Pernas Bambas
Autora: munjaaay
Betas: mrenata19 e SuSnape
Notas Iniciais: Essa história está postada no Wattpad, Spirit Fanfics e AO3.
Imagem de capa por Maria no Pexels.
Harry Potter e seus personagens, lugares e afins pertencem à J.K. Rowling, mas os personagens originais e o enredo da história são de minha total autoria, e meus direitos estão protegidos pela Lei nº 9.610/98. Plágio é crime!
Avisos: Essa fanfiction apresenta bebidas alcoólicas; linguagem imprópria; sexo; menção à bullying, violência domética e violência infantil. Caso seja sensível a esses temas, por favor, não leia e busque outra leitura para lhe entreter. Não recomendada para menores de 18 anos.
Erin esperava pela bebida que havia pedido ao bartender quando deu um leve sorriso enquanto assistia seu amigo Harry dançando com Draco; eles eram namorados desde o ensino médio. Era interessante relembrar do início do relacionamento entre os dois, pois antes de toda a parte do romance, eles eram inimigos e se odiavam; Draco havia sido uma criança e um pré-adolescente extremamente preconceituoso. O pai de Erin, Harley Cooper, e o pai de Draco, Lucius Malfoy, trabalhavam dentro do Ministério em funções políticas importantes, o senhor Cooper integrava o "Departamento de Habitação, Comunidades e Governo Local", enquanto Malfoy, o "Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial", apesar de ambas as famílias terem nomes grandes, a família Malfoy detinha um histórico monárquico, e a aristocracia continuou seguindo com o nome da família que não apenas possuíam muitos recursos financeiros, como também, recursos materiais; eram donos de vários pedaços de terra e de negócios como pousadas e shoppings. Ser rico fazia Draco achar que era melhor que as outras pessoas, ele implicava principalmente com a família de Erin, porque mesmo o pai tendo um ótimo cargo, ela não abusava disso para se sentir superior a alguém, além de incomodar Harry com o fato do garoto ser órfão. Harry, em defesa da amiga e de si próprio, não aceitava levar os desaforos do garoto para casa, então os dois viviam na diretoria, já que sempre acabava em uma briga física.
No último ano do ensino fundamental, a história de Draco se revelou quando seu pai foi preso por violência doméstica e infantil. Não era que a situação diminuísse as coisas erradas que ele havia praticado, mas Harry, que também passou por um lar abusivo na infância enquanto morava com os tios, conseguiu sentir empatia pelo garoto e o perdoou pelas ofensas. Após esse período, se aproximaram bastante, encontrando conforto um no outro. Draco era um jovem perdido e medroso que queria chamar a atenção, foi a conclusão que chegaram juntos.
Então, aos quinze anos, começaram a namorar. Não tinha sido fácil, eram muito jovens, e a mãe de Draco, Narcissa — agora, novamente, Black —, ainda abalada pela situação com o ex-marido, não gostou nada do romance dos dois adolescentes. Mas quando percebeu o quanto o filho estava feliz com o garoto, acabou abaixando a guarda e respeitou a relação. Outro fator que facilitou a aceitação da mulher, foi que Harry era afilhado de Sirius Black, primo de Narcissa. Não que os dois tivessem a melhor relação, mas eram parentes e carregavam o mesmo nome. Apesar de Sirius ser o primo rebelde da família, deu uma chance para que o garoto Potter pudesse se apresentar, e então, se tornou muito amado pela sogra.
A bebida de tom rosa claro foi colocada a sua frente, e ela entregou ao homem o cartão de consumo, que foi passado na máquina e devolvido a ela. A mulher andou até os amigos enquanto dava um gole em sua bebida através do canudo, que apesar de doce, desceu queimando pela sua garganta, ela sorriu com a sensação de ardor. Os três seguiram para a pista, na qual várias pessoas curtiam e dançavam ao som da música que a DJ tocava. A música era contagiante e Erin começou a mover o corpo com o ritmo quente, deu algumas reboladas tímidas enquanto bebericava seu drink.
Harry e Draco observaram os movimentos da amiga e aproximaram seus corpos, seguindo o ritmo de dança que ela ditava. Erin abraçou Draco pelo pescoço, enquanto Harry rebolava atrás dela; gostava de ter esses momentos com seus amigos, sempre se divertiam muito juntos. Erin balançou seus cabelos castanhos quando virou o rosto, passando seus olhos pelo local e, com isso, percebeu um homem que a encarava. Ele estava escondido nas sombras da boate e tinha uma garrafa na mão, o rosto não era desconhecido.
Severus Snape.
Ele deu um pequeno sorriso ao perceber que ela o olhava de volta e levantou a garrafa em sinal de cumprimento. Ela já conseguia ouvir as vozes de seus amigos em sua cabeça: "Você deveria esquecer Snape, é uma relação completamente torta". Mas sabia que esquecê-lo seria algo impossível.
Enquanto dançava com o intuito de deixá-lo desejando seu corpo, lembrava de como foi conhecê-lo. Erin, na época, cursava o terceiro ano de fisioterapia, e sua faculdade selecionava algumas disciplinas extras que deveriam cursar ao longo dos anos na faculdade, que seriam pelo menos 5. Interessou-se pela disciplina de genética que era ministrada por Severus Snape, um professor renomado nas áreas de biologia e química, então logo assinalou a preferência por esse estudo que, apesar de não ser obrigatório em sua grade, lhe parecia muito interessante de ser estudado. Erin só notou que marcou a disciplina no curso errado, quando ao invés de se deparar com o departamento de medicina, acabou se vendo no prédio de veterinária.
Prometeu para si mesma que iria assistir apenas aquela aula, pois já estava ali, e ainda tentaria pegar a disciplina de genética no departamento de medicina com Snape, então não queria fazer feio. Quando entrou em sala, se sentou em uma das cadeiras da frente em uma tentativa de parecer interessada na aula, mesmo imaginando que não entenderia coisa alguma. Mas ao ver o professor entrar na sala, totalmente trajado com roupa formal na cor preta, perdeu a linha de raciocínio. Ficou pior quando ouviu a voz barítona macia entrar em seus ouvidos e embaralhar ainda mais seus pensamentos.
Ao final da aula, a morena havia atraído a atenção do professor, que achou interessante uma estudante de fisioterapia se matricular em uma disciplina da veterinária; não que fosse algo fora da realidade, uma vez que vários estudantes de cursos distintos exploravam disciplinas de outras áreas, mas Snape, um tempo depois, confessou que ficou intrigado com a escolha dado à fama que ele carregava na faculdade. Poucos eram os estudantes que em um curso muito diferente do que faziam, escolhiam fazer uma disciplina com o homem conhecido por ser um professor intolerante e sem paciência. Erin soube que continuaria ali, e que isso seria um diferencial entre o mar de mulheres bonitas, inteligentes e interessantes que existiam naquela instituição.
Sentiu Harry beijar sua bochecha e o viu se afastar para poder rebolar em Draco. Erin riu, animada pela dança dos amigos, que ficavam extremamente belos juntos, e deu um último gole em sua bebida. Deixou o copo em uma das mesas finas e prateadas que haviam próximas à pista de dança e voltou para o ponto exato em que tinha visão privilegiada de Severus. Ainda olhando nos olhos escuros, que nunca se desviaram dos seus, movimentou o quadril no ritmo envolvente da música e ajustou os pés para que pudesse descer enquanto rebolava, sem se desequilibrar.
Viu um sorriso bonito e malicioso se abrir no rosto do homem. Lembrou-se de quando ouvia alguns colegas falando sobre o temível professor Snape e suas infinitas caretas para absolutamente qualquer coisa, que se surpreendeu quando o homem lhe lançou sorrisos fáceis. Fora da faculdade e longe de qualquer coisa que o irritasse, ele sorria com mais facilidade e fazia piadas ácidas engraçadíssimas. Erin já se pegou imaginando como seria a reação de seus colegas ao verem as outras facetas de Severus, mas ficou feliz em ser algo que não precisasse dividir com ninguém.
Os olhos escuros do homem pareceram brilhar quando Erin colocou as mãos no joelho e subiu rebolando. Ele movimentou a cabeça em sinal de negação. Colocou o copo de uísque na mesa à sua frente e algumas notas de dinheiro antes de se levantar e caminhar para a porta de saída. A mulher apenas riu e mordeu o lábio. Gostava de jogar com ele, mas sabia que ele havia saído para que nada acontecesse ali, não na frente de todos e com o risco de outros estudantes da faculdade os verem.
Não perdeu tempo e se aproximou do casal.
— Meus amores, vocês ficariam muito chateados se eu fosse embora? — perguntou para os dois, abraçando-os pela cintura.
— Claro que não, Erin. Mas aconteceu algo para querer ir? — Harry perguntou, em um tom de preocupação.
— Não, eu só não estou muito no humor de festas. — a frase de Erin fez Draco juntar as sobrancelhas e Harry arquear uma.
— Erin… — Harry a chamou para ter toda sua atenção.
— Hum? — ela o encarou.
— Você quem nos chamou. — disse ele em um tom risonho e desconfiado.
— Eu sei, eu sei. — os soltou do abraço e deu de ombros — Mas… Ah, sei lá, a vontade passou.
— Deus! — Draco exclamou e deu uma risada — Pode ir, não vamos ficar chateados. — confirmou.
— Amo vocês!
— Também te amamos, Erin. — Harry sorriu e lhe deu um curto abraço — Quer que eu te chame um uber? — perguntou enquanto colocava a mão em um dos bolsos da calça para pegar o celular.
— Não precisa, Harry. Obrigada.
— De nada. — ele disse e Draco beijou sua bochecha para se despedir.
— Ei... — Erin os chamou antes de ir. Eles a olharam com as sobrancelhas arqueadas, curiosos.
— Não façam nada que eu não faria. — aconselhou.
— Eu acho que nunca conseguiríamos fazer tudo o que você faria. — Draco comentou irônico.
— Oh, que gentil. — disse no mesmo tom e deu uma risada.
Mas Harry se aproximou dela e disse em uma tonalidade que apenas ela conseguia ouvir, tanto pela distância curta, quanto pela música alta que ainda soava no ambiente.
— Se aquele professorzinho de merda fizer algo, não hesite em me ligar, ok?
Erin apenas assentiu, dando uma risada pela atitude protetora de Harry.
— Eu não sei do que está falando. — falou a mentira já falada tantas vezes, em uma voz inocente.
— Erin! — exclamou seu nome, indignado pela ousadia de mentir.
— Não se preocupe comigo, Harry. — ela sorriu e beijou sua bochecha — Você sabe como uma reputação ruim me deixa.
— Sei. Por isso mesmo que me preocupo. A maioria das pessoas fogem de encrenca, mas você é atraída por elas.
— Harry, se eu precisar de ajuda, eu te ligo. Melhor? — o encarou.
— Um pouco. — disse por fim, mas o olhar julgador ainda estava em sua face. Ele, mais que qualquer um de seus amigos, era completamente contra essa relação que mantinha com Severus desde o início. Mesmo que fosse apenas sexo casual.
Erin apenas acenou, achando que era a melhor resposta que tiraria dele, por ora.
— Até! — despediu-se finalmente, acenou e se jogou no meio das pessoas dançando, indo em direção à porta de saída.
Por fim, saiu do prédio e pôde sentir o vento gelado se chocando contra seu rosto, enquanto procurava por Severus; o cabelo preto inconfundível não estava longe da saída e ela caminhou até ele. Quando estava próxima o bastante, apenas olhou para trás, se certificando que ninguém mais estava ali. Constatando que estavam sozinhos, deu-lhe um abraço, chocando seu rosto contra o tecido macio de sua camisa e envolveu os braços em seu corpo, abraçando-o por trás. Ficou na ponta dos pés para alcançar o mais próximo possível do ouvido dele, mas o máximo que conseguiu foi alcançar os ombros, então disse em uma voz baixa e sensual:
— Vamos sair daqui! — pediu e deslizou as unhas grandes, pintadas em vermelho, pelo peito do homem. Ele se arrepiou e segurou os pulsos dela, parando a carícia. Soltou-a, para poder se virar e analisá-la com os olhos profundos e quentes. Então, finalmente, colou seus lábios com volúpia.
A boca de Severus era macia e se encaixava perfeitamente na de Erin. Ela sentiu a língua molhada e quente em seu lábio inferior e correspondeu ao beijo com o desejo ardendo em suas veias. Severus logo deslizou as mãos grandes pelo corpo dela, tocando cada pedaço de pele que o vestido deixava à mostra, e pousou no lugar que ele mais adorava apertar, morder e lamber: os quadris largos de Erin. Os corpos de ambos se arrepiaram e ficavam cada vez mais quentes, pois o tempo que estavam juntos, permitia que se conhecessem bem o bastante para enlouquecerem um ao outro. O beijo se partiu e Erin mordeu o lábio inferior de Severus com certa força, era como o homem gostava. Ele soltou um suspirou pesado e afundou o rosto no pescoço dela, distribuindo mordidinhas pelo local. Erin soltou um gemido baixo por ter sido pega desprevenida em um dos seus pontos mais fracos. Um sorriso presunçoso apareceu no rosto dele quando se afastou para olhá-la. "Desgraçado, gostoso!", Erin pensou.
Severus não deu mais espaço para pensamentos, pois puxou Erin pela mão em direção ao carro dele. Ele abriu a porta do passageiro, como sempre costumava fazer, e ela entrou no carro espaçoso e conhecido. Viu Severus entrar no carro, fechar a porta e ligar o automóvel. Adorava vê-lo dirigir, era algo extremamente sexy de assistir. O fato engraçado de toda essa relação, é que Erin se sentia da mesma forma de quando ficaram pela primeira vez, se possível, poderia dizer que o desejo por ele apenas aumentou ao longo desses meses.
Erin, indo contra qualquer opinião, conseguiu criar uma relação amigável com Severus, ainda no primeiro mês do semestre. Ela começou a ajudá-lo com pequenas coisas, como colocar as faltas na chamada online, enquanto ele corrigia as provas. Apesar de Severus gostar do silêncio, Erin não tinha a mesma opinião, então ocupava o tempo que passavam juntos conversando sobre qualquer assunto disponível. O professor, ainda intrigado com a estudante pela escolha que fizera no curso, acabava por deixá-la falar para entender mais do que ela pensava.
Aos poucos, Erin e Severus passaram mais tempos juntos. Ela o convidou para tomar chá e comer bolos quando o semestre já estava perto do fim. Ele, gostando da companhia da nova amiga — se é que poderiam se chamar assim —, aceitou o convite prontamente, e isso se tornou uma coisa deles, que compartilhavam juntos.
Quando faltava apenas uma semana para o fim do semestre, Erin descobriu algumas coisas interessantes sobre o professor Snape. Algumas coisas sórdidas. O homem, que sempre foi tão respeitoso com ela, tinha histórias quentes com várias professoras do campus e fora dele. Ouvindo algumas conversas em grupinhos e até mesmo em um grupo online de estudantes, conseguiu coletar algumas informações que julgou interessantes. O desejo que sentiu pelo professor quando o viu pela primeira vez continuava ali, e conhecer essas histórias a fez olhá-lo com ainda mais vontade de arrancar suas roupas.
Ele, apesar de toda a educação britânica e o jeito cortês, era conhecido por alguns veteranos por ser um grande safado. Diferente da fama que precedia ele por ser um grande babaca, essa nunca foi espalhada e poucas pessoas realmente sabiam desse seu outro lado. Erin descobriu, pois se sentou ao lado da pessoa certa e no momento certo: Pansy Parkinson; uma das melhores amigas de Draco Malfoy. Era veterana e trabalhava no jornal da faculdade, além de ter ótimos contatos, era uma das melhores no trabalho de investigação. Sendo assim, conseguiu ouvir informações privilegiadas não só sobre Severus, como sobre outros professores e colegas, mas apenas a conversa sobre Snape lhe interessou.
Haviam histórias dele com muitos professores, até mesmo alguns que nunca poderia imaginar, como a professora Minerva Mcgonagall, do instituto de Física. Pansy avisou que nem todas as informações poderiam ser verdadeiras, mas que a maioria eram, com toda certeza. Alguns dos casos mais conhecidos de Severus Snape eram com Septima Vector, do instituto de Matemática; Pomona Sprout, da faculdade de Biologia e que foi professora de Erin em uma disciplina do primeiro semestre; Rolanda Hooch, da faculdade de Educação Física; Aurora Sinistra, do instituto de Astronomia; e até mesmo Gilderoy Lockhart, do departamento de pós-graduação em Perícia Criminal, que era uma celebridade em seu ramo, extremamente conhecido tanto dentro quanto fora da comunidade acadêmica — mas que depois de alguns anos, teve controvérsias na mídia com seu nome e possíveis mentiras sobre seus trabalhos, o que fez com que fosse tirar algumas férias em um local muito longe dali e sem data de volta.
Uma única informação — muito importante — permanecia em todas as histórias: Severus Snape nunca repetia uma foda.
Sentiu o carro diminuir a velocidade e a mão quente e firme de Severus pousou em sua coxa. Arrepiou-se com o contato e ainda mais quando ele esfregou a mão naquele local. Olhou para frente, viu o semáforo vermelho e fechou os olhos, suspirando de desejo. Foi em um momento assim onde tudo entre eles começou.
O semestre já havia sido finalizado, mas eles continuaram com a amizade que haviam construído e, consequentemente, continuavam saindo um com o outro. Em um certo dia do verão, no qual Erin mal aguentava ficar muito tempo fora de sua casa, Severus a buscou para que pudessem tomar algo gelado juntos. Ela não soube dizer se foi por culpa do calor que não os deixou pensar ou se pela roupa minúscula que ela usava, apenas sabia que Snape dirigiu até uma viela, e antes que pudesse raciocinar, estavam se beijando e tirando a roupa um do outro dentro do carro. Foderam até começarem a passar mal pela atividade quente naquele dia de verão, mas tinha sido a melhor transa da vida de Erin. Ali, ela soube que estava perdida e cairia facilmente no charme do professor, assim como tantas outras — cairia ainda mais do que já estava. Assim, aquele relacionamento casual tomou forma e eles sempre se encontravam para transar.
Quando chegaram à casa de Severus, Erin mal conseguiu deixá-lo estacionar o carro e atacou sua boca com um beijo quente. Sentou-se em seu colo, sentindo as mãos dele em sua bunda, onde apertou forte, que a fez soltar um gemido baixo nos lábios dele. Severus tateou a lateral do carro e puxou a maçaneta interna, abrindo a porta. Quebrou o beijo para poder jogar suas pernas para fora do automóvel e sair dali, com ela em seu colo. Erin enlaçou seu quadril com as pernas e começou a beijar seu pescoço, sem se importar se deixaria marcas. Severus provavelmente reclamaria disso pela manhã. Snape os levou até a entrada da casa e Erin sentiu seu corpo ser pressionado contra a parede, enquanto ele parecia procurar algo nos bolsos da calça, provavelmente a chave da casa.
— Porra, Severus, encontra logo essa merda ou vai me foder aqui mesmo. — mandou com a voz arrastada pelo desejo que queimava em sua pele e viu os olhos escuros se conectarem com os seus. Erin não precisou se esforçar para entender o "cala a boca" não-verbal que ele lhe lançou. Ela apenas deu um sorriso malicioso e afundou os dedos em seus cabelos, começando a esfregar o quadril contra o dele.
Ouviu um xingamento rouco sair do homem, ficando arrepiada pela voz ainda mais grave que o comum, e finalmente ouviu o som do molho de chaves e da tranca abrindo. Assim que passaram pelo portal, ele fechou a porta com um estrondo e caminhou com ela, cruzando o ambiente em poucos passos, indo em direção à sala. Ele a deitou no sofá com o corpo sobre o dela, voltando a beijá-la. Erin sentiu a deliciosa sensação do seu corpo sendo esmagado pelo dele e, aproveitando que estava com as pernas ao redor dele, aumentou o atrito de seus sexos. Severus sugou seu lábio inferior e começou a tirar seu vestido, sendo ajudado por Erin que levantou o quadril e depois o torso para retirar o tecido do corpo.
— Você é tão gostosa! — ele disse em sua voz rouca, escorando o corpo no encosto do sofá para observar o corpo dela. Erin, quando percebeu o olhar devorador de Severus, sentiu os bicos de seus seios intumescidos e um arrepio vindo do meio do seu corpo subiu por toda sua carne. Ela levou as mãos até os inúmeros botões da camisa preta e começou a desabotoá-los. Apertou os olhos no momento em que a mão dele tocou um de seus seios e começou a beliscar levemente seu mamilo, tirando um suspiro pesado dela e dificultando a tarefa de abrir os botões. Mas Erin já estava acostumada com as roupas que ele usava e logo conseguiu afastar o tecido com as duas mãos, empurrando pelos seus braços e jogando ao chão. Se deliciou com a visão do tórax dele, observando os músculos sutis e a pele que sabia que era macia. Não aguentando apenas observá-lo, passou as unhas pelo abdômen dele, arranhando-o, e viu os músculos se contraírem. Ela mordeu o lábio, fazendo o caminho das unhas para baixo e desabotoou a calça dele, mas foi parada quando as mãos dele envolveram seus pulsos com certa pressão.
— Severus! — ela reclamou e ele riu.
— Hoje é a minha vez de comandar. — sua voz saiu rosnada. Erin sentiu um frio na barriga de desejo e sua boceta se contraiu pelo tesão que sentia quando esse homem comandava na cama. Precisava de alívio. Precisava dele.
Severus abaixou-se e com agilidade tirou o cadarço do sapato social que usava. Amarrou as mãos da mulher com o cordão e apertou de modo que não ficasse dolorido, mas que a impedisse de movimentar as mãos. Os olhos dela brilhavam de excitação, e ele não perdeu tempo, percebeu o fecho do sutiã na frente e o abriu, expondo seus seios, aqueles que Severus adorava tanto chupar e morder. E foi o que fez. Abocanhou o seio macio de Erin, sentindo o mamilo duro em sua língua e chupou com vontade, necessidade. A mulher se contorceu e soltou um suspiro de prazer. Ele sabia como deixá-la louca.
O homem mordeu seu mamilo com certa força e ouviu o gemido alto e sensual, foi o suficiente para que afastasse o corpo do dela e enfiasse os dedos nas bordas da calcinha preta de renda e puxasse pelas suas pernas. Podia ver toda a excitação escorrer pela vagina da mulher e ficou mais duro com a visão. Mal conseguia se segurar até poder meter fundo naquela boceta deliciosa, mas não daria esse gostinho para ela ainda.
— Severus. — reclamou da demora e ele riu.
— Toda impaciente. — sorriu torto e deslizou a mão pelo seu corpo, desceu até sua vagina, onde tocou e a sentiu molhada e quente. Ela se remexeu, querendo mais contato e ele logo tirou a mão. Os olhos escuros de Erin se apertaram em irritação e Severus deu uma risada leve, se levantou e tirou toda sua roupa. A mulher lambeu os lábios ao olhar o pênis duro e se sentou.
— Deixa eu te chupar! — pediu com uma voz manhosa e seu pedido foi acatado. O homem se aproximou e segurou seus cabelos sem delicadeza, trouxe seu rosto para perto e logo penetrou sua boca.
Erin adorava dar prazer a Severus, adorava ver o corpo esguio balançar de tesão. Sabia também que Severus só estava a castigando com a demora para fodê-la, pois ele não tinha gostado de ficar às escondidas. Snape gostava quando as outras pessoas sabiam de suas conquistas. Mas Erin não concordava em ser exposta como um prêmio, principalmente pelo homem já ter sido professor dela. Ela sabia que o tinha e ele sabia que ela era dele, e isso bastava.
Erin sentia o pau de Severus em sua língua, mas forçou a cabeça para trás, dando indícios que queria parar e ele acatou, encarando-a com os olhos escuros. A mulher se ajustou no sofá e levou as mãos presas até a base do pênis, cruzou os dedos e começou a masturbá-lo com as palmas das mãos. Olhou sua face e viu o sorriso de aprovação surgir nos lábios finos. Ele adorava quando ela fazia algo inesperado.
Erin aproximou novamente o rosto do pênis e passou a língua pela glande, sentindo o sabor do líquido pré-gozo. Depositou beijos delicados na ponta, até finalmente colocá-lo novamente em sua boca. Usava as mãos na base e aproveitou isso para dar uma atenção maior à ponta, movia a cabeça em um ritmo cadenciado, soltando alguns gemidos enquanto o chupava.
— Severus... — sussurrou quando o tirou da boca e sorriu de um jeito safado, do jeito que ele gostava; os lábios dela estavam vermelhos e inchados pelo boquete. — Eu quero que me foda, agora! — implorou ao homem.
Ele mordeu o lábio, pensando por alguns segundos, mas atacou a boca dela, que não ficou para trás. O beijo era intenso e envolvente, suas línguas tocavam e se acariciavam, deixando-os cada vez mais excitados. Severus tirou as mãos dela de seu pênis, puxou-a para cima e passou os braços dela pelo seu pescoço, em um abraço apertado. Aproveitou toda a abertura para apertar o corpo dela e sentir os arrepios da pele macia em suas mãos. Severus parou o beijo quando voltou a deitá-la no sofá e afundou o rosto em seus seios, enquanto se esticava para puxar a calça do chão. Com a peça de roupas em mãos, buscou a camisinha no bolso da calça e colocou a camisinha no pênis com grande destreza. Ele se apoiou com uma mão no sofá e com a outra, direcionou o pênis até a intimidade dela.
Erin levantou o tronco para beijá-lo, e quando a língua dele adentrou sua boca, ele deslizou o pau para dentro dela, com facilidade, pois a mulher estava extremamente molhada por ele. Ambos gemeram com o contato e Snape partiu o beijo para tocar o clitóris inchado, começando a mover o quadril contra o dela devagar, apenas para sentir a boceta dela o apertar.
— Porra, é tão bom foder você — ele sussurrou rouco.
O quadril de Severus se moveu mais rápido, fazendo Erin soltar gemidos a cada estocada forte que o homem dava. Suas pernas já se encontravam bambas de tesão e ela só conseguia pensar que nunca iria querer parar de ser fodida por aquele homem. Enlaçou as pernas em torno dele e o apertou com os braços, o que o fez ir mais forte e fundo. Jogou a cabeça para trás, gemendo alto e sentindo o corpo tremer. A sensação de algo queimando em seu ventre cada vez mais presente.
— Me toque! — ela rosnou, ansiosa pelo orgasmo; sentiu o dedo grande massagear seu clitóris e mordeu o lábio com força, para segurar os gemidos altos; impossível. Seu grito alto saiu assim que sua boceta apertou o pau de Severus e o jogou para fora de si pela pressão dos músculos, mas o gemido grave que ele soltou indicou a ela que eles haviam gozado juntos. Seu corpo tremia com o recém orgasmo e Snape a beijou novamente, dessa vez com mais calma, porém, ambos estavam ofegantes. Ele passou a mão pelo quadril dela e interrompeu o beijo, para se levantar e ir jogar fora a camisinha. Erin usou o momento para deitar melhor no sofá, se encolheu um pouco e aproveitou aquela sensação. O sofá se afundou em seus pés e ela sentiu a mão grande e quente em sua bunda, fazendo desenhos invisíveis com o dedo, em um carinho.
— Você sabe que eu sou sua, não sabe? — perguntou a ele, quando ele se curvou para soltar suas mãos do cadarço. Viu o objeto ser jogado em cima da pilha de roupas ao chão.
— Não parece. — falou em um tom emburrado, algo muito incomum na voz dele.
— Mas eu sou. — se sentou e o olhou. — Merda, olha como você me deixa! E eu nem sei o porquê. Você me enlouquece, me faz mentir para o meu melhor amigo só pra vir foder contigo. — bufou e ele sorriu.
— Eu quero assumir você — ele assegurou ao olhar em seus olhos e ela balançou a cabeça.
— Severus, eu te conheço. Você não aguentaria nem uma semana lidando com nossos sentimentos.
— De fato. — suspirou e ela sorriu, beijando sua bochecha.
— Eu sou sua e você é meu, mas não estamos juntos. — ele assentiu ao concordar. — E somos ótimos assim. — afirmou e ele sorriu. Ela se sentou no colo dele e colocou as mãos em seu rosto, traçando as linhas de expressão — Agora, vamos fazer o que somos melhores. Me come, Severus.
Ele sorriu e a beijou com todo o desejo que sentia por aquele corpo. De fato, não funcionam como um casal. Agradecia pela racionalidade mantida, mesmo nesse momento de confusão entre paixão e tesão.
…
No outro dia, Erin caminhou pela faculdade ao lado de seus amigos. Viu os cabelos pretos inconfundíveis. Seus olhares se conectaram por alguns segundos, mas logo ele desviou e continuou a conversar com os outros professores. Ela soltou um suspiro, ainda com o corpo cansado, afinal, só tinha tido tempo de passar na casa dela para tomar um banho e trocar de roupa. Suas pernas, essas ainda estavam bambas.
Notas Finais: Essa fanfiction surgiu de um trabalho original que eu tinha feito há alguns anos atrás. Apesar de ter sido publicada como original, resolvi retirar do site e acabei esquecendo da existência dela. Não muito tempo atrás, conversando sobre passado e antigas fanfics com meus dois amigos mrenata19 e YaoiIsLife99, acabei encontrando, e resolvi fazer a mudança para uma fanfic nesse fandom que tanto amo.
Gostaria de agradecer imensamente às minhas betas mrenata19 e SuSnape pelo trabalho incrível que fizeram. Vocês são maravilhosas, amigas. Obrigada por todo o carinho que demonstram para mim.
Aos leitores, espero que tenham gostado e se divertido com essa história.
