2ª TEMPORADA – EPISÓDIO 3 – OS SEGREDOS DE LISBON. Os diálogos em destaque foram retirados da obra original, preservando-se os direitos autorais de Bruno Heller e da rede CBS.
Lisbon espreguiçou-se longamente, piscando lentamente e bocejando alto. Após quatro meses, Michael terminou o relacionamento deles, pois ele fora aceito na CIA, portanto, não teria mais tempo ou disponibilidade para ficar com Lisbon. Ela sinceramente ficou chateada; já tinha se acostumado a acordar ao lado dele, a passar a noite na casa dele, bem como, aos jantares e passeios de sábado à noite. Era uma pena que tiveram que terminar; ela gostava da companhia dele. Agora, acordar sozinha era deprimente, vazio. Ela gemeu ao lembrar-se que teria que participar da terapia obrigatória com o chato do Dr. Carmem.
Ela suspirou alto quando chegou à CBI, olhando com desalento o velho prédio de tijolos. Além da sessão, Lisbon teria duas audiências, revisar seis casos em aberto e tentar inutilmente controlar Jane e suas travessuras. Pelo menos, ela chegou na hora, e não teria que aturar as monótonas reclamações do terapeuta. Ela entrou e como sempre, pegou uma xícara de café, apesar do gosto horrível, não tinha nenhuma intenção de conversar sobre qualquer coisa ou qualquer fato de sua vida pessoal, optando em permanecer em silêncio. Seu estomago revirou quando Dr. Carmem perguntou sobre sua vida social. Quem disse que ela não tinha uma vida social. Ora puxa, ela tinha acabado de sair de um relacionamento, bom, não era assim um namoro sério, mas ela convivia com alguém que não fosse da sua equipe. Ela agradeceu internamente quando o telefone tocou, e a central informou que sua equipe havia sido designada para um local de crime.
Lisbon saiu da sala rapidamente, passou pelo escritório, arrastando Jane com ela, já que os outros haviam saído para o local; ela dirigiu em silêncio, ignorando os olhares inquisitivos de Jane, que sabiamente, manteve-se calado, escolhendo não irritá-la ainda mais. Seus agentes Cho, Risgby e Van Pelt discutiam de um modo divertido quem iria investigar as lixeiras, quando Jane apontou para uma carreira de formigas dirigindo-se à uma espécie de garagem. Ao puxar a porta corrediça, um corpo caiu rolando, cheio de formigas. Era William Mactier, um pedófilo que ela havia prendido quando era inspetora em São Francisco. Lisbon teve que usar de todas suas habilidades para disfarçar seu espanto quando descobriram o corpo.
No princípio, parecia mais um caso simples de homicídio, o qual tornou-se perigosamente intrigante quando as evidências acumularam-se apontando Lisbon como culpada. E para piorar, ela não tinha ideia do que tinha feito na terça-feira à noite, e como policial experiente, ela sabia muito bem o que isso significava: ela não tinha álibi e presumivelmente seria acusada da morte de Mactier. Porém, ela não deixaria isso abatê-la. Era óbvio que ela não havia matado o homem, na verdade era uma ideia ridícula, totalmente sem sentido. Por isso, de pronto ela negou passar pelo polígrafo como também ser hipnotizada por Jane. Jamais ela permitiria que ele vasculhasse sua mente com seus joguinhos. Contudo, a entrevista com Dryer a fez mudar de ideia. Ela não tinha nada a esconder, ela não havia matado Mactier, por isso aceitou o polígrafo, mesmo que por dentro ela estivesse aterrorizada por saber que não se lembrava do que havia feito na terça à noite. E esse terror apoderou-se dela quando foi suspensa por não ter passado pelo polígrafo. '' – Traços importantes de mentira.'' Foi o que Minelli dissera pouco antes de suspendê-la e olhá-la com nojo e decepção. De todas as pessoas do mundo, Minelli era uma das quais ela nutria um profundo respeito, quase paternal. Ver a expressão de decepção no rosto dele a devastou. Totalmente derrotada, ela entregou seu distintivo e sua arma, arrastando-se para a sala do Dr. Carmem. Quem sabe o idiota não seria útil e traria uma luz sobre a escuridão que engolia toda sua vida. Mas ele não ajudou em nada, ela não deveria ter perdido tempo.
Odiando a si mesma, ela procurou por Jane, como sua última esperança de esclarecer o que estava acontecendo com ela. Pela primeira vez, ela levou Jane a sua casa, e inesperadamente, ele foi extremamente gentil e respeitoso com seu espaço pessoal, bisbilhotando discretamente suas fotos, seus cd's, seus objetos pessoais. Ela estava tão nervosa, tão ansiosa, que não conseguia parar no mesmo lugar, balançando o corpo agitadamente de um lado para outro. Portanto, ela não pode acreditar quando ele virou para ela muito sério dizendo que não iria hipnotiza-la. Ele começou a falar com ela suavemente, apertando delicadamente seus ombros, e seu olhar era tão intenso, tão amoroso, que um calor reconfortante tomou conta dela e de repente, todos os problemas pareceram evaporar no ar. Ela estava relaxada e tranquila, e quando ela deu por si, sua cabeça recostou devagarinho no peito dele e suas narinas aspiraram o cheiro maravilhoso de sua colônia. Era aconchegante, agradável, uma sensação indescritível. Lisbon há muito tempo não se sentia tão segura, quase que amada. Deveria ser a percepção de ser amada verdadeiramente por um homem. Será que era assim que a esposa dele se sentia? Era tão bom, tão relaxante.
Ela abriu-se imediatamente, quando ele pediu para ela reviver a terça feira, as memórias vieram facilmente, quase que por encanto, exceto as lembranças do que ela fez quando saiu da CBI. Estranhamente, tudo era uma tela em branco, com estranhos pontos brilhantes piscando por toda a parte. Agora, a paz e o relaxamento haviam passado e ela voltou a ser sentir ansiosa e nervosa, fazendo Jane tirá-la do transe, pois esse sentimento era opressor, devastador, esmagador. Então, tudo voltou a estaca zero. Eles não conseguiram nada, nenhuma pista do que ela teria feito na terça à noite.
Enfim, ela percebeu quão ruim era sua situação; o desespero era tamanho que ela sujeitou-se a ser hipnotizada por Jane. Todas suas barreiras ruíram e ela não pode impedir que teimosas lágrimas inundassem seus olhos. Envergonhada, ela implorou para que Jane fosse embora, apesar de que no fundo, queria mais do que tudo que ele a abraçasse e a confortasse. Quando ele saiu porta afora, ela escorregou devagar até cair sentada desolada no chão, chorando abertamente, desesperada que sua vida, da noite para o dia, havia degringolado tão espetacularmente. Tudo que ela sacrificou, tudo pelo que ela lutou, estava escorregando por seus dedos e ela sentia-se incompetente, desamparada.
Ela estava tão profundamente mergulhada em sua tristeza, que assustou-se quando ouviu duas batidas leves em sua porta. Enxugando desajeitadamente os olhos, ela abriu a porta para encontrar um Patrick Jane com uma expressão que ela nunca vira antes. Seria preocupação?
'' – Jane, o que você...'' – ela não conseguiu terminar a sentença, pois Jane a envolveu em seus braços, empurrando-a quase imperceptivelmente para dentro sem soltá-la. Com um chute, ele fechou a porta, continuando a abraça-la com força. Ela não resistiu e devolveu o abraço com desespero, freneticamente buscando conforto nele. Jane afastou ligeiramente o rosto para encará-la com firmeza, como que se dissesse a ela que tudo ficaria bem. Ela viu quando os olhos dele mover-se entre seus olhos e seus lábios. A boca dele abriu brevemente e ele umedeceu sua boca discretamente. Sem dizer nada, ele fechou distância e beijou-a. Lisbon ficou confusa, pois ela havia entendido que ele não poderia, não queria nenhum tipo de relacionamento com ela, a não ser o profissional. Todavia, ela estava se sentindo tão sozinha, tão desamparada, que no instante seguinte, ela respondeu ávida ao beijo dele, lançando sua língua dentro da boca dele, que foi recebida com vontade. Ele rosnou baixinho no momento em que se separaram para respirar, retomando o beijo com desespero. Pela segunda vez, eles separaram-se para respirar, e Lisbon aproveitou para colocar uma pequena distância entre eles, apoiando suas mãos no peito dele.
'' – Jane, nós não devíamos...você disse que não estava pronto...''
'' – Não importa. Não quero ver você sofrer. Eu, eu prometo que vou descobrir o que aconteceu. Eu sei que você não matou Mactier e eu vou provar.'' – ele estava determinado, com uma expressão séria que raramente ele permitia que outras pessoas vissem.
'' – Jane...''
'' – Shhh... calma, eu não vou desistir.'' – Jane pegou as mãos dela, beijando-as carinhosamente. Ele beijou sua testa afetuosamente. '' – Eu tenho um palpite, quer ouvir?''
Ela o fitou surpresa, curiosa com o fato dele de repente querer compartilhar um palpite com ela de tão boa vontade, sem que ela suplicasse. Ele a guiou para o sofá, e assim que se sentaram, ele compartilhou suas impressões e suposições:
'' – Eu tenho um plano.'' – ele finalizou com alegria em sua voz. Lisbon ficou admirada de como ele podia bolar planos e esquemas com tamanha rapidez e facilidade. E ainda mais impressionada de como a ideia dele, apesar de estapafúrdia, poderia dar certo. Por isso, eles voltaram à CBI, onde Cho e Risgby pusera-os a par do que haviam descoberto: o irmão da noiva de Mactier havia recebido $ 10.000 para atrair seu cunhado para o beco. Lisbon e Jane trocaram olhares significativos, tendo Jane acenado imperceptivelmente para Lisbon, de modo que somente ela entendeu.
'' – Cho, Risgby, venham comigo. Vamos falar com Bosco.'' – ela saiu decidida, tendo os dois seguindo-a pelos calcanhares. Ela subiu a escada pulando dois degraus de cada vez, chegando arfando na sala de Bosco:
'' – Bosco, temos uma pista.'' – as palavras saíram cortadas entre respirações fundas para recuperar o fôlego.
'' – Lisbon, você não deveria estar aqui.'' – Bosco levantou-se, segurou levemente em seu braço para conduzi-la para fora, ladeada protetoramente por Cho e Risgby:
'' – Dez mil, Sam. Dez mil só para atrair o cara.'' – ela disse com urgência a Bosco.
'' – É muito dinheiro, Lisbon não tem essa quantia.'' – Risgby comentou entusiasmado, só depois dando-se conta que de alguma maneira havia ofendido involuntariamente sua chefe. '' – Sem ofensa.'' – ele acrescentou apressadamente.
'' – Val Pelt vai rastrear o dinheiro; Cho e eu vamos investigar o banco...'' – Lisbon completou agitada, sendo parada por Bosco:
'' – Não, você não fará nada, você não deveria nem estar aqui.'' – Ele disse furioso. '' – E vocês dois, passaram da conta. Depois falo com vocês.'' – ele virou-se para Lisbon, que estava agitada ao lado dele, balançando o corpo de um lado para outro, com o rosto torcido em uma expressão tensa. '' – Lisbon, você está bem?''
'' – Você não sabe, depois vai entender.'' – ela disse sussurrando, meio culpada, meio ansiosa pelo que estava prestes a fazer.
'' – Lisbon, você bebeu?'' – Bosco a olhou atentamente, com o rosto franzido em preocupação.
'' – O QUE É. ESTOU BEM, PORQUE TODO MUNDO ESTÁ OLHANDO PRA CÁ. ESTOU BEM. ESTOU CHEIA DA CARA DE VOCÊS, SAIAM DA FRENTE.'' – Ela gritou a plenos pulmões, passando bruscamente por Cho, Risgby e outros agentes, todos estupefatos com o descontrole de Lisbon, o que não era comum que presenciassem. Ela correu até seu escritório, onde andou de um lado para outro inquieta, atirando uma cadeira na divisória entre seu escritório e a sala dos agentes, quebrando o vidro com estrondo.
'' – Desculpe, foi mal.'' – ela justificou, com uma expressão confusa no rosto. Jane, Cho e Bosco foram os primeiros a chegar na sala dela, tendo Jane colocando-se protetoramente ao lado dela.
'' – Calma, vamos para casa.'' – ele disse suavemente.
'' – Vem, eu levo você.'' – Bosco ofereceu-se.
'' – Não, me deixe em paz.'' – Lisbon afastou-se de Bosco, preferindo ser conduzida para fora por Cho.
'' – O que foi tudo isso?'' – Cho perguntou assim que estavam fora do alcance de serem ouvidos pelos outros agentes.
'' – Um plano.'' Lisbon disse conspirativamente, mudando radicalmente seu tom de voz de transloucada para normal, sorrindo levemente.
'' – Ah, um plano de Jane.'' – Cho balançou a cabeça com conhecimento de causa. '' – Eu sabia que você não iria se descontrolar desse modo na frente de todos.'' – ele olhou para ela com um ar de aliviado. '' – E então? Qual o próximo passo?'' – ele incluiu-se no plano sem perguntar se ela queria tampouco dando-lhe chance para negar sua ajuda.
'' – Bom, agora você me leva pra casa e ao voltar, diz para todos que eu não quis companhia, estava muito alterada e agitada.''
'' – Certo.'' – Cho disse simplesmente, confiando nela no que quer que Jane estivesse tramando. Cerca de 40 minutos depois, Cho voltou à CBI, sustentando uma cara de profunda preocupação, dizendo a todos que o abordavam que Lisbon estava muito aflita e que nunca ele a tinha visto desse modo. Logo, o boato espalhou-se pelo prédio até chegar aos ouvidos de Minelli, o qual procurou Jane:
'' – Jane, como ela está?''
'' – Eu não sei. Ela não quis me deixar entrar.''
'' – Você acha que ela faria alguma bobagem?''
'' – Suicídio? Eu não culparia a agência.'' – Jane teatralmente mantinha uma fisionomia chateada e comovida.
'' – Eu deveria ter tirado a arma sobressalente dela.'' – Minelli tinha um tom pesaroso, sendo recebido com uma cautela exagerada por Jane.
'' – Talvez ela se abra com alguém profissional; você sabe, ela não confia em mim...'' – Jane disse em um tom aflito, que Minelli nunca tinha visto antes. Minelli acenou a cabeça, saindo dali para ir direto para a sala do Dr. Carmem. Jane sorriu vitorioso e saiu rapidamente para a casa de Lisbon, sendo seguido de perto por Cho.
'' – O que quer que esteja planejando, não fará sozinho.'' – ele disse em um tom decidido. Os dois chegaram na casa de Lisbon em 20 minutos.
'' – Cho, você fica aqui, de prontidão. Acho que não vai demorar.'' – Jane foi dizendo enquanto saía rapidamente do carro. Ele usou as batidas na porta que havia combinado por Lisbon, sendo atendido por ela usando apenas um camisetão de futebol, suas belas pernas torneadas expostas até o meio das coxas. Por um instante, ele perdeu o rumo, admirando descaradamente a figura de Lisbon.
'' – Você vai entrar ou não?'' – ela disse impaciente, despertando-o do seu estupor.
'' – Ah, claro, claro.'' – ele precipitou-se para dentro. '' – Então, o plano é esse, quando ele chegar, você finge que está bêbada, transtornada. Use uma fala mole, desconexa, mantenha uma expressão de louca no rosto.''
'' – Eu sei, você me disse várias vezes.'' – ela revirou os olhos exasperada.
'' – Você é uma péssima mentirosa, por isso estou reforçando.''
'' – Deixa de ser chato.'' – ela franziu a testa ofendida, virando de costas para ele. '' – Agora, vá. Suba e fique escondido.'' Lisbon não se deu conta de que sua silhueta estava sensual demais para o gosto de Jane, e de novo, ele ficou abstraído pelos contornos de sua bunda e os músculos posteriores de suas coxas. Institivamente, ele umedeceu os lábios, e pela primeira vez depois de tantos anos, ele sentiu seu pênis remexer desconfortavelmente em sua calça, obrigando-o a ajeitá-lo discretamente com a mão enquanto se dirigia para o topo da escada, onde ficou escondido na penumbra, lutando bravamente contra um crescente desejo que queimava dentro dele. Por sorte, logo o Dr. Carmem chegou e o show começou dando-lhe algo para pensar que não fosse o recém descoberto corpo sensual de Lisbon. Felizmente para ele, assim que Lisbon encurralou o psiquiatra, toda a tensão sexual havia passado e ele pode descer as escadas livre de qualquer eventual constrangimento. Ao mesmo tempo que Lisbon algemava Dr. Carmem, ele correu para porta, sinalizando para Cho entrar e levar o prisioneiro de volta à CBI. Eles ficaram sozinhos, tendo Lisbon levantando as sobrancelhas para ele em um tom de vitória.
'' – Ah, viu, consegui.'' – ela disse triunfante. Jane se concentrou no rosto dela, evitando corajosamente o resto do corpo. '' – Eu vou trocar de roupa e voltar à CBI.''
'' – Certo, certo...'' – foi tudo que Jane pode dizer, olhando fixamente para os quadros na parede, que segundo Lisbon, haviam pertencido a outra inquilina.
Inocentada, Lisbon pode retomar suas atividades, teve seu distintivo e arma devolvidos, retornou à sua sala, organizando seus objetos pessoais:
'' – Minelli quer que você pague pelo vidro.'' – Bosco chegou devagar, estudando o terreno.
'' – É justo.'' Lisbon disse relaxada, denotando que não estava brava com ele.
'' – Você fez bem o papel de louca. Jane deve estar orgulhoso.'' – ele aproximou-se um pouco mais.
'' – Não foi um trabalho policial normal, mas confesso que adorei. Soltar os bichos.''
Bosco deu um sorriso amável. '' – Lisbon, quero que saiba que se fosse provado, que, bem...você sabe.'' Ele estava incrivelmente sem graça, quase que constrangido.
'' – Sim, eu sei.'' – ela respondeu um pouco nervosa, mesmo não sabendo por qual motivo estava tão incomodada. Bosco não disse nada, apenas a encarou profundamente, como se quisesse dizer algo com os olhos.
'' – Interrompo?'' – Jane chegou de repente, sentindo que estava se intrometendo em algo muito íntimo.
'' – Não.'' – Bosco falou rapidamente. '' – Boa noite Lisbon. Jane.'' Ele saiu apressado e Jane percebeu a testa suada de Bosco e seu jeito constrangido.
'' – Trouxe a rosquinha que você gosta.'' – Jane falou a Lisbon, entregando-lhe um pacote. '' – Eu não havia percebido, mas é claro.''
'' – O que?'' – Lisbon perguntou curiosa.
'' – Ele te ama.''
'' – Deixa de ser bobo.''
'' – Não, é verdade. Ele te ama, bom, mas gosto não se discute.''
'' – Cai fora.'' – Lisbon jogou o saco de papel no peito dele. Jane pegou o pacote com destreza, saindo da porta da sala dela, para voltar e vê-la movimentar-se com graça e tranquilidade pelo espaço, recolocando seus objetos de volta em seus lugares. Depois de tê-la visto em trajes tão mínimos, ele teria que se esforçar ainda mais para enxerga-la apenas como sua supervisora e não imaginar suas pernas bem torneadas e sua bunda arrebitada, apertada em seus jeans justos. Suspirando fundo, ele moveu-se para fora da CBI, pegando seu carro, dirigindo sem parar até chegar em Malibu, onde ele sabia que qualquer pensamento lascivo seria varrido de sua mente ao confrontar seus fantasmas e sua culpa.
