Rindo, Vivi dançava despreocupadamente com uma mulher de cabelos e olhos escuros pelo saloon. O bar era decorado no estilo faroeste e todas as músicas remetiam a essa época. A princesa de Alabasta estava simplesmente impressionada com a criatividade do anfitrião daquele festival; não à toa, Piratas Expo era de fato o maior festival pirata do mundo embora, na verdade, fosse o primeiro – e provavelmente o único – que a mulher de cabelos azuis conhecia.

—Você me parece familiar. — comentou a mulher de longos cabelos pretos. — Nós já nos vimos antes?

—Provavelmente não. — Vivi sentia que a recíproca era verdadeira, mas por alguma razão não conseguia se lembrar de onde conhecia a morena misteriosa a sua frente. — Eu me chamo Akika e você? — mentiu com naturalidade.

Daquela vez ela optou por um disfarce um pouco mais elaborado, escurecendo as sobrancelhas e colocando uma peruca decente, a princesinha de Alabasta estava vestida como cowgirl e calçava botas marrons de cano baixo. Estava irreconhecível.

E o fato de ela andar a parte de Karoo também a ajudava muito. Aparentemente tinha uma área da ilha destinada aos "pets" dos piratas e era lá que seu melhor amigo passava boa parte dos dias. Ela estava feliz por ele.

—Eu me chamo Tayuya. — estava mais do que óbvio que era uma mentira, porém isso não a incomodou. Era melhor assim. — De que bando pirata você é?

—Dos Piratas Ursos. — respondeu prontamente. — Meus companheiros estão espalhados pela ilha.

—Entendo. — elas giraram pelo saloon, rindo divertidamente, dançando em círculos, sob os aplausos de alguns grupos de bêbados que assistiam a cena com mais interesse do que provavelmente deveriam demonstrar.

A dupla continuou a se divertir horas afio. Quando já era suficientemente tarde, Tayuya despediu-se de Vivi e deixou o saloon, afirmando ter de retornar para o navio pirata.

Vivi passeou por toda a ilha, realizando o mesmo trajeto que o do dia anterior e evitando os lugares que eram frequentados pelos piratas mais conhecidos. Ela era corajosa, mas também não era nenhuma idiota e não queria correr o risco de ser roubada ou até mesmo descoberta.

Ela deu mais uma volta com o Yagara Bulls, aproveitando para tirar algumas fotos do local e de algumas atrações que havia pela ilha antes de voltar mais uma vez para o bar.

Karoo deveria estar no paraíso pet, então só lhe restava encher a cara para passar o tempo.

—Vai com calma aí gracinha, essa já é a sua sexta garrafa de rum. — o barman exclamou, mastigando o que parecia ser um pedaço de carne. Ela não se importou.

—Manda outra garrafa agora, seu idiota. — esbravejou, socando o balcão com ambas as mãos.

—Como quiser, docinho. — ele a entregou mais uma garrafa e Vivi retirou a rolha, em meio a uma série de palavrões desconexos. Ela deu um generoso gole na bebida e gargalhou, claramente alterada pelo álcool.

—Uh! — Vivi gritou escandalosamente. — Como é bom ser livre! — ela ergueu os braços para o alto, sendo ovacionada por alguns grupos de piratas, evidentemente tão embriagados quanto ela, que riam e assobiavam, incentivando-a. — Um brinde! — propôs, levantando-se e ficando de pé sobre o balcão. — A pirataria!

—A pirataria! — entoaram os demais bebuns, animadamente. Ela sorriu abertamente, cambaleando de um lado para o outro antes de virar a garrafa com facilidade.

Voltou a se sentar na banqueta, puxando assunto com o barman que a fitou com bastante curiosidade. Podia jurar que conhecia aquela mulher de algum lugar.

—De todos os bares e de todos os festivais clandestinos de piratas do mundo...

Vivi virou-se abruptamente, se deparando mais uma vez com a face risonha e detestavelmente cínica de Crocodile.

—Estou começando a achar que essa coisa de coincidência não existe. Você deve fazer isso de propósito. — o acusou, observando-o pedir uma garrafa de sakê para o barman. — Ou isso, ou todos os outros bares da ilha foram destruídos e só restou esse — sorriu debochadamente.

— Vou ser extremamente franco com você, princesa. Eu estava esperando encontrá-la vestida de odalisca novamente. — ele pegou a garrafa de sakê das mãos do barman e removeu a rolha, bebendo um demorado gole enquanto fitava Vivi.

Vivi piscou os olhos, surpresa com a sinceridade por parte do outro. Ela jogou os cabelos para trás, debruçando-se sobre o balcão. O ex-schichibukai continuou sentado, inexpressivamente.

—O que você acha que ganha me contando isso, seu babaca megalomaníaco? Você não acha que eu seria louca de... Ir para cama com você, acha?

Crocodile continuou a encará-la com seriedade, intercalando o gole em sua bebida, com um trago em seu charuto.

—Isso nunca me passou pela cabeça.

Ela não sabia em que momento havia concordado em ir embora com aquele homem. Tudo o que sabia é que, em um momento estava enchendo a cara em um bar, comemorando o fato de não estar sendo procurada pela guarda real do seu país e, no outro, estava no corredor do hotel agarrando-se impudicamente com o último ser masculino que deveria deixar que a tocasse.

Mas os motivos pelos quais não deveria permitir que Crocodile a tocasse e a beijasse daquela maneira incandescente, de repente foram apagados da sua mente e a única coisa em que Vivi conseguia pensar era nos braços fortes envolvendo-a junto a si.

Vivi arfou, sentindo as mãos dele rasgarem a camiseta que vestia, jogando-a ao chão bruscamente. Ela suspirou fundo durante o ósculo, enroscando sua língua a do homem, que a prensava contra a parede, retirando as botas que ela usava e as jogando em um canto qualquer do andar.

Vivi retribuía ao beijo com a mesma paixão, apoiando-se nos ombros largos do portador da Suna Suna no Mi.

A princesa o empurrou rapidamente e retirou o paletó que ele usava, apressando-se em desabotoar a camiseta social preta. No minuto seguinte, foi novamente empurrada contra a parede, exprimindo um gemido alto e manhoso.

O ex-corsário voltou a agarrá-la pelas pernas, pressionando o corpo feminino contra o seu. As bocas voltaram a se roçar, antes de, mais uma vez, ele a beijá-la com firmeza. Os dois arfaram, e Vivi levou as mãos até os cabelos de Crocodile, bagunçando-os antes de seguir até a nuca dele e por fim até as costas do moreno, que atirava a camiseta social que vestia ao chão.

As mãos tateavam eroticamente o corpo um do outro, e as línguas serpenteavam dentro das bocas em movimentos rápidos. Era difícil dizer onde começava um e terminava o outro.

A calça dele e o short jeans dela foram atirados ao chão sem qualquer pudor, e, minutos depois, a mulher de cabelos azuis sentia a boca dele em seu pescoço. As mãos grandes e masculinas apertavam seus seios, descendo de encontro a barriga indo de encontro a feminilidade dela que tornou a gemer escandalosamente, não se importando com a possibilidade de alguém os escutar.

Vivi tombou a cabeça para trás, apoiando a cabeleireira azul sobre o ombro de Crocodile que, sorrindo maliciosamente, descia a língua por todo o pescoço dela, percorrendo a curva de encontro aos ombros pequenos e delicados antes de então lamber toda a costa feminina.

—Oh... — ela não foi capaz de segurar o gemido, abrindo as pernas para ele, completamente entregue, deliciando-se com o calor do corpo masculino, seus toques, beijos e especialmente as mãos que exploravam habilmente todo o seu corpo.

—Você geme gostosinho, sabia? — ele mordeu a ponta da orelha dela, que tornou a gemer cada vez mais alto, esfregando uma perna na outra, pressionando a mão dele entre elas.

—C-cala a boca. — o que deveria ser uma resposta ríspida acabou se tornando em outro gemido manhoso, que ela não conseguiu conter.

Crocodile afundou o rosto na curva do pescoço dela, que arrepiou-se com o contato.

—Abra as pernas, Miss Wednesday. — ordenou em tom imperioso.

Ela o obedeceu sem pestanejar, incapaz de descrever as sensações que aquela voz rouca e imponente provocou por todo seu corpo. Vivi nunca se sentiu tão quente e excitada antes.

Crocodile a penetrou sem mais delongas, arrancando um grito alto por parte da princesa. Ele próprio exprimiu um som gutural e animalesco que poderia facilmente ser ouvido nos andares debaixo.

Vivi apoiou-se na parede a sua frente, empinando-se de encontro a masculinidade fervorosa do ex-corsário que a estocava com firmeza, saboreando-se com os gritos e gemidos femininos. Ele urrava descontroladamente, conduzindo-a habilmente. Ambas as mãos estavam sobre as cinturas dela, segurando-a com firmeza, marcando a pele dela com seus dedos longos e pálidos. Ele sorriu com o contraste e Vivi gritava, excitadíssima.

—Se você continuar gritando assim, princesa, o prédio inteiro vai ouvir — murmurou, voltando a aproximar sua boca da orelha dela que estremeceu em resposta, balbuciando palavras desconexas.

—Oh... Crocodile...! Oh...

As mãos dele subiram até os seios fartos dela mais uma vez, apertando-os com vontade, agarrando entre seus dedos com certa possessividade e Vivi arfou, mordendo a boca para abafar os próprios gritos.

Ela respirou ofegantemente. Ao seu lado, o homem tragava mais um charuto.

Ela tinha transado com o inimigo número do país e de seu pai!

Os olhos violetas encararam o teto por algum tempo.

Ir para a cama (ou corredor) com Sir Crocodile definitivamente não fazia parte da sua programação especial para aquele festival. Caralho.

—Quem poderia imaginar? Você também gosta de um palavrão durante o sexo. — comentou casualmente, como se não fosse nada demais.

Ela inspirou fundo antes de se sentar na cama, nua, sem qualquer inibição. Não fazia sentido agir com pudor depois de tantas horas fazendo sexo com o cretino.

—Agora que você claramente já conseguiu o que queria, vai parar de me seguir pela ilha? — indagou, virando-se para encará-lo.

—O que eu queria? — devolveu, encarando-a fixamente. — Você estava querendo isso tanto quanto eu. Não tente negar.

Ela mordeu a boca novamente antes de se levantar da cama em um pulo.

—Você não cansa de ser irritante?

Um sorriso brincou nos lábios dele e Vivi o xingou em voz baixa, inclinando-se para procurar suas roupas.

—Eu vou ficar com isso — apontou para a camiseta preta social do homem. — Já que um tarado rasgou a minha roupa.

—Não me lembro de você ter reclamado na hora, princesa.

Vivi revirou os olhos, vestindo-se apressadamente. Segurou as botas em uma mão, e parcialmente composta, encarou-o uma última vez e então deixou o quarto, fechando a porta bruscamente atrás de si.

Crocodile passou a língua pela parte inferior do lábio, totalmente despido, e voltou a fumar seu charuto.