Fora do tempo

- Se eles acham que podem me excluir de sua assembleia, eles estão muito errados... Juno pensou enquanto caminhava para um depósito, dentro do templo.

- Eu terei minha vingança... ela prometeu pegando uma das esferas e a escondendo, então ela deixou o lugar. – Eles vão ver seu pequeno plano ir para debaixo d'água...

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TOMO 1

1191

Porto de Kyrenia

1º de Dezembro, 1191

Depois de deixarem o porto, onde estavam vendo o horizonte por alguns minutos, Altair e Maria caminharam até a casa de Marcus, que os recebeu de braços abertos.

- Obrigado... a vocês dois... falou Marcus, apertando as mãos de Altair e Maria. - Qualquer coisa que você quiser, nós faremos...

Se fosse antes, com Al Mualim e seu sórdido plano, Altair não iria querer nada em troca, mas agora ele precisava pensar sobre o credo. Ele também sabia que um lugar em Kyrenia, perto da água, seria estratégico para eles terem controle entre Chipre e Banias...

- Bem, há algo... começou Altair. - Eu gostaria de ter uma casa para os Assassinos aqui, em Kyrenia. O que você diz?

Marcus assentiu prontamente. Era o mínimo que ele poderia fazer...

- Ótima ideia... falou ele a Altair: - Será um prazer...

Altair assentiu e eles apertaram as mãos.

- Agora, precisamos de mais um favor... falou Altair. - Você pode enviar um pombo para o bureau de Banias e pedir um barco para nós?

- Farei isso, mas amanhã... hoje faremos uma festa para celebrarmos a liberdade de Kyrenia... falou Marcus. - E vocês serão nossos convidados de honra...

Altair virou-se para Maria, que tinha ficado quieta até agora.

- Muito bem, Assassino... falou ela.

Altair lhe deu um pequeno sorriso.

X ~ X ~ X

Mais tarde:

Assim que Marcus terminou de falar, os músicos começaram a tocar. Altair e Maria estavam sentados em uma mesa, quietos.

Marcus caminhou em direção à mesa e segurou a mão para Maria. Surpresa, ela olhou para Marcus e, em seguida, para Altair, que apenas sorriu e assentiu. Olhando de volta para o Marcus, ela aceitou o convite dele.

Quando Altair viu os dois dançando, ele começou a sentir algo que ele só sentira por Adha. Desde a morte dela, ele tinha certeza de que nunca mais gostaria de uma mulher, mas claramente, ele estava enganado... ele estava vendo Maria com outros olhos: ele nunca a viu feliz, mas estava gostando de vê-la assim... quando começaram a andar juntos, a relação dos dois era odiosa, mas rapidamente mudou para amistosa... agora, vendo – a dançar, poderia estar se mudando para algo mais?

Por sua vez, Maria sentiu Altair olhando para ela, mas quando ela se virou para ele, ele baixou a cabeça. Ela sentiu seu rosto ficar vermelho, mas continuou dançando.

X ~ X ~ X

Mais tarde, depois da festa, Altair e Maria estavam em um quarto na casa de Marcus. Enquanto Maria trocava de roupa no banheiro, Altair estava sentado à mesa escrevendo sobre o que aconteceu mais cedo, na festa.

Minutos depois, ele suspirou cansado e inclinou-se para a cadeira, pensando no que ele tinha escrito.

- O que você está fazendo? Perguntou Maria, aproximando-se.

Altair olhou para ela. Maria tinha soltado o cabelo um pouco. Isso a fez parecer ainda mais bonita.

- Apenas escrevendo... falou ele, sem mencionar o conteúdo.

Maria parou ao luar, que estava fluindo pela janela, para ver o que ele tinha escrito. Isso deixou sua pele mais branca e seus olhos mais azulados.

- Eu nunca vou entender a escrita... falou ela. - Não consigo distinguir uma coisa da outra...

- Você não sabe ler árabe? Perguntou Altair, tentando se controlar.

Foi difícil sua proximidade com ela porque ele se lembrou de ver como ela era bonita como escorte. Como a roupa se encaixa em seu corpo esplêndido...

Maria negou.

- Eu só consigo falar... falou ela.

- Então, estamos quites porque eu também não sei ler em inglês... falou Altair.

- É mais fácil do que o árabe, com certeza... falou Maria.

- Para você talvez... falou Altair. - Por que você não tenta escrever alguma coisa? Vai te ajudar...

- Acho que não... falou Maria. - Tenho tantas coisas na minha cabeça agora, que não sei por onde começar...

Altair assentiu.

Maria deu um passo atrás e caminhou em direção à cama. Altair sabia que tinha que parar para olhar para ela, então ele voltou para a mesa e pegou a maçã. Levantando-se, ele a colocou no bolso do cinto.

Então, ele foi para sua cama e deitou-se.

- O que você espera para amanhã? Perguntou Maria, sentada na cama.

- Eu não sei... falou Altair para olhar para ela. - Veremos...

Maria assentiu e deitou-se em sua cama.

- Boa noite... falou ela.

- Noite... falou Altair, já sabendo que não dormiria logo...