5 anos depois
Nerfertari On
Como igual as outras sextas, o movimento da confeitaria está muito produtivo, as atendentes anda de um lado para o outro anotando os pedidos dos clientes, enquanto eu ficava no caixa, essa é minha rotina de terça a sábado, eu desisti da vida de heroína para ficar mais próxima das minhas filhas, vendi 51% da ações da agência de Hawks, eu não queria liderar aquela agência, não seria a mesma coisa trabalhar lá sem as cantadas de Hawks.
Fiquei como sócia da agência, com o dinheiro da venda eu abri minha própria confeitaria, e continuo recebendo os lucros da agência, juntando o dinheiro que o Hawks me deixou, os lucros da agência de heróis e os lucros da minha confeitaria, dava uma poupança bem gorda, não se dá pra dizer que estou milionária, mais também não estou pobre, digamos que rica, pensando bem acho que nem isso eu estou.
Aluguei a cobertura duplex de Hawks, ela é grande, luminosa, com varanda, é bem localizada, o prédio é de luxo, e o inquilino paga o aluguel certinho, rende uma boa grana, apesar de que eu abriria mão de toda essa grana e bens para ter o Hawks aqui, isso é o verdadeiro significado de que dinheiro não compra amor.
Eu sei que o ele me deixou livre para amar novamente, mais para ser sincera, eu tenho medo de amar alguém e perder ela como perdi o Hawks. E ninguém se interessa em uma mãe solteira de três meninas, geralmente homens querem montar sua própria família, e não querem pegar uma mulher que já tem o pacote completo, eu nem ligo, não tô perdendo nada mesmo.
Saí da casa dos meus pais quando as meninas fizeram 3 anos, eu resolvi morar na casa que o Hawks comprou, que fica próxima a do meus pais, desde então eu moro lá com minhas filhas, fiz questão de deixar todas as fotos que tinha com Hawks espalhada pela a casa, e fiz seu próprio santuário, sei que ele está conosco em espírito, também tem fotos minha e do Bakugou com as meninas.
Quanto ao Bakugou... por incrível que pareça, eu não tenho nada para reclamar dele, nem mesmo a Nejire tem, e olha que ela procura, mais nunca encontra, ele é um bom pai, ajuda nas despesas delas, compra todo os brinquedos que elas querem, ele tenta está sempre presente na rotina das meninas, mesmo ele sendo um herói conhecido em todo o Japão, ainda bem que a identidade verdadeira dele fica em sigilo.
Ele vai a recital, apresentação de bailet, apresentação de teatro, reuniões de pais, e consegue se manter calado em tudo, você sabe o que é ter Katsuki Bakugou calado admirando as próprias filhas? É um milagre, nem eu posso dizer um "A" que ele já faz shiiuu, sacanagem, ele se controla muito para não demostrar o lado explosivo dele na frente das meninas, isso incluí não gritar e não falar palavrões, foi uma regra que eu mesma coloquei quando as meninas aprenderam a falar, eu achei impossível de ele consegui fazer isso por um mês, acabei quebrando a cara.
A gente faz um programa de família duas vezes ao mês, tipo ir ao fliperama, ou ao cinema, ao shopping... parecemos até uma família feliz, mesmo a gente não estando juntos como um casal, acho que tá mais pra "a gente se atura", eu respeito ele e ele me respeita, lógico que recebemos questionamentos das meninas, tipo "porque vocês não moram juntos?"; "porque vocês não se beijam na boca?"; "Você não ama o papai?"; são perguntas muito constrangedoras, e não é direcionada só a mim, elas fazem essas perguntas a ele também, Bakugou já me chamou para conversar, ele se declarou, dizendo que nunca deixou de me amar, e que gostaria de uma reconciliação, de sermos uma família de verdade, mais eu pedi para ele esquecer essa idéia, porque não ia rolar, mesmo eu nutrindo algo que se manifestou, e veio crescendo durante esses anos, achei melhor separados, eu sei que ele mudou, mais eu tenho medo de amar ele outra vez.
Ele muda da água para o vinho quando está conosco é tipo Vegeta e Bulma, ele não se descontrola, é carinhoso e dedicado as filhas, elas fazem dele de gato e sapato, já empataram várias fodas dele, ele diz que me ama, mais transa com outras mulheres, diz que é ele é um homem com desejos carnais, e não um monge, como se isso fosse desculpa, eu estou a mais de 5 anos sem sexo, acho que estou virgem outra vez.
Eu me sinto incomodada quando vejo ele com outras mulheres, passo a noite acordada imaginando ele fodendo elas, mais me mantenho controlada e indiferente, ao contrário das nossas filhas, o físico é todo meu, mais puxaram o gênio forte do pai, e explodem feito uma bomba, e falam o que pensa para as acompanhantes do pai.
Teve uma vez que eu levei as meninas a uma festa de amigos meus, e o Bakugou foi convidado também, e levou a Momo de companhia, elas viram o pai de mãos dadas e explodiram de raiva, enquanto eu tentava se acostumar com meu incômodo, elas vomitaram tudo em cima da garota, dizendo "Você não tem vergonha de sair com um homem casado?", " Meu pai já tem mulher e filhas", " Papai porque você está traíndo a mamãe?", " Fica longe do papai sua destruidora de lares", foi um escandalo, todo mundo parou o que tava fazendo pra olhar essa cena, quase morri de vergonha, pedi desculpas, peguei as meninas na marra e voltei pra casa passada de vergonha, e esperei o Bakugou para conversar com elas, ele largou a Momo lá e veio.
A primeira coisa que elas fizeram ao ver ele atravessar a porta foi bater nele e o acusa de trair a família, e que não queria vê-lo, com muito sufoco a gente conseguiu conversar e explicar tudo para elas. No final de tudo, depois de colocar elas para dormir, eu pedi desculpa e recebi um "Isso não teria acontecido se você tivesse me dado outra chance, eu te amo e eu sei que lá no fundo do seu coração você também me ama."
- Nerfertari?_ sinto meu corpo ser balançado para frente e para trás, acordo e vejo o loiro explosivo a minha frente com ambas as mãos em meus ombros._ Tá dormindo acordada mulher?
- Desculpa, eu tava com pensamento longe.
- Longe mesmo, tô te chamando a um tempão. _ sorri amarelo.
- Mamãe, posso comer um pedaço de torta de chocolate?_ Saori pergunta.
- Eu também quero, posso mamãe?_ Sakura diz.
- Eu prefiro um sonho, pode ser mamãe?_ Sayuri finaliza a lista de desejos.
- Não, não e não. _ digo firme.
- Por favor._ elas dizem juntas e fazem carinha de cachorro abandonado.
- Não, nada de doces antes das refeições.
- Papai, só hoje..._ Sakura pedi com o beicinho tremendo.
- É papai, só hoje._ Sayuri apoia o pedido com a mesma chantagem
- Só um docinho..._ a última foi Saori. _ Por favor.
- Nerfertari, só uma vez... _ faço sinal fechando a mão para Bakugou se calar, e ele para de falar, ele sempre cai nas chantagens emocionais delas.
- Não tire minha ordem._ digo olhando em seus olhos.
- Ouviram a mãe de você, nada de doce antes do jantar, manda quem pode, obedece quem tem juízo. _ elas abaixam a cabeça triste.
Me aproximo e abraço as três, recebo um beijinho de cada, e sinto o cheiro de morango, baunilha e chocolate vindo de seus hálitos, olho para Bakugou, e esse disfarça o olhar, o safado tinha dado sorvetes a elas, eu só não mato o desgraçado, porque eu seria presa, e minhas filhas iam crescer sem pais.
Eu até entendo o porque de ele ser um pai tão babão, e mimar as filhas, e proteger elas demais, ele não ver que as meninas dele não são mais aquela bebês frágil que passou meses em uma UTI neonatal.
- Obrigado por pegar as meninas na escola._ agradeço ao loiro, ele dá de ombros.
- Tem tempo para um almoço em família? Por minha conta!
- Por sua conta é? _ sorri contente, hora da vingança por ter estragado o apetite delas com sorvetes. _ É bom essa conta não ter limite. _ me aproximo e bato em seu ombro._ Pode ir preparando o bolso.
Bakugou On
Um passeio em família, pena que não somos uma família de verdade, durante todos esses anos Nerfertari se manteve em abstinência de homens e de sexo, admiro o seu alto controle em manter sua vontade por sexo isolada dentro de armário, eu dei algumas investidas mais ela é mais arisca do que pensei.
Na minha visão a maternidade lhe caiu bem, o seu corpo demorou uns anos para voltar a ficar esbelta como antes, mais ela continuava linda de toda as formas, algum tempos atrás eu cheguei na casa dela e quase não a reconheci pela a mudança no cabelo, cortou o cabelo abaixo dos ombros, e tingiu o cabelo de castanho escuro, ficou mais gata. Nerfertari parece que não envelhece, ela tem 23 anos e parece que tem 15 anos, é inacreditável.
Nerfertari On
Demoramos mais do que devíamos no restaurante, o Bakugou gastou um nota, mais não se reclamou, depois do almoço ele fez um desvio e fomos parar em um aquário, ele e o trio combinaram de me arrastar para uma visita ao animais aquáticos, eu devia ter vindo no meu carro.
A visão de todos aqueles peixes é realmente bonita, as meninas estavam super empolgadas.
- Vamos registrar esse momento? _ Bakugou pergunta.
- Por mim tudo bem. _ pego o meu celular e coloco na câmera frontal, o loiro pega duas das meninas no colo, um em cada lado, eu pego a outra no colo, colocando ela encaixada no meu quadril do lado esquerdo, Bagukou se posicionou com as meninas no meu lado esquerdo, levantei o celular com a mão direita e fiz uma selfie. _ Ficou bonita, agora uma das Trigêmeas._ elas ficam uma do lado da outra em frente ao aquário, registrei a foto.
- Agora uma do papai e da mamãe. _ Sakura pede o celular, entrego relutante, fiquei do lado do loiro, mais ele ficou um pouco atrás de mim e enlaçou minha cintura com ambas as mãos, e seu queixo encostou no meu ombro, nosso rosto ficou muito próximo. _ Prontinho._ assim que a foto foi registrada eu me afastei quase correndo.
- Vamos revelar depois. _ digo disfarçando meu constrangimento, as meninas saíram para ver o aquário dos Tubarões.
Ficamos alguns minutos a mais e depois decidimos ir embora, caminhamos até a saída que levava ao estacionamento aberto, e tava começando uma tempestade, a chuva já tinha iniciado, peguei meu sobretudo e cobri as meninas, elas ficaram uma do lado da outra segurando o sobretudo acima de suas cabeças.
Corremos até o carro, Bakugou entra, e eu abro a porta para as meninas, depois que elas entraram, eu fechei a porta e corri pra dar a volta no carro, pisei em falso e torci o tornozelo, o salto fino da sandália quebrou, fui mancando até a porta da frente do carro, entrei e Bakugou deu partida, durante o trajeto eu tirei a sandália dos pés, olhei para o salto quebrado com frustação, eu gostava tanto dessa sandália.
- O que aconteceu?_ o loiro pergunta.
- Pisei em falso, acabei torcendo o pé.
- Tá doendo muito?
- Um pouco. _ pego em meu pé e já estava inchando um pouco. _ Leva a gente pra casa. _ ele confirma e do caminho eu liguei para minha funcionária e avisei que hoje ela iria fechar a confeitaria por mim.
Quando chegamos em minga casa, abri a porta da garagem, e Bakugou entrou com o carro, como deixei meu carro em frente a confeitaria, a garagem estava livre. As meninas saíram do carro, foram para a sala.
- Eu te ajudo._ ele saiu do carro e deu a volta até a porta do passageiro, abriu e eu sai colocando força somente em um dos pés, o loiro me pegou no colo como se fosse uma noiva, segurei em seu pescoço. _ Não foi nessas circunstância que imaginei te ter em meus braços.
- Seu tarado pevertido. _ digo envergonhada por pensar em está em seus braços pelada em uma cama.
- Também não foi o que você pesou._ estranho.
- E como você imaginou?
- Em você vestida de branco, vel e grinalda, e com uma aliança em seu dedo. _ diz me colocando sentada no sofá da sala, as meninas estavam assistindo tv, tomara que não caia um raio e queime.
- Você tem uma imaginação bem fértil. _ digo enquanto ele põe meu pé inchado repousando na mesinha de centro.
- Tem gelo no freezer? _ confirmo e ele vai até a cozinha, demora alguns minutos e volta com o gelo envolvido em pano de prato, coloca no meu tornozelo._ Isso vai ajudar. _ diz sentando na mesinha de centro, é bom que ela não quebre, olho as horas no relógio de parede, eram quase 16 hrs, as horas passaram igual um vento.
- Meninas, hora do banho. _ elas reclamam um "há não". _ Subindo agora. _olho para o loiro. _ Pode ajudar suas filhas?
- Elas não sabem tomar banho sozinhas? Já são bem grandinhas.
- Deixar elas se banharem sozinhas é o mesmo que desperdiçar toda a água do planeta.
- Entendi, tô subindo.
- Espere um pouco. _ o loiro trava entre o levantar e o sentar._ A chuva está cada vez mais forte, creio que não vai parar tão cedo, é perigoso você pegar estrada para casa, você pode ficar e dormir aqui no sofá cama, só por hoje. _ Bakugou me olha surpreso, é a primeira vez que deixo ele ficar. _ Se você quiser é claro.
- Por mim tudo bem.
- Você pode tomar um banho depois das meninas. _ o loiro confirma, e caminha até as escadas._ Não levanta daí, repousa. _ até parece que vou obedecer.
Espero o loiro subir e levanto do sofá, também preciso de um banho, fui mancando até meu quarto, abri as portas do meu roupeiro, do lado em que guardei todas as roupas e perfumes de Hawks, eu fui buscar na sua cobertura, como ia alugar o imóvel, tive que retirar seus pertences pessoais e os móveis dele, trouxe tudo para cá.
Peguei uma camisa branca larga, e uma bermuda de dormir azul, não tava com cheiro de morfo, eu cuido muito bem delas, coloquei a muda de roupa que iria entregar ao loiro em cima de minha cama, e escolhi um vestido confortável para mim, entrei no meu banheiro para me banhar.
Fiz um banho rápido, o pé latejando atrapalha muito, me vesti, fiz uso do meu hidratante, e enxuguei o cabelo com a toalha, deixando ele meio desarrumado, peguei a muda de roupa e levei até ao loiro, no quarto das meninas e estava vazio, mais tinha barulho de água vindo do banheiro, me aproximei e bati na porta.
- Bakugou? _ chamei e não houve resposta. _ Bakugou? _ quando ia bater outra vez a porta se abriu completamente, deixei a roupa cair com a visão de um loiro com cabelos molhados e uma toalha enrolada em sua cintura, acompanhei uma gotículas d'água que caiu de seus cabelos molhados e escorreu pelo seu tórax e abdômen, eu disse abdômen, eu quis dizer tanquinho trincadão, acompanhei a gotículas descer indo em direção a entradinha da felicidade, e quando ela morreu na toalha eu recobrei minha sanidade e olhei corada para o loiro.
Me surpreendi quando percebi que ele me olhava de volta, dos pés a cabeça, o jeito que ele me devorava com os olhos, me fez me sentir uma gostosa, e olha que eu sei que nem sou isso tudo, o meu corpo estava sendo atraída pelo o seu, fui me aproximando, e o beijei, o loiro correspondeu ao beijo, invadindo minha boca com sua língua, sua mão direita agarra minha cintura, e com a esquerda segura em minha coxa direita, ele me pega no colo e põe sentada na beirada do lavabo de mármore.
As mãos do loiro apertava minha perna e cintura, minha unhas deixavam trilhas em suas costas, deixando o ele excitado, o loiro esfrega sua intimidade na minha, e sua boca desce pelo o meu pescoço, dando mordidas de leve, fecho minha mão em punho com alguns fios de seu cabelo, deixei um gemido baixo escapar.
Abri os olhos para ver o loiro e me deparei com três pares de olhos vermelhos nos observando, empurrei o loiro bruscamente, desci do lavabo e me ajeitei, Bakugou estava sem entender, olhei para as meninas e as pestinhas tinham corrido para o andar de baixo.
- O que foi? Eu achei que você estava gostando. _ e tava, até eu ver a platéia e recobrar minha consciência.
- As meninas estavam vendo a gente se beijar. _ ele entendeu o que quis dizer.
- Não tem problema nenhum de nossas filhas verem os pais se beijando.
- Tem se os pais estiverem separados._ digo já imaginando os sonhos em que elas devem está alimentando achando que os pais vão ficar juntos.
- Podemos ser um casal. _ ignoro suas palavras e saio do banheiro, peguei a roupa que deixei cair e entreguei ao loiro.
- Não vamos falar sobre isso agora, por favor. _ ele olha para os panos sério. _ Sinto muito, é a única coisa que posso oferecer para vestir depois do banho.
- Minhas roupas estão molhadas mesmo, e minhas opções é vestir essa roupa ou ficar pelado.
- Você não seria doido de ficar com seu amiguinho de fora em frente a suas filhas, então só resta a primeira opção.
Desci para baixo com o pé doendo, as bonitas estavam brincando na sala, olhei séria para as três, e recebi três lindos sorrisos de volta, tarde demais, como vou dizer que foi uma recaída e que não ia acontecer outra vez?
- Nenhuma palavra sobre o que viram! Entenderam?_ digo e elas confirmam, segui para a cozinha, vou fazer o jantar.
Bakugou On
Sentado na cama de uma de minha filhas é onde me encontro a 15 minutos, ainda me custa muito acreditar que ela me beijou e que a gente se pegou dentro daquele banheiro, essa cena se repetiu várias vezes em minha cabeça.
O seu beijo continua igual como da última vez que a beijei, e nenhuma outra mulher me faz ficar duro feito pedra tão rápido como ela, eu fiquei excitado só com o olhar que ela me lançou, eu a tive em meus braços por alguns minutos, mais que foram os melhores minutos em 6 anos.
Ainda é cedo para comemorar, eu só vou ficar satisfeito, quando eu colocar uma aliança em seu dedo, me vesti e desci, vi minhas filhas brincando, me agachei para ficar mais perto delas.
- Cadê a mamãe? _ pergunto sussurrando e elas apontam a cozinha.
- Você e a mamãe vão ficar juntos? _ Saori pergunta baixinho.
- O papai está tentando, mais a mamãe é difícil.
- Não desista da mamãe, ela ainda gosta de você papai._ Sayuri diz baixinho também, elas estão com medo de Nerfertari ouvir.
- Vocês acham?_ pergunto.
- Quando a mamãe ver você com aquelas mulheres, a mamãe chora antes de dormir. _ Sakura confessa e me sinto mal por ainda fazer Nerfertari chorar.
- Papai não vai mais fazer a mamãe chorar, só se for de alegria, eu prometo.
- Pai brinca com a gente?
- Claro que sim, papai vai só falar com a mamãe e já volta. _ segui em direção a cozinha, a encontro cozinhando, ela fica nervosa e começa derrubar algumas coisas._ Nerfertari... seu pé tá inchando mais ainda, precisa descansar.
- Eu estou bem, eu vou descansar depois de fazer o jantar. _ ela evita me olhar, fixando sua visão na panela.
- Você é muito teimosa. _ me aproximo e ela recua um pouco. _ Quero conversar com você._ seguro em seu queixo e a forçei a olhar em meus olhos.
- Mais tarde, depois que as meninas dormirem. _ confirmo, e lhe roubo um selinho, que não foi rejeitado, dava para perceber que ela tava confusa.
- Sem falta senhora Hadou. _
- Sem falta, eu prometo, agora vai lá para sala, fica com as meninas, eu quero ficar sozinha.
Obedeço e saio da cozinha, é melhor deixar ela pensar com clareza, sentei com minhas filhas no chão e brinquei com elas.
Nerfertari On
A minha cabeça está uma zona de guerra, não consigo colocar meus pensamentos em ordem, e meus sentimentos adormecidos acordaram e estão lutando para vencer essa batalha, meu coração me diz para dar uma nova chance, mais minha cabeça grita dizendo que ele me fez sofrer demais, e que pode ser um truque outra vez.
Ao mesmo tempo que acho que ele não iria me enganar outra vez e sumir, ele não deixaria as filhas, ele ama elas, e ele mostrou que mudou. E minha consciência cria outra desculpa para o rejeitar, eu posso perder ele como perdi o Hawks, sentir aquela dor outra vez, me deixa com medo.
Terminei de fazer o jantar e levei para a mesa, organizei os pratos, talheres, copos, a jarra de refresco, o curry que havia feito, e outros acompanhamentos, fiz bastante comida já que o Bakugou come muito, me aproximei das meninas na sala e fico chocada com a cena que vejo, Bakugou estava sendo a primeira cliente das trigêmeas, Sakura fazia seu cabelo com varias maria chiquinhas, Saori fazia uma maquiagem exagerada em seu rosto, e Sayuri pintava suas unhas dos pés, as unhas das mãos já estavam pintadas.
- Eai eu tô bonita?_ Bakugou pergunta e eu não aguentei e caí na risada._ Me garantiram que esse salão era de 1 classe._ gargalhei muito até minha barriga doer.
- Pra quem dizia: "Mulher nenhuma vai me fazer de idiota" e olha só, não tem só uma, tem três te fazendo de idiota rsrsrs..._ eu não conseguia parar de rir. _ Eu tenho que registrar isso._ procuro o celular mais próximo e registro a foto. _ Quem te viu quem te ver rsrsrs..._ olho para meu estojo de maquiagem com vários buracos de dedos nas sombras, base líquida derramada, os pós e blush quebrados, os batons partidos ao meio, parei de rir imediatamente, eu tava quase tendo um ataque cardíaco, era umas das makes mais cara, não sabia se chorava ou se ficava com raiva. _ Eu não acredito, o que vocês fizeram com meu estojo de maquiagem?
- Calma Nerfertari, eu te compro maquiagens novas, a melhor que tiver. _ a melhor?
- Se é assim eu fico mais tranquila, mais as meninas super poderosas, florzinha, docinho e lindinha não vão escapar do castigo.
- Mais Nerfertari, eu prometo que compro outra.
- Não se trata só de comprar outra, e sim por elas terem feito uso das minha coisas sem minha permissão, escondido de mim.
- É meninas, agora perdi meu argumento. _ Bakugou entrega os pontos.
- Papai você é um medroso, morre de medo da mamãe. _ Sakura a mais atrevida diz.
- É claro, manda quem pode, obedece quem tem juízo.
O jantar foi bem tranquilo, a chuva tinha parado por um tempo, e voltou mais violenta ainda, com raios, trovões e ventos forte, depois do jantar o loiro subiu para o quarto das meninas, elas estava cansadas e enfadadas, fiquei em baixo para fazer o mingau, elas pediram mais cedo hoje, só dorme depois que tomam o mingau.
Fiz três mamadeiras de mingau e subi para o quarto das meninas, encontro o loiro lendo um livro para as três, fico parada na porta alguns segundos, admirando essa cena, adentro o quarto e entrego a mamadeira para cada uma, saindo do quarto em seguida, fui para o meu, fiquei sentada em minha cama, deixei a porta do quarto aberta.
Bakugou On
As meninas pegaram no sono rápido, cobri cada uma com o cobertor, peguei as mamadeiras secas, apaguei a luz, e sai do quarto, levei as mamadeiras para a cozinha, deixei sobre o lavabo, não encontrei Nerfertari no andar debaixo, acho que ela está no quarto dela.
Fui até seu quarto e a porta estava aberta, paro no hall da porta e a vejo sentada em sua cama, as luzes estavam apagadas, e a única iluminação era os clarões dos raios.
- Entra e fecha a porta._ obedeci e me aproximei dela, ela bateu três vezes na cama, um convite para sentar, sentei de frente para ela, percebi que ela estava tremendo, estava nervosa.
- As meninas já dormiram, podemos conversar agora?
- Eu pensei sobre nós dois, e não obtive uma conclusão, não sei sobre o que conversar.
- Então deixa que eu começo... eu sei que errei muito no passado com você, e ainda hoje continuo te machucando, te fazendo sofrer e chorar, e saber disso me deixa muito triste e magoado comigo mesmo.
- Eu devia ter medo de você, devia te deixar o mais distante possível de mim, mais você se mostrou ter mudado... você é um excelente pai, coisa que jamais pensei que seria. _ uma pausa. _ Não quero conversar, acho que diálogo não funciona muito com nós dois, é melhor vivermos o aqui e agora, aproveitar o momento. _ ela se aproxima, deixando nossos rostos próximo o suficiente para a ponta de nossos nariz se encostarem. _ Eu me rendo._ a beijei desesperado, afobado por mais contato.
Nerfertari On
Em meio aos beijos e amassos, tentávamos nos despir de todas as peças de roupas, puxava a camisa que o loiro vestia, eu queria tocar em seu corpo másculo. Ele retirou meu vestido e minha calcinha com facilidade, me deixando deitada nua na cama, Bakugou me olhou de cima a baixo, senti vergonha e cobri meus seios com as mãos, meu corpo não era mais o mesmo.
Meus seios estavam murchos, caídos e com um bico formado em uma bola por causa da amamentação, minha barriga tem varias estrias causadas pelo o barrigão exagerado da gravidez, e acima da testa de minha intimidade tem uma cicatriz grande e grossa, por causa do pouco repouso que tive entre o hospital e a minha casa, alguns pontos se abriram, dois a três.
O loiro puxou minhas mãos de meu seios e as levou acima de minha cabeça, as prendeu só com sua mão esquerda, a direita percorria as curvas de meu corpo, sua boca beijava e mordia de leve meu pescoço.
- Você continua linda e muito atraente._ não acreditei em suas palavras, não até sentir senti sua ereção em minha intimidade._ Você me deixa louco, só você consegue me deixar excitado tão rápido. _ minha insegurança passou e eu me senti desejada, sua boca foi descendo em direção aos meus seios, abocanhou o direito, sugava e mordia o bico, como se fosse feito de elástico, fez o mesmo com o outro seio e depois continuou a descer, parou em minha cicatriz, passou o polegar por sua extensão e depositou beijos sobre ela._ Para trazer nossa filhas ao mundo, você teve que marcar essa cicatriz em sua pele, não existe afeto de amor maior do que está, e e eu te agradeço por dar a luz a nossas meninas. _ deixei algumas lágrimas caírem, fiquei emocionada ao ouvir dizer isso, o puxei para cima, para beijá-lo.
- Eu preciso de você? Agora._ meu pedido foi acatado, o loiro se livrou das partes de baixo que o cobria, fiquei surpresa ao ver o tamanho de seu membro, estava maior e mais grosso do que me lembrava, mais é claro que estaria, Bakugou está mais alto, mais forte e mais velho, obviamente seu pênis acompanharia a evolução de seu corpo. Ele se encaixa entre mingas pernas e esfrega a cabeça de seu membro em minha entrada para espalhar minha lubrificação natural, e depois se afunda em mim de um vez, deixei um grito não muito alto escapar, doeu muito, está tudo ardendo. _ Espera um pouco._ o loiro permanece parado.
- Te machuquei?_ respondi que não. _ Machuquei sim, me desculpa, eu esqueci que você estava de abstinência por todos esse anos._ o desconforto foi passando e eu movimentei meu quadril.
- Continua. _ Bakugou iniciou os movimentos fundos e devagar, sempre tomando cuidado, eu tinha esquecido de como sexo era bom. _ Mais rápido. _ pedi e ele aumentou as estocadas, controlava os gemidos baixos e os mais altos eu segurava mordendo os lábios, não quero que as meninas acordem.
O loiro se retira e fica de joelhos na cama, com as pernas separadas, ele me põe na mesma posição, de joelhos de costas para ele, sentada no meio de suas pernas, curvada para frente, suas mãos entrelaçaram as minhas, e eu comecei o movimento subindo e descendo, sentando com força, sentia atingir o meu ponto sensível, eu tinha vontade de gritar toda a vez que tocava o meu íntimo.
Quando eu cansava, Bakugou continuava o movimento, o loiro segurava em minha cintura, indo mais forte e mais rápido, alguns gemidos escapavam de meus lábios, e o barulho de nossos corpos se chocando ecoava pelo o quarto, senti aquela frieza atingir meu ventre, meu íntimo relaxou e eu me derramei em seu membro, mais algumas estocadas e o loiro se derramou dentro de mim.
Deixei minha cabeça cair para trás, sendo apoiada em seu ombro esquerdo, Bakugou me abraçou por trás, ouvia sua respiração descompassada em meu ouvido, virei a cabeça para o lado esquerdo, e o loiro para o lado direito, nos beijamos profundamente.
- Eu te amo Nerfertari, acredite em mim.
- Eu acredito em você.
Transamos a noite toda como dois cachorro no cio, como dois loucos irracionais, em algum momento adormecemos cansados.
Acordei com os gritos da meninas pulando de um lado para o outro no quarto, dizendo "papai e mamãe estão namorando", o loiro abaixo de mim acordou sem entender nada, só depois percebeu que apagamos depois de nosso último clímax, que foi eu cavalgando por cima dele, depois do orgasmo ficamos muito relaxados e acabamos dormindo, e o loiro ainda tava dentro de mim, e tudo que nos cobria era um lençol.
- Não foi um sonho?_ Bakugou pergunta.
- Parece um sonho pra você?_ pergunto indicando as meninas pulando no quarto.
- Parece o melhor sonho que tive em anos.
- Por favor, saia de dentro de mim. _ Sussurro em seu ouvido.
- Meninas, desçam para a sala, agora._ ele diz e as três saíram, o loiro se retirou de dentro de mim. _ Fique deitada, durma um pouco mais.
- Não posso, as meninas tem que tomar banho, tomar café da manhã e ir para a escola.
- Eu cuido do banho, e do café da manhã.
- Não vai levar elas para a escola?
- Nerfertari, hoje é sábado._ senti as bochechas corarem de vergonha, eu tinha esquecido._ Fique deitada descansa para mais tarde.
- Você nunca está satisfeito?
- Ficarei quando te ver grávida outra vez.
- Vai sonhando.
