela tava só de calcinha, sorri de lado._ Você facilita demais gatinha.