Red Hot Chilli Peppers - Snow (Hey Oh)
Neve (Hey Oh)
Come to decide that the things that I tried
Venha dizer que as decisões que tomei
Were in my life just to get high on
Na vida em minha vida foram só para ficar extasiado
When I sit alone come get a little known
Quando eu sento sozinho, venha ficar sabendo
But I need more than myself this time
Mas eu preciso de mais do que eu mesmo desta vez
Just Me
Capitulo 12
Desci do taxi, e fiquei fitando o enorme prédio em minha frente. As Empresas Haruno eram conhecidas mundialmente, tinham sedes em todos os países do mundo, dos mais ricos aos mais pobres. Se não me engano papai é a quarta geração no poder. Provavelmente quando ele se aposentar eu deveria ficar no comando, já que Otou-san não tem nenhum filho homem.
Entrei no prédio sem olhar para ninguém, peguei o elevador e apertei o numero vinte e três. As pessoas que entravam ficavam me olhando algumas curiosas, e outras espantadas. Já fazia muito tempo que não vinha aqui. Agradeci por ter me vestido com roupas claras do uniforme, e estar de sapatilha e bolsa. Ao invés da minha mochila e meu all star.
O vigésimo andar era todo do Otou-san, ali mesmo que ele realizava suas reuniões, e conversava com os acionistas. Tudo era decorado em branco e vermelho. A secretária se sentava em uma mesa vermelha com um circulo vermelho gravado nela. A marca da empresa estava espalhada por tudo.
- No que posso ajuda-la? – Eu podia ver um olhar nada agradável lançado para mim. Eu gostava mais da antiga secretária.
- Sou Haruno Sakura, vim falar com meu pai. – Pela primeira vez depois de muito tempo eu estava usando o tom de superioridade do meu pai.
- S-só um minuto Senhorita Haruno, vou perguntar ao seu pai se pode entrar. – Disse trêmula.
Acenei com a cabeça em concordância. Otou-san sem dúvida ficaria surpreso pela minha visita repentina. Eu não estava treinando o que iria dizer, sabia que tudo sairia na hora. Não estava nervosa, a única coisa que vinha a minha mente era ele me pegando no colo quando pequena.
- Sakura-sama? – A encarei. – Pode entrar.
Concordei com a cabeça e segui a até a porta com o emblema Haruno, bati levemente e ouvi um "Entre". Assim que abri a porta me deparei com o olhar curioso do meu pai. Ele apontou para a cadeira em sua frente, em um gesto para que me sentasse.
- O que faz aqui Sakura?
- Vim falar com você. – Suspirei. – Otou-san porque quer nossa guarda tão de repente, depois de tantos anos?
Fui direta. Eu sabia que teria que perguntar aquilo uma hora ou outra. Vi-o suspirar, e tive a leve impressão de ter visto um pingo de angústia no seu rosto. Otou-san continuava fitando a mesa, sem olhar em meus olhos.
- Vocês não vão morar comigo, decidimos que um fim de semana sim e outro não você vai para minha casa. – Encarei sua face jovem, seus olhos verdes, e seu cabelo castanho revoltado. Aquele parecia só um pouco com meu antigo pai.
- Não respondeu minha pergunta. – Eu tentava ser mais fria possível, os últimos dias não foram muito agradáveis para mim quando o assunto era família.
- Sakura entenda. – Ele me olhou serio. – Eu vi você aquele dia defendendo o Uchiha, eu não quero ver a minha filha metida nisso. Você não tem ideia do quanto aquelas pessoas são perigosas, não sabe do que elas são capazes por dinheiro.
- Então está dizendo que está preocupado comigo? – Perguntei em um sussurro.
- Você é minha filha, não a como não me preocupar.
- Porque mudou? – O encarei com meus olhos marejados.
- Do que está falando?
- Você e Oka-san mudaram de repente, e até hoje nunca entendi o porquê. – Segurei um soluço, não queria mostrar fraqueza na frente dele. – Em um momento éramos uma família feliz, e no outro você e Oka-san começaram a brigar... Entre outras coisas.
Não gostava de lembrar as vezes que presenciei suas brigas, aquilo fazia parte das memórias que eu faço questão de tentar esquecer. Fiquei imaginando se Sasuke-kun não tivesse presente durante nossa última discussão. A dúvida se ele me bateria ou não ficava martelando na minha cabeça. Meu antigo pai nunca levantou a mão para mim. Eu tinha certeza, pelo menos parcialmente, que isso tinha haver com Yumi.
Ele se levantou e estendeu a mão para mim, por um momento hesitei, mas acabei por segura-la. Otou-san me levou até o sofá de couro que tinha ali, e se sentou comigo. Ele suspirou mais uma vez, e passou as mãos pelos cabelos em um gesto nervoso.
- Megumi e eu nos casamos muito jovens, mal tínhamos pouco mais de dezessete anos. – Yue escorou as costas no sofá e ficou fitando o céu azul de Konoha pela janela aberta de seu escritório. – Quando soubemos que ela estava grávida de você, ficamos felizes, éramos imaturos não fazíamos ideia de como era cuidar de uma criança.
Enquanto Otou-san falava eu podia visualizar ele e Oka-san, os dois eram apenas dois anos mais velhos que eu na época. Uma vez vovó tinha me contado que os dois fugiram para se casar, dias antes minha mãe soube que estava grávida, e para não ficar com má fama por engravidar antes de casar, resolveu revelar a gravidez dias depois de anunciar que estavam casados.
- Meus pais me enchiam sobre a empresa como eu era idiota em não pensar nos meus atos. – Continuou – Sua mãe queria seguir os sonhos dela, não queria ficar em casa cuidando de vocês. Quando você tinha cinco anos Yuki nasceu, sua mãe por mais uma vez teve que se ficar em casa. Nós tentávamos parecer felizes, não queríamos que vocês duas vissem que estávamos desmoronando aos poucos. Nosso casamento chegou mesmo ao fim quando Tomoyo nasceu sua mãe me culpava dizia que eu tinha acabado com a vida dela, eu começa a me afogar na bebida e...
- Se descontrolava. - Completei. Ele me encarou meio surpreso, acho que havia esquecido que eu estava aqui.
- Nos divorciamos, e o resto você já sabe. – Ele suspirou e se acomodou no sofá me encarando logo em seguida. – Sakura, sua mãe e eu erramos. Todos os dias eu me culpo por não estar ao seu lado quando você precisava de mim. O que eu estou fazendo agora é para me redimir como vocês, pequena.
- Pequena... – Murmurei baixo demais para que ele ouvisse. Otou-san não me chamava assim há muito tempo, acho que essa era uma das coisas que eu mais sentia falta. De ser sua menininha.
Sem me dar conta, as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Sempre os culpei por não dar importância para nós três, nunca perguntei o motivo para eles. Papai era pressionado pelo vovô, e mamãe queria sua juventude de volta. Agora eu me sentia uma mostra por nunca ter me importado com que eles passaram, apenas fiquei os culpando ao longo dos anos.
- Não chore pequena, Otou-san está aqui. – Senti ele me trazer contra seu peito. Quem diria que depois de anos, eu ainda choraria em seu peito.
Eu só queria que voltássemos a ser uma família, Otou-san, Oka-san, Yuki, Tomoyo e eu. Sem interferências externas, sem madrasta e padrasto, apenas nós cinco. Mas eu sabia que isso seria quase impossível, mamãe estava apaixonada pelo Hiashi-sama, logo iriam se casar. Eu não queria acabar com a felicidade dela.
- Otou-san. – Chamei levantando meu rosto molhado do seu peito.
- Diga pequena. – Ele acariciou meus cabelos, e passou a mão pelo meu rosto, secando minhas lágrimas.
- Porque se casou com a Yumi?
- Ela esbanja juventude, me lembra de quando eu era jovem. – Agora eu estava deitada com a cabeça em seu colo, enquanto Otou-san fazia cafuné em meus cabelos. – Yumi é divertida e me faz ficar alegre mesmo quando estou em meu pior dia.
- Você gosta dela?
- Gosto.
- Mesmo eu a odiando. – Suspirei. – Prometo tentar ser mais legal com ela, se ela fizer o mesmo.
- Essa é minha garotinha. – Ele riu e me prendeu em um abraço de urso. – Eu fico feliz em saber que você continua doce, que minha rebeldia e de sua mãe não tenha te afetado.
- E eu fico feliz em saber que você continua sendo meu Otou-san. Que a Yumi não tenha tirado minha parte preferida em você. – Ri quando ele começou a me fazer cocegas.
- Pequena. – Encarou-me sério.
- O que? – Perguntei hesitante.
- Sarutobi me ligou ontem falando que você brigou na escola, quer me contar por quê?
- Sabe a Karin? – Droga, sabia que uma hora ele iria me perguntar sobre isso.
- Sim, o que tem ela? – Otou-san passou a mão pelos cabelos sem intender o que uma coisa tinha haver com a outra.
- Bem segunda passada ela tentou bater na Yuki, só não pulei nela porque o Sasuke-kun não deixou. – Suspirei.
- Sasuke? – Concordei. – Esse é o mesmo que te protegeu quando criança?
- É... – Ele fez um gesto para que eu continuasse. – Bem, sexta-feira ela começou a provocar uma amiga minha, e eu a defendi. Então Karin disse 'Olha a rosadinha aprendeu a falar, nem se parece mais com a garotinha que chorava porque o pai batia na mãe'. Naquele momento toda a raiva que eu tinha acumulada dentro de mim me consumiu. O resto você já sabe...
- Eu sabia que não era boa ideia te colocar em aulas de artes marciais, você tem o gênio de Tsunade-sama, isso sempre me assustou. – Ri de leve com os olhos arregalados dele.
- Pai.
- O que, pequena? – Me perguntou confuso.
- Estou com fome. – Sentei-me e passei as mãos pelo meu cabelo, em uma tentativa de ajeitá-los.
- Ok, vou te levar para almoçar. – Ele se levantou. – Vamos?
- Mas, antes posso usar seu banheiro? – Apontei para meu cabelo, ele apontou para a porta a sua direita. Quando eu ia andando o ouvi murmurar:
- Vaidosa igual à mãe.
.::OoO::.
- Não intendo como você é magra, é igual à Konan. – Otou-san riu. – As duas comem como loucas, e não engordam uma grama.
- Gosto desse fato. – Sorri e tomei um gole da minha Coca-Cola. – O que tem de sobremesa?
- Viu o que eu disse. – Suspirou. – Deixe-me adivinhar... Sorvete de chocolate com cobertura de morango.
- Bingo!
Estávamos almoçando no meu restaurante preferido, comendo minhas comidas preferidas. Não imaginava que um dia faria isso novamente com meu pai. Otou-san pediu dois sorvetes de chocolate com cobertura de morango, logo estávamos comendo de novo.
Sabe se fosse para ter meu pai de volta, eu até seria capaz de aturar Yumi. Agora eu estava realmente feliz, meus pais tinham voltado a ser o que eram isso me deixava demasiadamente alegre. Eu tinha a impressão de que estava esquecendo alguma coisa, mas aquele sorvete estava atrapalhando meus pensamentos.
Saímos do restaurante e fomos dar uma volta pela cidade. Eu me sentia uma garotinha de cinco anos segurando a mão do Otou-san, mas eu não dava bola para isso.
- Onde estamos indo? – Perguntei confusa quando entrei no quarto.
- Buscar Yumi no hospital. – Papai olhava para a estrada com melancolia no olhar.
- O que ela está fazendo lá? – Não sei exatamente porque, mas eu estava com um mau pressentimento, um aperto no peito. E não, meu sutiã não estava apertado.
- Yumi tem um tumor no útero. – Ele suspirou.
- Isso quer dizer que ela não poder ter filhos...
- Sim.
Sabe, eu nunca gostei de Yumi porque sempre a vi como uma substituta para minha mãe. Quando papai nos apresentou, eu fui mal criada no momento que ele falou 'minha namorada'. Nunca dei chance para ela se aproximar, e acabou por ela não me suportar.
Nunca imaginei que ela algum dia fosse uma pessoa boa, sempre a vi como uma megera que queria separar nossa família. Jamais pensei que ela gostaria de ser mãe, que ela queria se aproximar de nós. Acho que fui infantil em relação a isso.
- Pai? – O chamei.
- O que? – Se virou para me encarar quando a sinaleira fechou.
- Posso dormir na sua casa hoje?
- Claro que pode pequena. – Ele sorriu para mim. Eu tinha um plano. Realmente espera estar fazendo a coisa certa. – Podemos comprar algumas roupas depois.
- Ótimo. – Sorri docemente.
.::OoO::.
O hospital de Konoha era sem dúvida um dos melhores do país. Tsunade-sama trabalhava aqui desde, sempre. Seu primeiro emprego como médica foi nesse mesmo hospital. Por isso não me surpreendi ao vê-la na recepção conversando com uma enfermeira. Na verdade ela que ficou surpresa ao ver me ali, com meu pai.
- Sakura?
- Tsunade-sama. – A abracei sorrindo. Vovó me proibiu de chama-la de 'obaasan' na frente das pessoas. Ela diz que isso a faz sentir velha.
- O que fazem aqui? – Perguntou olhando paro meu pai.
- Viemos buscar Yumi. – Respondi.
- Hum. – Vovó cruzou os braços e me olhou com repreensão. – Sua mãe ligou para mim te procurando, ela disse que seu celular só da na caixa postal.
- Desculpe. – Sorri envergonhada. – Vou ligar pra ela.
Eu tinha certeza que estava esquecendo algo. Maldito seja aquele delicioso sorvete de chocolate com morango. Enquanto eu revirava minha bolsa a procura do meu celular, pude ver pelo canto do olho vovó e Otou-san conversando. Eu conhecia aquela expressão no rosto de Tsunade-sama, era a mesma expressão que ela usava quando tinha que contar alguma noticia ruim.
Olhei para minha esquerda e vi Yumi com a cabeça baixa. Aquela não parecia minha madrasta que eu adorava incomodar. Ela fitava o chão com os olhos marejados. Virei meu rosto para o outro lado, aquele era um momento íntimo de mais para eu presenciar.
- Sakura! – Tive que afastar um pouco o celular da orelha, o berro da Oka-san quase estourou meu tímpano.
- Oi mãe.
- Onde você está? – Sua voz era um misto de raiva e preocupação.– Porque não atendeu a porcaria do telefone? Você não tem noção de como eu fiquei quando o Neji-san trouxe suas irmãs pra casa e disse que você lhe enviou uma mera mensagem dizendo que estaria antes das sete em casa, sem mais qualquer outra explicação.
- Desculpe. – Eu havia esquecido como ela era assustadora quando ficava brava. Oh Shite! – Eu fui falar com Otou—san.
- O que? – Sua voz deixava bem claro o quanto ela estava espantada.
- Nós conversamos mãe, e acabamos nos acertando. – Tentei acalma-la – Eu pedi se podia dormir na casa do papai hoje, e ele deixou.
- Tudo bem. – Ela suspirou. – Só que da próxima vez que você fugir da escola me avise, ok?
- Ok.
- Sakura só mais uma coisa... Eu e seu pai conversamos seriamente hoje, então tente se comportar e não brigue com Yumi. Seu pai mudou criança.
- Eu sei. – Ri levemente. – Te amo, tchau.
- Também te amo.
Estranho muito estranho. Mamãe não estava soltando os cachorros no papai, isso não é normal. Alguma coisa aconteceu, e eu queria MUITO descobrir o que era. Acho que Otou-san não foi totalmente sincero quando lhe perguntei o motivo dele querer que nós morássemos com ele. Ele deve ter pensado em Yumi, pelo que vi minutos atrás o que ela quer e precisa são 'crianças' ao redor dela.
Se algum dia eu me casasse, eu também ficaria da forma que ela esta agora se soubesse que nunca poderia ter filhos. Deve ser algo deprimente. É por isso que eu sou contra o aborto nesse país, adolescentes (da minha idade) estúpidas querem matar crianças, enquanto várias mulheres fazem inúmeras cirurgias, tomam diferentes medicamentos, só para ter algo que essas garotas não queriam. Um filho.
Acho que eu estou na TPM, muito sentimental para um dia só. Guardei o celular na bolsa e ia caminhando até onde meu pai conversava com a Vovó Tsunade, mas parei ao ver Yumi chorando mais ainda. Estranhei papai não estar a abraçando, ele é bom em consolar as pessoas, Yumi deveria estar se escondendo dele.
Eu a entendo, se algum dia se eu tivesse que dar a notícia ao Sasuke-kun que ele não poderia nunca ser pai de um filho meu, porque EU não seria capaz de carregar uma criança, teria me escondido da mesma forma que Yumi estava.
Ela tinha o rosto escondido nas mãos. Andei até ela sem que me notasse. Abracei seus ombros, ela nem viu que fui eu que fiz isso, apenas afundou o rosto molhado no meu peito. Yumi soluçava, e apertava seus braços ao redor de mim, continuei passando as mãos pelas suas costas, tentando acalma-la.
Em algum lugar me lembro de ter ouvido, talvez tenha lido, o maior dom do ser humano é perdoar. Acho que mesmo depois de tudo que eu vivencie ainda sou aquela garotinha, que perdoava a tudo e todos. Eu tentaria ser legal com Yumi, essa seria uma promessa para mim mesma.
- Shiii. – Falei em seu ouvido, afagando seus cabelos loiros. – Tudo vai ficar bem.
- Como pode ficar tudo bem. – Sussurrou – Eu nunca vou poder ter uma criança que eu possa dizer que é minha. Sangue do meu sangue.
- Mas você ainda pode adotar uma Yumi. – Tentei acalma-la – Tem muitas crianças rezando todos os dias para que alguém as adote.
Finalmente Yumi levantou o rosto para fitar quem ela abraçava, e arregalou os olhos ao notar que era a filha do seu marido, no caso eu. Ela passou as mãos pelo rosto, secando suas lágrimas. Seus olhos castanhos estavam inchados e vermelhos por causa do choro. Ela respirou fundo tentando se controlar. Provavelmente ela não estava esperando o gesto de minutos atrás, pelo menos não vindo de mim.
- O que faz aqui? – Perguntou olhando para a direção oposta de onde eu estava. Eu podia ver que ela não queria demonstrar fraqueza na minha frente.
- Fui falar com Otou-san hoje. – Sentei ao lado dela, fitando a parede na minha frente. Pude ver pelo canto do olho que ela agora me fitava. – Nós conversamos e esclarecemos as coisas, eu vou dormir na casa de vocês hoje.
- Porque não está me tratando como se eu fosse uma vaca? – Yumi perguntou. Seus olhos cheios de ressentimentos.
- Eu te devo desculpas. – Virei meu corpo na direção dela. – Eu fui uma criança infantil e mimada todos esses anos. Só que intenda, para mim era como se você tivesse substituindo minha mãe. Agora que Oka-san vai se casar eu pude ver como agi mal com você, mal te conhecia e te juguei errado.
Yumi me olhava meio espantada, ela deve ter pensado que eu estava tirando com a cara dela. Mas por mais absurdo que isso parecesse para mim há uns dias atrás, eu estava sendo sincera com ela. Papai disse que Yumi fazia bem para ele, eu queria descobrir se isso era verdade.
- Está propondo trégua? – Yumi ergueu uma das suas sobrancelhas bem feitas, meio confusa.
- Trégua. – Sorri e lhe estendi a mão. Meio hesitante ela apertou minha mão.
- Trégua. – Yumi retribuiu o sorriso.
- Yumi. – A chamei. – Otou-san me falou sobre o que você está passando, e eu realmente sinto muito. Mesmo que você não consiga gerar um bebê, ainda pode criar uma criança e chamar de sua. E eu te prometo que vou ter ajudar a cuidar do meu novo irmãozinho ou irmãzinha.
- Bom saber, porque eu vou cobrar. – Ela riu.
- E eu vou dar muito chocolate com morango para ele ou ela nas suas costas. – Ri junto com ela. – Vou lhe ensinar tudo que eu sei sobre rock, e bolos de chocolate.
- Garota você é viciada em chocolate com morango, não é? – Yumi se segurava para não gargalhar.
- O que você queria? – Dei de ombros. – Minha mãe vivia comendo chocolate com morango enquanto estava grávida de mim, e toda vez que eu estava triste Otou-san ia lá e me dava chocolate com morango para me animar.
- Acho que você deve concordar comigo. – Yumi falou – Chocolate é mil vezes melhor que flores.
- É isso que eu disse para o Sasuke-kun! – Exclamei rindo.
Começamos a gargalhar. Se eu não tivesse tido aquela conversa com Otou-san mais cedo eu diria que estava em alguma outra dimensão. Na mesma dimensão do sonho bizarro do Naruto. Presta bem atenção, olha o que meu melhor amigo baka sonhou. Que nós éramos ninjas, e que a biba do Orochimaru era uma espécie de ninja super poderoso que fez o Sasuke-kun ir para o lado do mal. E advinha por que. Porque o Itachi tinha matado toda a família Uchiha, que não era família, mas sim um clã. Bizarro, eu sei. Se o Naruto escrevesse uma mangá ele ganharia muito dinheiro com essas suas ideias bizarras.
Quando nos acalmamos, eu estava com a barriga doendo de tanto rir. Acho que eu poderia me dar bem com a Yumi. Quem sabe ela acabe se tornando uma grande amiga para mim, assim como tia Konan. Isso era o que eu realmente esperava.
- Você gosta de compras Sakura? – Yumi me perguntou com os olhos brilhantes.
- Claro que eu gosto, ainda mais quando eu tenho um cartão sem limite. – Sorri cumplice.
- Bem já que você vai dormir lá em casa hoje, e pelos próximos fins de semanas, até o dia que você resolver casar... O que acha de fazer umas comprinhas. – Piscou para mim.
- Ui, você pensa alto. – Sorri maliciosa para ela. – Eu gosto disso.
- Ótimo! – Ela ficou em pé em um instante e segurou meu braço.
Yumi praticamente me arrastou para fora do prédio, acho que ela esqueceu que meu pai estava ali. De uma coisa Otou-san estava certo, quando essa mulher está feliz ela esbanja juventude. Olhei por cima do meu ombro e vi Otou-san e Tsunade-obaasan olharem confusos para nós duas. Claro quem não ficaria confusa, afinal até sexta à noite eu e Yumi estávamos quase matando uma à outra.
Segurei o braço de Yumi, ela me olhou interrogativa. Suspirei e apontei com a cabeça Otou-san. Na hora que o viu os olhos de Yumi ficaram marejados, ela não queria ter que contar para o papai que não poderia lhe dar mais filhos. Sério Otou-san já tem três garotas, eu espero que ele adote um menino. Eu deixei de ser a princesinha duas vezes, ok parcialmente, mas ainda conta.
- Uma hora ou outra você vai ter que contar pra ele. – Falei tocando seu ombro.
- É horrível ter que falar para o homem que você ama que não é capaz de dar mais um filho para ele, sendo que ele abriu seu coração para você e te tratou como se fosse a melhor mulher do mundo, dentre tantos defeitos. – Yumi engoliu em seco. Agora eu estava me sentindo uma verdadeira vaca por nunca ter conversado verdadeiramente com ela.
- Otou-san vai ficar triste isso é verdade, mas eu sei que ele ama você. – Suspirei. Sentia-me estranha tentando consolar Yumi. Claro era sempre eu que consolava Tenten, Ino, Hinata e até Temari. Mas Yumi era diferente eu sempre a odiei, isso fazia as das coisas extremamente bizarras.
- Você está certa. – Sussurrou.
Yumi se afastou e caminhou até o meu pai, ela andava cabisbaixa. Só agora notei suas roupas, jeans e blusa branca, nunca a tinha visto vestida de uma forma tão simples. Senti uma mão em meu ombro e franzi as sobrancelhas ao ver quem era.
- Sasuke-kun? – Falei surpresa.
- Hn. – Me cumprimentou com um aceno de cabeça.
- O que faz aqui? – Seus olhos ônix não estavam muito felizes.
- Te liguei o dia inteiro, desde que Neji me falou sobre sua mensagem. – Suspirou. – O que diabos te deu na cabeça para sair daquele jeito da aula do Orochimaru?
- Uma ruiva mal tingida que estava pedindo para apanhar, de novo. – Eu não estava gostando do tom que ele usava comigo, era como se semana passada nunca tivesse acontecido.
- Hn. – Cruzou os braços, irritado. OH SHIT! Porque diabos ele estava sendo tão estupido comigo, sendo que eu não fiz nada.
- O que diabos eu fiz para você estar me tratando desse jeito? – Perguntei com os dentes serrados.
Sasuke pegou minha mão e caminhou comigo para fora do hospital. Sua mão segurava a minha com exagerada força, chegava quase a doer. Paramos no jardim do hospital, onde não tinha quase ninguém. Puxei minha mão da sua com certa violência, o fitei com certa indignação no olhar. Aquele não estava parecendo nem um pouco com o meu Sasuke-kun.
Eu podia ver raiva chamuscando seus olhos negros. Algo havia acontecido, e nada bom alias. Suas mãos estavam em punhos, eu podia ver que seu maxilar estava rígido. Seu corpo demostrava demasiada fúria.
- O que diabos aconteceu? – Perguntei novamente, se ele queria ser bruto comigo eu também seria com ele. Se uma coisa que Senju Megumi me ensinou muito bem é não se rebaixar, nunca em circunstância alguma abaixar a cabeça para um homem, mesmo que estivesse em uma situação de vida ou morte, mesmo que fosse o garoto que você estava perdidamente apaixonada. Sempre manter o rosto erguido.
Sasuke colocou a mão no bolso, tirou um papel o algo do gênero e me estendeu. Eu não acreditei no que meus olhos estavam vendo.
- Me explique você, Sakura. – Falou em tom frio e grosso. Sem dúvida alguma aquele não era o meu Sasuke-kun.
N/a:
UCHIHA SASUKE! *grito histérico de uma autora em TPM* (Tô Puta Mesmo) Garoto se você fizer alguma merda com a Sakura-chan eu juro que te castro! *olhar mortal*
Oi amores de minha life!
Bem eu to furiosa com o Uchiha, se ele fizer merda vai levar, eu não to nos meus dias de ser 'HAPPY'. Meu dia não foi dos melhores, sorry. XD O capitulo já tava pronto, to fazendo a nota agora, esqueci de manda para Mary-chan. Resumindo to a maior confusão.
Well about the chapter... Eu to sentimental todas vocês passam por isso às vezes. É Yumi parece ser uma boa pessoa, e o daddy da Sakura também. Coitado foi pressionado pelos pais. O que eu tenho permissão para abri a boca é o seguinte "A RUIVA ATACA!". E sobre a Yumi, ela é legal, a Sakura que julgou ela mal desde o começo, teria feito a mesma coisa, fato.
Olha eu já postei doze capítulos contando com esse, e ainda não comentei de onde veio a minha ideia. Lá estava eu com meu pijama preferido, maior cara de sono em plena terça-feira, tomando meu café da manhã. Minha mãe já tinha saído para trabalha, eu estava trocando os canais e de repente para na FOX, tava dando BONES uma das minhas series preferidas. Minha irmã e meu irmão acham nojento porque a Bones é cientista do FBI e ela cuida dos cadáveres para ver a causa da morte. Então... Ela e o Buff (não sei se é assim que se escreve) tiveram que se infiltrar na máfia para descobrir quem era o assassino. E não, não era a MÁFIA JAPONESA, era a máfia americana mesmo. XD e o Buff teve que se meter em brigas ilegais, dai veio a ideia.
Bom, eu fiquei meio tristinha porque minhas reviews caíram, mas dai eu lembrei que era feriado (dãh) e muita gente deveria ter ido pra praia. E vocês vão comentar os próximos capítulos, não é? Ò.Ó (Inner: Cara ainda bem que eu não to na pele de vocês. Eu quero ver amanhã, a um tempão ela ta tentando arrumar desculpa para terminar o namoro. Coitado da cara kkk).
Ta já falei de mais, capitulo 13 vai vir rápido, se as reviews virem rápido também. Sacas? Só mais um aviso: UHU! FIGHT NO PRÓXIMO CAPITULO! O/
Momento de loucura da autora OFF
Reviews:
Fipa-chan
Letyy-cha
Zisis
Jaque Lovegood
Bela21
Sahnidarkness
Mousse Evans
Neko Sombria
Duchiki
Ana Higurashi
HOLLYDAY
Atami
Aniinha Uchiha
Jade Amorim
Desculpe amores, não deu tempo de responder as review porque se eu respondesse a Mary-chan não ia conseguir betar para amanhã e alias, to indo escrever o próximo capitulo!
Bjuus 3
Samy
N/b: tipo assim essa santa pessoa esquece que eu estudo de manha e me pede o capitulo às onze horas da noite e sabe ate que horas eu poderia mandar? Não? Advinha! Amanha de manha! Serio Samy venha na minha pele com um cap de 8 pgs pra betar e tentar de enviar antes da meia noite, é impossível! Então se ele estiver mal betado a culpa não é minha ta legal!
Whatever... (cara eu amo fala isso usuashuas) eu quero saber o que tem dentro do bilhetinho!(inner: quem não quer sua anta!)
Yumi-chan do bem. Com essa você me pego eu achei que ela era uma parente da VaKarin ou algo assim... ainda bem que não O/
Pras people que lêem isso aqui (o que eu acho tipo assim MUITOOOO difícil) eu espero que tenham curtido tanto quanto eu ^^
Beijinhos
Mary-chan!
Quer um novo capitulo?
Deixe sua review!
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