Assim que desligou a chamada com Louis, você acessou o aplicativo para ver se havia alguma mensagem de Gabriel, mas nada. Chegou a pensar que talvez fosse levar um bolo...
18:53h.
Precisava terminar de se arrumar o quanto antes e sair de casa ou iria se atrasar até demais – e não é nada delicado se atrasar para encontros, ainda mais com gringos. Terminou seu cabelo, deu toques finais na maquiagem. Olhou para a lingerie e, no fim das contas, decidiu ir apenas com a calcinha. O blazer iria esconder um pouco seus piercings, mas também não seria má ideia deixá-los mais à vista. Aplicou o perfume que ele elogiou mais de uma vez, uma corrente básica para adornar seu colo quase todo visível, trocou alguns piercings e colocou um alargador mais simples. Anéis, pulseiras, relógio, o blazer com as mangas dobradas até os cotovelos, calçou uma bota de cano baixo e salto alto em bloco preta, passou um lip tint vermelho e foi verificar se havia pego tudo e colocado na bolsa. Carteira, celular, uma pequena nécessaire. Tudo pronto. Hora de chamar seu Uber.
No percurso foi que começou a ficar um pouco mais nervosa, as mãos até mesmo um pouco suadas e trêmulas – nem parecia que você estava no auge dos seus 29 anos, pois se sentia uma adolescente com esse nervosismo. Como a cidade era pequena, não demorou mais que 10 minutos do seu apartamento até o hotel e isso não foi tempo suficiente para respirar e se acalmar. Desembarcou do carro e foi direto para a recepção, onde o concierge a encaminhou para o terraço.
O local não estava tão vazio quanto você gostaria, então meio que se sentiu um pouco perdida – e mais nervosa ainda – para encontrar Gabriel. Várias pessoas em pé, grupos em conversas animadas, outros seguiam o ritmo da música alternativa que tocava no ambiente de decoração simples e moderna. Olhou em volta, olhou no relógio, 19:36h. Merda... Achou a hostess do The Nest e, conforme havia combinado com Gabriel, perguntou onde estaria a área reservada em seu nome e no nome dele e ela a levou até as proximidades. Havia apenas um homem de costas, camisa branca e calça de sarja preta bem moldada nas pernas – e que pernas e que senhora bunda! Ele estava com um dos braços apoiado no parapeito e o outro com uma bebida na mão. Pelo cabelo, altura, cor de pele e pelo porte físico... Cacete, esse não é Dubois... E também não é Munch ou Diese... Não, espera...! Puta que me pariu! Você se aproximou um pouco mais, descrente, e ele se virou antes mesmo de o chamar, um sorriso discreto e lindo desenhado nos lábios.
"C-Comandante Reyes...?" você até respirou fundo, tentando muito controlar sua ansiedade e seu nervosismo. Eu tô num sonho, ou num pesadelo... Isso não é possível!
"Gabriel, por favor. S/N," ele disse, se aproximou um pouco mais de você e levou a mão até seu antebraço, um pequeno sinal para você chegar mais perto e os dois se cumprimentarem com um beijo de cada lado do rosto.
Meu Deus do céu... O simples toque dos dedos dele na sua pele causou arrepios e transmitiu uma onda de calor por todo o seu corpo, algo que nunca sentiu antes. Minhas pernas não se mexem... E que homem cheiroso, maravilhoso! Muito provavelmente você estava até mesmo com a boca aberta sem nem acreditar no que via à sua frente. A expressão no rosto dele era relaxada, tranquila, completamente diferente do que estava acostumada a ver pela base. O cabelo estava levemente penteado para trás, sem produto. A barba muito bem feita, a pele do rosto parecendo tão macia, os lábios...
"E-eu preciso admitir que estou..." balbuciou.
"Decepcionada por não ser um cientista que cuida de estudos sobre energia por fissão e fusão nuclear?" ele sorriu e bebericou do líquido âmbar. Parecia whisky, um único cubo grande de gelo dentro do copo, um leve cheiro de laranja exalava dele. E aqueles lábios úmidos lhe eram instigantes.
Mas... se sua boca não estava aberta antes, agora... Você abriu bem os olhos e ensaiou algumas palavras, depois sacodiu a cabeça, indignada e surpresa com tamanha observação, afinal, nunca iria se passar por suas ideias que Gabriel Reyes prestasse tanta atenção assim em você. "Eu jurava que..."
"Que era Gabriel Dubois," Reyes apontou para o sofá e esperou você se sentar. Em seguida, ele se acomodou a seu lado, o braço livre passando por trás do encosto do móvel.
"Exatamente," suspirou. "Meu amigo..." você gesticulou e o encarou naqueles lindos olhos castanhos tão intensos que pareciam querer te devorar por inteira, "ele chegou a cogitar que era... Que era você," apontou para ele, "mas não entrava na minha cabeça. Você sempre tão sério, estoico, imponente e intimidador dentro da Overwatch que..." confessou, "a meu ver, jamais usaria um aplicativo de encontro."
"Entendi," ele deu uma breve risada e apoiou o copo na mesa de centro na frente de vocês. Em seguida, levou a mão até os fios de cabelo que caíam em seu rosto e os colocou atrás de sua orelha. "Não que eu precise e nem você, sinceramente, mas é cômodo, não acha? Simples, objetivo..."
"Você não foi objetivo," respondeu um pouco ácida, tentando desviar a atenção do segundo toque dele na sua pele e de mais uma sensação de calor que percorreu seu corpo todo. "Em nenhum momento, diga-se de passagem."
"Como não? Sempre deixei claro que gostaria de te conhecer. Eu apenas não queria... Te assustar, como assustei outras pessoas ao dizer que era Gabriel Reyes," ele torceu o lábio, você o questionou em silêncio com uma sobrancelha arqueada. "A parte do "intimidador" é real até demais. Me apresentei para duas pessoas, as duas sumiram. Decidi não cometer o mesmo erro com você e, caso conseguisse te cativar o suficiente, a ausência do meu sobrenome despertaria mais ainda a curiosidade na senhorita e no mínimo iria me garantir um bate papo e drinks de qualidade."
"O...?" você deu uma boa risada, gostosa, sincera e divertida, ele a acompanhou. "Ah, não! Sério, eu disse exatamente a mesma coisa!"
"Juro que não coloquei escutas no seu quarto."
"Você invadiu meu apartamento?!" perguntou indignada, ele riu.
"Claro que não! É sério," ele deu um sorriso doce e pegou o copo na mesa de centro, bebendo todo o resto do conteúdo. "Que tal pedirmos algo para você beber? Está com fome?"
Vocês dois olharam juntos o cardápio. Sua escolha pela bebida foi rápida, Blood Diamond, mas ambos decidiram virar uma dose de tequila por mera diversão. Para comer, vocês optaram por uma Plättil Suíça, apenas com a desculpa para ter algo na mesa para beliscar enquanto conversavam. Passado o susto e a surpresa, além do álcool da tequila já tendo subido à sua cabeça, ficou muito mais fácil de lidar com o fato de que seu encontro era com o Comandante da Blackwatch. Muito mais que pelo aplicativo, ele era extremamente agradável, demonstrando interesse por qualquer assunto que você colocasse em jogo. Os olhos castanhos sempre estavam atentos aos seus, mas às vezes passeavam por seus lábios, pela movimentação do seu cabelo, pelo seu colo ou até suas pernas a depender da posição que vocês estivessem, mas nada indelicado demais, afinal você também admirava e muito o corpo musculoso dele, as veias sobressalentes nas grandes mãos e nos braços, os ombros largos, o peitoral que dava vontade de colocar a mão por dentro da camisa de botões... Não dava para julgá-lo.
Os toques, então... Por mais sutis que fossem, apenas as pontas dos dedos encostando na pele exposta do seu braço e, no máximo, no seu joelho, as malditas ondas de calor ainda percorriam todo o seu corpo. A voz grave e sedutora dele reverberava por toda a sua caixa torácica toda vez que ele se aproximava para falar alguma coisa que você não havia entendido direito por conta da poluição sonora ambiente. Nisso, o cheiro dele também a preenchia por dentro de uma forma surreal e era simplesmente excitante. Sua vontade, com todos esses estímulos, era de sentar no colo dele e o cavalgar ali mesmo, mas talvez estivesse muito desesperada por contato físico. Será que Dubois teria essa influência toda sobre você? Será que isso era Reyes mesmo e não o álcool ou seu próprio corpo clamando por sexo? Ou uma mistura de tudo? Ele nem havia feito nada com você ou dito alguma coisa que remetesse a isso... Seus pensamentos lascivos foram interrompidos quando Gabriel decidiu pedir mais uma bebida, e aí você só pediu uma água para matar a sua sede e seu calor.
"Já desistiu? Uma tequila e um drink são suficientes para te derrubar?" ele comentou com graça e se levantou, indo até o parapeito para acender um cigarro.
"O problema não é me derrubar. O problema é me deixar inconsequente..." você disse e se levantou, indo até ele.
Gabriel deu um trago no cigarro, o cheiro gostoso de cravo, canela e tabaco invadiu suas narinas. Você estendeu a mão e pediu o cigarro a ele, dando um bom trago em seguida. O gosto em si era forte, mas o aroma agradável, bem diferente de outros cigarros que tivesse provado. A bebida de Gabriel chegou, assim como sua água. Ele bebericou e lhe ofereceu um pouco, você aceitou. Forte. Whisky, mel, laranja.
"Acha que está sendo inconsequente?" ele a olhou e deu outro trago no cigarro, pegando o copo da sua mão.
"Ainda não, mas posso me tornar em algum momento..." você o respondeu e se apoiou no parapeito, os braços cruzados, o tronco inclinado para frente e a bunda empinada. Aproveitou a posição e o olhou de canto, dando um sorriso inocente em seguida. Ele lambeu os próprios lábios, você tomou o copo de whisky da mão dele outra vez e deu um bom gole, "ainda mais se beber demais perto de você."
"Ah, não... Não quero que perca o controle por causa do álcool," ele disse e tomou o copo outra vez. Encostou de lado no parapeito e a encarou por cima. O olhar agora era completamente dominador, intenso, com um brilho de desejo e luxúria. Você havia desperto isso nele? "Se for para perder o controle, que seja com a minha boca no seu corpo."
Meu Deus do Céu... "Esse cigarro é muito bom," desviou completamente do assunto e deu outro trago, passando para ele em seguida. "De onde é?"
Gabriel pegou o cigarro de seus dedos, os deles encostando nos seus, e sorriu. "Índia. Cassidy é um aficionado por cigarros e charutos, sempre tem excelentes indicações. Aproveitou uma missão que tivemos em Bangalore, foi atrás deles e me deu um pacote," ele disse e chegou ainda mais perto de você. Deu um último trago no cigarro, sem tirar os olhos dos seus, e apagou a bituca no cinzeiro ao lado. Agora, com a mão livre, ele a levou até seu rosto e acariciou levemente sua bochecha. Você desviou o olhar por um momento, ele sorriu. "Do que está fugindo?"
"Nada..." o olhou um pouco tímida e cedeu ao toque.
"Não parece... Está com medo, gatita?" ele percorreu com os dedos pelo seu pescoço e parou nos cabelos de sua nuca, fazendo um leve carinho.
"Não..." você fechou os olhos e virou um pouco o tronco na direção de Gabriel. Instintivamente, abriu levemente os lábios, o sinal perfeito para ele avançar, mas isso não ocorreu. O sentiu se aproximar, sim, a barba sedosa encostando na pele de seu pescoço, a respiração quente lhe causando arrepios, provocativo. "Gabriel..."
"S/N..." ele sussurrou no seu ouvido e deu um beijo no seu pescoço. Reyes movimentou sua cabeça e a ergueu, agarrando os seus cabelos com mais força. Logo ele distribuiu beijos pelo seu pescoço e mandíbula, uma sensação maravilhosa da pele quente daqueles lábios.
Puta que pariu... Você respirou fundo e virou todo seu corpo, ficando frente a ele. Levou suas mãos até a barriga definida, sentindo os músculos por cima do tecido da camisa e gemeu ao que ele deu uma leve mordida abaixo de sua orelha. Em seguida, ele se afastou e você abriu os olhos, sentindo-se um pouco desnorteada, a respiração tão acelerada quanto os batimentos do coração. Gabriel sorriu e bebeu um pouco mais de seu drink, você o olhou frustrada. "Sério?"
"Impaciente..."
"Impaciente ou você que gosta muito de provocar e fazer joguinhos?" disse um pouco mais ríspida do que pretendia. Foi até a mesa e pegou sua água, abrindo-a e bebendo metade do conteúdo da garrafa. Quando colocou de volta na mesa, Gabriel também colocou o copo dele e, em um piscar de olhos, a puxou pela cintura e jogou seu corpo contra o parapeito.
"Talvez um pouco dos dois, mas isso..." ele colocou as mãos na madeira e a prendeu ali. O corpo dele estava muito próximo do seu, era possível sentir todo o calor que emanava, "...Não muda o fato de que você é impaciente..." disse, os lábios quase encostando nos seus, o cheiro amadeirado do álcool e laranja. Canela e cravo. O perfume almiscarado. O próprio cheiro natural dele misturado a tudo isso...
"Eu não..." respirou fundo. Suas mãos foram parar na lateral do cinto dele, seus dedos tatearam o material de couro. Gabriel aproximou mais ainda o quadril do seu e aí... "Puta merda..." você sussurrou e se esfregou na ereção dele, o atrito lhe deixando ainda mais excitada. Sem pudor algum, levou uma das mãos até o meio de seus corpos e agarrou aquele volume, massageando sugestivamente. Caralho, ele é enorme! Gabriel deu uma breve risada, você abriu os olhos e franziu o cenho. "Qual a graça?"
"Viu? Impaciente..." o sorriso nos lábios dele era completamente presunçoso, assim como o tom de voz. Você o soltou e respirou fundo. Será que estava se expondo ao ridículo? Ele se aproximou do seu rosto, mas não a beijou, apenas mordiscou seu lábio inferior e depois sussurrou em seu ouvido, a voz grave e sedutora, "essa área não foi a única coisa que reservei no hotel. Caso realmente queira," frisou, "há uma excelente suíte nos aguardando."
Céus... Vocês se afastaram um pouco, seus olhos escaneado o rosto dele em busca de algum sinal de que isso fosse mentira, mas a única coisa que viu foi luxúria. O olhar do Comandante Reyes queimava de luxúria por você. Tal como uma presa inocente nas garras de um lobo, você assentiu. Ele sorriu e a segurou pela cintura. Antes de qualquer coisa, pararam na hostess para que o consumo fosse computado na suíte de vocês e, após, Gabriel a guiou para dentro do hotel, dois andares abaixo do bar. Frente a uma porta, ele retirou a carteira do bolso e, em seguida, o cartão de acesso ao quarto, dando espaço para você entrar primeiro.
O quarto era espaçoso e bonito, localizado em um dos cantos do prédio, dando uma certa vista panorâmica do lago. Havia uma antessala com um sofá de canto, poltronas, mesa, TV e, claro, uma cama enorme ao centro. Você entrou e olhou tudo em volta, mas antes de Gabriel se aproximar, já entrou na defensiva e foi para a porta do banheiro. "E-eu... Vou usar aqui e já venho," disse e sorriu para ele ao entrar. Reyes apenas assentiu. Ao que fechou a porta, olhou o cômodo, que era todo em mármore branco. Havia uma ótima banheira que cabia duas pessoas tranquilamente, uma janela também com uma ótima vista da cidade... Sua mente divagou um pouco e logo retornou à Terra. Usou o que tinha de usar, se olhou no espelho, avisou Louis que estava tudo bem, lavou as mãos e saiu. Entrou de fato no quarto e viu Gabriel com uma garrafa de champanhe em mãos, duas taças na mesa. Nisso, você colocou sua bolsa no sofá.
"Pegue, beba uma taça," ele disse e sequer te olhou. Vocês se encararam apenas quando ele entregou a taça na sua mão e brindaram. Inevitavelmente, você desviou o olhar, ele riu. "Ah, que gatita assustada..." disse e se aproximou de você, novamente o toque em sua pele lhe causando arrepios, os dedos brincando com fios de seu cabelo que estavam mais próximos de suas clavículas. "Ainda não entendo... Do que está fugindo? Caso não queira ou não se sinta bem em estar aqui, irei compreender perfeitamente."
Droga... Não, não é isso, porra! "Eu... Não! Não estou fugindo de nada, apenas..." balançou a cabeça e deu um bom gole na champanhe.
Gabriel bebeu da própria champanhe e depois pegou a taça da sua mão, colocando as duas de volta na mesa. Ele retornou para você e, agora, um pouco mais agressivo, levou a mão até sua nuca e agarrou seus cabelos com força. "Então vem aqui," e, finalmente, tomou seus lábios.
Um pouco diferente das demais atitudes precavidas, Gabriel agora dominou completamente sua boca, a língua quente e atrevida explorando sua cavidade, o que você aproveitou e o chupou, arrancando um gemido interessante da garganta dele. Reyes a puxou pela cintura e colou seu corpo ao dele, e nisso você deu uma leve rebolada, friccionando a intimidade dele na sua virilha. Ambos gemeram, ele soltou seus lábios, mas não sem antes dar uma mordida na carne macia.
"Indelicadeza minha..." ele falou baixo, a voz rouca e carregada de erotismo, "esqueci de dizer o quão fantástica você está essa noite." Você sorriu, ele prosseguiu, "mas o que quero fazer mesmo com você, S/N, não requer nenhuma..." enquanto ele dizia, também retirava seu blazer lentamente, deixando a peça escorregar por sua pele, os olhos castanhos acompanhando a movimentação do tecido, "dessas peças aqui." Gabriel retirou completamente seu casaco e o colocou na poltrona próxima. Em seguida, foi a vez da sua regata e da sua saia, e ele as retirou sem pressa alguma, como se admirasse cada centímetro da sua pele sendo recentemente exposto. Ele lambeu os lábios e pinçou levemente um de seus mamilos, dedilhou o piercing, sussurrou "são lindos," e a encarou nos olhos. Você não tinha como ficar mais vermelha, tinha?
Após, Gabriel a guiou até a cama, a fez sentar na ponta e se abaixou, retirando suas botas e meias em seguida. Ele deu um beijo em cada pé e depois seguiu com os lábios por uma das pernas enquanto fazia carinho na outra com a mão, abrindo-as devagar. Você suspirou, fechou os olhos e o encarou quando os beijos chegaram ao meio de suas coxas. Ali, ele lambeu vagarosamente e seguiu até sua intimidade, onde você tremeu pela sensação e pela expectativa, mas ele apenas a cheirou e deu um beijo por cima do tecido rendado da calcinha. Seus dedos puxaram o lençol da cama pelo nervosismo.
"Você gosta de provocar mesmo, não é, Gabriel?" disse quase em um sussurro. Ele a olhou e sorriu.
"E você parece não saber aproveitar o momento. Está acostumada com homens que chegam, te fodem rápido e de qualquer jeito, gozam e depois viram para o lado ou vão embora?" agora foi a vez dele responder um pouco ácido e esse comentário acabou por atingir algumas camadas mais obscuras do seu subconsciente. Mas você não ia demonstrar, claro, e se manteve em silêncio. "Então relaxe e aproveite," ele finalizou com um sorriso e se levantou, indo para cima de seu corpo, as mãos apoiadas na cama. Com isso, ele tomou seus lábios mais uma vez para um beijo sedento e erótico.
Reyes a empurrou um pouco mais para o centro da cama e você apenas obedeceu, reclinando o corpo e deitando no colchão macio. Ele mordiscou seus lábios e os abandonou para distribuir mais beijos e outras mordiscadas por seu pescoço enquanto as mãos calejadas faziam delicados tracejos por sua pele quente e sensível, causando arrepios. Seus gemidos, por enquanto, eram baixos e controlados, mas do jeito que as coisas estavam indo... Gabriel sugou sua pele com um pouco mais de força e certamente ficou uma marca no local, mas você não se importou, apenas gemeu um pouco mais alto. Por quanto ele se manteve pelo seu pescoço e clavícula você se controlou, mas o que ele chegou nos seus peitos, ficou simplesmente impossível de não fazer barulho ou não se contorcer tanto pelo prazer. A língua dele fazia maravilhas no seu mamilo e era tudo com tanta calma, ele testando uma movimentação ou outra, uma sucção mais forte ou mais fraca, usar os dentes ou não, buscando realmente aquilo que a fazia gemer mais alto. E era tão perfeito que você não imaginou ser possível ter tamanha sensibilidade nessa região. Reyes fechou a boca em um dos peitos e continuou com a estimulação com a língua e a encarou. Ele estava tão empenhado no que fazia que isso refletiu diretamente na sua buceta e, sem acreditar, você gozou, se agarrou aos braços dele, puxando o tecido da camisa, gemendo alto e se contorcendo mais ainda. Ele abandonou seu peito, sorriu e foi para o outro.
"Gabriel... meu Deus... Espera...!"
"Hm?" ele levantou o olhar, lambendo seu mamilo de forma provocativa. Você tremeu, ele sorriu. "Precisa de um tempo?"
"Beber..." respirou fundo, fechou os olhos e os abriu novamente, "preciso de algo para beber," disse e usou a sede como desculpa para ter um momento para voltar à Terra.
"Ah," Reyes disse, compreensivo, e se levantou, indo até a mesa completar sua taça de champanhe. "Se estiver demais para você, basta avisar," ele se virou, aquele maldito sorriso presunçoso nos lábios, e voltou para a cama, guiando a taça até seus lábios, observando você se deleitar com o líquido rosado. "Mas seria uma pena, pois eu mal comecei..." Gabriel finalizou a devorando pelos olhos. Uma gota escorreu pelo canto da sua boca, ele se aproximou e lambeu.
Antes que pudesse ter qualquer tipo de reação ou o responder à altura, Gabriel a empurrou mais uma vez e voltou com os beijos maravilhosos em todo o seu corpo, raspando os dentes em algumas áreas mais sensíveis, mordiscando outras, deixando pequenas marcas. Ele desceu por sua barriga, a língua quente e macia lhe fazendo delirar, mas o melhor ainda estava por vir... Quando ele chegou a seu baixo ventre, você se apoiou nos cotovelos para o observar. Ele ergueu o rosto e mandou um sorriso seguido de uma piscadela antes de enrolar os indicadores no fino elástico da sua calcinha.
"Você realmente fica maravilhosa de branco..." ele disse e colocou o tecido rendado para o lado e sorriu. "Veja só, outra surpresa aqui..." comentou e deu um beijo simples na sua virilha, a fazendo tremer.
Gabriel continuou com beijos na região e pequenas mordiscadas na sua perna, mas isso estava a fazendo perder a paciência. Ao que ia protestar, ele foi com a boca direto ao seu clitóris, a língua lapeando a pequena pérola e movimentando seu piercingjunto. Você gemeu, jogou a cabeça para trás e levou uma das mãos até os cabelos dele, se deliciando com a estimulação intensa daquela boca hábil na sua buceta. Era simplesmente maravilhosa a forma que ele passava com a língua por toda a sua intimidade, como o músculo estimulava e massageava as terminações nervosas e como Gabriel mesmo nitidamente se deliciava com seu néctar. Você até mesmo trancou a respiração antes de gemer mais alto ainda, o prazer dominando todo seu corpo e mais um orgasmo se construindo cada vez mais intenso. Para piorar – ou melhorar a situação, ele a penetrou com dois dígitos e fez movimentos de onda dentro de você até achar um ponto específico e pressionar ali, a estimulação dupla e constante a deixando ensandecida.
"Meu Deus do Céu, Gabriel!" você clamou e soltou seu corpo no colchão quando o máximo do prazer a atingiu, um orgasmo intenso e delicioso que até deixou sua mente branca, seus olhos revirados até sua nuca, seu corpo todo trêmulo. Para piorar a situação, ele não parou com a estimulação, muito pelo contrário: Reyes intensificou o trabalho com a língua e a pressão que os dedos faziam internamente. Você ainda tentou o empurrar, mas ele a prendeu com o braço livre e a olhou, um sorriso no rosto ao que ele subiu provocativo com a língua. Nisso, outro orgasmo e você usou seu próprio braço para abafar os gritos e gemidos desesperados enquanto tremia nos braços fortes daquele homem. Ele retirou os dedos de você, passou com a língua na entrada do seu canal como se colhesse sua lubrificação excedente e se levantou, encarando seu corpo com desejo.
"Deliciosa..." Gabriel sussurrou e lambeu os próprios dedos. Ele retirou a camisa e a colocou na poltrona junto de seu blazer e você se sentou para observá-lo. O corpo dele era surreal. Os músculos bem definidos, a pele em um tom de bronze maravilhoso e adornada por algumas cicatrizes, as veias nos braços davam vontade de passar as mãos, o peitoral também era espetacular assim como a barriga. E, falando em barriga, havia uma leve trilha de pelos que descia do umbigo para abaixo da calça, onde aquele volume todo a esperava. Ele passou a tirar o cinto e o deixou no canto da cama e fez um sinal com a mão, a chamando. "Vem aqui, gatita. Estou louco para ver a sua boca no meu pau."
Obediente, você se colocou de quatro e engatinhou até ele. Sentou na ponta da cama e o puxou para mais perto pelo passa cinto da calça. Sem resistir, se aproximou e deu beijos na barriga dele, usando as mãos para sentir melhor a musculatura definida e algumas cicatrizes que estavam pelo caminho. O sentiu ter alguns leves espasmos e sorriu, olhando para cima em seguida. Ele levou uma das mãos até seu cabelo e a acariciou gentilmente. Cacete, aqueles olhos... Você ia acabar se perdendo neles, não ia? Seus dedos correram para o botão da calça, a desabotoou e já desceu o zíper também, ajustando o tecido grosso do jeans até o meio da bunda, tendo espaço suficiente para abaixar a cueca até às bolas e libertá-lo daquela tortura. Mas quando o pau dele saltou para fora, quem iria ser torturada era você...
"Puta que pariu..." você sussurrou. Reyes não era apenas grande, ele também era grosso, sua mão não fechava em torno dele. Nota mental para pedir nudes mesmo que a pessoa não queira falar o nome. Você engoliu seco e o segurou com as duas mãos – e ainda sobrava pinto, Deus do Céu...
"Não se sinta obrigada a fazer caso não queira, S/N," Gabriel falou e a tirou de seus próprios devaneios. Você o olhou, ele sorriu docemente. "Está tudo bem."
"Não, é que..." suspirou.
"Muito grande?" o sorriso doce dele se tornou presunçoso e malicioso. Óbvio que ele sabia o estrago que aquilo poderia fazer.
"Para tudo se dá um jeito..." você respondeu com o mesmo sorriso, deu uma bombada e passou com a língua por baixo da extensão dele, seguindo com calma até a cabeça, que foi onde parou, umedeceu bem a boca e o abarcou como pôde. Ele gemeu e levou as duas mãos até seus cabelos e os prendeu em um rabo de cavalo. Seu trabalho com a boca foi o mais paciente o possível, sendo a atenção focada na glande. Lapeou o freio do prepúcio toda vez que estava com parte do volume na sua boca, os movimentos de vai e vem aumentando aos poucos, suas mãos em auxílio. Para dar um alívio, você abandonou o pau dele e desceu com beijos e lambidas até as bolas, sem perder o contato visual. Abocanhou cada uma delas com calma enquanto suas mãos o masturbavam, o dedão trabalhando com a própria lubrificação que minava do canal dele. E era muita. Depois de se satisfazer com o saco, você voltou ao pau dele, lambidas e beijos, sua saliva se misturando com o pré-gozo, um filete conectando os dois.
"Você está maravilhosa desse jeito, S/N..." Reyes disse e arrumou melhor seus cabelos nas mãos, "mas será que aguenta um pouco mais?"
Um pouco mais? Ok, você ainda não havia tentado engolir nem a metade dele, porque não arriscar? Se posicionou melhor na cama e abriu mais a boca, soltando mandíbula. A partir daí, iniciou a movimentação de vai e vem, e aumentou gradativamente a velocidade, cada vez mais enfiando alguns centímetros extras do comprimento dele. Os gemidos e os elogios serviam de estímulo para você seguir mais e mais e, quando percebeu, estava com a ponta do nariz encostada na púbis dele. Você o encarou, seus olhos marejados, e Gabriel estava com uma feição maravilhosa de puro deleite. O sentiu pulsar uma, duas vezes na sua garganta antes de se retirar por completo. Ele respirou fundo, você sorriu, tossindo levemente após. Mais saliva escorreu pela sua boca e queixo, mas não se importou com isso.
"Santo Cielo, chica..." ele sussurrou e limpou as lágrimas que escorriam pelo seu rosto. "Eu poderia morar na sua boca, sinceramente..."
"Você nem se enfiou na minha buceta ainda," foi sua vez de ser presunçosa.
Ele riu e balançou a cabeça, limpou parte da saliva de seu rosto e, em seguida, beijou seus lábios e a empurrou para se deitar na cama, mas se ergueu novamente para tirar toda a roupa e sapatos. Caralho, que homem é esse? Que corpo perfeito. Parecia até mesmo uma escultura de Michelangelo feita em bronze – mas com o pau enorme. Dessa vez, ele subiu na cama e foi com o corpo para cima do seu, retirou sua calcinha, segurou as suas pernas, enganchou os braços atrás de seus joelhos e suspendeu um pouco. Você fechou os olhos e respirou fundo, sentindo a cabeça do pau dele na entrada da sua buceta, mas em um rompante, afastou um pouco o quadril, e disse "Preservativo!"
Ele estalou a língua, mas parou e não se moveu um milímetro sequer. "Sou um super soldado, então não contraio ou transmito qualquer tipo de doença..."
"Eu não uso nenhum método contraceptivo, Gabriel..." explicou.
"Ah, quanto a isso, sou vasectomizado. Algum outro impasse?"
Acreditar nele ou não arriscar...? Fazia tanto tempo que você não sentia uma rola, pele com pele, dentro de você e essa era uma ótima oportunidade. Em contrapartida, por mais que soubesse de forma superficial como super soldados eram, não havia lá uma garantia de nada. Inferno... Ele pressionou um pouco mais, a cabeça entrando vagarosamente, laceando suas paredes. Ambos gemeram baixo, sua buceta se contraiu em torno dele, aquele pau delicioso pulsou em resposta. E estava tão molhada, tão relaxada, tão excitada que ele escorregou para dentro sem muita dificuldade, mesmo com a pressão feita por sua musculatura. "Puta merda...!" você gemeu e respirou fundo quando ele entrou todo.
"Sua buceta é apertada pra caralho, S/N..." ele disse, "tão quente, tão molhada..." e se retirou quase que por completo antes de se arremeter lentamente. Ele fez novamente, mas com um pouco mais de força dessa vez. E de novo até alcançar um ritmo lento, mas cadenciado e torturante, tirando gemidos doces de você. "Deliciosa," sussurrou.
"Gabriel..." seus olhos se fixaram aos dele e você sentiu uma corrente de energia percorrer por todo seu corpo ao que ele te beijou, lhe dando arrepios e subindo mais ainda sua temperatura.
Reyes ergueu um pouco mais suas pernas, criando um novo ângulo para que pudesse meter mais fundo e mais forte, mas a velocidade era a mesma. Ele era enorme em todos os sentidos, o corpo dele a dominava por si só e aquele pau a atingia no fundo, a deixando louca, completamente preenchida. Aquilo estava maravilhoso, mesmo com o ritmo lento, um orgasmo aos poucos se construindo em seu baixo ventre. Ele abandonou seus lábios apenas para distribuir mais beijos e mordidas por seu pescoço e colo enquanto você gemia docemente no ouvido dele.
Parecendo insatisfeito com o ângulo, Gabriel soltou uma de suas pernas e levou a outra para ainda mais perto do seu corpo, deixando-a enganchada no braço enquanto apoiava a mão no colchão ao lado da sua cabeça. A outra mão ele levou a seu pescoço e pressionou o suficiente para dificultar sua respiração. "Tudo bem fazer isso?" ele perguntou, a voz rouca dominada pelo prazer. Você assentiu levemente e isso pareceu ter virado alguma chave nele, pois ele passou a meter com ainda mais força, indo mais rápido. Seus gemidos saíam engasgados, a pressão no seu pescoço trancando seu ar e privando a circulação de oxigênio e sangue no seu cérebro, uma experiência que você nunca havia provado e aquilo estava a levando à loucura.
Você levou suas mãos aos braços dele, apertando as unhas na carne até que sentiu algo diferente no seu interior, a cabeça do pau dele acertando naquele mesmo ponto específico que ele fez com os dedos. Gabriel intensificou mais ainda os movimentos e, quando menos esperava, você gozou, louca de tesão. Nisso, você bateu no braço dele, como se pedisse para soltar seu pescoço e assim ele fez. Enquanto isso, sua buceta não parava de pulsar e o pressionar. Seus gemidos eram longos, altos, suas pernas tremiam, sua consciência pareceu ter entrado em um estado de catarse e, de alguma forma instintiva, você tentou fechar as pernas e fugir dele, o empurrando um pouco para fora de seu corpo. Reyes saiu e você colocou a mão no rosto para se esconder e se recuperar, mas em seguida o ouviu dar uma breve risada anasalada e puxar seu braço.
"Nós não terminamos aqui," ele disse baixo, a voz rouca.
"Meu Deus..." você suspirou e o olhou. Ele não havia gozado, estava com o pau duro ainda e pronto para te foder mais.
Gabriel a puxou e virou com facilidade, seu corpo e mente ainda estavam se recuperando e, mesmo assim, ele a colocou de joelhos. Você se ajeitou como pôde, deixou sua bunda empinada, os cotovelos apoiados no colchão. Sem esperar muito, Gabriel a penetrou novamente, já com movimentos rápidos, fundos. Ele puxou seus cabelos, fazendo você arquear mais ainda as costas. O barulho do choque entre as peles úmidas dominava o quarto e, quiçá, chegava aos corredores do hotel. Seus gemidos e os dele eram incontidos, os seus sendo até desesperados. Sem aviso, ele deu um forte tapa na sua bunda e um puxão mais forte nos seus cabelos. Sua reação foi um gemido ainda mais gostoso e ele deu outro tapa, desta vez do outro lado, e apertou sua carne em seguida. Gostando da sua reação, ele distribuiu mais alguns tapas, sua pele começando a arder, mas o prazer que a dor lhe proporcionava era simplesmente maravilhoso. E você estava tão molhada com tudo que chegava a escorrer por suas pernas, sua buceta fazendo barulhos que te deixariam envergonhada se não estivesse tão louca de tesão.
Gabriel soltou seu cabelo e a puxou pelo braço, fazendo suas costas encostarem no peito dele, sem perder o ritmo da penetração. Ele levou uma das mãos até seu seio, sustentando seu peso, a outra ele desceu e posicionou os dedos em seu clitóris e passou a esfregar com calma, mas na pressão certa, brincando com seu piercing enquanto distribuía beijos pelo seu pescoço e nuca, a barba lhe causando mais arrepios, te deixando maluca.
"Está gostando, hm?" ele sussurrou no seu ouvido e você assentiu. "Quero ver você gozar de novo na minha rola, S/N..." ele aumentou o estímulo no seu clitóris e você gemeu de forma contínua, o pau dele acertando novamente naquele lugar específico fazendo sua mente, mais uma vez, entrar no mesmo estado de catarse.
"Gabriel...!" você praticamente gritou o nome dele quando gozou, sua buceta pulsando freneticamente e apertando mais ainda aquele pau delicioso. Lágrimas escorriam de seus olhos e você não via nada, apenas sentia. Quando pensou que havia passado o pico do orgasmo, logo veio outra onda mais forte ainda e seu corpo todo tremeu. Não saiu nenhum som da sua boca, apenas lágrimas dos seus olhos, suas mãos se agarrando com força no braço dele. Ele a soltou na cama e a puxou pelo quadril, segurando firme nas suas ancas enquanto se arremetia em você, sendo até mesmo brutal. Quando achou que não, o ritmo dele começou a mudar, indo descompassado até que, finalmente, ele travou seu quadril e gozou, soltando um gemido intenso, maravilhoso a seus ouvidos. Você sentiu o pau dele pulsar e se despejar dentro de si, e ele só saiu após o último jorro. Você, sem forças, caiu na cama e ele se deitou a seu lado, ambos ofegantes. Vocês trocaram um olhar e um sorriso, ele se aproximou e deu um beijo doce nos seus lábios.
Minutos depois, quando o sono estava quase a embargando, a voz dele a acordou, "S/N, acho melhor tomarmos um banho..."
"Hm, tá..." você resmungou e se acomodou melhor na cama, "vai você primeiro."
Ele riu e cutucou sua cintura, fazendo você ter um sobressalto, "a chance de você dormir é maior que a minha."
"Hmm..." você apenas resmungou e se agarrou mais aos travesseiros. Estava tão confortável, tão gostoso...
Alguns minutos depois, sentiu ele a pegar no colo e, nisso, se assustou e acordou. Ele a levou para o banheiro e a colocou dentro da banheira, a água quentinha e um cheiro doce e relaxante. Gabriel entrou e ficou nas suas costas, prendeu seus cabelos em um coque para não molhar e a abraçou pela cintura. Você se acomodou no peito dele e fechou os olhos.
"Se você tinha a intenção de fazer mais alguma coisa comigo, foi péssima a ideia me trazer para a banheira..." você disse baixinho, ele riu.
"Você ia dormir de qualquer forma depois do último orgasmo. Ao menos, depois daqui, vai dormir mais relaxada e sem cheiro de sexo," Gabriel disse e deu um beijo em seu pescoço.
Calmamente, você virou o rosto na direção dele e ele tomou seus lábios em um beijo lento e sensual. A mão que ora estava apoiada em sua barriga passou a descer vagarosamente até o meio de suas pernas e, ao que um dedo atrevido encontrou seu clitóris, você se assustou e separou do beijo.
"Está muito sensível..." sussurrou próximo à boca dele.
"É?" Gabriel tomou seus lábios de novo, mas não retirou a mão de sua intimidade, apenas deixou o toque mais suave e mais devagar.
"Ah, Gabriel... Não sei... Ah, não sei se aguento outro..." você fechou um pouco as pernas, mas ele não parou. Sua opção foi se entregar às carícias.
A outra mão de Reyes se direcionou a um de seus peitos, os dedos beliscavam vagarosamente ao mamilo enquanto a palma sustentava o tecido adiposo. Você passou a gemer baixo ao que a sensação do prazer aumentou gradativamente, mas aquilo estava completamente diferente do que fizeram na cama. Com o calor e a tranquilidade da água, da umidade do ar, o aroma... Você estava extremamente relaxada e jogou a cabeça para trás, apoiando no ombro dele. Gabriel aproveitou a exposição da sua pele para distribuir mais beijos e pequenas mordidas na região de seu pescoço e ombro.
"Você está maravilhosa assim, S/N..." ele sussurrou no seu ouvido, a voz grave e sedutora. "Tão entregue, tão tranquila que faz até eu me sentir mal em te dar outro orgasmo e quebrar essa paz..." ele deu um beijo no seu rosto e aumentou um pouco a intensidade da estimulação, "mas vai ser excelente, garanto."
"Gabriel..." foi o que você conseguiu dizer. Aliás, parecia que era a única palavra do seu vocabulário atualmente.
Quer dizer que esse homem era isso? Um pacote completo? Cavalheiro, educado, divertido e bom de conversa, cheiroso, lindo, gostoso, com um pau enorme e que sabia muito bem o que fazer com ele – não só com ele, mas com as mãos e a boca também. Que podia garantir um sexo mais violento ou algo romântico e próximo ao tântrico? Você gemeu um pouco mais alto e arqueou a coluna quando o primeiro orgasmo a assolou. Claro, ele continuou a estimulação até vir o segundo e suas unhas foram direto para os braços dele. Gabriel sibilou no seu ouvido e deu uma breve risada, parando a estimulação em seguida. Ele tomou seus lábios mais uma vez e a fez virar o corpo, deixando um de frente para o outro.
"Vem aqui..." ele chamou e a puxou pela mão, "senta pra mim..."
Um pouco desnorteada, você foi e se acomodou no colo dele. Levou sua mão até o meio de seus corpos e alinhou o pau dele com o seu canal, descendo vagarosamente até se sentar nas coxas firmes. Você gemeu, ele a abraçou e tomou seus lábios, fazendo carinho nas suas costas até que você começou a se mexer, rebolando devagar. Suas mãos foram parar no rosto e na nuca dele, as unhas arranhando os cabelos, seus dedos acariciando a barba sedosa. Porra, você não tinha feito um sexo tão íntimo assim nem mesmo com seu noivo! Quando quis acelerar o ritmo, Gabriel a segurou pelo quadril, comandando para você continuar devagar e assim você o fez. As grandes mãos passavam por todo seu corpo, os dedos traçando caminho pela coluna, retornando e parando em seu cóccix, um dedo atrevido arriscou acariciar sua região anal e você gemeu de prazer em resposta. Nisso, ele penetrou o dígito, você abandonou aqueles lábios e encostou a testa na dele, seus olhos ainda fechados. Para somar a isso tudo, seu clitóris inchado ainda friccionava com o púbis dele, arrepios passando por todos os seus nervos, uma sensação estupefata de prazer e inquietude enquanto todo o ambiente a sua volta era de tranquilidade e relaxamento, uma dicotomia que lhe trouxe uma experiência nova e deliciosa.
"Você está tão linda assim..." ele disse baixinho, circulando o dedo no tecido rugoso, a musculatura reagindo por si só à invasão.
"Ah..." você assentiu e abriu os olhos, se deparando com os castanhos dele fixos no seu rosto. Seu corpo todo estremeceu, seu canal pulsou forte em torno dele ao menos duas, três vezes seguidas. "Gabriel, eu vou gozar..." sua voz saiu quase em um choro, seus olhos realmente estavam se enchendo de água.
"É? Goza pra mim então, S/N..." Reyes praticamente ordenou e tomou seus lábios em mais um beijo de tirar o fôlego.
Enquanto seu orgasmo a assolava, você permaneceu parada, sentada nas pernas de Gabriel, sua buceta o apertando cada vez mais. Ele gemeu, tirou o dedo do seu rabo e levou as duas mãos até sua bunda, apertando bem a carne e, então, foi sua vez de o sentir pulsar e se despejar dentro do seu corpo mais uma vez. Ao que se acalmaram, separaram suas bocas e se olharam, ambos com as pálpebras pesadas, as maçãs do rosto vermelhas. Ele escaneou seu rosto e sorriu, colocando algumas mechas soltas de seus cabelos atrás de sua orelha. Você se sentiu um tanto vulnerável e desviou o olhar e deitou no ombro dele, ele a abraçou e a acomodou.
Os dois ficaram assim por um tempo, apenas o barulho da água se acalmando junto dos corações e das respirações de vocês. Em meio a tamanha tranquilidade e após momentos de prazer, você começou a pegar no sono, Gabriel a apertou um pouco mais forte. Ele se mexeu um pouco e saiu da água com você no colo, colocando uma toalha felpuda nas suas costas e a levou para o quarto. Com cuidado, ele a pôs na cama e a cobriu, depois deu a volta e se deitou a seu lado, apagando as luzes por fim. Meio que inconscientemente, você virou para o lado dele e o abraçou, sendo bem recepcionada.
Ao amanhecer, você acordou com um pouco de luz entrando no quarto. Incomodada, se virou de um lado para o outro e acabou por perceber que estava sozinha na cama. Se sentou e olhou em volta, encontrando a fonte de luz: Gabriel estava apenas com a boxer ao celular na varanda. Você se levantou e pegou o hobby pendurado no armário e o vestiu, indo até Reyes e o abraçou pelas costas. Ele a olhou e sorriu, virando o corpo de frente para o seu e deu um beijo nos seus lábios. Estava uma manhã muito bonita e, pela altura do sol, já devia ser por volta de 11h.
"... se realmente for tão necessário assim, Jack, eu vou até aí para resolver as coisas pessoalmente," ele fez uma pausa e depois revirou os olhos. "Dá um tempo, Boyscout. O Comandante da Overwatch é você, não eu," outra pausa, dessa vez ele riu. "Levou para o coração, Jackie? Me ligue de novo apenas se for extremamente necessário," ele disse por fim e desligou. "Desculpe, S/N. Lembra que disse que só pessoas privilegiadas têm descanso naquele lugar?"
"Lembro," você riu.
"Estava esperando você acordar para decidir o que vamos comer," Gabriel disse e apoiou a mão nas suas costas, a guiando para dentro do quarto. Ele pegou um cardápio em cima da mesa e você se jogou na cama novamente, ele indo se sentar a seu lado. Ambos olharam o cardápio e cada um optou por algo diferente. Do que era servido, você sinceramente achava que era muita coisa, mas Gabriel garantiu que aquilo não seria problema.
Enquanto aguardavam, vocês ficaram conversando sobre casualidades e trocaram alguns beijos e carícias, nada muito provocativo. Cerca de vinte minutos, o pedido de vocês chegou. Gabriel enrolou uma toalha no quadril e foi atender a porta enquanto você foi ao banheiro. Quando saiu, ele já havia colocado as coisas na mesa e era tudo tão bonito e tão cheiroso que você achava que não ia sobrar nada, na realidade. Os dois se sentaram e continuaram conversando amenidades, como se fossem dois amigos de longa data ou que já se conhecessem há muito tempo e isso começou a mexer um pouco com seu coração. Como alguém podia se encaixar tão bem assim com você? Um lado pensava que era pelo treinamento diplomático e pelo curso de Relações Internacionais dele, um outro lado se perguntava ele realmente era desse jeito com todo mundo fora da base e uma terceira via se indagava ele havia se cativado realmente com você.
Ao que terminaram o café, foram se deitar na cama e não demorou muito para que você estivesse se contorcendo de prazer novamente. Desta vez, você ainda aproveitou e o colocou deitado no colchão, sentando no colo dele. Antes de se mover, apoiou uma das mãos no peito de Gabriel e ele a segurou pela cintura, as mãos ora ou outra correndo para seu quadril e suas coxas. Você rebolou uma, duas vezes, subiu até a cabeça e se abaixou de novo, movendo apenas o quadril. Ele gemeu e apertou um pouco mais sua carne e você repetiu o movimento, rebolou, subiu e desceu até encontrar um ritmo satisfatório. As palavras dele a estimulavam mais e mais e, aos poucos, você aumentou o ritmo e sentou com as costas eretas. Aproveitou a nova posição para brincar com seus seios e fixar bem seus olhos nos de Gabriel, seus próprios lábios entre os dentes e um sorriso safado no canto de seu rosto, que ele deu de volta. Ele ainda levou a mão até seu rosto e colocou o dedão na sua boca avermelhada, obrigando você a abri-la e assim o fez e chupou o dígito com vontade. Como resultado, sentiu o pau dele pulsar deliciosamente dentro de você. Reyes seguiu com a mão para o meio de suas pernas, o dedão indo a seu clitóris e o massageou conforme o ritmo das suas sentadas. Não demorou nada para você passar a gemer descontrolada e gozar. Ainda tentou sair do colo dele, mas ele a segurou pela cintura e jogou seu tronco na cama, mantendo seu quadril elevado e suas pernas foram parar nos ombros dele enquanto ele metia forte e rápido no seu corpo, os gemidos de vocês e o choque entre os dois ecoando pelo quarto. Você gozou mais uma vez e apertou o pau dele com força e era nítido que ele estava se segurando.
"Me enche de porra, papi..." você disse com um sorriso safado no rosto e ele arregalou os olhos, prendendo seu quadril no dele. Nisso, sentiu ele se despejar dentro de você, os gemidos que saíam dos lábios de Gabriel eram maravilhosos e nessa brincadeira você teve mais um orgasmo, pressionando e leitando por completo aquela rola dentro de si. Quando terminou, ele soltou seu corpo e deitou a seu lado.
"Demônia..." ele disse baixo e você riu.
"Temos alguém com alguns fetiches..." você suspirou e se virou para ele.
"Vários, na realidade. E não pretendia parar agora..." ele virou para você e puxou seu rosto para um beijo, "então você vai ter de me aguentar para a próxima."
"Não tem problema. Até lá, eu descanso. Quando é a próxima?" você sorriu docemente, já ele não. O sorriso dele te seu arrepios.
"Agora."
Gabriel foi para cima de seu corpo e a fodeu com força, impiedoso, segurando seus braços acima de sua cabeça para que você não pudesse o afastar e nem tentar diminuir a velocidade dele. Em outro momento, ele a virou e a colocou de quatro, sua cabeça apoiada nos travesseiros, os braços presos nas suas costas enquanto ele metia com força. Nisso você teve dois orgasmos e entendeu bem o motivo dele a prender, assim não seria possível fugir. Em um dado momento, você ouviu ao fundo um celular tocar. Reyes diminuiu um pouco a velocidade e soltou seus braços, mas não saiu do seu corpo.
"Consegue alcançar?" ele disse com a voz rouca. Você estendeu o braço e pegou o aparelho na mesa de cabeceira e entregou a ele. "Obrigado. Agora, seja uma boa menina e tente não fazer barulho."
Mentira... Ele não vai atender... Você olhou para trás, ele sorriu, atendeu o telefone e jogou ao lado no colchão, provavelmente estava no viva voz.
"Reyes," a voz dele ainda estava rouca. Ele puxou seus braços novamente e os prendeu com uma mão só, fazendo movimentos mais lentos. Porra, você não imaginou que devagar fosse pior...
"Gabriel, eu realmente preciso que você venha aqui hoje, o quanto antes," a voz era de Jack Morrison e ele realmente parecia preocupado. "Petras ordenou que fossemos para Nova York e..."
Você se desligou completamente da conversa, pois Gabriel levou a mão livre até sua intimidade, fazendo uma leve e tortuosa massagem em seu clitóris. Seu esforço para não fazer barulho era quase sobre-humano e não sabia, sinceramente, até quando iria aguentar ficar sem gemer ou sem gritar. Enquanto isso, a voz dele não falhava em um momento sequer. Você fechou os olhos com força e mordeu o travesseiro ao que sentiu outro orgasmo se construir. Gabriel deu uma, duas, três bombadas mais fortes e você gozou, respirando fundo. Olhou por cima do ombro para ele e recebeu um sorriso malicioso.
"...Isso foi após aquela missão em Dunkirk. Quem era seu segundo no comando?"
"Ana Amari," Morrison pareceu um pouco ríspido, "mas o que isso tem a ver?"
Gabriel a puxou pelos braços e encostou suas costas no peito dele, dando um beijo em seu pescoço, a outra mão logo retornou a seu clitóris, "tem a ver que eu não tenho nada a ver..."
"Ah, é o setor de inteligência se recusando a fazer seu trabalho?"
"É a Blackwatch se recusando a lavar roupa suja da Overwatch," ele disse um pouco irritado e aumentou a força da penetração, dando uma mordida leve em seu pescoço. Você gemeu baixo, ele levou a mão que a segurava pelo braço até sua boca. "Então, Jack, acho melhor você pensar em outra estratégia."
"Venha até aqui para conversarmos pessoalmente, então!"
Gabriel pareceu ter se distraído por uns momentos e provavelmente foi em razão de outro orgasmo seu em que você o pressionou com força. Foi realmente impossível não fazer barulho, mesmo com a mão dele na sua boca. Ele também gemeu.
"Gabriel, que porra você está fazendo?"
"Fodendo, Jack. Algo que você também devia fazer," ele disse e soltou seu corpo na cama de novo. Reyes voltou a meter com força, qualquer som agora sendo impossível de ser abafado. "Chego aí em uma hora."
"Gabriel!"
Aparentemente, a ligação se encerrou por ali e ele pôde se concentrar completamente no que fazia em você. A penetração estava do jeito perfeito: rápida, forte, ele desferindo tapas na sua bunda e falando coisas as quais a deixaria completamente sem jeito se a situação fosse outra. Ele apoiou a mão nas suas costas e empurrou todo o seu tronco para a cama e a virou, fazendo-a ficar de frente para ele. Gabriel se encaixou no meio de suas pernas e voltou a foder com força, segurando seu pescoço em seguida. Seu limite foi ao que ele trancou a circulação de sangue para seu cérebro e o ar para seus pulmões e disse que era possível viciar no seu cheiro, gosto e no calor da sua buceta. Você gozou com o nome dele nos seus lábios, ele com o seu nos dele e se despejou por completo, mais uma vez, dentro do seu canal. Alguns minutos se passaram e ele saiu de dentro de você e sentou a seu lado. Ao que você se acalmou, ele apoiou uma mão em sua barriga e a trouxe de volta à realidade, pois era nítido que você ia dormir novamente.
"Banho?"
"Hm... Melhor," você disse e se sentou.
Gabriel a beijou e se levantou, ajudando você a se levantar também e ambos foram abraçados para o banheiro. Ele ainda a auxiliou a entrar na banheira enquanto foi no quarto pegar as toalhas que haviam deixado por lá e as colocou no toalheiro. Ele entrou debaixo do chuveiro com você e beijou seus lábios, seu rosto, seu pescoço... "Se começarmos de novo, não vai conseguir chegar na base em uma hora..."
"Não que eu esteja me importando muito, sinceramente..." ele a puxou pela cintura e depois agarrou sua bunda com vontade. "Mas, infelizmente, terei de ir até lá e se me atrasar, Jack liga de novo."
"Sem problemas," você disse e deu um beijo singelo nos lábios dele e depois disso realmente tomaram banho.
No quarto, ambos se arrumaram e pegaram seus pertences. Jack ainda ligou mais uma vez para Gabriel, mas ele ignorou a chamada. Você sentou na cama para chamar seu Uber e aproveitou para ver algumas mensagens enquanto Reyes terminava de calçar os sapatos.
"Onde você mora, S/N?" ele perguntou e a olhou.
"Seefeld."
Ele deu um sorriso. "Mesmo? Em qual rua?"
"Helenastrasse 3... Porquê? Ah, eu vou chamar um Uber, não se preocupe!" alertou.
"Não, eu levo você," ele se levantou e foi até a porta. "E nós somos praticamente vizinhos," Gabriel disse e estendeu a mão. "Não está esquecendo nada?"
"Oh! Em qual rua você mora?" você perguntou animada enquanto olhava sua bolsa. Tudo estava dentro dela, inclusive seus acessórios.
"Wildbachstrasse 59."
"Nossa!" você o olhou surpresa, "realmente, somos vizinhos! Mas nunca o encontrei por lá..." se aproximou e pegou a mão dele.
"Com esses horários horríveis... Complica um pouco a minha rotina," ele falou com um certo pesar.
Vocês saíram do quarto, desceram até a recepção e Reyes pagou por tudo, mesmo você insistindo em dividir a conta total do hotel. Depois foram até a garagem do local e o carro dele nada mais era que...
"Isso é um Dodge Challenger?" você perguntou e apontou para o veículo todo preto. O carro era maravilhoso, impecável e imponente, tal como o dono.
Gabriel sorriu, destravou as portas e acionou o startup. "STR Hellcat. Pode entrar."
O ronco do motor mexeu com seu interior. Ansiosa, você abriu a porta do passageiro e entrou. O carro tinha o cheiro de Gabriel e era divino. Em seguida, ele entrou também, ajustou algumas coisas e saiu da garagem.
O caminho até sua casa foi rápido. Ele entrou na pequena rua e parou em frente ao prédio com a faixada tomada por Primaveras. Antes de você sair, Gabriel a puxou para mais um beijo profundo que a deixou com vontade de continuar ali, trocando carícias. Quando se separaram, ele encarou seus olhos e sorriu. Você também sorriu, mas um pouco tímida.
"Então... É isso. Muito obrigada pelo final de semana, Gabriel. Foi ótimo, delicioso."
"Disponha, S/N. Espero poder proporcionar outros assim. Aliás," ele pegou o celular, "me passa seu número. Fica melhor para nos comunicarmos do que pelo aplicativo."
Espera... Ele está interessado em repetir a dose? "Claro!" você ditou o número, ele repetiu.
"Perfeito. Mandei um 'oi' para você salvar o meu. Agora, infelizmente preciso ir, tenho 10 minutos para encontrar Jack," ele disse e revirou os olhos, você riu.
"Tudo bem! Então, nos vemos por aí?"
Ele a puxou mais uma vez, outro beijo que a deixou até zonza, "nos vemos por aí. Vai, desce logo antes que eu desista e queira subir para o seu apartamento."
"Caso realmente queria..." você disse provocativa.
"S/N..." ele balançou a cabeça e olhou para frente, "você... É uma coisinha interessante," e olhou para você novamente, afetuoso.
Seu rosto esquentou e provavelmente estava vermelho. Você sorriu, "até mais, Gabriel," despediu dele e desceu do carro. Ele esperou você entrar no prédio para sair e o ronco do motor fez até seu coração tremer.
No seu apartamento, você cumprimentou os gatos, trocou de roupa e foi realmente prestar atenção e responder às mensagens. Eram várias! Seu grupo de amigas do Brasil, seus irmãos, algumas notificações do Lovewatch as quais você, sinceramente, não queria nem mesmo abrir para ver, Louis morto de curiosidade... Iria falar melhor com ele no dia seguinte, pois por hora só queria descansar.
