Sem Supervisão Adulta
𝗦𝗜𝗡𝗢𝗣𝗦𝗜𝗦:Tudo o que pode acontecer quando os adultos não são responsáveis e as crianças têm muito tempo livre e muito poder. História com clichês de todos os tipos. Fem!Harry. Ships raros e incomuns. Os bons não são tão bons, e os bandidos não são tão ruins (alguns pelo menos). Toda a moral é cinza. E a magia não é o que o ministério diz. Superpoderes e mortos com muita coisa para dizer. Traduzido por Gabrielly (mikaelsonflora no Wattpad e dgsox no FanFiction)
𝗖𝗔𝗣𝗜𝗧𝗜𝗟𝗢 𝗜:* 𝘢𝘷𝘪𝘴𝘰𝘴 𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘥𝘢 𝘭𝘦𝘪𝘵𝘶𝘳𝘢 *
Seguindo minha rotina de clichês com uma reviravolta, essa fic é fem-Harry. Não por nada em particular, mas porque eu queria explorar as diferentes psiques de acordo com os diferentes gêneros e não sou boa em slash;
Eu queria fazer uma história de amor entre os dois personagens principais da série que conhecem o abuso infantil. Harry e Theo (desculpe Luna…..) e sair da minha rotina de histórias de uma dupla estranha;
Sonserina Harry, porque sim;
Harry estará sendo superpoderosa, mas com motivos e bem justificados. E quando eu digo superpoderosa, eu não estou brincando;
Tocarei o assunto do misticismo, as partes esotéricas e menos "racionais" da magia com mais profundidade. Sempre pareceu que JK era zzzzzzzzzzz;
Eu li um artigo sobre crianças abusadas e havia algumas inconsistências enormes. Uma criança maltratada e abusada como Harry (e vamos ser honestos, a coisa de Dudsley foi abuso ou inferno, depende da maneira que você veja... Além do mais, o isolamento a que Harry foi submetido o teria deixado louco e é considerado um técnica de tortura pela ONU, é ilegal porque fode permanentemente com a capacidade dos humanos de criar relacionamentos normais. Então, nada de uma criança feliz e confiante. Eu queria uma história em que Harry fosse um pouco mais realista dessa maneira;
Também li que crianças maltratadas são desconfiadas e nunca confiariam em adultos, além do mais, são oportunistas porque é a única coisa que sabem. Então Harry nunca poderia adorar Dumbledore, McGonagall e Hagrid. Eu acrescentaria nisso, que uma criança abusada teria se mantido à distância de uma pessoa como Hermione (mandona, obsessiva e um pouco agressiva tanto verbalmente, intelectualmente e às vezes fisicamente), o tempo inteiro. E Ron (hiperativo, carente, absorto e gritando). Bom... Harry vai ficar longe dos dois.
Eu adoro Hermione, mas vamos ser honestos... no começo ela era a típica babaca controladora e obsessiva e sua devoção fanática por figuras de autoridade, o que a tornava insuportável. Então ela fica melhor, mas o que a faz melhor é Harry... então o que aconteceria se tivéssemos Harry fora da equação? Então nada de trio de ouro reunidos;
Esta história vai ser moralmente muito cinzenta. E quando digo muito cinza, eu quero dizer cinza. Os conceitos de bom e ruim, claro e escuro serão tremendamente borrados;
Último ponto: espero que tenham gostado do filme Divertidamente, porque vão ter pontos de vista muito interessantes…
Dito tudo isso, espero que gostem, ou pelo menos que dêem algumas risadas.
Espero que gostem.
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𝗖𝗔𝗣𝗜𝗧𝗨𝗟𝗢 𝗜
𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳𝘪𝘢 𝘵𝘦𝘳 𝘴𝘪𝘥𝘰 𝘮𝘶𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘪𝘧𝘦𝘳𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘴𝘦 𝘰𝘴 𝘢𝘥𝘶𝘭𝘵𝘰𝘴 𝘦𝘴𝘵𝘪𝘷𝘦𝘴𝘴𝘦𝘮 𝘢𝘵𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘵𝘪𝘳𝘢𝘴𝘴𝘦𝘮 𝘤𝘰𝘯𝘤𝘭𝘶𝘴𝘰̃𝘦𝘴 𝘱𝘳𝘦𝘤𝘪𝘱𝘪𝘵𝘢𝘥𝘢𝘴
Na noite de Samhain em que Voldemort atacou os Potter's, muitas, muitas coisas aconteceram que ninguém sabia. Coisas que nunca entraram nos livros de história. Coisas que, se conhecidas, teriam mudado o mundo.
Mas eles não mudaram nada porque ninguém estava prestando atenção. E aqueles que prestaram atenção só viram o que queriam ver e não o que estava realmente acontecendo. É assim que as ideias preconcebidas são prejudiciais para o correto desenvolvimento da história.
Embora, é claro, para descobrir tudo, alguém teria que ter sido uma testemunha. E teriam que ver as coisas em câmera lenta para não perder os detalhes. Porque como tudo na vida, os detalhes são extremamente importantes. Se não, olhe para as letras e as vírgulas. Uma letra pode ser a diferença entre dizer a alguém para enfiar a mão nas minhas gavetas ou enfiar a mão nas minhas bolas.
Pode ser parecido, mas ninguém vai tirar o anfitrião de você. Um detalhe insignificante, mas veja se altera o desfecho dos acontecimentos. Uma vírgula mal colocada pode alterar o significado de uma frase. Por exemplo:
⏤ Os soldados, cansados, voltaram ao acampamento.
⏤ Os soldados cansados voltaram para o acampamento.
Uma frase diz que apenas os soldados cansados retornaram ao acampamento, outra diz que todos os soldados, já cansados, retornaram ao acampamento.
Semelhante, mas não igual.
E essa diferença pode mudar tudo.
Então, de volta ao tópico. Aqui estamos.
Na noite em que a linha que separa a vida da morte é mais tênue. Quando o véu que separa os mundos é quase imperceptível.
E esse é o primeiro detalhe que ninguém prestou atenção. Porque quando Lily preparou seu ritual de sacrifício e sangue, seu grande "apenas no caso, como último recurso", ela não levou em conta esse detalhe insignificante. Porque Samhain é a noite das almas. E uma Horcrux é um pedaço de alma.
Você pode a ver onde isso está indo? Sim? Então vamos continuar.
Porque quando Voldemort entrou no quarto de Harry ele não prestou atenção em vários detalhes.
A primeira, era que ele prometeu poupar a vida de Lily. Ele prometeu a Severus Snape. E promessas mágicas são promessas mágicas. Não tão poderoso quanto um juramento inquebrável, mas poderoso o suficiente para fazer peso ao inclinar uma balança. Ou para a Mãe Magia puni-lo de alguma forma.
A outra coisa que ele não prestou atenção foi que Lily Potter estava desarmada. E todos sabem que em um sacrifício voluntário, você não oferece resistência, você se oferece livre e voluntariamente sua vida, algo que é considerável. Muito considerável. Mas Voldemort não prestou atenção.
Nem que Lily implorou três vezes para "matar-me, não Harry. Tire minha vida, não a dela".
E três é um número importante. E ainda mais quando já havia matado o pai. Pai, mãe, filha.
Uma trindade.
Vassalo apaixonado (que estava em um triângulo amoroso), criança escolhida, senhor das trevas. Outra trindade.
Profecia, promessa, sacrifício de sangue. Olhe para isso, mais outra trindade.
Tês vezes três. Que coisas! Um detalhe daqueles insignificantes. Uma daquelas coisas que podem te morder mal na bunda quando você menos espera. Só que quando você menos espera seria muito mais cedo ou mais tarde...
Voldemort também não viu o círculo rúnico em que ambos estavam presos. Assim como ele não prestou atenção quando em vez de dizer "foda-se" e matar Lily, o que ele disse foi "como quiser".
Porque estamos cientes de que estamos falando de magia.
Estamos falando de um poder para o qual as palavras são o canal da vontade. E um "como quiser" é basicamente aceitar o que a outra parte oferece. Porque sejamos honestos, a magia é senciente, as palavras e a intenção são o que conta, e o sarcasmo não é levado em consideração.
E ele aceitou, porque ele matou Lily. Completamente estragando tudo quando ele então levantou a varinha para a garota. Simultaneamente quebrando sua promessa a Snape e o pacto mágico que ele tinha acabado de fazer com a senhora Potter.
Este é o momento em que uma testemunha deveria ter colocado a opção de ver quadro a quadro, pois muita coisa aconteceu ao mesmo tempo e rápido demais para capturar.
Então vamos desacelerar as coisas.
A maldição da morte que Voldemort jogou atingiu Harriet, que estava usando o escudo de sangue do sacrifício de sua mãe, e a maldição fez contato contra essa defesa. E pulou. Claro que Voldemort também não prestou atenção na garota.
Porque se tivesse teria visto que a cicatriz, que mais tarde se tornaria tão famosa, já estava lá. Não foi um efeito de sua maldição. Lilly Potter tinha cortado a testa da filha. Sowilo. A proteção sagrada, esculpida por uma mãe disposta a dar a vida pelo filha.
O avada deveria ter se dissipado, mas não fez, porque ele havia quebrado sua promessa a Snape e, à Mãe Magia, bastante mal-humorada, disse a ele algo como "você vai experimentar seu próprio veneno".
E foi assim que aconteceu. A maldição atingiu Voldemort com força total. E como punição, toda maldição outrora revogada pela Mãe Magia, voltou para ele multiplicada muitas vezes. Tanto que explodiu seu corpo em pedacinhos e sua alma já instável fez o que tinha que fazer.
Porque uma horcrux não é algo que pode ser feito acidentalmente. Só por matar alguém não quebra sua alma. Sejamos realistas, se não todos os bandidos haveriam feito horcruxes sem saber. Um assassinato "suja" sua alma. Não a parte.
Fazer uma horcrux é muito, muito mais complexo e acima de tudo, voluntário. Não importa o que Dumbledor diga, ele é um dramaturgo intrometido que gosta de dar explicações parciais e respostas confusas que deixam todos no limite e só o beneficiam.
Voldemort queria fazer uma horcrux com a morte de seu inimigo profetizado, e preparou parte do ritual. Ele só tinha que matar a menina e lançar alguns feitiços em seu cadáver antes de ir para casa e terminar o ritual. Porque ele já havia perfurado sua alma, como um selo, antes de arrancar o pedaço e colocá-lo em sua varinha, para depois, era o que ele tinha planejado.
Mas o hospedeiro místico que ele levou de sua alma fraturada se libertou e partiu, fugindo para Albânia, e ele nem sabia disso.
E aqui, vamos fazer um aparte, porque um Lorde das Trevas Britânico, desencarnado, ao invés de ir atrás de seus lacaios, toma a decisão de ir para Albânia.
Não seus seguidores, Ele vai para Albania.
Albânia!
Este é um daqueles momentos em que se deve parar para refletir e fazer a pergunta: mas o que diabos ele estava pensando?
E todos nós merecemos uma resposta. Sério! Albânia? Por quê? E nessas horas, tomando as decisões que ele tomou entende-se porquê Voldemort perdeu a guerra... Porque um servo, vendo o que viu, entende. Não... sério, Albânia? Então, sem anestesia nem nada. Albânia… porque quando se está a perder a guerra o mais lógico é tirar férias no cu do universo sem avisar ninguém. Albânia…..
Voltando ao assunto, e deixando Lilly Potter morta e o Lorde das Trevas indo para o desconhecido (Albânia diz o bastardo... Albânia...), havia um pedaço da alma de Voldemort confuso, perdido, desnorteado e sendo traído pelo seu outro pedaço que não vou mencionar mais do que o necessário porque honestamente, é muito aleatório e frustrante dar mais importância do que merece….. Bem, aquele fragmento fez a única coisa que tinha que fazer... o que existia para fazer.
Possuir algo.
E a única coisa que valia a pena possuir era o humano em miniatura no berço que não parava de chorar e gritar. E com uma fenda aberta e sangrenta na testa. Perfeito.
Então lá foi o fragmento, como um parasita espectral, para possuir sua vítima.
E aqui está outra daquelas coisas que ninguém presta atenção: Lilly se sacrificou para proteger seu bebê de Voldemort. Dele todo. Até dos seus pedaços.
NÃO apenas fisicamente, mas magicamente também.
Então, quando o fragmento atingiu essa barreira, passou por muitas coisas interessantes. Detalhes daqueles que ninguém leva em conta. Porque Lilly protegeu sua filha de Voldemort. Não Tom Riddle. De Voldemort. Você se lembra que foi dito que as palavras são importantes? Bem, olhe onde você está.
Então o que havia de Voldemort no fragmento foi destruído quando atingiu a barreira. E o que fez Tom Riddle se tornar Voldemort também.
E aqui tudo muda no jogo. Porque tudo começa com Merope se apaixonando por um trouxa e lhe dando amortentia. E uma criança nascida com um pai ou mãe drogada com aquela poção não pode amar. E aqui as coisas ficam interessantes porque a base fundamental a principal razão pela qual tudo desmoronou (é claro que o orfanato, a porra do Dumbledore, a guerra mundial e as horcruxes não ajudaram em nada) foi que Tom foi concebido sob a poção e estava um pouco sociopata e psicopata.
E assim, apenas Tom Riddle passou.
Nem o pedaço, nem psicopatia, nem sociopatia, nem voldemort... 1,25% da alma original, purgada e purificada do puro Tom Riddle. Embora neste momento não pudesse ser chamado assim.
Porque aquele pedaço de alma, mesmo tendo a memória de um bruxo de 70 anos, estava em choque.
E ele fez o que toda alma nessas circunstâncias faria: juntar-se à alma que estava mais próxima dele.
Essa era a razão pela qual Harriet Jane Potter não era uma horcrux. E sim, ganhou 1,25% de alma adicional. Porque aquele fragmento não tentou possuí-la. Ele se juntou a ela. Em estado de simbiose assimilativa e cooperativa.
Dito isto, enquanto Snape entrou na casa e abraçou o cadáver de sua amada chorando, sendo um sádico bastardo e ignorando a menina que chorava implorando por socorro no berço enquanto sangrava como uma porca e saiu de lá sem olhar para trás, algo completamente repreensível, moral e eticamente falando.
Enquanto Sirius levou Harry e a deixou com Hagrid (que ninguém com bom senso deixaria nem um cacto para cuidar) para se vingar dos mortos em vez de ficar para cuidar dos vivos, ganhando no processo o fato de ser digno de uns bons tapas na cara por ser um imbecil sem bom senso...
Enquanto Dumbledor estava fazendo suas coisas e vendo uma anomalia na alma de Harry ao redor da cicatriz e decidindo que a garotinha não poderia ser salva, e que era melhor prepará-la para o sacrifício (mostrando assim que ela era uma escória de um ser humano e que ele comemorasse bem comum só o beneficiava...).
Enquanto todas essas coisas aconteciam, muitas coisas interessantes também aconteciam dentro de Harry.
Muitíssimas!
Por exemplo, o pedaço da alma de outra pessoa que estava se instalando no subconsciente de Harry estava tendo uma crise existencial. Atordoado, aquele fragmento percebeu que ele não se originou "aqui", mas "de outro lugar". A amnésia parcial é uma merda. Seja você um ser humano inteiro ou apenas um pedaço. Mas o que aquela peça sabia é que seu "antes" era ruim e "agora" era muito melhor.
E aquele "aqui" se chamava Harry. Ele era um pedaço de Harry. Ele e Harry eram um. Mas ele precisava de uma identidade própria. Ser Harry não era... nada apropriado.
Então... Tom. Seria Tom. Não. Esse nome era algo que tinha sido ele. Mas não era agora. Algo estava faltando. Algo não estava certo... então ele decidiu que seria Tommy.
Porque se um Y no final foi bom o suficiente para Harry, também foi bom o suficiente para ele. Sim, Tommy era bom. Por alguma razão, parecia um ato de rebelião contra "o que um dia foi". Era... era como cuspir na cara dele algo que tinha sido horrível e ele não tinha conseguido evitar. sim. Tommy era um grande nome.
Orgulhoso e satisfeito por ter se definido, pôs mãos à obra. Porque agora que sabia quem era e onde estava, precisava procurar sua função. Ele não ia fazer nada além de vê-los chegar. Isso seria inadequado e indigno. E ele não estava nada satisfeito. Então ele começou a olhar ao redor.
A primeira coisa que ele descobriu é que Harry era um bebê. Precisava de ajuda e bom senso. Então ali ele tinha um objetivo principal. Proteja e cuide de Harry. Sua vida dependia disso. Então era importante influenciar Harry a ser sensata, independente e capaz de se defender. E Harry era mágica. Isso o fez sorrir. Fantástico! Tommy tinha muito o que fazer.
A próxima coisa que ele estava ciente, ele não tinha sua... sua... sua.
Tommy franziu a testa. Algo importante estava faltando. Algo poderoso. Algo que ele pudesse ajudar Harry com mais eficiência... mas ele não conseguia lembrar o que era.
Ah sim! Uma varinha. Ou algo assim. Mas era importante que ele tivesse sua varinha. Era isso! Tommy deu um tapinha nas costas por ser tão inteligente.
Tommy não podia fazer nada sem sua varinha. Então ele se concentro muito. Porque a magia é mística e simbólica. Ele não poderia ter um bastão físico, mas poderia ter o mais próximo disso possível: uma varinha metafórica. E então ele teve uma.
Tommy fez uma pequena dança triunfante. Em sua mão espiritual ele tinha uma varinha branca e metafórica. Cerca de 20cm. Isso seria suficiente? Apenas no caso de ele ter feito um chicote metafórico, um lápis metafórico e o que ele chamou de grande bastão metafórico, mas que na realidade era basicamente... um martelo de críquete metafórico. Por estar preparado para o que poderia acontecer.
A próxima coisa que ele fez foi dar uma volta para inspecionar seus novos domínios. Porque não é como se ele fosse assumir o controle da consciência de Harry. Isso seria ruim. E destrutivo. Harry iria sofrer. E ele também sofreria. Não. Ele assumiria o controle do subconsciente. Dessa forma, ele poderia ajudar e apoiar Harry sem intervir diretamente.
Mas indiretamente... para preparar qualquer coisa que tentasse machucá-la, porque era isso, Harry pertencia a ele. Era sua casa. Parte de sua própria essência (que ele era o fragmento, era um detalhe insignificante que ele decidiu ignorar descaradamente), sua garota. Sua para cuidar. Para orientar e proteger.
Tommy não se lembrava do motivo, mas sabia, SABIA que cuidar e proteger as crianças era importante e muito. Ele sabia que as crianças não deveriam ser prejudicadas. Isso é ruim. Tommy não se lembrava de sua infância quando era "aquele outro que era mau", mas supunha, e com razão, que sua infância tinha sido nojenta. E sua necessidade de obter uma agora era por causa de algum trauma, ou muitos, mas isso não importava, porque agora ele estava dentro e não fora e podia fazer mudanças e consertar coisas e procurar soluções que Harry não podia porque era muito pequena.
Então esse era o trabalho paralelo dele.
A primeira coisa que ele fez foi ir à mente. Ou melhor, o cérebro e contemplar o seu reino. Tommy sabia que isso não ia funcionar, não havia conexões neurais suficientes, Harry seria inteligente, mas dentro dos parâmetros normais.
Ah não! Não durante seu turno. Tommy se conectou com o núcleo mágico de Harry e pegando emprestado um pouco de poder, apenas uma faísca, ele o canalizou com seu bastão metafórico e se aproximou do tronco cerebral responsável pela estrutura da massa cinzenta. Com a delicadeza de um cirurgião e um pulso bem formado, respirou fundo.
E ele começou a dar uma surra soberana no tronco cerebral usando sua varinha metafórica como um martelo.
⏤ Vagabundo incompetente! Você chama isso de uma boa rede neural? idiota medíocre! Você está indo direto ao assunto e fazendo um cérebro decente ou eu vou chutar seus axions até que todas as suas células-tronco fiquem roxas! Você me entendeu corretamente? Eu vou ficar de olho em você e é melhor você ficar firme e fazer o seu trabalho ou por todos os neurônios do universo eu vou transformar sua existência medíocre em um inferno na terra!
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A pequena Harry em sua cesta, abandonada na porta de uma casa trouxa, de repente franziu a testa em confusão com a estranha dor de cabeça que ela tinha na base do crânio.
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O referido tronco cerebral, que estava fazendo o que seu padrão de DNA ditava, de repente entrou em modo de pânico e começou a produzir mais neurônios, mais conexões neuronais e mais áxions e um fluido cerebral mais denso e eficiente enquanto aquela coisa não era capaz de parar de chicoteá-lo.
Tommy, por sua vez, olhou para sua criação e decidiu que era bom. E ele se deu outro tapinha nas costas por um trabalho bem feito.
⏤ É melhor que quando eu voltar aqui Harry esteja no processo de desenvolvimento para um nível de gênio pelo menos porque se não, você e eu teremos mais do que palavras. Minha Harry não será medíocre ou mediana, me entendeu?
O tronco cerebral foi rápido em assentir e começar a trabalhar. Aparentemente alguém havia mudado a chefia, não havia lhe avisado e o conceito de crescimento progressivo havia saído de moda….
Isso fez Tommy pensar. Harry era mágica. A magia foi herdada. Então Tommy decidiu ir comprar essas coisas de bola espiral... DNA. Sim era isso. O DNA!
E vá com o que ele encontrou naquelas espirais preciosas cheias de bolinhas.
Os Genes-Potter's o receberam efusivamente, e depois de uma boa sessão de espancamento com o martelo metafórico, descobriram quem estava por perto. Bom trabalho, Tommy. Os Genes-Evans foram um pouco mais resistentes, mas acabaram se juntando a ele também.
E ele olhou para os novos domínios que ele havia colocado sob seu controle com um sorriso. SIM! Foi muito bom.
Havia mais genes, mas eles pareciam estar... dormindo? Ele se virou para os Potter Genes com uma sobrancelha erguida.
⏤ Genes adormecidos. Herdado, mas não manifestado ⏤ explicou um dos Potter Genes.
Tommy não ficou nada impressionado, ele se aproximou de um pequeno grupo de genes Potter adormecidos, mas bem desenvolvidos e balançou sua cabeça de um lado para o outro estalando seu pescoço. Ele pegou emprestado uma centelha de poder de Harry, porque no final das contas isso era para seu próprio bem e desenvolvimento pessoal, e procedeu metódica e sistematicamente para sacudir aquelas partes adormecidas e preguiças que não queriam torná-la grande e poderosa.
Não engrandecer sua Harry. A audácia! A insolência! Tommy cuidaria para que eles dessem a sua Harry todas as vantagens que pudessem lhe dar. E dar uma surra em qualquer um que entrasse em seu caminho. Afinal, esse era o propósito de sua existência. Pelo menos o que ele havia se proposto.
Alguns genes Potter muito machucados, atordoados e desorientados juntaram-se descontroladamente com os filamentos ativos de DNA de Harry. E de repente, a menina tinha a habilidade natural de ser uma Animaga (que ela não desenvolveria por vários anos), uma afinidade natural por poções (que seu pai não tinha, mas 5 de 6 de seus ancestrais tinham) e um carisma onde quer que fosse seria usado como uma auréola (aquele que seu pai havia usado, abusado e um pouco mais durante seus anos na escola)
Aqueles Genes aterrorizados se juntaram aos outros Genes Potter já acordados e aos Genes Evans muito irritados enquanto Tommy olhava ao redor. E lá ele descobriu algo interessante.
Porque era mais um daqueles detalhes insignificantes: Harry era neta de um Black, mas Sirius, não querendo filhos, adotou Harry em um ritual de sangue. Um segundo pai. Então havia muitos, muitos Black Genes, muito fortes à sua disposição.
Docemente adormecido.
Tommy sorriu como um maníaco e arregaçou as mangas.
Os outros genes se juntaram por simpatia porque aquelas pobres pessoas iriam sofrer e vamos encarar, eles estavam um pouco aterrorizados com o governo tirânico subconsciente que agora aparentemente eles tinham.
Tommy começou a fazer o que queria: bater no que não gostava até ficar do seu agrado.
E de repente, com o primeiro gene Black que despertou, Harry se tornaria uma metamorfa em poucos anos (afinal, esse gene tinha que se conectar corretamente ao resto da cadeia, levaria tempo). Com outro, Harry ganhou uma afinidade espetacular com magia defensiva, e com outro, uma afinidade com barreiras. Com o terceiro, Harry ganhou outra afinidade, a magia do sangue. E com o próximo, a Voz das Mulheres Negras, também anteriormente chamada de Voz Negra, que nenhuma mulher negra teve em 600 anos, embora Walbunga a tenha desenvolvido minimamente, mas quando Tommy foi buscar o último gene viável para o despertar, todos os outros ficaram no caminho.
⏤ Não aquele! Não aquele! Isso é a loucura negra! Não aquele!
Tommy parou. Loucura, hein? Não mesmo.
Tommy cortou esse gene da sequência, removendo-o inteiramente da cadeia. Nem Harry nem seus descendentes ficariam loucos. Que indignidade seria. Ele andou um pouco até a bexiga e disse adeus ao gene da loucura negra com um tremendo SPLASHHHH. Esse gene acabaria onde pertencia.
Encharcando as fraldas de Harry para sair e nunca mais voltar.
Ele se deu outro tapinha nas costas por um trabalho bem feito e voltou para os filamentos de DNA. Seu trabalho não foi concluído.
Voltando a subir na cadeia, ele encontrou outros Genes que ele poderia acordar e tirar do torpor, mesmo que levassem algum tempo para se conectar, mas tempo era algo que eles tinham de sobra e, além disso, quanto mais cedo melhor, para que Harry tivesse tempo de se adaptar e se acostumar com suas novas habilidades.
Tommy acordou um único Gen Prince que estava lá há cerca de 20 gerações. Esse gene deu a ela a habilidade de ser uma oclusiva natural passiva. Fantástico, muito útil, sim senhor.
Claro, despertar o único gene Malfoy viável não tinha sido uma boa ideia de qualquer maneira, porque dava a Harry um talento especial para glamours, mas a personalidade Diva desse gene em questão que tudo tinha a ver com estilo ainda causava problemas. Ele foi o único Gen que levou duas surras. Um para acordá-lo e outro para calar a boca porque ele estava enlouquecendo o resto do DNA, o RNA e o sistema nervoso límbico. Tommy foi aplaudido de pé por todos os nucleotídeos ativos. Gene Malfoy não parecia nada feliz e ficou fazendo beicinho completamente indignado com o tratamento que estava recebendo da multidão. Alguns dos seus comentários deram um pontapé nos genes Evans.
No caminho de volta na cadeia, Tommy encontrou mais dois genes que ele poderia acordar. Um era da Sonserina. Outro da Grifinória.
Da Sonserina ele já tinha um gene menor despertado, então agora havia dois. É por isso que Harry era uma parseltongue.
Porque não importa o que Dumbledore diga, habilidades desse calibre não passam, caso contrário os bruxos passariam suas vidas roubando poderes. Se nasce uma língua de cobra. NÃO é feito. Existem ossos extras em seus ouvidos que lhes permitem ouvir sons que não são ouvidos de outra forma. Existem cavidades extras na garganta e no palato e órgãos especiais sob a língua que lhes permitem assobiar. E um nó adicional em sua área de perfuração dentro do cérebro que lhes permite traduzir uma linguagem mágica de forma coerente. Isso sem mencionar aquele pequeno lobo extra no lobo frontal do córtex que dá à língua de cobra a capacidade de captar mais do que apenas som. Porque a língua das cobras não é apenas uma linguagem física. É metafísico. Mágico. É por isso que nenhum não-parseltongue pode replicá-lo ou entendê-lo. É por isso que gravar e apertar play não funciona. Porque é um terço físico, um terço místico e um terço telepático.
Mas Harry só tinha o gene da língua de cobra, agora ela tinha seu gene parceiro, o que lhe permitiu conectar a linguagem com a magia e poder usar a língua das cobras como um canal para a magia. E ser usuário daquela magia peculiar e única que só as cobras possuem.
O Gene Griffindor foi uma grande surpresa, porrque acontece que os livros de história não diziam que Godric e sua família eram elementaristas, então Harry ganhou afinidade instantânea com todos os elementos naturais.
De um grupo de genes Greengras que estavam lá fora, perdidos de uma bisavó, Tommy acordou os que pôde e eles deram a Harry a habilidade de ver auras e sensibilidade mágica. Acontece que os Greengrasses eram especialmente sensíveis e receptivos, uma pena que a endogamia colocou essas coisas úteis para dormir.
Dos genes Longbottom que ninguém sabia que estavam lá, Tommy despertou e eles fizeram que Harry tivesse Língua Verde e Dedos Verdes, que era a capacidade de falar com as plantas e se conectar com elas para fazê-las crescer.
Olha como você ele era bom no seu trabalho.
Claro, a jóia rara, foram os genes Peverell, Tommy foi além para acordá-los, pareciam enormes e fortes e esses genes fizeram de Harry uma Necromante nata. Porque a necromancia, o que quer que Dumbledore diga, não é má nem antinatural. Afinal, nada é mais natural do que a morte após a vida.
E a necromancia não é estudada. Qualquer um pode aprender a criar e controlar um inferus, e isso não é necromancia. É um bilhete no expresso para acabar louco por usar magia que seu corpo não pode tolerar porque você não nasceu para usá-la.
Harry não teria esse problema, nem qualquer outro adquiridos usando essas artes, porque antes ela tinha isso em suas veias, adormecido, mas agora estava em suas veias e ativo. Embora o gene necromante levasse muito tempo para deixar seu corpo pronto e preparado para usar essa magia.
E não foi o único Don Peverell. Oh não. Outra foi a Umbramancia, a capacidade de falar com as sombras, manipulá-las, mover-se por elas e entrar e sair à vontade para o mundo das sombras que vive paralelo ao nosso. Entre outras coisas interessantes. Porque um cantor das sombras pode tocar sua sombra e ouvi-la. E ouça tudo o que seu lado sombrio tem a dizer.
Mas o que realmente fascinou Tommy foi o terceiro presente que os Peverell Genes trouxeram com eles.
O presente de memória de sangue. Porque o sangue não esquece. Harry, um dia, seria capaz de "lembrar" parcialmente coisas através de seu sangue sobre seus ancestrais. Conexão direta com a vida daqueles dentro de uma linha direta em sua árvore genealógica. Uma biblioteca mental privada.
Tommy riu como um maníaco quando descobriu.
Acontece que um Potter havia se casado há alguns anos com uma bruxa grega, da família Keiris e despertar esses genes Keriris despertou em Harry o dom da empatia, muito bom, Harry sempre saberia quem é hostil e quem é confiável. Seria fantástico para mantê-la segura.
E também havia genes indianos!
Tommy estava em êxtase com a variedade, aparentemente os Potter's não acreditavam em endogamia. Isso era muito útil e conveniente para ele e, mais ainda quando dos genes Baheras despertou a habilidade dos sentidos mágicos. Todos na Grã-Bretanha estavam falando sobre a Wizard's View. Como se os outros quatro sentidos não fossem importantes. Os Baheras também não haviam caído na endogamia, então esses genes eram inteiros e não adulterados e Harry seria capaz de usar todos os cinco sentidos com capacidades de percepção extra-sensorial quando esses genes do subcontinente asiático tivessem adaptado sua fisiologia para serem usados.
Tommy, tremendamente excitado, continuou a despertar genes. Cada um com uma nova surpresa, um novo presente.
Ele estava em êxtase.
Continuou assim até ficar sem genes adormecidos fortes o suficiente para serem despertados, mas valeu à pena. Elw estava exausto, mas foi fantástico, sua Harry seria fantástica e isso foi bom. Ele ganhou outro tapinha nas costas.
Quando amanheceu e Petúnia encontrou seu presentinho na porta e depois de muita gritaria com o marido trancou Harry suja, faminta e ferida no armário embaixo da escada por quase 24 horas, Tommy ficou furioso.
Aparentemente, ela e seu marido tiveram que discutir e decidir o que fazer com o monstro antinatural que agora tinham em casa, e se decidissem se livrar dela, teriam que ver como fazê-lo sem consequências para sua preciosa família.
Com sua varinha metafórica sob a axila, ele se voltou para todos os seus genes indignados e muito, muito sério, deu seu discurso motivacional adequadamente dramático.
⏤ Meus Genes….estamos em uma situação precária. Nossa Harry foi abandonada em um ambiente hostil, então temos que nos apressar. Precisamos mantê-la segura, precisamos protegê-la, precisamos torná-la forte até que possamos mudar nosso ambiente ou ela possa ser salva. Vamos fazer o que devemos fazer: praticar a autopreservação. Vamos proteger nossa menina!
Todos os genes se enfrentaram solenemente, eles tinham visto, eles haviam notado, isso não era brincadeira.
Até Gene Malfoy estava preocupado, ser divino não era mais uma prioridade, pelo que tinham visto, sobreviver à infância era a prioridade.
E as estatísticas, depois de ver aqueles trouxas (como Tommy os chamava, e de repente trouxa se tornou um tremendo insulto a todos os genes, porque se ele a usasse para descrever aqueles selvagens capazes de tratar um bebê assim...) não eram boas. Nada boas.
Os genes que vinham de linhagens inteligentes ou geniais iam direto para o cérebro (já devidamente aterrorizado com Tommy) para estragar tudo. Eles precisavam que Harry fosse inteligente. Precisavam que Harry fosse muito inteligente e rápida se quisessem que seu bebê sobrevivesse.
Genes com especialidades de forma e corpo (Animagos, Metamorfoses e com agilidade ou afinidade para o movimento) esqueleto, musculatura e articulações. Porque fugir, fugir e evitar danos físicos requer uma boa locomoção e um bebê de 18 meses não tem. Eles precisavam de desenvolvimento e coordenação.
Os genes sensoriais foram coordenados para ir para a visão e a audição, eles precisavam daqueles dois muito rapidamente porque eram os mais úteis para perceber possíveis perigos e como evitá-los.
Os genes extra-sensoriais também foram fazer sua parte. O que mais Tommy faria por eles?
Tommy estava muito orgulhoso de seus novos súditos: obedientes, eficientes e cheios de talento. Ele se daria outro tapinha nas costas se a situação não fosse tão precária, porque todas as mudanças que eles fariam precisavam de nutrição para sustentá-los. E visto o visto, isso seria um problema, então ele ia precisar de planos. Muitos planos!
Felizmente, ele era muito bom em fazer planos.
Então Tommy fez o que Tommy fazia de melhor: conspirar para conquistar o mundo.
Não espera. Isso não estava certo. E Tommy franziu a testa. Isso não foi nada bom. Tommy faria o que fazia de melhor: manter sua Harry seguro.
Tommy sorriu, sim, isso soou melhor, muito melhor, não havia ponto de comparação.
O plano de de conquistar o mundo antes disso não era nada bom, mas nada, nada de bom mesmo.
O aqui e agora era muito melhor, muito melhor e se havia uma coisa que Tommy sabia fazer era defender o que era dele.
E Tommy tinha Harry. E sua varinha metafórica. Ele não precisava de nada mais.
Satisfeito, Tommy começou a fazer planos, ele tinha muito, mais muito trabalho a fazer e ao contrário de muitos adultos que são incompetentes, Tommy não era um idiota, ele prestou atenção aos detalhes.
E foi isso que mudou tudo e levou a história por um caminho que absolutamente ninguém poderia prever.
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TN: Capítulo traduzido por Gabrielly (mikaelsonflora no Wattpad, ou, dgsox no FanFiction).
