Notas importantes: Twilight pertence a Stephanie Mayer. E a história original pertence a Leila Ash.


Capítulo 11

POV Edward

- Que diabo tem sido seu problema nos últimos dias, cara?

Eleazar rosnou quando Edward passou por ele e entrou em seu escritório.

- Você não agiu tão mal desde...

- Não ouse dizer isso.

Edward rosnou, abrindo o arquivo e vasculhando-o para encontrar a pasta que continha uma cópia do testamento de seu avô e o esboço da herança que lhe haviam sido prometidos.

- Bem, você sabe que é verdade. O que está acontecendo com você?

Edward olhou para Eleazar, um homem cerca de uma década mais velho do que ele, que esteve lá e o viu passando por algumas das transições mais difíceis de sua vida. Ele era realmente o único homem que Edward tinha confiado fora de sua própria família, e se Eleazar estava dizendo que ele estava sendo um idiota, ele sabia que ele estava dizendo isso para o bem de Edward.

Não ajudaria ninguém se ele deixasse seus sentimentos ficarem fora de controle.

- Você tem alguma ideia do quanto é detestável debater esses limites com os shifters dragão? Eles não têm nenhum respeito pela minha autoridade. E esses advogados se movem mais devagar que o melaço queimado.

- Isso é burocracia para você, cara. Você administra um negócio. Você sabe tudo sobre isso.

- Não o torna menos irritante.

Edward resmungou, batendo o arquivo aberto em sua mesa e puxando os papéis para fora.

- Eu tenho vontade de enfiar essa porra no rosto de Billy.

- Você não quer lidar com os resultados de colocar Billy em uma posição mais rígida.

- Você acha que a posição dele é apertada?!

Edward exclamou.

- Se não encontrarmos esses portais no próximo equinócio, pode ser tarde demais.

- Nós não sabemos exatamente como a mágica funciona, Edward. Você não pode se deixar desencorajar. Sempre haverá outra chance.

- Nós não pertencemos aqui!

Edward rosnou surpreso com a força de sua própria fúria.

- Não há nenhuma razão para nós ficarmos e perdermos homens por causa de uma disputa de merda sobre uma porra de montanha quando há um continente inteiro onde pessoas como nós não precisam viver escondidas. O que sobre isso você não entendeu? Precisamos encontrar os portais. Ninguém sabe o que acontecerá se não conseguirmos a tempo. Eu não quero ser responsável por arruinar nossas chances de trazer os shifters urso da Terra para casa.

- Não sabemos nada sobre ''casa''.

Cuspiu Eleazar.

- Não sabemos se é melhor ou pior lá. E se viemos para a Terra por um motivo? Hã? O que então? E se encontrarmos os portais e nos levarem para algum lugar que não sabemos como sobreviver? O que acontece depois?

- Vale a pena o risco.

Edward rosnou sua voz se aprofundando quando o urso dentro dele chegou mais perto de perder o controle.

- Eu não vou lidar com você me dizendo que você não sabe o que vai acontecer. Nenhum de nós sabe. Parte dessa incerteza é o que torna esse momento tão crucial. Temos procurado por anos, mas os antigos criaram o calendário da maneira que fizeram por um motivo. Temos que respeitar que o tempo é limitado e isso significa que poderíamos ficar sem dinheiro.

- Sim, sim.

Eleazar murmurou, afastando-se de Edward.

- Você precisa relaxar um pouco. Você não vai conseguir nada, operando com uma simples fúria em seu coração.

- Nada vai me impedir de chegar a esses portais, Eleazar. Nenhuma maldita coisa. Você me entende?

Eleazar apenas balançou a cabeça e saiu pela porta do escritório.

Mas Edward não podia deixar isso incomodá-lo. A verdade era que ele já estava cheio de merda no prato. Desde que Bella partiu para visitar a família, ele estava no limite de uma maneira que nunca fora antes. Sabendo exatamente o que aquela pobre garota poderia estar passando o deixara irritado e mal-humorado.

Não ajudou em nada que as coisas entre os shifters dragão tivessem começado a ficar muito mais maliciosas. Ataques calculados em várias das minas ocorreram deixando vários dos homens feridos em deslizamentos de terra e tempestades estranhas. Ele estava chegando ao fim de sua paciência.

Edward suspirou pesadamente e olhou para os papéis espalhados em sua mesa. Eles não fariam diferença para os shifters dragão. De modo nenhum. A única coisa que eles respeitavam eram as leis humanas. Papelada. E nenhuma dessas coisas estava vindo para ele ainda.

Ele empurrou os papéis de volta em sua pasta e saiu do escritório. Talvez as coisas não fossem tão difíceis se ele não estivesse tão preocupado com Bella. Ela ficara aterrorizada ao descer a montanha. O carro passou pelo escritório no momento em que ele estava se aproximando da porta e sentiu o medo. Se estava lá devido às estradas sinuosas da montanha ou por causa de sua família, Edward não podia ter certeza. Mas o que ele sabia era que o medo era a última coisa que ele queria sentir ao se separar dela.

Mas ele não poderia se importar com isso. Não agora, com tudo desmoronando ao redor dele. Os shifters dragão estavam tornando óbvio que até que eles tivessem provas das cortes, a montanha estava em disputa e eles fariam o que fosse necessário para obter acesso. O Equinócio também era importante para eles, presumivelmente. As culturas shifter tinham muita sabedoria compartilhada entre elas, particularmente para aqueles que estavam sintonizados com as antigas magias.

- Nunca deixe eles te pegarem de surpresa.

Disse o avô de Edward.

- Todo mundo está procurando por algo, e parece que todas as respostas estão nessa velha montanha. É por isso que está na nossa família há tanto tempo. Nós devemos guardá-la com nossas vidas. Os segredos enterrados aqui poderiam ser a diferença entre a vida e a morte. Nós devemos proteger nosso povo.

Eram palavras que Edward sempre jurara viver, e ele não tinha a menor intenção de decepcionar a família.

Ele saiu do escritório às pressas, decidindo que seria mais produtivo para ele estar em campo. O furacão que havia rasgado a montanha no dia anterior tinha causado muitos danos às minas na base da montanha, mas os shifters dragões não sabiam nada sobre o enorme depósito de quartzo que indicava algo de imenso poder em algum lugar perto da montanha.

- O que vocês acham meninos?

Edward perguntou, forçando-se a soar muito menos tenso do que ele estava sentindo na época.

- Mais perto da fonte desse ouro?

- Claro que sim.

Disse um homem alto e esguio com cabelo preto curto. Seus olhos brilharam animadamente.

- Estamos definitivamente em algo.

Edward assentiu.

Era isso que ele gostava de ouvir. Ele continuou subindo a montanha e fez uma pausa, um sorriso relutante se espalhando por seu rosto. Apesar de toda a besteira, seus homens tinham trabalhado duro nos últimos dias e estava começando a dar resultado. Os homens estavam ocupados, gritando entusiasmados um com o outro enquanto outro lote de sujeira era descoberto.

- Estamos perto agora, cara.

Disse Alec, caminhando até Edward.

Edward olhou para o homem, sem saber se deveria simplesmente ir embora. Alec não era sua pessoa favorita. Ainda assim, sua curiosidade sobre o progresso da mina estava vencendo. Edward decidiu morder a isca.

- Como você pode dizer?

Edward perguntou.

Alec sorriu e acenou com a cabeça na direção de um caminho fino que os homens haviam feito na escarpa, subindo a montanha.

- Este não é o único depósito que tivemos sorte.

Disse Alec, seus olhos escuros brilhando.

- Vamos.

Edward não pôde deixar de sentir um formigamento nervoso e animado em seu peito enquanto seguia Alec pelo caminho. Quando chegaram ao topo da colina íngreme, outro grupo de homens surgiu ao longe, a mesma excitação clara em seus rostos. Houve grande sujeira de rejeito aqui. A área era rica em ouro. O depósito original estava próximo. Era só uma questão de tempo agora.

- Você vê tudo isso?

Alec riu, batendo em Edward nas costas.

- É incrível!

Edward não respondeu.

Ele acabou de passar por Alec para inspecionar a área. Desde o último ataque na montanha, ele disse a todos os seus homens para manterem a localização das minas para si mesmos. Ele não estava nem mesmo ansioso para saber o que estavam fazendo. Não desde que Bella partiu. Ele estava se preocupando incessantemente com a maldita garota. Mas não havia nada que ele pudesse fazer sobre isso. Ele a tinha proibido de sair, é claro, mas ela não era o tipo de garota que tirava esse tipo de risada de ninguém. Era importante para ela e ele tinha que respeitar isso, mesmo que isso significasse que ela se pusesse em perigo. Que tipo de idiotas tratariam mal os filhos deles? Ele tinha visto o olhar ferido em seus olhos quando ela falou sobre sua família, sentir a dolorosa carga de desesperança que a consumiu. Ele tinha que estar louco para deixar aquela garota voltar para lá. Apenas não estava certo.

- Chefe, venha aqui!

Edward se animou ao som da voz de Félix. Félix era seu trabalhador favorito, se ele fosse honesto consigo mesmo. O homem era jovem, forte e determinado. E ajudava que ele fosse tão dedicado aos modos antigos quanto seu avô tinha sido. Eles trabalharam juntos com uma compreensão silenciosa por anos, e agora que ele tinha idade suficiente, Félix foi promovido para supervisionar todas as minas, e sabendo que ele estava animado, fez a possibilidade de descobrir a fonte de todo esse ouro ainda mais real para Edward. Graças a Deus algo estava indo bem, finalmente.

- Olhe para isso, homem. Estamos ricos!

Edward olhou para o balde de lodo, seus olhos se arregalaram quando Félix o sacudiu e generosas pepitas de ouro apareceram.

- Isso não é tudo.

Edward sussurrou.

- Foda-se o dinheiro. Nós vamos para casa mais cedo ou mais tarde.

Félix assentiu com a cabeça, um grande e bobo sorriso se espalhando por seu rosto, e Edward lhe deu uma palmada nas costas.

- Bom trabalho, filho.

Disse Edward.

- Nós vamos realmente pegar isso na estrada. Lembre-se, porém, nem uma palavra sobre isso. A última coisa que precisamos é que o Billy fique sabendo de tudo isso. Ele fará qualquer coisa para sabotar nossos esforços hoje em dia. É melhor ficar quieto.

- Oh, eu sei.

Disse Félix, balançando a cabeça sombriamente.

- Eles sabem que os portais abertos pela antiga magia urso não funcionam para mais ninguém, certo?

- Eu não sei o que eles pensam.

Edward murmurou.

- Exceto que eles têm direito a esses túneis, eles começaram aqui. E ficamos em paz por um tempo, mas tudo isso está mudando. Aquele filho da puta quase nos matou!

- Nós?

Félixhew perguntou, inclinando a cabeça em confusão.

Edward franziu o cenho, ciente de que, se continuasse falando, poderia revelar muito sobre o que havia acontecido entre ele e Bella.

Bella, que seria uma companheira muito mais adequada para um jovem como Félix do que um homem velho e ensebado como Edward. Bella, que não tinha ideia do quão linda ela era e provavelmente estava sendo abatida naquele momento por pessoas que nunca seriam capazes de apreciá-la...

O pensamento fez seu sangue ferver, e ele teve que parar de bater em Félix quando ele riu da pergunta e deu um tapa no ombro de Edward.

- Estamos fazendo tudo certo para nós mesmos.

Disse Félix, mudando de assunto e indo em direção ao poço profundo que eles começaram a cavar.

- Nós podemos encontrar esses portais ainda. O Equinócio está no horizonte.

- O Equinócio não é por mais um mês ou mais!

- Não o humano, caramba Alistair! Pare de bisbilhotar!

- Vocês são tão estranhos.

Disse Alistair com uma risada profunda.

- Veja o que diabos você está dizendo na minha frente.

Edward rosnou direto no rosto de Alistair.

Alistair empalideceu e recuou, e o sorriso fácil de Félix vacilou.

- Ele não quis dizer nada com isso, você sabe.

Félix disse, guiando Edward para longe de Alistair, que se afastou e desceu a montanha até a outra área da mina.

- Ele é apenas um sabe tudo.

- Bem, ele não sabe de nada.

Edward rosnou.

- E se ele disser algo assim novamente, ele é demitido. Você ouviu isso?

Alistair assentiu vigorosamente enquanto descia a colina, onde logo ficou ocupado tirando a sobrecarga. Foi o suficiente para satisfazer Edward por enquanto, mas a verdade é que ele ficaria infeliz até o momento em que soubesse que Bella estava bem.

Mas até então, ele ia ser tão grosseiro como sempre, na esperança de que ele iria ouvir dela em breve. Um pouco de sucesso nas minas não foi suficiente para levantar seu ânimo. Não quando ele sabia que tipo de inferno aquela doce jovem estava enfrentando naquele momento. Ele não descansaria até que ela estivesse de volta onde ela pertencia. E isso era tudo que havia para dizer.


Beijinhos. Fui!

Att. Izzy Duchannes